Leitor afirma que bicicletas não podem usar as ruas, para não atrapalhar os carros

Um debate complexo no Vá de Bike: o leitor Ricardo Dirani tem toda a certeza de que ciclistas não devem usar as vias e que elas são de uso exclusivo dos automóveis. Veja seus argumentos e a opinião do Vá de Bike.

Um debate complexo anda acontecendo nos comentários de um dos textos do Vá de Bike. Um leitor, Ricardo Dirani, tem toda a certeza de que ciclistas não devem usar as vias e que elas seriam de uso exclusivo dos carros.

Sua argumentação se baseia no artigo 58 do Código de Trânsito, que afirma que os ciclistas devem usar os “bordos da pista”. Para Dirani, isso corresponde ao meio-fio e as bicicletas devem circular sobre a sarjeta. “É por onde eu vejo todo mundo que é louco de colocar uma bicicleta no meio do trânsito em Sampa”, afirma o leitor, apesar de sua página no Facebook contar que ele reside em Campinas.

Baseado em sua interpretação subjetiva da lei, Ricardo Dirani dispara frases que demonstram intolerância e falta de respeito pela vida humana, como quando diz que as Bicicletadas são “crimes”, comparando uma interrupção temporária no trânsito de automóveis (por causa de bicicletas, não por causa de outros carros) a assassinatos e estupros.

De uma lei extensa e intrincada como é o Código de Trânsito, Ricardo – não o Neis, dessa vez o Dirani – utiliza apenas um pequeno trecho de um único artigo para embasar sua argumentação egoísta e preconceituosa, deixando de perceber que o todo do Código de Trânsito prima principalmente pelo respeito à vida humana, acima até do direito de circulação.

Embora o discurso do leitor me incomodasse muito, pelo preconceito e agressividade sutilmente embutidos e por estimular atitudes agressivas contra ciclistas, evitei ao máximo escrever uma resposta até agora. Tento não entrar em conflito com quem comenta no Vá de Bike, permitindo seu direito de se expressar por mais equivocado que o leitor esteja, mas não posso correr o risco de permitir que algum desavisado acredite nos absurdos escritos ali.

Portanto, respondo com minha opinião através deste post. O direito de expressão do leitor continua valendo, afinal os comentários são abertos a qualquer um.

Frases

Algumas das frases que me estimularam a escrever este post:

“Sim. É crime [circular a uma velocidade baixa]. Cheque o artigo 48 [na verdade, se referiu ao 58, que diz para utilizar os bordos da pista]. Vocês têm que circular por via própria, e na ausência desta, junto ao meio fio, para não impor sua velocidade ao resto do trânsito.”

“Ah, mas disso eu tenho certeza [que as Bicicletadas continuarão ocorrendo]. Como continuarão acontecendo assassinatos e estupros. Sempre haverão [SIC] pessoas que se consideram acima da lei.”

“Na ausência da ciclovia, você tem que trafegar colado ao meio fio. Você não fica com uma pista só para você. Entende isso?”

“Estaremos pensando em um regime em que ruas são feitas para carros, e calçadas para pedestres, e que ciclistas têm que se encaixar em algum lugar no meio, ao invés de achar que têm um direito que não têm de ocupar qualquer coisa da pista que vá alem de seus ‘bordos’ *quando* não há acostamento ou ciclovia.”

A opinião do Vá de Bike

Ruas para pessoas

Ruas não são feitas para carros. Ruas são feitas para pessoas. Aliás, as ruas sempre foram feitas para as pessoas, desde o início. Para que elas se deslocassem em uma taba, em uma vila, em uma cidade.

Com o tempo, essas pessoas passaram a se deslocar em cavalos, em carroças e depois em máquinas movidas a motor, mas as ruas continuaram sendo essencialmente para levar essas pessoas para onde precisam ir, não importando o veículo que utilizem.

Bordos da pista

Quanto a ciclistas “acharem que têm um direito que não têm” ao ocupar a faixa, vamos rever o que diz o Código de Trânsito:

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Bem, quando não há ciclovia, ciclofaixa ou acostamento – e dentro de uma cidade isso significa quase sempre – deve-se utilizar os bordos da pista. E é esse um dos pilares da argumentação. Pois vamos analisar esse aspecto.

Em primeiro lugar, o texto diz “os” bordos. Perceba que o artigo está no plural. Isso significa ambos, tanto no lado esquerdo quanto direito. Claro que não vamos utilizar a pista esquerda de uma avenida, sejamos razoáveis. Mas para sair em uma conversão permitida à esquerda, quando essa faixa serve apenas a quem vai virar em uma rua ou fazer um retorno, ou em ruas de tráfego menos intenso, onde na faixa direita circulam ônibus, é importante saber que esse uso é permitido por lei.

Em segundo, até onde vai o bordo? Vejamos a definição de bordo no Código de Trânsito Brasileiro:

BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.

Bordo é, portanto, a margem da pista. Mas até onde ele vai? A lei não diz. Até as “linhas longitudinais de bordo”? Essas linhas só existem quando há acostamento e, nesse caso, a bicicleta deve circular por ele (o que obviamente é mais seguro). Não havendo bordo demarcado, o bordo vai até onde meu entendimento o levar, já que a lei não o especifica. E meu entendimento o leva até onde for necessário para que minha segurança seja garantida. Entenda por que mais adiante.

Um exercício de compreensão

Pedalando muito próximo ao meio-fio, maus motoristas que desrespeitam leis forçam passagem pela mesma pista e colocam em risco o ciclista, sem se importar com sua vida.

Vamos imaginar por um instante, apenas por um breve instante, que a argumentação desse leitor estivesse correta, que houvesse uma demarcação de bordo nas vias e que o ciclista só devesse mesmo pedalar sobre a sarjeta, correndo o risco de bater o pedal no meio-fio, de entalar a roda em uma grelha ou de não conseguir desviar de um buraco, caindo em meio aos carros.

Como todos os outros artigos do Código de Trânsito continuam valendo, quando Ricardo Dirani passasse com seu carro ao lado de um ciclista ele teria que respeitar o artigo 201, que o obriga a passar a uma distância de um metro e meio da bicicleta que está ali espremida junto ao meio-fio.

Como as faixas de circulação não conseguem abrigar a largura de um automóvel, mais 1,5m de distância, mais a largura de uma bicicleta, Dirani teria de mudar de faixa para fazer a ultrapassagem dentro da lei e sem colocar em risco a vida do ciclista. Para ele, portanto, seria totalmente indiferente se o ciclista está se jogando na calçada ou pedalando bem no meio da faixa, uma vez que seria necessário mudar de faixa de qualquer forma.

Não entendo então o porquê de tanta celeuma, já que o Sr. Dirani se mostra bastante cioso com o cumprimento das leis e não deixaria de cumpri-las apenas para provar um ponto de vista, sobretudo se isso implica em colocar vidas em risco.

Tenho certeza também que o Sr. Dirani respeita o artigo 192, que diz para manter distância lateral segura e não colar na traseira dos demais veículos, incluindo-se aí as bicicletas. Também dá preferência aos ciclistas em cruzamentos, de acordo com o artigo 214, e diminui a velocidade a ultrapassar uma bicicleta, conforme o art. 220 item XIII. Sabe ainda que os veículos motorizados são sempre responsáveis pela segurança dos não motorizados, de acordo com o art. 29 §2º.

Por mais que um ciclista, um pedestre ou até outro sagrado motorista esteja infringindo uma lei de trânsito, essa infração não justifica uma reação violenta e que incorra em crime de tentativa de lesão corporal ou de homicídio como forma de punir ou de “educar” alguém que esteja agindo incorretamente na via. Pense nisso.

Acima de tudo, quero crer que o Sr. Dirani respeita a vida humana, como pessoa de bem que pretende ser. Aquele ciclista utilizando a rua poderia ser seu amigo, se ele se desse a chance. Pode ser um pai, uma mãe, um filho sendo esperado por pais preocupados, o grande amor da vida de alguém. Dê-lhe o direito de chegar inteiro em casa.

Ciclista, ocupe a faixa

Sim, ocupe a faixa. Além de ser seu direito, é muito mais seguro. Não se importe se alguém com pensamento equivocado vai buzinar atrás de você, gritar impropérios contra sua mãe, esmurrar o volante e babar no banco de couro.

É melhor um motorista te xingar e mudar de pista para ultrapassar do que passar com o retrovisor a 10 centímetros do seu guidão, colocando sua vida em risco. E, mesmo que ele o faça, ocupando a faixa você tem um espaço de fuga à sua direita. Estando colado ao meio-fio, você só pode torcer para que ele não encoste em você com uma tonelada de metal a 70km/h.

Veja aqui no Vá de Bike por que ocupar a faixa e como fazê-lo de forma segura. Valorize sua vida, não a opinião de quem não se importa com ela.

168 comentários em “Leitor afirma que bicicletas não podem usar as ruas, para não atrapalhar os carros

  1. Ok Dirani, reconheço q fui injusto com sua pessoa ao ligar seu nome junto do homicida do Golf-Cristhine, oq eu nãop espero é q vc um dia q encontrar uma massa critica seja aonde for não faça o mesmo q o teu xará, saia atropelando e matando p/ depois uma terceira personagem venha querer defender o mal-feito. Eu sei bem q o próprio Prabhupada falava mal do Ghandi, acontece q na minha opinião Ghandi estava transcedentalmente á frente da própria religião Hindu ou do movimento Hare-Krshna, isso não aconteceu com o próprio Jesus, qdo ele falou p/ o povo dar a outra face qdo apanhasse? Ou Martim Luther King q foi assassinado? Ghandi foi assassinado por um próprio patrício seu, um hindu fanático a sociedade infelizmente é cheia de gente mal-intencionada, veja o próprio exemplo do Ricardo Neis atropelando um monte de ciclista por achar q uma cambada de desocupado não tenha + oq fazer e oq ele justificou? Até agora NADA, só falou q estava querendo se matar na cadeia, (pena q não se matou), mas vc pegou um apreço por ele, entendo q vc é um cara informado e td + mas se vc está compactuando com este “meliante”, parece q vc no lugar dele fazeria o mesmo. Peço minhas humildes desculpas ao juntar seu nome q por ironia é o mesmo dele e julgá-lo de possível homicida, OK? Mas o convite p/ o rolê de bike está em aberto, desejo q um dia vc compartilhe essa felicidade de pedalar e sentir o vento ao rosto. 1 forte abraço e tds as pedaladas do mundo á vc, vc soube manter um bom nível de conversa!! Mas Ricardo Neis não tem boi não, eu quero que ele pague oq deve ao povo gaúcho e espero tbm não encontrá-lo pelo trânsito do nosso Brasil, vai saber das intenções dele!!

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    1. Obrigado Dodô. Eu tendo a não responder quando se chega nesse nível de irracionalidade, e só seguir em frente com o argumento principal. Mas fico feliz quando alguem se toca :-).

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      1. Agora eu entendi a fixação do Dirani por “andar colado ao meio-fio”.
        Vejam o que eu encontrei no antigo Código Nacional de Trânsito de 1966 (revogado em 1997, é bom lembrar):

        Art 87. Os condutores de motocicletas e similares devem:

        a) observar o disposto no art. 83;

        b) conduzir seus veículos pela direita da pista, junto à guia da calçada ou acostamento, mantendo-se em fila única, quando em grupo, sempre que não houver faixa especial a êles destinada.

        Penalidade: Grupo 3.

        Parágrafo único. Estendem-se aos condutores de veículos de tração ou propulsão humana e aos de tração animal, os mesmos deveres dêste artigo.

        Aaaaah, malandrinho! Tentando nos enganar, hein?

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          1. Entendi. A idéia então é obedecer o código de trânsito *desde* que você concorde com ele, certo? Então quando os carros não mudam de faixa, mas partilham a faixa com a bicicleta andando pela margem, o problema *em si* não é a infração ao código de trânsito, mas o fato de que *você* concorda com a regra de manter um metro e meio de distância.

            Você pode aproveitar e nos dizer qual é a sua opinião sobre bicicletas andando no corredor de carros, impossibilitando aos carros em ambas as faixas manterem-se a um metro e meio de distância da bicicleta?

            Polêmico. O que acha? Thumb up 3 Thumb down 6

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        1. Fala Guilherme, seu pândego! Não é que você tem razão? A última vez em que peguei numa bicicleta foi em 1995! Olha o que dá ficar velho. Mas veja como o claro “junto à guia da calçada” foi substituído pelo (claramente para vocês) dúbio “pelo bordo da pista de rolamento”, mas a “fila única” permanece na codificação atual:

          Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:
          Infração – média;
          Penalidade – multa.
          BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos
          http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9503.htm#art341

          Você pelo menos admite como uma massa crítica infringe a parte da fila única, ou nem isso?

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          1. A idéia da Massa Crítica é justamente questionar esta visão de que “ruas são para carros” e isso passa pelo questionamento, pela ação, no caso, dessa idéia de fila indiana.
            Como muitos motoristas estão aprendendo, compartilhar a rua não arranca pedaço e andar em fila indiana, principalmente quando estamos em grupo, é muito, mas muito chato mesmo.

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          2. Completando, o lance da fila indiana, pelo menos no meu caso, já ocorre naturalmente.
            Quando acontece de alcançar outro ciclista na via eu nunca emparelho, a menos que tenha certeza de poder ultrapassar e abrir uma boa distância.

            As leis estão aí pra serem cumpridas, mas também é papel nosso questionar e pressionar, quando elas são injustas, ou, como neste caso, formuladas sem base na experiência concreta.

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          3. A bicicleta é uma excelente solução para a mobilidade urbana. Deve ser incentivada e utilizada no combate ao sedentarismo e a obesidade. Os níveis de segurança no trânsito aumentam na medida em que aprendemos a conviver pacificamente, sem segregação, respeitando os direitos de cada cidadão.

            Há séculos, desde o uso do cavalo, estamos deixando de usar somente o próprio corpo para movimentar-se. Os efeitos dessa mudança de comportamento já começaram a apresentar problemas, entre eles a obesidade e o estresse. Precisamos reverter esse quadro e recuperar nossa capacidade locomotora. Não precisamos ser tão velozes quanto os guepardos, que capazes de alcançar a velocidade de 100 Km/h, mas podemos pelo menos evitar a atrofia de nossos membros se optarmos pelo transporte ativo ao invés de depender somente do transporte passivo.

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  2. Alguém simplesmente reparou na úlitma e conclusiva frase do artigo que esclarece que os ciclistas têm “preferência sobre os carros”?

    Nem precisa discutir, a lei é clara, como é clara a educação em países desenvolvidos: a preferência no trânsito é:
    1. Pedestre (o ser humano em si, detentor do direito de ir e vir por si só)
    2. o ciclista (por que o legislador assim entendeu)
    3. o piloto de veículo motorizado (porque claramente alguém vestido com uma roupa de 1 tonelada de metal, está claramente em vantagem em relação aos demais).
    4. O semovente, ou seja, veículos com tração animal (porque o animal é irracional e nem sempre pode-se prever se ele vai sair atropelando ciclistas na massa crítica em Porto Alegre, ou se ele vai guardar a distância de 1,5m devida a todo veículo durante a ultrapassagem…)

    Infelizmente, por força da profissão, quando faço fotos externas, tenho que usar minha pickup enorme, barulhenta, de cabine dupla, que polui pra cacete, porque tenho que levar quilos de equipamentos, mas minha peugeot 1962, garimpada num mercado de pulgas e restaurada com todo carinho, geralmente é meu meio de transporte diário.

    Outra infelicidade que vejo aqui no Brasil, depois de ter vivido 8 anos na Europa, é que carro é sinal de status e diploma de preguiça. O cara quer ter um carro, nem que seja mil, parcelado em 5 anos, pra pegar gatinhas, ou pra sentir-se livre para andar por onde for. E tem aquela sensação benfazeja de sair de casa, sem chuva, com som, controlando uma máquina poderosa e poder chegar exatamente no seu ponto final, com o ar ligado, etc.

    O dia em que realmente o ser humano aprender a viver em comunidade, aí não teremos mais discussões desse tipo. Porque se eu preciso usar o carro, eu terei o dever de pensar que meu ‘brou’ ali do lado, optou pela magrela para não encher meu nariz de carbono, e para liberar mais o tráfego da cidade. E quando eu estiver de bike, eu saberei que o motorista também estará pensando em mim, e em como fui legal com ele, permitindo que ele trafegasse mais tranquilo, numa cidade com um carro a menos.

    Abraços.

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    1. Exatamente. O dia em que a prioridade forem os transportes coletivos (COLETIVO, alguém ainda acredita nessa palavra?), quando a gente puder andar de bicicleta livremente, quando quiser, por prazer ou por opção. Sabe o que vai acontecer nesse dia? Haverá menos carros, só aqueles de quem realmente precisa de um, e eles poderão trafegar com a velocidade que quiserem e manterem a distância necessária das bikes. Sem nenhuma necessidade de xingamentos e agressões.

      Como outros comentaristas já apontaram, a discussão tem que ser pautada não pelo individualismo de quem acha que tem o direito de andar com seu carrão sem zelar pela segurança dos mais fracos, ou por aquele que busca um modo alternativo (mas também individualista) de transporte. A palavra é COLETIVO e a solução para TODOS, pedrestes, ciclistas e motoristas é o investimento em transporte coletivo.

      Mas é claro que agora é uma questão de chamar a atenção dos motoristas para um fato bem simples: vocês tem uma arma nas mãos, e é responsabilidade de vocês cuidar da segurança de pedrestes e ciclistas. A vida deles é mais importante que a sua velocidade e, enquanto estão seguindo a lei, eles devem ser respeitados. Exigir que ciclistas andem no meio-fio é um absurdo. A maioria das orientações para ciclistas na cidade onde vivo diz explicitamente o contrário: o meio-fio é perigosíssimo, os bueiros são armadilhas mortais.

      Um abraço a todos!

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  3. Bom Dirani já leu algum livro indiano? Se não leia uma das jóias da religião do mundo: “Bhagavad Gitá”, garanto q é uma revolução interior q talvez vc esteja neste momento precisando, eu mesmo já li 5 versões dele a + interessante é a do respeitadissimo A.C. Bhaktivedanta Swami Prahbupada um grande líder espiritual q traduziu vários livros sacros hindus p/ a língua inglesa, (q ironia, não). E p/ vc q disse q a Índia é um país atrasado, leia uma frase do Mahatma Ghandi: “Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões!” VC precisa de paz e o homicida do Golf-Cristhine tbm , aliás esse psicopata já tá solto hein? Olha pessoal do bem, cuidado pq se juntar os Ricardos, Neis e Dirani vai ser a grande matança, Deus me livre!

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    1. Olá Dodô. Obrigado por perguntar. A ironia maior, eu acho, é que uma das críticas mais bem estruturadas que conheço a Gandhi é do próprio Prabhupada. Você pode vê-la nestes dois trechos, por exemplo:

      http://harekrishnablog.blogspot.com/2008/12/everyone-is-trying-to-become-supreme-so.html

      “Nosso Mahatma Gandhi tentou parar violências. Ele começou o movimento da não-violência mas de fato ele tinha que morrer pela violência. Então os ksatriya, eles são treinados em violência para se tornarem violentos para pararem violências.”

      http://causelessmercy.com/?P=RV5&ND=true

      “(…) Mahatma Gandhi (…) interpretou o Bhagavad-gita numa tentativa de fundamentar sua teoria da não-violência. Como é possível provar não-violência a partir do Bhagavad-gita? O próprio tema do Bhavagad-gita involve a relutância de Arjuna em lutar e Krishna induzindo-o a matar seus oponentes.”

      Prabhupada escreveu extensamente sobre Gandhi:
      http://www.harekrsna.com/sun/editorials/09-06/editorials680.htm

      “Srila Prabhupada explica que não apenas a filosofia de não violência de Gandhi é espúria, mas também o mito de que ele trouxe a independência é espúrio. O que nos leva a outro importante ponto filosófico: quando pessoas em com poder e posição políticos assumem uma identidade de santidade e então promovem filosofias espúrias que não se fundamentam em sastra, então é preciso manifestar-se em defesa da verdade, independentemente de quão impopular isso pareça para a maioria dos ouvintes. Muitos ao redor do mundo engoliram o mito de Gandhi como se ele fosse verdadeiro, e dizer a verdade sobre a situação é a única maneira de de derrubar o mito.”

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  4. “Para o amigo que acredita que catalogar pontos de vista contrários aos seus como erros que inviabilizam o diálogo, aquele abraço, e boa sorte. Nunca é tarde para aprender.”

    Didi, honey, sweetheart,
    não se trata de catalogar o seu ponto de vista como erro.
    trata-se de entender, se dar conta, compreender, ver a ficha cair, que o buraco é mais embaixo.
    o seu jeito de ver e entender o mundo é absurdamente diferente do meu.
    eu achei que fosse pouca coisa, que fosse só uma questão de medo, mas depois de ver vc (rsrs, que gostinho vc me deu agora!) catalogar os pontos de vista de uma nação milenar (culturalmente riquíssima) como erros que justificam a miséria em que grande parte da população vive, ah, eu entendi que é besteira continuar. quer dizer, eu sabia, eu já disse algumas vezes que achava que seu caso não tinha solução. mas eu sou uma boba romântica incorrigível. sempre iludida.
    E sobre índia X inglaterra, engraçado, não tenho a menor vontade de conhecer a inglaterra. só uma coisa da inglaterra me atrai, os beatles. e na índia tudo me atrai. a religião, a comida, as roupas incríveis que aquelas mulheres usam, tudo, tudo, menos tomar banho no ganges, quer dizer.
    aliás, o disco que eu mais gosto dos beatles é o da fase índia.
    eu sei que vc não vai rever seus conceitos. nem tem como, eu acho. mas espero que um dia uma luz te ilumine.

    deixo aqui um vídeo que eu queria que vc visse. por que vc, amigo, só por deus, como diria minha mãe. então, já que não há mais nada a discutir, desejo toda a paz do mundo pra vc. estou mesmo mandando vibrações positivas mentalizando o seu nome. e essa música me enche de paz, talvez te toque de alguma forma.

    http://www.youtube.com/watch?v=wynYMJwEPH8&feature=related

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  5. Olá, gostaria de expor minha opinião sobre o significado de “bordo da pista”:

    “BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.”

    A pista deve ser entendida como todas as “faixas”, portanto, os ‘bordos da pista’ são as faixas das extremidades (esquerda ou direita conforme a conveniência do local). O veículo de tração humana deve, portanto, ocupar as faixas nas extremidades da pista e NÃO a extremidade da faixa da direita como ocorre na prática.

    A corrupção é tão corriqueira que uma medida que visa beneficiar a todos e não apenas a uma minoria, é vista como um corpo estranho.

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  6. Eu sabia que uma hora ele ia se enroscar. SABIA!
    Lage, me diz uma coisa, quantos anos vc tem, é casado ou não é, deve ser, homem assim não fica sozinho. Mora na Dinamarca mesmo? Ah, vem pro Brasil, terra de sol e calor, não tem tanta bicicleta na rua quanto tem aí, mas tem eu! Eu não vou me apaixonar por vc, eu já me apaixonei, já era. Tá, tô exagerando, mas cara, vc é demais. Não disse nada que eu não diria, e com uma classe que é uma coisa. Um charme arrebatador.

    Gui, essa foi de doer, não foi? Foda. Dirani, vc é foda.

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  7. Poxa, Ricardo, agora você feriu os sentimentos oprimidos da minha amiga Priscila. Todo mundo sabe que o Gandhi morreu envenenado com um narguilé de xerez, ou seja, uma completa tramóia inglesa.

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  8. CHOQUEI!!! O CARA DISSE QUE A INGLATERRA É CIVILIZADA E A ÍNDIA NÃO!!!! CARÁCOLES!!!!
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    ai, dirani, assim eu morro de tanto rir!!! bom, melhor do que se fosse por atropelamento!!! vc é um atropelador de ideias!!! hahahahahahahahhahahahaha!!!!!

    NÃO FODE, COLEGA.

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    1. É que a Inglaterra fica na Europa-Estados Unidos, ou seja, o 1º Mundo.
      E a Índia fica na África, América Latina, sei lá. Um desses lugares de pobre, entende?

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  9. Só quero que meus filhos não tenham câncer nos pulmões, que eu não morra estatelado numa via de trânsito rápido e que meus avós andem com tranqüilidade na calçada do bairro deles. E quero o mesmo para seus filhos, vocês e seus avós.

    Meu argumento prescinde de legislação e estatística, se baseia no bom-senso, na percepção de que a doença, a morte e o medo destroem a vida dos protagonistas e de todos envolta deles. Evitemo-los.

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  10. isso aí, vamos para a rua!!! já pedalei 14 km hoje, de noite eu vou pra uma festa, e de bike! por que bike é vida!
    azar de quem ainda não se tocou disso… mas a vida é assim, não dá pra todo mundo ser feliz… pelo menos é o que os trolls dizem. eu discordo! só não é feliz quem não quer. diz aí, dirani. o que vc acha? 😉

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  11. Pedalar na calçada é muito perigoso, vc pode atropelar velhinha, criança, esbarrar em alguém… Colado na sarjeta também é perigoso (pelos motivos já exaustivamente mostrados por aqui). Lugar de bike é na rua e a rua tem que ser compartilhada, não pertence só aos carros, quem anda de bike pode tem o direito de utilizar uma faixa sim, por que não? É um veículo também. E acho que esse Dirani é um troll… (ok, alimentei o troll, mas taí mais um ponto de vista)

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  12. Essa frase sozinha derruba toda e qualquer tentativa de argumentação desse senhor: “Para ele, portanto, seria totalmente indiferente se o ciclista está se jogando na calçada ou pedalando bem no meio da faixa, uma vez que seria necessário mudar de faixa de qualquer forma.”

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      1. Ricardo Dirani,

        A largura das faixas nas principais avenidas de São Paulo é bem inferior aos 3,63m citados.
        A 23 de Maio, por exemplo possui 2,65m em 4 faixas e 3,20m na faixa da direita. Se você já trafegou pela Berrini, Rebouças, Santo Amaro, saberá que lá as faixas são ainda mais estreitas.

        Também sabemos que o trânsito não é composto somente de automóveis estreitos como o Corsa.

        E mais ainda, o meio metro a mais ou a menos que o carro teria que invadir a faixa ao lado para fazer uma ultrapassagem de um ciclista é totalmente indiferente para o motorista. Já para o ciclista, pode ser a diferença entre pedalar com segurança ou levar um tombo.

        O mais importante é zelar pela segurança das pessoas. Ficar espremido no canto não é seguro nem para o ciclista, nem para o motorista que compartilha com ele a via.

        Finalmente, quem impõe o seu ritmo lento de congestionamento de centenas de quilômetros a todas os outros meios de transporte é justamente o carro, pelo seu uso excessivo, e não a bicicleta.

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          1. Então, Ricardo:

            Você fez um monte de contas para chegar à mesmíssima conclusão que o Willian deixou clara e o Gunnar destacou: na prática, o automóvel sempre terá que mudar de faixa para ultrapassar uma bicicleta com segurança e como manda a lei. Pode ser que mude totalmente, pode ser que mude parcialmente, mas sempre vai mudar. E como é mais seguro pedalar ocupando 1/3 da largura da faixa, é lá que ciclistas experientes recomendam que se deva transitar com bicicletas.

            Achei engraçada a tentativa de fazer a bicicleta ocupar duas faixas, só mesmo torturando os números.

            Importante não confundir uma Bicicletada com um ciclista solitário andando no dia-a-dia, que é o modelo discutido aqui nas ultrapassagens.

            Bicicleta não é transporte público, como você citou. É um transporte individual que ocupa muitíssimo menos espaço que o automóvel. Portanto congestiona muito menos. Fora outras virtudes.

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  13. Lage, se vc continuar escrevendo assim, eu vou me apaixonar por vc.
    Gui, ele não fala com mulheres nem trafega com ciclistas, ele é o cara, o macho alfa, já saquei qual é a dele. Esse caso não tem solução.
    Obrigada a todos que me apoiaram, precisando, estamos aí.
    Todos juntos somos fortes.
    Mas machista bom, pra mim, é machista morto, então me retiro dessa discussão.

    Ah, Dirani, eu também sou motorista.
    Mas dessas que toda hora leva buzinada do carro de trás, por que eu páro antes da faixa de pedestres, aliás, não só páro como espero o pedestre concluir a travessia. Dessas que pára no ponto de ônibus e diz “alguém quer carona pra pio onze?”. Enfim, dessas que vc deve odiar, por que “atrapalha o trânsito”.
    É como eu digo, eu tenho só duas certezas nessa vida: uma é que um dia eu vou morrer. A outra, é que qualquer dia eu apanho na rua.

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    1. Oi Priscila, obrigado. 🙂

      Sobre o “caso sem solução”. É uma pena que o Dirani tenha ignorado praticamente todos os bons comentários e argumentos de vários leitores aqui. Dos seus então ele passou longe.

      Mas tenho certeza que ele está lendo um bocado sobre o assunto. Para responder aos meus comentários ele teve que ler artigos e fazer buscas no Google. Na Internet, ninguém admite que está errado mas torço para que na vida real ele mude (ou comece a mudar) um pouco suas atitudes e comportamentos. Mesmo com a torcida, acho que não importa muito se ele vai mudar ou não. O que importa é fazermos a nossa parte, dando exemplos, deixando claro sempre que possível como pensamos e reclamando junto às autoridades os nossos direitos.

      Mais uma vez, gostei dos seus comentários e atitudes. O Brasil seria um país muito melhor se mais pessoas tivessem atitudes como a sua no trânsito.

      Um abraço,
      Ricardo

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    2. Macho Alfa nada, Priscila. O RD é um troll mesmmo.
      Que burrice a minha, ficar argumentando com gente assim.

      Foi um prazer estar neste debate com gente bacana como você (mas como você não, RD).

      Sexta feira linda, pedalemos, irmãos.

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  14. O Sr. Ricardo que justifica o injustificável. Ruas não são feitas para carros, entendo ele, pois vivemos uma cultura do automóvel, isso quando cristaliza na cabeça é difícil tirar, ele parece-me que conheceu a realidade selvagem e desigual do Brasil. O texto é perfeito. Insisti nisso é só o orgulho que é forte demais para não reconhecer o erro.

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  15. Só pela clareza com que o Willian analisa e discute, à luz de sua experiência, cada artigo do CBT nesta matéria, este blog já mereceria o prêmio do The Bobs.

    E ele tem mais 79 páginas (e aumentando) de ótimos textos! Interessante percorrê-los e perceber como a bicicleta vai ocupando cada vez mais espaço na temática dos textos. De maneira análoga ao espaço cada vez maior que a bicicleta está ocupando na mente das pessoas saudáveis de cidades no mundo todo. Espaço esse que sem dúvida é maior porque existem blogs como este.

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  16. Não vou deixar de pedalar minha bike seja aonde for!Não vou andar com minha bike pela a calçada, (salvo se estiver desmontado dela e empurrando-a oq me deixa na situação de pedestre, tá no CTB tbm). Não deixarei de viajar pelas as rodovias pq é um direito meu ir p/ praia de bike, (apesar da merda da “ECAVIAS”, achar q as pistas da Anchieta-Imigrantes são dela). Não temais caros ciclistas e parabéns Priscila Moreno deu um ultra-combo nesses desocupados!

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  17. Ricardo Dirani,

    Vc tem razão, este eh um blog de ciclistas, mas mtos aqui tbm dirigem carros, ou seja, mtos aqui conhecem os dois lados da história. Ao contrário de vc q diz q soh utilizava a bike dentro da cidade universitária e nunca andaria na cidade, portanto ao olhar uma bike vc nao a enxerga como um meio de transporte e sim como uma forma de lazer. O dia que vc realmente utilizar a bike para ir de um ponto a outro da cidade cruzando diversos bairros, talvez vc consiga ter as duas visões, a do motorista de carros e a do ciclista, talvez fique que não da pra andar na calçada utilizando a bike para se chegar a um compromisso diário, seria de fato um perigo para os pedestres. No entanto se mesmo com vc passando a ver na bike uma forma de se locomover pela cidade sem ser a passeio, sua opinião não mudar, aí sim talvez eu passe a respeita-la pq saberei que não eh a opinião de alguem q tem preconceito, de alguem q soh conhece um lado da história e por isso interpreta a lei da forma q le for mais conveniente.
    fica a minha sugestão, experimente a bike por um curto periodo, e nos diga se ainda tem a msma opinião.

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  18. Mas Ricardo, não se trata de “suprimir dissenções”. Peraí! Inclusive por que se há alguma “dissenção” aqui, nós, ciclistas, a provocamos, ao dizer olha, tá ruim assim, não quero ir de carro, não. Numa cidade movida à máquina, a gente desceu do carro e disse chega. Só que quem ficou no carro disse fodam-se. E a gente diz foda-se não, meu amigo, por que eu quero viver. A discussão é basicamente essa, concorda? Vc diz que é ruim para o motorista ter ciclista na rua. Eu digo que é ruim para o pedestre ter ciclista na calçada. Existe uma legislação específica sobre isso, vc acha que a gente ia concordar e dizer ah, ele tem razão, é, galera, vamos para a calçada. Fodam-se os pedestres. É nóis. Não é isso. Nossa conversa não é essa, nossa luta cotidiana não é essa. A gente quer respeito, e por isso a gente respeita, todo mundo, não só os digníssimos senhores consumidores de petróleo, diesel, etanol, ou o que for. A gente não vai desistir de andar no meio da pista, pelos nove motivos que eu te dei e que vc ignorou. A gente não vai desistir de fazer da bike um meio de transporte. Muitos já morreram, outro tanto ainda vai morrer, infelizmente, por inconsequência, por intolerância, por violência. E mesmo assim – pode procurar as estatísticas, se quiser, eu não vou me dar ao trabalho de colocar aqui, sinto muito – mesmo assim, ainda não vai dar nem um terço, um quinto, um sexto das mortes envolvendo veículos. por que deus proteje as criancinhas, os bêbados e, como vc ou outro alguém disse mais pra cima, os loucos de sair de bicicleta na cidade de São Paulo. Ou em qualquer outra cidade, por que na real os motoristas têm uma tendência à violência em qualquer lugar. Vai falar comigo ou não?!

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    1. Ei Priscila, acho que o jeito é você chamar ele pra pedalar.
      Mas algo me diz que ele vai ter tanto medinho de pedalar quanto de falar com você.

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  19. Aliás, o blog mandou bem. Sendo um (entre vários outros, claro) dos contestadores da linha esdrúxula de raciocínio do RD acompanhei a discussão de perto. E num dia desses me veio o receio de que algum desavisado visse algum vestígio de razão nos comentários do RD.

    Antes que eu tivesse a idéia de pedir alguma providência nesse sentido, vi que já havia sido tomada.

    Continue com o bom trabalho!

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      1. Blá, blá, blá…
        Vai opinar na Folha então, meu filho.

        Como você disse, aqui é um blog de ciclistas.

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      2. Caro Dirani, é um mito dizer que as pessoas no Brasil não pedalam ou não se interessam por bicicleta: http://laedevolta.com.br/blog/2011/04/05/os-mitos-contra-as-bicicletas-nas-cidades-brasileiras-ninguem-usa-bicicleta-como-transporte/ Um trecho:

        “O argumento de que bicicleta não é vista como meio de transporte no Brasil pode ser facilmente contestado. O povo Brasileiro já usa bicicleta com freqüência, muito obrigado. O país é o terceiro maior fabricante de bicicletas do mundo e o quinto maior mercado consumidor. Metade deste consumo tem por objetivo o transporte e apenas 17% é para lazer. Os dados são da Abraciclo.”

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          1. Caro Dirani,

            Acho que meu texto não ficou claro para você. Disse lá que além de ser o quinto maior mercado consumidor, metade destas bicicletas são usadas no trânsito. Aliás, fiz uma atualização para deixar isto mais claro: Temos quase tantas bicicletas quanto carros no trânsito, cerca de 33 milhões! No total de bicicletas (considerando outros usos além do transporte), temos quase o dobro de bicicletas (65 milhões) no país em relação a carros. Motos não chegam nem perto, são apenas 14 milhões. Os dados são do Denatran.

            Ou seja, não somos uma minoria. Aliás, somo maioria no trânsito! Veja a ironia da situação: Pessoas pedalando já são maioria no Brasil e ainda sim este é o tipo de transporte que recebe menos atenção e o que mais sofre preconceito. Se isso não é motivo para protestar, eu não sei o que é.

            E protestar, meu caro, é transgredir regras. É discordar de leis abusivas e ações opressoras e fazer valer aquilo que achamos certo. Se o código de trânsito estivesse sendo respeitado, não precisaríamos protestar, concorda? Ninguém mais notifica o departamento de trânsito porque eles não respondem ou negam o pedido. Eu já fiz isso duas vezes e nunca obtive resposta do Detran-ES. Aí, para ficar dentro da lei, tenho que ficar em casa, baixar a cabeça e usar o carro? Me desculpe mas eu não acredito num Brasil onde todo mundo é acomodado e conformado. Eu acredito num Brasil que pode mudar pra melhor.

            Um abraço,
            Ricardo

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          3. Caro Dirani,

            Primeiro, obrigado por sua participação e comentários. Mas, continuando a conversa, você parece que não quer enxergar o elefante branco na sala. Sobre os números apresentados, não, eles não são representativos da cidade de Santos. Eles se referem a uma pesquisa com “421 residências e 1497 moradores”. Com números tão pequenos, os resultados teriam que conter um mínimo de análise estatística para ter qualquer valor para toda cidade. Não há níveis de confidência, margens de erro, medidas de extrapolação da amostra, etc. Ou seja, da forma que está, os números só valem para estas 1497 pessoas. É muito pouco.

            Mas vamos assumir por um momento que estes números estejam corretos. Isto significa que UMA cidade, dentre tantas outras, usa muito menos bicicletas no Brasil. Da mesma forma, posso te dar um exemplo do outro lado da escala. Rio Claro, SP, com 190 mil habitantes, tem cerca de 150.000 bicicletas em circulação todos os dias e apenas 60.000 carros. (http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/dia-a-dia/editorial/56994-Atencao-com-as-bicicletas) Desconfio que na maioria das cidades pequenas e médias do Brasil, o número de bicicletas é maior que o de carros.

            Mas de fato em cidades grandes a proporção de bicicletas infelizmente é baixa. Em SP, que o entrevistado do seu link afirma “acho uma vergonha com tanto trânsito, canteiros centrais bem arborizados, mas pouco utilizados por pedestres, nenhuma ciclovia e raríssimas bicicletas no trânsito”, a proporção é de menos de 1% (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/okata_5_gt_transportes1_1292265774.pdf). Mesmo assim são quase 300 mil bicicletas no trânsito todos os dias e o número quase dobrou nos últimos 10 anos. Um crescimento muito maior que o de carros. No Rio a proporção é maior, 3,4%, e mais de 640 mil viagens (http://www.ta.org.br/site/banco/7manuais/workshop/Apresentacoes/BicicletasMetro-MetroRio.pdf). Note que o Rio é a cidade com maior número de ciclovias do Brasil e já tem programa de bicicleta pública. Além desta proposta de integração com o metrô.

            Mas o uso nas cidades grandes é menor não porque menos pessoas querem usar este tipo de transporte. O motivo principal é o medo e, correlacionado a ele, a falta de infraestrutura para bicicletas e o respeito aos ciclistas. Em SP é curioso notar que as proporções mudam de acordo com a região e o tipo de uso. Em viagens curtas o uso da bicicleta é muito maior. O mesmo vale para as faixas de renda mais baixas. Fica claro uma divisão social que provavelmente também estigmatiza a bicicleta. A pesquisa é muito boa: http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/files/sintese_od_2007.pdf.

            A propósito, meu sobrenome é “Lage”, não “Lages”.

            Um abraço,
            Ricardo

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          1. Meu caro,

            Muito cuidado com assuntos dos quais você não conhece. Você simplesmente enfraquece todo o resto dos seus argumentos, mesmo que eles sejam bons.

            O que você afirmou sobre Gandhi é completamente infundado. Não, os ingleses não tem mérito nenhum no trato com Gandhi. Eles foram, sim, covardes. Não eram capazes sequer de assassiná-lo, com medo das consequências de tal ato. A Índia também não mergulhou numa crise por conta de seu assassinato. Ao contrário, foi graças a ele que a situação não foi pior e o país não se fragmentou por completo.

            Sobre isto escrevi em 2008, enquanto morava na Índia: http://laedevolta.com.br/blog/2008/09/26/aniversario-de-gandhi-e-um-esclarecimento-sobre-a-independencia-da-india/

            Se você se interessa pelo assunto, recomendo também o livro India after Gandhi.

            Depois desse seu erro crasso para simplesmente querer provar um ponto, não tenho mais interesse nenhum em argumentar contigo.

            Obrigado pelos comentários até aqui.

            Um abraço,
            Ricardo

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  20. Antes eu me espantava com esses motoristas de carro que não sabem dividir a rua.
    Agora nem ligo mais para eles.
    Sei que são uma minoria, então nem vale a pena. Só peço uma coisa, passe longe de mim e de qualquer ciclista quando avistar um à sua frente, combinado?
    Só quero ir para o trabalho e chegar em casa bem, assim como você e todos nós.

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  21. Como sempre, Willian, um texto muito assertivo e de grande valia para ciclistas urbanos.

    Também me ofereço a fazer bike anj@ para quem precise se libertar das calçadas. (e dos perigos dos cruzamentos de quem some e reaparece da calçada para rua o tempo todo)

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  22. ah, ricardo e leandro, se vcs quiserem, eu faço bike anjo com vcs. de boa.
    e até onde eu sei, ricardo significa “príncipe valente”, e leandro tem alguma relação com leão (o animal mais corajoso que existe). não é?
    vamos lá, façam valer a vontade de suas mães. eu não ia gostar de saber que meu filho, que se chama leonardo (coração de leão) me saiu um belo de um bunda-mole. coragem, homens. coragem!

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  23. hahahaha

    não só bunda-molice ou falta de coragem, parece que motorista barrigudo de colesterol lá em cima sente uma INVEJA, um ego ferido de ver o ciclista passando ao lado, feliz da vida e com toda a saúde do mundo, enquanto o mesmo está lá, no anda e para, a 10km/h, rezando pra chegar logo em casa… que tristeza hein….

    A pior hora do dia para o motorista é a melhor hora do dia para o ciclista, e disso só resta o carrocrata se conformar e pronto.

    Mas o Carlos tem toda razão, quem solta uma abobrinha primitiva dessas jamais saiu do Brasil, o que é uma pena.
    Mas deixemos esse cara de lado, coitado, já teve a atenção que queria, só resta continuar levando a vidinha dele enquanto vamos VIVENDO as nossas. 😉

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    1. Acho que não precisa sair do Brasil, Adriano. Aliás, acho que não precisa nem sair de casa. Basta acesso a Internet para ler e ver como muitas cidades do mundo tratam bem os seus ciclistas.

      Aliás, aposto que muita gente que sai do Brasil volta sem se dar conta disso. Não é a viagem propriamente dita mas a cabeça aberta que faz a diferença.

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  24. ah, willian, esqueci de dizer (embora tenham dito o contrário) seu texto está muito bem articulado, e isso de vc ir colocando os artigos, matou a pau. parabéns.

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  25. mas é muita falta de coragem pra um marmanjo! todos os dias eu pego a minha bicicleta, boto meu filho na garupa e vamos embora. mas não pela calçada, por que o pedestre, o cadeirante, o idoso, a mãe com um carrinho de bebê, a mãe com um carrinho de feira, a mãe com os dois filhos, o cara correndo, a moça levando o cachorro pra passear, todos eles já quase não têm calçada, e alguém ainda sugere que eu bote a minha bicicleta no meio de tudo isso? ou é piada ou o sujeito nunca anda na rua. amigo, um conselho: põe o seu pezinho numa calçada e depois me diz como seria se ainda por cima tivesse um ciclista lá. não dá, vc vai ver que não dá. e aí não vai ficar falando merda. as ruas serão mais seguras quando forem ocupadas. só assim. e não é só pra bicicleta que isso serve. por isso eu insisto, e engrosso o coro: temos que andar nas ruas.
    1. por que é um direito nosso, previsto em lei;
    2. por que é mais seguro;
    3. o motorista tem mais visibilidade se estamos no meio da faixa, e não espremidos num canto;
    4. não corremos o risco de ter o rosto ou o corpo arranhado por árvores ou arbustos;
    5. temos uma margem de segurança em caso de motorista com instinto assassino que fecha ou tira fina;
    6. não corremos o risco de atropelar um pedestre que eventualmente saia no meio fio pra desviar de buracos, árvores ou para dar passagem a outros pedestres;
    7. não corremos o risco de bater o pedal na guia;
    8. não corremos o risco de colocar a roda num bueiro, o que faria com que a bicicleta empinasse e nosso corpo seria jogado longe;
    9. e principalmente, por respeito ao espaço do pedestre.

    entende agora? vc nos deu um único motivo para não usar a rua ou a avenida. eu te dou 9 motivos para um ciclista não andar sobre a calçada. 10, se incluir o código de trânsito, mas eu não tenho certeza absoluta de que é proibido por lei um ciclista ocupar a calçada. mas eu acho que é, sim.

    satisfeito?

    o carro é seu. a rua, de todos.
    e pra morrer, colega, basta estar vivo. já dizia minha avó. não é preciso ter tanto medo assim.

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  26. Moro em Aalborg, norte na Dinamarca.

    Esta semana vou ver se faço um vídeo de uma rua movimentada daqui onde não há ciclovia, ciclofaixa nem bordo para mostrar como é que um motorista deve se portar quando se depara diante de uma bicicleta. Eles andam atrás dela e esperam até se sentirem seguros para ultrapassar ou até que ela entre em alguma outra rua.

    Educação no trânsito é isso.

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      1. Caro Ricardo Dirani, tem que começar de alguma forma, concorda? Se ficarmos sempre culpando o tamanho da cidade, o clima, etc., nada vai mudar e teremos cada vez mais tráfego e poluição.

        Copenhague na década de 70 não tinha toda essa extensa rede de ciclovias e quando propuseram a mudança, muitos reclamaram. Falavam que era muito frio, que os carros seriam prejudicados, que o comércio seria reduzido, etc. etc. yada yada. pergunta hoje para um cidadão de lá se eles querem voltar ao que era?

        Então o que precisamos é fazer valer o código de trânsito e reivindicar junto as autoridades mais segurança para ciclistas para que o mesmo seja cumprido. É dando o exemplo e fazendo nossa parte na política que mudaremos a situação do trânsito no Brasil. Não importa o clima ou o tamanho da cidade. O que faz o trânsito melhorar é a conscientização dos motoristas e melhoria da infraestrutura para ciclistas.

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          1. Obrigado Dirani.

            Respondendo a sua pergunta, é difícil não cair na tentação de tentar convencer o outro ou de não admitir o erro. Nesta questão da bicicleta, eu acho que estou certo e expus meus argumentos para tal. Você expôs os seus e continuo não concordando contigo.

            Se você não tiver nada a acrescentar ao que foi dito, o assunto deve se encerrar para evitarmos ataques pessoais. 🙂 Não temos que necessariamente convencer uns aos outros, apenas trocar idéias.

            Abraços,
            Ricardo Lage

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          2. A propósito, intolerância não tem lado. Independente de opinião, vai haver intolerância contra o diferente onde há consenso. É uma pena mas aqui mesmo alguns comentários são desnecessários por se tratarem basicamente de ataque pessoal. O do Vado e o do Guilherme são dois deles.

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  27. O que podemos fazer, com relação a este infeliz, é simplesmente ignorar a pagina dele no facebook. O que ele argumenta nao nos acrescenta em nada, portanto, nao temos por que ficar acessando. Vamos continuar formando opiniões e ciclistas ativistas. Bikeabraços a todos

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  28. O que falta é uma consciência a respeito da bicicleta.

    Poucos sabem como é diferente estar dentro de um carro e estar sobre uma bicicleta. Na bicicleta, o vento parece mais forte e os buracos mais perigosos. É completamente diferente a sensação de ultrapassar (ou ser ultrapassado). Se um carro passa perto de outro carro, nada acontece. Se um carro passa a essa mesma distância de uma bike, a sensação é bem mais sentida…
    Antigamente, fazia o meu trajeto (atualmente faço de bike) de carro. Ao fazer o mesmo trajeto de bicicleta, foi como se estivesse usando outra rua. Tudo diferente.

    Acho então que a conscientização é o melhor caminho a ser tomado. Seguida pela punição. E principalmente, seguida pelo aumento do número de ciclistas.

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  29. O Ricardo Dinari é mais uma prova para a minha teoria de que um fator responsável pela agressividade dos motoristas para os ciclistas é a covardia daqueles.

    O motorista adoraria ter a coragem daquele ciclista, que enfrenta o caos do trânsito e todos aqueles veículos automotores enormes, mas não tem. Isso se torna em uma repulsa e uma raiva que é descontada na boa e velha “fina corretiva”, por exemplo.

    Todo motorista agressivo é um potencial ciclista bunda-mole.

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    1. Todo motorista agressivo é, antes de tudo, um covarde. Como bem demonstrou o Ricardo lá de Porto Alegre e o Ricardo daqui, “corajoso” e “desassombrado” colega de comentários.

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  30. Muito bom o texto, William. Os comentários citados já tinham me chamado muita atenção naquele tópico.

    Mas é muito engraçado ver os comentários. Algumas vezes parece que vamos apenas trocar as máquinas e mantermos o mesmo senso assassino.

    Acho que quem opta por ir de bike está escolhendo não a opção mais rápida ou mais ecológica (isso tb existe, claro), mas escolhe um outro tipo de vida e uma mentalidade que precisa ser diferente. Quem sai de bike na luta contra o tempo e lidando com todo o estresse pessoal (como fazem os motoristas de automóvel) está perdendo o seu tempo. E correndo um sério risco de perder a vida. Com ou sem razão.

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  31. Até cansa ler esses argumentos tão sem conhecimento de causa do cidadão, mas você presta um grande serviço levando a um público mais consciente.
    Queria apenas acrescentar o que disse no Facebook:

    Os bordos, já descontadas as sarjetas, já não estão bom nem para os próprios carros de passeio, com aquele monte de ondulações do asfalto vagabundo, do excesso de veículos muito pesados, fora os buracos que fazem aniversário.

    Os tais “bordos” até existiriam se não tivessem espremido as faixas de vias originalmente com 3 pistas para, com 4, dar vazão ao trânsito insaciável. Aí, na hora que para tudo, não sobra nem a largura de uma bike. E não estou falando de vias expressas, com clara proibição do trânsito de bicicletas, mas sim de avenidas comuns, sem paralelas alternativas. Exemplo: Berrini.

    Quem solta uma opinião como essa, jamais esteve na Europa, onde a convivência dos modais é uma realidade e a opção pela bike só faz crescer. Até nos EUA, carrocratas, temos o bom exemplo da inchada Nova York, onde o poder público há tempos está devolvendo as ruas às pessoas. O Sr. Ricardo seria mais feliz morando no interiorzão dos USA, onde as pessoas nascem com 4 rodas, mas sobrevivem graças a não sei o que, tamanho o sedentarismo.

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  32. Calma lá Kilder, quem é você pra tirar o direito de alguém pedalar ou não? Pessoal anda com os ânimos muito acirrados por aqui…

    Leando, Pedro Santos: o código de trânsito brasileiro foi pensado e escrito por um motivo: para ser um guia de como é a maneira mais segura e eficiente de se locomover. E de bicicleta, a forma mais segura é ir junto com os carros, nos bordos da pista. Neste próprio site há um post muito bem escrito sobre o assunto.

    Na calçada, nós ciclistas pomos em risco a integridade dos pedestres, muito mais do que os carros põe nossa integridade em risco quando estamos na rua. Na calçada, podemos derrubar um idoso ou atropelar uma criança pequena – ambos os casos podem ser fatais, mesmo pedalando devagar.

    Na rua, sim, de fato, muitas vezes somos ameaçados, fechados, xingados pelos motoristas. De fato, é muito assustador no começo. Mas mesmo isso sendo comum, não é um comportamento imutável. NÃO DEVERIA SER ASSIM. Por isso que existe o Vá de Bike, por isso que existem tantas organizações que lutam pelo direito dos ciclistas e de outros meios de transporte alternativos. É uma luta para mudar essa cultura, de que a rua é dos carros e o resto que se dane, para seu próprio bem.

    Essa cultura é errada. Essa cultura é perigosa, principalmente para o elo mais fraco: os ciclistas, oprimidos e espremidos no meio-fio, fugindo, temendo por suas vidas, para as calçadas. E mais ainda os pedestres, que já têm que literalmente correr dos carros quando vão atravessar a rua na faixa, também têm que se preocupar com os ciclistas que, amedrontados, invadem seu minúsculo espaço de passeio.

    Não tinha que ser assim. Não é assim em muitos países, que têm números de mortes e acidentes no trânsito muito mais humanos que os nossos. Os motoristas poderiam ter consciência de que o ciclista tem o direito de pedalar na rua, e é sua obrigação como veículo maior (e portanto mais perigoso) tomar cuidado com ele. Os ciclistas, uma vez respeitados, voltariam para as ruas, deixando as calçadas para o dono delas de fato: os pedestres.

    Sim, eu sei que não é o que acontece hoje em São Paulo. É compreensível que as pessoas temam por suas vidas, e pelas vidas de seus filhos, quando pensam em pedalar junto aos carros. Mas a realidade está mudando. Hoje, é muito mais seguro, os motoristas respeitam muito mais do que há cinco, dez anos. E isso aconteceu por causa da luta desse pessoal esquisito, radical e sonhador. Os cicloativistas.

    Bem, eu não tenho filhos. Não posso dizer se eu permitiria que eles pedalassem nas ruas perigosas de SP. Mas acredito que eles DEVEM TER O DIREITO de fazer isso, de forma segura. É por isso que eu luto por isso. Por isso que eu vou nas bicicletadas, distribuo folhetos, flores, abraços. Por isso que sou esquisito, radical e sonhador.

    É por isso que sou cicloativista.

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  33. Leandro, é por causa de ciclistas como vc que nós somos desrespeitados nas ruas. Vc é como aquqles funcionários que ficam trabalhando até mais tarde sem ganhar horas extras (pq não conseguiram terminar o trabalho no horário de expediente) e com essa atitude incentivam os patrões a querer que os outros fiquem também. Ou seja, vc é o próprio Pelego.
    Faz um favor pra gente, deixe sua bicicleta em casa. Vc não merece esse prazer que ela te proporciona.

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    1. Acho que me expressei mal, eu não sou egoísta como os motoristas, mas sim, quando possível ocupo toda a faixa, onde eu moro, não existem ruas paralelas, as calçadas não são cheias de pedestres, mas tem postes bem no meio, um cadeirante teria muita dificuldade por aqui, o transito de autos aqui neste trecho da rodovia flui intensamente na faixa da esquerda, são poucos os que andam na faixa da direita até porque foi muito mal planejada, a faixa da direita fica mudando entre faixa e acostamento, não rende para os motoristas ficar indo e voltando, acho que por isso fica mais tranquilo transitar de bike aqui, e quando eu digo que vejo um carro vindo na faixa pelo espelho, é longe, não fico na frente de um carro porque estou no “meu direito”, quando um carro vem eu abro espaço para ele passar, até me “espremendo” rente ao meio fio, apesar de que precisamos de respeito, não o temos e não podemos simplesmente impor, precisamos de respeito mutuo, alguns motoristas respeitam os ciclistas, os ciclistas são obrigados a respeitar os motoristas!

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      1. MAs o que voces não entendem é o perigo de andar no “canto extremo direito da pista”. Andando assim, junto ao meio fio, que é extremamente irregular, corremos sérios riscos de cair, prender a roda num buraco ou bueiro.

        E além disso, não temos espaço para manobra, caso algum motorista passe colado, desrespeitando a obrigação de se afastar 1,5m.

        Como bem explicado no post, considerando que o motorista tem essa obrigação, ele necessariamente terá que mudar de pista – se quiser respeitar a lei – , esteja o ciclista no meio da faixa da direita, esteja o ciclista junto ao meio fio.

        Ou seja, para respeitadores da lei, tanto faz. Mas quando o motorista não respeita a distancia do 1,5, é melhor ao ciclita trafegar no meio da pista da direita, pois obrigará o motorista a cumprir a lei e mudar de faixa.

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      1. E porque não o carro tomar cuidado ao ultrapassar ciclistas? Custa mudar de faixa, respeitando o art. 201 do CTB – mantendo-se 1,5m distante? A diferença de velocidade não é desculpa. Quando um caminhão carregado trafega lentamente, vc não passa com seu carro por cima, passa? E mais, é importante lembrar que as velocidades máximas das vias da capital paulista foram reduzidas pela Prefeitura, de modo que não há tanta diferença de velocidade assim (para quem respeita a lei).

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      2. gostei do seu pensamento, ricardo. sendo assim, em vias engarrafadas, a calçada é muito mais compatível com os automóveis, que “circulam” em velocidade inferior à velocidade dos pedestres. a rua, portanto, seria destinada aos ciclistas, que transitam em velocidade superior à velocidade do automóvel.

        seria questão de revisar seus pensamentos mongolóides.

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    2. Muito triste ler este tipo de comentário. Ao invés de protestar e fazer valer o nosso código de trânsito, o leitor Leandro baixa a cabeça e se conforma com a calçada. Você deve andar junto dos carros, sim, caro Leandro. O código de trânsito prevê e nos dá preferência para tal, nos bordos da pista como fica claro no artigo. É só exercendo o nosso direito que poderemos mudar a cabeça de motoristas irresponsáveis.

      Mas o pior é ler o Ricardo Dirani dizer que o código de trânsito deveria ser revisto! Enquanto o mundo todo caminha para estimular o uso de bicicletas no trânsito e governos e população se mobilizam para melhorar a infraestrutura das cidades para tal, no Brasil temos que gastar uma energia enorme para, primeiro, convencer as pessoas da importância disso. Eu, claro, sou otimista. Acho que com paciência, bom humor e bons exemplos seremos capazes de mudar esse quadro.

      Se até a Bolívia, um país mais pobre e com menos educação formal, está conseguindo, o Brasil também consegue.

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      1. Acho que a gente podia convidar o Dirani pra pedalar com a gente (e o Leandro também, mas pedalando na calçada, que é mais seguro).
        Aí, poderiamos ver como ele se sai pedalando “colado no meio-fio”. Quero crer que suas técnicas inovadoras e inéditas (sim, pois será o único ciclista em todo planeta capaz desta façanha) mudarão para sempre o modo como todos os ciclistas pedalam.

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    3. pois bem então, se quer fatos, eu, Leandro Alves, dono do blog http://www.bccnbrasil.blogspot.com, posso te garantir que já fui atropelado por um veículo enquanto andava “rente ao meio fio”, o motorista se espremeu entre mim e o outro carro da segunda faixa, e acabou batendo no guidão da minha bicicleta, o qual virou de sopetão para a direita e eu cai na direção do carro, por ser um veículo pequeno eu tive a sorte de não ir para baixo da roda traseira, porém se fosse um veículo maior seria inevitável! atualmente moro no município de Ribeirão Pires-Sp, e sempre ocupo toda a faixa da direita, utilizo espelhos na minha bicicleta e, ao ver um veículo se aproximando por trás faço sinal para ele reduzir e um sinal de positivo, quando ele se aproxima eu paro de pedalar, me aproximo da guia e faço sinal para o motorista passar, a maioria dos carros que passam por mim ligam o pisca para a esquerda e passam devagar, alguns mudam de faixa, mas muito dificilmente tiram finas!
      E por favor não diga que é uma matéria tendenciosa, isso é uma coisa óbvia, se você está tentando defender os ciclistas, por serem descriminados por veículos de maior porte, porque você iria procurar na lei por exemplo, como um pedestre deve atravessar a rua???

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    4. Excelente o artigo Willian! Eu gostaria de acrescentar um trecho do artigo em discussão (ART. 58), que não foi mencionado: “com preferência sobre os veículos automotores.” Ou seja, além de ter direito a usar a pista, as bicicletas têm a preferência sobre os veículos motorizados. É a letra fria da Lei, não requer grande sabedoria para interpretar.

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  36. Perfeito o post!
    Já add nos favoritos, pra rebater qualquer carrocrata com o mesmo tamanho de cérebro.
    Se bem que ultimamente não dou ouvidos, nem mesmo atenção ou tempo pra responder a esse tipo de indagação.
    Vida limitada, muita falta de visão de mundo, só resta torcer pra que um dia esse tipo de pessoa viaje e vá conhecer cidades de verdade, veja como a coisa realmente funciona, e acorde pra vida.
    E que pelamor, não faça um comentário primitivo desses no meio de pessoas civilizadas.
    Queimaria o Brasil.

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  37. Assim como o Sr Ricardo Dirani, as pessoas esquecem que as ruas são das pessoas e que os carros ocupam este lugar que foi cedido à eles.

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  38. Boa Willian!
    A nossa luta será essa: Conscientizar as pessoas que as vias são para a locomoção das PESSOAS. O veículo automotor é uma evolução de muitos outros e o mínimo que se pode esperar e um convívio racional e sempre voltado ao ser humano nas vias.

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  39. Parabens William pelo texto! Brilhante! Gostei especialmente do trecho em que fala que um erro nao justifica a tentativa de homicidio ou lesão corporal! A argumentação do Ricardo é fraca em varios aspectos! Gostaria de dividir que, outro dia em um fórum de ciclistas, houve a discussão sobre o que fazer com os corredores que vêm na contra-mão a pé e atrapalham nosso caminho já espremido pelos carros, a lingua corrente do grupo foi de expulsar o pedestre da rua pois o lugar dele é na calçada, utilizando para isso xingamentos, chutes e até armas (sim, isso foi escrito). O que me fez pensar naquela colocação sua, de que basta colocar um veículo na mão de alguem para que ele sinta-se mais poderoso! Por isso minha colocação no twitter sobre andar nas calçadas com a bike! Claro que com bom senso tudo se resolveria, e aí, não precisaríamos nem de um blog como esse!

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  40. Muito bem William!
    INfelizmente o caro cidadão citado não sabe o que quer da vida, afinal se ele realmente fosse um pouco mais inteligente veria na bike a solução para muitos problemas urbanos.

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  41. William, parabéns pelo texto. Temos um código de trânsito bastante avançado e justo, e seu trabalho na divulgação dele é fantástico. Mais corajosa e cheia de mérito ainda é a luta contra o pensamento obscuro, egoísta e anticidadão de uma minoria.

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  42. Brilhante Willian. Acredito que este artigo deve finalizar esta longa discussão. Em frente aos argumentos postos aqui embasados nas leis vigentes e principalmente no bom senso não imagino como o Sr Dironi poderá retrucar.

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