Ghost Bikes

Ghost Bike de Márcia Prado, na Avenida Paulista.

Ghost Bikes são bicicletas brancas instaladas em locais de acidentes fatais com ciclistas, como memoriais em homenagem a quem perdeu a vida para a pressa de alguém, para a falta de planejamento viário, para a omissão do poder público. Também têm o objetivo de evitar que aquela morte caia no esquecimento, sendo considerada apenas um inconveniente temporário ao trânsito de uma tarde qualquer.

A ação é realizada em todo o mundo e também no Brasil. Em São Paulo, já foram instaladas diversas Ghost Bikes, relacionadas nesta página.

As bicicletas brancas servem como um alerta aos condutores de automóveis para que tomem mais cuidado com as vidas que pedalam pelas ruas, lembrando que um ciclista é uma pessoa e não um obstáculo, com família, amigos, filhos, amores e sonhos.

Queremos o fim das Ghost Bikes. Mas elas continuarão sendo instaladas enquanto forem necessárias.

 

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Como fazer uma Ghost Bike

Uma Ghost Bike pode ser montada por qualquer pessoa. Basta pintar uma bicicleta de branco e afixar no local.

Para desestimular o furto, é importante deixar a bicicleta o menos “pedalável” possível e fazer isso de forma clara: corte pedaços do pneu e retire câmaras, cabos, freios, câmbio, paralamas, bagageiro, manetes de freio, passadores de marchas e refletivos. Deixe só o quadro, selim, coroa, pedivela, corrente e pedais. Passe muita tinta nas partes móveis, de forma que as rodas não girem mais (você pode usar alguns dos raios, cortados, para prendê-las). Recomenda-se levar a bicicleta já pintada, para reduzir o tempo da ação.

Quanto mais alto a Ghost Bike estiver instalada, menos depredação e tentativas de furto. Tente afixá-la em um poste, usando uma escada grande para subir e prendê-la. Use uma corrente grossa com cadeado grande. Quebre algo dentro da fechadura e passe bastante tinta por cima, para inutilizá-la. Se puder usar uma u-lock em vez de uma corrente, melhor ainda.

Se for prendê-la um canteiro, como foi feita com a de Márcia Prado, você vai precisar de latas, argamassa ou concreto e vergalhões de metal. O ideal é ter duas latas que, cheias de concreto, servirão como âncoras. Dobre o vergalhão em formato de U, passe por dentro do quadro e enterre as pontas bem fundo na lata de concreto. Espere secar, pelo menos um pouco, enquanto você cava buracos no canteiro para abrigar as latas (recomendo usar uma cavadeira de jardinagem, para não demorar séculos). Cave fundo o suficiente para que a bicicleta fique de pé, ancorada nas latas.

 

Ghost bikes em São Paulo

A primeira Ghost Bike paulistana

A primeira Ghost Bike foi instalada no final de 2007, na Av. Luis Carlos Berrini, um dos principais eixos comerciais e de negócios da cidade. Até hoje não se sabe o nome do ciclista que morreu ali. Sumiu rapidamente, aparentemente no dia seguinte. Afinal, ficava em um bairro nobre, em frente a um banco de luxo e não foi bem compreendida. Era feia, ruim para os negócios, não combinava com o bairro.

Márcia Prado

A segunda Ghost Bike foi instalada em janeiro de 2009, em homenagem à nossa amiga Márcia Prado, assassinada por um motorista de ônibus. A bicicleta branca encontra-se até hoje na Av. Paulista, tornando-se um memorial onde ciclistas frequentemente ainda prestam suas homenagens. Márcia era muito querida e será sempre lembrada por todos nós.

Márcia Prado foi homenageada também com a criação de uma Rota Cicloturística com seu nome, ligando São Paulo e o litoral (veja mapa). Essa rota está em processo para de ser tornar oficial, aberta permanentemente, dependendo apenas de boa vontade do poder público. Hoje os ciclistas são proibidos de chegar ao litoral, constituindo uma violação de direitos flagrante e impune, que causa prejuízo econômico às cidades litorâneas.

Uma bicicleta e uma vassoura, simbolizando o ciclista e o gari atropelados por um ônibus em cima da calçada. Foto: Vá de Bike

Fernando Martins Couto e Antônio Ribeiro

A terceira Ghost Bike foi instalada em novembro de 2009, em homenagem ao ciclista Fernando Martins Couto e ao gari Antônio Ribeiro. Ambos estavam conversando na calçada do canteiro central, aguardando para realizar a travessia, quando foram “colhidos” por um ônibus em alta velocidade. Para incluir o gari na homenagem, foi afixada uma vassoura de varrição de rua junto à bicicleta. Na instalação dessa Ghost Bike / Ghost Broom, estavam presentes ciclistas, garis, familiares da vítima e bastante gente que passava pelo local. Essa bicicleta branca também continua lá até hoje, na esquina da Av. Atlântica (antiga Robert Kennedy) com a Av. Guarapiranga.

Manoel Pereira Torres

A quarta Ghost Bike, em homenagem a Manoel Pereira Torres, foi instalada em março de 2010Seu Manoel, um senhor de 53 anos que usava a bicicleta para ir ao trabalho, atravessava na faixa com o sinal aberto para os pedestres, quando um motociclista em alta velocidade cortou os carros parados pela pista do ônibus – com o sinal fechado para ele. O motociclista atingiu Seu Manoel em cheio e, com a força da colisão, arremessou-o contra o semáforo, que fica a vários metros de altura. Sua bicicleta foi lançada contra o poste de aço e dobrou ao meio.

Os familiares não foram encontrados a tempo para a homenagem, que foi realizada por vários ciclistas. Um deles carregou a bicicleta branca nas costas por todo o percurso, da Praça do Ciclista até a Av. Vereador José Diniz – onde ela foi instalada e ainda permanece, em local alto e visível.

Ghost bike de Antonio Bertolucci. Foto: Vá de Bike

Antônio Bertolucci

A Ghost Bike em homenagem a Antônio Bertolucci, foi instalada em 13 de junho de 2011. Seu Antônio, de 68 anos, foi atropelado por um ônibus fretado enquanto acessava a Avenida Paulo VI (início da Av. Sumaré) por uma de suas alças. Quando atropelado, ele circulava pela direita e estava a um metro de uma faixa de pedestres. O motorista alegou não tê-lo visto.

Bertolucci era presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, ciclista experiente e possuia 15 bicicletas, tamanha sua paixão. Os familiares compareceram ao ato e manifestaram repúdio à intolerância e à falta de respeito no trânsito de São Paulo.

Francisco Jander Martins

Seu Francisco trabalhava como camelô no centro de São Paulo e teve sua vida interrompida por um um ônibus no viaduto 31 de Março, centro de São Paulo, no dia 4 de agosto de 2011. Não era diretor de nenhuma grande corporação, mas também pagou com a vida pela “imprudência” de não estar dirigindo um carro naquele momento. Estampou as páginas dos jornais com a notícia de que sua morte atrapalhou o trânsito.

A história do Seu Francisco terminou no mesmo asfalto em que nasceu uma bicicletinha, pintada pelas mãos leves e inocentes do seu filho de apenas 3 anos de idade, durante a manifestação que aconteceu na noite seguinte. Naquele momento, o pequeno se divertiu entre pincel e tinta, talvez os poucos segundos em que esqueceu o motivo de estar ali, antes de retornar à realidade, com um choro engasgado.

Charleston Feitosa Beserra

No dia 3 de setembro de 2011, Charleston, de 28 anos, morreu ao ser atropelado por um carro. Por volta de seis e meia da noite, ele descia a rua Apacê para entrar na avenida Engenheiro George Corbisier, no bairro do Jabaquara, quando foi de encontro a um carro que subia a rua. Cogita-se que um veículo abandonado próximo à curva da rua, em lugar pouco visível, o tenha feito desviar na última hora, colidindo de frente com o carro que vinha no sentido contrário. Alguns dias depois, foi instalada uma Ghost Bike no local.

Juliana Dias

Em 2 de março de 2012, a jovem bióloga de 32 anos, chamada de “Julie” pelos amigos, pedalava para o trabalho quando um motorista de ônibus impaciente, em uma ultrapassagem irresponsável, derrubou-a embaixo de outro coletivo. Sua morte, a uma quadra da Ghost Bike de Márcia Prado, na Avenida Paulista, foi imediata. O motorista que causou a situação que lhe tirou a vida continuou seu trajeto, mas foi identificado e se apresentou à polícia mais tarde. Já o condutor que acabou passando por cima da moça, sem poder ter feito nada para evitar, terminou seu dia ali, em estado de choque.

Na mesma noite, foi instalada uma Ghost Bike na calçada, em frente ao local onde tudo ocorreu. Desde então, a Av. Paulista tem duas Ghost Bikes, muito próximas uma da outra. A morte de Julie estimulou a realização da Bicicletada Nacional, realizada em 39 cidades brasileiras (além de Caracas, na Venezuela), para pedir mais respeito aos ciclistas e ao direito de circular pelas ruas em uma bicicleta.

Ghost Bike de Lauro Neri. Foto: Aline Cavalcante

Ghost Bike de Lauro Neri. Foto: Aline Cavalcante

Lauro Neri

O pedreiro de 49 anos ia para o trabalho de bicicleta, na Av. Pirajussara, continuação da Eliseu de Almeida, no dia 3 de abril de 2012. De repente, uma freada e um impacto. Depois disso, mais nada. Uma vida interrompida por um ataque pelas costas, de alguém com pressa demais. Lauro não chegou no trabalho, não voltou para sua esposa.

Em 2007, a Prefeitura de São Paulo anunciou a construção de uma ciclovia no eixo da Av. Eliseu de Almeida, Zona Oeste de São Paulo. A obra ficaria pronta até 2010. Se estivesse pronta, o ciclista atropelado por motorista e poder público irresponsáveis ainda pedalaria por aí. Em 2010, a Ciclocidade realizou uma contagem de ciclistas na Eliseu de Almeida. Nas 14 horas em que a medição foi realizada, foram registrados 561 ciclistas.

Na noite seguinte, uma Ghost Bike foi instalada no local. Os manifestantes, em grande número, pintaram bicicletinhas por toda a avenida e também uma faixa de pedestres. A avenida havia sido recapeada e não estava sinalizada. A sinalização “clandestina” foi apagada pelo poder público com uma rapidez que deveria ser repetida para criar condições seguras para o tráfego de bicicletas no eixo Pirajussara – Eliseu de Almeida. O local continua sem a ciclovia prometida em 2007.

Kaique Oliveira Welsch

Kaique, de 14 anos, morreu sob as rodas de um caminhão na Av. Jornalista Roberto Marinho (Águas Espraiadas), na altura do Viaduto Deputado Luís Eduardo Magalhães, no dia 27 de julho de 2012. O motorista fugiu do local e até hoje não foi identificado (exceto, talvez, em investigação policial ocorrendo em sigilo). Naquela noite, integrantes da Bicicletada passaram pelo local para realizar uma manifestação de apoio e afixar uma Ghost Bike no local, com a apoio de amigos e moradores da comunidade onde ele vivia. Por falta de tempo (e de tinta), essa Ghost Bike acabou ficando com a cor vermelha, simbolizando o sangue derramado.

Amigos do rapaz fizeram várias homenagens nas redes sociais. Houve ainda duas outras manifestações, realizadas por amigos e moradores da região: uma tentativa de bloqueio da avenida na manhã seguinte, após o enterro do rapaz, que fortemente reprimida pela polícia; e a queima de um ônibus na noite seguinte. Segundo matéria do Estadão, a Polícia Civil instaurou inquéritos policiais para apurar a morte de Kaique e o incêndio do coletivo.

Antonio Ribeiro (?)

Em 8 de outubro de 2012, um ciclista que vinha pela calçada da Av. Dr. Gastão Vidigal foi atropelado por um caminhão, ao cruzar, sobre a faixa, a esquina da R. Hassib Mofarrej. O caminhão vinha da avenida e virou na rua sem perceber o ciclista que atravessava. Segundo depoimentos, o motorista prosseguiu como se nada tivesse acontecido, mas foi parado por um motociclista mais adiante. Uma Ghost Bike foi instalada no local.

Nemésio Ferreira Trindade

Nemésio foi atropelado na Avenida Francisco Morato, altura do número 567, por um ônibus que trafegava fora da faixa exclusiva para os coletivos. Sua morte ocorreu no dia 27 de novembro de 2012. Uma Ghost Bike foi afixada alguns dias depois, retirada e instalada novamente.

Foto: Priscila Cruz

William Morsetvita

No dia 2 de fevereiro de 2013, um ciclista de 36 anos começou a atravessar na faixa de pedestres, na Avenida Jabaquara, altura no número 322, quando uma motorista com pressa tentou “aproveitar” o sinal que já havia fechado. William foi atingido em cheio e veio a falecer algumas horas depois no hospital, para tristeza de sua esposa.

Uma manifestação, com instalação de uma Ghost Bike, foi realizada em 17 de fevereiro, com presença de sua esposa, familiares, amigos e diversos cidadãos que se solidarizaram com o acontecido.

Ghost Bike de Gerson de Souza Pinto - Foto: Silvia Ballan

Ghost Bike de Gerson de Souza Pinto – Foto: Silvia Ballan

Gerson de Souza Pinto

Na manhã de 25 de abril de 2013, Gerson de Souza Pinto trafegava pela Av. Juntas Provisórias, no Ipiranga, zona sul da capital, quando foi atropelado por um caminhão. Gerson morreu no local e seu corpo permaneceu na avenida por algumas horas até a chegada da perícia, para desespero de sua família. O atropelamento ocorreu na esquina com a rua do Grito, sentido Vila Prudente. Não há mais informações sobre o ocorrido.

Na noite seguinte, os participantes da Bicicletada foram até o local e instalaram uma ghost bike em sua homenagem.

Bicicleta branca em homenagem a José Aridelson, na R. Ari Aps. Foto: Rachel Schein

Bicicleta branca em homenagem a José Aridelson, na R. Ari Aps. Foto: Rachel Schein

José Aridelson

O chef de cozinha José Aridelson voltava do trabalho de bicicleta, à 1h da madrugada do dia 25 de agosto de 2013, quando foi atingido por um motorista que nem sequer diminuiu a velocidade e ainda fugiu sem prestar socorro. Um vídeo está disponível no portal G1.

Três minutos depois do atropelamento, as imagens mostram um carro parando para ver o que havia acontecido. Era o irmão de José Aridelson, que por coincidência passava pelo local. Mas o ciclista já estava sem vida e nada pôde ser feito para salvá-lo.

Alguns dias depois, em 29 de agosto, durante uma manifestação por mais segurança para os ciclistas da região, pela implantação da ciclovia da Av. Eliseu de Almeida e também pela reativação de uma ciclovia de Taboão da Serra, uma bicicleta branca foi instalada na R. Ari Aps, local da morte do chef de cozinha, que faleceu aos 37 anos.


28 comentários para Ghost Bikes

  • Du Dias

    As três ou quatro Ghost bikes que eu já vi pela cidade me deixam extremamente triste toda vez que passo por elas. Mas eu não sabia que haviam tantas outras. Sempre que leio um post como esse meu coração aperta e meus olhos se enchem de lágrimas. O que será preciso fazer para que o motoorista paulistano também sinta isso??? Sei que dentro de um automóvel também tem um ser humano, mas porque será que ele é tão inacessível???

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  • Joaquim

    Uma ghost bike no trajeto da ciclofaixa é uma mensagem poderosa. Espero que o poder público, juntamente com o poder privado da ciclofaixa, não retirem essa ghost bike dali.

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  • Valdemir

    Mais uma vez Tristesa e Pesames ! Que Deus nos proteja deste transito caótico e dos motoristas irresponsáveis !
    Lamentável que Ghost Bikes se multipliquem, se ninguém tomar providencias e se continuar assim teremos uma decoração funebre e angustiante em várias avenidas de São Paulo, esta violencia e descaso com o ciclista tem de acabar e já!!!!

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  • Vinícius Rodrigues

    Infelizmente a homenagem aos colegas Fernando Martins Couto e Antônio Ribeiro estão bem precárias. A última vez que vi não havia a vassoura e a bicicleta estava pendurada pela roda traseira, sem a roda dianteira, o guidão em direção ao chão.
    E é por todos estes que continuamos pedalando.

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  • MARCOS APPA

    E MUITAS E MUITAS E MUITAS BIKE GHOSTS AINDA SERAO INSTALADAS.

    ONTEM FUI PERSEGUIDO POR UM MOTORISTA DE ONIBUS NA AV CORIFEU DE AZEVEDO MARQUES, IA VOLTANDO PARA CASA TRANQUILO NA FAIXA DA DIREITA, QDO ELE SEM MAIS NEM MENOS, COM TODAS AS OUTRAS FAIXAS VAZIAS ENCOSTOU NA TRASEIRA DA MINHA BIKE E FICOU BUZINANDO, SE EU PARO, ME ATROPELA, NAO ESTAVA MAIS DE QUE 1 METRO DA BIKE, FICOU ASSIM POR MAIS DE 40 SEG., PASSOU POR MIM RINDO E CHINGANDO MINHA MAE, ENCOSTEI A BIKE NA CALÇADA E TIVE UM ATAQUE DE RAIVA, NA HORA SE EU ALCANÇO EU TERIA FEITO BOBAGEM COM ESSE LIXO QUE NAO PODE SER CHAMADO DE SER HUMANO, NAO AGUENTO MAIS ESSA SITUAÇÃO. NAO OLHEI O NUMERO DO ONIBUS PQ TAVA CEGO DE MEDO E RAIVA, E ELE TEVE SORTE DE NAO PARAR NO SINAL, PQ ACELEROU (ALEM DE TUDO E COVARDE) SENAO EU MATAVA ELE ALI MESMO DE PORRADA (DESCULPEM A COLOCAÇÃO), TA IMPOSSIVEL, ME SINTO IMPOTENTE, HUMILHADO, UM VAGABUNDO ATRAS DE UM VOLANTE NAO E HOMEM PRA ME ENFRENTAR NA RUA, MANO A MANO, ME SINTO MAL, ABUSADO, PERDIDO, ASSUSTADO E CHEIO DE ODIO, UM ABRAÇO A TODOS.

    SE FOSSE CONTAR AQUI, TODO DIA É UMA SITUAÇAO.

    PRECISAMOS FAZER ALGO, TODO DIA PASSAMOS PERRENGUE, CANSEI DE ME MANIFESTAR ATRAVES DE ATOS QUE NAO LEVAM A NADA, DEVE HAVER ALGUMA MANEIRA DE RESPONDERMOS A ESSAS AGRESSOES COM “PESO”, E REPITO, QUAL DE NOS SERA O PREMIADO COM UMA BIKE EM HOMENAGEM?

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    • Mauro-SP

      Na bicicletada de novembro de 2012, em S. Paulo, presenciei uma perseguição de ciclistas por um ônibus, em frente ao Shopping Iguatemi. Eu e mais uns cinco ciclistas fomos falar com ele, ao parar num ponto. Posso garantir que ninguém o agrediu, embora ele merecesse ser linchado… O cara repetia sem parar “vcs são uns folgados…Se querem respeito, têm que respeitar também”… Bom a única arma que eu tinha era a câmera fotográfica e foi assim que guardei o número do coletivo. Fiz a denúncia à SPTrans e recebi a resposta tempos depois, dizendo que o mesmo fora afastado. Bom, se é verdade eu não sei…Há que se confiar. Mas se todos fizermos o mesmo em relação a esses flagrantes do dia-a-dia, é possível que alguma coisa mude.

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    • A reposta que temos que dar é o que eles não esperam:
      se eles não nos respeitam, que demos respeito; se eles nos tem raiva, que demos paz; se nos xingam sem razão, que argumentemos com a razão da vida; se eles são indiferentes a nossa vida que respeitemos a deles…

      Sei que é muito difícil muitas vezes sermos agredidos dessa forma mas xingar, agredir não resolve, sabemos disso…

      Que argumentamos pacificamente mostrando as razões para andarmos de bicicleta; que façamos denuncias sobre motoristas… esse é o caminho…

      Não é fácil muitas vezes agir nessas situações, então parabéns a todos que optam pelo caminho Certo e não o mais fácil…

      Parabéns a nós…

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      • Joaquim

        Falou tudo, Wagner! Eu sempre tento fazer isso quando ando de bike e até já fiz amizade com alguns motoristas de ônibus que circulam pela Eliseu de Almeida =) não podemos nos sentir acuados e desistir de usar as ruas. Precisamos sim de cada vez mais bicicletas ocupando as ruas para termos o nosso lugar. Basta ver a diferença que fez um trecho curto de ciclovia na Faria Lima: cada dia que passa, mais e mais pessoas aparecem pedalando nas ruas que dão acesso à ciclovia, levando a mais respeito dos motoristas.

        Precisamos além de ocupar as ruas, cobrar nossos direitos, pressionar a prefeitura para expandir ciclovias/ciclofaixas permanentes/ciclorotas pela cidade e nos dar mais condições de trafegar com segurança em mais trechos da cidade.

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  • É colegas eu não quero vira uma Ghosts bike.
    Ciclista agora por ter perdido a carta. andava de moto por são paulo e achava isso bem perigoso, confesso que sempre gostei desse risco. mas é um risco seu você ta se colocando em risco. agora na bicicleta é muito pior pq não ta na sua mão, você ta ali no cantinho devagarinho rezando para traz de você não vir um Bêbado, Um motorista maluco, ou apenas alguém q olho a propaganda ali na esquerda e não vio você na direita, quase um ano depois de ter começado a usar a bike todo dia como meio de trasporte unica coisa q venho pensando é: Tão me vendo .. Tão me vendo … Tomara q estejam me vendo.. eu nem erá la muito de rezar não sei mesmo, mas ja viro uma reza pq ja foram tantas finas q tiraram de mim, q eu já não sei se era uma fina se o motorista me viu na ultima hora e ao contrario do q eu pensei ele não brinco com a minha vida ele apenas viu na ultima hora e deu sorte de salvar minha vida.
    Bom tenho até Dezembro desse ano sem carta. não vejo a hora de deixar os carros para traz novamente

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  • MARCOS APPA

    Mauro, vc viu um onibus perseguindo e nao foi perseguido ha menos de 1 metro e a 30 km por um, entao vc pega a maquina, ta calmo, faz tudo certinho……………tomara que nao aconteça com vc, pq se acontecesse vc nao teria toda essa calma e postura que descreveu no seu comentario.

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  • Sou de POA e aqui tiram muitas finas também. O bom é que por aqui ainda dá pra andar pelas calçadas, mesmo que existam leis proibindo.

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  • Beta Samtos

    Passei hoje pela avenida jabaquara, entre a praça da árvore e saúde e vi uma bike lá. No dia do acidente estava passando por lá, vi a bike toda retorcida e torci para não ver ela pintada de branco… como estava hoje. ;-(

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  • Alfredo Cardozo

    Amigos,

    Fico aqui pensando: esses motoristas de busão devem ser muito ricos, não devem ter bikes, devem dirigir carrões quando estão de folga e qdo estão em serviço devem continuar com esse sentimento de “piloto”.
    Enquanto a SPtrans não organizar um grande evento de conscientização com TODOS os motoristas de ônibus da capital, nada mudará. Eles são escrotos com carros e motos, pq não com ciclistas? São mais frágeis ainda. Canso de denúncia-los à SPtrans, não sei se resolve muito não… Cansei de tomar fechadas e mais fechadas. Os discursos de paz são lindos, mas fica complicado ter sangue frio em um momento de adrenalina. Ainda não passei por um aperto brabo mesmo e acho que o dia que isto acontecer, vai dar merda.

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    • Os motorista de ônibus são um exemplo apenas, o problema é que devido o seu grande veículo pode fazer um grande estrago.

      O comportamento desse motoristas e de outros veículos mostra a baixa auto estima e egoísmo de algumas pessoas que se traduz em desrespeito e indiferença quanto a outras vidas…

      E quanto ao “sangue frio” é possível sim Alfredo, se nós realmente tentarmos… O auto-controle é possível pois devemos entender que o outro é humano e erra também, mesmo que não pareça.
      Podemos estar corretos mas não devemos nos sentir no direito de ofende-los, xinga-los ou agredi-los… para ser igual teremos também que pegar um carro… hehe

      Por isso quando ocorre algo eu não me permito me tornar um selvagem também… não represento apenas Eu mas a todos nós e ideia da bicicleta.

      Peço todos os dias força, paciência e auto controle… e proteção…

      abc

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  • Teresa Diniz

    É muito triste saber dessas mortes em São Paulo e revoltante ver a irresponsabilidade de determinados motoristas, ainda protegidos pela impunidade que impera nesse país. Diante disso, não tenho mais coragem de pedalar em São Paulo. Dá medo! Tô apavorada.Vem um louco, que resolve passar num sinal vermelho e TE MATA. Nada acontece! Cadê as ciclovias prometidas? Vamos cobrar as ciclovias sim! Em São Paulo, não dá para ter via compartilhada. Falta muita EDUCAÇÃO ainda para isso acontecer.

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    • Oi, Teresa

      Apesar da sensação que muita gente tem ao tentar pedalar na cidade, a situação melhorou MUITO em relação a dez anos atrás. E o compartilhamento funciona melhor que nas outras grandes cidades do país. Tem melhorado a passos largos, quem pedala há muitos anos sabe e percebe isso claramente.

      Não podemos basear o modelo de mobilidade apenas em ciclovias, basicamente porque não é possível implementá-las em todas as vias da cidade e em algum momento o ciclista precisará sair delas para chegar em casa, no trabalho ou onde for. E, nesse momento, precisa ter seu direito de circulação respeitado, o que não ocorre se for propagado o conceito de que lugar de bicicleta é só na ciclovia. Para entender melhor a questão, recomendo este texto (veja o trecho “ciclovias como solução única”).

      Abraço,

      Willian Cruz

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  • Mike Garrossino

    Teve um em São Bernardo.
    ABC sempre periférico…

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  • marcos appa

    Wagner, admiro esse seu jeito Zen de ser meu brother, eu pedalo todo dia para o trabalho, ando em media 40 a 50 km diario e te digo, as vezes nos temos que lutar pelos nossos direitos, principalmente qdo somos acuados e passamos risco de acidente ou morte, eu acho dificil alguem atirar em mim e pelo menos eu nao tentar me desviar da bala, ainda mais qdo essa bala pesa mais de 12 ton e ta bem atras da sua nuca, educaçao sempre sera a saida pra tudo, mas quando atentam contra sua vida temos que nos defender, abços.

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    • Marcos,

      Concordo plenamente que temos que lutar, não devemos ser passivos mas o que saliento é a forma que fazemos…

      Pessoalmente sou absolutamente contra as formas violentas e agressivas de protesto e reivindicação. Pode parecer antiquado e utópico para muitas pessoas mas defendo a linha do Amor, a linha que Mahatma Ghandi, Martin Luther King Junior e Marechal Rondon; a revolução não violenta. Lembrando da forma de atuação deles: revolucionária, radical porém não violenta.

      Sei que é difícil, tenho esposa e uma filha de 3 anos, eu “deveria não andar de bicicleta por ela” me dizem, mas o que digo e faço “eu ando de bicicleta por ela e por seus filhos”. Mas quero agir da forma da bicicleta: desarmado.

      Marcos, e nem com arrogância da “razão” absoluta devemos nos armar. Você, eu e muitos sabemos que a bicicleta é infinitamente melhor que os motores e de todos os benefícios que ela traz a nós e a cidade mas devemos entender que as pessoas são diferentes, muitos nunca vão gostar a bicicleta por que querem seu “conforto protegido”, e diferente, deles temos que entende-los.

      Acho que a solução imediata para a estrutura que temos hoje é a educação, para quem pode ser educado, e a punição para quem não respeita a Vida.

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  • Celso Tamashiro

    Realizo o trajeto pelo eixo Jabaquara –Paulista e para minha tristeza vejo mais uma ghost bike no percurso; vejo muitos colegas se deslocando para o trabalho, alguns por necessidade, muitos também pais de família como eu. Recomendo a todos que usem capacetes, que sejam vistos; agradeço as gentilezas assim como reclamo das imprudências no trânsito. Que os que foram não fiquem no esquecimento, que os exemplos reflitam em leis rígidas ou que pelo menos sejam aplicadas assim como espero não ver mais nenhuma nova bike branca. Muita força, paciência , respeito e bom pedal a todos.

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  • Rosana

    O video do atropelamento mostra com clareza, pelo menos para mim, que o motorista jogou o carro propositalmente sobre o ciclista. Um homicídio doloso.

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  • Desio

    William, tem que atualizar mais um dado: A Av. Robert Kennedy voltou a se chamar Av. Atlântica…

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  • alessandro

    Infelismente, no Brasil muitos motoristas matam e não vão preso.

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  • Poderia ter sido eu, ou voce. Quem matou ou quem morreu?

    http://www.youtube.com/watch?v=r_dvDnuWqVk

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