O cerco às bicicletas em Barretos

Para o Diretor de Trânsito e Transporte de Barretos, André Luís de Freitas, abusos no trânsito cometidos por ciclistas são o motivo dos acidentes registrados diariamente. Foto: Prefeitura de Barretos / Divulgação

Para o Diretor de Trânsito e Transporte de Barretos, André Luís de Freitas, abusos no trânsito cometidos por ciclistas são o motivo dos acidentes registrados diariamente. Foto:Prefeitura de Barretos / Divulgação

Mesmo sem campanhas de educação nem infraestrutura adequada, prefeitura de Barretos pune ciclistas que cometem infrações de trânsito

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Desde o mês de março de 2013, a Prefeitura de Barretos, cidade paulista a 423 km da capital, passou a fiscalizar e punir rigorosamente ciclistas que cometem “infrações de trânsito”, seguindo uma lei municipal de 1995. O primeiro dia da operação, feito em parceria entra o órgão de trânsito local e a Polícia Militar, começou com 19 bicicletas apreendidas em pouco menos de quatro horas, apenas no centro da cidade.

Em matéria da Folha de SP, a população alega falta de conhecimento e orientação sobre as regras. “Eu só subi no canto da calçada da praça. Nem isso pode?”, disse um dos moradores, o servente Caique Henrique da Silva. ”Abordada por um fiscal de trânsito enquanto descansava sobre a bicicleta em uma praça, a diarista Vanderleia Lopes de Oliveira também ficou surpresa. ‘Ele me orientou a sair da praça empurrando a bicicleta, senão eu seria multada’, afirmou”.

O Diretor de Trânsito e Transporte de Barretos, André Luís de Freitas, explicou no site da Prefeitura de Barretos, que são apreendidas as bicicletas “daqueles que forem pegos em infrações de trânsito como circular na contramão, em calçadas, calçadões e praças, estacionar em locais não permitidos, ou ainda ultrapassar o sinal vermelho nos semáforos”. A taxa para liberação da bicicleta é de R$ 14, podendo aumentar conforme a gravidade da infração e a sua reincidência.

Apesar de polêmica, a medida possui (ou deveria possuir) um caráter educativo. “Nosso objetivo é conscientizar os ciclistas de que eles também precisam seguir as regras para que o trânsito se torne menos perigoso. A lei municipal é importante para reger a conduta do ciclista”, explica Freitas.

 

Prioridades invertidas

O que nem a prefeitura de Barretos nem seus moradores parecem ter notado é a inversão de valores que essas atitudes demonstram diante dos reais problemas que existem no trânsito. Será mesmo que o ciclista é o responsável direto – e único – pelos acidentes que acontecem nas ruas de Barretos? Esse número é representativo a ponto de fechar um cerco tão forte a quem pedala?

“Essa medida demonstra uma
profunda incapacidade dos
gestores públicos em
lidar com o trânsito”

Em entrevista a rádio Estadão, Thiago Benicchio, diretor da Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de SP), disse acreditar que esta medida é absolutamente infeliz, pois “demonstra uma profunda incapacidade dos gestores públicos em lidar com o trânsito”. Ouça a entrevista completa.

O ciclista anda na calçada e na contramão por falta de conhecimento sobre regras? Ou por que invariavelmente as regras não o incluem de maneira segura e efetiva, não contemplando seu deslocamento e todas as especificidades do andar de bicicleta? ”Procura-se eliminar o problema, mas estão eliminando a solução, numa política que não consegue incluir o ciclista”, afirma Benicchio.

Os passos para qualquer cidade que queira entender e, posteriormente, regulamentar o uso da bicicleta como um veículo legítimo (antes de reprimi-lo), são:

1- Educação: Deixar claro para a sociedade (especialmente aos condutores de veículos maiores) que pedestres e ciclistas têm a preferência no trânsito. Isso é básico e assegura a vida de quem é mais frágil. Está no Código de Trânsito Brasileiro, acima de qualquer legislação municipal.

2- Construir infra-estrutura adequada: Depois de entender a bicicleta como um veículo que pode compartilhar as vias com os demais (ou em paralelo), pensa-se em construir ou adequar a cidade para contemplar quem utiliza a bicicleta, garantindo sua segurança e adotando medidas que estimulem que as pessoas procurem outras formas de locomoção. Seja reduzindo a velocidade das vias, criando ciclovias, ciclofaixas, bicicletários, sinalizando caminhos e opções de rotas.

3- Por último, punir quem desobedecer as regras. Mas não pode ser uma via de mão única: as punições rígidas, com apreensão do veículo e pagamento de multa, devem ser para todos, inclusive (e principalmente) os motoristas, afinal o erro cometido por um condutor de veículo motorizado é potencialmente muito mais fatal do que o erro cometido por quem pedala de maneira “inadequada”.

“A punição é o último recurso. E fazer o último ser o primeiro me parece bastante equivocado”, declara Thiago Benicchio. ”Nosso desafio aqui em São Paulo é muito maior. Dá uma tristeza ver uma cidade menor, mais simples, muito mais fácil de resolver a questão da bicicleta, não resolvendo. Espero que a cidade de Barretos reveja essa situação e inclua o ciclista”.


49 comentários para O cerco às bicicletas em Barretos

  • Benedito Pereira da Silva

    Meus caros politoticos e outoridades de Barretos, eu como barretense, ciclista, pergunto aos senhores onde estão construido as ciclos vias da Cidade de Barretos ou será ue são vias invisívis digitiais futirista etc.
    Para se punir alguém primero temos que orientar ensinar, fazendo campanhas educativas, atravéz de cartazes, propagando nos meios de cumincações, poderás nos mostrar alguma dessas medidas educatia tomadas em Barretos.
    Quando vamos dirigir um carro ou pilotar uma moto temos que passar por uma auto escola para apredemos regra de transito, passar por exame teorico, pratico so apos ter sido aprovado que recebemos autorização para dirigir o pilotar.
    Para cobrar alguma coisa temos que fazer nossa parte, portanto cobre de você primeiro para depois cobrar alguma coisa de alguém.
    Sem mais
    Bene

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  • Rubens Cano de Medeiros

    Há algum tempo certo jornal paulistano fez matéria acerca de certa ciclovia. Como sói acontecer com reportagens, quando é alusão à cicloatividade, só mostram mesmo duas coisas. Ciclovias e o desrespeito de motoristas a ciclistas. Como se sobre bicicletas, fosse “tudo”, o assunto. Como.

    Pois na matéria um entrevistado expeliu esta petulância – é mesmo para gerar um comentário: que ele, o cara, pedala “com bom senso, assim como os demais” (ciclistas)! Que mentira! Xô! Além de ser um trafegar de imprudência e desrespeito, isento de fiscalização, o trânsito de bicicletas não tem o menor bom senso – o comportamento dos ciclistas. Nota zero!

    Como é? “Bom senso”, nos guidões e pedais? Seria, um exemplo, pedalar na calçada? Como um “direito adquirido” de ciclista? Afinal, sempre foi assim: acintoso e impune. Ninguém liga!

    Ou bom senso é a “esperteza” de ignorar semáforo, faixa de travessia e pedalar na contramão? “Bom senso” que não passa de pretextos.

    Bem, ainda que às avessas, deve ser mesmo algum “bom senso” de cérebros pedalantes. Como o do legislador que cravou no Código a imprudência de ciclista compartilhar calçada ou fluir no contrafluxo! Bom senso…

    No ápice da graduação do bom senso, está o comportamento unânime (ou quase), o superlativo da imprudência: ciclista pedalar sem campainha! E sem luzes – não meros pisca-piscas que expelem flashes, mas iluminam nada! Que bom senso de segurança! Inteligente!

    Raciocinemos. Que diabo de bom senso é ciclista botar capacete e óculos, montar e, incontinenti, rolar por aí infringindo tudo o que o Código prescreve? Vem o cara falar de “bom senso”!

    Todos sabemos. O Código (a lei) tipifica bicicleta como veículo. Daí, sujeita-a às mesmas normas que para todos os veículos (bom senso). Sabemos que, de ofício, cabe à CET fiscalizar (e até autuar) ciclistas – não só pintar ciclovias. Não fiscalizando, deixa de cumprir a lei, por isso: falta de bom senso, então. Total!

    Como quem tem que fazer valer a lei não o faz, então incumbe ao “fiscal da lei” – o r. Ministério Público Estadual – obrigar a fazê-lo. Tudo faz crer que esse “fiscal” nunca obrigou, como tampouco obriga, aquela a disciplinar, fiscalizar e autuar os que pedalam à revelia da lei de trânsito, não?

    É que, no caso, o bom senso resta estacionado. Nalgum bicicletário! E com pneus murchos… Sem campainha, sem luzes.

    Olha, nem precisa ser “especialista” ou urbanista. Qualquer leigo (eu, o primeiro) facilmente constatará. Que bicicleta é o único veículo cujas “características operacionais” – a flexibilidade, a versatilidade, facilidade de condução e manobra, leveza etc. – fazem com que ela se “aproxime” do próprio ir e vir do caminhante, nas ruas. Num só momento, bicicleta está na rua quanto sobe na calçada – e é “natural” que todos aceitemos essa mobilidade: para ciclista – é a mesma tendência do pedestre – não há regras (normas) de trânsito: ignorem-se sinalização e farol.

    Quando vejo ciclista pedalar na calçada, ignorar semáforo, rolar na contramão, tirar fina – essa irracionalidade habitual, e perigosa para todos – sinto uma PUTA RAIVA!

    Raiva de tanta imprudência; da mentalidade tacanha dos que só fazem espernear por ciclovias mas fecham os olhos (e o cérebro) para um pedalar isento de disciplina e fiscalização; por extensão, raiva do próprio Poder Público quando, com respeito à cicloatividade, só se volta para ciclovias ignorando a balbúrdia fora delas… Isso é pedalar sem bom senso. E sobre duas – não só uma lei – o Código, e a lei… do bom senso! Desmonto.

    Rubens Cano de Medeiros

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    • José Mendes

      Caro Ruben
      Pelas suas palavras vejo que não pedala!
      Vejo tanto fundamentalismo escudado na lei!
      Vejo também uma dose brutal de ignorância daquilo que é Amsterdão ou Copenhaga e o papel fundamental que a bicicleta tem como transporte urbano, promotor de um futuro mais verde com pessoas com melhor saúde!
      Enfim é triste! Procure saber as regras de ciclistas na Holanda, Dinamarca, Alemanha, … procure entender essas regras!
      Se quiser ir mais longe pegue numa bicicleta e pedale, vai ver se calhar muda de opinião!

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  • Rubens Cano de Medeiros

    Gosto de bicicleta, não de “maus” ciclistas. Não sou contra ciclovias, nem se pode ser: exceto as que expõem pedestres a riscos: exemplo, aquelas junto ao meio-fio, com duplo sentido para as bicicletas, em ruas de mão única de tráfego – o pedestre que se cuide, ao atravessar!

    Hã? “Ciclofaixas” – como as pintadas nos pisos cinzentos dos calçadões, bem no meio da multidão de pedestres? Que absurdo! Algum QI de minhoca (de ameba) excretou aquele troço precário, mal perceptível, perigoso de atropelamento: acaso ciclistas se restringem àquele exíguo “corredor”? Só mesmo a indiferença de nós, cidadãos, para aceitar um arremedo de solução!

    Bicicletas e pedestres, “compartilhar” o mesmo chão, insensatez. E a mídia, quase todo dia, precisamente jornais, insiste e persiste em passar só um lado, da realidade do trânsito de bicicletas: ou as ciclovias ou o desrespeito de motorista às bicicletas. Só isso. “Ironia do destino”: desrespeito justamente a quem, no trânsito, respeita nada!

    A julgar por essa repetitividade que a mídia mostra – que saco! – até parece que, fora de ciclovias, os cicloativistas pedalam bonitinho, educadamente! Como por exemplo o semblante do prefeito, pedalando a caminho do trabalho… É um bater na mesma tecla, o noticiário: ciclovias, ciclovias, ciclovias – essas faixas vermelhas, algumas, precárias. Como se o assunto “bicicletas” fosse somente preocupar-se com ciclovias.

    Só que a mesma mídia NUNCA mostra – e salta aos olhos, é só QUERER VER – a realidade “real”, FORA de ciclovias: antes de galgar uma delas e depois de dela(s) sair os ciclistas são, no trânsito, o espelho da péssima conduta. Imprudência e falta de urbanidade. Por que não mostrar?

    É absoluta rotina, não fortuito. Ciclistas nunca desmontam: pedalam nas calçadas – qual não? Bicicletas de carga e as “motorizadas”, até, pode? Ciclista, no asfalto, de repente, do nada, ele “pula” para o passeio! Só para no vermelho SE o fluxo contrário obrigar. Pedalam no meio-fio, em contramão (quem for atravessar…). Invadem faixas quando pedestres cruzando. Todas essas mazelas, acintosamente, na maior cara-de-pau, vez que impunes! Qual ciclista não é assim? Pior (isto a mídia mostra): brilhantes cicloativistas até endossam a (má) conduta, sob burros pretextos de “insegurança” – na verdade, oportunismo e grosseria.

    Nessa chatice de só nos fazer engolir (toscas) ciclovias, a mídia não destaca que o que favorece a balbúrdia das bikes FORA DE CICLOVIAS reside, pelo menos, em três fatores. O próprio oportunismo de ciclistas, em si; a própria aceitação (indiferença) de nós, cidadãos, tolerantes com tanta coisa anticidadania; a impunidade por parte de quem deveria fiscalizar – muito embora fiscalizar ciclistas deve ser incumbência bem difícil de executar, reconheça-se. Só que, fora de ciclovias, a CET nada faz. Alguém vê? A mídia mostra?

    Ninguém se importa com bicicletas FORA DE CICLOVIAS: “especialistas” ou leigos; autoridades ou pessoas “comuns”. “Fale com a CET”? Tentem! Não abre espaço para abordar as bicicletas. Outro meio? A CET sequer responde. Mas nos jornais… Ciclovias e ciclovias – desrespeito aos ciclistas! Seja, a mídia, imparcial.

    Façam inédita (porém antipática) matéria: a imprudência e a grosseria dos ciclistas nas ruas. Mostrem que os que esperneiam por segurança no asfalto são justamente os mesmos que, nas calçadas e semáforos, só fazem desrespeitar – sobre duas rodas. Pedalando. Grato.

    Rubens Cano de Medeiros
    RG 5342264-8
    Rua Vigário Albernaz, 986
    Vila Gumercindo
    São Paulo / SP – CEP 04134-021
    Telefone: (11) 5063-1599

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  • Cícero Soares

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  • A Associacao Brasileira de Ciclistas , tem a honra de comunicar a todos os amigos do Pedal de Barretos que estaremos fazendo uma visita ao Prefeito de Barretos para solicitar a paralização imediata de apreensões de bicicletas nesta cidade, o caso contrario vamos utilizar também o CODIGO NACIONAL DE TRANSITO E O PROGRAMA MOBILIDADE .

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  • Rosana

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  • Salomão

    Minha dúvida é a seguinte: bicicleta não tem placa, nº de chassi ou certificado de propriedade, então COMO controlam a devolução das bicicletas? Qualquer um que chegar com R$14,00 leva?

    Desse jeito nego vai usar o depósito da prefeitura pra montar loja de bike usada…

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  • Adriano

    Apesar de existir no CTB deveres e obrigações para o ciclista, não existe obrigatoriamente preparação prática e teórica para que estes possam guiar com seus veículos. Como sabemos obrigatoriamente existe para motorista e motociclista. Exigir algo de quem nunca realizou exame seja prático e teórico é complicado. Quem tem esses conhecimentos práticos e teóricos já comete aberrações no trânsito, imagine quem nunca leu o código de trânsito. Portanto, defendo a obrigatoriedade para que ciclistas passem por testes teóricos e práticos para guiar seus veículos. Ai sim, podemos exigir e puní-los no rigor da lei. E mais, exigir que nas escolas públicas e privadas aulas de trânsito sejam obrigatórias.

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  • joao carlos

    VOU TRABALHAR TODOS OS DIAS DE BIKE E VEJO A IRRESPONSABILIDADE DE ALGUNS CICLISTAS PASSAM OS FAROIS VERMELHOS NA AV INAJAR DE SOUZA NAÕ RESPEITAM OS CARROS CRUZAM NA FRENTE DOS ONIBUS E SAEM RINDO PREÇISAMOS NOS EDUCAR MAIS . [ RESPEITAR OS CARROS E PEDESTRES ] VEJO A MAIORIA DOS COLEGAS QUASE PASSAR POR CIMA DOS PEDESTRES EM CIMA DA FAIXA UM ABSURDO

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  • Bruno

    Isso so reflete a estupidez de quem é eleito nas nossas cidades, são bandidos, burros, desnecessários profissionalmente…prefeito de merda, da um pulo ate Amsterdã pra ver a realidade!

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  • Sobre calçadas compartilhadas, há vários trechos na malha de Buenos Aires:
    http://www.mejorenbici.buenosaires.gob.ar

    São trechos bem sinalizados, como vi alguns do Rio. Aqui em BH, alguns trechos de ciclovias simplesmente eliminaram o espaço do pedestre na calçada, sem qualquer orientação para compartilhamento.

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    • Cícero Soares

      Cara, que maravilha de manual aquele da Prefeitura de Buenos Aires, tudo nos seus míiiiiiinimos detalhes! Meu, vivendo e aprendendo a… ciclar, vivendo e aprendendo a ciclar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas… aprendendo a ciclar…rs. (Ô, saudosa Elis.)

      Então, mas o lance lá das calçados… não sei, não, acho que não se pode chamar de compartilhadas, ainda que sem delimitação física, há delimitação. Não conheço o Rio, mas vi umas fotinhos em que nelas, nas calçadas, há apenas uma sinalização de compartilhamento, nada mais. Já em Buenos Aires, como está no manual pelo menos, é como se, pela impossibilidade de construção de uma ciclovia protegida, se aproveitasse a largura dos passeios dividindo-a com uma ciclofaixa, a tal da bicisenda.

      Acho eu que compartilhada, compartilhada mesmo… não seria como aquela “bagunça organizada” que é no Japão? rs.

      Só dei uma corrida de olhos nesse manual portenho (e já tô indo esmiuçá-lo), mas de cara, pra efeitos de comparação, olha só que interessante: “Sólo los menores de 12 años pueden circular por la vereda.” Já aqui é… Grande Sertão: Calçadas!

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  • O pessoal que comenta sobre os deveres dos ciclistas se esquece de um ponto básico: nós que comentamos, blogamos e “facebucamos” sobre os direitos do ciclistas, sabemos (ou deveriamos saber) quais são nosso deveres no trânsito. Porém, nós somos a minoria no universo de ciclistas que transitam pelas ruas e estradas. Sem qualquer dúvida, digo que somos 1% dentre o total.
    Apenas por esta singela motivação, acredito qeu as prefeiutras que começam pela punição, como a de Barretos, estão dando um tiro no pé da mobilidade da cidade.

    Para incentivar o uso da bicicleta, há que se investir no tripé:
    - estrutura: ciclovias, bicicletários
    - educação: campanhas, campanhas e mais campanhas
    - punição: para ciclistas e motoristas infratores.

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  • Robson

    As dicas para pedalar nas ruas de forma segura desse site, as leis do nosso código de trânsito para bicicletas, exceto as punições, são quase perfeitas. Mas não para um país de 3o mundo.

    Colocar obrigatoriamente um ciclista na mesma via de motos, carros, ônibus e caminhões em uma cidade grande é quase como condená-lo a morte. É o mesmo que colocar surfistas no mesmo trecho de mar onde circulam jet skis, lanchas e navios. Uma hora vai ocorrer uma colisão, e com certeza a parte mais fraca é que irá sofre as piores consequências.

    É uma verdadeira loteria, onde o sorteado em vez de prêmio em dinheiro, ganha uma caixão. A lei na teoria defende o mais fraco, não pode fechar ciclista, passar perto, ciclistas tem prioridade sobre outros veículos, etc. Tudo muito bonito, mas na prática coloca o ciclista numa verdadeira roleta russa.

    Um carro em condições normais, percorre até 20 metros para parar estando a 60 Km/h. Então seja pedestre, ciclista, skatista que entrar na frente dele, não vai adiantar estar com a razão/prioridade/lei. Imagine o tempo de frenagem ônibus e caminhões.
    fonte: http://www.estradas.com.br/new/distancia_de_parada/distancia_de_parada.asp

    Outros veículos não respeitam as leis, não tem fiscalização suficiente, não tem punição exemplar. As leis precisam ser alteradas, mas o povo não elege bons deputados e senadores para tal. Depois colocam a culpa na justiça.

    Defendo que a lei deveria permitir ciclistas andar em calçadas, em qualquer sentido, desde que em baixa velocidade, principalmente em vias de trânsito intenso. E aí se desrespeitar e atingir pedestre, ocorrência/multa/processo. Acredito que essa medida já diminuiria muito as mortes nas vias. Acidentes em cima da calçada entre ciclistas e pedestres, dificilmente iria ter vítimas fatais.

    Acho que devemos reconhecer nossas limitações, nossa falta de educação, reconhecer que essas leis não foram feitas para nós e começar a discutir alternativas para a nossa realidade, começando pela educação.

    Essa é a minha opinião e aceito críticas/sugestões.

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  • Anderson Araújo

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  • Guilherme Caldas

    Eu não sei como é em Barretos mas aqui em Curitiba, ciclista que resolver pedalar na rua sendo o “Senhor CTB” vai, no mínimo, ficar sem opção para prosseguir em diversos locais. E, para mim, é este o problema: começa-se dando um jeitinho aqui, fazendo uma malandragem ali e, desta forma, cria-se o hábito de achar que não tem nada de mais fazer “só uma besteirinha”.

    No papel, a letra da lei é muito bonita, mas a verdade é que as ruas ainda são pensadas apenas para automóveis, cabendo ao ciclista se adaptar – digamos – caso queira fazer da bicicleta seu modal de deslocamento diário. Já ouvi amigos ciclistas (uns dois, vá lá, mas mesmo assim, ouvi) que, inclusive, chegam a afirmar que “pedalar na Europa é uma chatice, bom mesmo é no Brasil, onde pode tudo”. Pessoalmente, nunca pedalei em ruas “chatas” como as da Europa, mas gostaria muito de ter a experiência – aqui mesmo no Brasil, de preferência.

    Quanto à fiscalização mais severa, não vejo absolutamente nenhum problema. O que está errado aí, é adotar uma postura de punição sem nenhuma contrapartida. Desta forma isso se torna apenas uma forma de repressão.

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  • Alfredo

    Vejam minha situação.

    Por autodefesa, algumas vezes tenho que pedalar do lado esquerdo da via, já que o fluxo de veículos é tão intenso que não seria possível cruzar da direita para a esquerda sem que os carros diminuíssem a velocidade (não preciso falar que eles nunca diminuem). Em outras situações, tenho que esperar o sinal fechar para atravessar a via junto com os pedestres. Nesse caso, devo tomar cuidado para não atrapalhar os pedestres (não é porque os carros não me respeitaram que não vou respeitar os pedestres…)

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  • Alfredo

    Acredito que precisamos parar com essa história que motorista é do mal e ciclista é do bem. A irresponsabilidade independe do modal utilizado.

    Tem muito ciclista que quer respeito. No entanto, quando pega o carro parece um doido no trânsito.

    Lembre-se, algum dia você vai estar do lado mais fraco, seja como pedestre, ciclista, skatista, etc. Faça sua parte. Respeite! Sempre!

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  • Valdemir

    Podem até negativar meu comentário que não to nem ai!
    Mas a bem da verdade é que a maioria dos ” Ciclistas ” gostam de cobrar e exigir, mas quando são cobrados ou exigidos, ai o bicho pega!
    Engraçado educação, direitos e deveres acho que serve para TODOS seja para bicicleta, patins, skate, moto, carro, carroça, pedestre e assim vai !
    Como pedestre quase já fui atropelado por dois Speedeiros que atravessaram o sinal vermelho para eles! Hoje eu desci da calçada para atravessar uma rua próxima de meu trabalho e um ” Ciclista ” vindo na contramão, sem capacete, simplesmente passou rápido por trás entre eu e o meio fio, e ainda esbarrou com o guidão no meu braço, e nem se deu ao trabalho de pedir desculpas ou sequer olhar para trás.
    Como motorista quase já atropelei também um “Ciclista ” que simplesmente cruzou um farol vermelho na minha frente, desceu da calçada pro meio da rua e pronto, só não o atropelei porque consegui frear e desviar já que eu estava em baixa velocidade, o próprio reconheceu o erro e fez um sinal de desculpa.
    E como Ciclista saio para me divertir, fazer meu exercicio, porém procuro sempre respeitar tudo e todos.
    O grande problema e a grande verdade é que andar de bicicleta nos ultimos anos virou moda, coqueluche, nunca se vendeu tanta bike como agora, nunca se viu tanta gente pedalando na rua como agora, e como tudo que cresce sem estrutura, educação e orientação o numero de problemas e acidentes com certeza aumentam.
    Soma-se a isto a FALTA DE EDUCAÇÃO e CIDADANIA da maioria das pessoas temos os maus ciclistas assim como os maus motoristas e pedestres e assim por diante, mas ai alguém pode falar mas o governo não dá estrutura, olha não é querendo ser pessimista mas mesmo tendo estrutura alguns mal educados , folgados e maloqueiros jamais deixarão de fazer besteira ou encher o saco daqueles que realmente querem viver em um mundo melhor!
    Porque gente mal educada e idiota nasce assim e morre assim !

    Pronto falei ! Bom pedal a todos !

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    • Paulo Fernandes

      Valdemar, é um bom desabafo. Mas apenas um carro mata 3 pessoas de uma vez. A bicicleta, por limitações físicas, nunca vai lhe oferecer esse risco. Prefiro um maloqueiro em uma biciclata do que em um carro ou em uma moto. Sugiro que vc faça aqui tb um desabafo da quantidade de vezes que um carro ou moto já quase acertaram vc.

      Polêmico. O que acha? Thumb up 10 Thumb down 11

      • Valdemir

        Oi Paulo só retificando meu nome é VALDEMIR e não Valdemar!

        Bom é óbvio que vão acontecer muito mais acidentes e desrespeito as leis com carros, motos, onibus e caminhões, pois são em bem maior numero nasruas do que as bicicletas, isto é uma matemática pura e simples!!! Hoje em dia porque morre muito ciclista no transito??
        Porque derrepente de uma hora pra outra todo mundo acordou para a mobilidadeurbana , um monte de gente percebeu que ir e vir de bicicleta é rápido e economico, além do que faz bem a saude, só que uma avalanche de ciclistas surgiram derrepente em uma cidade que é a mesma de 20 anso atrás, só que cresceram os ciclistas e os novos donos de carros , motos etc. Simplesmente INCHOU, ai vc pega este transito caótico que cresceu, o numero de ciclistas que cresceu, pessoas despreparadas e na maioria dasvezes imprudente de todos os lados e veiculos seja motor ou pedal, e acaba dando nisto, gente morrendo a torta e direita!
        Se vc não concorda comigo, me explica então bicicleta e carros sempre existiram, porque a uns 5 anso atrás por exemplo não se noticiava tantos acidentes envolvendo carro e bicicleta como agora nos dois ultimos anos, depois que começaram a surgir cilocvias e cilcofaixas e BIKEMANIA !!!! Pois é outra matemática simples!

        Olha nunca vou ficar totalmente nem a favor e nem contra um ou outro, sabe porque ? Porque sou os dois ou melhor os 3 Sou motorista, sou Ciclista e sou Pedestre, e posso te garantir, já tive vários carros, e graças a Deus nunca bati, nunca atropelei ninguém , como Ciclista também nunca cai feio, nunca atropelei um pedestre e sempre saio com minhas ferramentas na bike, camera reserva, luva, capacete e óculos, como pedestre nunca fui atropelado graças a Deus, sempre procuro atravessar e nunca desfilar pela rua ou andar olhando para o céu com fone de ouvido noultimo volume, ou seja procuro nunca fazer besteira nas 3 modalidade e tomno muito cuidadopara não ser vitima da besteira dos outros, calro que não dá para ser perfeito, uma hora pode acontecer, mas pode ter certeza que se acontecer comigo será uma fatalidade pois sempre tomei e sempre procuro tomar cuidado.

        E não adianta querer defender assim como tem mal motorista, tem mal pedestre e tem mal ciclista sim, mal educado, abusado e sem educação, não é só porque eu amo andar de bicicleta desde criança que eu vou por todos os cilistas no Céu e os resto no inferno, todo mundo tem seus acertos e seus erros, perfeitomesmo amigo só JESUS CRISTO e nem assim escapou da ignorancia humana, portanto é sempre bom revermos valores e valores!

        Como disse anteriormente o mundo só será melhor no dia que cadaum tiver o minimo de educação que é fazer sua parte para não prejudicar o próximo, e quanto a preferir ciclista maloqueiro, faz favor né amigo depois de ler uma coisa destas eu paro por aqui o debate…….francamente…que comentário mais infeliz!

        Bom Pedal a todos!

        Polêmico. O que acha? Thumb up 5 Thumb down 6

    • Rosana

      Realmente o comportamento perigoso e irresponsável não é exclusividade de quem anda “motorizado”, Valdemir, mas também concordo como o Paulo que essa pessoa causa menos danos aos outros e a si de bike ou skate, por exemplo, do que de carro ou moto. E também já passei sustos com veículos dirigidos por malucos, carros e motos em muito maior proporção do que bikes (aliás, nem me lembro de algum com bike, mas de carro quase todo dia), portanto o que se deve combater e punir é o comportamento abusivo seja qual for o meio de transporte.

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      • Valdemir

        Então Rosana.

        Eu concordo com vc, o que eu não concordo é ficarmos também vestindo todos os ciclistas de anjo e todos os motoristas de capeta, não é bem assim, eu trabalho em uma região de SP onde a bicicleta émuitousada como transporte de carga e locomoção e vejo todo dia gente despreparada, mal educada conduzindo sua bicicleta como se não existisse carro, sinal, faixa, placa, pedestre, calçada, nada, como se a cidade fosse uma CICLOFAIXOLÂNDIA onde o sujeito pode passar de bike assim na hora que der na telha!

        Ai acontece a Mer…pronto vamos cruxificar alguém que atropelou o ciclista!!!

        Eu deixei a hipocrisia de lado, acho que não existe mais destinção o que existe são pessoas de bom senso, sem nenhum senso e totalmente sem educação seja dirigindo o que for até patinete!

        Pode ter certeza que a pessoa que tem educação e repseito pelos outros e pela lei dificilmente fará parte de qualquer estatistica negativa seja sobre o que for!

        E como já respondi acima pro Paulo, o fato de existri mais acidentes com motorizados é porque eles são maioria nas ruas sendo maioria é evidente ter mais acidentes etc e tal.

        Repito não sou a favor de nada só sou contra Hipocrisia e gente MAL EDUCADA no transito seja em cima do que estiver conduzindo!

        Bom Pedal a todos!

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    • Cícero Soares

      Pois é, Valdecir, tua profecia não se autorrealizou: a positivação tá ganhando de goleada! rs. Mas eu te entendo, entendo mesmo. Ou melhor, já começo a entender melhor a razão desse tipo de desabafo como o teu ser tão comum. Pouco tempo de bike, eu no maior esforço pra dar uma de caxias, e todo santo dia e toda santa hora… tá lá eu testemunhando um mau exemplo de um companheiro de fé do pedal.

      Hum, mas nem todos são assim, né? Parando um pouquinho pra pensar, percebi que há casos em que não é muito difícil concluir que certas ilegalidades se dão por força de se obter (ou de se sentir) uma maior segurança. Mas outros casos, que não são poucos… Sim, são de um flagrante desrespeito, de uma má-fé tamanha, que merecem um desabafo como o seu.

      Mas o argumento do Paulo Fernandes e da Rosana, acho que você devia dar crédito a ele, é um argumento bem forte. Pensa nisso com carinho, tá?

      Hum, e depois de afagar, um puxão de orelha (rs.), quanto a isso que você escreveu: “a maioria dos ” Ciclistas ” gostam de cobrar e exigir, mas quando são cobrados ou exigidos, ai o bicho pega!” Me desculpa dizer, mas não é bem assim, Valdemir. É assim: como em qualquer ativismo urgente, no interior da maioria que cobra e exige, se escondendo nela, se passando por ela, se apropriando do discurso dela, sempre haverá uma minoria de… hipócritas. E isso é normal, tá, Valdemir?, que exista, como minoria, esses hipócritas que precisam afanar o discurso da maioria, porque na prática… E como identificá-los? Fácil, você mesmo deu a deixa: se o bicho pegar… eis aí um hipócrita.

      Mas enfim… Pronto, falei! rs. E abração.

      Putz, mas antes de terminar deixa eu dar outro “pronto, falei” sobre um fato inesperado que ocorreu no domingão passado, já que a Rosana (que acredito ser do pedal de longa data) mencionou isso de nem se lembrar de ela ser uma quase vítima de um crazy biker. Aconteceu assim:

      Fim da manhã do domingão passado, voltando de uma tour pela cidade iniciada ao nascer do sol. E fim de tour vocês sabem, o fôlego e as pernas já arregando, né? E eu lá, a meio caminho de casa e já arregando, viro uma esquina, um leve aclive, semáforo no verde 50 metros adiante, e me vem uma dúvida cruel: “Dou um sprint pra passar no verde, ou espero o vermelho e aproveito pra dar um respiro? Passo ou não passo, passo ou não passo? Tá, espero o vermelho.” Ah, mas o miserável não fechava, não fechava! E então resolvi passar. E ainda no verde, eu entrando no cruzamento e de repente, e sem eu perceber, porque a visão obstruída por uma árvore, passa um crazy biker numa carreira cega furando o vermelho.

      E deu pra ver tudo, tudinho, acho que até em slow motion: um cara de uns 25 anos, tudo nos conformes, capacete e coisa e tal, e tendo a ousadia de, ao passar por mim, a um, dois metros no máximo de mim no meio do cruzamento… O cara teve a ousadia de virar e balançar a cabeça me cumprimentando, pode?! E eu, por causa do susto do quase abalroamento sem forças pra soltar um grito sequer, apenas inspirei fundo, fiz uma cara brava, olhei dentro no olho dele e disparei só com os lábios: “Filho da puta!”

      Se não fosse o cansaço, e se eu não segurasse o ritmo naquela dúvida do passo o sinal verde ou não passo… Meu, em tão pouco tempo de pedal ser abalroado por um outro pedal que furou o sinal vermelho? Seria de entrar para os Anais, não seria? rs.

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      • Valdemir

        Beleza Cicero!

        Respeito sua opinião assim como do Paulo e da Rosana, é complicado a gente as vezes mesmo que sem querer ir contra a corrente, mas eu vejo todo dia cada coisa que muito ” Ciclista ” ou se diz ser né, fazer pelas ruas, que deixaria qualquer um de bom senso de cabelos em pé!

        Acho que tanto na resposta ao Paulo e a Rosana deixei bem claro meu ponto de vista sobre o assunto, por isso paro por aqui, não quero gerar polemica e muito menos ficar a favor e nem contra nada, foi só um desabafo mesmo.

        Amo muito mais pedalar minha bike do que dirigir meu carro, sintoprazer em pedalar já quando estou de carro me sinto dirigindo por obrigação, pois tem coisas que infelizmente não dá , ou melhor não seria confortável fazer de bike como pro exemplo comprar do mês no supermercado, ir ao Cinema doShopping tarde da nite com a familia, sair em dia de chuva com a familia etc.

        Claro que sempre tem os SUPER RADICAIS que vão dizer que até dormem com a bicicleta, boa sorte a eles, meu mundo é outro e minha realidade também! E nem por isto sou menos ou mais ciclista que os outros !

        Enfim é isso ai abraço, valeu o puxão de orelha, não ligo não, quando a pessoa é educada e sensata a gente le, reflete e admira!

        Abraço Cicero e Bom Pedal!

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        • Cícero Soares

          Mas é isso aí, Valdemir, é isso aí, trocar experiências, pontos de vista, informações, reflexões, concordâncias, discordâncias (com ou sem puxões de orelhas…rs.), mas tudo com RESPEITO! Que respeito é bom e todos nós gostamos. E assim, pedalando da cabeça aos pés com respeito e responsa é que vamo que vamo, né? rs. Abração procê também, Valdemir.

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    • dmmg

      Valdemir, muitas coisas que vc falou estão corretas, inclusive que existem folgados e mal educados em todas os níveis do trânsito, sejam pedestres, ciclistas ou motoristas. Acredito que nenhum ciclista sério é contra haver uma regulamentação, o problema é a regulamentação excessiva e a inversão de prioridades. Regulamentação excessiva seria fazer leis sem sentido. Por exemplo, sou totalmente contra uma lei com o simples texto: “É proibido pedalar bicicleta em calçadas e praças”. Agora, sou totalmente favorável a um texto do tipo: “É proibido pedalar bicicleta em calçadas e praças AMEAÇANDO OU COLOCANDO EM RISCO PEDESTRES”. Se a calçada (ou praça) está vazia, se eu estou em velocidade baixa e não oferecendo risco a ninguém, porque seria errado? E inversão de prioridades: Me dê um bloquinho de multas e em apenas 1h eu garanto que consigo multar bem mais que as 19 bicicletas em 4h do Dpto de trânsito de Barretos, e só em infrações perigosas (excesso de velocidade, conversão em local proibido, desrespeitar farol vermelho e sinal de PARE). Estando o trânsito de automotores tão caótico, faltando fiscalização e educação, vc vai gastar recursos primeiro com as bicicletas ao invés de disciplinar os muito (muuuuuiiiito) mais perigosos automóveis? É mais ou menos o mesmo de ficar construindo estádio de 1o mundo quando não se tem segurança, escolas nem hospitais decentes…

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      • Valdemir

        Concordo plenamente com vc amigo, em numero genero e grau! Tudo tem de ser revisto mesmo, claro quando falei de pessoas folgadas, mal educadas e até mesmo simplesmente deseinformadas seja na mobilidade urbana que for, me referia a grande causa de muitos e muitos acidentes que vem acontecendo seja por ignorancia, descuido, abuso, má educação sentimento de impunidade e até desinformação, nem sempre a culpa é de A ou B, é isto que sou contra ir rotulando a culpa sem antes ver a causa!

        Este é um ponto, agora assim como vc sou TOTALMENTE contra as leis abusivas e estupidas, criadas só para encher linguiça de politico ou para garfar nosso bolso! Isto sou totalmente contra, quando digo que a lei é para todos e deve ser seguida por todos, me refiro as leis de verdade que realmente contribuem para uma vida melhor a todos, se na vida não existissem regras e leis seria uma bagunça, pois o ser humano infelizmente não sabe viver sem elas, ele não sabe ou esqueça que aonde termina o seu direito começa o do outro! Temos sim que combater as péssimas leis como a da praça em questão e tantas barbaridades que vemos por ai , e combater também os péssimos politicos que as criam!

        Com relação a calçada, sou da seguinte opinião já disse aqui mil vezes no dia que eu puder andar de bicicleta na rua dividindo espaço com motorizados, mas seguro, eu nunca mais subo em uma calçada, enquanto este dia não chegar se eu sentir nescessidade subo sim, mas com cuidado, respeitando o pedestre se der pra pedalar devagar eu vou se não der desço da bike e empurro, acho que agindo desta forma educada, o pedestre nem se importa com a presença do ciclista,vejo isto por mim, que sempre recebo cumprimento das pessoas e sorrisos o que o pedestre ODEIA mesmo são os malocas que o amigo lá em cima prefere, aqueles que passam empinando a bicicleta, tirando fina dos outros, pulando da calçada pra rua e da rua pra calçada feito um saci, estes ai sim só atrapalham e degrinem a nossa imagem cada vez mais !

        Bom Pedal amigo!

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  • Robson

    Como sempre no país, primeiro vem a punição, e nunca a educação.

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  • Paulo Fernandes

    Era como na idade média, durante a grande peste. Ao inves de acabarem com os ratos, mataram os gatos…

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  • O lance da praça é meio abusivo, mas o ciclista só deveria estar montado na bicicleta na rua. Se estiver na calçada, use as pernas ou sente num banco. E pedale na rua, não na calçada.

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  • namir

    A lei é só para o ciclista? A cidade tem uma infraestrutura em mobilidade para exigir do ciclista conduta nas vias? Há ou houve campanhas de educação no trânsito,para que isso possa ser realmente justificado? O Prefeito e seus assessores andam de Bike para que eles tenham uma ideia do que é isso? Bom,vez em quando eu me pego a pensar que o Brasil,não merece Bicicletas e ciclistas! ((((Como somos pobres)))) Falsos gestores …VERGONHA BARRETOS!!!

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 3

  • LuiZ Andrade

    Estou em Saint Petersburgh na Flórida no momento, e vi umas coisas interessantes aqui. A regra geral é que a bike tem que ir no caminho de bike sempre que este existir. Porém, não havendo, o ciclista pode usar o asfalto como qualquer outro veículo e deve seguir TODAS as regras de trânsito válidas para aquele trecho (o que explica a “proibição” de bicicletas em certas estradas que determinam velocidades mínimas para os veículos) OU pode usar a calçada, desde que se comporte de forma compatível com os pedestres.

    Assim, local com muito pedestre, bike na velocidade de pedestre. Calçada e afins com pouco pedestre, fica um pouco mais “livre” para aumentar a velocidade. E com muito, muito, muito pedestre, aí o negócio é descer e empurrar a bike, e a “lei” nesse caso é aquela mais importante de todas: a “Lei do Respeito”.

    Enfim, este conceito de “comportamento compatível com a situação”, endossado pela lei, é o que mais faz lógica na minha visão e representa melhor toda a versatilidade que um veículo como a bicicleta tem.

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    • Robson

      É amigo. Você está em um país desenvolvido.

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    • Mario

      Então, assim como julgaram os que postam aqui como “bitolados na bike” pessoas que seguem esse preceito, esses carrólatras parecem não entender isso, e como todo bom classe média apoia seus argumentos em “direitos e deveres”. É o legítimo comportamento terceiro mundista, onde governo e montadoras endossam esse pensamento. Uma variação disso é o pensamento “pago IPVA pra ter direito de botar meu carro na rua” ao passo de que um dos reais motivo do imposto é sanar os malefícios que o carro de um causa a todos.

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  • Cícero Soares

    Taí, pra constranger e até evitar essas inversões de prioridades decididas regionalmente (primeiro atirar-multar, depois perguntar-educar), não tá na hora de uma ampla campanha nacional (folhetos, folders, mídia impressa, rádio, TV, internet) cujo tema seja a (boa) condução da bicicleta e sua (boa) relação com pedestres e motorizados?

    Então, a galera com pézinhos no institucional bem que podia soprar a idéia pra galera do DENATRAN, né? Que até pode dar tempo de a campanha ser, hum, veiculada na Semana Nacional do Trânsito, que acontece em finais de setembro, não pode?

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  • Jorge

    Apenas para pensar um pouco…..no domingo estava pedalando pela ciclofaixa da Avenida Paulista, em São Paulo. Fiquei por cerca de 1Km atrás de uma senhora (devia ter fácil seus 50 anos), e eu a perdi de vista porque ela simplesmente passou 2 (DOIS) semáforos no vermelho. Um deles de pedestre e com pedestres atravessando.

    Depois cruzei com um grupo que estava parado no canteiro central, não sei se conversando ou esperando o semáforo de pedestres abrir para cruzar a avenida, que resolveram que não havia problema algum em fechar metade da ciclofaixa, ao invés de encostar suas bicicletas no meio fio, em fila indiana.

    Mais tarde, quando já estava quase voltando pra casa, logo depois que um semáforo abriu, saiu aquele grupo de desconhecidos que se forma esperando ele abrir, e dentre eles não sei se um garoto ou garota (realmente não consegui identificar), resolveu ultrapassar o grupo saindo da ciclofaixa (ou seja: invadindo a pista dos carros), sem nem olhar se estava vindo algum veículo ou não. Por sorte, não.

    E só pra finalizar, como um adendo: havia um grupo de 7 ou 8 patinadores que acham legal pegar “carona” nos ônibus. Um deles tinha inclusive uma corda que, ao que tudo indica, era usada para “laçar” os veículos.

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    • Leonardo

      “Um deles tinha inclusive uma corda que, ao que tudo indica, era usada para “laçar” os veículos.”

      Já vi de tudo na vida, mas patinador e dublê de vaqueiro texano é novidade.
      O sujeito não deve ter lá muito amor a arcada dentária ou aos ossos do corpo pra fazer uma doideira dessas… pegar carona no ônibus já é um risco considerável, imagine laçado.

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    • Valdemir

      Pois é algumas pessoas só por não estarem conduzindo algum veiculo motorizado, acham que podem tudo, mas na verdade não é bem assim, se um sujeito de bicicleta em alta velocidade atropelar um pedestre ele pode se matar e matar o pedestre ou machucar com gravidade ambos, mas não, as pessoas simplesmente nunca pensam nisto, só vão pensar depois que a coisa acontece! No dia que todo mundo tiver um pingo de conciencia, educação e respeito acabam – se boa parte dos problemas no mundo!

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      • Paulo Fernandes

        Valdemar… Quantas vezes vc já viu isso acontecer? Acredito que bem menos vezes que com os carros. Olhe agora mesmo nos jornais e faça uma rápida avaliação.

        Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 3

  • Wesley Souza

    …Cidade que assume essa postura não cresce. Dá a impressão que os politicos do interior comem capim……….

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  • Leonardo

    Como já disse no Facebook e repito aqui: a cidade não está errada.

    O ciclista, via de regra, diz que “tem direitos”. E os deveres, não vai nada? Diariamente venho trabalhar pela ciclovia da av. Ana Costa e vejo os abusos que outros ciclistas fazem… a moda, agora, é andar fora da ciclovia. Chega uma certa altura, o cara entra pra avenida e fica lá, exposto a toda sorte de problemas. Isso só pra citar um exemplo.

    Andar de bike na contramão, em calçada, já deixou de ser falta de opção faz tempo… fazem isso porque sabem que não vai ter ninguém fiscalizando, pela sensação de poder e impunidade. Ponto.
    Quer ser visto como veículo? Então aprenda as regras do jogo, que valem pra todo mundo, independente do número de rodas e propulsão.

    (prevejo “esse comentário não tem feito muito sucesso – clique aqui para ler” em T menos 5 postagens e contando…)

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    • Wesley Souza

      Dá a entender que temos ciclistas e bicicleterios.

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    • Carlos

      Vou ter que concordar em partes…. Jah vi demais na minha area a ciclovia linda, lisa e totalmente LIVRE, e o pessoal preferindo se enfiar no meio dos carros e motos na av. que fica paralela a ela….

      Agora, não poder usar calçada ainda mais se estiver livre eh complicado; eu evito ao máximo usar as ruas especialmente avenidas movimentadas

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      • André

        Na verdade, penso o contrário: Nas calçadas, é proibido pedalar por lei em todo o Brasil, a não ser que haja indicação em alguma calçada específica, como ocorre em alguns locais na zona sul do Rio de Janeiro, por isso acho mais grave do que na avenida. Embora, dado a falta de respeito dos motoristas, se você não se sente à vontade pra pedalar na rua, e se sente capaz de andar na calçada sem oferecer risco ou assustar pedestres, também não vejo problema.
        Já na rua, apesar de a ideia da ciclovia ser evitar tal ato, não é proibido, a não ser que seja uma via expressa (velocidade máxima >> 60km/h) e em alguns locais, por exemplo, a ciclovia é à esquerda e o ciclista quer virar à direita, ou vice-versa, e como é quase impossível fazer uma ciclovia que evite todas essas situações, em cidades centenárias, acho totalmente justificável se pedalar numa avenida, desde que não seja uma via expressa.
        A verdade é que nossas leis, apesar de mencionarem bicicletas, não foram pensadas para elas, de modo que algumas, não sejamos capazes de seguir (posso fazer uma lista delas aqui com suas justificativas, mas acho que iria me estender mais ainda), portanto, não há condições ainda de se punir ciclista algum na maioria das cidades brasileiras

        Obs.: Comentário de um ciclista que só usa ciclovias e ruas, NUNCA calçadas, e faz um esforço máximo pra seguir regras de trânsito.

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        • Cícero Soares

          Cara… eu não sabia disso, que o Código de Trânsito prevê a possibilidade de compartilhamento de calçadas:

          Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.

          E por falar em Rio, e em calçadas compartilhadas e (por que não?) faixas no contrafluxo, estudo bacana do Transporte Ativo que contempla algo da disciplina pra civilidade nessas maneiras de ciclar: http://www.ta.org.br/site/area/arquivos2/Leblon.pdf

          (Cara… adoro essa fase de descobertas e aprendizado, o beabá do babado é a melhor fase, não? Adoro ela.)

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    • Fernando Latiak

      Me parece que o pessoal mais bitolado na bike esquece que, assim como em qualquer modal de trânsito, temos quem segue as regras e respeita a todos, e temos os espertinhos. Por isso, teu post seria pouco votado aqui… hehe.

      Eu acho que, considerando o “simbólico” valor de R$14, é uma medida educativa bem interessante, desde que as regras sejam institucionalizadas. A “Pena” entra como uma garantia de que todos estão seguindo o jogo que já foi combinado e estamos aparando as arestas com os espertinhos. O artigo não elucida se houve uma campanha prévia, digamos, semelhante às que vimos sobre o respeito às faixas de pedestre em Brasília e São Paulo. Será que houve? Será que não houve? Vamos deixar de olhar só pros nossos umbigos e lembrar que, por mais que façamos as nossas partes, tem quem não faça. Ativismo, sim, sem hipocrisia.

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