Conversa com um motorista de ônibus que passou perto demais

Foto: Willian Cruz

Foto: Willian Cruz

Num feriado, com a avenida de quatro faixas vazia em São Paulo, um motorista de ônibus passou perto demais da minha bicicleta, dando o maior susto. Estiquei o braço e consegui tocar o ônibus enquanto ele me ultrapassava.

Claro que me irritei, afinal é difícil relevar uma atitude que te coloca em risco. Logo à frente, o ônibus parou no ponto. Ultrapassei e parei do lado da janela:

– Ô meu amigo, não precisa passar tão perto, né?

– Pô, mais distancia que isso??

– Eu consegui encostar a mão no seu ônibus e meu braço não tem 1,5m. Tem que mudar de faixa!

– Mas eu passei longe! Não foi distância suficiente?

– Pra quem tá no ônibus pode até parecer que tá longe, mas quem tá na bike sabe o medo que dá. Se eu desequilibrar com o susto, você passa em cima!

Três segundos pensando, olhando ao longe, para voltar os olhos pra mim com um sorriso de compreensão e um “joinha”.

Não era preciso dizer mais nada. Sorri de volta, com um sincero “obrigado, um bom dia pra você” e segui em frente, já que ele esperava com o ônibus para que eu voltasse à faixa.

O motorista entendeu que, mesmo parecendo longe para ele, era perto o suficiente para causar um acidente só pelo susto. E eu compreendi que ele não tinha feito aquilo por displicência, por falta de consideração, muito menos de forma intencional. Ele sabia que era preciso dar distância, só não sabia o quanto. E acreditava estar fazendo isso do jeito certo, dando espaço suficiente.

Não seja agressivo na abordagem

Sim, eu sei, é difícil manter a calma nessa hora. Mas faça um favor a todos nós: controle sua irritação e vista seu melhor sorriso. Conversando com calma, a gente (geralmente) se entende. Nem todos os motoristas fazem isso de propósito, muitas vezes é por falta de informação.

Transforme o conflito em uma oportunidade para melhorar a conduta do colega. Todos somos parte do trânsito.

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49 comentários para Conversa com um motorista de ônibus que passou perto demais

  • Maria Cumarú

    Sou ciclista há 30 anos, só no trânsito caótico do Rio de Janeiro pedalo há mais de 13 anos. Circular de bicicleta na cidade não é pra quem se assusta porque é um verdadeiro terror. Infelizmente temos que ter consciência que a realidade se muda aos poucos ainda mais num país onde educação ainda é um privilégio. Muitas vezes até os pedestres atiram coisas, se projetam, gritam, tudo pra te assustar. Os motoristas de ônibus são profissionais que no meu ver devem ter uma paciência, tranquilidade e habilidades sobrenaturais para prestar atenção em tantas coisas num pais que o Código Brasileiro de Trânsito é exigido apenas dos usuårios e onde a sinalização e organização das vias, incluindo as reservadas aos ciclistas não existem. Em primeiro lugar temos que exigir que os órgãos governamentais cumpram o CBT. E de resto, somos todos vítimas, pedestres, ciclistas, motoristas e por isso temos que ser solidários e compreensivos.

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    • weliton

      Às vezes eu tento me manter o mais seguro, como ouvir o transito e andar sempre mais distanciado do fim da pista! Ao passar um veículo grande eu dou uma encostada para o canto e ao passar volto a posição original! Andar mais para a esquerda intimida o motorista, principalmente em vias de transito complicado como em centros comerciais! Mas sempre é bom ter cuidado e lembrar que na realidade vc parece um papel em cima de uma bike e principalmente não use clip em locais de transito perigoso, em várias ocasiões me deparei com momentos que quase preciso saltar da bike pra evitar me ferrar em uma colisão (uma delas eu realmente saltei) com clip como faz?

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  • Marcos Vinicius

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    • Guilherme Caldas

      Qual artigo?

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    • Leo

      Existem estradas que são de via expressa onde bicicletas não são permitidas assim como tuneis longos devidamente sinalizados. As demais meu amigo, não sinalizadas ou na extrema direita mesmo sem acostamento, vale a lei do maior cuida do menor ESSA é a lei, vc pode passar a pé, bicicleta, moto, carro, onibus, caminhões… e se por acaso encontrar alguem andando qual o problema os motoristas tem em reduzir por um segundo… mudar de faixa ou aguardar passagem para continuar seu trajeto?… mentalidade retrogada desse povo sem educação e egoista.

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    • Renato

      Bicicleta também é veículo cara….está na CTB e tem o mesmo direito de circulação nas vias que os carros. Sugiro que leia a CTB e se informe melhor. Não tem essa de que “não pode”.

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    • Isac

      Transito “expresso”, não rápido. Se informe, pois são dois conceitos de vias bem diferentes.

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  • Marcos Vinicius

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

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  • Andreas

    Passei por uma parecida mês passado, a caminho da faculdade, ao chegar ao fim da ciclovia da Faria Lima atravessei a avenida e prossigo pela faixa da direita até a avenida Helio Pelegrino, uns dois quarteirões para frente um motorista, ao invés de reduzir para deixar o carro que estava mudando de faixa passar, acelerou e jogou o carro pra cima de mim, porém parou no semáforo seguinte.

    Ao emparelhar com o carro abordei-o e ocorreu o seguinte dialogo:
    “O senhor quase me atingiu com seu carro ali atrás, precisava disso?”
    “Mas também, você vem andar de bicicleta a essa hora na Faria Lima? Eu tenho compromissos.”
    “Meu senhor, eu também tenho compromissos, estou indo para a minha faculdade que fica logo ali, não tenho outro caminho para chega lá e diferente do senhor não tenho 1ton de aço me protegendo.”
    “Então vá pela ciclovia!!”
    “A ciclovia acaba dois quarteirões atrás e no CTB, quando não houver ciclovia eu sou obrigado a circular na via, não posso subir na calçada. Ali na frente já está tudo congestionado, ter me deixado passar não ia mudar sua chegada em mais do que 1 minuto, mas se o senhor me atingisse estaríamos os 2 lá atrás, atrapalhando o transito, esperando uma ambulância e o senhor ainda seria multado e seria processado pelo estado, vale apena tudo isso para chegar 1 minuto mais cedo?”

    O senhor ficou pensativo um pouco abriu um sorriso, me pediu desculpas e desejou boa aula… agradeci, aproveitei que o semáforo já tinha aberto mas os carros ainda não podiam avançar, entrei no corredor e continuei meu caminho com a sensação de que aquele senhor mudou a sua visão dos ciclistas no trânsito.

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  • Fernando

    Sabem o que isso mostra? Falta de treinamento, em outras palavras culpa do estado. Claro que existe motorista FDP por aí, mas prefiro pensar que não são maioria. Se o estado obrigasse as empresas de onibus a dar treinamento para os motoristas dividirem o trânsito com os ciclistas, mostrando por exemplo que “quando vc acha que está longe na verdade está muito perto e pode causar um acidente”, certeza que isso teria impacto no nosso dia a dia.

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  • Ivan Viana

    Acho que é a melhor forma de tentar “sensibilizar” os motoristas a respeitarem os ciclistas é tentar essa argumentação,o que na maioria das vezes é muito difícil,(já que como “pagadores de IPVA” eles imaginam serem donos da rua),se começamos a brigar demais acaba gerando uma antipatia maior pelo ciclista.È claro que manter um auto controle nesse momento é bem difícil,mas se a gente conseguir quem sabe consigamos conscientizar mais pessoas que sobre uma bicicleta está um ser humano e dentro do carro também.

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  • magoo

    Acho muito bom andar de bike, no final dos anos 80 e parte dos 90 fui trabalhar de bike foram anos indo e vindo ao serviço, naquela época não tinha medo era bem jovem e não ficava pensando no perigo, hoje ando com muito cuidado e fico bem longe dos onibus e caminhões.
    Poderia ser bem diferente pois as ruas deveriam ser prioridade para as bike e não para os carros;

    Mas tudo com educação e gentileza melhora e muito dia a dia.

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  • Marco Notti

    Prezados;

    O melhor a fazer é, se possível, filmar o desrespeito e a placa e denunciar. (Capacetes com câmeras, são muito eficientes.)
    Abordar um estranho pode resultar em merda, você não sabe com quem está lidando. Vc não sabe se a pessoa está armada, se pode encontrá-lo para vingar-se depois.
    Espero um dia poder andar de bike em Sampa, pq desde a última vez que fui atropelado, abandonei de vez a bicicleta.

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  • cristiane

    Tive a oportunidade de andar de bike na Europa,os motoristas qdo passam por um ciclista,diminuem a velocidade e até vao para o acostamento do outro lado da via se for o caso ,esse respeito td acho que mais que punicoes,é incentivado pelo fato q la,tds sao ciclistas,nesse momento ele esta no carro,mas algumas horas ou dias atras esteve numa bike.

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  • Marcos

    Motoristas de onibus, vans e taxistas são os que mais tiram finas de ciclistas. Sempre que isso acontece comigo, paro do lado da janela deles e falo: “Bom dia amigo, da mesma forma que vc esta trabalhando e quer chegar em casa inteiro, eu tb estou indo trabalhar e gostaria de chegar bem no meu serviço, tente tomar mais cuidado com ciclistas, afinal, se fosse um caminhao lento vc teria q trocar de faixa da mesma forma, obrigado e bom dia.” Ninguem nunca me xingou e sempre me respondem com um joinha ou bom dia. Quando vejo ciclistas xingando motoristas, eu sempre falo para tomarem a mesma abordagem que eu.

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  • Rafael

    Este fim de semana “domingo” fui pedalar com uma amiga pela cidade, estávamos nós na Avenida Brigadeiro Faria Lima, próximo ao Shopping Iguatemi, sentido Pinheiros. Íamos pela terceira faixa, deixando a quarta faixa “que é voltada aos ônibus” livre, um motorista de ônibus precisou ir para a terceira faixa pq tinha um carro parado na faixa que é voltada para o ônibus, ficou buzinando insistentemente para mim e para minha amiga, querendo que saíssemos da frente dele, chegando muito perto de nós. Imagina se minha amiga ou eu tivéssemos nos assustado e caído! O motorista tinha passado por cima sem dó.
    Acho que falta consciência, não só dos motoristas, mas da população no geral, se todos respeitassem as leis de trânsito não haveria esse tipo de incidente.

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    • Diogo

      aconteceu a mesma coisa comigo,Rafael, eu estava subindo o cruzamento de uma praça aqui na zona leste de São Paulo na região do Engenheiro Goulart quando um taxista buzinou pra eu sair da frente eu perguntei se ele tava com pressa e ele foi embora e deixou eu falando sozinho……….

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  • Lara

    Sua atitude foi muito legal com o motorista e a dele como você.

    Mas confesso que já estive dos dois lados, sendo motorista de veículo e sendo ciclista, e sei como é complicado a situação no trânsito paulistano.

    Olha oq me aconteceu outro dia:
    Estava de carro, dirigindo numa velocidade baixa para carros (40km) quando dois ciclistas estavam passando a minha esquerda. Na hora já joguei o carro um pouquinho para o outro lado, só que na direita tinha mais um ciclista vindo, que obviamente ficou bem irritado. Bom, esse ciclista se descontrolou e começou a bater no meu carro, eu me distrai para olhar oq estava acontecendo, qdo um daqueles dois ciclistas parou com tudo. Eu tive que parar tbm, claro! (Senao ia acabar atropelando). O ciclista da direita ficou mais bravo ainda, pq ele bateu no meu carro.

    Tive que descer e mostrar pra ele oq estava acontecendo do outro lado!

    Agora veja a minha situação: Tive o carro amassado por um ciclista furioso, e me vi num cerco sem saída. Os ciclistas da esquerda também xingaram qdo eu fui um pouco pra esquerda por causa do ciclista da direita!

    Três ciclistas bravos comigo, numa via onde não tinha espaço para ciclistas. (uma avenida movimentada, mão dupla e sem ciclofaixa).

    Com certeza entendo que um ciclista sempre terá prioridade em cima dos carros, por serem menores e tal. Mas veja, o que eu poderia fazer?

    Nesse caso, acho que faltou um pouco de bom senso da parte deles, em utilizar só um lado da faixa, ou pelo menos arriscar a própria vida no meio de uma avenida movimentada. =/

    O ciclista que amassou meu carro, fez de ruindade, pq ficou irritado, eu tive que arcar com o prejuízo!

    Também ando de bike aos fds e me sinto mal qdo algum veículo passa muito perto! Mas de forma alguma penso em depredar os carros que estão na rua. Não me sinto nesse direito!!

    Tenho ctz que o ciclista não ia gostar se eu amassasse a bike dele e fosse embora, alegando que onde ele estava não era via para ciclista!

    Acho importante saber respeitar o espaço alheio e os bens alheios! Alguns ciclistas pensam que todo o mundo deve parar só para que eles passam, e me desculpem, mas não é bem assim que as coisas funcionam!!

    O direito de um termina, onde começa o do outro!

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  • Dica para os tantos espremidos e ameaçados por ônibus em SP: postar reclamação no site da SPTrans.

    Outro dia não consegui alcançar o ônibus que me fechou. Anotei o número de matrícula do ônibus, o horário e o local. Chegando em casa fiz uma reclamação no site da SPTrans. Uma semana depois me escreveram dizendo que o motorista foi advertido e encaminhado para curso de reciclagem. Fiquei contente de ver que essas coisas funcionam. Não tenho como saber qual vai ser o comportamento do motorista após o curso, mas a SPTrans e a concessionária da linha demonstraram boa vontade, e isso já me deixa bastante contente.

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  • Tiago

    Dá ultima vez que fui argumentar com um motorista sobre a fina que tomei, escutei a seguinte frase dele: ” Eu posso, sou rico!” e lá se foi mais um motorista babaca que quase tentou me matar em via…

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  • Rafael (@mais1rafa)

    Tenho tentado há algum tempo essa abordagem cordial. Mas é impressionante como muita gente recebe qualquer abordagem, mesmo educada, com 4 pedras na mão. Talvez entendam pedante a atitude de ensiná-los, ainda que de forma polida.

    Noutro dia, um cara num JAC novo me cortou propositadamente. Bem, nesses casos não adianta qualquer abordagem. Mesmo assim, encostei do lado dele no semafaro e ele abriu a janela com um “Que é??? Qual o problema?”. Antes que eu falasse qualquer coisa, um casal jovem num i30 (ta, não sei pq menciono a marca, não importa) encostou do lado e acabou (verbalmente) com a raça do cara, “o sr tem que respeitar o ciclista sim!” e o escambal.

    Gostei.

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  • beto

    aqui em Volta Redonda, a gente é fechado por ônibus e carros…ja ouvi até mesmo dizer q rua não é lugar p bicicleta. aqui vc sai d bike e quase morre todo dia. dificil manter a calma sempre. ainda mais quando vc é colocado como um nada, ou um “errado”. pq ta de bike na rua.
    é f………
    mas é isso mesmo

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  • afoletto

    Passamos por uma situação bem parecida no domingo passado, dia 21/10, porém infelizmente a conversa não foi tão boa. Acabou em “xingamentos” e agressões verbais. Infelizmente deveria partir de nós a calma, mas alguns membros do grupo acabaram “estourando” e partiram para agressão verbal, fazendo com que o motorista também nos agredisse verbalmente.
    Vou conversar com os membros do grupo pois nossa atitude tem que ser como a sua, com calma na abordagem, e se o motorista ficar nervoso, deveremos manter nossa calma.
    Abraços
    Parabéns

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  • Tainah

    Aí a gente se pergunta: pq é que as empresas de ônibus não investem na capacitação dos motoristas?
    Pq não dão palestras para alertar?
    Pq não colocam os motoristas para andar de bike um dia pra ver como o outro se sente.

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  • Leonardo

    A percepção dos motoristas de veículos pesados é prejudicada pelo tamanho dos mesmos.

    O que, evidentemente, não absolve de culpa aqueles que os usam como armas.

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  • carlos

    vejo isso todos os dias, é dificil mas se pensarmos isso acontece com todo mundo, sendo de carro, moto ou bike. não sei o que dá pra fazer pra evitar pois ando sempre com o pisca ligado, roupas muito coloridas quase uma arvore de natal então ninguem tem desculpa pra dizer que não viu.
    muitos fazem é de sacanagem mesmo, por isso que não ando a noite, se durante o dia já fazem isto imagine só a noite.

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  • Aron

    Infelizmente nem a própria polícia está preparada, acabo de passar por uma situação muito estranha, eu estava trafegando pela av pres. wilson (sentido centro) e haviam alguns veículos estacionados na faixa da direita sinalizei q iria mudar de faixa e um VECTRA ano 2000 com placa EAJ 5050 passou me jogando para cima dos veículos estacionados para me proteger e também informar o motorista do veículo gritei: 1,5m de distância porra o motorista simplesmente parou o veículo e o passageiro sacou de uma armas já foi perguntando o que tinha falado, espeto e ainda informei que ele estava errado mesmo sendo um policial como o mesmo se identificou

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  • Willian, quero compartilhar uma que aconteceu comigo. Sábado de manhã, motorista no carro, fez a fina, o alcancei no farol (naturalmente). Abri um sorrisão e falei alegremente, “se você tira fina de mim, eu caio!”. Ele pediu desculpa. Passei a infos básicas a ele. Tem dias que dá certo.

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  • eser

    willian, vendo este blog: http://www.china-underground.com/magazine/30-years-of-bikes-in-china ,da pra entender que a bicicleta tinha tomado o posto de meio de transporte mais utilizado, mas devido a renda e melhoria de vida das pessoas ela foi abolida, para dar lugar ao carro como simbolo de status, “bem estar” e posiçao social, mas hoje o inverso está acontecendo, pena que muito lentamente, até mais!!!

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  • Ricardo Laudari Neves

    Willian,

    Você é meu ídolo nessas horas. Além de não ser nada fácil, nem sempre temos a oportunidade de parar junto agi veículo para qualquer tipo de abordagem.

    E, como disse um colega, aqui não é Copenhagen e, portanto, cuidado nunca é demais na hora de abordar um motorista.

    Forte abraço

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  • ciro violin

    Aconteceu comigo :

    Ontem estava terminando meu treino, e num balão onde a preferência era minha, um cara de uma camionete velha e caindo aos pedaços sem condição de trafegar no transito, jogou o carro em cima de mim.

    Desculpa, mas impossível não se irritar.
    Apos nos chocarmos, levemente, eu realmente me irritei e fui pra cima do cara, que se acuou.

    Gritei: “Eu sou mais fraco que vc, a bicicleta é mais fraca que o carro, vc precisa dar preferencia para as bikes.”

    E ele ficou com medo da minha abordagem, pois fui firme e forte.
    Parei o transito.
    Todos buzinavam.

    Mas eu ainda falava: “Respeite o ciclista, respeite o ciclista, respeite o ciclista”, várias e várias vezes.

    A camionete não tinha condição de trafegar, pois o freio não funcionava.
    Quando eu estava na janela dele gritando “respeite o ciclista pelo amor de Deus” , sem querer a camionete se soltou e ele não conseguiu segurar com o freio.
    Minha bike enganchou na camionete e não saia mais.
    Aí foi um p. rolo.

    O cara queria descer do carro pra me agredir…..a sorte era que um policial viu toda a cena e viu que o cara esta errado, e minha bike enganchada no carro, e o cara querendo descer.

    O Policial não teve dúvida, sacou a arma e mandou o cara ir embora, e me protegeu.

    Nem tive como agradecer o policial….tava nervoso….

    Complicado não se exautar.

    Não sei o que é pior.
    Ficar quieto e esse cara da camionete continuar fazendo e desrespeitando o ciclista….

    OU agir, se arriscar, mas mostrar pra ele , na pele, que ele precisa respeitar as biciletas no transito.

    JURO que ele vai se lembrar do episódio de ontem por muito tempo.

    Ele vai se lembrar que o ciclista existe e tenho certeza que ele não vai querer passar pelo mesmo problema de ontem.

    Acho que minha intervenção, ontem, fez o cara da camionete passar a olhar os bikers.

    Pelo menos quero acreditar que minha atitude, mesmo que colocou minha vida em risco, vai fazer bem para outros ciclista…

    Polêmico. O que acha? Thumb up 3 Thumb down 7

    • Paulo

      É… mas pode também acontecer o contrário, e esse motorista querer se vingar em outro ciclista quando estiver em uma rua com pouco movimento e sem policial. Não duvido.

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  • Mauro-SP

    William, parabéns! Mas vc parece estar falando da Dinamarca. Eu tenho usado a bike quase que diariamente para ir ao trabalho, há apenas 3 ou 4 meses. E nesse tão pequeno período já me deparei com uma situação em que eu se eu dispusesse de uma arma, estaria hj atrás das grades e haveria um defunto a mais no IML de S. Paulo. Um sujeito, num Honda City novíssimo, acelerou ao me ver ultrapassar um ônibus, metendo a mão na buzina e tirando uma finíssima de mim… Ele parou no farol na esquina da Rio Grande com a Cons. Rodrigues Alves, em Vila Mariana. Tentei conversar do mesmo jeito que vc relatou. Sabe o que eu ouvi logo de cara: “vc é um bosta! Tá querendo me intimidar , seu filho da puta?” Pois bem, eu disse que bosta e filho da puta era ele…Alguém teria mantido a calma de um sacerdote??? O cara saiu do carro para me bater e só não foi às vias de fato pq eu fiquei imóvel, olhando na cara dele e começaram a gritar a buzinar nos outros carros… Isso me estragou uma semana toda, já que foi às 7 da matina de uma 2a. feira… Bem…respirei fundo e estou empenhado em usar a bike cada vez mais… Mas lembremos: S. Paulo não é Copenhague.

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  • Olha só… esse tópico que é extremamente importante pra nós ciclistas e motoristas…

    Mas ele não chega nem a 1/3 dos comentários do outro tópico que “critica ciclistas”…

    Prq isso? é mais legal falar de quando ciclista está errado do que quando o ciclista está certo?

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  • Sérgio Peixoto

    Infelizmente, “finas” são o que mais ocorre comigo aqui em Fortaleza/CE.
    É um percurso diário de 30km e mesmo assim passo por muitas situações desagradáveis.
    Espero que as pessoas tenham mais consciência!!!

    Ah.. aproveitando, parabéns pelo site.

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  • Ton Rui

    Hoje, cedo indo trabalhar, um caminhoneiro tirou um afina, um susto, parei na janela do carona, no sinal, e comentei, e o sacana ainda tirou um sarrinho, eu disse se ele conhecia o codigo de transito, sobre a distancia minima, eo cara ainda queria ter rasão.Deu voltade de partir pra porrada. Mais ai é melhor respirar fundo, dar uma olhada na cara do jaguara e partir.

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  • Gustavo

    É isso aí! Nem sempre aquele que te ameaça percebe que está te ameaçando.
    E ônibus é bicho grande.
    Parabéns pela presença de espírito, pela educação – que gerou reflexão e produziu mais educação.
    Aproveito de deixo um site que pensa desse jeito:
    É só ser legal! http://esoserlegal.tumblr.com/
    Abraços e parabéns pelo site.

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  • Queria eu ter essa paciência… não consigo fazer isso não, na boa… já tive essa experiência e o motorista me falou que lugar de ciclista era na calçada.. daí já viu né… não prestou! falei mta besteira, ele também… e ficamos todos extressados…

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  • @wcruz segue um vídeo de um atropelamento em Berkeley – EUA ilustra bem o que pode acontecer quando se tira uma fina(no caso foi mais que uma fina).por sorte não houve nada com o ciclista http://youtu.be/h3LatOGCWVc

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  • Aron

    Parabéns pela atitude…até o momento ainda não tive a oportunidade de abordar os veículos que tiraram “fina” de mim…terei essa sua atitude como um exemplo e me quando estiver em situações parecidas

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  • Rosana

    Parabéns pelo auto(ou seria ciclo?)-controle. Já é difícil abordar um estranho sem saber qual será a reação, ainda mais tendo que controlar medo/raiva.

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  • José Fernando

    Queria ter tido essa possibilidade de conversar. O onibus bateu em mim me jogando na calçada e nem parou para socorrer apesar dos pedestres e outros veículos terem o alertado.

    Por sorte não tive nada, apenas escoriações.

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    • eu tive a sorte de ver o ônibus me fechando e ele apenas resvalou no meu braço e por sorte (e experiência) não cheguei a cair … se caio tinha ralado MUITO, estava a pelo menos uns 25km/h qdo isso aconteceu …

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