Fiscalização e multas a motoristas – mas e os ciclistas?

Faixa na região do Paraíso, em São Paulo, em maio de 2012. Pena terem durado apenas algumas semanas. Foto: Michele Mamede

Desde maio de 2012, a CET - Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo - tem fiscalizado e multado motoristas que colocam em risco ciclistas nas ruas. Nos primeiros 11 meses da iniciativa, foram aplicadas 8.844 multas, o que corresponde, em média, a um motorista autuado a cada 55 minutos. E muitos motoristas reclamam, com o argumento de que quem está na bicicleta também deveria ser multado.

Muita gente vê nessa fiscalização um mero revanchismo de quem usa a bicicleta, uma tentativa de punir o motorista pelo simples fato de usar o carro, uma subtração de espaço do automóvel e um cerceamento do direito de quem dirige. Mas a fiscalização de respeito ao ciclista não é nada disso.

Como a Campanha de Proteção ao Pedestre, o objetivo dessa ação é proteger vidas, diminuindo acidentes e mortes. As infrações fiscalizadas – todas! – correspondem a atitudes que colocam em perigo a vida de quem está se deslocando em uma bicicleta. Não são bobagens. Entenda aqui.

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Comportamento de risco

A mecânica de deslocamento do automóvel é muito diferente da bicicleta. E é, por isso mesmo, difícil de ser compreendida por quem não tem o hábito de pedalar nas ruas. Passar perto de outro carro quando se está dirigindo não representa grandes problemas, isso acontece o tempo todo quando ultrapassamos outros veículos. Mas passar perto assim de uma bicicleta muitas vezes faz o ciclista sentir a morte por perto, pois a possibilidade de cair debaixo das rodas do veículo é iminente.

Além dessa diferença, que faz com que muitos motoristas coloquem em risco a vida de ciclistas sem se dar conta, há ainda pessoas de má índole que ameaçam os ciclistas propositalmente com seus carros. Geralmente, são pessoas que acreditam que as ruas são vias exclusivas para automóveis e que as bicicletas não deveriam utilizá-las, punindo os ciclistas que insistem nisso com buzinas, aceleradas, finas e fechadas.

O objetivo da fiscalização não é punir motoristas gratuitamente. As pessoas conscientes, que dirigem seus carros sem ameaçar os demais usuários da via, não têm com o que se preocupar.

Só o que os ciclistas esperam é que possam chegar em casa sem receber nenhuma ameaça de morte pelo caminho. Quem usa a bicicleta também tem alguém esperando em casa.

Mas por que só os motoristas?

Todos sabemos que os desrespeitos às leis de trânsito ocorrem dos dois lados. Tanto motoristas como ciclistas cometem infrações e algumas pessoas o fazem mais que outras.

Por isso, parece injustiça punir apenas os motoristas, afinal ciclistas também cometem infrações. Mas há alguns fortes motivos que tornariam injusto autuar os ciclistas nesse momento, por mais que em uma primeira análise isso pareça coerente. Vamos a eles.

Sensação de insegurança

Certamente, as infrações mais comuns de ciclistas são pedalar nas calçadas, trafegar na contramão e furar o sinal vermelho. E por que essas infrações são cometidas? Longe de endossar esses comportamentos, muito menos incentivá-los (para saber o comportamento que recomendamos, leia aqui), nos prestamos a entender e explicar o que motiva os ciclistas a tê-los.

Pedalar sobre as calçadas é o exemplo mais claro: o ciclista o faz por ter medo de pedalar na rua. Uma bicicleta na calçada não é o problema em si, mas um de seus sintomas. Quando as ruas se tornarem seguras para os ciclistas, eles deixarão naturalmente de usar as calçadas, que são irregulares, interrompidas a cada esquina e com mobiliário urbano dificultando a circulação. O único motivo para usar a calçada é a sensação de segurança que isso dá.

Os ciclistas que trafegam na contramão também o fazem pela sensação de segurança. Vendo os carros se aproximando e podendo desviar deles, o ciclista se sente mais seguro do que se estivessem vindo por trás, podendo supostamente atingi-lo sem que haja oportunidade de reação. Entretanto, essa segurança é ilusória – entenda aqui.

Mas furar o sinal vermelho não parece se aplicar a esse contexto. O que um comportamento de risco como esse tem a ver com segurança? Novamente, é difícil compreender quando não se usa a bicicleta como meio de transporte.

O fato é que, quando o sinal abre, é comum que o carro atrás do ciclista não tenha paciência com sua baixa velocidade. Afinal, na frente dele há um espaço vazio, o que torna um absurdo ter que esperar por aquela bicicleta – mesmo que seja visível um novo congestionamento ali na frente. Nessa situação, é comum o mau motorista acelerar, buzinar, ultrapassar fechando ou tirando uma fina. E é para evitar essa situação de confronto, agressão e grande risco que muitos ciclistas preferem se arriscar a cruzar o sinal antes de abrir.

Há ainda um segundo motivo que leva ciclistas a furarem o sinal: ao fazê-lo, o cidadão que está na bicicleta circulará por pelo menos uma quadra sem um fluxo grande de automóveis ao seu lado. Ele prefere o risco calculado de furar o sinal ao risco imprevisível de um mau motorista colocar-lhe em perigo.

Respeitar as leis de trânsito ainda é perigoso para o ciclista. E nem todos tem o sangue frio necessário para impor seu direito de circulação como veículo, preferindo se comportar como clandestinos, tentando assim diminuir as chances de serem abatidos por quem coloca em risco suas vidas apenas para provar um ponto de vista (geralmente errado).

Quando as ruas se tornarem seguras, os ciclistas seguirão naturalmente as regras de circulação que, então, os protegerão de forma mais perceptível no viário.

Bicicleta nunca foi percebida como veículo

Historicamente, o uso da bicicleta no Brasil sempre foi algo marginal, visto como falta de opção ou comportamento inadequado. A bicicleta sempre foi tratada como um intruso no viário, que foi planejado prioritariamente para os automóveis, tratando pedestres, transporte público e bicicletas como empecilhos à circulação dos carros.

Dentro dessa cultura, propagava-se a ideia de que lugar de bicicleta era nos parques, no máximo nas calçadas. Bicicleta era algo válido como brinquedo, equipamento de lazer ou de prática esportiva. Se o ciclista insistisse em utilizá-la na rua, era instruído a fazê-lo na contramão, para desviar dos carros. Afinal, se rua é lugar de carro e o ciclista é um intruso, ele que arcasse com a responsabilidade de evitar os acidentes, dando passagem para todos os automóveis que encontrasse no caminho, se esgueirando e se escondendo nos cantos, onde não atrapalhasse a fluidez motorizada.

Nossos próprios familiares e amigos – e até os órgãos e agentes de trânsito! – recomendavam a contramão. Para dar um exemplo claro, surgiu em abril de 2012 uma polêmica no Paraná em torno de uma informação disponível no site do Batalhão de Polícia de Trânsito do Estado (BPTran), que dizia que o ciclista deveria trafegar na contramão.

E até hoje, ainda é comum os ciclistas ouvirem “sai da rua”, “vai pra calçada” ou “vai pro parque” de motoristas nas ruas. Com essa marginalização do uso da bicicleta, quem a utiliza em seus deslocamentos nunca se sentiu aceito no viário, passando a se comportar como o clandestino que o convenceram a ser, ignorando as leis que não foram feitas para ele e que o colocam em risco. Esse erro histórico, com resultado comportamental, demora a ser corrigido.

Quando a bicicleta passar a ser aceita nas ruas pelos demais usuários das vias e o poder público passar a tratá-la como o veículo que é, os ciclistas seguirão naturalmente as regras de circulação que, então, perceberão terem sido feitas também para eles.

Educação para o uso das vias

Para poder dirigir um carro ou uma moto é necessário ter aulas práticas e teóricas, além de fazer exames que demonstrarão sua aptidão para fazê-lo. Teoricamente, ele só está na rua dirigindo um veículo que possui um componente de grave risco para todos à sua volta porque se provou apto a isso. Por isso, o motorista pode ser cobrado por esse comportamento.

Para os ciclistas, não há treinamento algum. Poucas pessoas que utilizam a bicicleta sabem realmente quais são seus direitos e deveres nas ruas. Simplesmente porque não aprenderam. Não se pode cobrar um ciclista por um comportamento que ele não aprendeu ser o correto. E essa não é uma situação que se muda da noite para o dia.

O ideal seria termos educação para o trânsito nas escolas, ensinando como funciona o trânsito para quem está em um carro, uma moto, uma bicicleta, a pé ou usando transporte coletivo. Há programas de educação de trânsito para crianças, focando em bicicletas, no Canadá, Estados UnidosAustrália, FrançaReino Unido, Áustria, Dinamarca, Alemanha e Holanda. Recentemente, foi implementado um projeto em escolas da cidade de São Paulo, que pode servir de modelo e precisa ser ampliado para atender cada vez mais crianças, em todo o país.

O vídeo abaixo, legendado em português pelo Vá de Bike, mostra como se dá a educação de trânsito em bicicletas para as crianças na Holanda. Ações desse tipo são comuns no país desde 1935!

Quando os ciclistas forem instruídos sobre seus direitos, deveres e sobre a conduta mais segura nas vias, passarão naturalmente a respeitar as regras de circulação que, então, perceberão serem mais seguras para eles.

Fiscalização a quem oferece maior risco

O Código de Trânsito estabelece, corretamente, hierarquia e prioridade entre os diversos tipos de veículo que utilizam as vias: “em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores”. E isso não é à toa, pois quanto maior o veículo, maior o risco que ele oferece, senão ao seu condutor, a todos os demais usuários das vias públicas.

A não ser em situações, convenhamos, raríssimas, em que um ciclista cruze inadvertidamente a via sem dar chance para os motoristas desviarem, quem pode evitar com mais facilidade uma colisão (na verdade, um atropelamento), é quem dirige o veículo maior. É ele quem está em maior velocidade, é ele que possui o maior peso, a maior capacidade de frenagem, é sua reação que terá a maior chance de evitar a catástrofe. E, fundamentalmente, é ele quem causa o maior dano, portanto passa a ser sua a maior responsabilidade.

Um ciclista passando perto demais de um carro não coloca em risco a vida do motorista. Um ciclista que fecha um automóvel coloca em risco a própria vida. Um ciclista que avança para cima de um carro em movimento para assustar o motorista está claramente colocando a si próprio em perigo. Agora releia as situações deste parágrafo invertendo as posições.

O que se fiscaliza não é apenas uma simples conduta inadequada. É uma situação que pode matar, aleijar, deixar sequelas, destruir a vida de toda uma família, deixar crianças sem pai ou sem mãe. Não são simples infrações, são condutas inadmissíveis, que precisam ser coibidas com todos os meios disponíveis. E, avaliando por esse aspecto, as multas são consequências apenas educativas, ficando bem distantes da punição adequada quando esse comportamento é proposital.

Se você, amigo motorista, aceitar a presença de uma pessoa em bicicleta à sua frente como aceita a presença de uma pessoa em um automóvel, lembrando que sobre aquelas duas rodas se equilibra uma vida, e mudar de faixa ao ultrapassar, não terá que se preocupar nem um pouco com a fiscalização.


123 comentários para Fiscalização e multas a motoristas – mas e os ciclistas?

  • Luiz

    Não é tudo ou nada, não é uma simples questão de certo ou errado, há muito a ponderar. Os ciclistas não estão sempre certos ou errados quando desrespeitam a lei. Cabe a quem acha que estão errados, abrir a mente, se colocar no lugar do outro, para tentar entender, e cabe aos ciclistas admitirem que muitas vezes desrespeitam quando não é necessário (quando é por segurança), por simples comodidade.
    Concordo com os argumentos apresentados nos texto para ciclistas desrespeitarem leis, visando a segurança. Porém, o desrespeito não é válido quando é por comodidade. Isto vale não só para ciclistas, motoristas e pedestres também furam a lei inúmeras vezes por comodidade.
    Sou pedestre, ciclista e motorista, o que me proporciona observar as situações do ponto de vista destes três papéis. Observo diariamente situações em que o desrespeito é feito por segurança ou por comodidade, confesso que a maioria das vezes é por comodidade, de todas as partes, ciclistas, pedestres e motoristas. Cabe observar que, dos três, o motorista tem o maior potencial (massa e velocidade) de causar danos, então é o que deve ter mais responsabilidade e cuidado com relação à segurança. O motorista precisa se policiar para não criar situações de risco, como tirar fina de ciclistas ou pedestres, mesmo que estejam errados, a vida em primeiro lugar.
    Como ciclista ando na rua e procuro evitar ao máximo contra-mão e andar na calçada. Quando não é possível pedalar na rua, é melhor empurrar a bicicleta na calçada, mas quando é possível, devemos andar na rua e ocupar uma faixa e sempre estar bem VISÍVEL. Já levei diversas finas e digo que é uma sensação horrível, com isso até entendo, mas não concordo, porque alguns pedalam na calçada. Acredito que muitas finas são feitas intencionalmente, por maldade, mas muitas outras eu acho que o motorista simplesmente não tem noção do quão perigoso é isto para o ciclista, agem como se fosse outro carro.
    Falando em não ter noção, tem muito ciclista que não tem noção de que pedalar na calçada é errado. Na ponte que atravesso a pé todo dia, cruzo com vários ciclistas na via de pedestre, 95% estão pedalando. Claramente não é uma situação em que estão pedalando na calçada por segurança, poderiam muito bem estar empurrando a bicicleta. Mas estão pedalando porque é mais rápido ou porque é desconfortável ir a pé com a sapatilha. Pode-se notar que alguns nem têm consciência de que estão errados.
    É certo desrespeitar o espaço do próximo, e até mesmo colocar sua segurança em risco, porque é mais cômodo para mim? Isto é egoísmo, é se achar mais importante que os outros. Pense nisto, motorista, ciclista, pedestre, cidadão. Muitos falam em “respeitar para ser respeitado”, está certíssimo, mas não se deve esperar ser respeitado para respeitar, assim não funciona.
    Multar ciclistas também? Sou a favor, mas não sei se é o momento, se já estamos preparados, tanto em estrutura, como em consciência e educação. Deve haver punição, mas também educação, e esta deve vir antes. Deveria ter aula de educação no trânsito e cidadania em geral desde o ensino fundamental.
    Emplacar/licenciar bicicletas? Acho que este não é o caminho, acabaria por desincentivar este meio de transporte tão barato e democrático, as pessoas de baixa renda seriam afetadas drasticamente, parariam de utilizar bicicleta como meio de transporte. Dadas as condições do parágrafo anterior, como multar ciclistas futuramente? Pelo CPF, mas também os pedestres (vide lei do RJ que multa pelo CPF quem joga lixo no chão). Para pessoas de baixa renda, poderia haver distribuição de kits de segurança (ONGs e governo) para deixar as magrelas conforme a lei manda e, acima de tudo, seguras.
    Resumindo, para melhorar a relação entre motoristas, ciclistas e pedestres, cada um deve: respeitar para ser respeitado (na ordem que está escrito); abrir a mente, se colocar no lugar do outro, procurando entender, pois muitas vezes é justificável desrespeitar a lei em prol da segurança; deixar de ser egoísta; investir em educação.
    Para finalizar vou listar três atitudes da maioria dos ciclistas que devem melhorar: Pedalar à noite sem estar visível/sinalizado, às vezes de carro só é possível vê-los quando se está ‘em cima’, quanto mais parecido com uma árvore de Natal, em termos de luzes e refletores, melhor; pedalar na via de pedestre sem necessidade; pedalar no cantinho da faixa, deve ocupar a faixa, por segurança, evita ser espremido.

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  • Ciclo Will

    A matéria é pertinente! Os fatos são evidentes! Foram apontados hipóteses para o cometimento de infrações por parte dos ciclistas! Justificável ou não a melhor alternativa para cada caso: educação, respeito ao próximo e bom senso!

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  • luis coelho

    Por que os ciclistas insistem em trafegar pelas calçadas ameaçados os pedestres, principalmente os mais idosos e as crianças? cobram dos motoristas o respeitos que eles não dão aos pedestres.

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    • Talvez não sejam os mesmos ciclistas, Luis. Não generalize.

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      • Decio de Carvalho

        Acho que ele não generalizou. Se for assim, quando o argumento “ando na calçada por segurança” tbm é generalizar que todos os motoristas não respeitam os ciclistas.
        Vá na USP e veja se os ciclistas respeitam a faixa de pedestres.
        Vá no parque do ibirapuera e veja se quando os ciclistam estão andando fora da faixa exclusiva respeitam os pedestres.
        Inclusive na faixa exclusiva do parque do ibirapuera, nos locais onde a pista esta pintada de vermelho a preferência é do pedestre e posso garantir que 99,99% dos ciclistas não respeitam.

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        • Generalizou sim, Decio. E sua comparação não faz muito sentido. “Andar na calçada por segurança” é consequência do comportamento de *alguns* motoristas, ninguém diz que todos são assassinos. Um único que tente matar um ciclista iniciante uma única vez será motivo para ele não arriscar mais usar a via.

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    • Flavio

      porque de bicicleta na calcada é mais seguro do que na rua com os carros. instinto de sobrevivência humana. não da pra reclamar antes de se construir uma infraestrutura de ciclovias adequada que proporcione um mínimo de seguranca para se pedalar.

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    • Flavio

      Instinto de sobrevivência humana. Muitas dessas pessoas que pedalam nas calcadas são justamente idosos e criancas, porque alí se sentem mais seguras.

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  • Daniel Cortes

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    • Como a rua é feita para todos, até carroceiros (está lá, no Código de Trânsito) minha sugestão é que se façam carrovias. Isso vai proteger todo mundo das “colisões” (que tecnicamente são atropelamentos). Enquanto as carrovias não ficarem prontas, que façam buzinaços, manifestações, usem a mídia para pressionar e andem a pé ou de transporte público (mas só onde houver corredor). ;)

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  • Daniel Cortes

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    • Deslandes

      1- só tem como reivindicar por ciclovias se já houver pessoas pedalando. senão fica dificil justificar a demanda.

      2- “rua é lugar de carro” é um conceito do século passado baseado em uma sociedade “car-centric”. A nossa sociedade moderna atual expressa claramente a vontade da revisão e mudanca deste conceito, afim de tornar as cidades mais amigaveis.

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    • Ciclo Will

      Recomendo-lhe consultar o CTB para poder estar apto a falar com propriedade sobre o assunto.

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    • Elcio Figueiredo

      Rua é lugar das pessoas, não de carro meu amigo.

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  • luis coelho

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    • Felipe

      Caramba acabaram seus argumentos e agora você está tentando ganhar no berro? Cara você é ridículo.
      Você realmente não consegue entender que o texto não está defendendo o uso de calçadas por ciclista mais sim explicando porque ele faz isso? A única forma eficiente de acabar com os ciclistas nas calçadas é entender porque ele faz isso e acabar com o motivo.
      Não adianta ficar berrando como uma criancinha que quer se fazer ouvir, você jamais terá o respeito de alguém agindo desta forma.
      Em todo o texto e na quase totalidade dos comentários todo mundo diz que o ciclista que por medo da rua optar pelo uso da calçada deve acima de tudo prezar pela segurança dos pedestres.
      Não adianta achar que vai ganhar algo na marra, deixa de ser babaca e argumente como gente, ou então fique quieto, ou veja seus esforços de esbravejar sendo completamente ignorados, sem ouvir os argumentos do outro lado você jamais vai avançar em nada na sua vida.

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  • Luciana

    Respeito.
    Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.

    É simples assim!

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    • Felipe

      Luciana, essa frase apesar de batida e repetida a exaustão não é verdade.
      Quer um exemplo? Eu não gostaria de ser tratado como criança, porém isto não significa que eu deva tratar uma criança como um adulto.
      Outro exemplo: eu não gostaria de ser tratado como um deficiente, porém não devo tratar um deficiente como uma pessoa normal e não ceder meu lugar no metrô para ele não é mesmo?
      Portanto isto não deveria ser uma regra, pessoas e situações diferentes devem sim, ser tratadas diferentemente.

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  • JOSÉ MAURÍCIO DA SILVA

    A solução é mais ciclovias, mais ciclofaixas, mais campanhas e sinalização vertical e horizontal, inclusão da bicicleta no treino de aspirantes a motoristas – prática e teórica assim como já é feito na prova de balisas – inclusão obrigatória de questões teóricas sobre bicicletas nas provas do DETRAN e inclusão de uma bicicleta na prova prática para todos os motoristas – vai ter muita gente reprovada, além do que normalmente o é.

    Criação de uma mini-prova para os motoristas – todos – com questões sobre bicicleta na renovação da carteira de motorista que não passaram pelo processo descrito acima. Quem não passar ‘salinha’ de aula nas auto-escolas.

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  • Ignez Costa

    Quem está esquecido nessa discussão é o pedestre que sofre com o desreipeito dos carros (que furam os sinais, não respeitam faixas de pedestre e dirigem em velocidade acima do permitido), sofre com os abusos dos ciclistas que pedalam na calçada e a última novidade onde eu moro são os skatistas que estão fazendo manobras no meio das pessoas que circulam pelas calçadas. Enfim, o que o pedestre deve fazer? Quando começarem a ser atropelados e sofrerem danos físicos, o que não vai demorar muito, quem vai pagar a conta? O ciclista vai sair correndo sem prestar socorro da mesma forma que o motorista do carro faz. É um absurdo o que os ciclistas estão fazendo. Não pensem que eu acho que os motoristas são melhores, longe disse, quase todos são uns inconsequentes e não querem saber de dividir seu espaço com as bicicletas. É uma besteira dizer que os ciclistas pedalam nas calçadas por que se sentem seguros aí, eles o fazem por que é mais simples e prático e não estão nem um pouco interessados em saber se estão prejudicando alguém, como tudo neste nosso Brasil atual o que importa é a vantagem que cada um pessoalmente leve e os outros que se danem. Falta educação em todos os níveis.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 3 Thumb down 6

    • Ignez, reproduzo aqui o lhe respondemos no Facebook:

      A atitude de ciclistas que ameaçam pedestres com seu comportamento é realmente indefensável. Mas pedalar nas calçadas está longe de ser o mais simples e prático: há desníveis, buracos, caixas de correio, lixeiras, orelhões, degraus, pessoas, garagens de onde saem motoristas descuidados e, a cada esquina é preciso parar para ver se não há carros vindo, além de ter que descer e subir o meio-fio. Há muitos motivos para *não* se pedalar nas calçadas, mas, ainda assim, muita gente insiste em fazê-lo, porque realmente não se sentem seguras pedalando nas ruas.

      Pedalar nas calçadas, assim como na contramão, é um erro histórico, estimulado pelo planejamento viário e pela cultura equivocada de que as ruas são feitas apenas para os carros. Não é simples corrigi-lo. Hoje, não há como obrigar um idoso ou uma pessoa transportando uma criança a pedalar na rua, principalmente nas grandes avenidas. Elas continuarão seguindo pelas calçadas até que a rua esteja, de fato, apta a recebê-las.

      Sempre reforçamos que, se o ciclista decidir ir pela calçada, deve dar total prioridade a quem tem o real direito de circulação por ela, parando para dar passagem se for o caso. Veja aqui, no tópico “calçada é para pedestres”, qual a recomendação do Vá de Bike para essa questão: http://vadebike.org/2004/09/dicas-para-o-ciclista-urbano/

      Ademais, como esclarecemos na matéria, não endossamos esse comportamento, muito menos o incentivamos. Mas é preciso entender por que ele acontece para que possamos criar condições para que isso não mais ocorra.

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      • Decio de Carvalho

        Willian.
        O artigo é bem legal, mas poderia ser menos tendencioso.
        O artigo deveria começar informando que existe uma lei de trânsito que inclui a bicicleta e ser muito bem comparado com um moto.
        O exemplo é no ítem “Não fure o sinal”. Pelo que foi escrito, o ciclista pode furar o sinal que esta dentro da lei de trânsito e só precisa tomar cuidado para não ser atropelado.
        O outro exemplo é no ítem “calçada é para pedestres”. Vc deveria escrever desta forma “Se precisar passar pela calçada ou atravessar na faixa de pedestres, desmonte e empurre a bike”. Esta é a lei e da mesma forma que exigimos que os carros mantenham 1,5 metros de distância tbm devemos exigir que não andem de bike na calçada.
        A lei é para todos e devem ser cumprida. A lei não esta correta? Então devemos lutar para mudar a lei.
        Abçs.

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        • Decio, sabemos que dizer “não fure o sinal porque está na lei” não surte o mesmo efeito do que dizer “não fure o sinal porque você pode morrer ou machucar alguém”. O texto não só diz para não furar sinal e não usar as calçadas como explica os motivos, o resto é sua interpretação pessoal do que foi escrito a partir de uma perspectiva com viés. Você está procurando pelo em ovo para desqualificar os artigos do site. Boa sorte. Quando encontrar um problema, falha ou erro reais, avise que iremos corrigir ou adequar conforme necessário. Obrigado.

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    • Rosana

      O ciclista que desrespeita o pedestre na calçada é a mesma pessoa que, ao volante, teria atitudes igualmente agressivas, com consequências piores. Não iria ficar “bonzinho” dirigindo.
      Aqui no DF é muito comum que pedestres façam caminhadas e corridas nas ciclovias, junto dos ciclistas, por não se sentirem ameaçados, uma vez que a bicicleta em si não representa ameaça, mas sim a atitude das pessoas, seja de bicicleta, carro, skate ou mesmo a pé.

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  • Ricardo Diniz

    Boa tarde a todos!
    Inicialmente, gostaria de parabenizar o Willian Cruz, pelo excelente texto, muito sóbrio, e claramente expressando a opinião de quem “luta” para consolidar o ciclismo urbano como uma prática segura e uma grande alternativa para o caos da mobilidade pelo qual passam as grandes cidades brasileiras! Muito importante este canal para o debate saudável de ideias! Precisamos ter consciência de que ninguém é obrigado a concordar com tudo o que disse o Willian, nem podemos querer “impor” nossa opinião para os outros… li alguns comentários “raivosos”, porque não eram aceitas suas opiniões… Também li muitos comentários coerentes, e com opiniões muito interessantes!!!
    Particularmente, não concordo com a totalidade do que foi citado por você Willian, e tentarei expor minha opinião, apesar de não escrever tão bem quanto você…
    Infelizmente, nosso povo ainda precisa melhorar muito nos quesitos educação e consciência coletiva! Somos muito individualistas, e como disseram algumas pessoas acima, só pensamos no nosso “umbigo”…
    O trânsito nas grandes cidades têm se tornado um verdadeiro pesadelo na vida das pessoas! Passamos a maior parte do dia “presos” em congestionamentos, e sempre atrasados, pois na maioria das vezes, não lembramos de considerar o tempo gasto nestes congestionamentos, na hora de sairmos para o trabalho/escola/médico, etc… tudo isso nos deixa estressados e impacientes! Paralelamente, o cidadão brasileiro costuma pensar que ELE é o possuidor de direitos e ninguém pode levar vantagem sobre si! Pensando assim, quando ele vê um ciclista passando tranquilamente por entre os veículos parados naquele interminável engarrafamento, sem estar gastando um centavo com combustível, sem perder um minuto de seu tempo, e “sumindo” de vista, enquanto ele não andou nem 1 metro, a impaciência só aumenta… Peço vênia para fazer uma comparação com os motociclistas. Eles também alegam serem “caçados” pelos motoristas, pelo mesmo motivo de não serem afetados pelos congestionamentos… mas os motociclistas pagam os mesmos tributos que os motoristas (IPVA, DPVAT, LICENCIAMENTO, MULTAS) e mesmo assim são duramente criticados! Sei que logo alguns lembrarão dos “motoqueiros” irresponsáveis, mas eles não são a maioria… Vemos problemas também, e estes mais sérios, envolvendo os ciclomotores (as famosas cinquentinhas), que trafegam como se motocicletas fossem, porém “impunes” como as bicicletas, apesar do nosso CTB, datado de 1987, prever normas de circulação para os 3 tipos de veículos. Existem muitos “lobystas” que preferem manter as mobiletes isentas de registro, pois isto ajuda nas vendas, afinal, não precisa ser habilitado, nem usar capacete para pilotá-las, nem cumprir o que está no CTB!!!!
    Entendo que seria muito importante que nossos governantes regulamentassem a circulação das bicicletas e ciclomotores do tipo mobilete, (ou cinquentinha, como são popularmente conhecidas), para que seus usuários tivessem como exigir, com propriedade, o tratamento de “veículo”, como a maioria aqui gostaria que a bicicleta fosse considerada, não um simples brinquedo…
    Parafraseando um certo herói, “grandes poderes exigem grandes responsabilidades!” Para ser considerada “veículo”, é preciso que sejam respeitadas as normas de circulação que os veículos têm que respeitar, e serem penalizadas em caso de descumprimento das normas. Não concordo que por ser um veículo “frágil”, esteja isento de responsabilidades! O argumento de que o ciclista não daria uma “fechada” num veículo porque ele seria o maior ferido não prospera, ao meu ver, porque ninguém, em sã consciência provoca acidente deliberadamente, mesmo que esteja em uma carreta…(por isso se chama “acidente”). E como já foi citado, o condutor de um automóvel, pode se acidentar gravemente ao tentar desviar seu veículo de um ciclista que tenha avançado um semáforo fechado… As multas são importantes para ajudar a “convencer” o condutor da importância do cumprimento da norma… A parte do corpo humano mais sensível, sem sombra de dúvidas, é o BOLSO!! Lembremos do uso do cinto de segurança: sejamos honestos! Por que usamos o cinto de segurança?? É devido à consciência da importância dele??? E porque no banco traseiro costumamos “esquecê-lo”?? Será que ele perde a importância no banco de traseiro, ou é mais difícil do policial de trânsito perceber que não estamos usando???
    Voltando à bicicleta, seria fácil resolver o problema do registro: bastaria uma norma para o fabricante criar um número de série para a bike (tipo nº de chassi) e associá-lo ao CPF do proprietário, no momento da compra. Esta é minha humilde opinião. Agradeço a atenção, e desejo sucesso e vida longa a todos!! Antes que me esqueça, sou ciclista, motociclista, motorista, e policial de trânsito. Também desejo que os ciclistas conquistem seu espaço, com harmonia e civilidade!

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  • luis coelho

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    • @NunoMorelli

      Meu.. de que adianta argumentar ou esclarecer algo pra alguém que não consegue, propositalmente, enxergar as razões dos demais? Será mesmo que é desprovido de entendimento lógico? E pior.. será que é tão estupidamente preguiçoso ao ponto de sequer ter lido o texto na íntegra, bem como os diversos comentários, pra poder dar pitaco com um mínimo de domínio?

      Não estamos exagerando, estamos num ponto que cada um tem sua parte na discussão, tendo ou não razão, nenhuma opinião deve ser descartada sem antes ser analisada, exceto quando gera ofensa e desconforto geral.

      Faça uma breve análise de suas palavras nas frases acima, dá a entender que você sequer quer saber o que acontece a sua volta e não passa de um baita turrão, com termos repetidos como “…Não ha nada que justifique…”, “…voce é um tremendo cabeça dura com seus argumentos furados…”, bla-bla-blá, etc.

      Com você é “tudo eeeu, tudo eeeu, só eu to certo, sou dono da verdade e vocês são uns bobos, chatos, com cara de pastel”… das duas uma: ou você tem muita idade e parte do pressuposto que não precisa aprender mais nada, ou não passa de um moleque cabaço que ainda não manja “das putaria da vida”… já deu, né luis?

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  • Sim, nós ciclistas urbanos deveríamos responder por nossas infrações no trânsito também embora eu considere que a máxima dos “maiores cuidarem dos menores” deve ser seguida. Abraços deste ciclista urbano de Salvador-BA.

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  • luis coelho

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    • Rosana

      No DF ciclovias estão sendo construídas sistematicamente paralelas a calçadas. Os pedestres, com carrinhos, bengalas (ou não) preferem andar nas ciclovias, por serem um espaço a mais livre de carros, para as pessoas.
      No RJ, com um calçadão à beira-mar à disposição, muitos caminham nas ciclovias.
      Em ambas as cidades não aparentam sentir-se ameaçados, falam ao celular, param para amarrar o sapato, não saem correndo ao ver uma bicicleta… A PRESENÇA do ciclista não representa ameaça, a ATITUDE sim, e o ciclista que tem má atitude o teria se fosse motorista, causando um mal muito maior (por exemplo, o Paulo Pastel dirigindo como pedala…).

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    • Felipe Fernandes

      1- Você é incapaz de entender a diferença entre causa e consequência ou está sendo deliberadamente intelectualmente desonesto?
      Ao escrever que “Uma bicicleta na calçada não é o problema em si, mas um de seus sintomas” ele não está dizendo que tudo bem andar na calçada, mas sim que isto é uma decorrência de outro problema. É como falar que a febre não é o problema de um quadro de infecção, isso não significa que tudo bem ter febre, mas sim que a febre é uma decorrência da infecção. Se você voltar a confundir uma coisa com a outra vai ficar clara a sua desonestidade intelectual.

      2- Dizer que a consequência direta de ruas seguras para ciclistas é a ausência de ciclistas nas calçadas em nenhuma interpretação razoável é igual a dizer que foda-se os pedestres. Esta se quer é possível te dar o benefício da dúvida de incapacidade cognitiva, claramente você foi intelectualmente desonesto.

      3- Esta está no mesmo nível de desonestidade intelectual da 2. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, explicar o que faz o ciclista ir para a calçada em nenhum momento significa dizer que ele está certo em faze-lo, mas sim procura dar um maior entendimento da questão para quem está lendo. Portanto dizer que isso significa dizer que foda-se o pedestre é ridículo e mais ma vez intelectualmente desonesto.

      Usando a sua lógica alguém poderia afirmar que “Calçada não é lugar de bicicleta e pronto!”. Tá certo… os motoristas colocarem propositalmente a vida de ciclistas em risco não é problema do pedestre, então foda-se o ciclista!
      Só que como já te expliquei (mesmo com você fazendo questão de não entender) os riscos a que estão sujeitos os ciclistas ao dividirem espaço com motoristas irresponsáveis é absurdamente maior que os dos pedestres ao dividirem espaço com ciclistas irresponsáveis, e não adianta querer brigar com os números, a quantidade de ciclistas mortos por motoristas é infinitamente maior do que de pedestres mortos por ciclistas.

      Ninguém está brigando pelo direito de andar como bem entender de bicicleta na calçada, mas sim pelo direito de andar de bicicleta na rua sem medo de morrer debaixo de veículo conduzido por um irresponsável que se quer vai pagar por ter te matado, essa é a verdadeira reivindicação dos cicloativistas. E por uma questão de lógica nós consideramos inaceitável a tentativa de obrigar o ciclista a compartilhar a rua enquanto não houver uma mudança no comportamento dos motoristas. E isso não quer dizer foda-se o pedestre mas os números de acidentes deixam inequivocamente claro que para sociedade como um todo é menos pior ter alguns acidentes entre pedestres e ciclistas (que pelos números, estão absurdamente longe de ser o grande risco que o pedestre corre hoje em dia nas nossas ruas) do que ter alguns acidentes entre ciclistas e motoristas.

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  • Paulo

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    • Cícero Soares

      Engraçado como as significações, viajando no tempo, acabam sofrendo tantas mudanças, algumas quase improváveis, não? Quando esperaríamos que a inocente coxinha colasse, décadas atrás, nos nada inocentes gambés (ah, que vem de grampo), depois nos vales-refeições do funcionalismo público e, enfim, nos depreciativos daqueles que pertencem à, hum, classe dominante, burguês, facista, playboy, mauricinho, diferenciado?

      Ah, mas li em algum lugar que hoje nem dependeria mais do espectro ideológico chamar alguém assim, que um coxinha de esquerda seria perfeitamente plausível.

      Mas como eu há muito tempo deixei a flor da juventude para trás, mas com ganhos de discernimento e conhecimento de causa das causas pelas quais vale a pena lutar, além de habilidades maiores em separar o joio (por exemplo, certos egoísmos de juventude mal-resolvidos, e que costumam se esconder por trás dessas causas: “ando com a minha bicicleta onde eu quiser… saltando o que vier pela minha frente”), do trigo, prefiro recriminar ao estilo clássico. E outro tipo de quitute clássico, talvez mais clássico que coxinha, seria?

      Pastel, Paulo, você não passa de um pastel.

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  • Outro dia estava discutindo com um amigo ciclista o perigo de pedalar em ruas e avenidas movimentadas. Particularmente, não tenho essa coragem porque não confio nos motoristas (nem nos amigos e parentes). E é bastante evidente que a questão do ciclista sair da rua e ir para a calçada se deve ao medo de um acidente. Não acho tão ruim a procura por um local seguro como a calçada, mas algumas pessoas não têm discernimento sobre o que estão fazendo.

    Exemplo disso: na avenida Vital Brasil da Zona Oeste de São Paulo não há espaço para bicicletas na rua e muito menos na calçada. Ainda assim, o número de ciclistas aumenta visivelmente. Seguir a opção de percorrer o passeio dos pedestres é uma coisa, e em vários pontos ele tem certa liberdade no local justamente por causa da falta de transeuntes, porém, pedalar onde há um aglomerado de pessoas esperando um ônibus chega a ser indecente. Nesse caso, será que dói tanto assim fazer uma rápida caminhada no meio de tanta gente? É sério, ele perderá menos tempo fazendo isso do que avançando sobre as pessoas. Muitos sequer pedem “licença”. Chato pra caramba.

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  • Rafael

    Mudem pra lá. Credo. Um governo que fiscaliza cada passo do cidadão. E qual a virtude de nao cuspir no chao por medi de multa e nao por educação. Não jogo lixo nao (alias reciclo meu lixo), nao cuspo no chão, dou preferência ao pedestre tanto de carro como de bicicleta, tudo independente de haver multa ou não.

    Ta louco. Multa por falar alto?!

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  • Francisco Antunes

    “Respeitar as leis de trânsito ainda é perigoso para o ciclista.”

    A frase lapidar de todo o texto que resume a situação de quem pedala na cidade.

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    • Silvaninha

      Aqui no Brasil damos o luxo de achar que um fato pode anular o outro! Um ladrão que rouba canetinhas na papelaria é menos ladrão que o que rouba um banco! Por isso ficamos nessa inércia! Sendo coniventes que erros menores, somos coniventes com tudo de errado!

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  • Rafael Rigaud

    Acho que ninguém pode ser multado sem ser ensinado antes.Os motorizados fazem exame psicotécnico,aula teórica,aula prática,e,no fim,o exame.Se eles cometerem erros,pode-se partir do princípio que SABEM que estão errando,já os ciclistas não estão sendo preparados de forma adequada,não podem ser punidos por não terem o conhecimento que não lhes é dado.
    Quando ensinarem NAS ESCOLAS como o ciclista deve atuar no trânsito(sim,NA ESCOLA,já que pra habilitação existe restrição de idade – de 18 anos pra cima -,para andar de bicicleta não existe,então a informação tem que chegar O MAIS CEDO POSSÍVEL pras pessoas,se possível NA INFÂNCIA),talvez dê pra pensar em punir ciclista,já que vai se poder partir do princípio que ele SABE O CERTO e se erra,ERRA POR DESEJAR ERRAR…

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  • Acho que por aqui esta discussão irá muito longe, se não for eterna. Moramos em um país chamado Brasil, reflita, como está a educação? Acho que tudo começa por aí, na educação. Talvez daqui uns 50 anos se a educação melhorar, progredimos.
    Ando de bicicleta desde os 5 anos de idade, hoje tenho 45. Nestes 40 anos perdi muitos amigos em acidentes, tanto de carro como de bicicleta. Uso minha bike nas ruas, consciente e respeitando os meus limites, sim, nós temos limites. Eu paro nos sinais vermelhos, espero todos passarem e quando abre sigo meu caminho. Vejo muitos ciclistas usando capacetes, luzes de alerta e tudo o mais. Parecem conhecer mas quando vejo, muitos passam pelo sinal vermelho e nem respeitam os pedestres que estão naquele momento de atravessar a faixa. Estes ciclistas simplesmente não tiveram uma educação correta durante a vida. Andar na calçada eu? Difícil pois estaria no lugar do pedestre, atrasaria o meu trajeto e colocaria em risco pessoas que a utilizam.
    Acho que faltando a educação certa na formação resulta nisto onde cada um pensa somente no “eu”,defendendo o seu território como se estivesse em uma guerra. Temos de pensar nos outros também. Vivemos todos em um lugar só.
    Uns falam que bike é para andar em parques, estes estão sendo egoístas e pensando em sí só. Não conheçem a pessoa que está na bicicleta e usa ela como transporte. As vezes ela nem tem carro e nem dinheiro para conduções e só a bike como meio de transporte. Já o outro, em seu automóvel é egoísta, teve educação mas não sabe como usar.Vivemos em uma selva de pedra, fiquem atentos!

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  • [...] também não multa os ciclistas que cometem infrações, sugiro a leitura na íntegra do post Fiscalização e multas a motoristas – mas e os ciclistas? do blog Vadebike.org, do colega Willian Cruz. A partir dos argumentos apresentados, o debate [...]

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  • R Dois

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    • Rafael

      R Dois, discordo do seu comentário, pelo seguinte. Você parte do princípio de que o carro tem que ter reservado seu espaço exclusivo na rua. Mas devemos lembrar que a rua é anterior aos carros. Elas não foram construídas para os carros, porque existem bem antes da invenção do automóvel.

      Além disso, é inviável construir ciclovia na cidade toda. Em nenhum país isso foi feito. Mesmo na Holanda e na Dinamarca, os carros convivem com as bicicletas na maioria das ruas. As ciclovias só estão instaladas nas avenidas de maior movimento.
      Abraços.

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      • Carlos

        Desta maneira temos que criar as ciclovias nas cabeças das pessoas. Explicando: através de educação e condicionamento, as pessoas automaticamente respeitar as vias virtuais. Através de uma comunicação constante e ampla e pervasiva. Não vai adiantar comunicação por um curto período de tempo. E, além disto, nós também fazemos parte desta comunicação. Quando encontrar ciclistas ou motoristas, tente apontar a irregularidade. Com ciclistas é fácil, várias vezes abordei ciclistas e comunicar que calçada não é ciclovia, e que se for passar por pedestres, dê preferência a eles, e, ao ultrapassá-los, faça-o desmontado da bicicleta. Educação é para todos, inclusive para nós, ciclistas. Nós temos que aprender a dar o exemplo.

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  • Carlos

    Vemos que quanto mais discutimos, e até mesmo gerando polêmica ( que muitos não gostam ), melhora a nossa compreensão sobre o comportamento da nossa sociedade e usuários das vias públicas. É importante esta discussão. E é importante o registro desta discussão, pois evita repetição desnecessária e melhora o nosso aprendizado.
    Anos após anos, a tendência o pessoal tentar educar na marra, através de soluções legalistas e fiscalizatórias, como forma de tutela. É uma solução cara, ineficaz e lenta.
    Como somos pessoal mais instruídos e de formadores de opinião, acho que temos outras formas de resolver o problema do comportamento dos usuários de vias públicas.
    Temos à nossa disposição, vários instrumentos da internet, devemos saber usar estas ferramentas de forma melhor. Primeiro, nós usarmos estas ferramentas de outras formas. Além das tradicionais fóruns, redes sociais. A prefeitura já tem um SAC na internet ( o de São Paulo pelo menos ) para informar os pontos críticos, e problemáticos e que necessitam de ações. Ferramentas como Bikewise (http://www.bikewise.org/), é uma ferramenta dos EUA, que é perfeitamente possível usar por aqui, pois o mapa não tem fronteiras, … é promovido pelo CBC Cascade Bike Club ( http://www.cascade.org/About/ ) pode ajudar a planejar rotas e identificar problemas que podem levar ações junto à prefeitura, eventualmente, pode levar a gerar alguma lei. É um site colaborativo como a comunidade de ciclistas deve ser. Assim, irá promover um melhor educação ( tanto nossa como a de outros ), melhores informações e melhor planejamento e solicitações para a contraparte pública, melhor educação para todos.

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  • Vamos para a prática. Ando todos os dias de bike em SP e muito, mas muito raramente vejo ciclistas desrespeitarem as regras de trânsito; ao contrário, uma porcentagem considerável de motoristas desrespeitam ciclistas. Portanto nada mais justo do que se enfatizar a fiscalização e multas contra estes.
    Medidas para “reabilitação e conscientização” para ciclistas já está sendo feita com o curso que a CET está promovendo http://vadebike.org/2013/05/curso-para-ciclistas-cet-sao-paulo/

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  • Marcelo

    Gente, acabei nem lendo a matéria toda por uma questão de tempo disponivel. Prometo ler com calma chegando em casa. Mas gostaria de levantar uma questão.. Multar Ciclista não seria injusto se PEDESTRES também fossem multados… Diversas razões pra isso, atravessar fora da faixa e sujar a rua são as infrações mais comuns entre os pedestres também… Isso é uma discussão sem sentido.. o importante é cada um fazer sua parte. Lembrando a nós que pedalamos que furar um semáforo pode implicar em um acidente grave seja com um carro, moto ou mesmo um pedestre. Cautela SEMPRE.

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    • Vale lembrar que atravessar fora da faixa é um direito do cidadão quando a travessia estiver a mais de 50m de distância. Art. 69 do CTB.

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      • Rosana

        E se o motorista não consegue medir a distância de 1,5 m com “exatidão” suponho também não se possa exigir que o pedestre atravesse em uma faixa que fique a, por exemplo, 30 metros, e que muitas vezes nem dá para visualizar.

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  • Sinty

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    • Sinty, você tem quantos anos 5? Porque esse comentário parece coisa de criança, e mimada ainda. Seja adulto e dialogue como gente grande, aponte quais argumentos foram tendenciosos, quais as falácias e se acha que foi imparcial exponha o outro lado, veja por exemplo o comentário da Ligia Marques, ela discorda do texto e foi capaz de expor a ideia dela de forma a contribuir para a discussão. Agora chegar aqui e falar “Eu não gosto de vocês, vocês são feios, bobos e chatos com cara de melão” como foi o seu caso vira briguinha de criança de 5 anos e não ajuda em nada a evoluir o debate.

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    • Guilherme Caldas

      Cliquei pra ler o comentário e me arrependo. Desclicando.

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  • A lei foi feita para todos, ciclista, pedestres ou nao, nao estou dizendo que colocamos vidas em risco mas que para sermos respeitados tb precisamos dar o exemplo, acho que vc esta equivocado sobre meu comentario, alem de que, se batermos em um pedestre com a bike e estivermos sem capacete vamos nos machucar e com certeza machucar bastante o pedestre, nao se esqueça, de uma coisa, brigar pelos nossos direito começa qdo damos o exemplo.

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    • Eu discordo totalmente desta visão de que os ciclistas deveriam primeiro respeitar todas as regras para só depois poder exigir que os outros o façam.
      Exatamente por conta desta diferença que existe no potencial de danos a terceiros é que não acho que brigar por nossos direitos só começa quando damos exemplo.
      Veja bem não estou dizendo que concordo com ou que pratico o desrespeito pelas regras de trânsito, no meu caso é exatamente o contrário sou bem caxias com relação as regras, dou volta no quarteirão para não pegar contramão, paro em farol vermelho, etc…
      Porém não acho isso pré-requisito para exigir que alguém, que caso não obedeça as regras tem grande chance de me matar, obedeça.
      Vou além, as regras que existem hoje são feitas exclusivamente pensando na fluidez dos automóveis, desta forma não acho correto exigir que pedestres e ciclistas as cumpram, no dia que as regras levarem em consideração mais do que a fluidez automotiva tudo bem, mas hoje do jeito que é eu acho que ciclistas e pedestres devem sim desobedece-las.

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    • @NunoMorelli

      Será mesmo, Marcos? Sei não.. olha essa pesquisa, faz favor: http://www.dbike.org/site/index.php/multimidia/blog/119-capacetes-atraem-carros

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  • Saio do Butanta todos os dias para trabalhar de Bike, passo perrengue na Ponte Cidade Universitaria, p/ chegar a Praça Panamericana para pegar a CicloVia da Pedroso de Morais e da Faria Lima, olha a coisa se resume mais no fato real do que em estudos, me chingam quase todos os dias na passagem da ponte C.U, motoristas nao respeitam meus sinais, etc, e isso todo ciclista passa ou sabe, mas digo aos Srs que tb Ciclistas andam como malucos na cilovia, atravessam sinais vermelhos, chingam os proprios ciclistas que estao mais lentos, nao usam capacetes, luvas, andam no meio da via em zig zag sendo que a ciclovia ta ali para servi~los, andam na contramao, etc, entao eu digo, se vao multar os carros, multem tambem ciclistas mal educados, que nao respeitam semaforos, que nao usam capacete, luva, enfim sou um ciclista de 46 anos e sempre andei de Bike, mas a gente reclamar de carros e nao fazer nossa parte é absurdo.

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    • Marcos, você só está esquecendo de uma diferença muito grande que é justamente o que justifica a criação de todo um aparato estatal para coibir os abusos dos motoristas com multas, testes de aptidão, etc…
      O motorista que desrespeita as regras coloca a vida dos OUTROS em risco, já o ciclista coloca a PRÓPRIA vida em risco. São os carros e não as bicicletas os responsáveis pelas 1500 mortes por ano na cidade de São Paulo.
      Portanto ter ciclistas mal educados tornasse um problema ridículo comparado a ter milhares de pessoas morrendo por causa de motoristas mal educados e só faria sentido ter um aparato estatal para tentar coibir os abusos dos ciclistas após termos resolvido a falta de educação assassina dos motoristas.
      PS.: Capacetes e luvas não são equipamento obrigatórios.

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  • David

    O importante é pensar que na Holanda, TODOS os motoristas de carro um dia andaram de bicicleta nas ruas e são capazes de compreender a fragilidade de um ciclista quando está entre os carros, e por esta razão serão zelosos. Bem diferente do que podemos enxergar aqui em diversos comentários, motoristas recalcados que ficam falando sobre ciclistas na calçada serem uma ameaça. No dia que estas pessoas já tiverem tentado pedalar em uma avenida movimentada e perigosa como a Paulista, e compreenderem quão perigoso é pedalar entre os carros, aí eu respeito esta opinião. Até lá, estão falando sem propriedade.
    Em tempo: pedalo na Av. Paulista várias vezes por semana (sim, entre os carros), mas sei na pele o quanto é perigoso. Enquanto não há alternativa segura e decente, não condeno as pessoas menos experientes de andar na calçada, mesmo sendo errado. Jamais falaria para minha mãe de 70 anos pedalar na Av. Paulista porque a calçada é proibida.
    Este é o ponto: não há alternativa segura, e isto é obrigação do governo. Enquanto não ocorre, as pessoas são obrigadas a encontrar seus próprios meios, ainda que não permitidos. É resultado da completa omissão da sociedade neste assunto.

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  • Multa para TODOS!

    Pedestre babacas que passam pela rua embaixo de passarelas pq estão com preguiça de subir nela. MULTA! Não respeitou o farol de pedestre? MULTA

    Ciclistas furando farol? MULTA! Aproveitando o farol de pedestre sem desmontar? MULTA!

    Motorista tirando fina? MULTA! Parando em cima da faixa? MULTA!

    Se todo mundo for fiscalizado e multado acaba o “mas pq ele pode e eu nao?”. Se todo mundo for multado, todos vão lutar pra melhorar a infraestrutura d todos. Desce a canetada em todos os motorista que tirarem fina de ciclista pra ver quem vão ser os primeiros a exigir ciclofaixas/vias…

    Claro que a infraestrutura atual não permite que se cobre tanto em algumas partes, ja que a falta dela impossibilita que se faça o correto, mas onde da pra cobrar (perto de passarelas, perto de ciclovias, perto de faixas de pedestre, em lugares tipicos de tomar uma fina de motoristas) tem q ter fiscalização multando.

    Assim vamos acostumando as pessoas a respeitar as leis e COBRAR por espaços melhores para todos.

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    • PS.: Me locomovo 60% de bike, 20% de carro, 10% de bus e 10% a pé.

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      • Silvaninha

        Cara, isso me fez lembrar de alguns países em que o cidadão se cuspir no chão leva multa, se fumar na calçada leva multa, se falar alto leva multa! Genial! O resultado dessa multaiada toda: O povo com o cu no ponto respeita e a convivência é muito melhor!!!

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    • Não precisa multar todo mundo para acabar com o “mas pq ele pode e eu nao?” basta responder que o pedestre atravessar fora da faixa não coloca a vida dos OUTROS em risco, mas o motorista furar o farol de pedestre sim.
      Você tem o direito de colocar a SUA vida em risco, mas não tem o direito de colocar a vida dos OUTROS em risco. Simples assim!!!

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  • “Pedalar sobre as calçadas é o exemplo mais claro: o ciclista o faz por ter medo de pedalar na rua. Uma bicicleta na calçada não é o problema em si, mas um de seus sintomas. Quando as ruas se tornarem seguras para os ciclistas, eles deixarão naturalmente de usar as calçadas (…)”

    Quer dizer que até lá (quando as ruas se tornarem seguras), os ciclistas continuarão atropelando os pedestres em cima das calçadas?
    Até lá valerá a lei do mais forte?

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    • Celso, em primeiro lugar a incidência de atropelamentos de pedestres por ciclistas nas calçadas é muito pequena. Do jeito que você coloca até parece que vários pedestres estão sendo atropelados por dia por ciclistas nas calçadas.
      Em segundo lugar do ponto de vista de proteção da vida é muito pior um atropelamento de um ciclista por um carro do que de um pedestre por uma bicicleta.

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      • Diego

        Felipe falou tudo, só adiciono um detalhe que poucos comentaram na questão dos ciclistas que por vários motivos se vem forçados a circularem em calçadas….muitas vezes se um ciclista atropelar um pedestre ele pode se machucar tanto ou mais que o próprio pedestre…ao contrario de ser atropelado por um carro..onde somente ele sai machucado!

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  • … Lilian querida. Amei o comentário do Fausto. Aliás todos tem razão mas êle foi o mais concreto nas posições que coloca. Achei a pesquisa fantástica e são pessoas como você, inteligentes,cultas e capazes que fazem a diferênça na mudança de comportamentos das pessoas e icluem aquêles que nem estavam incomodados com coisas tão importantes sairem do comodismo. Promovem a inclusão social também quando coloca o “ser cidadão” como participante do direito de ir e vir. Parabéns meu amor.É assim que se faz. Diálogos são imprecindíveis nas coisas que devemos mudar(leis morais,sociais,cidadania,e, até compaixão… Beijos. tia Célia.

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  • SILVIA OLIVEIRA

    WILLIAN, SO TENHO UMA COISA PRA TE DIZER!

    MANDOU BEM DE NOVO AMIGO!!! TXT INCRIVEL, COERENTE E ESCLARECEDOR!

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  • Valdemir

    Opa Willian ! Valeu! Muito legal e educativo o video! Bem interessante mesmo!
    Porém, infelizmente não dá para comparar nossa cultura, educação, movimentação popular e ativistas que reinvidicam, com a Holanda!
    Já começa pelo tamanho, a Holanda é bem menor que o Brasil todo portanto mais fácil de resolver as coisas rápido,é um pais também muito plano, lá tanto a população como o governo leva as coisas a sério, aqui o povo só é unido quando acontece uma tragédia, demais é cada um vendo seu lado e ponto! Sou brasileiro amo o Brasil, mas é e sempre foi assim! O Brasileiro dificilmente luta pelos seus direitos e quando luta, ou exige como muitos ativistas é através da baderna e bagunça ou a força, que não é a forma correta! Nossos politicos se preocupam mais com leis que rendem $$$$ isto é fato!
    Agora claro que se a gente cruzar os braços e ficar quieto, nunca seremos ouvidos, todo mundo deve e tem o direito de reinvidicar seus direitos, e acredito assim como na Holanda o povo conseguiu um dia conseguiremos, só resta saber quando será este dia e como o governo realizará as reinvidicações com vontade mesmo de verdade ou com aquela velha vontade que já conhecemos bem!
    É continuar pedindo, cobrando de forma responsável e conciente e aguardar para ver !
    Sou totalmente a favor de Ciclovias pra tudo que é lado se possivel sempre ao lado das avenidas e ruas principais de cada cidade, ou faixas protegidas unica e exclusivamente para uso dos Ciclistas também, espero ver este sonho um dia!
    Mas que ainda vai um bom tempo , vai! Só espero que depois da Copa do Mundo aqui no Brasil as coisas não caiam no esquecimento, e projetos não fiquem mofando na gaveta!

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  • Valdemir

    A verdade é que o Brasil está longe de ser uma Holanda, até hoje durante todos estes anos, nunca se conseguiu educar e concientizar o transito, já é dificil uma convivencia pacifica de motorista x motorista x pedestre x motociclista x onibus x taxis e agora x Ciclista !
    A Holanda e outros paises de primeiro mundo, tem uma mobilidade urbana tão maravilhosa, porque já está difundida na cultura deles a anos e que diga-se de passagem é muito superior a nossa, as leis então nem se falam funcionam e a infroestrutura então anos luz da nossa realidade,aqui temos ruas que nem calçada tem para o coitado do pedestre, ruas que nunca foram projetadas para o futuro, para a expansão,asfalto mais remendado que a camera de qualquer bike! além disto a cultura do Brasileiro infelizmente é de individualismo, são poucos que pensam e respeitam o todo, a maioria se contenta em o que esta bom para ele e fim de papo se não esta NEM AI para o outro!
    Esta é que é a verdade, a gente querer, escrever falar como deveria ser é uma coisa, mas não depende só de Governo não depende de um todo que parou no tempo, e agora quer do dia para noite que este tempo seja recuperado, e não é bem assim não!
    O problema do Ciclismo e do transito aqui no Brasil é muito mais profundo que todo mundo imagina!
    A curto prazo resolver esquece a longo prazo talvez!

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  • Luciana

    O texto está irretocável.

    E a Ligia, que enxerga o mundo absolutamente pela ótica distorcida do rodoviarismo, não entendeu uma linha dele.

    A contribuição do pessoal do Vá de Bike está sendo inestimável para o processo de transformação do trânsito brasileiro, que mata por ano muito mais do que qualquer guerra civil no mundo. Misteriosamente, o brasileiro (generalizando!) não se indigna com essa realidade horrorosa.

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    • Morena Flor

      Luciana, não é assim q se dá um debate saudável. Ela não está simplesmente na “ótica do rodoviarismo”(oi?) e sim colocando em pauta os lados do trânsito e q todos merecem ser respeitados e, ao mesmo tempo, devem respeitar, sendo assim, deve haver legislação para TODOS, e concordo plenamente com ela.

      Fragilidade não implica em IMPUNIDADE, se até pedestre pode ser multado, pq ciclista não? direitos e deveres para todos, é assim q se procede em um país sério(q, infelizmente, não é o caso do Brasil)

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  • Carlos

    Por serem, reconhecidamente por todos aqui, como veículos tão diferentes, seria desejável que não precisasse disputar o mesmo espaço que veículos automotores e sim tivesse uma ciclovia separada, com interação mínima, como as calçadas, é assim na maioria dos lugares onde existem. Os riscos de acidentes seriam mínimos e o impacto das bicicletas sobre o trânsito bem pequeno.

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  • guimas

    A campanha para multar motoristas que não respeitam ciclistas não é uma norma qualquer de bons modos no transito, como dar a seta antes de virar, pois há por trás dela uma questão mais séria, de saúde pública. O objetivo é que o motorista tenha com os ciclistas um comportamento diferente de quando costuma disputar espaço com outros carros, pois o ciclista é menos capaz de agir em algumas situações, além de ser muito mais frágil.

    Não se trata de priorizar um meio de locomoção sobre outro ou incentivar o uso da bicicleta (a prefeitura continua se omitindo nesse sentido), mas apenas garantir mais segurança aos ciclistas uma vez que o número deles na cidade está crescendo espontaneamente. É portanto uma medida necessária, mas muitas outras ainda precisam se seguir.

    Sobre o caso do menino de 7 anos que foi atropelado, isso deve ir a julgamento e portanto não quer dizer que o motorista seria automaticamente culpado, pois o juiz também pode achar que parte da culpa foi da família. O objetivo das leis de transito não é julgar, mas educar e talvez diminuir as incidências de fatalidades, o que permanece perfeitamente válido no caso da “nova” norma.

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  • Alex

    Acho que a raiz de todo problema da não aceitação das bikes nas ruas e, paralelamente, das posições de limitação do espaço do pedestre é uma só: a cultura da pressa (como bem mostra aquele desenho famoso do Pateta no trânsito no Youtube). Em qualquer reclamação de motoristas, como ‘esse ciclista fica segurando o trânsito’, ‘tava atrasado e o ciclista não saía da frente’, ‘o pedestre me fez perder o sinal verde’ sempre há por trás a pressa. São os mesmos motoristas que só obedecem a velocidade da via com radares, que pensam que semáforos são faixas de largada, que saem xingando a torto e a direito… A pressa que aumenta a adrenalina e deixa todos no limite da ‘explosão’. Tenho certeza que qualquer um que dirija com calma, obedecendo os limites de velocidade e leis de trânsito, com certeza não se opõe a presença dos ciclistas nas ruas e a validação dos seus direitos. A própria questão do 1,5 pode ser refletida nessa ideia: se não estou com pressa, não me importo de mudar de faixa para ultrapassar o ciclista e, caso a via tenha uma única faixa, não me importo de esperar 5 ou 10 segundos, no máximo, que é o tempo que vou esperar para chegar no próximo cruzamento ou conversão. É a cultura da pressa que nos deixa cegos pra ver que as ruas são feitas pra locomoção e não pra corridas. Nos faz cegos pra entender que numa democracia não só o grupo dos motorizados podem dominar o uso de um espaço urbano (ruas e avenidas) que é mantido com os impostos de todos. É a cultura da pressa que anda de mãos dadas com a cultura do poder e impõe sua lei. Por isso, como já dizia a sabedoria popular: “a pressa é inimiga da perfeição”.

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    • Morena Flor

      “Acho que a raiz de todo problema da não aceitação das bikes nas ruas e, paralelamente, das posições de limitação do espaço do pedestre é uma só: a cultura da pressa”

      Pois é, tá cheio de ciclista apressadinho tirando o espaço dos pedestres na calçada, da mesma maneira q os motoristas do trânsito, qdo furam sinal vermelho em nome da mesma pressa. A chave de tudo isso é EDUCAÇÃO, especialmente a DOMÉSTICA, sem a qual, nada adiantará muito(pra não dizer nada). Já dizia um pensador: Educai os meninos para q não seja necessário punir os homens.

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  • Ssou ciclista (e cicloativista), mas também ando de carro, de onibus e como todos, sou um pedestre.
    Concordo em parte com a afirmação da Ligia, há muitos ciclistas que não tem o mínimo de respeito pelas leis e pelos outros motoristas, são o que nós, ciclistas conscientes, chamamos de ‘pelegos’, pejorativamente.
    Há uma grande divisão entre ciclistas, explicarei-a de forma resumida:
    -> Ciclistas conscientes: tentam seguir as leis e respeitar aos demais quando circulam, apenas desrespeitam a lei quando precisam (por exemplo: pedalar na calçada da Av. 23 de Maio é perfeitamente aceitável, já que não há como disputar com carros em vias rápidas, já que o perigo é grande)
    -> ‘Pelegos’: ciclistas que desrespeitam leis, seja por não conhecerem ou por não quererem. geralmente não tem a mínima noção delas.
    -> Ciclistas ‘de-fim-de-semana’: geralmente buscam apenas o lazer, como a criança que pedala no parque com o pai. Se crescerem e continuarem pedalando, espero que se tornem conscientes.
    Compreendo seu lado pois várias vezes já discuti com ciclistas-pelegos e muitos simplesmente são mau educados e grosseiros, o que também odeio. Por isso eu e meus colegas (ciclistas conscientes) fazemos não só campanhas de conscientização dos motoristas, mas também dos ciclistas.
    Espero que todos que lerem este comentário compreendam a diferença entre um CICLISTA (de verdade) e alguém que SE DIZ um ciclista.
    Obrigado,
    Thomas Wang
    (Bikers Group/Ciclistas SP e Bicicletas em SP e Ciclorrota)

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  • Rafael

    Tenho ouvido muitos comentários nos programas de rádio sobre o 1,5 m. ao ultrapassar, o pessoal não está sabendo que a fiscalização não inclui o artigo do CTB que fala disso (infelizmente).

    Abraços

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  • Mais uma vez parabéns pelo texto, Willian. Acredito que a multa deve ser aplicada com rigor, mas se esta ação for isolada, temo pelo ódio que possa fomentar entre os diferentes modais. Falo isso pois entendo as ruas como um ambiente onde as pessoas manifestam sua forma de pensar, agir, etc. A falta de respeito dos motoristas para com os ciclistas também é vista para com outros motoristas, motociclistas, pedestres, motoristas de ônibus, etc, só que a corda sempre estoura do lado mais fraco, no caso o ciclista, que paga com a vida.
    - Não seria o caso de aplicar a lei e também fazer campanhas de educação?
    - Como será abordado o assunto nas auto-escolas e qual a imoportÂncia do tema na obtenção/renovação da CNH?
    - Existe ou haverá uma preocupação de traffic calming, como é visto atualmente em muitos países?
    - Se o brasileiro é um povo tão gentil e amigável, como isso pode ser visto nas ruas?

    Mais uma vez parabéns ao Willian pelo texto, parabéns ao poder público pela iniciativa, mas ainda aguardo ansiosamente pela mudança de comportamento nas relações humanas, pois acredito piamente que por trás da máquina ainda existe um ser humano.

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  • Bom dia

    Mais uma vez o texto muito equilibrado e sem paixões. Parabenizo o autor e informo que apesar de que aqui, em São Bernarod do campo, so termos 2 quilometros de ciclovias, em contrapartida o Dpto de Trânsito tem com a rede municipal de ensino um projeto de educação,das criança, em um espaço dedicado a este assunto. Ali elas, de bicicleta e triciclos, aprendem as regras de trânsito.

    Abraço

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  • Henrique Neto

    Só tenho uma coisa a dizer:

    Bom senso e principalmente RESPEITO.

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  • Edson Murakami

    Sobre a infração de furar sinal vermelho, gostaria de acrescentar que em cruzamentos onde há semáforo c/ fase p/ travessia de pedestres é bem mais seguro p/ o ciclista cruzar ou fazer conversão à esquerda aproveitando essa fase e sempre atento aos pedestres.

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  • Juliana

    E complementando sou a favor da multa para ambos os lados, sim. Mas acho que até chegarmos a um ponto pelo menos parecido de igualdade nas condições, teremos um longo caminho de educação dos motoristas que deve ser aplicado antes. E porque dos motoristas antes? Na minha visão, pq todos que dirigem carros (inclusive eu!), dirigem um veículo com poder infinitamente maior de causar acidentes graves ou fatais. Em um ambiente de esperança, vamos torcer que essa fase inicial das multas, sirva para conscientizar ambos dos seus direitos e deveres. Motoristas e ciclistas.

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  • EMERSON RIBEIRO

    Uso a bicicleta diariamente para ir ao trabalho, almoçar, retornar do almoço e finalmente regressar para casa. São 28 a 30 km todos os dias. Uso o capacete, luvas e bike tem retrovisor, refletivos nos pedais e rodas, farol e lanterna de led e alforjes. Aqui em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o trânsito talvez possa ser considerado ainda pior que o de São Paulo. Temos uma péssima cultura de “não conceder ultrapassagens” quando informamos com gestos ou setas (qdo. automotor). É circular pela cidade e notar imediatamente. Nas vias mais rápidas, como avenidas de duas ou mais faixas é impossível transitar sem retrovisor. Você é constantemente surpreendido por verdadeiros “projéteis” de quatro rodas (as vezes 6 ou mais rodas) e percebe que a vida não é sequer notada por tantos e tantos motoristas. As vezes tomo atitudes como ocupar uma faixa inteira à direita e quando percebo o veículo mais próximo (daí a ótima utilidade do espelho retrovisor), retorno mais à direita, o que acaba, muitas vezes, obrigando o veículo a distanciar-se de você, mesmo que este esteja retomando sua posição.
    Tomo muitos cuidados, buscando rotas alternativas mais calmas quanto ao tráfego de veículos, principalmente veículos grandes, táxis e microônibus. A idéia negativa, confesso, que faço de muitos motoristas profissionais é que eles não toleram um “esportista oscioso” (pois devem pensar que estamos passeando ou fazendo esportes) e então agem agressivamente e de propósito. Que pena.

    Realmente, a solução é única em todas as esferas do conhecimento humano: E D U C A Ç Ã O.

    Isso se reflete nas salas de aulas, nas empresas, em casa e no trânsito então, parece o local ideal para liberar todas as frustrações, aflições não encaradas.

    Amo bicicletas, entendo-as como uma extenção do corpo humano, prática, barata e só traz benefícios ao ego, a saúde, ao bem estar e tantos outros benefícios. Espero, um dia, poder ver melhores médicos, melhores engenheiros, melhores policiais, melhores motoristas, melhores ciclistas e para isso, precisamos de uma melhor E D U C A Ç Ã O.

    Enquanto isso, tenhamos paciência e muito cuidado redobrado com tudo a nossa volta.

    Abraços a todos pelo o enriquecimento nas maneiras de abordarem o assunto.

    Até,

    Emerson Ribeiro
    Ribeirão Preto – SP

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  • Juliana

    Eu penso (e defendo!) que só teremos uma discussão justa, no dia em que os motoristas forem para as ruas e como ciclistas sentirem na pele sobre o que tanto todo o ciclista reivindica. Hoje sou ciclista/motorista e posso dizer que dirijo de forma muito mais atenta e cuidadosa depois que comecei a pedalar. A discussão fica muito hipotética, quando as pessoas citam leis, situações, etc etc, julgam quando veêm um ciclista na calçada, (por muitas vezes o ciclista está se protegendo de uma rua, ou trecho extremamente perigoso…Ex. Av.Rebouças..SP), mas não imaginam o que eh ser constantemente ameaçado por motoristas impacientes, intolerantes, ou que simplesmente ignoram que uma fina educativa, ou uma fechada, pode significar um acidente grave ou fatal. O dia que esse mesmo motorista for para a rua e aceitar o desafio de se colocar no meu lugar ou de qualquer ciclista de SP, ele com TODA certeza, mudará de opinião. O desafio está lançado.

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  • Rosana

    Quem tem mais direitos tem mais deveres também, ué. Se como ciclista eu tiver pelo menos uma faixa pra pedalar (não precisa ser seis, não precisa ser ciclovia exclusiva), onde estacionar meu veículo com dignidade, políticas públicas voltadas a utilização racional e eficiente do meu meio de transporte, aceito com alegria os deveres correspondentes. Enquanto estivermos engatinhando nesse assunto, vou continuar desmontando pra atravessar na faixa de pedestres, vou usar os equipamentos obrigatórios e também capacete (que não o é, mas prefiro usar), mas pode ser que eu tenha que COMPARTILHAR (palavra mágica)um trecho de calçada ou sair segundos antes de o sinal abrir. Sem por em risco a vida de ninguém, apenas salvaguardando a minha própria, até que chegue o dia em que o cidadão de bicicleta deixe de ser invisível e passe a fazer parte integrante da paisagem.

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    • tiago barufi

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  • Ricardo João

    Excelente texto, Willian! Dá vontade de enquadrar e pendurar na parede! Apenas uma pergunta: como você acha que deveria ser tratada a educação dos ciclistas que já estão em circulação, que não são mais crianças?

    Trabalho numa empresa Holandesa e de fato, faz parte do curriculo do jardim de infância como andar de bicicleta nas ruas naquele país. Lá eles aplicam multas ao ciclista que desrespeita as leis de trânsito. Antes que alguém grite EU SEI QUE É OUTRO CONTEXTO, mas precisamos caminhar nessa direção. Ou seja, passar em cima do aparente benefício de isenção de multas e, como ciclistas, exigir sermos cobrados pelo comportamento que é esperado de nós. Mais uma vez, sei que não é o momento, mas não podemos nos acomodar, pois a transformação deve ser completa para perdurar.

    Pensando nesse contexto, acho meio leviano achar que o ciclista só coloca a vida DELE em perigo quando faz uma asneira no trânsito. É claro que ele está se expondo à um risco enorme, mas se você considerar a REAÇÃO do motorista ao tentar desviar, pode colocar em risco a vida de pessoas em outros carros, motos, pedestres e até outros ciclistas.

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    • Guilherme Caldas

      Multar motoristas que põem em risco a vida do ciclista não é a solução mágica pra tudo, mas é um começo.
      Gente que defende punição aos ciclistas por infrações de trânsito me lembram os defensores da igualdade no caso das cotas raciais.

      E me lembram a frase que atribuíram a um dos ministros do STJ: É o que tem para hoje.

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    • Ricardo João

      Ligia, eu consigo entender sua linha de pensamento e vejo a lógica da sua colocação. Se você viu o vídeo que o Willian postou, você pôde observar que na Holanda as crianças aprendem a andar de bike muito, muito cedo. E sozinhas nas ruas. Isso é porque além das cidades serem menores, o trânsito é mais humano e com velocidade muito menor em função das bicicletas. A velocidade FAZ diferença quando se está freando um ônibus.

      Outra coisa que aparece no vídeo: o treinamento ao se pedalar. CRIANÇAS aprendem isso como aprendem a ler e escrever. Isso reprova, tem recuperação e tudo mais. Mas lembre-se: crianças aprendem a andar de bike, adultos a dirigir carro. O porquê disso foi mostrado por você mesma e muito bem, por “estarem dirigindo um veiculo maior,mais pesado,mais potente,com mais tecnologia”. Assim como você não precisa treinar pedestres, você apenas precisa educar o ciclista.

      Também sou a favor de aplicação a pena de multa para ciclistas e pedestres também, porquê não? Mas há de ser sensato para assumir que apenas agora, em pleno século XXI a gente no Brasil começa a parar na faixa para o pedestre atravessar, que é a coisa mais básica do universo. A natureza não dá saltos, nem qualquer mudança cultural (e o trânsito faz parte dela), mas pode ser catalizada e incentivada. O reconhecimento da bicicleta como veículo legítimo pelas autoridades é algo a ser celebrado, mas é APENAS UM PASSO em direção ao objetivo que espero que esteja claro na cabeça das pessoas que estão promovendo a mudança.

      Estamos muito longe da Holanda de 1935, você não acha ISSO um absurdo?

      PS: Não votei seu comentario negativamente, pois acho muito válido o seu ponto de vista. É exatamente desse diálogo que precisamos, pois num diálogo verdadeiro, ambas as partes estão dispostas a mudar de opinião.

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    • Sergio Melega

      Primeiro, gostaria de parabenizar sua postura gentil em vir debater o assunto de forma amistosa. Devo porém dizer que discordo da tua maneira de ver as coisas. O carro polui, a bike não, o carro faz barulho, a bike, não. O carro ocupa muito espaço na vias andando ou estacionado, a bike sabemos que não. O carro em nada auxilia na saúde das pessoas, a bicicleta faz um bem enorme, etc, etc. Qualquer governo perceberia essa larga vantagem que a bike dá em detrimento do carro. É pavoroso ver vocês motoristas parados na marginal todos os dias, é insano, é doentio. Os carros tomaram lugar das pessoas, calçadas até hoje são reduzidas para alargarem as vias.

      A culpa não é dos pais dessa criança que morreu. A culpa é do governo que tirou a calçada, o parque, a área de lazer dessa criança pra entupir todos os espaços com automóveis. Nossa luta como ciclistas vai além, ela quer recuperar a cidade para as pessoas.

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    • André Pasqualini

      Ligia, eu estudei todas as mortes de ciclistas que ocorreram nos últimos 6 anos e uma coisa posso te garantir. Realmente nem todas as mortes são de responsabilidade dos motoristas. Mas se considerássemos apenas elas, teríamos em São Paulo menos mortes de ciclistas do que em Copenhaguen.

      A maioria das mortes, no mínimo poderiam ter sido evitadas pelo motorista, isso quando a culpa não é toda do motorista. Ciclista totalmente culpado é exceção e não regra. A regra é o motorista imprudente tirar a vida do ciclista.

      Você nunca me verá xingando o motorista que anda em horário de rodizio, ou estaciona na zona azul sem cartão. Colocar as infrações dos ciclistas no mesmo patamar daquelas que colocam outro em risco, isso sim é um absurdo. Ciclista que comete infrações, no máximo incomoda alguns motoristas. Mas motorista infrator pode tirar a vida de alguém, até de outro motorista e é isso que condenamos.

      O texto é maravilhoso, mas se você não quer aceitar aí não tem jeito. Então só peço para fazer a sua parte, pois a cidade esta mudando e muito em breve será raro ver ciclistas cometendo infrações porque elas serão desnecessárias. Você só precisa ter paciencia.

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      • marcelo

        O texto esta excelente. Andre se estudou os acidentes dos ultimos 6 anos deve divulgar todos, pois eh uma informacao relevante para o debate de ciclomobilidade. Colocar todos os dados , gerar graficos, analisar como evitar, etc…

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        • Carlos

          Isso mesmo Marcelo, assim conseguimos ser objetivos quanto aos acidentes. O grande problema é que somente sabemos dos acidentes pela mídia. E a mídia distorce os fatos. Temos que ter um observatório destes acidentes. A exemplo do excelente “Observatório da Imprensa” ( http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ ), tocado pelo Alberto Bins, por falar em imprensa/mídia. Tenho como exemplo a iniciativa da Cascade Club ( http://www.cascade.org/About/ ) que tem uma atitude madura a respeito, e criou o BikeWise ( http://www.bikewise.org/ ) para que todos colaborassem e termos uma coleta mais abrangente dos incidentes. Embora este site até funcione em São Paulo ( pois o mapa é de abrangencia mundial ), é melhor que tenhamos integrados aqui.

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    • Ricardo Laudari

      Ligia,

      Entendo o que você quer dizer, embora sua argumentação seja bastante frágil. Ao longo de sua explanação você discorre sobre o recente caso do menino de 7 anos e, imediatamente, encadeia o pensamento de que quem está na bike “está acima do bem e do mal”. Acaba, dessa forma, associando dois raciocínios baseados na emoção num mesmo parágrafo.

      Primeiro que este caso não é referência. Para todos os outros em que ciclistas adultos são conscientes dos perigos do trânsito, a defesa do texto do Willian é PLENAMENTE válida.

      Pessoalmente, sou contra as infrações dos ciclistas, embora entenda que há motivos, como o texto os apresenta. Agora, punir o condutor da bicicleta que não teve treinamento para tal, só com a bandeira da igualdade a qualquer custo chega a ser uma injustiça.

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    • Fausto

      Eu discordo muito com a igualdade entre os modos. Eles não são iguais, por isso, as regras, deveres, direitos e responsabilidades são diferentes.

      Se todos os modos de deslocamento devessem ser tratados de modo igual, para que calçadas? Coloca todo mundo na rua. Eu ficaria muito feliz de correr a pé a 40km/h junto dos carros. Se eu for muito devagar, deveria ser multado?

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    • Morena Flor

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      • Morena Flor

        Só não apóio o seu texto, Lígia, no q tange a bicicleta com habilitação – até pq, é um veículo relativamente fácil de pilotar… No resto, concordo com vc.

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      • Fernando

        Morena Flor, leia o texto de novo. Não há comparação entre o motivo que leva um motorista a furar sinal vermelho (pressa ou simples mau hábito arraigado, como os imbecis daqui de Manaus que correm pra passar no amarelo e acabam passando no vermelho) e o motivo de ciclistas para cometerem infrações (segurança, ainda que às vezes seja ilusória). Eu mesmo estava voltando do trabalho hoje e passei por uma rua estreita e engarrafada onde não passava uma agulha nem entre os carros nem pelo corredor da direita. Tive que subir na calçada. TIVE que subir. Simples assim. Empurrei a bicicleta enquanto havia pedestres por perto e pedalei na calçada quando não havia mais. Assim que pude, desci pra rua. Porque eu, que faço a maior força pra respeitar as leis, de vez em quando me vejo obrigado a furá-las, mas sempre obedecendo o princípio de cuidar do mais fraco – o pedestre.
        Se um ciclista machucar um pedestre, ele deve ser punido como qualquer um que causa lesão corporal (porque um ciclista MATAR alguém, como um carro mata, acho que beira o impossível) mas nada de punir-nos por coisas erradas que nós somos obrigados a fazer pelos motivos expostos.

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    • Ligia, me responde uma coisa. Você para num semáforo as 3h00 da madrugada, seja lá qual o ponto que você estiver da cidade, ou faz como a maioria dos motoristas, que ao perceber que não vem nenhum carro no outro sentido, fura o vermelho?

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    • luis eustaquio coelho

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      • Luis, o ciclista ir para a calçada é normalmente por medo do que os motoristas vão fazer com ele na rua. Você igualar o respeito que os ciclistas pedem dos motoristas, com a suposta falta de respeito do ciclista de trafegar na calçada é um absurdo por vários motivos, o primeiro deles é o fato de que não são os ciclistas, estejam eles na calçada ou na rua os responsáveis pelas mais de 43.000 morte no trânsito por ano. Segundo o motorista ao jogar o carro em cima do ciclista por achar que ele não tem o direito de andar na rua, ou que está sendo folgado de ocupar o espaço do carro, está não só desrespeitando a lei e o direito de usar a via pública, como também está desrespeitando a vida do ciclista ao coloca-la em risco de forma proposital. Em comparação o motivo do ciclista ir para a calçada é por medo dos motoristas irresponsáveis e/ou mal intencionados. E além disso o risco que um ciclista oferece a um pedestre é infinitamente menor que o risco que os motoristas oferecem a pedestres, ciclistas, motociclistas e outros motoristas.
        Dizer que os ciclistas precisam primeiro respeitar as regras para só depois terem o direito de pedir respeito, é um enorme desrespeito a todas as vítimas de trânsito, não só as 43.000 mortes por ano, mas também as milhares de vítimas sem mortes, ou o motorista passa a entender que a partir do momento que ele se senta atrás do volante é a mesma coisa que andar com uma arma carregada e engatilhada e ele tem a responsabilidade de fazer tudo que seja possível para evitar matar alguém, absolutamente independente da atitude do outro, ou continuaremos sendo um dos campeões de morte no trânsito.

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        • luis coelho

          Calçada não é lugar de bicicletas. Sou pedestre, idoso, e vivo sendo acossado por ciclistas, inclusive ja fui atropelado na calçada,num lugar onde eles não deveriam estar. Se os motoristas não respeitam os ciclista , isto não da direito a eles de desrespeitarem os pedestres. Pedir que ciclistas respeitem as regras e normas de segurança jamais será desrespeito com quer quer que seja. Vejo todos os dias ciclistas fazendo todo tipo de barbaridade no transito e não vejo nenhuma campanha para educa-los. Não sou motorista, não sou ciclista eu sou vítima dos dois que não se respeitam e nem respeitam os outros. O resto é conversa pra boi dormir.

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          • Pedir que ciclistas respeitem as regras, não é desrespeito, e não foi isto que eu disse, eu disse que exigir que eles respeitem as regras para só então aceitar que eles peçam respeito dos motoristas é um absurdo e um desrespeito as milhares de pessoas que estão morrendo porque os motoristas as estão atropelando.
            Como sociedade é infinitamente mais prejudicial o desrespeito do motorista do que o desrespeito do ciclista, e por isso condicionar um ao outro é um absurdo.
            É a velha falacia do “tu quoque”, e como toda falácia é absolutamente inválida como um argumento, e no caso em questão é mais absurda ainda pois nem um “tu quoque” de verdade ela é tendo em vista que um é um desrespeito pela vida e o outro um desrespeito pelo espaço do outro.
            Ninguém está negando que ciclistas usam as calçadas, nem dizendo que é certo, eu mostrei que os motivos dos desrespeitos já são diferentes o suficientes para impedir uma comparação direta, e juntando aos motivos a diferença entre os resultados de cada desrespeito, fica absurdo comparar uma coisa com a outra e mais absurdo ainda condicionar uma coisa a outra.

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          • Luis, você tem toda razão, calçada não é lugar para bicicletas, exceção talvez às crianças. Não estou defendendo o uso das calçadas, estou apenas explicando porque elas são utilizadas e porque continuarão sendo. Nada que se fizer para mudar isso surtirá efeito, nem mesmo multas e apreensões, a única coisa que resolve é tornar os motoristas conscientes de que a bicicleta deve circular nas ruas e que a vida dessas pessoas deve ser preservada. Isso faria naturalmente com que os ciclistas passassem a usar as ruas. Hoje quem faz isso sente sua vida ameaçada e nem todos se sentem seguros para usar os asfalto. Entre correr um risco de morte e desrespeitar alguém sem oferecer um risco no mesmo patamar, a pessoa opta pela segunda opção.

            A título de exemplo, imagine que você vai passar por um trecho de calçada onde toda sua largura é tomada por uma tampa de bueiro que está quebrada e “bamba”, ameaçando virar de lado e te engolindo no buraco: você vai passar mesmo assim, porque afinal “é o certo” e rua não é lugar de pedestre, ou vai passar pelo cantinho da rua, para sua própria segurança?

            Claro que nada disso justifica quem passa rápido pelos pedestres na calçada, fazendo com que as pessoas saiam de sua frente, muitas vezes com carga na bicicleta. Quem insiste em usar a calçada tem que ter a consciência de que está invadindo um espaço que não é seu, que está sendo um intruso e uma ameaça potencial à circulação de outros, e se comportar de maneira que não coloque ninguém em risco, seja circulando devagar e parando para dar preferência a quem está a pé ou, preferencialmente, desmontando da bicicleta. O mesmo vale para atravessar pela faixa de pedestres.

            Sobre campanhas para educar ciclistas, elas existem sim, embora talvez não no formato ou abrangência que você espera. Recentemente foram colocadas faixas pela cidade pedindo que o ciclista respeite os pedestres, como parte da campanha de proteção a estes. Essa campanha também veiculou vários vídeos na internet, alguns deles com ciclistas falando sobre a importância de respeitar o direito de circulação (e por consequência a integridade física) de quem está a pé. No Vá de Bike mesmo incentivamos a condução segura da bicicleta, usando a rua e respeitando o elo mais fraco do trânsito, que é quem está a pé (porque respeito ao pedestre vai muito além de não trafegar na calçada, inclui até mesmo parar antes da faixa onde não há semáforo de travessia).

            Só fiquei curioso pelo trecho que que você diz que ciclistas e motoristas “não se respeitam”. Pode me dar um exemplo de ciclista desrespeitando um motorista e colocando em risco sua vida? Porque só vejo o contrário.

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          • André

            Desculpe, mas você é um tipo de pessoa que a sociedade precisa realmente educar (não é nem reeducar). O que você põe em questão é o seu direito e dane-se a vida dos outros. Viver em sociedade não é isso. E se existe desrespeito ainda, é pura e simplesmente porque existem pessoas que pensam assim, como você.

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        • luis coelho

          Absurdo mesmo é uma pessoa idosa( ou não), senhoras com carrinho de bebê ,deficiente físico com cadeira ou mesmo apoiado em sua bengala ser acossado, atropelado, humilhado por ciclistas irresponsáveis que insistem em trafegar nas calçadas. Calçada não é lugar de bicicletas. Muitos dos que fazem passeatas com suas bicicletas exigindo respeito dos motoristas são os mesmos que correm/trafegam de bicicleta nas calçadas desrespeitando o direito dos pedestres. O que falta mesmo é educação. O motorista não respeita o ciclista que não respeita o pedestre e o pedestre por sua vez atravessa fora da faixa desrespeitando a Lei. Sou pedestre e quero ter o direito de andar nas calçadas sem ciclistas me atormentando.

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          • Phillipe Soares

            Luis, imagine que a calçada fosse reservada somente para CÃES (hipoteticamente) e por isso, você deveria andar na rua, ocupando a faixa da direita, certo? Pois bem, você não só desrespeitaria isso e andaria na rua, como diria: “Eu vou andar na calçada porque é mais seguro, apesar de eu saber que o meu lugar “certo” é andar na rua, na faixa da direita.

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          • Felipe

            Você percebe que quando você usa a frase:

            “Absurdo mesmo é uma pessoa idosa( ou não), senhoras com carrinho de bebê ,deficiente físico com cadeira ou mesmo apoiado em sua bengala ser acossado, atropelado, humilhado por ciclistas irresponsáveis que insistem em trafegar nas calçadas”

            Você está argumentando que isto é mais absurdo do que as mortes provocadas por desrespeito dos motoristas com os ciclistas? Você percebe que está colocando o acossamento, e a humilhação de alguém acima da vida de outro?

            Você fala que:

            “Muitos dos que fazem passeatas com suas bicicletas exigindo respeito dos motoristas são os mesmos que correm/trafegam de bicicleta nas calçadas desrespeitando o direito dos pedestres”

            Porém você não conhece as pessoas que fazem passeatas exigindo respeito, ou você vai me dizer que reconheceu a maioria de ciclistas em algum protesto como sendo os mesmos que você viu agindo dessa forma?

            Dizer que são os mesmos ciclistas não faz com que sejam, se você realmente reconheceu a maioria que estava em um protesto, gostaria que desse os nomes deles ou pelo menos uma descrição, que possibilite a identificação dos mesmos, caso contrário vou ter razão em dizer que você está simplesmente mentindo para tentar provar um ponto.

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        • luis coelho

          O ciclista tem medo do que os motoristas vão fazer com ele no asfalto e vai para a calçada normalmente em alta velocidade(principalmente os entregadores, amedontrar os pedestres principalmente as crianças e os idosos que ao contrario do que voce diz corre risco sim de sérios acidentes , com lesões graves. Quanto a não respeitar os motoristas voce ve isso a toda hora ciclista trafegando na contramão, fazendo ziguezague, rebocando skatistas. Ja vi até ciclista segurando na carroceria de caminhão e de ônibus. Coloca em risco a vida dele e a dos outros irritando os motoristas que derepente tem que se desviar deles ou até mesmo se envolvendo em acidentes provocados pelos ciclistas. Ciclista na calçada amedontra e coloca em risco os pedestres. Calçada NÃO não é lugar de ciclistas.

          Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

          • Regina Magalhães

            Sr. Luis, tirou as palavras de meus teclados! Também não sou motorista, não sou ciclista, não sou skatista. Sou uma jovem mulher com filhos pequenos que já receberam várias “finas” e até xingamentos por parte desse grupo por andar na calçada sem “prestar atenção”. Opa! A calçada não é de prioridade dos pedestres? Eu tenho que dar espaço para os coleguinhas de 4 rodinhas? As coisas acontecem de maneira torta no Brasil! Antes da comoção em prol a vida dos ciclistas, deveriam obrigar a uma espécie de aulinha do Detran e registro das magrelas para que possam ser orientados a respeitar as leis de trânsito (que todos, até pedestres são obrigados a respeitar) e receberem punição em caso de infração grave como correr na calçada, cortar as pessoas e botar a vida dos pedestre em risco! Aliás, nos países desenvovlidos existe a lei do mais fraco e mais forte respectivamente: caminhões, onibus, carros grandes, pequenos, motos, biciclietas, skatistas, patins e pedestres! Aprendam!

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      • Luis, os ciclistas pedalam nas calçadas por medo de pedalar nas ruas. E é por isso que pedem respeito aos motoristas, para não precisarem mais se esconder nas calçadas. Dilema de tostines.

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        • Rafael

          De qualquer modo, o mínimo que qualquer ciclista deve fazer é respeitar os pedestres, não pedalar rápido próximo a eles, não tirar fina! (familiar isso, né?). Em alguns países, é permitido pedalar na calçada até 10 km/h. Não acho uma boa, pq aqui acabaria por excluir o ciclista das faixas de rolamento.

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    • Gabriel

      Parei de ler aqui: “…uma vez que querem sair dos limites dos parques e figurarem como alternativa de transporte… “.

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