Ciclovia gera reclamações em frente a escola particular de São Paulo

Sinalização de solo, faixa informativa, placa de área compartilhada, faixa de pedestres e até um cavalete para impedir que os motoristas entrem na área dos pedestrs (esse sim o verdadeiro risco). Falta mesmo planejamento? Foto: Willian Cruz

Sinalização de solo com diferenciação de cores, cones, tachões, faixa informativa, placa de área compartilhada, placa de pare para os ciclistas, faixa de pedestres em toda a extensão e até e um cavalete para impedir que os motoristas entrem na área dos pedestres. Posteriormente a essa foto, ainda foram instalados cerca de 15 balizadores, separando pedestres e ciclistas. Será que falta mesmo planejamento? Foto: Willian Cruz

Pais recebem as crianças, que são levadas  pelos funcionários do colégio, uma a uma e em segurança, até a área azul para embarque. Foto: Willian Cruz

Pais recebem as crianças, que são levadas pelos funcionários do colégio uma a uma, em segurança, até a área azul para embarque. Foto: Willian Cruz

Passei na frente do colégio da R. Madre Cabrini, na V. Mariana, em um dos primeiros dias de implantação da ciclovia naquele trecho da rua (18 de novembro, uma terça-feira). Por coincidência, era horário de saída da escola.

Uma equipe da CET estava por lá. Agentes organizavam o trânsito. Tudo funcionava direitinho e ninguém parava em fila dupla. Mas os olhares dos funcionários da escola e das mães nos carros era de reprovação por eu estar passando ali de bicicleta.

Uma pessoa da CET pediu que eu desmontasse da bike pra passar pela frente da escola, Achei estranho, já que o chão sinalizado em vermelho indicava que eu poderia passar pedalando, mas ela me explicou que estavam pedindo para os ciclistas fazerem isso enquanto as crianças estavam saindo, apesar da sinalização de compartilhamento. Achei justo.

Além de evidenciar que a área adiante é compartilhada, sinalização pede que o ciclista pare, dando preferência aos pedestres. Foto: Willian Cruz

Além de evidenciar que a área adiante é compartilhada, sinalização pede que o ciclista pare, dando preferência aos pedestres. Foto: Willian Cruz

“Faltou planejamento”

Passei empurrando a bicicleta e parei após a área da entrada da escola, para fazer algumas fotos e conversar com o pessoal da CET. A coordenadora do colégio veio conversar comigo, já chegando com o discurso pronto de que “não teve planejamento”. Caramba, pensei comigo, como é que não teve planejamento com toda essa sinalização bem estudada? Sinalização de solo com diferenciação de cores, cones, tachões, faixa informativa, placa de área compartilhada, placa de pare para os ciclistas, faixa de pedestres em toda a extensão e até e um cavalete para impedir que os motoristas entrem na área dos pedestres, esse sim o verdadeiro risco… Mas decidi perguntar por que ela achava que não havia planejamento, para entender seu argumento.

Ela afirmou que era porque naquela rua há “três escolas e um hospital”. Expliquei que não é possível implantar ciclovias só onde não houver hospitais e escolas, senão fica impossível interligar a rede cicloviária. Afinal, todo lugar tem hospital e escola.

A coordenadora então disse que deveriam ter feito pela rua de trás, que é residencial e “já sai lá na frente”. “Mas tem subida?”, perguntei. Dois segundos de silêncio. “Tem.” Expliquei que nos deslocamentos humanos as pessoas sempre buscam os caminhos mais planos e curtos e que até de carro temos tendência a fazer isso. Os ciclistas não usariam a ciclovia se ela desse uma volta ainda maior e incluísse subidas. Aproveitei e expliquei por que não fizeram seguir direto pela Vergueiro (por causa do retorno na altura da Sena Madureira e das obras no Metrô Santa Cruz). Ela ouviu tudo sem contestar.

Eis que somos interrompidos por uma mãe raivosa, que havia acabado de pegar seu filho e parou o carro emparelhado conosco (estávamos sobre a ciclovia). “Aí é feito pra andar de bicicleta, né? Então anda!!”, gritou – e saiu rápido com o automóvel.

Alguns dias depois foram incluídos balizadores, separando fisicamente as áreas das bicicletas e dos pedestres. Foto: Willian Cruz

Alguns dias depois foram incluídos balizadores, que agora separam fisicamente os ciclistas dos pedestres. Foto: Willian Cruz

Constrangida, a coordenadora da escola comentou: “é, o pessoal aqui anda assim”. Para tentar justificar, ela contou que “outro dia a ambulância tava buzinando ali desesperada, porque não conseguia passar”. São duas faixas para os carros e, se ela não conseguia passar, era por causa de alguém parado em fila dupla com o carro. “Tenho certeza que ela não estava buzinando para nenhuma bicicleta”, respondi sorrindo. “Então, mas é que entupiu tudo aqui!” Mantendo a paciência, o sorriso e a fala mansa, expliquei que se tem carro demais na rua, a culpa não é da ciclovia.

Nisso ela foi chamada por alguém no portão (ou fez que) e saiu. Não me ouviu terminar a frase, dizendo para a moça da CET que apesar da escola ficar na mesma quadra de uma estação de metrô, a maioria dos pais vem trazer as crianças de carro e que aí não tem jeito, entope mesmo. Em resposta, ela me contou que teve um pai que já veio de bicicleta. “Foi ótimo”, completou, com um sorriso. Há esperança.


111 comentários para Ciclovia gera reclamações em frente a escola particular de São Paulo

  • JOSE AUGUSTO

    Parabens Prefeito Hadad, estou adorando as ciclovias, tem todo meu apoio.

    Thumb up 4 Thumb down 1

  • JOSE AUGUSTO

    Nossa!! que pena que existem pessoas que ainda não assimilou que quanto mais ciclovias e faixas exclusivas para ônibus, TEREMOS MUITO MENOS CARROS NAS RUA,consequentemente trânsito menos caótico.

    Thumb up 4 Thumb down 1

    • Lívia

      Sinto lhe dizer quo as pessoas NÃO VÃO deixar de andar de carro e diminuir o número de carros por causa destes LIXOS de faixas. Pessoas como vc que não assimilaram que isso NÃO VAI ACONTECER. São Paulo não é Europa e aqui isto NÃO FUNCIONA. A população está envelhecendo e isto é fato. Vc acha MESMO que indivíduos de mais de 90 anos vão andar de bicicleta??? Não possíveis atletas, falo de pessoas normais. Não viaja, meu filho. Tudo em SP é longe. O transporte público é outro LIXO. Esta cidade é um LIXO e tem mais gente do que espaço. ENTENDAM que este LIXO LIXO LIXO de cidade, NUNCA será Amsterdã, Paris, Suécia, etc… Não queiram achar que implantar estas porcarias, vão se aproximar de lugares excelentes como esses. Tería que jogar uma bomba atômica aqui é construir outra para chegar perto. Além das pessoas tb terem de nascer de novo para chegar perto de povos tão civilizados. Pena que eu não posso, se não, já teria evaporado não desta cidade, mas deste país que não passa de um verdadeiro lixo querendo imitar de forma INCOMPETENTE países infinitamente melhores,

      Thumb up 2 Thumb down 4

      • Renato

        As “faixas” que você despreza, preservam a minha vida e a de milhares diariamente.

        São Paulo e o Brasil nunca serão europa enquanto sua população continuar com mentalidade de país subdesenvolvido.

        Nos anos 70, muita gente dizia que ninguém iria deixar os carros para andar de metrô.

        Porém, o metrô hoje (mesmo com uma rede pequena) carrega mais de 4,5 milhões de pessoas por dia util, sozinha. Juntando com a rede de onibus municipais, representa a maioria dos deslocamentos feitos DIARIAMENTE na cidade, segundo pesquisas de mobilidade do Datafolha, Metrô, CPTM e Rede Nossa São Paulo.

        A pesquisa de mobilidade de 2012, feita pelo metrô, apontam que mais de 60% dos usuários do metrô possuem carro. Eu por exemplo, estou nessa lista. Tenho carro e moto. Porém, vou e volto do trampo diariamente utilizando o metrô. E utilizo a bicicleta como um modal complementar ao metrô, indo até a estação mais próxima e seguindo o resto de metrô.

        Utilizo a bicicleta para deslocamentos curtos a médios. Ou seja, aproveito o melhor que cada modal tem a me oferecer, igual fazem os europeus e asiaticos.

        Carro ocupa mais de 80% do espaço publico e transporta uma minoria. A demanda de carros representa apenas 30% do total de todos os deslocamentos feitos diariamente na cidade.

        Então, antes de vir vomitar asneiras aqui, pesquise e estude mobilidade antes.

        FALE APENAS POR VOCÊ.

        As ciclovias vieram para ficar, quer goste você ou não. ACEITE QUE DÓI MENOS….

        Thumb up 4 Thumb down 2

      • Renato

        Ah….esqueci de uma coisa:

        O CHORO É LIVRE!

        Thumb up 2 Thumb down 2

      • De onde você copiou e colou esse discurso enlatado e padronizado? Até o ódio irracional é igual.

        Thumb up 4 Thumb down 2

      • ALEKSANDRO

        Pra andar de bike em são paulo é só fazer igual na bahia, não precisa ser atleta, basta nascer com vergonha na cara, comer feijão e andar sem arrumar problemas para reclamar Livia…

        Thumb up 1 Thumb down 2

  • Cirilo Dias

    Sou morador do bairro e uso esta ciclofaixa diariamente. Posso garantir que o que trava ambulância e que coloca em risco as crianças são os carros em fila dupla. Sempre eles. Desde a implantação da ciclovia, meu tempo de ida pro trabalho reduziu de meia hora (metrô) para 15 minutoi (bike nesta ciclofaixa que faz um interligação importante com a vergueiro).

    Sugiro todos entrarem no site do colégio: http://www.madrecabrini.com.br/ e deixar sua reclamação por lá. Além disso, a partir de hoje estarei tirando foto todos os dias dos carros em fila dupla e ligando na CET para denunciar.

    Uma vergonha esta atitude do colégio, uma vergonha.

    Comentário bem votado! Thumb up 16 Thumb down 3

    • Cirilo! Muito bom seu depoimento, além de morador é usuário, assim como eu, e não viu nada de irregular, a não ser os carros em fila dupla. Sorte a minha que passo ali de bicicleta sempre após as 9h e não vejo essa situação. :D

      Thumb up 3 Thumb down 1

    • Lívia

      Imagino que as filas duplas são porque eles perderam espaço por causa destas B… destas faixas. VOCÊ que mora perto do trabalho e consegue ir de bicicleta. Para a maioria das pessoas, isto é praticamente impossível e pelo menos eu, não conheço um ser se quer, que faça isso. Nem todos são atletas ou moram perto do trabalho. Eu por exemplo, demoraria umas duas horas de bicicleta para chegar no trabalho. E ciclo faixa não se faz na rua. Se querem imitar a Europa, que imitem direito. Ciclovia de verdade é uma extensão da calçada, em cidades pequenas, com poucas pessoas e totalmente plana. Não é o caso de SP.

      Thumb up 1 Thumb down 3

      • ALEKSANDRO

        Antes de tudo, muito prazer Lívia, me chamo aleksandro, moro a 24km do meu trabalho, não sou atleta e necessidades como (economia, niveis de colesterol alto e sedentarismo) me motivaram a deixar meu carro com banco de couro e R$1500,00 de som na garagem a 14 meses atras. Ah…. e fila dupla é safadeza de quem tem preguiça de dar a volta no quarteirão…vc manja né…

        Thumb up 2 Thumb down 2

  • Lucas Collina

    Pior de tudo… olhando para a escola via Google Maps, é possível ver uma área na parte interna da escola.

    Pensei aqui, por que a prefeitura, CET e a escola não se juntam e fazem uma obra para que os carros dos pais de alunos entrem por um recuo dentro do espaço da escola para embarque e desembarque?

    Não seria mais seguro?!

    Assim ciclovia não seria retirada, aumentaria uma via de tráfego e aumentaria a segurança de pais e alunos.

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 2

  • wilson josé

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 6 Thumb down 42

    • Alexandre

      Fique tranquilo, empresas com esse seu pensamento não fazem falta aqui. Vá com Deus e boa sorte.

      Comentário bem votado! Thumb up 26 Thumb down 4

    • Fabio

      Tchau amigão! boa sorte em outra cidade! E cuidado com a concorrência da sua empresa, muitos estão ganhando clientes fazendo entregas de bike, melhor abrir o olho pro século XXI, caso contrário sua empresa ficará pra trás aqui, no interior, no exterior, e até em Marte.
      Boa sorte!

      Comentário bem votado! Thumb up 15 Thumb down 2

    • Tchau, Wilson!

      Comentário bem votado! Thumb up 18 Thumb down 3

    • ALEKSANDRO

      A carta do IPVA chegou ontem em casa WILSON, o valor dela não diminuiu por eu ir trabalhar terças, quartas e quintas feiras de bike….

      Comentário bem votado! Thumb up 10 Thumb down 1

    • Anderson

      Oi Wilson, infelizmente você está muito desinformado, SP já é uma cidade tartaruga à muitos anos, enquanto meu carro percorria 14km em 1h, minha bike percorria 25km, isso antes da gestão do atual prefeito, agora consigo fazer médias ainda maiores com minha bike. Sugiro ao senhor cobrar do prefeito uma lei que obrigue os carro a criarem assas e saírem voando, assim voltaremos a ter uma cidade lebre como você tanto quer.

      Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 1

    • Wilson, que pena que o senhor pensa assim… seu comércio não deve ser muito legal e atrair gente, porque senão já estaria pensando em colocar paraciclos na frente ou deixando um lugar seguro para as bicicletas, como alguns bons comércios já o fazem. Um abraço!

      Thumb up 2 Thumb down 1

    • Renato

      Já vai tarde…..

      Thumb up 1 Thumb down 1

  • Mauricio

    Sou pedestre, ciclista, motociclista e motorista. Moro próximo a uma estação de metrô e quando o percurso permite, uso este meio de transporte. Meu filho de 5 anos estuda no Madre Cabrini e não é possível, em pleno horário de pico, buscá-lo de metrô, pois quem é pai de um menino desta idade, deve saber que são crianças altamente ativas, que não tem noção do perigo e que, por já estarem “grandinhas” aos olhos do povo que não tem educação, certamente não teria o lugar cedido para que pudesse me acomodar e levá-lo com segurança e sem risco de, entre outras coisas, perder sua muchila.
    Pois bem, vou buscá-lo de carro. É mais seguro, mais rápido e desafio um pai aqui (tem que ser pai) a dizer que não faria a mesma coisa (lembro que também sou ciclista).
    Antes da ciclovia, os carros paravam junto a calçada e não em fila dupla (durante um ano levei e busquei meu filho e nunca ví algúem parando em fila dupla ai.
    Das quatro categorias que mencionei logo no início, a mais frágil e que precisa da maior proteção possível são os pedestres. Neste caso, estamos falando de uma categoria de pedestre que tem um agravante: São incapazes perante a lei por razões óbvias. Crianças não tem noção exata de espaço, de risco e são naturalmente ingênuas. Se olharem na reportagem do SPTV verão que nenhuma olha e há até mesmo um que sai chutando uma bola no percurso.
    Creio que todos devam ter seu espaço, seus direitos reservados e que devemos buscar um mundo mais sustentável e as bikes são importante meio para alcançarmos isto.
    Ocorre que, antes das ciclovias, das “motovias” das pistas de cooper, das “skatevias” e das vias inteligentes para carros, o que precisamos é de educação. Ninguém respeita ninguém:
    Vejamos: Semana passada estava indo buscar meu filho quando me deparei com um cliclista descendo em alta velocidade entre os carros pela Rua Dionísio da Costa que possui uma bela ciclovia e não tinha uma alma trafegando por ela.
    Pedalando pela pista do Ibirapuera, adolescentes sentaram sobre seus skates na faixa e faziam com que os cilcistas tivessem que sair de seus percursos, colocando pedestres em risco. Com minha moto na antiga faixa exclusiva da vergueiro, cansei de ter que desviar de pessoas que utilizavam o espaço para fazer coopera. Conclusão: Sem educação, sempre teremos imperando a falta de respeito pelo próximo:
    Em tempo e respondendo a pergunta do autor da matéria sobre que falta de planejamento: Simplesmente fizeram a faixa lá sem chamar todas as partes interessadas para debater (inclusive ciclistas). Com a decisão tomada, não chamaram os pais de alunos e comunidade que reside na região para informar previamente os impactos e quais as ações cada um deveria tomar. Simplesmente pintaram a rua, colocaram placas e, nos primeiros dias, um exército de agentes da CET para impor o medo na população. Isto é falta de planejamento mas, sobre tudo, falta de respeito e claramente a intenção de incrementar dados estatísticos inúteis, como “em minha gestão fizemos 400km de faixas exclusivas de ônibus (contando aquelas que começam e terminam sobre viadutos). Fizemos xxx km de ciclovias (contando aquelas que ligam uma casa em uma esquina a outra na mesma quadra). Como aqui bolsa família já não compra mais votos, quem sabe ações deste tipo terão o efeito desejado? Sem contar que a população começa a ter a antipatia por ciclistas, assim como outrora aconteceu com os motociclistas. Espero que pensem, e tentem sempre ver o lado do outro.
    Obrigado pelo espaço.
    Mauricio Fernandes

    Comentário bem votado! Thumb up 17 Thumb down 8

    • Mauricio, obrigado por trazer outra visão à questão e pela sua educação e clareza ao expressar opinião contrária à do texto. Seja bem vindo ao site e saiba que participações como a sua engrandecem o debate. Grande abraço.

      Comentário bem votado! Thumb up 12 Thumb down 0

      • Mauricio

        Eu é que agradeço e peço desculpas pelos erros de digitação e pontuação. Só depois de postar a mensagem e reler é que pude percebê-los!

        Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

    • Alexandre

      Concordo com você sobre a questão do respeito Maurício! É muito chato ver essas situações de desrespeito não somente as leis mas sobretudo às pessoas. Ainda não sou pai mas realmente imagino como deve ser essa questão de controlar os pequenos sem sucesso rs. Sou de uma época em que as crianças podiam sair com calma, procurar pelas vãs (peruas na época), encontrar seus pais que haviam estacionados os carros nas redondezas e estavam por ali esperando na porta, ou mesmo sair pedalando ou apé pra voltar pra casa. Hoje em dia a porta da escola virou uma espécie de “Drive Thru”. O trajeto do portão da escola até o banco de trás do carro parece tão ameaçador que criaram até a profissão de guarda costas infantil pra garantir essa travessia de alguns metros mais segura.
      Talvez o que gente precise é buscar novamente esse cultura do respeito sem precisar de tanta regra, placa, farol, faixa etc.

      Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 1

    • Ezequiel

      Certamente, se houvesse respeito nem haveria necessidade de ciclofaixa!!! afinal 1,5 metros tá mais que bom… Mas infelizmente os motorizados matam todos os anos vários ciclistas e pedestres, o que impõe uma necessidade do estado de intervir nessa situação…

      Thumb up 1 Thumb down 0

  • Eu tenho passado por lá há 2 semanas, pela manhã e à noite, todos os dias. Na última sexta feira, o funcionário do CET pediu para eu descer e caminhar empurrando minha bike. Para mim não muda em nada fazer isso, principalmente de manhã quando as crianças estão chegando. Volto à noite e não há nenhum problema. pois a escola já está fechada. Acho que precisamos entender também que todos precisamos nos adaptar.

    Comentário bem votado! Thumb up 13 Thumb down 1

  • Rosana

    Como era antes, alguém sabe? Se a faixa que agora é ciclovia era usada como estacionamento e os carros paravam em fila dupla para buscar as crianças. no final das contas sobrava mesmo só uma faixa de rolamento e o risco era ennorme para as crianças que tinham que passar no meio de caros chegando e saindo.
    Se a faixa não era usada como estacionamento,o risco de as crianças transitarem entre os carros permanecia.
    O tempo em que fica só uma faixa para transitar é o de entrada e sapida da escola, uns 40 minutos no máximo para cada evento. E a segurança dos pedestres aumentou muito.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 4

  • Alexandre Shinmi

    Não entendi a reclamação dos pais e da escola.

    Afinal qual a diferença dessa ciclovia e uma “Ciclovia Compartilhada na Calçada”? Eu respondo: quase NENHUMA.

    Quando inauguram uma ciclovia compartilhada não dá tanta polêmica igual a essa ai. O que realmente revoltou os motoristas foi perder uma pista deles e ver todo aquele espaço “perdido”. Pq quem ganhou espaço a mais foram os ciclistas e os alunos com espaço exclusivo para eles.

    Ao invés de reclamar da ciclovia deviam pedir para pedir uma contra partida da prefeitura, que ao tirar uma faixa dos carros deveria também melhorar as calçadas e o transporte via ônibus e metro.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 5 Thumb down 3

  • Alexandre

    Passanso por lá na terça fui entrevistado por uma reporter da VejaSP. Como já é de costume, foram 33 linhas com argumentos contra a ciclovia e 3 linhas com o meu depoimento. Perdi 10 min do meu tempo falando pra eles e publicam 3 linhas. Um lixo. http://vejasp.abril.com.br/materia/ciclovia-vila-mariana-escolas-pais

    Comentário bem votado! Thumb up 13 Thumb down 2

    • Excelente sua frase, Alexandre. E não liga não, o foco da matéria eram as reclamações mas encerraram o texto com sua reflexão, isso tem certo peso.

      Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

      • Alexandre

        Sim verdade William. Acho que você já deve estar acostumado a ver seus depoimentos reduzidos nas entrevistas também né. No final ela sintetizou o que eu queria dizer. Pois quando perguntou se eu acharia seguro para meus filhos aquela situação. Eu disse que apesar de ainda não ter filhos, os meus já nasceram com muito kms de ciclovias disponíveis então já estará acostumado e preparado para essas situações.

        Thumb up 3 Thumb down 0

  • ALEKSANDRO

    Na lei: Nas travessias de pedestre, o ciclista deve descer da bicicleta e atravessar como pedestre…..

    Mas essa regra é para atravessar a rua na transversal(ex. atravessar a faixa no farol) ou na longitudinal(sentido de direção da via) ???

    Depende de interpretação??? a lei não especifica qual o sentido da travessia….

    E se for levar ao pé da letra, toda vez que passar um farol e tiver faixa de pedestre teremos que descer da bike :(

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • MEI

    Oi Willian, Pedalei nesse trecho na segunda-feira. De manhã, os seguranças do colégio não sabem orientar os motoristas a estacionar na faixa azul para deixar seus filhos, gerando um transito e fila dupla no entorno. Na volta, as 20hs, não fui muito bem recebida na redondeza, com algumas indiretas dos pedestres que eu deveria desmontar para subir o trecho da escola onde não tinha um aluno sequer por perto.

    Thumb up 3 Thumb down 2

    • André

      Olá MEI, também sou ciclista e estou utilizando este trecho.

      A faixa azul é uma faixa de pedestres de embarque e desembarque, os motoristas tem que parar ao lado dela e embarcar ou desembarcar e nessa parte foi criada uma faixa de pedestres sobre a ciclofaixa, onde de acordo com o código de transito o ciclista deve atravessar desembarcado, o que falta é um pouco de informação da legislação tanto de motoristas quanto de ciclistas.

      O que ocorre em todas as escolas é que o motorista estaciona o carro nos locais de embarque e desembarque até em fila dupla, se seu filho não estiver no local o correto é estacionar em outro local ou dar outra volta no quanteirão, e no caso de ciclistas a legislação estabelece a travessia de faixa de pedestre seja ela aonde for, com o ciclista desembarcado, tendo ou não pedestres atravessando.

      Algumas orientações retiradas do site do detran:

      Recomendações aos pedestres

      As ciclovias são para uso dos ciclistas, a não ser que haja sinalização específica que permita o acesso. Para os pedestres, existem calçadas. O GDF está investindo nas reformas e construção das calçadas, com a garantia de acessibilidade.

      Atenção com o trânsito de bicicletas. Como são silenciosas, são mais difíceis de serem notadas. Olhe sempre para os dois lados ao atravessar uma via ou ciclovia.

      Recomendações aos ciclistas

      A bicicleta faz parte do trânsito;

      Faça-se visível;

      Sinalize suas intenções;

      Agradeça e seja cordial;

      Nunca trafegue na direção contrária à via dos carros;

      Respeite as leis de trânsito e itens de segurança obrigatórios da bicicleta (retrovisor esquerdo, campainha, sinalização noturna traseira e dianteira, refletores laterais e nos pedais);

      Utilize refletores e iluminação à noite;

      Cuidado com os pedestres;

      Recomenda-se o uso do capacete;

      Ande no lado direito da pista, mas fique atento a portas de carros e outros obstáculos;

      Planeje seu caminho antes de iniciá-lo e dê preferência a vias de menor tráfego;

      O tráfego em calçadas só é permitido quando sinalizado;

      Nas travessias de pedestre, o ciclista deve descer da bicicleta e atravessar como pedestre;

      Nas travessias exclusivas de ciclovia, o ciclista deve parar a bicicleta e fazer o sinal de vida.

      Recomendações aos motoristas

      A bicicleta faz parte do trânsito. Cuidado com o ciclista;

      Ao ultrapassar um ciclista, dê a distância lateral mínima de um metro e meio (1,5 m) e diminua a velocidade;

      Para entrar à direita, sair da via, entrar em um retorno, em uma tesourinha ou parar em um acostamento, nunca acelere para ultrapassar o ciclista. Reduza a velocidade e aguarde a passagem do ciclista. A preferência é do ciclista;

      Respeite os limites da velocidade da via e sinalize com setas;

      Respeite as faixas de pedestre e as faixas de travessia de ciclistas.

      Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • ALEKSANDRO

    Os cidadães desses bairros poderiam e deveriam agradecer por terem esse modelo internacional de sinalização…
    Estão sendo muito mal agradecidos pela visão e preocupação que a CET está tendo com eles….
    A região tem ônibus, metro, ciclovia, ruas bem sinalizadas….
    O que falta???…
    Resposta: Gratidão….

    Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 1

  • george

    Porque a referida escola, ao invés de reclamar do trânsito, não instala paraciclos em suas dependências e faz uma campanha interna pra incentivar os pais de crianças e alunos adolescentes a irem pra escola de bicicleta? Que tal uma escola dar o exemplo de sustentabilidade na vida real e não só falar disso nos trabalhinhos de ciências?

    Comentário bem votado! Thumb up 17 Thumb down 2

  • Rodrigo Cunha

    O ideal era essa área azul ser um canteiro físico. Não entendi porque o azul ao invés das marcas de canalização comuns. Se um veículo transitar sobre aquilo não cabe infração, ao contrário da marca de canalização (R$ 600).

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Odilon

    O que significa placa de pare no começo da parte listrada? É para o ciclista desmontar? Achei confuso. Se for para desmontar não precisa da ciclofaixa, pode passar pela calçada mesmo. Acho que deveria ter uma indicação “devagar escola” ou algo parecido.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Flavio

    O povo precisa entender que ciclovia é tendência mundial nas grandes cidades, pois pecaram no planejamento e tem de contornar o caos diário no trânsito.
    As reclamações terão, mas com o tempo observarão a grande diferença que trará para locomoção diária.
    Tudo é questão de tempo e costume.

    Comentário bem votado! Thumb up 8 Thumb down 0

    • Renato

      Sem contar que a cidade cresceu sem planejamento algum e de forma totalmente desordenada. E várias gestões priorizaram os investimentos praticamente no modal rodoviário, investimento pouco ou nada em metrô, trem e ônibus. As consequencias dessas escolhas erradas estamos sentindo na pele hoje, no dia-a-dia.

      É uma tendência mundial mesmo, aqui mesmo no Brasil temos 2 metropoles com malhas cicloviarias de dar inveja, como Brasilia (com cerca de 450km) e Rio de Janeiro com 380 km….

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Eu tenho 57 anos, sou médica, formada há 34 anos. Moro na Pça da Árvore e meu consultório é na Vergueiro, ao lado da Estação Paraiso do Metrô. Desde o dia 18/11 passeia usar essa ciclo via e levo 40 min para ir e voltar ao trabalho. Tenho passado em frente ao Colégio Madre Cabrini por volta das 7:15. Passo bem devagar, mesmo porque a subida é íngreme e um dos pontos mais difíceis do meu trajeto. Cumprimento o pessoal do CET, os funcionários da escola e nessa primeira semana não tive problema. Agradeço imensamente ao Vá de Bike pelo estímulo e pela nobre arte de Educar

    Comentário bem votado! Thumb up 32 Thumb down 0

    • André

      Também comecei a ir de bike trabalhar, sou engenheiro, moro na Mooca e trabalho no Jabaquara, este trecho de ciclofaixa praticamente ligou a praça da sé ao meu serviço, já não ia de carro pelo transito e consciência, ia de metrô, agora não me vejo indo trabalhar de outro modo que não for de bike.

      Comentário bem votado! Thumb up 8 Thumb down 0

    • Ellen, depoimentos como o seu fazem ter esperança nas pessoas, na opção de um transporte saudável, de um futuro melhor… Passo por aí também, mas em outro horário, na minha bicicletinha dobrável vermelha com uma plaquinha rosa escrita “Respeite, um carro a menos”. :D E somos vizinhas, pois também venho da Praça da Árvore. Um abração para você e continue assim, pois quero chegar aos 57 anos com sua vitalidade! Mais uma inspiração para mim!! <3

      Thumb up 0 Thumb down 0

    • Lívia

      Acontece que nem todos podem andar de bicicleta. Tem gente que mora muito longe do trabalho, sabia?? Sabia também que existem pessoas com dificuldades de locomoção?? Sabia que tem pessoas que não tem energia para isso?? Eu e todas as pessoas que conheço, JAMAIS deixarão os carros para irem de bicicleta. Me POUPE!!

      Thumb up 0 Thumb down 0

  • JOSE AUGUSTO

    Concordo com muitas coisas que o Thiago escreveu aqui, só não concordo com as pesadas críticas ás ciclovias, tudo tem um começo e é melhor do jeito que começou do que nunca começar, com o tempo mais e mais pessoas irão aderir ao uso de bikes, isto é uma questão de tempo, aí com mais usuários terão mais pessoas para reivindicar melhorias e tudo ficará da forma que vc e todos sonham. Abraços a todos.

    Comentário bem votado! Thumb up 12 Thumb down 1

    • Thiago

      Muitas pessoas disseram essa mesma coisa, de com o tempo podemos reivindicar melhorias, ou que “é melhor isso que nada”. Isso é um engano. Um exemplo disso são as calçadas aqui de São Paulo Com exceção das calçadas da Av. Paulista, TODAS AS CALÇADAS ou são estreitas demais, ou são irregulares demais, cheias de degraus, cheias de postes no meio. Tentem se imaginar cadeirantes, saindo de casa todos os dias e percorrendo as nossas calçadas. Sinceramente, já fiz esse exercício mental e vi que seria impossível me deslocar numa cadeira de rodas por 1500m da minha casa até o metrô Tucuruvi. Agora imaginem isso numa escala bem maior. As calçadas são assim hoje porque começaram de forma errada, na base do qualquer-jeito, assim como as ciclovias estão sendo feitas agora. Alguém aqui vê possibilidade de arrumarmos todas as calçadas nos dias de hoje? Por que então se acha que se vão consertar as ciclovias? Ano passado passou uma lei municipal obrigando os proprietários de casas a nivelarem suas calçadas aos níveis da rua, com prazo de 90 dias. Alguém aqui viu essa lei pegar? Numa rua vizinha á minha, acabaram de construir 3 sobrados geminados, numa rua bem inclinada. Adivinhem como ficaram as calçadas em frente…isso mesmo, desniveladas em relação à rua, cheia de degraus, com um poste no meio, impossível de se transitar por elas, obrigando a todos a andarem pelo asfalto. O trabalho, ou melhor, o custo que temos de fazer certo ou errado é praticamente o mesmo. Por que então já não começar certo logo de cara? Quando comparamos o Brasil com o primeiro, logo dizem que é “complexo de vira-latas”. Ora, não seria certo dizer que tal complexo ocorre quando nos oferecem algo mal feito e pensamos conosco “ah, é melhor que nada né”? O que quero dizer, é que não precisamos ser vira-latas, basta termos olhos mais críticos. Já passou da hora de haver ciclovias. Se já tem gente no mundo que as sabe construir, por que não copiá-las? Aqui no Brasil sempre tem um gênio querendo re-inventar a roda e produz coisas bizarras como ciclovias de dois sentidos no mesmo lado da rua, ou contabilizar áreas não roláveis como sendo área agora pedalável.
      Reflitam. Deveríamos reivindicar que nosso dinheiro já fosse aplicado de forma inteligente desde já, e não permitirmos que se gaste o mesmo tanto para corrigir depois; isso, se um dia vão corrigir mesmo, o que acho improvável, assim como não fizeram com as calçadas. Valeu, paz a todos.

      Polêmico. O que acha? Thumb up 3 Thumb down 7

      • Com a legislação atual, para resolver as calçadas temos que tocar todas as campainhas das casas e comércios e pedir individualmente (com a certeza de ganhar um não). Já as ciclovias são de competência do poder público e, sinceramente, é muito mais fácil conseguir algo do poder público do que dos indivíduos, tanto pelo lado da negociação quanto da imposição legal. Então não dá para comparar o problema das calçadas com uma futura briga por melhorias nas ciclovias.

        Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 1

        • Thiago

          Logo, você concorda que não importa se começamos certo ou errado.
          E outra, o problema das calçadas não depende da boa vontade do estabelecimento na frente dela. Existem os fiscais que, amparados pela tal lei, autuarim as casas e lhes dariam 90 dias para consertá-la. E mais, não comparei o problema das calçadas em si com o das ciclovias. Apenas dei um exemplo de algo que começou errado, e assim permaneceu, algo que pode muito bem acontecer com as novas ciclovias. Está havendo uma onda aqui no vadebike, e acredito ser uma onda que percorre outros ciclista, de que as ciclovias são um puta favor que o poder público está fazendo. Isso é um engano. Ciclovia resolve o grave problema de deslocamento em grandes cidades. Poderíamos pensar que temo muito, muito dinheiro pra fazermos já de cara uma ciclovia de bom nivel, uma vez que o código de trânsito obriga o poder público a investirem 100% da arrecadação com multas em melhorias no trânsito. Desculpem o trocadilho, mas que melhoria melhor pra uma grande cidade do que investir pesado em ciclovias?

          Thumb up 1 Thumb down 0

        • Carlão

          Creio que a comparação é plausivel, pois realmente orque não fazer certo da primeira vez, temos sim que aprender a fazer direito logo de prima.

          Thumb up 2 Thumb down 1

          • Thiago

            Obrigado, Carlão.
            Você foi o primeiro a concordar comigo nessa discussão. Não consigo entender como a maioria é adepta da ideia de que “tá ruim mas tá bom, depois conserta”.
            Valeu.

            Thumb up 1 Thumb down 1

            • Thiago, existe uma questão de janela de oportunidade. Se isso não tivesse sido iniciado dessa forma, não conseguiríamos uma mudança em grande escala nunca, principalmente porque dinheiro alocado para ciclovias é considerado despesa, gasto, para a maioria das pessoas no poder público e imprensa, quando deveria ser percebido como investimento. Veja o exemplo da ciclovia da Paulista, que estão criticando por custar R$ 15 milhões, quando uma ponte estaiada custa mais de dez vezes isso trazendo muito menos benefício para a cidade (sim, chegar vinte minutos antes de carro é um benefício muitíssimo menor que a proteção à vida). As próprias ciclovias pintadas no asfalto estão recebendo críticas com o argumento de que “estão gastando demais com tinta pra pouca gente usar”… Esse é o principal fator, quebrar a resistência da sociedade para o investimento em ciclovias. A mudança que isso trará abrirá caminho para investimentos maiores no futuro.

              Comentário bem votado! Thumb up 12 Thumb down 1

          • Anderson

            Essa é uma das questões que mais me irritam. Gastam-se milhões em obras de baixo retorno, muitos vezes de utilidade contestada. Quando algo urgente como o caso da ciclovia da Paulista surge, precisa de inúmeras justificativas pra sair do papel. Não atoa nosso país caminha a passos de tartaruga.

            Thumb up 3 Thumb down 0

        • Thiago

          Cara, você aceita o jeito que estão fazendo, pois acha que o paradigma é imutável.
          Eu vou mais além, tudo que eu escrevi até agora é pra criticar o paradigma em si, e não o jeito que se faz dentro dele.
          Já vi que poucos veem como eu vejo. Um dia, se vivermos o bastante pra isso, você vai ver que não vão consertar nada, e o paradigma continuará do jeito que sempre foi, o paradigma de que as coisas são assim mesmo e que nada pode fazer. O que combato é esse paradigma, critico a premissa, e não o argumento em si. Qualquer argumento pode estar certo, pode ter lógica, mesmo numa premissa viciada. Como sou o voto vencido, me recolho da discussão, e peço a Deus que eu esteja errado, e você certo. Mas já tenho quase 40, e desde que me dou por gente, o Brasil é feito na base do faz-de-conta; por isso, acho pouco provável que o paradigma mude por si só enquanto houver pessoas que acreditam nele.
          Mesmo assim, obrigado pela oportunidade de discussão.

          Se me permite uma crítica, tente angariar outra fonte de patrocínio. Os bancos são um desserviço à sociedade, são parasitas, e um desserviço maior à melhoria de deslocamento uma vez que financiam quase todos os mais de 1000 carros que são produzidos por dia no Brasil, e ainda financiam as campanhas publicitárias milionárias para seus fabricantes. Valeu, até a próxima.

          Thumb up 3 Thumb down 3

          • gian

            os bancos financiam tudo. Aonde ha demanda por recursos financeiros, ha bancos. esta eh a funcao dos bancos. Financiam também as obras de infra-estrutura. e lucram com isso, sim. Isso eh ser parasita? nao ha empresa que exista sem lucro. Mas ha um estado que se sustenta com base no lucro privado! nao ha civilizacao moderna sem intermediação financeira.

            Thumb up 1 Thumb down 0

          • VitorTSC

            Compartilho da sua visão, Thiago, mas infelizmente no Brasil as coisas não assim. Nossos administradores adoram tomar medidas paliativas, sempre focando no curto-prazo, algo que deve sofrer uma mudança brusca. Tanto que as ciclovias ao redor de Interlagos estão numa condição horrível, repletas de buracos e detritos; uma verdadeira trilha urbana. Por outro lado, provavelmente, algumas ciclovias estão em fase em teste, o que por si só inviabiliza uma estrutura permanente, basta resistir às pressões.

            Façamos nossa parte cobrando pela manutenção e por melhores estruturas, enquanto isso o modal cicloviários entra aos poucos na cabeça dura dos paulistano.

            Thumb up 2 Thumb down 0

      • Renato

        A cidade não foi projetada para ciclistas e nem pedestres, só para carros….o que vai esperar?

        Thumb up 3 Thumb down 0

  • José Terra.

    Fila dupla de carros é normal.

    Thumb up 0 Thumb down 3

  • Robinson

    Estou usando a ciclovia diariamente para ir ao trabalho, passo em frente da escola. A sinalização está perfeita.

    A adição dos balizadores ficou ótima.

    Ainda encontro vários veículos de carga parados sobre a ciclovia no trecho que passa atrás do Shopping Santa Cruz.

    Também notei que os motoristas ainda não se adaptaram ao fato da ciclovia ser de mão dupla.
    Recomento muito cuidado nos cruzamentos onde não há semáforos, percebo que os motoristas só verificam o fluxo na direção oposta ao sentido da rua.

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

    • Thiago

      Os pedestres ao atravessarem também só olham pro lado de onde vêm os carros. Passo por isso todos os dias no centro de São Paulo, todo dia é um susto.

      Thumb up 1 Thumb down 0

      • Odilon

        Ciclovia de mão dupla em via de mão única tem esse problema mesmo. Quando se está na mão inversa à dos carros há de se ter cuidado redobrado. Esse tipo de ciclovia deve ser adotada somente em último caso.

        Thumb up 1 Thumb down 1

    • Thiago

      Achei isso na internet uns dias atrás, e acho que vou comprar uma pra mim, pra evitar esse problema que o amigo Robinson reportou.

      http://www.loudbicycle.com/

      É uma buzina portátil pra bicicletas, mas que imita com perfeição a buzina de um carro.

      Thumb up 0 Thumb down 0

      • Felipe Prenholato

        Achei essa buzina grandona heim. Tinha q ser um negocio menor.

        Bom, quanto ao lance de o motorista só olhar para um lado, sim, acontece e nessa ciclovia no trecho entre borges lagoa e sena madureira já quase fui pego duas vezes. Eu recomendo um bom farol, bom mesmo, pois isso te faz ser visto.

        Thumb up 1 Thumb down 0

        • Thiago

          Segundo o fabricante, um pouco mais de 650g. Não acho pesado. Pode servir de incentivo a querermos eliminar 650g ou mais de nosso próprio peso. Valeu.

          Thumb up 0 Thumb down 2

        • Thiago

          Mas essa aí é daquelas que ficam mudando de timbre, como o amigo Renato reportou aqui embaixo. Já usei dessas, posso usar pros pedestres (de longe, pra não assustar); mas como os motoristas andam quase sempre de vidros levantados, no meio dos carros ela teria pouca eficácia. Cara, acredite, a maioria dos motoristas não reconhece de imediato uma buzina que não se pareça com um carro se aproximando. Veja, não quero obrigar ninguém a comprar a buzina com som de buzina de carro. Só quis dizer que o princípio dela é valido, já que a resposta a ela é mais imediato, uma vez que os motoristas meio que “esperam” ouvir o som que ela faz. Mas a gente usa o que nos é mais adequado. Nos meus anos de pedalada, tive muito mais casos de motoristas que simplesmente “não ouviram” minha buzininha do que os que perceberam que era eu passando. Pro meu caso, acredito que a buzinona será muito útil.
          Valeu

          Thumb up 1 Thumb down 0

      • Thiago, uma buzina muito alta assusta os pedestres e enfurece os motoristas, que se sentem enganados e também se assustam acreditando que existe um carro muito próximo que eles não estão conseguindo ver. A trim-trim continua sendo muito mais simpática e evitará conflitos desnecessários.

        Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 2

        • Thiago

          Na boa, uso a trim trim todos os dias, ela só funcionaria se as pessoas soubessem identificar o som, nunca funciona. Na ciclovia da estação da luz, TODOS OS DIAS, EU DISSE TODOS, tem pedestre transitando pela ciclovia como se fosse calçada; uso e trim trim, e nada, tenho que desviar; pior quando o cara tá atravessando sem olhar para os dois lados, aciono o trim trim e adivinhem…nada acontece, o cara atravessa, eu me mato pra desviar, e o cara nem viu o que fez. É assim todos os dias. Com a buzina com som de buzina de carro é mais imediato o reconhecimento de algo se aproximando e, por isso, a resposta do cidadão é mais precisa. Desafio a qualquer um que pedala nas ruas a ter seu trim trim reconhecido de imediato numa avenida movimentada como a Tiradentes, a Paulista, a Rebouças, em que o barulho é intenso e os motoristas com os vidros fechados. A buzina que apresentei não é alta demais, tem o mesmo volume sonoro de uma buzina de carro, coisa a que nos acostumamos forçadamente desde criança, ou seja, o reconhecimento é mais imediato. É só usar com sabedoria que a buzina fará muito mais bem do que mal. É só um BI-BI, que mal faria?

          Thumb up 3 Thumb down 4

          • Renato

            Bem, comigo o som do “trim trim” funciona muito bem e a maioria das pessoas reconhece essa buzina….

            O que não funcionava era uma buzina movida a bateria, que tinha 6 sons diferentes e ficava variando….a maioria não conhece, então deixei de lado.

            Agora querer usar o trim trim no meio dos carros é querer demais.

            Thumb up 2 Thumb down 0

            • Quando os carros estão parados, muitos de janela aberta, a trim-trim funciona como um alerta de que a bicicleta está passando. Mas em situações de emergência é melhor um grito mesmo, muito mais rápido (e geralmente mais alto) que qualquer buzina. :)

              A trim-trim tem funcionado bem para mim com os pedestres. Quando não funciona é porque a pessoa está muito distraída ou não escuta direito mesmo (o que é mais comum do que a gente imagina). Aí um “com licençaaa! obrigadoooo!” complementa o trabalho e resolve bem a questão. ;)

              Comentário bem votado! Thumb up 8 Thumb down 1

          • Thiago

            Renato, também acho querer demais usar o trim trim no meio dos carros. Por isso sugeri a que faz som de buzina de carro. Fiquemos com o trim trim para usar nos casos de pedestres. Agora, ficar elucubrando que os motoristas poderiam se sentir “enganados” porque a buzina não partiu de um carro, mas sim de uma bike, enfurecendo-os, aí acho que é viajar demais né.

            Thumb up 0 Thumb down 3

            • Thiago, não é ficar elocubrando, é falar com conhecimento de causa. Não sei se você dirige, mas eu já fui um motorista de comportamento bastante agressivo, daqueles que tanto critico hoje, e por isso sei como pensam, reagem e se comportam.

              Thumb up 3 Thumb down 1

          • Thiago

            William, sou motorista também, há 12 anos. Não sou agressivo, respeito o ciclista assim como eu quero ser respeitado. Mas percebi que as vezes não sou respeitado, não por grosseria do cara no carro, mas porque ele simplesmente não me viu; e muitas vezes não me viu, porque sou “algo” que ele não procura nos espelhos. Tem gente atenta e gente distraída, usamos a buzinada no segundo caso. E como eu sempre digo: é melhor ter e não precisar, do que precisar e não ter.
            Valeu.

            Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

        • Thiago

          OK, você sai gritando, e eu saio buzinando.
          Dois toques na buzina, um bi-bi não assusta ninguém, pelo amor de Deus!

          Thumb up 3 Thumb down 1

        • Guilherme Caldas

          O trim-trim é excelente para uma saudação ou para pedir licença aos pedestres que andam na ciclovia mas não funciona pra carro. Para carros, eu apelo aos meus potentes pulmões e funciona que é uma beleza.

          Thumb up 2 Thumb down 0

  • Fernando

    Eu moro a 4 quadras do colégio em questão e já andei pela ciclovia. Quase todo o percurso é feito pela rua Coronel Lisboa, e paralelamente à Av. Domingos de Morais, onde a ciclovia desemboca cerca de dois quarteirões do Metro Praça da Árvore. O percurso tem cerca de 2,2 km e tem subidas. Se o ciclicista optar por seguir na Domingos de Morais o percurso é todo feito no plano e tem quase a mesma extensão. Ou seja, esta ciclovia é um desvio com a intenção, na minha opinião, de evitar o percurso que passa pelas obras no Metro Sta Cruz.
    E aproveito respondo ao Thiago:
    1. De fato, as ciclofaixas estão longe de serem perfeitas mas estão sendo feitas. O espaço físico cria espaço político, ou seja, a existência das ciclovias esburacadas e estreitas permite que peçamos ciclovias de qualidade.
    2. Você pede para não ser achincalhado mas não se importa achincalhar os ciclistas infantis que pedalam de final de semana na “ciclo-farsa” do “ladresco”. Se você quer respeito alheio começo por lhe respeitar.

    Comentário bem votado! Thumb up 8 Thumb down 1

    • Renato

      É obvio que é por causa das obras do metrô….como ainda deve haver muito remanejamento das faixas ali, construir uma ciclovia permanente em um trecho provisório, seria burrice….então se faz esse traçado alternativo e qdo o metrô terminar as obras na Sta Cruz (sabe-se lá qdo, o metrô diz 2016, mas como tudo atrasa, vai acabar terminando mesmo em meados de 2017 ou 2018), ai constrói o trecho definitivo e esse fica como alternativa…Assim como tem alternativa de vias para carro em tudo qto é canto…

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

    • Thiago

      Fernando, não se trata de serem perfeitas, mas elas pelo menos deveriam ser funcionais. Se você pedalou por lá, viu o que eu estava falando. O que quero dizer é que estão fazendo a implantação da ciclovia de forma errada, na base do faz-de-conta. Vai ser impossível corrigir o problema depois. Já pensou, no futuro, quando o uso da ciclovia for bem intenso, como faremos com que os dois sentidos da ciclovia sejam funcionais, pedaláveis de verdade, sendo que, quando da implantação delas, resolveram contabilizar área morta do meio fio como área pedalável? Na prática, só tem um sentido dela pedalável (e cheio de buracos quase sempre); o outro sentido é a faixa morta junto ao meio fio, totalmente não funcional, às vezes tem grades de bueiro, um amigo meu ficou com a roda presa na grade do bueiro, à noite, e caiu. Bom, eu usei o termo “achincalhar” porque foi o que fizeram comigo num outro post quando eu disse a mesma coisa; o cara até falou algo do tipo: “e daí que tem buraco? aqui não é primeiro mundo, hoje em dia tem até bicicleta com amortecedor”. Eu presumo que quem não percebe o que falei é porque anda muito pouco de bicicleta, tendo como referência apenas parques e ciclo-faixas de lazer, o que, convenhamos, está longe de ser exemplo de deslocamento por bicicletas. Quando você diz “ciclistas infantis” você se referiu às crianças né? Pois eu, em nenhum momento, me referi às crianças. Criança tem que pedalar no parque mesmo, e na ciclo-faixa de domingo; eu me referia aos adultos que pedalam como crianças e que se acham espertas ou experientes o suficiente pra dizerem que as ciclovias de São Paulo são boas. Ao meu ver, a discussão das ciclovias devem ser feita entre pessoas que realmente usam a bicicleta como deslocamento, e não pelas pessoas que usam a bicicleta APENAS como lazer, mesmo porque a ciclovia tem (ou teria) a finalidade de deslocamento. Foi por isso que pedi aos ciclistas eventuais, que nem usam ou nem usarão a ciclovia, que fiquem fora da discussão. Se você é um desses ciclistas eventuais, não acredite em mim então; sugiro que pegue sua bicicleta e ande bastante nas ciclovias, explorando toda a pista, ande do lado que tem o meio fio. Faça isso por uns 30 dias seguidos, aí você perceberá o que estou falando, e perceberá o quão faz-de-conta elas são, uma vez que, quase sempre, ligam o NADA a LUGAR NUNHUM. Se te ofendi, peço desculpas. Muita paz a você.

      Thumb up 2 Thumb down 3

  • Thiago

    Bom, nem preciso comentar da imbecilidade da nossa classe média que mora, trabalha e tem filhos em escolas perto do metrô, mas que mesmo assim faz tudo de carro, e ainda acha que o problema do trânsito agora são as ciclovias. Ô povinho de merda…
    Agora, sobre a ciclovia em si: mais uma vez, eles pintaram a emenda do asfalto com a calçada de vermelho e contabilizaram como área pedalável. Olhem a foto. Alguém realmente acredita que pedalar colado ao meio-fio é algo funcional? Já tentaram isso? Repararam que a faixa amarela que divide os dois sentidos da ciclovia foi colocada de tal maneira a considerar até o último centímetro junto à calçada? A seta branca está bem em cima onde termina a faixa de rolamento no asfalto. Olha, sou ciclista urbano, pedalo cerca de 25 km por dia, quero as ciclovias em São Paulo mais que ninguém; mas pintar áreas destinadas a escoar a chuva de vermelho, pintar buracos de vermelho, isso não é construir ciclovias. Já passou da hora de se ter ciclovia numa cidade do tamanho de são Paulo, mas do jeito que estão fazendo, não resolve nada, ou no mínimo, resolve muito pouco, pois as ciclovias passarão a ser não-funcionais; depois, será praticamente impossível de se corrigirem os erros da implantação mal feita. E, por favor, antes de me achincalharem, olhem as fotos 1, 2 e 4 ampliadas e vejam do que estou falando; e se você é daqueles que só pedala de fim de semana na ciclo-farsa do Ladresco ou no parquinho, junto das criancinhas, passe a pedalar todos os dias, nas ruas, antes de me criticar. Valeu. Paz a todos.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

  • Rodrigo Poggian

    Pô, o pessoal falar que não teve planejamento nesse trecho é dose! Claro que temos ainda muitos problemas, muitos ajustes a serem feitos nas nossas novas ciclovias, mas esse trecho ficou uma obra-prima da CET! Cria uma alternativa viável para todos e estimula o compartilhamento de maneira segura. O único problema é essa propaganda descarada do PSDB aí! Rs.

    Thumb up 2 Thumb down 1

  • Murilo Moura

    William, a ciclovia foi implantada na Rua Madre Cabrini porque a Domingos de Morais está parcialmente interditada no entorno do metrô Santa Cruz, devido às obras da linha 5. Então quer dizer que assim que as obras ali terminarem, a ciclovia será transferida para lá, voltando à Rua Madre Cabrini ser como antes?

    Porque, se for este o caso, não seria interessante esse esclarecimento nas faixas presentes nessa rua? Ou acha que isso, de alguma forma, faria com que os motoristas sentissem um “gostinho de vitória” ao ser anunciado o caráter provisório da estrutura? Estou em dúvida.

    Espero ter conseguido me expressado bem :/

    Thumb up 1 Thumb down 0

    • Renato

      Eu acho que não, ficará como alternativa….

      Thumb up 0 Thumb down 0

    • Murilo, não sei se terminando as obras do Metrô Santa Cruz (só Deus sabe quando) vão realocar a ciclovia, porque se fosse só por causa da obra teriam seguido com ela pela Domingos até a Diogo de Faria. No meu entendimento também quiseram evitar aquele trecho do retorno do Pastorinho, que é bem complicado (tanto que a Ciclofaixa de Lazer fica com as duas faixas do mesmo lado da avenida naquele ponto).

      Thumb up 2 Thumb down 0

      • Felipe Prenholato

        Ali é chato mesmo. Eu passo ali algumas vezes por semana. O numero de ciclista eu julgo sempre alto porque nos 5min que fico por ali sempre vejo um ou dois subindo ou descendo a Domingos. Acho que o problema ali seria o custo do ajuste/troca dos semaforos. Há locais similares na Vergueiro quando se sobe onde há o semaforo para o ciclista distinto do semaforo para o motorista que entra a esquerda. Ali tem que ser a mesma coisa.

        Essa ciclovia por traz do santa cruz ela é muito mais útil para quem vem da borges lagoa ou quem vai para ela do que para quem vai andar no eixo jabaquara. Qdo liberarem a Domingos se não houver uma ciclovia nela vai ser só falta de algo q nao sei explicitar, e de qualquer maneira a ciclovia que da a volta deve cair em movimento.

        (divagando sobre expansões agora)…

        Acho que se precisa de uma ciclovia na Diogo de Faria alias, algo que já comentei por aqui, para resgatar quem vem e vai sentido av ibirapuera. Alias, da Diogo, ao fim ela iria para a borges ou pedro de toledo e ao cruzar a ponte, para evitar a Av Ibirapuera há um ‘atalho’ (Av Prof Ascendino Reis) que cai na Al. dos Maracatins, paralela a Av Ibirapuera. Se fazem uma ciclofaixa nessas ruas da pra ligar Centro até a Av Jornalista Roberto Marinho (que vai ter ciclovia e o monotrilho até o Shop Morumbi, ou mais), passando pela ciclovia de Moema (que bem que podia ser extendida, mais sobre isso depois), e com algo mais de planejamento chegar até o fim da Santo Amaro.

        A ciclovia de moema podia ser extendida para de um lado se ligar a ciclovia da Jabaquara (q já tem um ramo próximo a Av Indianopolis (outra boa candidata a ter ciclovia pq é larga pacas e liga até o pq ibirapuera, de onde teriamos a ciclovia da hélio ligando até CEAGESP…), e de outro chegando até as estações de trem da vila olimpia, ligando com a ciclovia do rio pinheiros.

        Julgo que isso alimentaria Santo Amaro e Vila Olimpia de um lado, dois grandes polos comerciais da cidade e onde muita gente, da perefiria ou não, trabalham, e de outro permitiria um acesso melhor do pessoal que mora mais a zona sul para o centro (e logo mais barra funda eu acredito, quem sabe até ZL já que vão ligar a ciclovia da ZL no centro).

        Eu aponto isso porque foi nessa área que trabalhei por 2 anos pedalando todo dia e vejo os problemas ali.

        Putz, como queria ter tempo de estar lá na casa da cidade para apresentar essas idéias … mas vou ta trabalhando.

        Thumb up 2 Thumb down 0

      • Alexandre

        William, na frente do Pastorinho a solução é muito simples. é só criar um canteiro central mais largo como acontece em alguns retornos da Faria Lima. Com um recuo maior da pra fazer a passagem do ciclista com segurança. No trecho do metro é que o bico pega, mas daria pra fazer uma rota alternativa melhor que essa. Embora isso nao tenha nada a ver com o problema ali da Madre Cabrini. Ali a questão toda são os pais que antes paravam em fila dupla e agora ta cheio de CET pra multá-los.

        Thumb up 1 Thumb down 0

  • Waldyr

    Eu mesmo, no olhômetro (foto acima), não entendi nada! Preciso pedalar aí na região, para entender a sinalização que aparece na foto e que apareceu na imagem feita por uma emissora de TV! rs

    Thumb up 0 Thumb down 0

Enviar resposta

  

  

  

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>