Ciclovia Rio Pinheiros ficará interditada por DOIS ANOS em São Paulo

O cartaz acima está sendo veiculado por cidadãos nas redes sociais. A informação bate com a do comunicado oficial.

A imagem acima está sendo veiculada por cidadãos nas redes sociais. Supõe-se ser um folheto distribuído a quem acessa a ciclovia. Imagem: Reprodução

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Mapa com acessos e horários da Ciclovia

A maior ciclovia da cidade de São Paulo, a Rio Pinheiros, será interditada por dois anos devido a obras da Linha 17-Ouro do Metrô (Monotrilho). A partir do dia 7 de outubro de 2013, uma segunda-feira, a Ciclovia será interditada em um trecho de 4,6 km, entre as estações Granja Julieta e Vila Olímpia. Mesmo sendo chamada de “parcial” pelo comunicado oficial do Metrô, a interdição torna impossível utilizar a ciclovia em toda sua extensão.

Para sua segurança

“A interdição tem como objetivo assegurar a integridade dos ciclistas enquanto durarem as obras”, diz o comunicado. Como os ciclistas que a utilizam em seus deslocamentos diários terão de utilizar a via dos carros que segue ao lado – ou seja, a Marginal Pinheiros – o efeito será exatamente o oposto, colocando em risco a vida dos ciclistas pelo fechamento da via exclusiva.

Com a justificativa de proteger, o fechamento coloca cidadãos em perigo.

Perdendo o pouco espaço existente

Apesar de divulgado como sendo 4km, nossa medição via Google Maps trouxe uma distância de 4,6km. E é importante frisar que uma das pontas interrompidas, na altura da estação Granja Julieta, não tem acesso para que os ciclistas possam sair, sendo o ponto de entrada/saída mais próximo na estação Santo Amaro, a 3,8km de distância. Dessa forma, o trecho “morto” da ciclovia é de 8,4 km, mais de um terço da extensão total da via.

São Paulo já é uma cidade que carece de ciclovias e de segurança para quem se desloca em bicicleta. Com essa interdição perde-se 14% do total de ciclovias na cidade (60,21km). Na prática, impedindo o uso da ciclovia para os deslocamentos aos quais se propunha, perde-se terço da extensão de vias exclusivas para bicicletas da cidade.

O monotrilho passará também sobre as pistas da Marginal Pinheiros e pelo canteiro central de muitas avenidas de grande porte, mas nenhuma delas será interditada. Os carros continuarão fluindo sem impedimento e, ainda que fossem interrompidas “temporariamente” por dois anos, haveria inúmeras vias para serem utilizadas como alternativa.

Interrompendo deslocamentos

A falta de acessos da ciclovia já fazia com que muitos ciclistas optassem pelas avenidas para não ter que aumentar seu trajeto. Agora, sua utilização se torna ainda mais difícil. É muita ingenuidade (ou falta de consideração mesmo) imaginar que um ciclista que utilize a ciclovia para ir ao seu trabalho sairá dela por um trecho de 4km para depois retornar, principalmente não havendo alternativa segura nas vias próximas. Menos mobilidade para a cidade.

Por falta de acessos – que deveriam estar em cada ponte – a ciclovia acabou tendo seu perfil de área de lazer ainda mais forte que o de mobilidade. E quem a utiliza para passeios e principalmente treinamento esportivo, já que essa é uma das poucas áreas da cidade onde há segurança viária para isso, também deixará de utilizá-la, pois esse treinamento implica em percorrer toda sua extensão, em um exercício de resistência. Menos esporte para a cidade.

Para piorar, essa interrupção deixa isolado o trecho Guarapiranga da Ciclofaixa de Lazer, que liga a Ciclovia Parque Praia São Paulo à Ciclovia Rio Pinheiros e se utilizava desta como ligação com outros trechos, permitindo que a população da região pedalasse com segurança aos domingos até os parques do Povo, do Ibirapuera, das Bicicletas e Villa-Lobos, além da Av. Paulista e até mesmo o Centro da cidade. Menos lazer para a cidade.

Essa decisão mostra o quanto a cidade ainda precisa evoluir na forma como vê a mobilidade por bicicletas.

Exija seu direito de deslocar-se com segurança

Se a interdição da via exclusiva de bicicletas é realmente imprescindível (será?), que seja ao menos oferecida uma alternativa para os ciclistas. Um desvio temporário pode ser criado sobre o rio, suportando apenas o peso de bicicletas. Se não for possível, deve ser criada uma ciclofaixa por ruas e avenidas no entorno, sinalizada e segura, ligando os pontos interrompidos.

Esperar que os ciclistas se virem, numa região onde o tráfego é reconhecidamente agressivo, é muita irresponsabilidade, falta de consideração e omissão. Talvez alguém nos órgãos responsáveis espere que as pessoas parem com essa bobagem de usar a bicicleta e não os perturbem mais com isso.

Segundo informação divulgada pela própria CPTM em junho de 2013, a ciclovia é utilizada semanalmente por 10 mil ciclistas.

Não se cale frente a esse abuso. Vale lembrar que a pressão popular fez reabrir a mesma ciclovia em interdição anterior, no mês de junho.

Concepção artística de como ficará o Monotrilho ao lado da Ciclovia Rio Pinheiros. Imagem: Consórcio Monotrilho/Divulgação

Concepção artística de como ficará o Monotrilho ao lado da Ciclovia Rio Pinheiros. Imagem: Consórcio Monotrilho/Divulgação

Com quem reclamar

Consórcio Monotrilho Integração
SiteFacebook
sac@consorciomonotrilho.com.br
11 5041-2610
Rua Bernardino de Campos, 1.624

Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
SiteFacebook
Central de informações: 0800-7707722
Coordenadoria de Atendimento à Comunidade: 11 3371-7519, 3371-7524, 3371-7521, 3371-7525.

Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)
SiteFacebook
0800 055 0121

Não se cale frente a esse absurdo


54 comentários para Ciclovia Rio Pinheiros ficará interditada por DOIS ANOS em São Paulo

  • RODRIGO MACHADO

    Bem, se passaram dois anos, já reabriu?

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  • Valmir

    Após pressão, interdição da Ciclovia é SUSPENSA em São Paulo. Vencemos mais uma batalha, mas temos que continuar com os protestos organizados, tem muita coisa ainda para melhorar, Reforma na ciclovia, Iluminação, outras entradas e saídas, mais segurança, aberto ao publico 24h, etc…. Galera do pedal divulguem.

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  • rafael

    Gente querendo aparecer… Como sempre, preconceituoso em suas generalizações infundadas. Afinal: http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u725592.shtml (Bairros da periferia lideram viagens de bicicleta) Recomendo IGNORAR

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  • Cidadão "NORMAL"

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  • MARCELO SAMPAIO

    Meu simples crie 1 acesso alternativo na estação granja Julieta, mas embaixo da ponte estaiada já tão furando pra colocar os pilares, voces já viram o tamanho da maquina ? É inviável permitir a passagem com toda a parafernália, isso compromete a segurança dos usuários e prejudica a condução dos trabalhos! Acho que precisa ter bom senso. Não entendo a insatisfação?

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    • A insatisfação é o Metrô não propor uma alternativa. Antes de construirem a estação adolfo pinheiro na Zona Sul, criaram novas ruas em dois lugares pra escavar os poços da estação. Antes de construir os pilares na marginal, que façam acessos na berrini e granja julieta, além de uma pista na marginal temporária para os ciclistas. Não é problema nosso que o engenheiro do Metrô não pensou na alternativa antes de criar o projeto funcional da obra.

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      • MARCELO SAMPAIO

        Fernando,

        Você tem razão o pessoal da CPTM deveria criar uma alternativa de saída na Granja Julieta e Berrini, pra depois
        iniciar os trabalhos faz todo o sentido. De longe a prioridade deve ser o metrô, que é a principal solução para o problema da mobilidade urbana, ciclovia também, mas em menos intensidade. Mas parar a obra pra deixar o ciclistas continuarem a usufruir da ciclovia é o tanto quanto impensável. O foco da manifestação deve se centrar na criação de novas alternativas, e não na paralisação dos trabalhos. Estamos de acordo nisso ?

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  • [...] Já em São Paulo a maior ciclovia da cidade , a Rio Pinheiros, será interditada por dois anos devido a obras da Linha 17-Ouro do Metrô (Monotrilho). A partir do dia 7 de outubro de 2013, uma segunda-feira, a Ciclovia será interditada em um trecho de 4,6 km, entre as estações Granja Julieta e Vila Olímpia. Mesmo sendo chamada de “parcial” pelo comunicado oficial do Metrô, a interdição torna impossível utilizar a ciclovia em toda sua extensão. (veja mais detalhes aqui). [...]

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  • Zé do Pedal

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    • Rafael

      Zé, faltou transparência e uma preocupação mínima com os ciclistas que dependem da ciclovia como meio de transporte (e não como lazer – que mesmo importante, pode ser substituído temporariamente).

      Ainda que não exista alternativa ao fechamento temporário da ciclovia (e realmente não creio que pedalar debaixo de obra seja uma opção), não houve qualquer preocupação em oferecer alguma alternativa aos ciclistas. E veja que sempre que tiram espaço dos carros para obras, mesmo causando transtorno, oferecem uma alternativa.

      Os ciclistas foram comunicados com menos de 1 mes de antecedência, sem dar tempo para se planejarem, o que é um desrespeito (mas certamente proposital a fim de dar pouco tempo para barulho).

      Tampouco se demonstrou a indispensabilidade da interdição. E pode até ser, mas não foram transparentes.

      Enfim, acho justificada a indignação da galera.

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  • Renato Amaral

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    • Cidadão "NORMAL"

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  • Perde-se também o turismo urbano que o ciclista de outras regiões poderá fazer ao vir para a Zona Sul e conhecer a Represa de Guarapiranga e seus parques lineares, além dos belos jardins nas mansões próximas ao lago do Parque Jacques Cousteau, lugar onde há muito verde e cantos de pássaros a todo o momento.

    Realmente a Zona Sul ficará isolada pra quem utiliza a Ciclofaixa Interlagos-Guarapiranga e a Ciclovia Atlântica aos finais de semana para o lazer. Quem dirá durante a semana?

    Bom, como no meu caso, utilizo para meio de transporte, vou pela rua mesmo, por vias que interligam ciclovias, ciclorrotas e ciclofaixas.

    Observe as sugestões de rota no mapa (azul, azul-claro e verde claro). Apesar do desvio ser um pouco longo para quem vai até o Parque Vila Lobos ou Zona Oeste, acredito que poderá auxiliar a chegar ou sair da Zona Sul da melhor forma possível, evitando o trecho que ficará interrompido entre Santo Amaro e Vila Olímpia com maior interligação entre as vias cicláveis:

    https://www.google.com.br/maps/ms?msa=0&msid=209491281121446507465.0004d8b216b6727bcb910

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  • Jorge Ferreira da Silva

    É inacreditável 24 meses de ciclovia parcial fico indignado isso é o mal planejamento que nosso engenheiros tem e a prefeitura engole a seco pois o interesse é deles;
    O único lugar que pedalamos com a máxima de segurança ficar fechados é só em São Paulo mesmo

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  • Luis

    Se não me engano, a obra que ocorre na Av. Roberto Marinho refere-se ao monotrilho também e ela não está sendo interditada. Inclusive, a ciclo faixa funciona aos domingos, apesar de haver um pouco de sujeira em alguns pontos.

    Ou seja, se não interditaram esta avenida e não julgaram perigosa a ciclo faixa, qual a lógica de interditar a ciclovia da marginal?

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  • Ricardo

    Galera,

    Acho positivo ficarmos na ciclovia, mas só isso não chamará a atenção da midia para a falta de planejamento nessa obra.

    Podemos seguir no domingo pela manhã pela marginal, saindo da Villa Olimpia até o ponto que a ciclovia volta a ser liberada. Acho um meio de sermos vistos, sem atrapalhar 100% do transito, mas chamaria a atenção.Contariamos com o apoio dos usuarios da Ciclofaixa, que passa por cima da ponte da Cidade Universitária. Se alguém tem acesso a alguma ONG, Blog, enfim, que possa divulgar para a galera através de folhetos, seria uma ótima.

    Acho que a minha indignação é compartilhada com muitos aqui no VÁ DE BIKE. Quem puder divulgar, vamos em frente.

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  • Ricardo

    Acho válido a intenção das faixas alternativas, mas a melhor opção e mais viável é a utilização da ciclovia, porém com estreitamento de pista. Solução mais fácil e barata.

    Simples de fazer, basta planejamento e força de vontade.

    Minha sugestão para o prostesto pacifico é seguirmos pela marginal, percorrendo os quilometros que seriam percorridos pela ciclovia.

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  • Roberto Santana

    Acabei de criar um evento no Facebook, convocando um protesto para o dia 06/10.
    Procura por “1ª CicloProtesto por melhorias na Ciclovia Marginal Pinheiros”

    https://www.facebook.com/events/1422457167981748/?fref=ts

    Quem topar é só entrar e ajudar a organizar!

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  • Roberto Santana

    Quem topa ajudar a organizar um 1ª CicloProtesto, para dia 06/10, por alternativas a interdição?

    Reivindicação a curto prazo:
    1ª Construção em caráter de urgência de acesso na Estação Granja Julieta;
    2ª Ciclofaixa por ruas e avenidas no entorno, sinalizada e segura, ligando os pontos interrompidos;

    Demais reivindicações:
    Acesso em todas as estações e pontes;
    Iluminação e segurança.

    O Cicloprotesto podemos marcar para ser realizado todo primeiro domingo do mês, ou a cada dois meses, até que as alternativas sejam alcançadas.
    E depois uma vez a cada seis meses, até que as demais reivindicações sejam atendidas.
    As reivindicações são apenas minhas sugestões, podendo ser alteradas.

    Quem topa embarcar nessa?

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  • Ricardo

    Verdade que não podemos questionar a necessidade de obras para transporte em massa.

    Agora fechar 100% da ciclovia é uma decisão simples e muito mal de planejada. Eu que durante a semana a utilizo para treinamento, acompanho inúmeras pessoas utilizam como meio para chegarem ao trabalho, ou principalmente até a Vila Olimpia. Com o folheto que recebi, me fiz a pergunta: Como ficarão essas pessoas ? Lendo o folheto imaginei que a CPTM, ou quem tomou essa decisão de forma simples e sem planejamento, deve imaginar que pedalar pela Marginal Pinheiros será muito mais seguro do que criar uma passagem, nem que seja mais estreita, pela própria ciclovia, já que as obras não utilizarão todo o trajeto bloqueado.
    Já que os orgão competentes não imaginam o prejuizo para nós ciclistas, sugiro nos reunirmos no domingo ( 06/10 ) e fazer o trecho que será interropido pela marginal pinheiros como forma de protesto.

    Acredito que assim, conseguiremos mostrar o número de ciclistas prejudicados…

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  • Koiti Yoshimura

    Alternativos para que não seja interditado totalmente deve haver sem dúvida: Ainda mais sendo para bicicleta que é leve e permite passagem estreita, acho que só depende de um pouco de boa vontade.

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  • Marcio Oliveira

    Lamentável isso. Além de não ter o acesso no Vila Lobos(que uma tal construtora de um certo shopping não fez e duvido que vá fazer), agora vão fechar uma parte dela? Sou a favor de melhorias no tranporte publico, mas fechar uma ciclovia? Não existe outra alternativa? Só no Brasil mesmo, onde já se viu um negócio desses.

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    • Bruno

      Marcio,

      O que vou dizer não tem muito a ver com a discussão, mas eu concordo plenamente: é o fim da picada você pedalar até o final da ciclovia na extremidade Villa-Lobos e não haver nenhuma saída para o parque.

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  • Anderson

    Deveria mesmo haver uma alternativa, será que a interdição completa do trecho é necessária? Pelo espaço que existe entre os trens e a ciclovia creio que metade da faixa já seria suficiente, poderia sim haver compartilhamento se houvesse organização por parte de quem faz as obras.

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  • Bruno

    Essa interdição inutiliza a ciclovia para o meu trajeto diário. Eu acesso a via em Santo Amaro para sair na estação Vila Olimpia. Endosso tudo que foi dito aqui: é um descaso com o ciclista, a maneira mais fácil e barata. Não oferecer alternativa é um descaso. Vou colar aqui a reclamação que estou encaminhando aos responsáveis. Não fiquemos calados!

    Senhores do Consórcio Monotrilho

    Hoje cedo eu recebi um folheto na saída da ciclovia do rio Pinheiros, com uma informação que me deixou consternado.
    Fui avisado que, a partir do próximo dia 07, essa ciclovia será interditada exatamente no trecho que eu utilizo diariamente para ir ao trabalho, por um período de dois anos.
    Venho observando as obras na av. Jorn. Roberto Marinho e vejo nesse caso que o entorno da via foi modificado e adaptado para minimizar o impacto das obras no fluxo de automóveis na avenida.
    Então eu pergunto: que alternativa será oferecida ao ciclista? O mesmíssimo folheto que avisa da interdição da ciclovia justifica-a em nome da “preservação da segurança dos ciclistas”. Então, para os senhores, é mais seguro para o ciclista trafegar na Marginal Pinheiros junto aos carros?
    Em tempo: essa interdição é realmente necessária?
    Quero enfatizar a importância das melhorias no transporte coletivo e ampliação da malha de transporte sobre trilhos em São Paulo. Não me oponho de nenhuma forma à construção do monotrilho. O que eu questiono é a arbitrariedade da decisão de interditar a via – no meu caso particular, inutilizando-a pelos dois anos previstos.
    Aguardo um retorno: qual a alternativa ao ciclista, em seu trajeto diário?

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    • Cidadão "NORMAL"

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  • [...] mais sobre esse absurdo (assim como onde reclamar), aqui. Isso é uma coisa muito complicada, principalmente em uma cidade que está tentando se vender como [...]

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  • Zé do Pedal

    Um Protesto na ciclovia , podemos ocupar a ciclovia durante 24hs ,avisar a midia e programar uma ceia a meia noite e um café da manhã as 6hs .
    Cada pessoa leva sua mochila com oque quiser , compartilhamos tudo em uma grande reunião . Eu treino diariamente na Ciclo , hj fiquei lá até as 22hs , não tem a minima dificuldade em fazer isso . A segurança agora nem é mais da Policia Ferroviaria Federal, até isso esta terceirizado e em numero reduzido .
    :)
    Temos que lotar a ciclo no seu “ultimo” dia de funcionamento total .

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  • Rogerio

    Acho um absurdo esta interdição, pagamos tantos impostos e temos cada vez menos, é vizivel o interesse da cptm em desativar toda a ciclovia, cabe a nos não permitimos isso.

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  • Gabriel

    Então não faz o Monotrilho que vai beneficiar 300 mil por dia?
    Alguns sacrifícios temporários são necessários, logo exigir que não fechem não terá resultado algum. Este é um slide de como será feito o lançamento das vigas:
    http://i904.photobucket.com/albums/ac248/SavianoMarcio/Linha%2017%20-%20Ouro/Livreto/livreto15.jpg~original
    Notem que a obra posteriormente manterá intacta a ciclovia, mas com o ônus de fechá-la por um tempo. A intervenção é temporária, o benefício não. O parque das bicicletas também está com grande parte interditado para as obras do Metrô. É necessário, ou faz isso ou ficamos com os carros poluindo mais e mais o ar e atrasando a cidade.
    É um trabalho complicado construir sem interferir na Linha 9 da CPTM, e não dá para içar as vigas do rio.
    O melhor que podem fazer é trabalhar junto com a prefeitura para que o trecho afetado seja desviado para dentro do bairro de maneira segura a ágil. Bater de frente com a obra seria o mais estúpido dos erros. Uma obra que tira carros das ruas e melhora a mobilidade da população não merece ser taxada como problema.

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    • Gabriel, não é para não fazer o monotrilho. É para ser criada uma alternativa ao fluxo dos ciclistas. Achei que o texto estivesse claro o suficiente, me desculpe.

      Agora, comparar o fechamento de uma ciclovia com a interdição parcial de um PARQUE não faz o menor sentido.

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    • Ronaldo Palleze

      Gabriel, o discurso sobre construir estações para aliviar a quantidade de carros na cidade…não cola. Você já visitou a estação Paulista/Consolação do metrô? Pois é, ela é nova, é um caos de pessoas e os carros continuam na rua. Precisamos de um plano diretor de gente grande que impeça a construção de mais prédios em nossa cidade. Não cabem mais pessoas aqui, cada 20 casas que são derrubadas dão espaço para torres com 400 famílias, só que a rua não alargou, o cano de esgoto não aumentou!Isto é, de que adianta construir novas estações se o número de pessoas concentrada em uma mesma área aumenta exponencialmente? Outro fator que precisa ser incentivado pela poder público junto às empresas é a diminuição das distâncias percorridas pelos funcionários para chegarem aos seus trabalhos. Eu, por exemplo, tenho uma micro empresa, nosso primeiro critério de seleção de funcionários é o CEP. Tenho funcionários que vem a pé para o escritório e os que pegam ônibus, não gastam mais do que 15 minutos. Em uma cidade com o porte de São Paulo, há mão de obra qualificada em qualquer bairro.

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  • robson

    Fechada por 2 anos?????isso é tratar as pessoas como lixo, é não se importar com nada, é claro q uma obra desse porte causa transtorno,mas q deve ter um jeito de fazer a obra sem fechar a ciclovia isso com certeza tem.

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  • Rosana

    Será que atende somente meia-dúzia de irrelevantes cidadãos (“gatos pingados”)? Será que se os acessos fossem mais “acessíveis” seriam tão poucos (se é que são poucos)? Será impossível criar alternativa a essa interdição?

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    • Vinicius

      Rosana,
      Não sei quantos cidadãos utilizam a ciclovia diariamente, disse que são poucos ou gatos pingados baseado na MINHA observação. De repente um ciclista mais atento ou em outro horário encontre a ciclovia lotada (acho difícil, tenho um amigo que mora próximo ao parque Villa-Lobos, com vista para a ciclovia e diz que ela está sempre vazia).
      Comparado com o número de pessoas que esperam os trens digo que o número de usuários da ciclovia é irrelevante (me apropriei de seu termo) e gatos pingados.
      É comum quando alguém resolve efetuar uma contagem de ciclistas em um determinado ponto da cidade, os sites/blogs/redes sociais de ciclismo ou ciclo ativismo convoquem ciclistas para aumentar a contagem “melhorando” assim os números quanto ao uso da bicicleta na cidade. Convido vc a pedalar comigo nesse terça ou quinta e ver se a ciclovia é subutilizada ou não.
      Resumindo, acho a interdição pior para NÓS ciclistas e melhor para a população.

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    • Bruno

      A ciclovia é subutilizada sim, principalmente por causa da falta de acessos. Na região da ponte do Morumbi, por exemplo, não há nenhum acesso (entrada ou saída) por pelo menos 4km ou 5km, para os dois lados. Sem contar o fato de que a pessoa precisa ir e vir de dia, já que os portões da ciclovia se fecham às 18h30, porque ela não tem iluminação. Criar alternativa não é impossível, nem chega a ser difícil. Falta disposição das empreiteiras em diminuir a sanha por lucro e fazer um serviço completo.

      O monotrilho é fundamental para a cidade. Interditar a ciclovia durante as obras não era necessário.

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      • Cidadão "NORMAL"

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  • rafael

    Vinícius, q ciclovia é subutilizada por causa da falta de acessos. Quanto à interdição por 2 anos, será que é mesmo necessária? Será que não há alternativa?

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  • Vinicius

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    • Vinicius, o intuito não é impedir as obras do monotrilho. É claro que, ainda que se questione o formato da solução, uma obra de transporte de massa como essa deve ser realizada. A questão é oferecer uma alternativa ao deslocamento de quem usa a bicicleta, como exposto no texto.

      Concordo sobre a ciclovia ser subutilizada, o que se deve à falta de acessos e ao horário de funcionamento, mas isso não pode ser usado como argumento para fechá-la. É o velho paradigma de construir mal a infraestrutura cicloviária e depois justificar sua retirada pela falta de uso, como se as bicicletas não existissem na cidade.

      Não podemos cair na armadilha de reforçar inconscientemente esse argumento. Não podemos deixar que nossos argumentos sejam mal interpretados e utilizados para desclassificar nossas próprias demandas. A ciclovia é importante sim e, se não atende suficientemente bem a demanda que EXISTE e está reprimida, que se consertem as falhas!

      E não se trata de magoar gatos pingados, se trata de fazer com que esses gatos pingados se arrisquem nas avenidas do entorno (talvez na própria Marginal) para conseguir chegar onde precisam ir todos os dias.

      Além do mais, esses pingados são uma gataiada enorme: segundo a própria CPTM, 10 mil pessoas passam por essa ciclovia a cada semana.

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  • Arquimedes Fiuza

    Pelo amor de Deus, isso não pode acontecer, já são tão poucos os lugares decentes para praticar o ciclismo, que é um ótimo esporte e meio de transporte, tem que ser feito alguma coisa arespeito, temos que nos unir para que isso não acontessa. A ciclovia de Pinheiros é uma referência em ciclismos.

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