A Liga mostra a bicicleta nas ruas, junto com o Vá de Bike

Cazé Peçanha foi acompanhado por Willian Cruz, Aline Cavalcante e Rafael Dias. Imagem: Band/Reprodução

Cazé Peçanha foi acompanhado por Willian Cruz, Aline Cavalcante e Rafael Dias. Imagem: Band/Reprodução

O programa A Liga, da Band, mostrou um Desafio Intermodal na terça-feira 3 de dezembro, com os participantes se deslocando desde a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, até São Miguel Paulista, na periferia leste da cidade.

No meio do caminho, um motorista avança pela contramão para ultrapassar toda uma fileira de carros e dá uma fechada criminosa nos ciclistas. Poucos minutos depois, encontramos seu carro parado no congestionamento. Cazé se aproxima da janela e tenta conversar, mas o motorista justifica sua atitude dizendo que estava com pressa e a fecha, se escondendo atrás do vidro “filmado”.

Apesar de ter sido um momento tenso, foi o único problema com motoristas em todo o trajeto. A cidade está realmente mudando: anos atrás, esse tipo de agressão seria a regra, não a exceção. Passamos por centenas de motoristas ao longo do caminho e nenhum teve atitude agressiva conosco.

Ao final do programa são mostrados os tempos de cada modal e a bicicleta fica em último, com exageradas 3h45. Mas na verdade não demoramos o tempo mostrado ali, principalmente por termos saído da Sé uma hora depois dos demais participantes, simplesmente porque esqueceram de levar a bicicleta que o Cazé iria usar…

Descontando os três atrasos principais – a demora inicial, a espera para poder entrar com as motos da filmagem no Parque Ecológico do Tietê e o caminho errado que o Cazé pegou distraidamente ao entrevistar a moça na marginal – gastamos no máximo 2h15. E a falta de hábito do Cazé com pedaladas longas também pesou nesse tempo: esse percurso poderia ser feito facilmente em 1h30 por um ciclista acostumado ao trajeto. A bicicleta só perderia, então, para o helicóptero.

O programa pode ser assistido pela internet, no site da Liga.

Gostou do programa? Algo te incomodou? Deixe sua opinião nos comentários!


36 comentários para A Liga mostra a bicicleta nas ruas, junto com o Vá de Bike

  • Samir Pereira de Souza

    Eu gostei do programa. Apesar da edição, do atraso causado pela produção e pelos comentários infelizes do especialista sobre a bicicleta, eu gostei de um dado trazido pelo especialista (e que quem usa já percebeu): quem se locomove de ônibus hoje, vai mais rápido do que há três anos atrás. Longe do ideal ainda, mas melhor para quem sofre dentro de ônibus. Esse é o ponto: beneficiar o macro (transporte público) em detrimento ao transporte individual (micro).

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  • tiagobarufi

    Cazé parece gente boa. E a TV é a máquina de moer gente. Não espero honestidade da TV, não está no plano de negócio dela.

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  • bruno miranda

    Não consegui assistir no site do programa, muito lento, para quem tem o mesmo problema recomendo procurar no YouTube.

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  • Rudiney Barbosa

    mensagem que enviei, dia 04/12, para a band, utilizando o faleconosco deles:

    O programa A Liga apresentou a Corrida Maluca, ontem, dia 03/12. Durante as filmagens, um carro vermelho cometeu um crime ameaçando a vida do funcionário da rede bandeirantes e dos ciclistas que o acompanhavam.

    Essas imagens destacam a falta de respeito e um crime cometido pelo motorista contra a vida do próximo.

    Aqui em Recife, as imagens foram divulgadas em redes sociais.
    Esperamos que a Band, com a posse da placa do veículo e das imagens, realize uma queixa, registrando um TCO e pedido de representação.

    Por favor, Band, mostre para a população o que deve ser feito. Por favor.

    Guardo uma cópia deste e-mail.
    Nós, aqui de Recife, aguardamos uma resposta contra o crime gravado durante as imagens.

    Aguardo resposta

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    • Carlos

      Isso mesmo Ruidiney, o que precisamos é mais bons exemplos. A Bandeirantes poderia realmente fazer este ato, sem ter que medir a consequência em termos de audiência. Todo dia estamos travando uma batalha com formas arcaicas de comportamento na sociedade brasileira. Quem leu “A Cabeça de Brasileiro” de Carlos Almeida, baseado no trabalho de Roberto da Matta, vai entender e identificar estes embates, e, vai entender a importância dos bons exemplos.

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    • Rudiney Barbosa

      Não recebi nenhuma resposta. :(
      O Vá de Bike tentou algo?

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  • Morcego

    Eu moro em São Miguel quando uso a bike para o trabalho que fica no Planalto Paulista 39km de pedal, gasto em média 01h35m, sendo que de condução gasto em média 02h10m, realmente com um pouco de condicionamento
    a bike compensa nesse trânsito conturbado de São Paulo.

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  • Paulo Fernandes

    William, abre o boletim de ocorrência sobre o ocorrido com a arma, ops, digo carro vermelho, e coloca aqui no site! Com todas as evidências, quero ver o que vai acontecer.

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    • Denis

      Isso mesmo, William. Neste caso acredito que até um TCO seja válido, já que vocês têm as imagens. Ele colocou a vida de vocês em risco e ameaçou com o carro.

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  • AndreaG

    Achei interessante a matéria. Este tipo de estudo precisa continuar sendo feito. Mesmo que em alguns pontos a matéria tenha deixado a desejar, serve de lembrete da irracionalidade da mobilidade urbana de São Paulo. Não faz sentido que uma cidade só consiga transportar seus moradores em um tempo razoável via helicóptero, assim como não é normal uma pessoa gastar essa quantidade de tempo pra ir e vir do trabalho de transporte público. As pessoas tem que ter odireito de fazer um curso, de descansar, de fazer exercício..! Isso não é uma sociedade saudável.

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  • leonardo godoy

    Ah, e esse motorista aí que fechou o pessoal fez um favor para nós ciclistas. A imagem dele na TV colocando a vida de uma pessoa em risco ajuda a criar empatia conosco.

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    • Fernando Siniscalchi

      Concordo com você mas quase que a gente consegue mais um mártir e eu acho já tem mártirs o suficiente

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    • André

      Melhor seria se ganhássemos empatia se no percurso feito não houvessem fechadas nenhuma e todos os motoristas respeitassem os ciclistas. Tem gente que pode dizer: é por isto mesmo que eu não pedalo todos os dias, é por isto mesmo que só vou pedalar quando tiver ciclofaixa e ciclovia…

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  • leonardo godoy

    Eu faço 10 km em 25 min todo dia para ir ao trabalho. E olha que meu caminho tem várias subidas e descidas… 20 km da pra fazer em menos de 1h. Eh ganhava do helicóptero nessa corrida aí… hahaha

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  • Vinicius Mundim Zucheratto e Figueiredo

    *** Não assisti ainda*** , mas vários amigos e colegas de trabalho comentaram comigo sobre o programa. Isso já é um ponto positivo. Um deles comentou que ficou horrorizado com a postura do motorista frente aos ciclistas.
    Sobre o tempo “gasto” e o tempo real, isso acontece mesmo em reportagens menores e faz parte do processo de habituação da exposição da bicicleta na mídia.

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  • Rafael

    Dá pra fazer em 1h30 com folga mesmo… É legal esse tipo de programa e sempre bom estar presente neles, aproveitar as oportunidades, mas é sempre complicado pois nunca dá pra expor 100% o que queremos e muitas vezes a realidade é distorcida na edição. Nesse caso ficou uma impressão péssima em relação à bicicleta, sendo apresentada praticamente como a pior opção, não fosse o fator “de graça”.

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  • Álvaro Favero

    Lamentável a edição desonesta do programa. Vocês foram ajudar, e fizeram mau uso. Vi pela TV. Passou a idéia de que a bicicleta é a alternativa menos viável.

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    • Daniel Prado

      Pois é, meu caro… também senti a mesma coisa da reportagem! Imaginei um cidadão que está disposto a utilizar a bicicleta como meio alternativo de transporte desanimar totalmente após assistir a essa matéria, pois ressaltaram a alternativa como cansativa pela exaustão do apresentador, demorada por ser a última a chegar, trabalhosa pelo pneu furado e muito insegura pelos incidentes que aconteceram no caminho, como as finas e a imprudência daquele motorista, além do relato de roubos.

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      • só para ter uma ideia, ao chegar no destino o Cazé disse dos problemas e também comentou sobre os atrasos na largada (pois a produção fez o favor de não trazer a bicicleta) e o atraso na entrada do parque.
        Isso foi totalmente limado do programa e com um agravante, não sei se notaram, mas no início do programa o narrador (que não lembro se era o cazé) disse que atrasaram a saída em 10 minutos, 10 MINUTOS!!

        Acho que esse pessoal sofre de amnésia, só pode ser.

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  • Fernando Siniscalchi

    Eu faço 14 km de casa até o trabalho, todos os dias entre 45 e 50 minutos. Qualquer ciclista com um pouquinho de preparo faria também e faria até melhor. Honestamente, achei a matéria um desserviço a causa das bikes. Acho que a intenção foi ótima mas talvez a edição do programa tenha colocado muito a perder. Contudo, valeu pela visibilidade e a oportunidade da discussão. Grande abraço

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  • Magno Caliman

    Não gostei da fala do especialista em trânsito. Em um dos últimos videos ele ao cruzar com a ciclovia escura, mal sinalizada, com constante ocorrência de assaltos fala “olha que bonito, o pessoal PASSEANDO de noite”, mostrando a bike como lazer, e não meio de transporte. Em um outro video (parte 3 eu acho), ele quando questionado sobre o que acha da bicicleta enquanto meio de transporte, fala que bicicleta só pode compartilhar a pista em vias com velocidade inferior a 40 km/h, que se andar em vias mais rápidas “o ciclista está colocando sua vida em risco”, como se o ciclista fosse culpado por motoristas que tentam te matar pq estão “com pressa pra chegar em casa”.

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  • Opa!

    é, realmente a finalização da reportagem deixou a desejar. No momento que chegamos no destino, o Cazé até comentou sobre os eventos da demora, mas isso foi totalmente cortado do programa. Lamentável.

    Bom, mas pelo menos serviu para mostrar que há alternativas ao transporte individual de carro.

    Só para constar, esse percurso eu faço em uma hora e meia. Se estiver desanimado, em duas horas.

    Abraço!

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  • Uma pessoa que tem por hábito pedalar, mesmo que nos fins de semana, provavelmente iria desenvolver melhor velocidade e esse tempo seria muito menor. Agora, levemos em consideração as paradas que o grupo de bike fez para(apresentador) descansar, beber água etc e tals. Bem, creio que todos já devem ter chegado a mesma conclusão que eu. Do centro até minha casa (Ermelino matarazzo, fica próximo a são miguel) é possível fazer entre 1,5h ou 2h. Por que eu já fiz isso e não sou nenhum atleta.

    O tema do programa foi excelente, meu medo é mostrar a população “desinformada” de que lugar de bike não é na rua ou que não vale a pena utilizar esse meio como transporte. De resto, parabéns pela reportagem.
    E bora pra Paulista por que o transporte urbano ainda está longe de ficar melhor, não aumentou R$ 0,20 na tarifa mas metem a mão no bolso do contribuinte através de outros impostos.

    Sucesso ao vadebike e obrigado a todos (Cicloativistas, blogueiros e tantos mais que me ajudaram a aprender como sobreviver de bike nessa insana cidade São Paulo)

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  • Anderson

    Realmente a cidade está mudando, também noto que alguns dias são bem tranquilos e isso vem acontecendo com frequência. O problema é que basta 1 motorista para estragar tudo, é isso que nossos legisladores não entendem, o paizinho atrasado.

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  • Sergio Leal

    Esses problemas poderiam ser salientados no programa, mas mesmo com falhas é sempre bom discutir o problema do transporte e ver o “real”, ainda que um pouco maquiado pela necessidade das filmagens.

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  • Danilo Grimaldi

    Daniel Weber, sugiro que fale por vc e não pelos demais.

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    • Vinicius Mundim Zucheratto e Figueiredo

      Não vi nenhum absurdo na fala do Daniel. Estatisticamente a Bicicleta é o melhor modal para os trajetos curtos (abaixo de 5km) e médios (até 10km), o que não significa que seja “proibida” para trajetos maiores ou que não haja quem opte por usá-la em percursos maiores.

      A indicação para trajetos curtos é justamente por atender mais facilmente quase que qualquer cidadão sem maiores preparações, que vão desde os procedimentos para higine no destino até o preparo físico exigido para uma atividade de maior duração.

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      • Desio

        “Procedimentos para higiene”? A poluição dos automotores, a super-lotação do metrô, trens e ônibus contam neste comentário?

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        • Vinicius Mundim Zucheratto e Figueiredo

          Uai…Para pedalar 2km eu não precisava tomar banho. No máximo lavar o rosto.
          Para pedalar 8km eu já levo minha mochila com a troca de roupa e tomo uma ducha, mesmo com trajeto 90% plano. (Moro em BH)

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  • Daniel Weber

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    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 6 Thumb down 44

  • 20 km em 3h45 ?! Até parece que leva tudo isso mesmo.

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