O plano de Bruno Covas para as ciclovias em 2020

A gestão Bruno Covas finalmente anunciou o Plano Cicloviário da cidade, em coletiva de imprensa agora em dezembro, na sede da Prefeitura de São Paulo. O Vá de Bike esteve por lá para acompanhar e, além de transmitir ao vivo, ainda fez um resumo do que foi apresentado, para deixar claras as promessas que estão sendo feitas para 2020.

Além dos já prometidos 173 km de novas estruturas e 310 km de requalificações (manutenção/melhoria), o Plano traz uma novidade: os polêmicos 12 km de “remanejamento”, que farão com que várias estruturas sejam removidas. Entenda do que se trata nesse vídeo e deixe seus comentários:

 

Atrasos

Infelizmente algumas dessas promessas já não foram cumpridas, colocando em xeque a confiança de que será possível cumprir o plano até o final de 2020.

No final do vídeo, o Secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, dá uma lista de ciclovias que começariam a ser implantadas ainda em 2019. Mas estamos em janeiro e a única estrutura que teve obras iniciadas foi a da Domingos de Morais, que começou na segunda semana deste mês apesar de ter sido prometida para iniciar também em dezembro (e, anteriormente, prometida para iniciar em maio). Ainda assim, essa ciclovia está sendo construída pela iniciativa privada, como compensação viária de uma obra que terá impacto no trânsito da região. Ou seja: de obra gerida pela prefeitura mesmo, até agora nada.

Concepção artística da ciclovia da Domingos de Morais, no trecho em frente ao shopping. Foto e arte: Willian Cruz/VdB

E embora esteja dentro do prazo legal, esse trecho que ligará a região da Saúde com o resto da malha da cidade está sendo construída VINTE E DOIS MESES DEPOIS de ser aprovada em audiência pública. É um caso patente de desrespeito e de falta de preocupação com a vida de quem pedala, tanto por parte da administração municipal quanto do Colégio Marista Arquidiocesano, responsável pela obra.

Cada dia sem essa ciclovia é um dia em que um atropelamento ou morte pode acontecer no trecho desprotegido. Atropelamentos, por sinal, chegaram a acontecer, por sorte sem óbitos. É o caso de Thomas Wang, do coletivo Bike Zona Sul, que chegou a organizar um abaixo assinado no ano passado exigindo que a ciclovia fossem implantada urgentemente. A petição conseguiu reunir cerca de 3 mil assinaturas. Thomas foi derrubado por um motorista que trocou de faixa na sua frente sem dar seta, felizmente sem ferimentos graves.

Ciclovias são uma questão de segurança viária. Adiá-las – ou, pior, removê-las – é colocar em risco a vida das pessoas.

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3 comentários para O plano de Bruno Covas para as ciclovias em 2020

  • Diego Guedes Leite Gazola

    Excelente resumo.

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  • Marcelo

    Realmente a gestão do Bruno Covas e João Doria é um descanso para os ciclistas de São Paulo

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  • walter tabax

    Pode ser o melhor plano do mundo mas eu gostaria que alguém me explicasse quem está lucrando com a falta de Bicicletários no Centro de S. Paulo. Simplesmente não há lugares seguros para se estacionar bicicletas. Estacionar nos paraciclos ali colocados é convite para perder a bicicleta.
    Serão as companhias de seguro que conseguem mais gente fazendo planos e dinheiro em caixa engordando lucros?
    Serão as empresas de Uber e congêneres que acabam sendo a única alternativa a visitar qq edificação cultural no centro? Pois de carro não dá, nem de bicicleta. Não há lugar seguro para parar.
    Enfim, como pode uma cidade que se quer turística, com várias opções de bike para alugar, não ter um único lugar para estacionar as bikes no centro? Quem me explica?

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