Rio sediará em 2018 a Velo-city, mega evento mundial sobre mobilidade em bicicleta

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Foto: Willian Cruz

O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar, em junho de 2018, a primeira edição da Velo-City na América do Sul. A conferência, que reúne mais de mil representantes de todo o mundo, é considerada o mais importante evento sobre mobilidade em bicicleta do planeta.

A decisão da European Cyclists Federation (ECF) é inédita e dá uma ideia da evolução que esse meio de transporte teve no Brasil nos últimos anos. Segundo Zé Lobo, diretor da ONG Transporte Ativo, para a cidade do Rio de Janeiro ter sido escolhida como sede do evento ela “passou por uma série avaliações e tem muito a mostrar para o mundo”.

O evento, que ocorre anualmente, costuma se dividir entre Europa – nos anos ímpares, quando as discussões são mais locais – e em diversos pontos do globo nos anos pares, em cidades que reconhecem e estimulam a importância do uso da bicicleta.

O evento mundial

A Velo-City Global acontece a cada dois anos. Frequentada por autoridades, ciclistas, estudiosos e outros membros da sociedade civil, a conferência fomenta o intercâmbio de experiências, de discussões de altíssimo nível voltadas ao universo da ciclomobilidade e soluções para esta cultura.

Em 2016, a conferência ocorre no final de fevereiro em Taipei, Taiwan, e contará com uma “bike parade”, além de palestras tão variadas quanto o papel da indústria do ciclismo e como tornar a mobilidade mais sustentável por meio de aplicativos de compartilhamento de bikes.

No Rio de Janeiro

Na edição brasileira a dinâmica deve se repetir. Paralelamente ao evento principal, a cidade sede se torna um verdadeiro reduto de eventos envolvendo as bicicletas no mais diversos aspectos que se possa imaginar, explica Zé Lobo. “O Rio será a capital mundial da bicicleta por 4 dias”.

No Brasil o evento deve envolver cerca de três mil pessoas, de forma direta e indireta, segundo dados divulgados pelo próprio município. A conferência mantém a capital fluminense, que irá receber os Jogos Olímpicos em agosto desde ano, no centro do palco dos eventos mundiais. “O Rio vem se especializando em ser uma cidade palco de grandes eventos, que sempre deixam alguma forma de legado”, diz o membro da ONG.

A cidade tem investido para aumentar a facilidade do transporte em duas rodas, com a inauguração recente da ciclovia que liga São Conrado ao Leme, e a expectativa é que o evento contribua para aumentar atenções para esse meio de locomoção.

Uma das entidades mais atuantes no processo de candidatura do Rio, a Transporte Ativo entendeu desde 2007, durante a edição de Munique, a importância de receber um evento desse porte no país. Segundo Zé Lobo, a Transporte Ativo “funcionou como interlocutora, agregadora de interesses e catalizadora para a realização, uma vez que para sediar o evento a prefeitura precisa ter um bom relacionamento participativo com a sociedade civil organizada local”.

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