Fiscalização e multas a motoristas – mas e os ciclistas?

Faixa na região do Paraíso, em São Paulo, em maio de 2012. Pena terem durado apenas algumas semanas. Foto: Michele Mamede

Desde maio de 2012, a CET - Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo - tem fiscalizado e multado motoristas que colocam em risco ciclistas nas ruas. E muitos motoristas reclamam, com o argumento de que quem está na bicicleta também deveria ser multado.

Muita gente vê nessa fiscalização um mero revanchismo de quem usa a bicicleta, uma tentativa de punir o motorista pelo simples fato de usar o carro, uma subtração de espaço do automóvel e um cerceamento do direito de quem dirige. Mas a fiscalização de respeito ao ciclista não é nada disso.

Como a Campanha de Proteção ao Pedestre, o objetivo dessa ação é proteger vidas, diminuindo acidentes e mortes. As infrações fiscalizadas – todas! – correspondem a atitudes que colocam em perigo a vida de quem está se deslocando em uma bicicleta. Não são bobagens. Entenda aqui.

Leia também
Um motorista é multado por hora
por desrespeito ao ciclista em SP

Por que 1,5m ao ultrapassar
ciclista? Tem espaço pra isso?

O que o Código de Trânsito
diz sobre bicicletas e ciclistas

Por que os ciclistas insistem
em usar as avenidas

Aos amigos e
amigas motoristas

Comportamento de risco

A mecânica de deslocamento do automóvel é muito diferente da bicicleta. E é, por isso mesmo, difícil de ser compreendida por quem não tem o hábito de pedalar nas ruas. Passar perto de outro carro quando se está dirigindo não representa grandes problemas, isso acontece o tempo todo quando ultrapassamos outros veículos. Mas passar perto assim de uma bicicleta muitas vezes faz o ciclista sentir a morte por perto, pois a possibilidade de cair debaixo das rodas do veículo é iminente.

Além dessa diferença, que faz com que muitos motoristas coloquem em risco a vida de ciclistas sem se dar conta, há ainda pessoas de má índole que ameaçam os ciclistas propositalmente com seus carros. Geralmente, são pessoas que acreditam que as ruas são vias exclusivas para automóveis e que as bicicletas não deveriam utilizá-las, punindo os ciclistas que insistem nisso com buzinas, aceleradas, finas e fechadas.

O objetivo da fiscalização não é punir motoristas gratuitamente. As pessoas conscientes, que dirigem seus carros sem ameaçar os demais usuários da via, não têm com o que se preocupar.

Só o que os ciclistas esperam é que possam chegar em casa sem receber nenhuma ameaça de morte pelo caminho. Quem usa a bicicleta também tem alguém esperando em casa.

Mas por que só os motoristas?

Todos sabemos que os desrespeitos às leis de trânsito ocorrem dos dois lados. Tanto motoristas como ciclistas cometem infrações e algumas pessoas o fazem mais que outras.

Por isso, parece injustiça punir apenas os motoristas, afinal ciclistas também cometem infrações. Mas há alguns fortes motivos que tornariam injusto autuar os ciclistas nesse momento, por mais que em uma primeira análise isso pareça coerente. Vamos a eles.

Sensação de insegurança

Certamente, as infrações mais comuns de ciclistas são pedalar nas calçadas, trafegar na contramão e furar o sinal vermelho. E por que essas infrações são cometidas? Longe de endossar esses comportamentos, muito menos incentivá-los (para saber o comportamento que recomendamos, leia aqui), nos prestamos a entender e explicar o que motiva os ciclistas a tê-los.

Pedalar sobre as calçadas é o exemplo mais claro: o ciclista o faz por ter medo de pedalar na rua. Uma bicicleta na calçada não é o problema em si, mas um de seus sintomas. Quando as ruas se tornarem seguras para os ciclistas, eles deixarão naturalmente de usar as calçadas, que são irregulares, interrompidas a cada esquina e com mobiliário urbano dificultando a circulação. O único motivo para usar a calçada é a sensação de segurança que isso dá.

Os ciclistas que trafegam na contramão também o fazem pela sensação de segurança. Vendo os carros se aproximando e podendo desviar deles, o ciclista se sente mais seguro do que se estivessem vindo por trás, podendo supostamente atingi-lo sem que haja oportunidade de reação. Entretanto, essa segurança é ilusória – entenda aqui.

Mas furar o sinal vermelho não parece se aplicar a esse contexto. O que um comportamento de risco como esse tem a ver com segurança? Novamente, é difícil compreender quando não se usa a bicicleta como meio de transporte.

O fato é que, quando o sinal abre, é comum que o carro atrás do ciclista não tenha paciência com sua baixa velocidade. Afinal, na frente dele há um espaço vazio, o que torna um absurdo ter que esperar por aquela bicicleta – mesmo que seja visível um novo congestionamento ali na frente. Nessa situação, é comum o mau motorista acelerar, buzinar, ultrapassar fechando ou tirando uma fina. E é para evitar essa situação de confronto, agressão e grande risco que muitos ciclistas preferem se arriscar a cruzar o sinal antes de abrir.

Há ainda um segundo motivo que leva ciclistas a furarem o sinal: ao fazê-lo, o cidadão que está na bicicleta circulará por pelo menos uma quadra sem um fluxo grande de automóveis ao seu lado. Ele prefere o risco calculado de furar o sinal ao risco imprevisível de um mau motorista colocar-lhe em perigo.

Respeitar as leis de trânsito ainda é perigoso para o ciclista. E nem todos tem o sangue frio necessário para impor seu direito de circulação como veículo, preferindo se comportar como clandestinos, tentando assim diminuir as chances de serem abatidos por quem coloca em risco suas vidas apenas para provar um ponto de vista (geralmente errado).

Quando as ruas se tornarem seguras, os ciclistas seguirão naturalmente as regras de circulação que, então, os protegerão de forma mais perceptível no viário.

Bicicleta nunca foi percebida como veículo

Historicamente, o uso da bicicleta no Brasil sempre foi algo marginal, visto como falta de opção ou comportamento inadequado. A bicicleta sempre foi tratada como um intruso no viário, que foi planejado prioritariamente para os automóveis, tratando pedestres, transporte público e bicicletas como empecilhos à circulação dos carros.

Dentro dessa cultura, propagava-se a ideia de que lugar de bicicleta era nos parques, no máximo nas calçadas. Bicicleta era algo válido como brinquedo, equipamento de lazer ou de prática esportiva. Se o ciclista insistisse em utilizá-la na rua, era instruído a fazê-lo na contramão, para desviar dos carros. Afinal, se rua é lugar de carro e o ciclista é um intruso, ele que arcasse com a responsabilidade de evitar os acidentes, dando passagem para todos os automóveis que encontrasse no caminho, se esgueirando e se escondendo nos cantos, onde não atrapalhasse a fluidez motorizada.

Nossos próprios familiares e amigos – e até os órgãos e agentes de trânsito! – recomendavam a contramão. Para dar um exemplo claro, surgiu em abril de 2012 uma polêmica no Paraná em torno de uma informação disponível no site do Batalhão de Polícia de Trânsito do Estado (BPTran), que dizia que o ciclista deveria trafegar na contramão.

E até hoje, ainda é comum os ciclistas ouvirem “sai da rua”, “vai pra calçada” ou “vai pro parque” de motoristas nas ruas. Com essa marginalização do uso da bicicleta, quem a utiliza em seus deslocamentos nunca se sentiu aceito no viário, passando a se comportar como o clandestino que o convenceram a ser, ignorando as leis que não foram feitas para ele e que o colocam em risco. Esse erro histórico, com resultado comportamental, demora a ser corrigido.

Quando a bicicleta passar a ser aceita nas ruas pelos demais usuários das vias e o poder público passar a tratá-la como o veículo que é, os ciclistas seguirão naturalmente as regras de circulação que, então, perceberão terem sido feitas também para eles.

Educação para o uso das vias

Para poder dirigir um carro ou uma moto é necessário ter aulas práticas e teóricas, além de fazer exames que demonstrarão sua aptidão para fazê-lo. Teoricamente, ele só está na rua dirigindo um veículo que possui um componente de grave risco para todos à sua volta porque se provou apto a isso. Por isso, o motorista pode ser cobrado por esse comportamento.

Para os ciclistas, não há treinamento algum. Poucas pessoas que utilizam a bicicleta sabem realmente quais são seus direitos e deveres nas ruas. Simplesmente porque não aprenderam. Não se pode cobrar um ciclista por um comportamento que ele não aprendeu ser o correto. E essa não é uma situação que se muda da noite para o dia.

O ideal seria termos educação para o trânsito nas escolas, ensinando como funciona o trânsito para quem está em um carro, uma moto, uma bicicleta, a pé ou usando transporte coletivo. Há programas de educação de trânsito para crianças, focando em bicicletas, no Canadá, Estados UnidosAustrália, FrançaReino Unido, Áustria, Dinamarca, Alemanha e Holanda. Recentemente, foi implementado um projeto em escolas da cidade de São Paulo, que pode servir de modelo e precisa ser ampliado para atender cada vez mais crianças, em todo o país.

O vídeo abaixo, legendado em português pelo Vá de Bike, mostra como se dá a educação de trânsito em bicicletas para as crianças na Holanda. Ações desse tipo são comuns no país desde 1935!

Quando os ciclistas forem instruídos sobre seus direitos, deveres e sobre a conduta mais segura nas vias, passarão naturalmente a respeitar as regras de circulação que, então, perceberão serem mais seguras para eles.

Fiscalização a quem oferece maior risco

O Código de Trânsito estabelece, corretamente, hierarquia e prioridade entre os diversos tipos de veículo que utilizam as vias: “em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores”. E isso não é à toa, pois quanto maior o veículo, maior o risco que ele oferece, senão ao seu condutor, a todos os demais usuários das vias públicas.

A não ser em situações, convenhamos, raríssimas, em que um ciclista cruze inadvertidamente a via sem dar chance para os motoristas desviarem, quem pode evitar com mais facilidade uma colisão (na verdade, um atropelamento), é quem dirige o veículo maior. É ele quem está em maior velocidade, é ele que possui o maior peso, a maior capacidade de frenagem, é sua reação que terá a maior chance de evitar a catástrofe. E, fundamentalmente, é ele quem causa o maior dano, portanto passa a ser sua a maior responsabilidade.

Um ciclista passando perto demais de um carro não coloca em risco a vida do motorista. Um ciclista que fecha um automóvel coloca em risco a própria vida. Um ciclista que avança para cima de um carro em movimento para assustar o motorista está claramente colocando a si próprio em perigo. Agora releia as situações deste parágrafo invertendo as posições.

O que se fiscaliza não é apenas uma simples conduta inadequada. É uma situação que pode matar, aleijar, deixar sequelas, destruir a vida de toda uma família, deixar crianças sem pai ou sem mãe. Não são simples infrações, são condutas inadmissíveis, que precisam ser coibidas com todos os meios disponíveis. E, avaliando por esse aspecto, as multas são consequências apenas educativas, ficando bem distantes da punição adequada quando esse comportamento é proposital.

Se você, motorista, aceitar a presença de uma pessoa em bicicleta à sua frente como aceita a presença de uma pessoa em um automóvel, lembrando que sobre aquelas duas rodas se equilibra uma vida e mudando de faixa ao ultrapassar, não terá que se preocupar nem um pouco com a fiscalização.


62 comentários para Fiscalização e multas a motoristas – mas e os ciclistas?

  • [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 24 Thumb down 55

    • Guilherme Caldas

      Multar motoristas que põem em risco a vida do ciclista não é a solução mágica pra tudo, mas é um começo.
      Gente que defende punição aos ciclistas por infrações de trânsito me lembram os defensores da igualdade no caso das cotas raciais.

      E me lembram a frase que atribuíram a um dos ministros do STJ: É o que tem para hoje.

      Comentário bem votado! Thumb up 11 Thumb down 6

    • Ricardo João

      Ligia, eu consigo entender sua linha de pensamento e vejo a lógica da sua colocação. Se você viu o vídeo que o Willian postou, você pôde observar que na Holanda as crianças aprendem a andar de bike muito, muito cedo. E sozinhas nas ruas. Isso é porque além das cidades serem menores, o trânsito é mais humano e com velocidade muito menor em função das bicicletas. A velocidade FAZ diferença quando se está freando um ônibus.

      Outra coisa que aparece no vídeo: o treinamento ao se pedalar. CRIANÇAS aprendem isso como aprendem a ler e escrever. Isso reprova, tem recuperação e tudo mais. Mas lembre-se: crianças aprendem a andar de bike, adultos a dirigir carro. O porquê disso foi mostrado por você mesma e muito bem, por “estarem dirigindo um veiculo maior,mais pesado,mais potente,com mais tecnologia”. Assim como você não precisa treinar pedestres, você apenas precisa educar o ciclista.

      Também sou a favor de aplicação a pena de multa para ciclistas e pedestres também, porquê não? Mas há de ser sensato para assumir que apenas agora, em pleno século XXI a gente no Brasil começa a parar na faixa para o pedestre atravessar, que é a coisa mais básica do universo. A natureza não dá saltos, nem qualquer mudança cultural (e o trânsito faz parte dela), mas pode ser catalizada e incentivada. O reconhecimento da bicicleta como veículo legítimo pelas autoridades é algo a ser celebrado, mas é APENAS UM PASSO em direção ao objetivo que espero que esteja claro na cabeça das pessoas que estão promovendo a mudança.

      Estamos muito longe da Holanda de 1935, você não acha ISSO um absurdo?

      PS: Não votei seu comentario negativamente, pois acho muito válido o seu ponto de vista. É exatamente desse diálogo que precisamos, pois num diálogo verdadeiro, ambas as partes estão dispostas a mudar de opinião.

      Comentário bem votado! Thumb up 33 Thumb down 0

    • Sergio Melega

      Primeiro, gostaria de parabenizar sua postura gentil em vir debater o assunto de forma amistosa. Devo porém dizer que discordo da tua maneira de ver as coisas. O carro polui, a bike não, o carro faz barulho, a bike, não. O carro ocupa muito espaço na vias andando ou estacionado, a bike sabemos que não. O carro em nada auxilia na saúde das pessoas, a bicicleta faz um bem enorme, etc, etc. Qualquer governo perceberia essa larga vantagem que a bike dá em detrimento do carro. É pavoroso ver vocês motoristas parados na marginal todos os dias, é insano, é doentio. Os carros tomaram lugar das pessoas, calçadas até hoje são reduzidas para alargarem as vias.

      A culpa não é dos pais dessa criança que morreu. A culpa é do governo que tirou a calçada, o parque, a área de lazer dessa criança pra entupir todos os espaços com automóveis. Nossa luta como ciclistas vai além, ela quer recuperar a cidade para as pessoas.

      Comentário bem votado! Thumb up 18 Thumb down 4

    • André Pasqualini

      Ligia, eu estudei todas as mortes de ciclistas que ocorreram nos últimos 6 anos e uma coisa posso te garantir. Realmente nem todas as mortes são de responsabilidade dos motoristas. Mas se considerássemos apenas elas, teríamos em São Paulo menos mortes de ciclistas do que em Copenhaguen.

      A maioria das mortes, no mínimo poderiam ter sido evitadas pelo motorista, isso quando a culpa não é toda do motorista. Ciclista totalmente culpado é exceção e não regra. A regra é o motorista imprudente tirar a vida do ciclista.

      Você nunca me verá xingando o motorista que anda em horário de rodizio, ou estaciona na zona azul sem cartão. Colocar as infrações dos ciclistas no mesmo patamar daquelas que colocam outro em risco, isso sim é um absurdo. Ciclista que comete infrações, no máximo incomoda alguns motoristas. Mas motorista infrator pode tirar a vida de alguém, até de outro motorista e é isso que condenamos.

      O texto é maravilhoso, mas se você não quer aceitar aí não tem jeito. Então só peço para fazer a sua parte, pois a cidade esta mudando e muito em breve será raro ver ciclistas cometendo infrações porque elas serão desnecessárias. Você só precisa ter paciencia.

      Comentário bem votado! Thumb up 36 Thumb down 0

      • marcelo

        O texto esta excelente. Andre se estudou os acidentes dos ultimos 6 anos deve divulgar todos, pois eh uma informacao relevante para o debate de ciclomobilidade. Colocar todos os dados , gerar graficos, analisar como evitar, etc…

        Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

        • Carlos

          Isso mesmo Marcelo, assim conseguimos ser objetivos quanto aos acidentes. O grande problema é que somente sabemos dos acidentes pela mídia. E a mídia distorce os fatos. Temos que ter um observatório destes acidentes. A exemplo do excelente “Observatório da Imprensa” ( http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ ), tocado pelo Alberto Bins, por falar em imprensa/mídia. Tenho como exemplo a iniciativa da Cascade Club ( http://www.cascade.org/About/ ) que tem uma atitude madura a respeito, e criou o BikeWise ( http://www.bikewise.org/ ) para que todos colaborassem e termos uma coleta mais abrangente dos incidentes. Embora este site até funcione em São Paulo ( pois o mapa é de abrangencia mundial ), é melhor que tenhamos integrados aqui.

          Thumb up 1 Thumb down 0

    • Ricardo Laudari

      Ligia,

      Entendo o que você quer dizer, embora sua argumentação seja bastante frágil. Ao longo de sua explanação você discorre sobre o recente caso do menino de 7 anos e, imediatamente, encadeia o pensamento de que quem está na bike “está acima do bem e do mal”. Acaba, dessa forma, associando dois raciocínios baseados na emoção num mesmo parágrafo.

      Primeiro que este caso não é referência. Para todos os outros em que ciclistas adultos são conscientes dos perigos do trânsito, a defesa do texto do Willian é PLENAMENTE válida.

      Pessoalmente, sou contra as infrações dos ciclistas, embora entenda que há motivos, como o texto os apresenta. Agora, punir o condutor da bicicleta que não teve treinamento para tal, só com a bandeira da igualdade a qualquer custo chega a ser uma injustiça.

      Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 0

    • Fausto

      Eu discordo muito com a igualdade entre os modos. Eles não são iguais, por isso, as regras, deveres, direitos e responsabilidades são diferentes.

      Se todos os modos de deslocamento devessem ser tratados de modo igual, para que calçadas? Coloca todo mundo na rua. Eu ficaria muito feliz de correr a pé a 40km/h junto dos carros. Se eu for muito devagar, deveria ser multado?

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

    • Morena Flor

      Apoiadíssimo, Lígia. Como veículo, a bicicleta tb deve estar sujeita às leis de trânsito, como qualquer outro. Pensemos pois. Não é pq a bicicleta seria o veículo mais “frágil” de todos(sendo q o pedestre seria a ponta mais frágil disso tudo) q vai ficar sem punição pelas infrações q cometer(saibamos pois q bicicleta não é “santinha” e nem sempre tem razão, tem muito ciclista fazendo barbeiragem por aí e EU MESMA quase fui vítima em VÁRIAS OCASIÕES de ciclista q se acha o dono da rua, só por SE ACHAR o mais fraco – quase já fui atropelada em CALÇADA, FAIXA DE PEDESTRE, etc). Q se faça campanhas pelo compartilhamento da rua, isto é super válido e apóio entusiasticamente. Agora, pretender IMPUNIDADE a ciclista q pisa na bola é demais da conta viu… Motivo pra INFRAÇÃO? NÃO! Ninguém dá razão, por ex, pra motorista, qdo passa sinal vermelho por estar atrasado pro trabalho, pra festinha de aniversário do filho ou pra qualquer outra coisa, mesmo de maior urgência…Ninguém dá razão pra motorista cometer infrações de trânsito, sejam elas quais forem, pelo motivo q for… E assim é com o pedestre, não é só pq é a parte mais frágil do trânsito caótico das cidades q pode atravessar fora da faixa, se jogando na frente dos carros, fazer o q bem entende… pq com ciclista tem q ser diferente? Pq bicicleta é o veículo iluminado q vai trazer a salvação pra a humanidade enlouquecida pelos automóveis? Não, pessoal, as coisas tem q ser pensadas com bom senso. O pedestre na calçada e o q atravessa na faixa de pedestre NÃO TEM NADA A VER com as escolhas q os ciclistas fazem. Se alguém ESCOLHE usar bicicleta como meio de transporte, q lute pelo seu espaço e q ande na linha, sem colocar em risco a integridade física(ou mesmo a vida, acreditem) dos outros, por conta de uma escolha pessoal. Fazer em contrário é EGOÍSMO e não se importar com a vida alheia. Qdo se dirige um veículo qualquer, se dirige por si mesmo e pelos outros(a parte desta equação esquecida por muitos, sejam motoristas, ciclistas, motoqueiros etc…). Meu namorado é ciclista(iniciante ainda, mas tá indo bem viu, hehehe) eu tb já tô quase comprando minha bicicleta, mas não é pq fiz a MINHA escolha q vou sair por aí cometendo infração pra sobreviver… Existem formas MUITO MAIS DIGNAS de sobreviver no trânsito do q colocar em risco pedestres subindo em calçada, dentre outras brincadeiras de mau gosto. Sei q meu comentário terá baixa votação, muuuuitos negativos, mas não tô nem aí, é o q penso, liberdade de expressão tá aí é pra isso mesmo.

      Punição pra motorista q sair da linha e ficar “tirando fino” dos ciclistas de “sacanagem”, fechar ciclistas, etc? SIM!

      Punição pra ciclista q passa sinal vermelho e sobe em calçada, colocando pedestres em risco? SIM!

      Direitos e deveres devem ser DE TODOS, sem distinção.

      Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 10

      • Morena Flor

        Só não apóio o seu texto, Lígia, no q tange a bicicleta com habilitação – até pq, é um veículo relativamente fácil de pilotar… No resto, concordo com vc.

        Thumb up 2 Thumb down 0

    • Ligia, me responde uma coisa. Você para num semáforo as 3h00 da madrugada, seja lá qual o ponto que você estiver da cidade, ou faz como a maioria dos motoristas, que ao perceber que não vem nenhum carro no outro sentido, fura o vermelho?

      Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 1

    • luis eustaquio coelho

      Os ciclistas vivem pedindo respeito aos motoristas mas eles vão para as calçadas e não respeitam os pedestres.

      Thumb up 0 Thumb down 2

      • Luis, o ciclista ir para a calçada é normalmente por medo do que os motoristas vão fazer com ele na rua. Você igualar o respeito que os ciclistas pedem dos motoristas, com a suposta falta de respeito do ciclista de trafegar na calçada é um absurdo por vários motivos, o primeiro deles é o fato de que não são os ciclistas, estejam eles na calçada ou na rua os responsáveis pelas mais de 43.000 morte no trânsito por ano. Segundo o motorista ao jogar o carro em cima do ciclista por achar que ele não tem o direito de andar na rua, ou que está sendo folgado de ocupar o espaço do carro, está não só desrespeitando a lei e o direito de usar a via pública, como também está desrespeitando a vida do ciclista ao coloca-la em risco de forma proposital. Em comparação o motivo do ciclista ir para a calçada é por medo dos motoristas irresponsáveis e/ou mal intencionados. E além disso o risco que um ciclista oferece a um pedestre é infinitamente menor que o risco que os motoristas oferecem a pedestres, ciclistas, motociclistas e outros motoristas.
        Dizer que os ciclistas precisam primeiro respeitar as regras para só depois terem o direito de pedir respeito, é um enorme desrespeito a todas as vítimas de trânsito, não só as 43.000 mortes por ano, mas também as milhares de vítimas sem mortes, ou o motorista passa a entender que a partir do momento que ele se senta atrás do volante é a mesma coisa que andar com uma arma carregada e engatilhada e ele tem a responsabilidade de fazer tudo que seja possível para evitar matar alguém, absolutamente independente da atitude do outro, ou continuaremos sendo um dos campeões de morte no trânsito.

        Thumb up 2 Thumb down 0

      • Luis, os ciclistas pedalam nas calçadas por medo de pedalar nas ruas. E é por isso que pedem respeito aos motoristas, para não precisarem mais se esconder nas calçadas. Dilema de tostines.

        Thumb up 0 Thumb down 0

  • Ricardo João

    Excelente texto, Willian! Dá vontade de enquadrar e pendurar na parede! Apenas uma pergunta: como você acha que deveria ser tratada a educação dos ciclistas que já estão em circulação, que não são mais crianças?

    Trabalho numa empresa Holandesa e de fato, faz parte do curriculo do jardim de infância como andar de bicicleta nas ruas naquele país. Lá eles aplicam multas ao ciclista que desrespeita as leis de trânsito. Antes que alguém grite EU SEI QUE É OUTRO CONTEXTO, mas precisamos caminhar nessa direção. Ou seja, passar em cima do aparente benefício de isenção de multas e, como ciclistas, exigir sermos cobrados pelo comportamento que é esperado de nós. Mais uma vez, sei que não é o momento, mas não podemos nos acomodar, pois a transformação deve ser completa para perdurar.

    Pensando nesse contexto, acho meio leviano achar que o ciclista só coloca a vida DELE em perigo quando faz uma asneira no trânsito. É claro que ele está se expondo à um risco enorme, mas se você considerar a REAÇÃO do motorista ao tentar desviar, pode colocar em risco a vida de pessoas em outros carros, motos, pedestres e até outros ciclistas.

    Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 1

  • Rosana

    Quem tem mais direitos tem mais deveres também, ué. Se como ciclista eu tiver pelo menos uma faixa pra pedalar (não precisa ser seis, não precisa ser ciclovia exclusiva), onde estacionar meu veículo com dignidade, políticas públicas voltadas a utilização racional e eficiente do meu meio de transporte, aceito com alegria os deveres correspondentes. Enquanto estivermos engatinhando nesse assunto, vou continuar desmontando pra atravessar na faixa de pedestres, vou usar os equipamentos obrigatórios e também capacete (que não o é, mas prefiro usar), mas pode ser que eu tenha que COMPARTILHAR (palavra mágica)um trecho de calçada ou sair segundos antes de o sinal abrir. Sem por em risco a vida de ninguém, apenas salvaguardando a minha própria, até que chegue o dia em que o cidadão de bicicleta deixe de ser invisível e passe a fazer parte integrante da paisagem.

    Comentário bem votado! Thumb up 19 Thumb down 0

    • tiago barufi

      [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

      Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 1 Thumb down 12

  • Juliana

    Eu penso (e defendo!) que só teremos uma discussão justa, no dia em que os motoristas forem para as ruas e como ciclistas sentirem na pele sobre o que tanto todo o ciclista reivindica. Hoje sou ciclista/motorista e posso dizer que dirijo de forma muito mais atenta e cuidadosa depois que comecei a pedalar. A discussão fica muito hipotética, quando as pessoas citam leis, situações, etc etc, julgam quando veêm um ciclista na calçada, (por muitas vezes o ciclista está se protegendo de uma rua, ou trecho extremamente perigoso…Ex. Av.Rebouças..SP), mas não imaginam o que eh ser constantemente ameaçado por motoristas impacientes, intolerantes, ou que simplesmente ignoram que uma fina educativa, ou uma fechada, pode significar um acidente grave ou fatal. O dia que esse mesmo motorista for para a rua e aceitar o desafio de se colocar no meu lugar ou de qualquer ciclista de SP, ele com TODA certeza, mudará de opinião. O desafio está lançado.

    Comentário bem votado! Thumb up 10 Thumb down 0

  • EMERSON RIBEIRO

    Uso a bicicleta diariamente para ir ao trabalho, almoçar, retornar do almoço e finalmente regressar para casa. São 28 a 30 km todos os dias. Uso o capacete, luvas e bike tem retrovisor, refletivos nos pedais e rodas, farol e lanterna de led e alforjes. Aqui em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o trânsito talvez possa ser considerado ainda pior que o de São Paulo. Temos uma péssima cultura de “não conceder ultrapassagens” quando informamos com gestos ou setas (qdo. automotor). É circular pela cidade e notar imediatamente. Nas vias mais rápidas, como avenidas de duas ou mais faixas é impossível transitar sem retrovisor. Você é constantemente surpreendido por verdadeiros “projéteis” de quatro rodas (as vezes 6 ou mais rodas) e percebe que a vida não é sequer notada por tantos e tantos motoristas. As vezes tomo atitudes como ocupar uma faixa inteira à direita e quando percebo o veículo mais próximo (daí a ótima utilidade do espelho retrovisor), retorno mais à direita, o que acaba, muitas vezes, obrigando o veículo a distanciar-se de você, mesmo que este esteja retomando sua posição.
    Tomo muitos cuidados, buscando rotas alternativas mais calmas quanto ao tráfego de veículos, principalmente veículos grandes, táxis e microônibus. A idéia negativa, confesso, que faço de muitos motoristas profissionais é que eles não toleram um “esportista oscioso” (pois devem pensar que estamos passeando ou fazendo esportes) e então agem agressivamente e de propósito. Que pena.

    Realmente, a solução é única em todas as esferas do conhecimento humano: E D U C A Ç Ã O.

    Isso se reflete nas salas de aulas, nas empresas, em casa e no trânsito então, parece o local ideal para liberar todas as frustrações, aflições não encaradas.

    Amo bicicletas, entendo-as como uma extenção do corpo humano, prática, barata e só traz benefícios ao ego, a saúde, ao bem estar e tantos outros benefícios. Espero, um dia, poder ver melhores médicos, melhores engenheiros, melhores policiais, melhores motoristas, melhores ciclistas e para isso, precisamos de uma melhor E D U C A Ç Ã O.

    Enquanto isso, tenhamos paciência e muito cuidado redobrado com tudo a nossa volta.

    Abraços a todos pelo o enriquecimento nas maneiras de abordarem o assunto.

    Até,

    Emerson Ribeiro
    Ribeirão Preto – SP

    Comentário bem votado! Thumb up 13 Thumb down 0

  • Juliana

    E complementando sou a favor da multa para ambos os lados, sim. Mas acho que até chegarmos a um ponto pelo menos parecido de igualdade nas condições, teremos um longo caminho de educação dos motoristas que deve ser aplicado antes. E porque dos motoristas antes? Na minha visão, pq todos que dirigem carros (inclusive eu!), dirigem um veículo com poder infinitamente maior de causar acidentes graves ou fatais. Em um ambiente de esperança, vamos torcer que essa fase inicial das multas, sirva para conscientizar ambos dos seus direitos e deveres. Motoristas e ciclistas.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Edson Murakami

    Sobre a infração de furar sinal vermelho, gostaria de acrescentar que em cruzamentos onde há semáforo c/ fase p/ travessia de pedestres é bem mais seguro p/ o ciclista cruzar ou fazer conversão à esquerda aproveitando essa fase e sempre atento aos pedestres.

    Thumb up 2 Thumb down 4

  • Henrique Neto

    Só tenho uma coisa a dizer:

    Bom senso e principalmente RESPEITO.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Bom dia

    Mais uma vez o texto muito equilibrado e sem paixões. Parabenizo o autor e informo que apesar de que aqui, em São Bernarod do campo, so termos 2 quilometros de ciclovias, em contrapartida o Dpto de Trânsito tem com a rede municipal de ensino um projeto de educação,das criança, em um espaço dedicado a este assunto. Ali elas, de bicicleta e triciclos, aprendem as regras de trânsito.

    Abraço

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Mais uma vez parabéns pelo texto, Willian. Acredito que a multa deve ser aplicada com rigor, mas se esta ação for isolada, temo pelo ódio que possa fomentar entre os diferentes modais. Falo isso pois entendo as ruas como um ambiente onde as pessoas manifestam sua forma de pensar, agir, etc. A falta de respeito dos motoristas para com os ciclistas também é vista para com outros motoristas, motociclistas, pedestres, motoristas de ônibus, etc, só que a corda sempre estoura do lado mais fraco, no caso o ciclista, que paga com a vida.
    - Não seria o caso de aplicar a lei e também fazer campanhas de educação?
    - Como será abordado o assunto nas auto-escolas e qual a imoportÂncia do tema na obtenção/renovação da CNH?
    - Existe ou haverá uma preocupação de traffic calming, como é visto atualmente em muitos países?
    - Se o brasileiro é um povo tão gentil e amigável, como isso pode ser visto nas ruas?

    Mais uma vez parabéns ao Willian pelo texto, parabéns ao poder público pela iniciativa, mas ainda aguardo ansiosamente pela mudança de comportamento nas relações humanas, pois acredito piamente que por trás da máquina ainda existe um ser humano.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Rafael

    Tenho ouvido muitos comentários nos programas de rádio sobre o 1,5 m. ao ultrapassar, o pessoal não está sabendo que a fiscalização não inclui o artigo do CTB que fala disso (infelizmente).

    Abraços

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Ssou ciclista (e cicloativista), mas também ando de carro, de onibus e como todos, sou um pedestre.
    Concordo em parte com a afirmação da Ligia, há muitos ciclistas que não tem o mínimo de respeito pelas leis e pelos outros motoristas, são o que nós, ciclistas conscientes, chamamos de ‘pelegos’, pejorativamente.
    Há uma grande divisão entre ciclistas, explicarei-a de forma resumida:
    -> Ciclistas conscientes: tentam seguir as leis e respeitar aos demais quando circulam, apenas desrespeitam a lei quando precisam (por exemplo: pedalar na calçada da Av. 23 de Maio é perfeitamente aceitável, já que não há como disputar com carros em vias rápidas, já que o perigo é grande)
    -> ‘Pelegos’: ciclistas que desrespeitam leis, seja por não conhecerem ou por não quererem. geralmente não tem a mínima noção delas.
    -> Ciclistas ‘de-fim-de-semana’: geralmente buscam apenas o lazer, como a criança que pedala no parque com o pai. Se crescerem e continuarem pedalando, espero que se tornem conscientes.
    Compreendo seu lado pois várias vezes já discuti com ciclistas-pelegos e muitos simplesmente são mau educados e grosseiros, o que também odeio. Por isso eu e meus colegas (ciclistas conscientes) fazemos não só campanhas de conscientização dos motoristas, mas também dos ciclistas.
    Espero que todos que lerem este comentário compreendam a diferença entre um CICLISTA (de verdade) e alguém que SE DIZ um ciclista.
    Obrigado,
    Thomas Wang
    (Bikers Group/Ciclistas SP e Bicicletas em SP e Ciclorrota)

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Alex

    Acho que a raiz de todo problema da não aceitação das bikes nas ruas e, paralelamente, das posições de limitação do espaço do pedestre é uma só: a cultura da pressa (como bem mostra aquele desenho famoso do Pateta no trânsito no Youtube). Em qualquer reclamação de motoristas, como ‘esse ciclista fica segurando o trânsito’, ‘tava atrasado e o ciclista não saía da frente’, ‘o pedestre me fez perder o sinal verde’ sempre há por trás a pressa. São os mesmos motoristas que só obedecem a velocidade da via com radares, que pensam que semáforos são faixas de largada, que saem xingando a torto e a direito… A pressa que aumenta a adrenalina e deixa todos no limite da ‘explosão’. Tenho certeza que qualquer um que dirija com calma, obedecendo os limites de velocidade e leis de trânsito, com certeza não se opõe a presença dos ciclistas nas ruas e a validação dos seus direitos. A própria questão do 1,5 pode ser refletida nessa ideia: se não estou com pressa, não me importo de mudar de faixa para ultrapassar o ciclista e, caso a via tenha uma única faixa, não me importo de esperar 5 ou 10 segundos, no máximo, que é o tempo que vou esperar para chegar no próximo cruzamento ou conversão. É a cultura da pressa que nos deixa cegos pra ver que as ruas são feitas pra locomoção e não pra corridas. Nos faz cegos pra entender que numa democracia não só o grupo dos motorizados podem dominar o uso de um espaço urbano (ruas e avenidas) que é mantido com os impostos de todos. É a cultura da pressa que anda de mãos dadas com a cultura do poder e impõe sua lei. Por isso, como já dizia a sabedoria popular: “a pressa é inimiga da perfeição”.

    Thumb up 1 Thumb down 0

    • Morena Flor

      “Acho que a raiz de todo problema da não aceitação das bikes nas ruas e, paralelamente, das posições de limitação do espaço do pedestre é uma só: a cultura da pressa”

      Pois é, tá cheio de ciclista apressadinho tirando o espaço dos pedestres na calçada, da mesma maneira q os motoristas do trânsito, qdo furam sinal vermelho em nome da mesma pressa. A chave de tudo isso é EDUCAÇÃO, especialmente a DOMÉSTICA, sem a qual, nada adiantará muito(pra não dizer nada). Já dizia um pensador: Educai os meninos para q não seja necessário punir os homens.

      Thumb up 1 Thumb down 0

  • guimas

    A campanha para multar motoristas que não respeitam ciclistas não é uma norma qualquer de bons modos no transito, como dar a seta antes de virar, pois há por trás dela uma questão mais séria, de saúde pública. O objetivo é que o motorista tenha com os ciclistas um comportamento diferente de quando costuma disputar espaço com outros carros, pois o ciclista é menos capaz de agir em algumas situações, além de ser muito mais frágil.

    Não se trata de priorizar um meio de locomoção sobre outro ou incentivar o uso da bicicleta (a prefeitura continua se omitindo nesse sentido), mas apenas garantir mais segurança aos ciclistas uma vez que o número deles na cidade está crescendo espontaneamente. É portanto uma medida necessária, mas muitas outras ainda precisam se seguir.

    Sobre o caso do menino de 7 anos que foi atropelado, isso deve ir a julgamento e portanto não quer dizer que o motorista seria automaticamente culpado, pois o juiz também pode achar que parte da culpa foi da família. O objetivo das leis de transito não é julgar, mas educar e talvez diminuir as incidências de fatalidades, o que permanece perfeitamente válido no caso da “nova” norma.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Carlos

    Por serem, reconhecidamente por todos aqui, como veículos tão diferentes, seria desejável que não precisasse disputar o mesmo espaço que veículos automotores e sim tivesse uma ciclovia separada, com interação mínima, como as calçadas, é assim na maioria dos lugares onde existem. Os riscos de acidentes seriam mínimos e o impacto das bicicletas sobre o trânsito bem pequeno.

    Thumb up 1 Thumb down 3

  • Luciana

    O texto está irretocável.

    E a Ligia, que enxerga o mundo absolutamente pela ótica distorcida do rodoviarismo, não entendeu uma linha dele.

    A contribuição do pessoal do Vá de Bike está sendo inestimável para o processo de transformação do trânsito brasileiro, que mata por ano muito mais do que qualquer guerra civil no mundo. Misteriosamente, o brasileiro (generalizando!) não se indigna com essa realidade horrorosa.

    Thumb up 3 Thumb down 1

    • Morena Flor

      Luciana, não é assim q se dá um debate saudável. Ela não está simplesmente na “ótica do rodoviarismo”(oi?) e sim colocando em pauta os lados do trânsito e q todos merecem ser respeitados e, ao mesmo tempo, devem respeitar, sendo assim, deve haver legislação para TODOS, e concordo plenamente com ela.

      Fragilidade não implica em IMPUNIDADE, se até pedestre pode ser multado, pq ciclista não? direitos e deveres para todos, é assim q se procede em um país sério(q, infelizmente, não é o caso do Brasil)

      Thumb up 4 Thumb down 3

  • Valdemir

    A verdade é que o Brasil está longe de ser uma Holanda, até hoje durante todos estes anos, nunca se conseguiu educar e concientizar o transito, já é dificil uma convivencia pacifica de motorista x motorista x pedestre x motociclista x onibus x taxis e agora x Ciclista !
    A Holanda e outros paises de primeiro mundo, tem uma mobilidade urbana tão maravilhosa, porque já está difundida na cultura deles a anos e que diga-se de passagem é muito superior a nossa, as leis então nem se falam funcionam e a infroestrutura então anos luz da nossa realidade,aqui temos ruas que nem calçada tem para o coitado do pedestre, ruas que nunca foram projetadas para o futuro, para a expansão,asfalto mais remendado que a camera de qualquer bike! além disto a cultura do Brasileiro infelizmente é de individualismo, são poucos que pensam e respeitam o todo, a maioria se contenta em o que esta bom para ele e fim de papo se não esta NEM AI para o outro!
    Esta é que é a verdade, a gente querer, escrever falar como deveria ser é uma coisa, mas não depende só de Governo não depende de um todo que parou no tempo, e agora quer do dia para noite que este tempo seja recuperado, e não é bem assim não!
    O problema do Ciclismo e do transito aqui no Brasil é muito mais profundo que todo mundo imagina!
    A curto prazo resolver esquece a longo prazo talvez!

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Valdemir

    Opa Willian ! Valeu! Muito legal e educativo o video! Bem interessante mesmo!
    Porém, infelizmente não dá para comparar nossa cultura, educação, movimentação popular e ativistas que reinvidicam, com a Holanda!
    Já começa pelo tamanho, a Holanda é bem menor que o Brasil todo portanto mais fácil de resolver as coisas rápido,é um pais também muito plano, lá tanto a população como o governo leva as coisas a sério, aqui o povo só é unido quando acontece uma tragédia, demais é cada um vendo seu lado e ponto! Sou brasileiro amo o Brasil, mas é e sempre foi assim! O Brasileiro dificilmente luta pelos seus direitos e quando luta, ou exige como muitos ativistas é através da baderna e bagunça ou a força, que não é a forma correta! Nossos politicos se preocupam mais com leis que rendem $$$$ isto é fato!
    Agora claro que se a gente cruzar os braços e ficar quieto, nunca seremos ouvidos, todo mundo deve e tem o direito de reinvidicar seus direitos, e acredito assim como na Holanda o povo conseguiu um dia conseguiremos, só resta saber quando será este dia e como o governo realizará as reinvidicações com vontade mesmo de verdade ou com aquela velha vontade que já conhecemos bem!
    É continuar pedindo, cobrando de forma responsável e conciente e aguardar para ver !
    Sou totalmente a favor de Ciclovias pra tudo que é lado se possivel sempre ao lado das avenidas e ruas principais de cada cidade, ou faixas protegidas unica e exclusivamente para uso dos Ciclistas também, espero ver este sonho um dia!
    Mas que ainda vai um bom tempo , vai! Só espero que depois da Copa do Mundo aqui no Brasil as coisas não caiam no esquecimento, e projetos não fiquem mofando na gaveta!

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • SILVIA OLIVEIRA

    WILLIAN, SO TENHO UMA COISA PRA TE DIZER!

    MANDOU BEM DE NOVO AMIGO!!! TXT INCRIVEL, COERENTE E ESCLARECEDOR!

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • … Lilian querida. Amei o comentário do Fausto. Aliás todos tem razão mas êle foi o mais concreto nas posições que coloca. Achei a pesquisa fantástica e são pessoas como você, inteligentes,cultas e capazes que fazem a diferênça na mudança de comportamentos das pessoas e icluem aquêles que nem estavam incomodados com coisas tão importantes sairem do comodismo. Promovem a inclusão social também quando coloca o “ser cidadão” como participante do direito de ir e vir. Parabéns meu amor.É assim que se faz. Diálogos são imprecindíveis nas coisas que devemos mudar(leis morais,sociais,cidadania,e, até compaixão… Beijos. tia Célia.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • “Pedalar sobre as calçadas é o exemplo mais claro: o ciclista o faz por ter medo de pedalar na rua. Uma bicicleta na calçada não é o problema em si, mas um de seus sintomas. Quando as ruas se tornarem seguras para os ciclistas, eles deixarão naturalmente de usar as calçadas (…)”

    Quer dizer que até lá (quando as ruas se tornarem seguras), os ciclistas continuarão atropelando os pedestres em cima das calçadas?
    Até lá valerá a lei do mais forte?

    Thumb up 1 Thumb down 4

    • Celso, em primeiro lugar a incidência de atropelamentos de pedestres por ciclistas nas calçadas é muito pequena. Do jeito que você coloca até parece que vários pedestres estão sendo atropelados por dia por ciclistas nas calçadas.
      Em segundo lugar do ponto de vista de proteção da vida é muito pior um atropelamento de um ciclista por um carro do que de um pedestre por uma bicicleta.

      Thumb up 3 Thumb down 0

  • Multa para TODOS!

    Pedestre babacas que passam pela rua embaixo de passarelas pq estão com preguiça de subir nela. MULTA! Não respeitou o farol de pedestre? MULTA

    Ciclistas furando farol? MULTA! Aproveitando o farol de pedestre sem desmontar? MULTA!

    Motorista tirando fina? MULTA! Parando em cima da faixa? MULTA!

    Se todo mundo for fiscalizado e multado acaba o “mas pq ele pode e eu nao?”. Se todo mundo for multado, todos vão lutar pra melhorar a infraestrutura d todos. Desce a canetada em todos os motorista que tirarem fina de ciclista pra ver quem vão ser os primeiros a exigir ciclofaixas/vias…

    Claro que a infraestrutura atual não permite que se cobre tanto em algumas partes, ja que a falta dela impossibilita que se faça o correto, mas onde da pra cobrar (perto de passarelas, perto de ciclovias, perto de faixas de pedestre, em lugares tipicos de tomar uma fina de motoristas) tem q ter fiscalização multando.

    Assim vamos acostumando as pessoas a respeitar as leis e COBRAR por espaços melhores para todos.

    Thumb up 1 Thumb down 3

  • David

    O importante é pensar que na Holanda, TODOS os motoristas de carro um dia andaram de bicicleta nas ruas e são capazes de compreender a fragilidade de um ciclista quando está entre os carros, e por esta razão serão zelosos. Bem diferente do que podemos enxergar aqui em diversos comentários, motoristas recalcados que ficam falando sobre ciclistas na calçada serem uma ameaça. No dia que estas pessoas já tiverem tentado pedalar em uma avenida movimentada e perigosa como a Paulista, e compreenderem quão perigoso é pedalar entre os carros, aí eu respeito esta opinião. Até lá, estão falando sem propriedade.
    Em tempo: pedalo na Av. Paulista várias vezes por semana (sim, entre os carros), mas sei na pele o quanto é perigoso. Enquanto não há alternativa segura e decente, não condeno as pessoas menos experientes de andar na calçada, mesmo sendo errado. Jamais falaria para minha mãe de 70 anos pedalar na Av. Paulista porque a calçada é proibida.
    Este é o ponto: não há alternativa segura, e isto é obrigação do governo. Enquanto não ocorre, as pessoas são obrigadas a encontrar seus próprios meios, ainda que não permitidos. É resultado da completa omissão da sociedade neste assunto.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Saio do Butanta todos os dias para trabalhar de Bike, passo perrengue na Ponte Cidade Universitaria, p/ chegar a Praça Panamericana para pegar a CicloVia da Pedroso de Morais e da Faria Lima, olha a coisa se resume mais no fato real do que em estudos, me chingam quase todos os dias na passagem da ponte C.U, motoristas nao respeitam meus sinais, etc, e isso todo ciclista passa ou sabe, mas digo aos Srs que tb Ciclistas andam como malucos na cilovia, atravessam sinais vermelhos, chingam os proprios ciclistas que estao mais lentos, nao usam capacetes, luvas, andam no meio da via em zig zag sendo que a ciclovia ta ali para servi~los, andam na contramao, etc, entao eu digo, se vao multar os carros, multem tambem ciclistas mal educados, que nao respeitam semaforos, que nao usam capacete, luva, enfim sou um ciclista de 46 anos e sempre andei de Bike, mas a gente reclamar de carros e nao fazer nossa parte é absurdo.

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

    • Marcos, você só está esquecendo de uma diferença muito grande que é justamente o que justifica a criação de todo um aparato estatal para coibir os abusos dos motoristas com multas, testes de aptidão, etc…
      O motorista que desrespeita as regras coloca a vida dos OUTROS em risco, já o ciclista coloca a PRÓPRIA vida em risco. São os carros e não as bicicletas os responsáveis pelas 1500 mortes por ano na cidade de São Paulo.
      Portanto ter ciclistas mal educados tornasse um problema ridículo comparado a ter milhares de pessoas morrendo por causa de motoristas mal educados e só faria sentido ter um aparato estatal para tentar coibir os abusos dos ciclistas após termos resolvido a falta de educação assassina dos motoristas.
      PS.: Capacetes e luvas não são equipamento obrigatórios.

      Thumb up 2 Thumb down 1

  • A lei foi feita para todos, ciclista, pedestres ou nao, nao estou dizendo que colocamos vidas em risco mas que para sermos respeitados tb precisamos dar o exemplo, acho que vc esta equivocado sobre meu comentario, alem de que, se batermos em um pedestre com a bike e estivermos sem capacete vamos nos machucar e com certeza machucar bastante o pedestre, nao se esqueça, de uma coisa, brigar pelos nossos direito começa qdo damos o exemplo.

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Eu discordo totalmente desta visão de que os ciclistas deveriam primeiro respeitar todas as regras para só depois poder exigir que os outros o façam.
      Exatamente por conta desta diferença que existe no potencial de danos a terceiros é que não acho que brigar por nossos direitos só começa quando damos exemplo.
      Veja bem não estou dizendo que concordo com ou que pratico o desrespeito pelas regras de trânsito, no meu caso é exatamente o contrário sou bem caxias com relação as regras, dou volta no quarteirão para não pegar contramão, paro em farol vermelho, etc…
      Porém não acho isso pré-requisito para exigir que alguém, que caso não obedeça as regras tem grande chance de me matar, obedeça.
      Vou além, as regras que existem hoje são feitas exclusivamente pensando na fluidez dos automóveis, desta forma não acho correto exigir que pedestres e ciclistas as cumpram, no dia que as regras levarem em consideração mais do que a fluidez automotiva tudo bem, mas hoje do jeito que é eu acho que ciclistas e pedestres devem sim desobedece-las.

      Thumb up 1 Thumb down 0

  • Sinty

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 1 Thumb down 9

    • Sinty, você tem quantos anos 5? Porque esse comentário parece coisa de criança, e mimada ainda. Seja adulto e dialogue como gente grande, aponte quais argumentos foram tendenciosos, quais as falácias e se acha que foi imparcial exponha o outro lado, veja por exemplo o comentário da Ligia Marques, ela discorda do texto e foi capaz de expor a ideia dela de forma a contribuir para a discussão. Agora chegar aqui e falar “Eu não gosto de vocês, vocês são feios, bobos e chatos com cara de melão” como foi o seu caso vira briguinha de criança de 5 anos e não ajuda em nada a evoluir o debate.

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

    • Guilherme Caldas

      Cliquei pra ler o comentário e me arrependo. Desclicando.

      Thumb up 1 Thumb down 0

  • Marcelo

    Gente, acabei nem lendo a matéria toda por uma questão de tempo disponivel. Prometo ler com calma chegando em casa. Mas gostaria de levantar uma questão.. Multar Ciclista não seria injusto se PEDESTRES também fossem multados… Diversas razões pra isso, atravessar fora da faixa e sujar a rua são as infrações mais comuns entre os pedestres também… Isso é uma discussão sem sentido.. o importante é cada um fazer sua parte. Lembrando a nós que pedalamos que furar um semáforo pode implicar em um acidente grave seja com um carro, moto ou mesmo um pedestre. Cautela SEMPRE.

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Vale lembrar que atravessar fora da faixa é um direito do cidadão quando a travessia estiver a mais de 50m de distância. Art. 69 do CTB.

      Thumb up 1 Thumb down 0

      • Rosana

        E se o motorista não consegue medir a distância de 1,5 m com “exatidão” suponho também não se possa exigir que o pedestre atravesse em uma faixa que fique a, por exemplo, 30 metros, e que muitas vezes nem dá para visualizar.

        Thumb up 1 Thumb down 0

  • Vamos para a prática. Ando todos os dias de bike em SP e muito, mas muito raramente vejo ciclistas desrespeitarem as regras de trânsito; ao contrário, uma porcentagem considerável de motoristas desrespeitam ciclistas. Portanto nada mais justo do que se enfatizar a fiscalização e multas contra estes.
    Medidas para “reabilitação e conscientização” para ciclistas já está sendo feita com o curso que a CET está promovendo http://vadebike.org/2013/05/curso-para-ciclistas-cet-sao-paulo/

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Carlos

    Vemos que quanto mais discutimos, e até mesmo gerando polêmica ( que muitos não gostam ), melhora a nossa compreensão sobre o comportamento da nossa sociedade e usuários das vias públicas. É importante esta discussão. E é importante o registro desta discussão, pois evita repetição desnecessária e melhora o nosso aprendizado.
    Anos após anos, a tendência o pessoal tentar educar na marra, através de soluções legalistas e fiscalizatórias, como forma de tutela. É uma solução cara, ineficaz e lenta.
    Como somos pessoal mais instruídos e de formadores de opinião, acho que temos outras formas de resolver o problema do comportamento dos usuários de vias públicas.
    Temos à nossa disposição, vários instrumentos da internet, devemos saber usar estas ferramentas de forma melhor. Primeiro, nós usarmos estas ferramentas de outras formas. Além das tradicionais fóruns, redes sociais. A prefeitura já tem um SAC na internet ( o de São Paulo pelo menos ) para informar os pontos críticos, e problemáticos e que necessitam de ações. Ferramentas como Bikewise (http://www.bikewise.org/), é uma ferramenta dos EUA, que é perfeitamente possível usar por aqui, pois o mapa não tem fronteiras, … é promovido pelo CBC Cascade Bike Club ( http://www.cascade.org/About/ ) pode ajudar a planejar rotas e identificar problemas que podem levar ações junto à prefeitura, eventualmente, pode levar a gerar alguma lei. É um site colaborativo como a comunidade de ciclistas deve ser. Assim, irá promover um melhor educação ( tanto nossa como a de outros ), melhores informações e melhor planejamento e solicitações para a contraparte pública, melhor educação para todos.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • R Dois

    Vale salientar que pedestre não é veículo, e bicicleta por sua vez não é veículo automotor, por isso o certo seriam vias segregadas, assim como o pedestre tem a calçada, que por muitas vezes é tida como apêndice da rua por vários motoristas.
    Um grande problema que vejo é exatamente isso, como a bicicleta não pertence à nenhum dos dois grupos, ela fica às margens entre as duas vias (rua e calçada) e os dois direitos e deveres, por vezes se comporta como carro, por vezes como pedestre.
    No mundo ideal a cidade toda teria que ter ciclovia, assim como tem calçada, o que se torna meio impraticável nos moldes que ela já se construiu, mas não é impossível.

    Thumb up 0 Thumb down 2

    • Rafael

      R Dois, discordo do seu comentário, pelo seguinte. Você parte do princípio de que o carro tem que ter reservado seu espaço exclusivo na rua. Mas devemos lembrar que a rua é anterior aos carros. Elas não foram construídas para os carros, porque existem bem antes da invenção do automóvel.

      Além disso, é inviável construir ciclovia na cidade toda. Em nenhum país isso foi feito. Mesmo na Holanda e na Dinamarca, os carros convivem com as bicicletas na maioria das ruas. As ciclovias só estão instaladas nas avenidas de maior movimento.
      Abraços.

      Thumb up 2 Thumb down 0

      • Carlos

        Desta maneira temos que criar as ciclovias nas cabeças das pessoas. Explicando: através de educação e condicionamento, as pessoas automaticamente respeitar as vias virtuais. Através de uma comunicação constante e ampla e pervasiva. Não vai adiantar comunicação por um curto período de tempo. E, além disto, nós também fazemos parte desta comunicação. Quando encontrar ciclistas ou motoristas, tente apontar a irregularidade. Com ciclistas é fácil, várias vezes abordei ciclistas e comunicar que calçada não é ciclovia, e que se for passar por pedestres, dê preferência a eles, e, ao ultrapassá-los, faça-o desmontado da bicicleta. Educação é para todos, inclusive para nós, ciclistas. Nós temos que aprender a dar o exemplo.

        Thumb up 0 Thumb down 0

Enviar resposta

  

  

  

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>