Acidente de bicicleta causa ereção de sete semanas em ciclista irlandês

O acidente pode ter sido parecido com esse, mas o ciclista ficou de pé (rá!). Foto: UltraRob (cc)

O acidente pode ter sido parecido com esse, mas o ciclista ficou “de pé” (rá!). Foto: UltraRob (cc)

Sim, é isso mesmo que você leu. Após um acidente de mountain-bike em que o ciclista bateu as partes íntimas no top tube (o tubo superior do quadro, que liga o selim ao guidão), houve uma ereção que só terminaria definitivamente após sete semanas.

Segundo o Irish Examiner, um informe do Irish Medical Journal sobre o tratamento dizia que, apesar da dor e hematomas terem desaparecido em alguns dias, o jovem manteve um priapismo de alto fluxo, “com ereção rígida”.

O rapaz, que teve sua identidade preservada, levou cinco semanas para procurar tratamento. Os médicos do Tallaght Hospital disseram, após os exames iniciais, que não havia sinais de ferimentos, mas “o pênis estava ereto”. Inicialmente, tentaram tratar a condição com “compressão manual”, o que resolveu a ereção, mas ela rapidamente retornava.

A equipe então tentou vestir o menino com algo que lhe pressionava e isso foi mantido por duas semanas, mas a liberação da pressão fazia com que a ereção retornasse imediatamente. Por fim, os médicos inseriram espuma em gel e quatro pequenas peças de platina em uma artéria e uma veia que forneciam sangue para o pênis do rapaz, o que reduziu o alto fluxo de sangue e solucionou o priapismo.

Um dos médicos, Dr. Browne, classificou o caso como incomum e disse que o tratamento tinha um pequeno risco de impotência, mas que o priapismo não retornou e o paciente relatou “ereções e atividades sexuais satisfatórias”.

É possível isso?

Apesar de parecer tão absurdo a ponto de desconfiarmos da veracidade da notícia, isso é possível de acontecer, sim. E, apesar de todas as brincadeiras e piadinhas que possam advir dessa condição, ela não é nem um pouco desejável.

Priapismo é a definição para uma ereção involuntária, que independe de estimulação sexual e dura mais de quatro horas, geralmente com muita dor. Existem dois tipos básicos, o de baixo fluxo e o de alto fluxo. O de alto fluxo costuma ser causado por traumas na região do períneo e pode ser indolor – o que explica o caso desse rapaz. O de baixo fluxo é mais grave e surge quando, por alguma razão, o sangue não retorna do pênis, que continua ereto. E a dor costuma ser grande. Esse quadro geralmente está associado a outras doenças.

Segundo o site ABC da Saúde, “nos casos em que não há resolução do priapismo ou que este permaneceu várias horas sem tratamento, ocorre a fibrose dos corpos cavernosos com comprometimento futuro das ereções.” Ou seja, trata-se de uma emergência urológica, que se não tratada pode levar à impotência. “Priapismo é caso de emergência. Deve-se correr para o hospital”, diz o urologista Paulo Henrique Egydio, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, para o site da Revista Superinteressante.

Mas a pergunta que não quer calar: por que o rapaz levou CINCO SEMANAS para buscar ajuda médica?

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