Como ocorreu o atropelamento de Juliana Dias

Um sorriso apagado para sempre. Foto: Gilberto Kyono

No dia 2 de março de 2012, uma sexta-feira, eu estava na maternidade com minha esposa quando começo a ver as notícias pelo twitter. Ciclista atropelada e morta por um ônibus na Av. Paulista. Mulher, bike prata, com caixote no bagageiro. A história se repete.

Aperto no coração. Muitas amigas passam por ali diariamente e, mesmo sendo alguém que eu não conhecesse, sofreria como se fosse uma amiga próxima. Relatos iniciais no twitter afirmavam que o ônibus teria furado o sinal vermelho e acertado a ciclista em cheio, o que aumentava a revolta com o ocorrido.

Conversando com alguns amigos, descobri ainda na parte da manhã que a vítima era a Julie, mas não podíamos divulgar a informação em respeito à família, que ainda não tinha sido avisada.

Não, eu não a conhecia pessoalmente. Mas devo ter trocado um “oi” aqui e ali, já que tínhamos muitos amigos em comum e provavelmente estivemos no mesmo lugar ao mesmo tempo, em mais de uma ocasião.

Julie era mais uma de nós sendo levada.

Segunda faixa e a falta de sinalização

Juliana estava na segunda faixa da avenida, comumente usada por ciclistas. E por que usam essa faixa? Justamente PARA NÃO ATRAPALHAR OS ÔNIBUS. A faixa da direita é exclusiva dos coletivos e, como eles têm dificuldade para ultrapassar, já que os motoristas dos carros não os deixam sair dali, muitos ciclistas optam por trafegar pela segunda faixa. Tanto que bicicletinhas foram pintadas ali bicicletinhas no asfalto, por diversas vezes, aumentando a segurança de quem circula de bicicleta na avenida.

Quando havia sinalização no chão, os motoristas aceitavam melhor a presença dos ciclistas na Paulista. Mas, infelizmente, a CET preferiu apagá-las, com o argumento de que “confundiam os motoristas”. Em junho de 2011, alertamos aqui no Vá de Bike sobre o perigo de apagar essa sinalização e esclarecemos o motivo pela qual deveria ser oficializada em vez de ser retirada (leia aqui).

Mas como aconteceu?

Juntando os depoimentos de testemunhas que circularam pela imprensa, o relato do colega Rene Fernandes (que esteve na delegacia) e a experiência prática de quem já sofreu muitas agressões parecidas nas ruas, é possível fazer uma suposição mais realista sobre o que aconteceu.

O que descrevo abaixo é o cenário mais provável, em um exercício de entendimento das informações e depoimentos encontrados até o momento.

Dois criminosos

Testemunhas afirmam que um primeiro carro, de passeio, havia fechado Julie e a obrigado a fugir para a faixa do ônibus. Esse foi o primeiro criminoso, que com sua conduta irresponsável poderia ter sido o culpado direto pela morte da menina. Mas desse ela conseguiu escapar.

Julie então retornou para onde estava. Mas a ação desse motorista certamente incentivou o condutor do ônibus que vinha atrás a fazer o mesmo. Vendo o automóvel forçá-la a sair da rua, deve ter pensado em seu íntimo que a ciclista estava atrapalhando, que ela não deveria estar ali e que teria que se virar para sair da sua frente. Afinal, estava no lugar errado. Que criasse asas.

À direita de Julie havia nesse momento um ônibus, trafegando normalmente na sua faixa de direito. Então esse condutor irresponsável jogou seu veículo grande e pesado sobre a ciclista, ameaçando-a. No vídeo veiculado pela Rede Globo é possível ver o ônibus amarelo ultrapassando o outro a uma distância lateral muito pequena, com a ciclista ali no meio, o que demonstra que esse motorista, Reginaldo Santos, não lhe deu nenhuma chance.

O ônibus da esquerda deve ter tocado seu guidão. Ou, no desespero, ela se desequilibrou entre os dois veículos. Não faz diferença. Ao cair, o ônibus que estava à sua direita – e não tinha nada a ver com a história – passou por cima de seu corpo. Julie criou asas.

O motorista desse ônibus, apesar de consternado, conseguiu anotar a identificação do ônibus que causou sua queda. Desceu, olhou, se desesperou com o que viu. Mas não poderia fazer mais nada. A atitude daqueles dois motoristas – o do carro, que a ameaçou primeiro, e o do ônibus, que saiu sem prestar socorro – é indesculpável. E deveria ser inafiançável.

Fiança

O motorista que havia fugido do local do crime se apresentou durante a tarde. Foi preso em flagrante, mas o sindicato pagou a fiança de R$1.500,00 para que fosse liberado. Ele está sendo indiciado por homicídio culposo, com o agravante de estar dirigindo um veículo de passageiros.

Talvez esteja afastado da empresa, mas é bem provável que tenha dirigido seu carro particular no final de semana. O ideal seria seu direito de dirigir ser retirado por um longo tempo, para evitar que matasse mais pessoas pelas ruas. Uma pessoa assim não pode dirigir, por representar um risco à sociedade, da mesma forma que alguém que atira em local público e mata alguém “acidentalmente”, não deve mais ter porte de arma.

A Avenida Paulista não é perigosa

A Avenida Paulista é plana, reta, com quatro faixas e boa visibilidade, tornando fácil aos motoristas ultrapassar os demais veículos com segurança. Não é um local para correr, embora a sinalização permita 60 km/h e a fiscalização de velocidade seja inexistente. Aliás, 60 km/h é um limite ainda alto para uma via com um tráfego tão intenso de pedestres.

Quem matou Juliana Dias não foi a Avenida Paulista. Foi o motorista do ônibus. E, indiretamente, também o motorista do carro que a fechou.

Finas e fechadas

Infelizmente, Juliana não está mais aqui para contar o que houve. Apenas a versão do motorista que a matou será ouvida, o outro lado calou-se para sempre. As investigações terão que se basear em depoimentos de testemunhas que, talvez à exceção do skatista, não conhecem na prática a condução de uma bicicleta nas ruas, vendo a situação pela ótica de quem está dirigindo um carro. Para essas, Julie se desequilibrou e caiu por si só, “uma fatalidade”. Afinal, bicicleta é perigoso e as pessoas caem sozinhas o tempo todo. Esperamos que as imagens registradas possam ajudar a investigação.

Mas quem pedala nas ruas sabe: há motoristas que se irritam com a simples presença do ciclista na via e fazem questão de passar no espaço onde o ciclista está, mesmo que haja pistas livres para ultrapassagem. O motorista buzina, ameaça com o tamanho do carro e o barulho do motor. O ciclista que se vire para desaparecer magicamente da sua frente. Ou, pior, dão a conhecida “fina educativa”, passando propositalmente perto do ciclista para “educá-lo” a não utilizar as vias. E é isso que o motorista desse ônibus e daquele carro parecem ter feito.

Por isso dizemos #naofoiacidente. O simples respeito ao artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro, que determina distância de 1,5m ao ultrapassar um ciclista, teria evitado essa tragédia. Quem o desrespeita, deve levar em consideração o risco de uma lesão corporal ou morte. Se ainda assim o faz, não se pode dizer que foi um acidente. Acidente é o que não poderia ter sido evitado.

O que diz a lei

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração – média;
Penalidade – multa.

Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração – grave;
Penalidade – multa.

Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
(…)
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.

Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa – retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
(…)
XIII – ao ultrapassar ciclista:
Infração – grave;
Penalidade – multa;

Como deveria ser

Em Bristol, na Inglaterra, um motorista de ônibus que jogou o veículo propositalmente em cima de um ciclista foi condenado a 17 meses de prisão, por direção perigosa e lesão corporal. Além do relato de testemunhas, o tribunal se baseou em imagens de uma câmera de segurança.

Por aqui, R$ 1.500,00 de fiança pagos pelo sindicato garantem que o motorista continue livre – e dirigindo.

Manifestação em dezenas de cidades

Em apoio ao ocorrido com Juliana Dias e para que não precisemos de mais Julianas, Márcias, Antônios e Anônimos, dezenas de cidades brasileiras realizaram uma manifestação conjunta na noite da terça-feira, 6 de março. Veja aqui.

Como foi a manifestação na noite do ocorrido

Veja abaixo uma bela videorreportagem sobre a manifestação realizada na mesma noite, com depoimentos de ciclistas presentes. E aqui, muitas fotos.


135 comentários para Como ocorreu o atropelamento de Juliana Dias

  • fabio montarroios

    caro, acompanho o blog com frequência, pois costumo ir de bicicleta ao trabalho e fiz proveito de muitas dicas q estão aqui publicadas. trabalho em frente ao local do acidente e, ao ler todas as considerações deste post, acredito ser importante frisar que um grande equívoco está se formando. a av. paulista (trabalho neste endereço há dez anos) mudou muito e, hoje, ela apresenta um grande fluxo de trânsito que foi melhor organizado depois da grande reforma das faixas de pedestre, calçadas e tempo dos semáforos. o fluxo de pessoas nas calçadas aumentou enormemente e tenho notado q o volume de bicicletas também aumentou. a av. paulista não é um local seguro para ciclistas, pois o convívio com carros, pedestres, caminhões, ônibus e motos não é fácil. não ando pela avenida, NUNCA, mas pela calçada até o ponto q me interessa ou pela rua são carlos do pinhal. o mapa com as ciclorotas, elaborado pelo cebrap, inclusive, não indica a av. paulista como um local seguro para o trânsito de bicicletas. acredito na credibilidade deste mapa e q pessoas se envolveram seriamente para ajudar ciclistas na escolha da melhor rota (nem sempre a mais curta). acredito q, além das visíveis e sempre impunes infrações de trânsito contra ciclistas, são incontáveis e desestimulam muitas pessoas a andar de bicicleta. agora, o seguinte: falar para as pessoas usarem a bicicleta, sozinhas, em avenidas com grande fluxo de carros é conduzi-las a um acidente (grave ou não, fatal ou não). ciclistas como eu, que não são cicloativistas, estão sendo manipulados como massa de manobra para engrossar o caldo desta guerra não declaradas, mas q é travada todos os dias. já vi cilcistas oprimindo pedestres assim como motoristas assuntando ciclistas… ciclistas não são uma categoria especial da sociedade. os homessexuais se organizaram no mesmo sentido e cometem um grande erro. ao invés de reforçarem o direito constitucional de igualdade, exigem privilégios. o que os ciclistas precisam é de vias seguras para q, sozinhos ou não, possam transitar pela cidade sem ajuda de bike anjos ou carros de apoio… repito: incentivar um ciclista a transitar pela cidade para incluir mais um soldado na ocupação das ruas (sim, a rua é de todos, mas o ciclista é frágil, está com todo o seu corpo ao lado de aço e motoristas furiosos). a “massa crítica” está fazendo as vezes dos que usam as pessoas como massa de manobra. e isto, caro, é um grande erro.

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    • Luciana

      Fabio, tb trabalho em frente o local do atropelamento da Juliana e venho todos os dias de bike.

      Concordo que ” falar para as pessoas usarem a bicicleta, sozinhas, em avenidas com grande fluxo de carros é conduzi-las a um acidente (grave ou não, fatal ou não)”. No entanto, quem se empenha nesta tarefa nao será nem tolo nem nada… Eu estimulo minha filha (ainda com 9 anos) a usar a bike sozinha, mas no futuro. Agora o que fazemos é pedalar nos finais de semana e estamos a uns 3k do Pq. Villa-Lobos, distancia esta que fazemos de bike (não levamos as bikes no carro até lá). E é neste percurso que mostramos a ela o que fazer e o que não fazer. Apontamos as irresponsabilidades e imprudencias dos motoristas (em pleno Domingo, veja voce…); damos dicas sobre como trocar as marchas, como se portar no semáforo etc. Acho que isso, sim, é ensinar, educar e estimular o uso correto da bike…Sem necessariamente “ir na crista da onda”, falando pra pessoas trafegarem em avenidas como a Paulista.

      O volume de bikes na Paulista tambem aumentou (ou sou apenas eu que agora presto mais atenção), assim como aumentou o numero de entregadores de restaurantes dos arredores que trafegam na CONTRA MAO do CORREDOR DE ONIBUS. O que dizer deste comportamento??!!

      Eu tb já vi ciclistas aqui senão oprimirem, no mínimo desrespeitarem os pedestres. Mas também vejo DIARIAMENTE pedestres que NAO respeitam as faixas e, pior, quando na faixa, não respeitam o semáforo e não esperam sua vez. Quando estou na faixa de pedestres, sinto-me quase uma tola sendo uma das pouquissimas a esperar minha vez. Mas, ei, só exercendo meu dever é que poderei exigir também o meu direito quando for a hora.

      Olha, a Av. Paulista é perigosa, assim como é perigosa a rua da minha casa, onde a vel. máxima é de 30km por hora e onde já discuti com motoristas ali por trafegarem bem acima do estabelecido…

      Há uma semana usando meu cartaz (preso na mochila, grande e colorido, pedindo gentileza no transito), posso dizer que a tática está dando certo. Quem o ve de perto, desacelera e, graças a Deus, já são seis dias sem tomar fina ou buzinaço – sabe aqueles que te assustam e irritam?

      O que nos falta é EDUCAÇÃO, RESPEITO, GENTILEZA, PACIÊNCIA… E, claro, vias que nos deixem menos expostos aos motoristas…

      Eu não me sinto manobrada, nunca fui muito ativista (talvez mais rabugenta no trânsito que só eu vivo) e apenas dava algumas dicas pros amigos no meu Facebook. Mas no dia da morte da Juliana, me senti particularmente vulnerável. Naquela mesma manhã, na ida ao trabalho, levei uma fechada de uma mulher que não quis esperar três segundos para virar à direita e quase me derrubou da bike ao tirar uma fina do meu pneu dianteiro sem NEM DAR SETA e levei também algumas finas no mesmo lugar do trajeto que considero particularmente perigoso… (onde, aliás, depois do cartaz, melhorou!).

      A Paulista é tão insegura quanto a rua do nosso bairro… Mas se estiver congestionada, pode ser tão segura quanto a rua da sua casa… Depende do ângulo que você olha a questão…

      Nao me sinto numa guerra. Sinto-me, sim, num pais de pouca educação e mínima conscientização…

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  • Mark

    “Eu tenho dinheiro e posso ter um carro grande. Se você não tem, saia do meu caminho”

    Basicamente essa é a mentalidade aqui na República Federativa da Banânia

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  • Marcos Mauro

    Ainda estou encafufado, não consegui encontrar o endereço desse tal de Reginaldo Francisco dos Santos.

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  • David

    Se não houver uma campanha nacional de conscentização de que o uso da bicicleta so traz beneficios à todos, inclusive motoristas, a reação da população geral sera sempre a mesma. A grande maioria da população acha que bicicleta é so para brincar quando se é criança, e que deve estar bem longe das ruas. E ao meu ver, isso so pode ser mudado quando a população for educada, e no minimo o governo dar o exemplo.
    As ciclovias ajudam, mas conscentizar os motoristas vale tanto quanto ou mais.

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    • Tio Lagra

      Concordo com o David. Investimento em ciclovias é uma parte do que deve ser feito. Educação e conscientização também são muito importantes. Aí eu pergunto… O governo tem interesse em mais bicicletas nas ruas e menos IPVA, menos impostos sobre combustíveis, menos impostos sobre as peças de veículos, etc… que deixariam de ir para os seus cofres inoperantes… Carros deveriam ser utilizados apenas por pessoas com dificuldade de locomoção ou para trajetos superiores a 10 Km.

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  • Francisco Bicudo

    Bom dia, amigos!!! Sou paulistano e moro em Brasilia. Sou ciclista e também motorista. Apesar de não conhecer a Juliana, fiquei muito triste pelo acontecido. Quantos mais precisam morrer para mudarmos nossa educação no transito?? Quantos mais precisam morrer para mudarmos a nossa cultura?? O motorista de carro precisa lembrar, que amanhã pode ser um ente querido ou amigo(a) a ser a vitima!!!!

    “Por dois caminhos se chega a verdade, pela virtude que é mais nobre ou pela experiência que é mais amarga!!!”

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  • Até qdo a ignorancia e a estupidez vão ficar em pune? Sera que os minutos ganhos forçando a ultrapassagem da bicicleta da Juliana valeram a vida dela? Prefeito fica a dica: CICLOVIAS JÁ!!!!!!!!!!!!!!!1

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  • [...] muito tempo depois, na mesma avenida pelo mesmo motivo, uma ciclista é atropelada e morta.  Juliana Dias andava pela Av Paulista, foi fechada por um carro, um ônibus e atropalada por outro ônibus, um [...]

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  • Paulo

    Um ônibus colidiu com uma bicicleta.A bicicleta era conduzida por uma pessoa com sonhos e esperança de um mundo melhor( justamente por isso estava numa bicicleta). Foram-se sonhos e esperança dessa pessoa.Resta a lição , esperança e sonho dos que ficaram pelo exemplo de nunca se intimidar pela intransigência de poucos.
    (ao menos no Céu deve haver kms e kms de ciclovias de nuvens, e , mesmo caindo ninguém se machuca).Feliz chegada para vc Juliana!

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  • Fred F

    Acho importantíssimo mostrarmos tmb o lado do motorista que a atropelou… Fiquei emocionado ao ver esta reportagem… Ele com certeza é uma pessoa de bem e isto se tornou uma tragédia em sua vida. Infelizmente já participei de um atropelamento de um andarilho em uma estrada (3 carros o atropelaram antes e não tive como escapar… acabei passando por cima tmb…) e sei o que este senhor sente. Sempre que passo pelo local me emociono. Sempre que fecho os olhos me lembro da cena….. Não desejo isto p/ o meu pior inimigo. A dor que carregamos é eterna e não tem cura…. Sou ciclista e luto por uma convivência pacífica no trânsito.
    Assistam o vídeo veiculado pela record e reflitam no outro lado tmb….
    http://noticias.r7.com/jornal-da-record/noticia/motorista-de-onibus-continua-abalado-apos-acidente-que-matou-ciclista-em-sp/

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  • Dayana Dewing

    Realmente quem anda no trânsito sabe, É EXATAMENTE como descrito no texto que acontece. E ainda percebo mais, um olhar de prazer doentio de diversos motoristas quando tiram o “fino-educativo” e quando nos forçam a parar. Inúmeras vezes vi motoristas, principalmente taxistas e particulares tentando “entrar” em espaços no trânsito enquanto um sinal estava fechado que “não havia como um veículo ocupar”, só para passar a frente do ciclista.

    É lamentável ver a grande quantidade de motoristas particulares e pasmem! Que se dizem profissionais cometendo tantas infrações desnecessárias.

    Pergunto aos motoristas e à sociedade: QUAL O VALOR DA VIDA HUMANA?

    É mais importante pôr em risco a vida de um ciclista para satisfazer seu ego de estar “certo” sobre ocupar a via de transporte público!?

    O Código de Trânsito garante a presença de ciclistas nas vias, sabia?

    Seja um motorista consciente! Respeite o ciclista, hoje é um desconhecido, mas amanhã pode ser um filho seu!

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  • Marcos Mauro

    Alguém sabe o endereço deste motorista que fechou Julie? Adoraria mandar uma carta para ele.

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  • Chan

    Temos que comecar a dar nome aos bois ou seja, divulgar quem sao estes que quando ocausinam esses acidentes tem a cara de pau de falar que nao saiu para matar, como foi o caso do onibus que avancou o sinal quebrado e atropelou o carro matando duas pessoas.
    E facil cometer esse tipo de coisa e depois se fazer de coitado, ganho mal, trabalho tantas horas no transito, imagine se cada um de nos que ficamos horas no transito, usa se isso como desculpa.
    Temos que parar de se esconder atras de classe social, e tudo mais, antes o cara era rico nada acontecia, agora ele supostamente tem uma condicao para menos tambem ta livre.
    abraco vamos rezar para que as coisas melhorem

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  • [...] Veja o vídeo da manifestação em São Paulo, em homenagem à Julie Dias: [...]

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  • Galera… sou ciclista e pedalo com o Campinas Bike Clube aqui em Campinas, sinto muito pela perda da nossa companheira de pedal Juliana Dias!
    Em apoio estamos organizando aqui em Campinas – Bicicletada Nacional

    Segue link da pagina do evento no Facebook – http://www.facebook.com/events/312190452167988/

    A todos o meu sentimentos pela perda!

    Att / Wilder Stanrley Degan

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  • Thiago Pereira

    Pessoal,

    Amanhã, quem puder participar da Bicicletada na sua cidade ou em cidades vizinhas, compareça! Independente da opinião de cada um sobre a ideia/objetivo da Massa Crítica/Bicicletada que acontece mensalmente. A Bicicletada de hoje é para um BASTA nessa violência no trânsito com os ciclistas, skatistas, pedestres e etc. Independente do modelo da sua bicicleta, do seu poder aquisitivo, credo e etc, compareça! Convide seus amigos para um passeio em forma de protesto, tranquilo, com segurança, sem violência. A dica é: Respeitem todos, mesmo que este esteja te xingando, mandando você para aquele lugar. Mande um beijo, um abraço, dê um sorriso. Mas o importante é mostrarmos que cansamos disso tudo, mas com muita paz.

    Se você nunca participou de uma bicicletada ou algum passeio em grupo, não tenha medo/vergonha. Tenho certeza que todos lhe receberão muito bem.

    Até daqui a pouco!

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  • Paulo

    Uma vida é um preço muito caro a pagar pela “ousadia” de pedalar uma bicicleta nesse transito infernal.Motoristas irresponsáveis e autoridades lenientes concorrem para os absurdos das ruas.Eles(motoristas) odeiam motos , odeiam bikes , odeiam pedestres. Só eles e seus carros merecem o privilégio de rodar sem que nada os impeça de proseguir na sua mesquinha ambição de ter as ruas somente deles!!!

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  • Marko

    No Brasil temos motoristas de todos os tipos de veículos que não poderiam em hipótese alguma estar dirigindo se fizessem um exame psicológico mais detalhado que infelizmente neste país não é necessário e assim passam os dias, as estatísticas só crescem e as autoridades desta baderna que chamamos de país não fazem nada!!

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    • André Mezabarba

      Marko, além disso, ensino de Leis e Regras de transito não passa de um “decoreba” feito em auto-escolas (CFC’s, sem trocadilhos (ou com eles?) com o famigerado gás abolido dos aparelhos de refrigeração) e posterior a prova de Legislação, um decoreba detalhado da área de exame para a prova de direção e aí temos nossos habilitados condutores…

      Educação de Transito deveria começar nos primeiros anos de escola de uma criança, com forte enfase ao respeito de pedestres e ciclistas, juntamente com noções de cidadania e respeito à pessoa próxima, mas infelizmente ainda estamos bem distantes de uma realidade dessa.

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      • Ricardo Laudari

        André,

        Totalmente a favor! Agora, é preciso dizer também que muitos ciclistas também precisam de educação no trânsito. Muitos. A máxima de que andar na contramão é o melhor, impera vigorosamente entre aqueles menos plugados. Eu vejo mais ciclistas na contramão do que na mão da via. Fica até chato, uma vez que pessoas que estão comigo sempre apontam esses sujeitos como “os ciclistas”. E tenho de concordar.

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        • Verônica

          Concordo André, to começando agora a andar de bike, não hesito em colocar pisca alerta e sair com meu capacete. O que vejo muito é ciclista sem proteção alguma, sempre na contramão ou andando feito uns doidos na calçada. Poxa vida, já pensou atingir uma criança, um idoso, uma gestante na calçada? Cada um precisa fazer sua parte para que as coisas comecem a melhorar.

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        • Mauro-SP

          Ricardo, hoje está estampado, na primeira página de um jornal popular (não colocarei o nome, pois não tenho certeza qual) uma matéria sobre o desrespeito às leis e regras por parte de ciclistas na Paulista…
          Infelizmente, esse tipo de atitude (que acaba por ser um prato cheio a setores da imprensa) é um banho de água fria em qualquer movimento pela cidadania…

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          • Luciana

            qui cabe meu mea culpa…

            Ontem ah tarde, voltando para casa, sai da Alameda Campinas e entrei na Paulista sentido Consolacao.
            Parei no farol que fica entre os cruzamentos da Pamplona e Al. Campinas. Quando o farol dos pedestres ficou vermelho e nao havia NINGUEM mais atravessando, cruzei a faixa. Havia tres pessoas chegando ja na calcada, quando uma delas apontou pra mim, falando com os outros dois acompanhantes, querendo dizer “olha ai ela que nao respeita…”…

            Fiquei com vergonha de mim mesma, disse a ela que o sinal dela ja estava vermelho… Cheguei em casa, ainda tentei argumentar com meu marido (que tb eh ciclista) dizendo que a questao eh de bom senso, pois nao se tratava de um cruzamento em si e nao havia nenhum pedestre mais na faixa… Para o que ele respondeu: “Nao importa, o sinal estava vermelho para voce e voce o furou”… :-/

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          • Verônica

            Luciana, se você se sentiu envergonhada é porque no fundo você sabe que não foi correta na sua atitude. Isso é o mais importante, concientização. Ainda sou “mais pedestre do que ciclista” e meus colegas pedestres também me irritam quando atravessam na hora que não devem, e também se sentem envergonhados ao levar bronca de algum motorista. Cada um fazendo sua parte, só assim vai melhorar. Você reconheceu seu erro, agora é só não repeti-lo =)

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          • Verônica

            Corrigindo**conscientização

            Mas tenho percebido uma grande quantidade de ciclista na Paulista (trabalho por aqui) que não utilizam capacete. Isso é preocupante.

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          • Ricardo Laudari

            Mauro,

            Exatamente isso! É como uma caixa de água furada: tanto trabalho para subir a água até lá em cima, enquanto diversos furos a esvaziam por baixo. Fica difícil!

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          • André

            Verônica: O capacete não é obrigatório segundo o CTB, e se olharmos as cidades mais amigáveis as pessoas (Copenhague, Amsterdã…) veremos centenas de ciclistas sem capacete.
            Mauro: Esses jornais são extremamente “oportunistas” e ficam aguardando qualquer assunto do momento pra poder mostrar a sua versão, e pelo visto ainda são preconceituosos quanto a bike, por que não mostram também o que sofre um ciclista consciente e que respeita as leis e as pessoas?

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  • roberto leão

    Vejo vários lados do prisma desta ação .Não dizendo que a morte da ciclista foi culpa dela mas de sua ingenuidade e falta de sim experiencia como ciclista pois tendo a visão de ciclista urbano ela andaria mais ao meio da faixa que esta próxima da faixa dos veículos de transporte coletivo ,trabalhei muito como biker mensageiro nesta via e nunca tive problemas com este tipo de veículo hoje ando por av como Av Salim Maluf,Marginal Tiete e vou pela rodovia Presidente Dutra para retornar a meu trabalho e não sofro se quer uma unica busina tocando concordo que a falta de ciclo vias para os menos experientes mas me intriga porque só ouso falar de acidentes na tv,radio,etc quando um empresario,biologa ou ciclo ativista é atropelada nas av mais famosas por sua grande burguesia pois quando o pedreiro Zé morre ,o Tião,o Cicero não se fala sobre estas pessoas que realmente vejo todos os dias indo para o trabalho nas periferias por onde ando e a muito mais ciclistas indo para o trabalho ??? Cade Falzone ,e todos os ciclo ativistas deitando no chão desculpe mas sou ciclista desde 1989 por precisão e vejo nisto sim um monte de rebeldes com causa sim só que muito sem noção da realidade do que o transporte sobre bicicletas no transito e eu tenho a lamentar por esta moça que foi morta sim pela nossa leis e regras feitas por quem não andam de bicicleta e supostos guias que não sabem seguir regras de segurança .

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    • Mauro-SP

      Roberto, parabéns pelo teu relato. Vc está coberto de razão. A perda da Juliana é imensa para todos os cidadãos, mas não é maior do que qualquer outro ciclista desta cidade ou deste país. Muitos e muitos perdem a vida (ao menos um por semana, em S. Paulo, segundo o que foi relatado na imprensa nesta semana) e não são sequer mencionados pela imprensa. Mas, infelizmente, isto está em todos os âmbitos de nossa sociedade. Se um fato qualquer acontece nos Jardins, ele existe e é amplamente divulgado; se acontece na periferia, ninguém quer nem saber… É justamente essa a maior importância de teu relato…

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  • Waldir Coletto

    Ano passado, na Av. Domingos de Moraes proximo a Av. 11 de Julho fou fechado e espremido por um onibus cujo o motorista estava me vendo!

    Fui obrigado a “pular com a bike” para a calçada. Um policial que passava, de patente alta, sei pelo tipo de uniforme que estava trajando, me deu o maior “esporro” na frente de todo mundo na rua falando que eu era louco, irresponsavel e idiota por nao saber que era proibido pedalar na calçada, que calçada era lugar de pedestre, nao de ciclista!!!!

    Um camelo intentou em me ajudar esplicando ao “homem da lei que nao viu devidamente os fatos” porem ele foi escurrassado.

    Dificil pedalar numa cidade onde tem lei mas os proprios da leu tampam seus olhos.

    FALTA VONTADE POLITICA!!! GENTE, ESTE ANO TEM ELEIÇAO PARA PREFEITO, TEMOS QUE PRESSIONAR!!!!

    PACIFICAMENTE MAS TEMOS QUE FAZER VALER NOS OBRIGATORIEDADE DO VOTO!!!

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  • Thiago Pereira

    É assustador ou melhor..É muito triste ler a maioria das opiniões do pessoal na Folha SP.
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1057175-apos-acidentes-ciclistas-marcam-para-amanha-protesto-nacional.shtml

    Já tem gente pedindo para agirem com rigor contra os ciclistas na Av. Paulista e nos demais locais. Absurdo! Galera precisa de um pouco mais de paz na vida e pensar no próximo. Dizem que é perigoso e etc, mas nenhum diz que faz sua parte no trânsito para reduzir esse “perigo” todo.

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    • Ricardo Laudari

      Thiago,

      Comecei a ler esses comentários desde o atropelamento e desisti. DESISTI. É incrivelmente irritante, e desestimulante, notar o imenso trabalho de mudança de mentalidade que temos pela frente. Falta muito… Muito mesmo.

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  • Nilson Medeiros de Freitas

    Sou tio da Juliana, e tenho quase certeza que ela não iria cair só porque soltou a mão do guidão, ainda mais uma pessoal que só andava de bike inclusive de SP a SJCampos.
    Fica aqui minha indignaçao.

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    • Waldeir

      Meus pêsames à família. Que esta morte sirva para iniciar um movimento de respeito aos ciclistas. Sei que isto não é consolo para a família mas que, ao menos, a bandeira da Juliana não deixe de tremular.

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    • Ricardo Laudari

      Nilson,

      Nessa hora não há palavras reconfortantes. Meus sinceros pêsames e que a dor atual se transforme numa saudade valorosa com o tempo…

      Embora os heróis estejam cada vez mais escassos, a Juliana está, indireta e infelizmente, cumprindo seu papel de dar um tapa na cara das autoridades e da população rumo à transformação de nossa cidade, quiçá do Brasil. Essa mobilização toda é por ela e por todos cidadãos inconformados com essa deplorável realidade que vivemos.

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  • Anônimo

    Virou moda culpar a vítima em caso de acidentes. A moça que morreu atropelada na Avenida Paulista agora é vista como culpada de sua própria morte, já que não deveria estar ali num local supostamente tão perigoso para ciclistas.
    Já que é assim, vamos analisar algumas situações cotidianas que fazem do condutor de veículo automotor o culpado na história:

    Evento: Veículo furtado ao deixa-lo na rua de casa.
    Culpa: Condutor
    Motivo: Está ciente do alto risco de furto na cidade.

    Evento: Veículo roubado
    Culpa: Condutor
    Motivo: Não tomou cuidado ao evitar regiões de risco. Comprou modelo visado pelos ladrões.

    Evento: Janela quebrada e itens do interior do veículo furtados.
    Culpa: Condutor
    Motivo: Deixou itens à mostra dentro do veículo.

    Evento: Espelho retrovisor arrancado por motoboy.
    Culpa: Condutor
    Motivo: Deveria dar mais espaço ao motoboy quando este for ultrapassar o veículo.

    Evento: Rodas amassadas por buraco na via pública.
    Culpa: Condutor
    Motivo: Falta de atenção. Deveria desviar do buraco.

    Evento: Pintura riscada por flanelinhas
    Culpa: Condutor
    Motivo: Má escolha do local de estacionamento.

    Evento: Perda total do veículo por conta de enchente.
    Culpa: Condutor
    Motivo: Imprudência ao sair com o veículo em horários onde as chances de chuva forte são maiores, por exemplo, nos finais de tarde.

    Evento: Colisão com outro veículo.
    Culpa: Todos os condutores envolvidos
    Motivo: Todos devem zelar pela segurança no trânsito evitando acidentes. Falta de direção defensiva.

    Evento: Qualquer tipo de dano ao veículo quando conduzido por funcionários de vallet:
    Culpa: Condutor
    Motivo: Aplica-se a lógica de todos os exemplos acima. Neste caso o condutor e o proprietário do veículo são ambos culpados para que não haja injustiça.

    Por fim, o único evento onde o condutor não tem culpa, muito pelo contrário:

    Evento: Morte de qualquer indivíduo no trânsito
    Culpa: A própria vítima
    Motivo: Não deveria estar ali desafiando os carros e seus condutores.

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  • João Lara

    Retificando:

    EDUCAÇÃO É O QUE MAIS FALTA NO BRASIL.

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  • João Lara

    O problema são os motoristas. Por duas vezes já vi gente caindo do ônibus por causas de certos “condutores” dos ônibus. Correm demais. Não conseguem andar normalmente. Sempre irritados. A SPTrans deveria colocar gente disfarsada pegando ônibus pra ver que motorista tem condições de dirigir e quem não tem. São um bando de FDPs!
    As vezes existem idosos que não conseguem sentar e tem que ficar fazendo um esforço tremendo pra se manter em pé por causa da velocidade dos ônibus.

    E que povo mal educado que não dão lugar pra sentar para aqueles que precisam.

    Educação é o que menos falta no Brasil. Tenho vergonha de ser Brasileiro. Se pudesse escolher, com certeza não queria.

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    • Ricardo Laudari

      João Lara,

      Sou obrigado a concordar que os motoristas de ônibus fazem todas essas barbáries no trânsito e contra os próprios passageiros. Agora, a nossa bandeira tem de ser para todas as pessoas, pela educação no trânsito.

      Basta repararmos na quantidade de motoristas que assumem riscos desnecessários, de pedestres que atravessam em qualquer lugar e sem olhar, de ciclistas com comportamentos dignos de adolescentes. A falta de educação, de civilidade, de respeito para com o próximo é muito grande.

      Aqui, ser gentil, dar passagem é visto como tolice por grande parte das pessoas. No país da vantagem, do jeitinho, da falta de ética, qualquer gentileza é vista com maus olhos.

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      • Verônica

        Exatamente, é necessário conscientização da parte de todos. Até mesmo no transporte público, você pede licença e recebe uma “cara feia” em troca.Não sei onde as coisas vão parar deste jeito…

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  • Tatiana Santos Perrone

    Tudo o que aconteceu é muito triste e pior é saber que mais mortes acontecerão porque providencias não são tomadas para dar segurança as milhares de pessoas que usam diariamente suas bicicletas como meio de transporte. As políticas públicas continuam vendo a bicicleta somente como lazer.
    Porém, não podemos pedir a condenação do motorista antes que os fatos sejam apurados. Como em qualquer processo judicial, o réu só é condenado após uma sentença, no caso inglês houve uma condenação a prisão. O réu tem direito a responder o processo em liberdade até que seja que haja uma sentença condenando-o ou não a prisão.

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  • Tatiana Santos Perrone

    Tudo o que aconteceu é muito triste e pior é saber que mais mortes aconteceram porque providencias não são tomadas para dar segurança as milhares de pessoas que usam diariamente suas bicicletas como meio de transporte. As políticas públicas continuam vendo a bicicleta somente como lazer.
    Porém, não podemos pedir a condenação do motorista antes que os fatos sejam apurados. Como em qualquer processo judicial, o réu só é condenado após uma sentença, no caso inglês houve uma condenação a prisão. O réu tem direito a responder o processo em liberdade até que seja que haja uma sentença condenando-o ou não a prisão.

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    • chico rasia

      Tatiana, Thiago,

      Vamos deixar um ponto bem claro: indiciamento não é condenação – é apenas o início do processo que vai determinar a culpabilidade ou não do motorista.

      No caso do segundo motorista, um inquérito poderia determinar se ele poderia ter evitado o atropelamento ou ao menos tomado alguma atitude para reduzir os danos do atropelamento. Mas, se a autoridade policial decide de antemão nem mesmo indiciar o motorista, está, em um primeiro momento, excluindo sua contribuição para a morte da Julie. É como dizer que o motorista não poderia ter feito nada. (Mas, no curso das investigações, ele pode ainda vir a ser indiciado.)

      Quando lidamos com casos de trânsito, temos que lembrar que cada evento deverá ser analisado e julgado em concreto (é o “julgar caso a caso” que o Thiago mencionou, traduzido para o jargão jurídico). É diferente do crime de estupro, por exemplo – todo estupro é crime e é doloso, sempre. Isso é julgar em abstrato.

      O julgamento em concreto deve levar em consideração a situação específica – a atuação de cada agente no caso, a intenção de cada um, os agravantes e atenuantes de cada situação. Dizer que todo atropelamento é criminoso é tão falso quanto dizer que todo atropelamento é acidental. Não é à toa que atropelar um pedestre ou ciclista nem mesmo é uma infração de trânsito; mas os efeitos do atropelamento – ferimentos, mortes, danos materiais – caem na esfera do código civil e do código penal.

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      • Thiago Pereira

        Obrigado pelo esclarecimento Chico.
        Deixaremos então (infelizmente, creio eu), a “justiça” julgar. Mantenho minha opinião como civil e desconhecedor dos por menores jurídicos. Que as câmeras da Av. Paulista mostre o que de fato aconteceu e que o(s) culpado(s) seja(m) punido(s).

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      • Tatiana Santos Perrone

        Sim, Chico, ainda estamos na fase do inquérito policial, o MP tem que fazer a denúncia e o juiz aceitar para que entremos na fase do processo judicial. Só queria salientar o perigo de se pedir prisão antes da apuração do caso, como acontece com vários casos no Brasil. A pessoa não pode ser considerada culpada antes de haver uma sentença. Apesar dos vários indícios contra o motorista, precisamos ser cautelosos e esperar as investigações. Não podemos esquecer que qualquer um de nós um dia poderá ser réu em um processo, apesar de inocentes ou não, e teremos todos os direitos que qualquer réu deveria ter.

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        • Ricardo Laudari

          Tatiana,

          Entendo que, independentemente de sermos nós ou não os réus de um futuro indiciamento, concordo plenamente contigo sobre as pré-condenações da mídia e do povo brasileiro antes mesmo de qualquer investigação. Não há nada mais justo que embasar as decisões nos fatos apurados. Fatos estes que dependem muito das imagens.

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      • Luciana

        Chico, obrigada por sua otima e esclarecedora contribuição…

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  • Thiago Pereira

    Chico,

    Concordo com QUASE tudo que você de maneira bem clara, expos. Porém, permita-me discordar da questão do motorista que a atropelou seja considerado um homicidio culposo. Claro que isso envolve muito mais do que o CTB, porém acho um pouco complicado e talvez injusto em alguns casos, independente do veículo utilizado, que basta uma pessoa estar envolvida no acidente para que seja considerado um homicidio culposo. Sei que o que penso é uma utopia, mas o melhor seria analisar cada caso, um caso, para não sermos injustos com ninguém (não sei se é o caso deste segundo motorista). Mantendo esse meu pensamento, com as informações que temos (não sei se são verdadeiras), concordo com a decisão de não indicia-lo.

    abs

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  • chico rasia

    Boa tarde a todos e a todas,

    As informações na imprensa dão conta que o motorista do primeiro ônibus (que ameaçou e fugiu) foi indiciado por homicídio culposo, enquanto o do segundo (o que efetivamente matou a Julie) não será indiciado. Acho isso um completo absurdo.

    Antes de expor o porquê, eu gostaria de repassar alguns conceitos importantes.

    Fala-se de homicídio culposo quando alguém mata outra pessoa sem intenção, acidentalmente. Fala-se de homicídio doloso quando alguém mata uma pessoa de plena vontade, com intenção. E não podemos esquecer a máxima do Direito, “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que a desconhece”.

    Ao mesmo tempo, o CTB é baseado na ideia de preservação da vida – esse é o eixo condutor de todas as normas de circulação, todos os artigos da lei, todas as penalidades: a vida, seja do pedestre, do motorista, do animal de tração deve ser preservada. Essa é a base da “hierarquia” de prioridade e de proteção dos veículos: pedestres têm prioridade sobre todos os outros, e os veículos maiores têm a obrigação de zelar pela segurança dos menores.

    Mas a circulação de veículos e pessoas é uma atividade onde há risco inerente. (Argumenta-se que os ciclistas que *insistem* em pedalar são irresponsáveis, que as cidades são perigosas demais para eles – um argumento tão ridículo que nem merece refutação…) Bem, é claro que pedalar é uma atividade que apresenta riscos, como o é caminhar, pilotar uma moto ou dirigir um caminhão carregado de combustível. No entanto, é preciso lembrar que o CTB define quais são as condições em que esses riscos são aceitáveis – por exemplo, dirigir um carro a 40 km/h em uma via de bairro acarreta riscos aceitáveis aos demais usuários; dirigir o mesmo carro a 180 km/h nessa mesma via acarreta em riscos inaceitáveis.

    O que eu quero dizer é: sim, nós ciclistas aceitamos o risco de pedalar na cidade. Mas apenas, e somente apenas, os riscos circunscritos ao CTB. A partir do momento que um motorista de carro resolve ultrapassar uma bicicleta a centímetros do guidão, ou resolve colar na roda traseira, ou arremessa seu veículo contra o ciclista para forçá-lo a sair da via, esse motorista está cometendo infrações de trânsito, infringindo as normas de circulação – respectivamente, arts. 201, 192 e 170 do CTB. Partindo do pressuposto que essas normas de circulação definem as condições para a preservação da vida (princípio do CTB), um motorista que escolhe (essa palavra é importante!) infringi-las está extrapolando as condições seguras para circulação. Em outras palavras, ele está impondo riscos inaceitáveis aos demais condutores e pedestres. E quando ele escolhe fazer isso, ele está ciente das consequências de suas ações e dos resultados esperados dessas ações havendo, portanto, dolo.

    Em outras palavras: se qualquer motorista, em qualquer situação, escolhe infringir uma norma de circulação, e essa escolha contribui para a morte de alguém, não se deve falar em homicídio culposo, e sim doloso. Esteja o motorista bêbado, dirigindo acima da velocidade, falando no celular, ameaçando ciclista ou pedestre, não interessa: todas essas infrações são intencionais, e assim devem ser consideradas as consequências dessas ações.

    É por isso que eu acho que o primeiro motorista deveria ser indiciado por homicídio doloso. Quanto ao segundo motorista, eu entendo que ele deveria ser indiciado por homicídio culposo pois, apesar de (aparentemente) não ter tido a intenção de matar a ciclista, seu veículo não se conduzia por vontade própria – a ele foi concedida a responsabilidade pela condução de um ônibus, e a ele cabem também os ônus dessa responsabilidade. Nesse caso, considerar o homicídio como culposo ao invés de doloso já é um atenuante suficiente (assumindo, é claro, que o motorista desse veículo estava seguindo todas as normas de circulação no momento do atropelamento).

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    • Ricardo Laudari

      Chico, parabéns! Claro como água cristalina.

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    • Anderson Araujo

      Chico, excelente argumentação! Algumas vezes quando dirijo meu carro vejo alguns ciclistas completamente desorientados, ameaçando dar meia-volta, ir para o meio da pista, fazer manobras perigosas. Quando percebo isso, procuro manter uma distancia razoável para que se o ciclista caia eu consiga frear a tempo. O motorista que atropelou Juliana, SE estivesse atento, teria visto sua condição de perigo e mantido uma distancia segura. Pena que nossos motoristas, alem de desconhecerem a lei, parecem que dirigem com a cabeça no mundo da lua.

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      • carlos

        é muito facil voce vir aqui e julgar o cara, mas pense voce motorista de um carro gigante daqueles, é obvio que ele não a viu pois estava na faixa errada. poderia ter ocorrido com um motociclista da mesma maneira. não julgue os outros sem saber.

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        • Luciana

          Os xiitas visitantes estao perdendo a mao nos comentarios aqui…

          Carlos, a proposito do seu comentario anterior, saiba que inseguro eh pedalar numa cidade onde seus habitantes apenas desconhecem o CTB, como tambem sao mal educados, imprudentes e negligentes.

          “se voce tá na direita é muito mais facil ele te ver, quem dirige sabe” – JURA MESMO?? Ja ouviu falar em ponto cego? Ou ele so acontece do lado esquerdo???!! E ja viu motoristas trocarem de faixa SEM sinalizar? Voce ja experimentou pedalar na Paulista SINALIZANDO como deve fazer um veiculo? Ja experimentou ter uma postura correta enquanto outro veiculo, apenas nao motorizado?

          “o certo era ter uma faixa a direita exclusiva para as bikes e sinalizada, ao lado desta, a de onibus, pois se voce andar na da esquerda, poderá ser encoberto por um carro maior que irá passar por cima de voce. não sejam tolos, este acidente teria sido evitado se ela estivesse na faixa correta pois aqui não usamos a mão inglesa.” – CERTO eh dirigir com gentileza e educacao.

          Mas olha, acho mesmo que voce deve estar de brincadeira ao vir aqui postar uma baboseira dessas.

          Bom pedal, cara, pq certamente voce deve estar precisando…

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    • Ricardo Dirani

      Homicídio culposo e doloso:

      No culposo há culpa, mas não há intenção. Por que haveria culpa? Geralmente por negligência. Então se o motorista que atropelou não estava sendo negligente, não há que se indiciar por homicídio culposo. Não há indícios de que ele tenha, por negligência, contribuído para o desfecho trágico do incidente.

      No doloso há intenção de dano. É o caso de alguém efetivamente dirigir seu carro para cima de alguém no intuito de matá-lo. Não é o caso do motorista que fechou a ciclista. Ao fechá-la, ele agiu com negligência, mas não com intuito assassino. Portanto, cabe indício por homicídio culposo.

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      • Ricardo Laudari

        Ricardo,

        Concordo em parte porque acredito que só as imagens poderão dizer se houve ou não negligência do motorista que atropelou. Eu, sinceramente, acredito que não houve. Agora, se as imagens mostrarem que a ciclista foi colocada em uma situação de risco, o ônibus que a atropelou deveria guardar uma distância segura.

        É muito normal, quando estamos dirigindo um automóvel e percebemos a presença de outro motorista com um comportamento atípico, perigoso, que mantenhamos distância, seja para preservar nosso automóvel ou nossa vida.

        Nesses termos, pode ter havido negligência por parte do atropelador.

        Quanto ao que a fechou, também é preciso entender como era feita a condução do ônibus. Fechadas podem ser acidentais, claro. Ou não. E nesse caso…

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  • [...] épocas de tristeza para os ciclistas, o vídeo abaixo nos mostra que a bicicleta muda a vida de pessoas de todas as idades, é uma [...]

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  • Sergio

    Outra coisa que me incomodou bastante; pensei que ia rolar uma matéria no Fantástico dada a grande repercussão do caso.

    Pelo menos as partes que eu assisti não teve nada.

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    • Verônica

      Infelizmente parece que boa parte da mídia compactua com a ignorância de que rua não é lugar de bike. As poucas matérias tendenciosas que passaram alertavam para o perigo de andar de bike nas ruas.

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      • Mauro-SP

        Verônica, no sábado passado houve uma importante entrevista na CBN com Fernando Pedrosa, membro da Câmara Temática de Cidadania e Educação do Conselho Nacional de Trânsito. Vale a pena ouvir.
        http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/2012/03/03/EM-CASO-DE-ACIDENTE-A-RESPONSABILIDADE-E-DO-VEICULO-MAIOR.htm
        Na mesma tarde de sábado e no mesmo programa (Revista CBN) houve um outro importante comentário do jornalista André Trigueiro a respeito da escalada do uso de bicicletas no Brasil e suas repercussões. Este pode ser encontrado em Podcast dentro do site (www.cbn.com.br) e foi ao ar no dia 03/03/12, por volta das 13:45 hs.
        A matéria da Record também me pareceu positiva.
        O único comentário estúpido que ouvi foi de um apresentador da Jovem Pan AM, no momento em que foi ao ar a notícia do acidente, em que ele parecia querer colocar a culpa na ciclista (!!!!), dizendo que “era absurdo as pessoas pensarem que S. Paulo é Barcelona…” Se depender dele não será nunca mesmo… (esse cara ainda vai receber uma cartinha minha…)

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  • Anderson Araujo

    Fiquei muito comovido com essa situação, assim como fiquei com a Márcia Prado e o Sr Bertolluci. Incrível como nosso transito está cheio de trogloditas e mais incrível como a lei os acoberta. Estamos criando uma geração de pessoas egoístas que pensam em si mesmas e ignoram a vida dos outros, como se ali naquela bicicleta, naquela moto, naquela faixa de pedestre não houvesse outro ser humano igual a ele. Motoristas estão virando animais irracionais.

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  • Tio Lagra

    Sabe porque estas coisas se repetem??? Sabe porque o descaso continua??? Sabe porque estas pessoas que provocaram a morte desta jovem na “flor” de sua idade proliferam??? Porque o mundo hoje é dos covardes e interesseiros. Você vê uma pessoa ser assaltada a seu lado e se cala, pois “reagir é pior”. Você vê um político desviar um recurso público e não se perturba mais, “afinal, o que é público não tem dono”.
    Você vê injustiças aconterem a todo momento e não faz nada, pois fazer algo lhe cansará.
    Esta é a nossa sociedade.
    E o governo? Ele não é o culpado, pois representa a maioria das pessoas hipócritas que o elegem. Agir de forma diferente lhe tiraria votos. A propósito, vale a pena investir em ciclovias? Se as bicicletas não pagam IPVA. Pode ter certeza que é assim que pensam.
    Ledo engano daqueles que acreditam que o bem mais precioso do cidadão é a vida, pois é tutelada ao Estado.

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  • Thiago Pereira

    Pessoal,

    Sei que devemos/podemos circular em “qualquer” via de nossas cidades. Perguntei para o Willian semana passada, sobre a versão “final” das melhores rota para ciclistas em São Paulo. Fui informado por ele que deveríamos cobrar o SEME. Foi o que acabei de fazer. Quem quiser/puder ajudar, emita sua reclamação ou pergunta de quando teremos essa versão “final”. Isso pode evitar que muitas pessoas peguem rotas perigosas (principalmente os iniciantes no uso da bike como meio de transporte). Segue link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/portal/contato/index.php?contato=1&url=http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/esportes/procedimentos_administrativos/

    Obrigado

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  • Patricia

    A Avenida Paulista não possui mesmo cãmeras nessa altura dela? mas tem câmeras a torto e a direito…eu não tô aceitando essa história de que não existem imagens do atropelamento, é muita cara de pau dizer um negócio desses. O motorista do carro de passeio que fechou ela TEM que ser encontrado, pra que não pareça que só ônibus faz isso, carro de passeio faz, é bem perigoso também, e as “corretivas” nos ciclistas por carros de passeio são muito comuns. Alguém tem que descobrir quem foi esse motorista.

    William, existe alguma resposta oficial diferente sobre isso?

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  • Verônica

    Trabalho na região da Paulista há muitos anos e o desrespeito e abuso no trânsito está em toda a cidade. Não vamos generalizar, mas tem motorista de ônibus que só falta “varrer” os pedestres que estão na calçada e nos pontos de ônibus. Peguei uma bike há 2 meses e só fui ter coragem de pedalar depois da manifestação do dia 02.03.12, onde participei da triste, mas linda caminhada até o local do acidente. Devemos nos indignar sempre, não podemos aceitar uma situação dessas. O motorista que atropelou não teve culpa, acredito eu. Mas se todos respeitassem a distância entre um veículo motorizado e um ciclista, daria tempo de uma freada. Infelizmente a mentalidade que reina por aí é de que rua não é lugar para bicileta.

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  • Uma perda irreparável, como todas outras que acontecem diariamente. Como aqui no Brasil não se respeitam as leis, resolvi aderir a esse comportamento típico do brasileiro e tb não respeito. Faço isso pela minha vida. Em vias de mais trânsito, vou pela calçada. Nunca nem assustei um pedestre, e posso me garantir quanto a respeitá-los. Esse respeito não existe dos motoristas para com os ciclistas. Fui atropelado duas vezes tentando seguir o que manda a lei. Na segunda, minha veia coxo-femural ficou com apenas 0,5 milímetros de espessura devido a um grande edema e hematoma que tive na virilha, mais um pouco eu estaria um cadeirante amputado hoje em dia. Preferencialmente procuro as ruas menos movimentadas, mas não hesito em usar a calçada nos trechos mais perigosos. É triste, muito triste isso, somos uma nação cheia de “Sr. Volante”, aquele personagem do pateta que, incapaz de pisar em uma formiga, virava um animal na direção do carro, agressivo com todos. Enauqnto não houver educação no trânsito. Continuarei um “fora-da-lei”, pedalando na calçada pela minha vida.

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  • Andre Leite

    DEVERIA SER INAFIANÇÁVEL!

    A fiança foi de R$ 1500,00 pq ela estava de bicicleta, pois se ela estivesse alcoolizada e tivesse passado o farol vermelho com sua Tucson, a fiança seria de R$ 300.000,00!

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  • Sergio

    É por isso que eu acho que ciclofaixa pouco tem feito na educação dos motoristas. Eu ando de bike há 2 anos e sempre vou pela Ricardo Jafet/Ipiranga. Sei lá o que aconteceu esse ano mas o fato é que trânsito ali está mais agressivo, os motoristas mais impacientes e estou estudando seriamente uma mudança de trajeto. Porque não panfletamos nos fárois aos finais de semana com um explicativo sobre direitos da bicicleta? Precisamos fazer algo.

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    • Verônica

      Sergio, genial sua ideia. Peguei uma bike há pouco tempo e muito do que tem na lei que “protege” o ciclista eu não tinha conhecimento. Atarvés desse blog aprendi e muito! Eu topo participar da divulgação do direito e respeito ao ciclista. É necessário conscientizar a galera. Com certeza muitos motorista nem imaginam que existem leis que garantam proteção ao ciclista. Vamos panfletar! verisfranco@yahoo.com.br

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      • Sergio

        Vera, por incrível que pareça tem motorista que pensa que é proibido andar de bicicleta nas vias públicas. E é muita gente. O certo mesmo seria uma campanha em rádio e televisão sobre o assunto.

        A panfletagem poderia ser na Paulista.

        Eu não quero uma ghost bike. Eu quero respeito.

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    • Luciana

      “Adote um Ciclista” – esta também pode ser uma sugestão pacífica aos motoristas….

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  • Pedro

    Fiquei muito triste pelas mortes dos ciclistas em São Paulo e Brasília, também ando de bicicleta, dirijo automóvel, e vejo muitos abusos nas ruas, de ambas as partes.

    Na minha opinião, falta bom senso no artigo 201, não adianta ficar levantando esse artigo em todo acidente quando sabemos que na realidade o trânsito de São Paulo não permite que motoristas bem intencionados se mantenham longe dos ciclistas em vias públicas, ao mesmo tempo que permite que motoristas covardes pratiquem atos estúpidos contra os ciclistas. Eu ainda acho que a questão tem que ser discutida de outra forma. O artigo 201 é inviável em muitos locais de SP. de quem é a culpa? Não sei, mas ficar nesse blá blá blá de 1,5m não nos levará a lugar algum. Infelizmente mais uma ciclista morreu, não foi a primeira e nem será a última. Falta respeito dos motoristas, dos ciclistas, dos pedestres e, principalmente, da Prefeitura/Governo que não dá a mínima.

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    • Thiago Pereira

      Pedro,

      Concordo contigo!
      Acredito que seja a hora de irmos lá na frente do prédio da prefeitura/governo/CET e realizarmos a Massa Critica, Bicicletada, Protestos e tudo o que mais for necessário para acabarmos com isso. Uso o carro como meio de transporte principal, mas 1x por semana venho para o trabalho. Depois que comecei a andar de bike, melhorei 250% em relação as minhas atitudes no trânsito. Infelizmente, a maioria não pensa como eu. A maioria acredito que respeite, mas já que na concientização não conseguimos educar o motorista, faremos através e nossos governantes! Cansei disso!Estive na sexta na homenagem a Juliana e amanhã estarei de novo. Nosso foco devem ser os governantes.

      abs

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    • Luciana

      Pedro, concordo com voce no que diz respeito à falta de cuidado inclusive de alguns ciclistas. Indo para a Praça do Ciclista na sexta-feira, vi outros ciclistas furando farol e cruzando a faixa de pedestres quando havia pessoas atravessando. Como exigir respeito dos maiores se não respeitamos os menores que nós??!!

      O que aconteceria se um ciclista fosse atropelado e morto ao furar um farol vermelho? A quem exigiriamos explicações e modos e conscientização?

      Quanto à questão do art. 201, não penso que falte bom senso nele, acho que falta um discernimento a uma questão básica que o “precede”: antes de cumprir a distância de 1,5 m, os motoristas precisam se conscientizar de que é preciso, também, DIMINUIR a velocidade. Ou seja, cumprir o art. 220 que o William nos informa acima…

      Bom pedal!

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      • Pedro

        Obrigado pelo comentário Thiago e Luciana. Acho que a base da convivência no trânsito é respeito, por parte de todos. Eu, como motorista, já fui “ofendido” por um ciclista sem ter feito nada, estava parado no semáforo quando ele jogou um panfleto na minha cara. Nem por isso eu generalizo todo ciclista como xiita. A generalização é burra, existem bons e maus em todas as posições no trânsito. Acho que aqui entra a questão que o Thiago citou, quando mudamos de posição no trânsito, respeitamos mais, pois sabemos como funciona o “outro lado”.

        Mas uma coisa que eu não defendo é o artigo 201, ele tem que ser revisto, mesmo diminuindo a velocidade, muitas vezes é impossível passar a 1,5m do ciclista e isso é um perigo para quem está pedalando. Eu acho que tem que ser discutido um novo código de trânsito, que seja atual, não adianta usar um artigo com mais de 10 anos se tudo mudou na cidade, a frota de veículos, de ciclistas, as vias…Temos que ter um fórum permanente de discussões, um fórum mensal para testarmos soluções e chegarmos em um convívio menos estúpido no trânsito. Estamos em época de eleição para prefeito, algum deles mencionou a palavra bicicleta?

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        • Pedro, o 1,5m é viável sim, leia este artigo.

          Se não dá para ultrapassar, o motorista deve esperar, como faria como qualquer outro veículo lento, como um ônibus ou caminhão. Um caminhão na subida o motorista espera e, quando dá, ultrapassa. Se não der, segue atrás. Reclamando, mas sem colocar A SUA vida em risco. Mas como é só uma bicicleta, como a vida que está em risco é a do outro, tudo bem.

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          • André

            Nossa, olhando em BH, vejo motoristas, em vias de mão dupla avançando na contra-mão só pra não esperar alguns segundos atrás de outro carro, tanto que já presenciei um atropelamento (segurei a vítima para que não se movesse) e muitos outros “quase acidentes”. Por aqui muitos motoristas chegaram em uma condição de falta completa de noção, não sabem agir em sociedade, alguns se bobear batem o carro pra não esperar alguns segundos.

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        • Thiago Pereira

          Pedro,

          A única candidata que sei que levanta a bandeira da bicicleta como meio de transporte é a Soninha Francine que disputará as eleições para prefeitura em São Paulo.
          Há diversas alternativas para melhorarmos o cenário atual. Campanhas educativas para todos (Não apenas aos motoristas, pois o que vejo de ciclistas mal educados, desrespeitando os pedestres), utilização melhor das vias para o transporte de bicicletas (vide 23 de maio que tem um canteiro inutilizado. Muito bonito, mas que poderia ficar igual houve em Bogotá).
          Mas enfim. Acredito que quanto mais ciclistas na rua, menos pior será o nosso dia-a-dia.

          abs

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  • Fernando

    Na minha visao, acredito q o problema seja maior do q o transito caotico, principalmente nas grandes cidades. Dentro de um carro quente, cercado de inumeros veiculos, com horarios e compromissos a cumprir, uma pessoa deixa de ser humana e passa a um animal acuado, que eh imprevisivel nos seus atos e invariavelmente agressivo com tudo. Se existe solucao? Tambem acredito que sim, pois os carros e o estilo de vida agitado em busca do sucesso na vida existiam e existem nas cidades grandes pelo mundo afora, sejam em cidades modernas como Copenhagem ou congestionadissimas como Mumbai. Nessas cidades existe um enorme contingente de bicicletas e mesmo na caotica Mumbai, onde mal existem guardas de transito, os veiculos se respeitam e procuram uma convivencia pacifica. Se no nosso pais existem leis para as bicicletas, elas estao sendo totalmente ignoradas, exatamente na contramao de paises desenvolvidos que almejamos ser…
    Vai em paz Juliana, algum dia pedalaremos juntos.

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  • Sergio Figueiroa

    Srs diretores da CET, não da mais para fazer vista grossa ao crescente número de bicicletas que são usadas como transporte no dia a dia paulistano, porque apagar as sinalizações feitas pelos ciclistas, sem custo nenhum para o estado ou município, na minha opinião os senhores foram os culpados pela perda de mais essa vida, talvez caiba ai uma ação coletivas contra esse órgão, então os senhores acordarão.

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  • Adriano

    ando de byke em são paulo a mais de 10 anos , sempre como meio de transporte. Por diversas vezes tomei fechada de motoristas tanto de carros particulares quanto de transportes publicos. Principalmente na av elizeu de almeida por onde ando todos os dias. Gostaria de saber porque as autoridades ainda colocaram a faixa de onibus da av paulista na esquerda igual a av 9 de julho e tantas outras principalmente porque la os onibus não entram a direita simplesmente atravassam de ponta a ponta! Eles gastaram fortumas reformanda a avenida custava planejarem um corredor de onibus ?

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  • Mauro-SP

    Cada um de nós, que utiliza a bicicleta em seu dia-a-dia, deveria tentar elaborar pequenos panfletos com o conteúdo do quadro azul acima, com toda a legislação e infração pertinentes, circulando diariamente com algumas cópias na mochila. A cada intercorrência com motoristas, deveríamos entregar um panfleto e dizem simplesmente: “respeite a lei”. Grande parte do povo brasileiro é, infelizmente, de baixo nível cultural e não teve acesso à educação, inclusive de trânsito, já que educação há muito deixou de ser prioridade de nossos governantes. Muita gente realmente desconhece o código nacional de trânsito por completo e pensa que a rua não é feita para ciclistas.

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    • Verônica

      Mauro, respondi o comentário do Sergio que também propôs uma panfletagem. É necessário conscientização! Estou aprendendo agora a andar de bike, peguei uma recentemente. E só fui ter noção dos nossos “direitos” lendo este blog. A verdade é que muito motorista nem deve imaginar que esse tipo de coisa consta em lei. Topo panfletar, divulgar, o que for preciso eu to dentro. verisfranco@yahoo.com.br

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      • Mauro-SP

        Verônica, hoje mesmo eu enviei um e-mail do “Vá de Bike” com alguns questionamentos sobre quem é quem no “movimento” cicloativista de S. Paulo. Há pouco menos de um ano eu venho procurando usar minha bike nesta cidade e me inteirar a respeito dos sites e blogs cicloativistas. Mas percebo que é ainda algo disperso, com alguns abnegados como é o pessoal do “Vá de Bike”. Havia ciclistas criticando duramente as manifestações da útima 6a.feira e a Bicicletada Nacional de amanhã no Facebook, neste final de semana. Acho que toda iniciativa é imensamente válida, mas as pessoas precisam buscar um mínimo consenso e chutar a bola no mesmo sentido. Tomara que consigamos nos tornar um verdadeiro “movimento” para que panfletagens públicas ou distribuição de adesivos(por exemplo) sejam organizadas. Mas isso não impede o trabalho de formiga que cada um possa desempenhar no seu dia-a-dia.
        PS: achei muito interessante o comentário do colega que disse que sua atitude no trânsito melhorou 250% quando passou a andar de bike. Isso também aconteceu comigo…

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        • Thiago Pereira

          Boa Mauro!
          Eu que falei sobre minha absurda melhora no trânsito depois de utilizar a bike como meio de transporte. Isso começou com os passeios dominicais pelas CicloFaixas de Lazer(acredito que devemos também fazer um trabalho forte nesses locais, pois ali temos a grande maioria, motoristas durante a semana).
          E após meu uso da bike 1x por semana para vir trabalhar, todos lá em casa passaram a respeitar imensamente pedestres e ciclistas. É aquela velha história. Senão acontecer com sua família ou alguém próximo, as pessoas não se mexem. É legal hoje meu pai, sempre que tem alguma noticia sobre bike como meio de transporte, me chamar, gravar a reportagem ou buscar o link na internet. Se cada um conseguir fazer que seus entes próximos tenham essa visão, logo teremos motoristas mais acostumadas e respeitando o ciclista.

          abs

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    • Luciana

      Mauro, acho uma boa ideia. Mas tem que motoristas rejeitem, blindados dentro de seus carros… Eu admito que muitas vezes me irrito com os modos dos motoristas e acabo “bradando” aos valentoes que devem eh ler o Codigo de Transito… Para quem pedala diariamente, chega um momento que fica dificil manter a calma, mas sua sugestao pode resultar num belo exercicio de tranquilidade e civilidade… Nao eh o que se diz, mas como se diz – isso jah sabemos, nao?

      Na sexta-feira mesmo, voltando pra casa com meu marido, depois da bicicletada, levamos buzinadas e finas “educativas”. No entanto, outros motoristas foram cuidadoso, desaceleraram e nos deram passagem. O que dizer sobre isso? Ha motoristas e motoristas…

      Acho que vou tentar usar o panfleto e pagar pra ver…

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      • Mauro-SP

        Luciana, creio realmente que agressão gera agressão, violência gera violência, sobretudo nesta cidade louca em que vivemos. A maioria não está aberta ao diálogo, mas se isso for possível, nada melhor do desmontar um(a) troglodita destes, com uma atitude de não violência… Você já se imaginou entregando uma flor e uma palavra de paz a alguém que comete uma atitude agressiva contra um ciclista? Será que este indivíduo responderia com mais agressão?

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  • Luciana

    Pior que ouvir o que disse a manicure, foi ouvir um PM afirmar que a Juliana não deveria estar na rua (!!).

    Se o atropelamento gerou tanta comoção na sexta-feira, por que ainda não ouvi nada sobre imagens terem sido já obtidas pelas autoridades? Alguém sabe se algo foi noticiado a esse respeito?

    Eu sempre falo aqui da subida no final (pra quem vem do bairro) da Rua Heitor Penteado, na altura do numero 200, antes de chegar ao cruzamento desta com o final da Alfonso Bovero e inicio da Dr. Arnaldo. Aquele pedaço é MUITO perigoso, com motoristas sempre acima da velocidade e passando muito perto de mim, que normalmente estou em baixa velocidade. Sempre que posso, tomo meia faixa para que nao me peguem… E hoje vim particularmente com medo… Haja anjo da guarda…

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    • Fabrício

      Mas por que a manicure está errada? Ela é parente do motorista? Ela tinha algo contra a Juliana? (com certeza nem a conhecia…) Por que ela não poderia estar falando o que viu? Acredito que a manicure esteja sendo honesta com a sua própria impressão.

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  • Heron

    Adotei a bike como meio de transporte e percebe-se como ainda há milhares de motoristas imbecis, assassinos ao volante que atentam contra a vida de ciclistas, pedestres, cadeirantes, mães com carrinho de bebê, idosos… É o horror das ruas

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  • Essa velocidade máxima de 60 km/h permitida na Av. Paulista é realmente alta demais para os ciclistas e também para os pedestres. Fui para lá no sábado de manhã e fiquei observando o trânsito, os carros andam MUITO mais rápido que todas as bicicletas. Então, a situação do ciclista lá é a de sempre estar sendo ultrapassado em alta velocidade pelos carros, e você pode imaginar a situação, considerando que existe a faixa exclusiva de ônibus à direita. Acho que seria melhor um limite de 40 km/h. Para demonstrar isso, observe na Av. Helio Pellegrino: nessa avenida, a velocidade permitida durante a semana é de 60 km/h mas aos domingos, durante o funcionamento da ciclofaixa, o limite é reduzido para 40 km/h. Quando os carros trafegam a 40 km/h, muitos ciclistas até conseguem andar na mesma velocidade, praticamente acompanhando o fluxo e tornando menos necessárias as ultrapassagens. Acho que uma redução de velocidade na Av. Paulista a tornaria mais segura e menos estressante para todos, e de quebra diminuiria também o nível de ruido. Um abraço.

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    • André Mezabarba

      Paulo, se olharmos bem o CTB, era pra Av. Paulista e várias outras de Sampa, Av. Afonso Pema, Av. Amazonas e outras (em Belo Horizonte) terem como velocidade maxima 40km/k, uma vez que não são vias “arteriais” (ou já deixaram de ser), mas coletoras, mas a incrível cegueira, talvez provocada pelos gases que saem dos escapamentos dos carros, fazem com que nossas CETs, BHTrans e outras enxerguem até ruas de bairro (onde o máximo deveria ser 30km/h) como vias de velocidade máxima de 40, 50km/h, além da cegueira também de nossos motoristas, que acreditam plenamente que qualquer lugar não sinalizado dentro da cidade tem velocidade máxima de 60km/h (independente do tipo de via).

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      • Olá André, obrigado pela informação. Hoje de manhã tive uma idéia: talvez fosse possível reduzir a velocidade das faixas da direita nessas grandes avenidas para 40 km/h. Na Av. Paulista por exemplo, reduziria a velocidade de duas das quatro faixas. Acho que para os ônibus não faria muita diferença, pois eles já têm que parar a toda hora mesmo. E os carros que quisessem andar mais rápido usariam as faixas da esquerda. Seria uma solução intermediária. Haveria controle rigoroso por lombada eletrônica nas duas faixas da direita. Ninguém corre quando tem essas lombadas, dói muito no bolso…E encheria de desenho de bicicleta nessa segunda faixa, claro…

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  • Tão revoltante quanto o ocorrido é ler os comentários de pessoas, que mesmo que estejam fazendo “só pra provocar”, incentivem o comportamento agressivo no trânsito.

    acho que todo mundo ouviu: “Av. Paulista não é lugar de bicicleta”. Como sempre Tentam colocar a culpa na vítima

    Por conta do grande aumento do número de bicicletas na cidade estamos tanto um “ataque” contrario de motoristas que não querem perder espaço para as bicicletas.

    Tudo isso só me deu mais vontade de pedalar, de lutar pelos nossos direitos e por um política pública que priorize as pessoas e não obras para ganhar mais dinheiro!

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  • Ricardo Laudari

    Willian,

    Uma queda acidental é pouco provável, embora não impossível. Quero crer que as imagens venham à tona e desnudem para toda a sociedade aquilo que, parte dela, faz com toneladas de metal em alta velocidade e sequer se dão conta. No entanto, é preciso ter cuidado ao fazermos uma leitura do ocorrido: vi muito ciclistas convictamente apontando os culpados. Infelizmente, precisaremos aguardar as imagens.

    Ademais, o depoimento da manicure foi bastante negativo, ao afirmar que ela se “desequilibrou, caiu e foi uma fatalidade”. São palavras MUITO sutis para descrever a perda de uma vida.

    Embora ainda seja possível que ela não tenha sido acintosamente agredida, uma coisa não muda: ela foi vítima de imprudência, de impunidade, de falta de consciência dos motoristas e do “Sr. Wheeler que toma conta do Sr. Walter sempre que ele segura um volante”.

    Hoje, vim pedalando ainda mais convicto de que faço o certo: essa cidade precisa mudar!

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  • Onira

    Fico imensamente triste e revoltada…histórias se repetindo..vidas sendo tiradas e nada sendo feito, efetivamente. Me aconteceu recentemente (moro em Belo Horizonte) ser fechada criminosamente por um ônibus, ao abordar o motorista ele reagiu como louco, completamen alterado, perguntando o que fez p mim…ele jogou novamente o ônibus sobre mim…felizmente tive sorte e proteção de Deus e estou aki p contar..anotei hora, linha e placa e formalizei uma reclamação na BH Trans…não sei se de fato algo vai ser feito mas pelo menos cumpri meu dever de cidadã…o que me assusta é ter no trânsito, guiando pessoas e compartilhando com ciclistas, motociclistas e outros maotoristas, pessoas desiquilibradas como esses dos casos citados…é preciso uma avaliação mais profunda do psicológico de quem dirige, pessoas com alto nível de agressividade NUNCA poderiam ter habilitação…abraços a todos, na esperança de um mundo melhor…Onira.

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  • Caro Willian

    Aqui, em São Bernardo do Campo, juntarei o pessoal para que possamos manifestar o nosso repudio a tais atitudes. Pois aqui, tambem, os motoristas de onibus, constantemente, jogam os seus veículos em cima dos ciclistas.

    Abraço

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