Salvador terá primeira estação de compartilhamento de bicicletas na periferia

Bicicleta cargueira, usada como ferramenta de trabalho, será emprestada a usuários que vivem na periferia da capital baiana. Na imagem, bike cargueira sendo usada no centro da capital paulista. Foto: Sabrina Duran

Bicicleta cargueira, usada como ferramenta de trabalho, será emprestada a pessoas que vivem na periferia da capital baiana. Na imagem, bike cargueira sendo usada no centro da capital paulista. Foto: Sabrina Duran

A prefeitura de Salvador (BA) está analisando locais para receber o Bike Comunidade, projeto que visa criar 40 estações de empréstimo de bicicletas na periferia da cidade. As bikes serão utilitárias, ou seja, com formatos e recursos para o transporte de cargas. O objetivo é contribuir com a mobilidade e acessibilidade das comunidades por meio da bicicleta.

A primeira estação será implantada até o fim de 2014 e receberá investimentos de cerca de R$ 150 mil. Assim como ocorre no Bike Salvador, o Itaú Unibanco será parceiro no projeto e responsável pela aquisição das bicicletas e apoio à comunidade para manutenção do sistema. O subúrbio ferroviário, região que abrange os bairros Plataforma, São Tomé de Paripe e Base Naval na região noroeste da capital baiana, é o local mais cotado para receber a primeira estação.

Segundo o Escritório Municipal de Projetos Especiais (EMPE), responsável pelo Movimento Salvador Vai de Bike, a ideia é que a bicicleta colabore para o desenvolvimento comunitário, unindo diferentes aspectos como trabalho, estudos, compras, transporte de pequenas cargas, lazer, entregas de mercadorias, saúde e qualidade de vida, serviços comunitários e busca de oportunidades de trabalho, por exemplo.

Multiuso, bicicleta utilitária pode ser usada para transportar volumes de diferentes pesos e dimensões. Foto: Sabrina Duran

Multiuso, bicicleta utilitária pode transportar volumes de diferentes pesos e dimensões. Foto: Sabrina Duran

Espaço amplo

As estações do Bike Comunidade não serão meros totens, mas espaços amplos onde haverá uma mini oficina equipada com ferramentas para efetuar pequenos reparos e ajustes nas bikes. O espaço terá ainda banheiros e locais de convivência.

Cada estação terá 45 vagas, com 31 bicicletas utilitárias divididas da seguinte forma:

  • 27 bicicletas utilitárias com garupa e cesta frontal, favorecendo o transporte de objetos, ferramentas de trabalho, compras, livros e material escolar entre outros;

  • 3 bicicletas especiais carga pesada – desenhadas especialmente para suportar cargas maiores. Bastante útil para as atividades de caráter comercial, criando a possibilidade de gerar renda na prestação de serviços na própria comunidade, ou facilitando, também, a realização de trabalhos comunitários;

  • 1 triciclo handbike para cadeirantes – equipamento adaptado, visando também contribuir com a mobilidade e que poderá ser utilizado para processos de reabilitação.

O Bike Comunidade ainda terá um espaço adicional para a guarda de mais 15 bicicletas.

Cada residência poderá ter até três pessoas cadastradas, efetuadas a partir da apresentação de documento de identificação com foto e comprovante de residência. O tempo máximo de empréstimo será de três horas.

Foto: Sabrina Duran

Foto: Sabrina Duran

Diferenças

Apesar de terem semelhanças no formato, o Bike Comunidade se difere do Bike Sampa, por exemplo, na definição dos locais de instalação das estações. Enquanto em São Paulo a definição ocorre entre a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e o Itaú, em Salvador a escolha do local vai obedecer critérios próprios da prefeitura.

Segundo o secretário do EMPE e Coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, “a condição primordial para a comunidade receber o projeto é contribuir ativamente para a conservação dele”.


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