Árvores caídas com a chuva são colocadas em calçadas e ciclovias

Galhos de árvores que caíram na noite de 8 de março (sexta), na Av. Faria Lima, em São Paulo, foram colocados sobre a ciclovia. No final de semana, ciclistas abriram espaço sobre o canteiro para circular. Fotos: Willian Cruz e Rachel Schein

Galhos de árvores que caíram na noite de 8 de março (sexta), na Av. Faria Lima, em São Paulo, foram colocados sobre a ciclovia. No final de semana, ciclistas abriram espaço sobre o canteiro para circular. Fotos: Willian Cruz e Rachel Schein

Galhos de árvores que caíram com a forte chuva que caiu em São Paulo na sexta-feira 08/03 ainda permaneciam na ciclovia da Pedroso de Moraes até a manhã da segunda-feira 18, interrompendo o caminho dos ciclistas. Perceba na foto acima que uma passagem foi aberta, logo no primeiro final de semana, provavelmente por ciclistas que tinham dificuldade de locomoção.

Dez dias depois, os restos de árvore continuam obstruindo a ciclovia. Perceba que os ciclistas, que passam frequentemente no local, retiraram os galhos maiores, mas já adotaram a alternativa de passar sobre o canteiro. Isso é comum em trilhas, não na cidade. Foto: Rachel Schein

Dez dias depois, os restos de árvore continuam obstruindo a ciclovia. Perceba que os ciclistas, que passam frequentemente no local, retiraram os galhos maiores, mas já adotaram a alternativa de passar sobre o canteiro. Isso é comum em trilhas, não na cidade. Foto: Rachel Schein

Quem circulou durante o final de semana de 9 e 10 de março pela ciclovia da Av. Pedroso de Moraes (continuação da Av. Faria Lima, que por sinal não está sinalizada), também encontrou esta árvore derrubada no caminho. Somente na terça-feira dia 12 ela estava podada, aguardando sua retirada.

Árvore obstruiu totalmente a ciclovia por quatro dias, até ser cortada e deixada (até agora) sobre a área gramada. Foto: Rachel Schein

Árvore obstruiu totalmente a ciclovia por quatro dias, até ser cortada e deixada (até agora) sobre a área gramada. Foto: Rachel Schein

Galhos encostados em calçadas do bairro também demoraram pelo menos 5 dias para serem retirados, como mostram as fotos abaixo, feitas pela Dani Carbognin na R. Dona Elisa Pereira de Barros, no bairro de Pinheiros.

Procedimento padrão em São Paulo: a árvore que cai na via (esq.) é empurrada para a calçada ou ciclovia para liberar espaço para os carros, ainda que os pedestres e ciclistas tenham que descer à via e se colocar em risco. Foto: Dani Carbognin

Procedimento padrão em São Paulo: a árvore que cai na via (esq.) é empurrada para a calçada ou ciclovia para liberar espaço para os carros, ainda que os pedestres e ciclistas tenham que descer à via e se colocar em risco. Fotos: Dani Carbognin

O fato é que essas árvores caíram nas ruas,  mas como estavam “atrapalhando o trânsito” foram encostadas nas calçadas/ciclovias. Afinal, atrapalhar o pedestre e o ciclista e fazê-los descer à via em meio aos carros, tudo bem. O fluxo de automóveis não pode ser prejudicado.

O Vá de Bike entrou em contato com a subprefeitura de Pinheiros, mas não obteve resposta. 

Atualizado: passamos pelo local na noite de 22 de março (três dias após a publicação desta matéria) e as árvores da primeira foto, ali em cima, haviam sido retiradas da ciclovia e colocadas sobre a área gramada. Veja a foto do dia 22.

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Em Copenhagen, por exemplo, a neve é retirada das ciclovias antes de limparem as ruas, priorizando assim as bicicletas e incentivando quem usaria o carro a pedalar, mesmo no frio. Já aqui, os “obstáculos” para a fluidez do trânsito de automóveis são despejados nelas.

O prefeito da cidade, Frank Jensen, esteve em São Paulo em 2011 para o encontro de sustentabilidade C-40 Summit, e numa entrevista para o jornal “Folha de São Paulo”, explicou a política de incentivo ao uso das bicicletas: “Eu vou trabalhar de bicicleta. Mais da metade dos moradores usam suas bicicletas todos os dias. E 80% deles continuam usando durante o inverno. Fazemos várias iniciativas para fomentar essa cultura. No inverno, retiramos a neve das ciclovias antes de limparmos as ruas”. Leia outros trechos da entrevista.

Aqui em São Paulo, durante alguns dias, quem tentou utilizar ciclovias e calçadas, teve que se virar em muitos trechos para conseguir chegar até o seu destino.

Veja no vídeo abaixo o trabalho de remoção da neve em uma ciclovia de Copenhagen. Perceba a cortesia em esperar os ciclistas passarem para depois continuar trabalhando.

Uma das coisas que torna uma cidade mais agradável, mais transitável e menos caótica é o poder público priorizar as pessoas. O fato de um prefeito usar a bicicleta como meio de transporte serve de exemplo aos cidadãos e contribui para estimular a adoção de práticas sustentáveis. Só um adendo: o nosso prefeito mora a 4 quadras do metrô e a apenas 5 km da prefeitura…

Em Porto Alegre, árvores são derrubadas

Estive no Fórum Mundial da Bicicleta em Porto Alegre, que aconteceu entre os dias 21 e 24 de fevereiro. Pedalei do centro até a Fundação Iberê Camargo. No caminho, encontrei esta placa, proibindo a passagem de pedestres e ciclistas devido a um poste caído, mas sem indicação de um caminho alternativo e nem sinalização ou isolamento que permitissem um compartilhamento seguro da via junto aos automóveis:

Proibido para pessoas. Se quer chegar lá, compre um carro, oras! Foto: Rachel Schein

Proibido para pessoas. Se quer chegar lá, compre um carro, oras! Foto: Rachel Schein

Obviamente encontrei muitos ciclistas e pedestres pelo caminho, desviando dos buracos e obstáculos enquanto automóveis trafegavam na pista expressa! Alguns ciclistas organizavam um protesto na calçada em frente à Fundação.  ”Era muito arriscado passar por lá, já que a calçada era estreita demais naquele trecho e havia um poste que obrigava o ciclista a circular rente a pista expressa”. A prefeitura retirou o poste dois dias antes da manifestação.

Outro motivo de revolta da população era a derrubada de 14 árvores pela prefeitura para duplicação da pista, em frente a Usina do Gasômetro. Cruzes foram colocadas nos tocos, em sinal de protesto.

Cruzes foram colocadas nos tocos das árvores que foram derrubadas para dar ainda mais espaço ao automóvel. Foto: Rachel Schein

Cruzes foram colocadas nos tocos das árvores que foram derrubadas para dar ainda mais espaço ao automóvel. Foto: Rachel Schein

Durante o Fórum, foi confortante perceber que a maioria das cidades do mundo está caminhando para a mesma direção. Cada uma com seus problemas, cada uma no seu tempo, mas todas pensando nas mesmas soluções: integração da bicicleta com o transporte público, incentivo ao uso das bikes e melhoria dos espaços públicos. Mas ao me deparar com essas situações cotidianas, receio que estejamos na contra-mão dessa política inclusiva e sustentável que é tendência mundial.

Agradecimentos a Lívia Araujo e Dani Carbognin


17 comentários para Árvores caídas com a chuva são colocadas em calçadas e ciclovias

  • maria helena p.kfouri

    o que se deve fazer para tanta indiferença com nossos dirigentes.cobrarem os impostos eles sabem. não se pode atrazar umdia.

    Que tal convidarmos nossas autoridades a dar uma volta pelos bairros de São Paulo e verificarem o estado em que se encontra. na minha rua, rua paris altura do n.241, tem restos de arvore caido há 9 dias, atrapalhando o transito.
    so passa um carro por vez.
    ACORDA SP.

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  • rachel

    no caso da Holanda, transformar um pais… rs bj

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  • rachel

    Felipe! q bom falar com vc por aqui! rsrs
    O nosso maior problema é a mudança de cultura mesmo. Em Bogotá, a decisão de restringir o carro veio antes da melhoria do transporte público ( li aqui no vdb). A Holanda, graças aos protestos da população é q se tornou um país modelo para as bicicletas. Ou seja, transformar uma cidade é a vontade publica + coragem política.
    Aqui a classe media reclama do trânsito todos os dias, mas ninguem se vê como parte da causa do problema e tb duvido que alguem tenha tendado outro modal pra realmente poder comparar.
    Colocam a culpa na ma qualidade do transporte publico, mas nunca tentaram usar.
    Uma vez fui na casa de uma pessoa logo que a linha amarela tinha sido inaugurada. ela mora a 2 quadras do metrô Butantã, e trabalha na Av. Paulista. Eu logo disse, super entusiasmada: “nossa, que ótimo! agora em 10 minutos vc chega no trabalho!”. Não, ela nem havia cogitado essa possiblidade. Continuava indo de carro, levando 40/50 minutos e pagando uma grana de estacionamento na Paulista…

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      Olá Raquel,

      Falando em mudancá de cultura, devemos dar o exemplo. Tem vários tópicos em que não é somente ciclista deveria tomar alguma ação. Ação esta é basicamente usar as ferramentas de contato com a prefeitura e CET, o 156, o SAC na internet, o 1188 … Grande parte da omissão é feita pelos pedestres, que andam com celular, mas não ligam para dar queixa, ou chegando em casa ou tendo acesso a internet no computador ou notebook, fazer esta queixa e solicitação. Fazer isto é parte das obrigações como cidadão. Aliás é este o link que falta na educação das pessoas, é usar a lei e os recursos de cidadania para denunciar abusos, crimes contra o bem público e aos cidadãos. E vale também dar um pito em seus colegas que há alternativas mais baratas e rápidas de transporte. Veja como a omissão nestes casos tem implicações a longo prazo, e neste caso de um conhecido, e ainda mais um amigo ou da família, esta omissão custa muito. Você pode aplicar uma lição para o seu colega, em casos em que notadamente fica dando desculpas de tempo e custo, você pode dar a resposta de que tinha alternativa mais barata e rápida. Afinal você não cuida de seus colegas e familiares ? E esta é educação que a cidade precisa, na verdade a nossa sociedade precisa. E cuidar precisa que fiquemos atentos, e agir.

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      • rachel

        sim, Carlos, no caso, a pessoa a que me referi é alguém que está completamente alienada ao que a cidade vem proporcionando. Além de não usar a linha amarela, ainda reclamou que a ciclofaixa atrapalha sua vida aos domingos ( porque passa em frente a sua casa). Mesmo servindo de exemplo ( levei meu filho la pela ciclofaixa), algumas pessoas não conseguem enxergar que elas tem que fazer a parte delas também pra contribuir para uma cidade melhor. Muito difícil.

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  • Rachel, ótima matéria, ia comentar isso com você mas acabei esquecendo, passei na quinta feira passada por essas árvores na ciclovia da Faria Lima.
    A da ciclovia eu não fiz nada porque estava com pressa, mas tiveram vários galhos que foram colocados nas calçadas perto de casa, toda vez que passava por um enquanto passeava com o cachorro eu jogava de volta na rua, não pensava duas vezes. Um motorista reclamou, ao que respondi “Quer dizer que atrapalhar o pedestre tudo bem, mas o carro não?” e ele respondeu que tinha mais gente passando de carro do que a pé, esta é inclusive a justificativa ouvida várias vezes de agentes do estado para dar prioridade ao carro.
    É inaceitável este argumento, afinal por causa da incapacidade, falta de vontade, corrupção, etc… as pessoas são empurradas para o uso do carro, com transporte público de baixa qualidade, calçadas mal conservadas, falta de campanhas de educação do motorista para compartilhar a via, falta de infraestrutura cicloviária e a onipresente propaganda da indústria automobilística, não é estranho que mesmo dentro dos bairros, para ir na padaria, farmácia, etc… o paulistano recorra ao carro. Aí depois de empurrar todo mundo pro carro, justificar o descaso com os outros modais com o argumento de que tem pouca gente que usa é uma sacanagem.

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  • Diego Canto Macedo

    Houve mais uma audiência pública ontem (19/03) na Camara de Vereadores de Porto Alegre. O governo municipal insiste em cortar árvores na orla para dar lugar a carros alegando que irá plantar mudas em outros lugares da cidade e que esta obra está prevista no plano ditetor desde a década de 40 (obra que obviamente está defasada e é desnecessária). Ficou evidente que todos eles tem a mentalidade dessa época e que estão comprometidos com seus apoiadores de campanha (construtoras). A manifestação “pérola” a favor da derrubada das árvores foi que era “um sacrifício necessário e que se quisermos árvores temos que nos mudar para o interior do estado”.

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  • Carlos Shigueru Akamatsu

    Talvez devamos criar um outro tópico discutindo sobre os custos propagados estimados pela vida brasileira sobre o carro, bicicletas, motos, etc … daria um bom argumento para quebrar os modelos mentais e paradigmas da vida paulistana.

    Quanto ao tópico das árvores. A gestão de árvores de São Paulo deixa a desejar. Este é um outro ponto em que a bicicleta se beneficia ( mais ruas com árvores para dar sombra e ar puro ) e prejudicado ( má gestão pela prefeitura, ou secretaria de meio ambiente, sua remoção, plantio, etc … ).

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  • Cristina

    Conversando com um ciclista mais experiente num dia desses, chegamos a seguinte conclusão: A aparente realidade é de que, quanto mais carros, mais lucro para o governo… Tá certo que existe o IPVA, emplacamento, estacionamento e combustível da Petrobrás por trás de cada veículo automotor a mais nas ruas, mas essa é uma visão muito mesquinha das autoridades e os poucos cidadãos que se beneficiam com esse lucro massivo! Afinal, realmente ganhamos em qualidade de vida com mais um veículo poluente? Mais um carro para colidir com outros carros, ciclistas ou pedestres? Segundo esse artigo publicado pela Super Interessante,(http://super.abril.com.br/cotidiano/como-politica-mata-ciclistas-682257.shtml),a prefeitura de Copenhague calculou que, a cada quilômetro que carro roda nas ruas o governo gasta 30 centavos; cada bicicleta, o governo ganha 70 centavos!!

    E aí, quem está sendo contra o progresso afinal?

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    • Márcio

      Justamente, é bem por aí mesmo. A perspectiva da nossa classe política é absolutamente imediatista, não por ignorância, corrupção ou comodismo, mas em função de como está estruturado nosso sistema político.

      Pensemos em outros exemplo longe da questão da mobilidade. O recente veto do governo do estado de São Paulo ao projeto, aprovado na ALESP, que obrigava a explicitação, nós rótulos de produtos alimentícios, se havia uso de matéria-prima transgênica e se a fabricação do produto em questão envolvia testes com animais, por exemplo. Isso só traria vantagens tanto para o consumidor, pois poderia escolher de forma uma pouco mais livre o que consumiria, bem como para o mercado e toda linha de produção, na medida em que isso levaria a um aumento da qualidade dos produtos bem como pontuaria, ainda, questões ecológicas importantes que vão desde os direitos dos animais ao uso sustentável e democrático do solo. Mas por conta do lobby de dois ou três mega corporações, tudo vai por água abaixo.

      Outro bom exemplo foi o veto, pelo mesmo governo do estado de São Paulo, ao projeto, também aprovado em Assembléia, que obrigada os “Bons Pratos” a comprarem uma parcela significativa de alimentos de origem de assentamentos e agricultura familiar em geral. Isso teria benefícios incontáveis, mas mais uma vez o lobby venceu.

      E assim caminhamos. E não adianta dizer que é culpa da corrupção, esta não é causa, é consequência. O que resolve é povo na rua.

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      Complementando é praticamente a mesma coisa que diz este site:
      http://www.storyofstuff.org/
      Alguns de vocês conhece este site, e verão que o diz é a mesma coisa que enfrentamos. De o governo estar sendo influenciado por lobistas ou grupos econômicos. No nosso caso de um partido político, que tem raízes na indústria automobilísitica onde tem maior base eleitoral. Não é toa que este partido tem birra toda contra o Controlar, e pulverizar em vários pontos controláveis pela essa mesma indústria ou partido, de, dispensar a contratação de 500 agentes da CET, importar semáforos, … apesar de prometer ciclovias e medidas para as ciclovias. Esse mesmo partido que deu um jeito de calar a candidatura da Marina Silva para presidência e seu apoio.
      Enfim, quem colocou este partido no comando da cidade, foi essencialmente o povo. Notaram a falta de manifestação da prefeitura neste horrivel acidente do David ?
      Portanto, colocar povo na rua, não resolve, porque este povo está com modelo mental voltado para carro. Então, o trabalho principal é quebrar este modelo mental, demonstrando estes defeitos e limitações, trocando por outro melhor e mais saudável. Então o inimigo está entre nós. Este inimigo faz vítimas, não somente entre ciclistas faz também pedestres, ciclistas, motociclistas, caminhoneiros, ambientalistas, trabalhadores, sem teto, etc … Ao mesmo tempo usar todos os meios disponíveis para denunciar os abusos desta cultura voltado ao carro, como estacionar em calçada, não obeder as leis de trânsito, … temos que desconstruir essa cultura na mente do povo, e fazê-los participar mais da vida pública para zelar por ela.

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      Um outro comentário:
      Petróleo e Automóvel são de modelos econômicos da década passada.
      http://pt.wikipedia.org/wiki/O_petr%C3%B3leo_%C3%A9_nosso
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Autom%C3%B3vel#Brasil
      Para ver como estas coisas andam fundo na história do Brasil. Cultura e poder em torno é muito pervasivo e impregnou na cultura social brasileira.

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  • Daniel Cursini

    Infelizmente vivemos na sociedade do consumo, do lucro, em detrimento da ética, e somente isso que importa.
    Os carros rodando dão lucro pra muita gente, os pedestres e ciclistas não.

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      Por isto quem tem o conhecimento tem que agir, temos várias ferramentas à mão, o 1188, SAC, 156, … Portanto, não vamos ficar lamentando aqui …
      Vamos aprender a ser mais participativo e engajado para resolver os problemas, comece com o SAC, 156, vai usando, vai se frustrar mas é normal, pois fomos ensinados a ser passivos.

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    • Fabricio

      Diria que os pedestres e ciclistas representam lucro por causa do sistema de saúde, não acha?
      Nós ficamos menos doentes e assim podemos trabalhar e produzir mais. Além disso, não poluímos o ar e diminuímos portanto a incidência de doenças respiratórias.

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