Ciclista deve usar faixa direita mesmo sendo dos ônibus, afirma presidente da CET-SP

Ciclistas passam pela Av. Paulista, como outros centenas de milhares fazem diariamente em toda a cidade: vidas que precisam ser preservadas.

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O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, que também preside a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), afirmou ao Estadão em 17 de setembro que ciclistas devem circular pela faixa da direita, mesmo em locais onde ela tenha se tornado exclusiva para os ônibus.

A definição vem em boa hora, depois da declaração desastrada do órgão ao mesmo jornal dois dias antes, dando a entender que ciclistas não podem circular em avenidas, contrariando o direito previsto em Lei. A respeito disso, vale a leitura do artigo de Sabrina Duran, do site Na Bike.

O Vá de Bike já havia tentado obter um posicionamento oficial sobre o assunto no mês de junho, mas o órgão também havia se esquivado da mesma forma. Veja aqui.

Apostando no desconhecimento da Lei

Em nota enviada ao Estadão dias antes, a CET dizia que “o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe o tráfego de bicicletas em vias de trânsito rápido e em rodovias, exceto em locais que tenham acostamento”. A regra está correta, reproduzindo texto da Lei, porém faltou explicar o que é considerado “via de trânsito rápido” à luz do Código. Entenda aqui.

Na cidade de São Paulo, as únicas avenidas com essa característica são o eixo da 23 de Maio/Rubem Berta e as pistas centrais das Marginais Tietê e Pinheiros. Em todas as outras – que fique claro: TODAS – o tráfego de bicicletas é um direito garantido pelo Código de Trânsito, que tem força de Lei Federal.

A CET também afirmou ao Estadão que ciclistas “devem utilizar apenas os caminhos e rotas onde a velocidade máxima permitida é de até 40 km/h”. Ou seja, não podem utilizar avenidas, mesmo que isso esteja previsto em Lei.

É claro que quanto menor a velocidade, maior a segurança da via, mas é impossível se deslocar pela cidade sem fazer uso de avenidas. Exceto em trajetos intrabairros, em algum momento o ciclista passará por uma via com mais de 40km/h.

Saiba aqui por que os ciclistas insistem em usar as grandes avenidas. Não há como impedir isso. Declarações como essa só servem de lastro para atitudes agressivas de maus motoristas, que não aceitam a presença do ciclista na via e tentam “educá-lo” com um susto que pode virar tragédia.

Redução de velocidade

Há várias ações possíveis para aumentar a segurança do ciclista em avenidas. Uma são as campanhas de conscientização sobre o direito da bicicleta de circular pelas ruas, como a lançada em 2013 pela Prefeitura de São Paulo (assista aqui os vídeos). Outra é a construção de ciclovias para proteger o ciclista do tráfego agressivo mas, convenhamos, elas não sairão tão já.

A terceira é a redução do limite de velocidade das vias, uma medida que protege ciclistas, pedestres e até os próprios motoristas e motociclistas. Considerando que os cidadãos que utilizam a bicicleta não deixarão de usar a Avenida Paulista, reduzir sua velocidade máxima é uma decisão inteligente.

E o Secretário de Transportes de fato pretende reduzi-la, ao menos na Av. Paulista. Hoje o limite de velocidade dessa avenida é de 60 km/h, o que para ele não é razoável. ”Todos os estudos dizem que quanto mais você reduz a velocidade do carro, mais diminuem os acidentes. Isso está provado”, afirmou Jilmar Tatto ao Estadão, após participar da cerimônia do 5º Prêmio de Educação de Trânsito da CET.

E ele tem razão. Veja por exemplo este estudo da Rede Sarah de hospitais de reabilitação. Nele, há a seguinte informação:

  • em atropelamentos acima de 80km/h, praticamente todos os atropelados morrem;
  • a 64km/h, 85% morrem e os 15% restantes sofrem algum tipo de lesão;
  • a 48km/h, 45% morrem, 50% sofrem lesões e 5% sobrevivem ilesos;
  • a 32km/h, 5% dos pedestres atingidos morrem, 65% sofrem lesões e 30% sobrevivem ilesos.

Não é à toa que há um movimento grande pela adoção das chamadas Zonas 30, nas cidades de todo o mundo.

O secretário reforça a necessidade de haver respeito entre os diversos atores do trânsito: “o que a gente pede neste momento é que o ciclista tome muito cuidado, porque ele é o setor mais frágil, e que o motorista de ônibus respeite o ciclista, que o carro respeite o ciclista, porque tem um conflito ali.”


34 comentários para Ciclista deve usar faixa direita mesmo sendo dos ônibus, afirma presidente da CET-SP

  • [...] Sim. O secretário municipal dos Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou ao Estadão em 17 de setembro que ciclistas devem circular pela faixa da direita, mesmo em locais onde ela tenha se tornado exclusiva para os ônibus. Veja mais sobre: http://vadebike.org/2013/09/ciclista-faixa-de-onibus-avenida-sao-paulo/ [...]

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  • [...] que nada mais é que uma faixa exclusiva de ônibus, iguais aquelas que espalharam por São Paulo. Acontece que enquanto lá a CET falou publicamente que o ciclista deve compartilhar essas faixas, aqui a CTTU simplesmente proibiu os ciclistas e [...]

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  • Ricardo José Camara

    As leis no Brasil de um modo geral são mal esclarecidos deixando estas dúvidas em aberto. O Senado e as Câmaras Federal, Estaduais e Municipais, que gastam tanto dinheiro com tanta coisa, deveriam ter um conselho jurídico que acompanhassem as confusões de interpretações e apresentassem propostas de revisão de texto visando eliminar interpretações dúbias.

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  • Carolina La Terza

    aos que utilizam a av. paulista para se deslocar de bicicleta: CUIDADO COM OS MOTORISTAS DA LINHA 857P-10.

    eles tem o costume de ultrapassar bicicleta, tirando fina, a 30m do ponto (quase o mesmo comprimento do ônibus articulado que eles dirigem, inclusive) e ainda se sentem NO DIREITO de fazer isso: o primeiro disse que eu era “folgada”. o segundo, “que eu estava errada”.

    qual o tipo de treinamento que essa empresa, a Viação Campo Belo, vem dando a seus funcionários, para que eles tenham um discurso tão alinhado? isso está sendo fiscalizado pela SPTrans? As reclamações do 156 servem para alguma coisa?

    em agosto já tive uma ocorrência com essa mesma linha, EXATAMENTE pelo mesmo motivo e hoje mais uma. ATÉ QUANDO?

    (segue mais dados e fotos dos meliantes)

    data: 04/08/2013
    hora: 17h38
    linha: 857P-10 (sentido Metrô Paraíso)
    número do ônibus: 7 2956
    placa do ônibus: ELQ 5192
    local: Viaduto Santa Generosa, sentido jabaquara.

    data: 05/11/2013
    hora: 13h30
    linha: 857P-10 (sentido Metrô Paraíso)
    número do ônibus: 7 2582
    placa do ônibus: EFW 0530
    local: Av. Paulista, 1578 (em frente ao parque trianon)

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  • Ricardo Jose Camara

    É impressionante a irresponsabilidade de nossos “representantes”, em qualquer esfera: federal, estadual ou municipal. As leis não são claras, confundindo até as autoridades, do governante ao sujeito do apito nas esquinas. Há ainda as sinalizações mal feitas que geram confusão.
    A expressão “sujeito do apito” se deve à enorme diversidade de personagens que hoje cuidam disso. Antigamente era o policial estadual que cuidava. Agora é de responsabilidade municipal. Aqui na cidade do Rio de Janeiro começou com a Guarda Municipal. Depois mudou para pessoas com um colete verde limão da CET-RIO. Só que estes não são muito respeitados pelos motoristas porque além de não serem bem treinados, têm sua autoridade limitada porque não podem multar (dito por eles). Motoristas param sobre a faixa de pedestres, obstruem cruzamentos, etc., na cara deles. O pior é que nossa Guarda Municipal é setorizada (trânsito, mobiliário urbano, etc.) sem identificação clara. Certa vez reclamei com um agente da CET RIO sobre um problema obstrução de cruzamento e ele disse que não podia fazer nada com a desobediência porque não podia multar. Falei com dois Guardas Municipais que estavam perto e disseram que não eram do Trânsito e sim do Mobiliário Urbano. Perguntei o que era isso e eles falaram que era cuidar de instalações. Um deles ironizou falando “correr atrás de camelôs”.

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  • renie

    Boa tarde,

    Ás vezes uso o corredor de ônibus da avenida Tiradentes. Realmente, ficou bem melhor. Procuro dar prioridade para o ônibus caso eles me alcancem e esteja tudo livre e semáforo aberto. Encosto na calçada, ou até subo nela, e depois volto para a pista, não são 10 segundos que você “perde” fazendo isso que vai te atrasar ou mudar sua vida. O engraçado é que logo depois passo o ônibus e ele entende a mensagem de cortesia, então procuro manter esta cordialidade e dar passagem, assim, o motorista também te respeita e vê ali que você está preocupado com o fluxo e a segurança de todos. Eu gostei muito dos corredores. Mas falta mesmo uma sinalização dizendo que bike ali pode e deve compartilhar com o ônibus.

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  • Uirá Lourenço

    O tema suscita várias discussões, inclusive a necessidade de limitação rígida da velocidade nas vias e aplicação de medidas de moderação de tráfego (“traffic calming”), para dar maior segurança a todos (em especial aos mais frágeis) e combater os altíssimos índices de ferimentos e mortes no trânsito. Segurança em detrimento da fluidez motorizada é o pressuposto na mobilidade urbana moderna e saudável.
    É preciso atentar para alguns dispositivos do CTB, como o que impõe aos órgãos municipais a promoção da segurança aos ciclistas (art. 24, II). Ou seja, se não é seguro circular em determinadas vias, o poder público deve tomar medidas para assegurar as devidas condições aos ciclistas. E vale lembrar o princípio de que os veículos de maior porte são responsáveis pelos de menor porte, os motorizados pelos não motorizados (art. 29, § 2º).
    Quando o alto escalão – incluindo secretários de transporte e diretores do Detran – passar a acreditar e usar a bicicleta como meio de transporte, os problemas e as possíveis melhorias serão notados na prática, sem especulações teóricas de quem percebe a cidade apenas na condição de motorista.
    Enquanto ainda se achar que ônibus, bicicleta e o singelo transporte a pé são de segunda categoria, a serem utilizados pelos desprovidos de carro, as mudanças efetivas não virão.

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  • Rafael

    Entendo teu ponto de vista Anderson e faz sentido quando diz que são lentos e dificilmente te alcançam, mas eu me sinto um intruso no corredor de ônibus, sinto que não deveria estar ali, já me ocorreu caso de vir ônibus nos dois sentidos e me sentir forçado a subir no canteiro central, e isto me incomoda, quanto que na rua apesar de todos os problemas me sinto no lugar certo e no direito de ocupar a faixa se necessário, mas na maioria das vezes quando seguro, prefiro compartilhar usando 1/3 da faixa… Abraço

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    • Anderson

      Rafael, vale ressaltar que eu costumo andar em corredores a direita, os corredores a esquerda eu também não tenho coragem de pegar pois os ônibus aceleram muito, chega a ser perigoso, neste caso eu não aconselho.

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  • Anderson

    Eu particularmente gosto muito de corredores de ônibus, acho mais fácil controlar o fluxo de ônibus do que de carros. Como geralmente os ônibus param nos pontos, são lentos de saída e ocupam muito espaço, eles dificilmente me ultrapassam, se vejo algum apressadinho encosto numa esquina ou na calçada e dou passagem.

    Agora carros são impossíveis, estão sempre acelerando até o limite pra parar no próximo semáforo, se enfiam em espaços mínimos pra te passar de qualquer jeito, entram e saem sem dar seta, é tenso dividir espaço com carros assim nas grandes avenidas.

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    • Bruno

      Concordo plenamente e acrescento: o motorista que acelera e te ultrapassa com pressa sem necessidade, para imediatamente virar à direita na sua frente, ou entrar num prédio ou garagem. Muitas vezes freiando e até parando na sua frente, a ponto de você ter que desviar pela outra faixa.

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  • Rafael

    Sou de Porto Alegre, mas fiquei curioso pra saber como o ciclista faz para andar naquelas ruas que implantaram corredor único de ônibus? Acredito ter um conflito ai, em uma avenida de 3 faixas antes da implantação do corredor é mais logico e sensato ocupar a faixa mais a direita da via, e é mais aceito por todos os modais, exceto alguns poucos motoristas… Mas agora com a implantação destes corredores, ocupar o da direita do ônibus me parece perigoso e pode por os motoristas de onibus e passageiros contra os ciclistas, que por ventura vai atrasa-los, e ocupar uma das 2 vias dos carros, por outro lado gera outro stress já que eles acabaram de perder 1 via para o ônibus, o que fazer?

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  • Deixa eu ver se consigo explicar a complicação que eu vejo na situação…

    Eu acho que a faixa de ônibus deveria ser só para os ônibus. Afinal, eles carregam 80 pessoas e devem ser privilegiados. Acredito que as bikes não devessem concorrer com o espaço destinado aos ônibus. Se for assim, as bikes deveriam usar a faixa dos carros à direita. Mas aí há um risco grande pois os ônibus se movimentam usando essa faixa e aí a vida do ciclista fica ainda mais complicada com ônibus entrando e saindo dessa faixa.

    Quanto aos carros e motos, minha experiência é a mesma da Luciana.

    Aproveito para deixar as seguintes perguntas (sou novato em usar bike para trabalhar):

    1) Como ser cordial? Fazer “joinha” é uma boa forma?
    2) Como vocês fazem no semáforo, ou quando o trânsito para? Vocês andam entre os carros até a frente (na faixa de pedestre) e aí seguem em frente normalmente (e deixando os carros desviarem de vocês)? Ou vocês ficam num canto, esperam os carros passarem e aí vai depois deles?

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    • Elton Carvalho

      1) Eu tenho feito um joinha ou aquele “v de vitória”, meu problema é que eu não consigo ficar muito tempo com as mãos fora do guidão.

      2) No semáforo e quando o trânsito pára, eu vejo se não vem motos e vou pelo corredor. Veículos não motorizados podem fazer isso. E quando não tem as bike-boxes que tem na Rebouças (que maravilha aquilo! Precisava de mais, na Holanda tinha em vários lugares), eu faço um joinha pro motorista da faixa da direita e me coloco na frente dele, entre a faixa de retenção e a faixa de pedestres. Eu já percebi que eu costumo acelerar mais que os carros quando o farol abre, então é até melhor eu me colocar ali.

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    • Olá Fabio.

      “1) Como ser cordial? Fazer “joinha” é uma boa forma?” R – Sim! Um gesto deste tipo com o polegar apontado pra cima sempre deixa o motorista que colabora conosco feliz e o que não colabora, que é agressivo, sem jeito. Quem agride espera sempre uma resposta agressiva do agredido. Quando esta resposta não vem o agressor não sabe o que fazer.

      “2) Como vocês fazem no semáforo, ou quando o trânsito para? Vocês andam entre os carros até a frente (na faixa de pedestre) e aí seguem em frente normalmente (e deixando os carros desviarem de vocês)? Ou vocês ficam num canto, esperam os carros passarem e aí vai depois deles?” R – Neste caso procuro me colocar sempre à frente dos carros e da faixa de pedestres desde que eu não fique no meio do cruzamento. Quando estou com muita pressa e o semáforo está vermelho caminho fora da bike até passar por ele e subo na bike depois. Assim não me coloco em risco e não desrespeito a sinalização.

      Abraço e boas pedaladas,

      Jomar.

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    • Rafael

      1) O joinha é o jeito mais pratico e rápido de agradecer, mas dependendo do tempo e da situação, existem outros, como uma buzinadinha, um tchau, aceno de cabeça, e até um sorriso :)

      2) No semáforo o melhor é ser visto, se tiver espaço se deslocar pela lateral ou pelo corredor cuidando sempre as motos até conseguir chegar ao semáforo, costumo ficar a frente dos carros e antes da faixa de pedestres, fico no canto mesmo porque geralmente arranco antes que os carros, se não for o teu caso, fica mais ao centro ocupando parcialmente a faixa, eu sigo a dica divulgada aqui, dividindo a pista em 3 faixas e tem dado certo, segue o link (http://vadebike.org/2006/03/dicas-para-o-ciclista-urbano-4/),
      no caso de os carros começarem a andar enquanto esta no corredor volte para a pista da direita pedindo passagem para os carros.

      Boa pedalada..

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  • Paulo Sérgio França

    Gostei, se reduzir a velocidade máxima com certeza os acidentes diminuem, mas e nos corredores de ônibus, o ciclista não pode pedalar, esta é minha dúvida.

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  • Luciana

    Que bom que os colegas que escreveram vêm se dando bem como os onibus. Infelizmente não é meu caso. Pedalo na região central de São Paulo e nunca tive problemas com carros, motos, caminhões, mas ônibus… Finas, buzinadas e xingamentos são comuns quando estamos à direita de modo que me sinto mais segura (e visível) junto aos carros. Acho importante que além das campanhas publicitárias, as companhias de viação dêem o devido preparo e orientação aos funcionários afinal, um pequeno susto ao lado de um onibus pode se transformar numa tragédia.
    Abraços a todos!

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  • Valdemir

    Opa pegando o gancho ai da Faixa de Ônibus, coisa e tal….Willian ou alguém que estiver a par do assunto, sobre o corredor de ônibus que a Prefeitura promete fazer do PQ.D. Pedro até Itaim Paulista.

    Se o site puder fazer uma matéria a respeito seria bem interessante, gostaria de saber se já existe um desenho, esboço sobre o projeto, eu pergundo porque além de ser um MEGA projeto vai passar por vários bairros e até desapropiações ocorrerão, mas pelo que li a respeito, parece que vai ter corredor de onibus ida e volta e ao lado dos corredores teremos CICLOVIAS com 2,50 mts de largura, ida e volta também, durante todo o trajeto, se isto for verdade será maravilhoso!!! Inclusive este corredor passaria pelo bairro que eu moro!

    Alguém poderia fazer uma matéria a respeito por favor??? Outra sugestão de matéria que eu dei a um tempo, foi sobre o dislecho e abandono das Ciclovias Radial Leste que parece estar sempre, eternamente em obras e com uma pista horrivel, e o pleno e total abandono da Ciclovia Parque Ecológico do Tiête, tão bonita com um visual de mata atlântica lindo, falta de conservação e PRINCIPALMENTE SEGURANÇA!!!!

    Se não for pedir a muito este sensacional site que eu curto e acompanho toda semana, puder fazer alguma das duas matérias que são de interesse geral seria bem legal, desde já agradeço muito a atenção!!!

    Bom pedal a todos!!!

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  • Muito bom reconhecerem que os ciclistas podem andar na faixa de ônibus. Pego diariamente um trecho da Brigadeiro Luiz Antônio e , após a implantação da faixa exclusiva, me sinto muito mais seguro em andar nela.

    Com a faixa exclusiva, os ônibus tem o caminho livre, então geralmente você não alcançará o ônibus que está na frente e o ônibus que está atrás não te alcançará pois ele tem que parar nos pontos. Fora que os motoristas ficaram muito mais pacientes.

    Acho que o que falta agora é fazer uma campanha de conscientização e colocar sinalização garantindo nosso direito de pedalar na faixa dos ônibus, para não dar espaço para que os motoristas pensem que a faixa é só deles e que estamos errados.

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  • Ricardo Martinelli de Oliveira

    Fabio, eu acredito que pode haver uma ótima relação entre motoristas de ônibus e ciclistas pois estes são motoristas profissionais. Eu costumo utilizar muito a faixa exclusiva da Domingos de Moraes e nunca tive uma situação de risco com os ônibus, talvez porque quando eu vejo que tenho uma sensação de segurança eu cedo passagem a eles (apesar de que quando eles me vêem automaticamente eles dão seta para trocar de faixa). Para este caso, a minha regra pessoal é: Seja cordial, SEMPRE!

    Agora quando eu ando na Vergueiro (região da Chácara Klabin), a minha sensação de segurança é sempre menor (e olha que em muitos trechos a velocidade máxima é de 40km/h e inclusive um trecho próximo ao metrô é de 30km/h). Por isso sou muito favorável à implantação de uma ciclorrota urgente. Ah, esqueci de falar o motivo da minha sensação de segurança reduzida: Carros! =D

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    • Olá Ricardo. Pedalando por Salvador desde janeiro/2012 tenho notado que as situações de maior risco para mim estão relacionadas aos motoristas de táxi e aos motociclistas. Estes últimos principalmente quando o trânsito está completamente parado e me desloco entre as fileiras de carros. Felizmente não tive nenhum problema sério e no geral parece que os motoristas estão se habituando a dividir a pista conosco. Abraço.

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    • Daniel Santiago

      Também utilizo o corredor de ônibus da Domingos de Moraes desde o Paraíso e me sinto muito mais seguro do que antes, quando carros disputavam com ônibus e bicicletas a mesma faixa. A regra é bem simples, educação. Não me sinto no direito de sozinho “atrapalhar” um ônibus com 60 pessoas, por isso é importante pedalar com respeito e atenção, e sempre que precisar, dê passagem.

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    • Olha, para falar a verdade, tenho notado uma grande mudança de atitude dos motoristas de ônibus em relação aos ciclistas (a mim, pelo menos) nos últimos meses. Eu ando com um monte de luzes e faixas reflexivas (pareço um cone de trânsito enfeitado para o natal) e não corro. Percebo que os motoristas passam mais longe, dão uma buzinada de leve quando estão chegando (assim eu posso encostar) e etc.

      Conflito mesmo, nunca tive, só medo mesmo.

      Acho que eu também estou aprendendo a pedalar na rua. Como não temos um espaço, digamos, dedicado às bicicletas, temos que aprender a compartilhar.

      É importante lembrar que um ônibus com 80 pessoas é mais rápido e ocupa menos espaço que 80 bicicletas, então vamos dizer que eles devem mesmo ser priorizados.

      Por outro lado, vejo muitos ciclistas sem capacete, sem luzes, na contramão… enfim, abusando da sorte.

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  • Vinicius Rodrigues

    Will,

    Creio que o limite hoje na paulista é 60m/h e a ideia é reduzir, mas não foi dito para quanto.
    O texto diz que hoje é de 50km/h.

    Quanto a noticia, nada mais correto. E meu contra argumento pra qualquer besteira que venham a falar é que a paulista tem semáforo a cada 200m. E nunca você pega dois abertos. E outra, nenhum automóvel desenvolve mais que 20km/h em lugar nenhum da cidade mesmo lol

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  • Andar na faixa de ônibus? Cara, que medo! Será que não tem outra solução?

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  • Acho que os órgãos de trânsito do país precisam entender que velocidades acima de 40km/h não devem ser implantadas nas cidades.

    Concordo com o pensamento de diversos países europeus, onde a velocidade das vias é extremamente baixa, algo em torno de 20 a 30km/h para ruas e 40 a 50km/h em avenidas/vias de trânsito rápido. E somente em rodovias (bastante) segregadas que existe a possibilidade de desenvolver maiores velocidades.

    Há muito o que mudar ainda no Brasil.

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    • Erick Zanellatto

      Isso quando a Rodovia é “Sem Limite de Velocidade” huaHAUhuauA… e vejam só, lá tem menos acidentes que aqui, onde os limites geralmente são de 110 a 120 km/h u.u

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