Futura ciclovia da Marginal Pinheiros

Reconhecimento da Ciclovia da Marginal Pinheiros
Um gerente de operações da CPTM nos acompanhou pedalando

Na manhã de sexta-feira, dia 25, o +Vá de Bike!+ percorreu o caminho da futura ciclovia da Marginal Pinheiros, junto com funcionários da CPTM, Soninha Francine, CicloBR, Transporte Ativo e outros cicloativistas. Fomos convidados para conhecer o percurso e fazer sugestões.

Segundo informações prestadas pela CPTM no local, as obras começariam nessa segunda-feira, dia 28, com previsão de entrega de até 120 dias.

Percurso

Na fase inicial, a ciclovia irá da estação Vila Olímpia da CPTM até perto da represa Billings, num trajeto de cerca de 14km. A idéia é ampliá-la até o Parque Vila Lobos, num total de 22km, mas para isso precisa ser estudada a criação de um acesso ao parque.

Ciclovia Marginal Pinheiros - mapa

Pelo que o CicloBR apurou no local, também precisa ser feita uma recuperação do asfalto nesse segundo trecho.

Veja o mapa que o +Vá de Bike!+ preparou, com o percurso total da ciclovia, clicando na imagem ao lado.

A pista

Já existe uma pista no local, utilizada hoje pela EMAE. Essa via é praticamente uma ciclovia pronta, como já mostrou o CicloBR no ano passado, faltando apenas os acessos a ela. Hoje ela é utilizada por veículos de manutenção da EMAE e por alguns funcionários da empresa que a usam como atalho para fugir do trânsito da Marginal.

Ciclovia Marginal Pinheiros - Foto: Willian Cruz/+Vá de Bike!+
Pista da futura ciclovia.Embaixo da placa, algumas capivaras.

Segundo a CPTM, estes não poderão mais utilizar a pista, enquanto os veículos de manutenção, que precisam realmente utilizá-la, continuarão fazendo isso bem sinalizados e em velocidade compatível com a presença de ciclistas. Isso não deve ser um problema, já que a pista tem quase quatro metros de largura e pode muito bem ser compartilhada com os poucos veículos que realmente precisam passar por ali.

Não vejo necessidade de pintar a pista de vermelho, já que ela não está inserida em meio ao tráfego comum das ruas e não precisa ser destacada em relação a outras faixas. Seria interessante apenas pintar o símbolo da bicicleta no chão e, futuramente, sinalizar as saídas.

Em todo esse primeiro trecho, da Estação Vila Olímpia até perto da Billings, o asfalto está ótimo. No caminho inteiro vi apenas UM buraco e, mesmo assim, não era lá grande coisa.

Gradil

A pista segue praticamente todo o caminho acompanhando os trilhos do trem, a uns bons metros de distância. Mas, por segurança, será colocada uma grade em toda essa extensão, para evitar que alguém resolva arriscar a vida se aproximando dos trilhos.

Acessos

A maior dificuldade são os acessos: de início haverá apenas dois, um em cada ponta. Outros estão sendo estudados, pois envolvem alterações nas pontes. Não é possível utilizar os mesmos acessos das estações porque eles não levam além dos trilhos e porque eles ficam além das catracas – e a idéia é que o acesso à ciclovia seja gratuito, claro.

Adaptar as pontes pelo caminho para permitir o acesso dos ciclistas é realmente a melhor solução, até porque serve como forma de integrá-los ao tráfego, com sinalização e travessias adequadas, ao sair da ciclovia e voltar para as vias de uso comum. E o acesso fica muito mais simples e prático se feito diretamente pela ponte em vez de obrigar o ciclista a entrar pelas estações, até porque elas ficam apenas de um lado do rio e nem sempre junto a pontes.

Vila Olímpia

O acesso será feito por uma passarela, que hoje é de uso restrito, ao lado da estação. Essa passarela é composta de vários lances de escada, mas será adaptada para ter rampas. A adaptação está em estudo.

Autódromo

Na outra ponta, que fica perto da estação Autódromo (porém do lado “de cá” do rio), a proposta é fazer uma praça de serviços ao ciclista, com banheiros, posto de consertos e outros serviços que estão sendo estudados. Aliás, seria bom colocar alguns banheiros ao longo do trajeto…

Nesse local é possivel fazer um acesso relativamente simples à R. Miguel Yunes, sem precisar de passarela ou adaptações.

Cenário

Ciclovia Marginal Pinheiros - Canteiro floridoO que mais me impressionou foi o cenário que encontrei ali. Eu esperava ver uma paisagem desolada, apenas com lixo e mau cheiro, mas me surpreendi: apesar de poluído e sujo, o rio é muito bonito. Em volta, muitas árvores, flores, pássaros e capivaras. Dali de baixo temos uma visão diferente da cidade.

Saindo da estação Vila Olímpia em direção à Autódromo, entre a ciclovia e os trilhos do trem há um canteiro largo com árvores e plantas de vários tipos. Algumas pequenas árvores exibiam pequenos frutos alaranjados em cachos, misturados a algumas flores roxas eventuais. Outras tinham todas as folhas em tons de vermelho. Outras ainda estavam totalmente floridas.

Ciclovia Marginal Pinheiros

É possível ver e ouvir muitos pássaros pelo caminho. Embora o congestionamento da Marginal entoe ao fundo o costumeiro “mi-mi-mi!” dos motociclistas, o som dos pássaros se fez ouvir em várias ocasiões. Chegamos a ver um pica-pau com a cabeça alaranjada, garças, alguns pássaros com um rabo bem longo e fino (não faço idéia de qual a espécie, nunca tinha visto) e outros mais comuns à fauna urbana, como pardais e um pássaro marrom de peito alaranjado que eu também não sei qual é (desculpem, não entendo muito de aves, só as admiro).

Ciclovia Marginal Pinheiros - GarçasO rio, largo e de águas tranquilas, com suas margens verdes e as garças voando por cima, dá uma visão bonita, mas estragada eventualmente por alguns montes de plástico acumulados na margem oposta. Conforme avançamos em direção à represa, era possível ver cada vez mais lixo boiando no rio e o paisagismo foi deixado de lado. Espero que, agora que a margem começará a ser frequentada, estendam o trabalho de paisagismo até o trecho “menos nobre”.

Lixo

Ciclovia Marginal Pinheiros - pilhas de lixoNas partes onde há um maior acúmulo de lixo no rio e as balsas trabalham fazendo a limpeza, é possível ver muito plástico boiando. Há algumas pilhas de lixo e entulho na margem oposta, que foram retirados do rio. A maior parte do lixo é composta de plástico: garrafas PET, sacos plásticos, embalagem de amaciante, de margarina, de biscoito. Até aquele papelzinho amassado que muita gente joga pela janela do carro ou “deixa cair” disfarçadamente ao andar na rua periga estar ali, boiando ao lado de inúmeras bitucas de cigarro.

Ciclovia Marginal Pinheiros - Estação de flotaçãoPercebe-se, pelas estações de flotação e balsas, que há um esforço em tentar limpar o rio, mas não adianta limpar se o lixo continua chegando. Além de lixo “visível”, há esgoto misturado à água. E o esgoto que vai parar no rio é todo de construções irregulares e favelas sem saneamento básico, que descarregam direto nos rios, certo? Errado. Há muitos edifícios de classe média e classe alta, não muito antigos (alguns até novos) que descarregam o esgoto na galeria de águas pluviais, aquela por onde escorre a enxurrada em dias de chuva depois que entra numa boca de lobo. Aquela galeria desemboca em um rio, levando com ela tudo que for jogado ali, seja o lixo que estava na rua ou o esgoto daquele prédio bonitão que você nem desconfia.

E o cheiro?

No início do percurso, dava para sentir o cheiro do rio, mas de forma suportável. Duas estações depois, o cheiro havia sumido, voltando só na altura das estações de flotação, lá na frente. Dizem que com o aumento da temperatura da água em dias de calor, as bactérias realizam mais seu trabalho de decomposição do esgoto que está misturado no rio e o cheiro fica mais forte.

Potencial turístico

Ciclovia Marginal Pinheiros - Canteiro e tremSe for possível limpar o rio a ponto de eliminar o lixo “visível” e o esgoto invisível (mas perceptível), as margens do rio seriam ótimas para lazer e, por que não, passeios turísticos. Seria possível inclusive estimular passeios turísticos de bicicleta, alugando as magrelas para os visitantes de outras cidades e países conhecerem a cidade por outro ângulo.

Em alguns pontos, poderia haver restaurantes ou cafés, atraindo frequentadores para as margens durante os finais de semana e talvez até durante a semana. As margens já estão muito bonitas e podem ficar ainda mais se o rio for despoluído.

Avaliação

A ciclovia pode ajudar centenas (talvez milhares) de ciclistas que trafegam pela Marginal Pinheiros todos os dias. A área de várzea da Marginal, sem subidas, aliada à falta de alternativas viáveis ao ciclista em quase todo o percurso, já torna a Marginal Pinheiros a escolha de muitos ciclistas, ao menos em parte do trajeto. Na ciclovia, eles estarão protegidos do tráfego agressivo das pistas que a rodeiam.

Mas ainda é necessário criar vários acessos, para atender também a quem precisa entrar ou sair da ciclovia antes dos pontos incial e final. Isso está nos planos, mas não pode demorar.

Se for criado um acesso da Ciclofaixa de Lazer (que liga os parque do Ibirapuera, do Povo e das Bicicletas aos domingos) até a entrada dessa ciclovia, ela se tornará uma ótima opção para quem quiser fazer um passeio diferente de bicicleta no final de semana.

A experiência de pedalar ali e se sentir perto do rio que a cidade esqueceu vale a pena.

Vídeo

Assista a matéria em vídeo produzida pelo +Vá de Bike!+, com imagens gravadas na futura ciclovia:

Sugestões

Veja aqui as sugestões do +Vá de Bike!+ para que a ciclovia da Marginal Pinheiros seja realmente útil e importante para a mobilidade por bicicleta na cidade de São Paulo.

Leia mais no Último Segundo.

Fotos: Willian Cruz / +Vá de Bike!+


44 comentários para Futura ciclovia da Marginal Pinheiros

  • Jussara

    sem escadas e sim rampas, existem deficientes ou pessoas que nao podem forçar o braço… tem alguma limitaçao….

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  • Jussara

    Interessante, coisa bonita é pra gente bonita, digamos assim.

    Eu pedalei os 14km , ao fim desses 14km a aparencia nao é agradavel (HIGIENE E LIMPEZA IGUAL PRA TODOS) …espero que tenha as outras duas entradas como os srs. politicos falaram… a ciclovia tem que ser agradavel do fim ao começo…interessante, nem todos que estavam lá pedalaram ate o final …a entrada de byke nao é nada agradavel…

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  • Jussara

    Apenas fiz um comentario, sobre a berrini… eu sei que vai ser na estaçao V.Olimpia… vi uma reportagem online no radar da globo… só vendo pra quer oque é bom…….

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  • Willian Cruz

    Jussara, a inauguração é ao meio dia e não creio que a ciclovia esteja liberada antes disso. O acesso é na estação V. Olímpia, não na Berrini, veja aqui onde fica a passarela: http://j.mp/dx3BDX

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  • Jussara

    Ainda nao recebi noticias…nem por email…eu ja pedalo , só quero saber que horas a concentraçao…como faço pra chegar na estaçao berrini? rs…

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  • Jussara

    Qual vai ser o horario da inauguraçao ou eu posso chegar la cedo pra pedalar , conhecer?
    Para mim , se tive entradas e saidas seria muito, smepre penso em ir de byke ate a berrini, mas nao tem nem lugar pra guardar byke. Existem predios que nao tem bicicletarios. ainda falta muito pra ciclistas, costumo ir a lugares que nao tem bicicletarios e que as pessoas nao veem com bons olhos…

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  • FARA

    Gostaria apenas de manifestar minha satisfação, quanto a ciclovia. Parabéns a todos os envolvidos. Já não era sem tempo!! Uma cidade como SP onde o transito é um dos principais problemas já deveria a muito termos ciclovias espalhadas pela cidade a fim estimular a bicicleta como meio de transporte como em outros países: os beneficios serão muitos. Fara.

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  • paulo

    contemplando todas as operações sugeridas e por realizar, capacitando a ciclovia marginal, deixou-se de lado a questão do periodo de funcionamento, visto que a partir de que horas e dias estará aberta ao público. Tal apreensão se faz presente, dada a burocracia reinante entre os órgãos envolvidos. A ausência do cometimento, permitirá que qualquer funcionário impeça a entrada do cicloativista.
    paulo

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  • Luciana

    Ótima iniciativa!
    Deixarei o meu carro em casa para ir trabalhar de bicicleta.
    Só não vou de trem pq é lotado demais!!
    Espero que tenham entradas e saídas no percurso.

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  • Kid Asc

    Por que a prefeitura não coloca escadas dos viadutos até a ciclovia ?….atrapalharia um pouco. Mas ampliaria muito a utilização.

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  • + Vá de bike! + - A bicicleta como meio de transporte no país do automóvel » Ciclovia do Rio Pinheiros será inaugurada com apenas dois acessos

    […] em setembro, quando percorremos o percurso completo da ciclovia a convite da CPTM, chamamos atenção para a falta de acessos, apontando a adaptação das pontes […]

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  • roberto

    Eu sou policial militar moro na regiao de interlagos e trabalho no itaim bibi entro as 6:00hs e saiu as 18:30hs eu ate ja comprei uma bike para para ir pro serviço espero que o horario de funcionamento esteja acessível do qual vai ser estabelecido, muito boa essa iniciativa e espero que SAO PAULO tenha muitas ciclo vias e que algum meio de comunição incentive a populaçâo a pedalar para uma cidade melhor.

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  • uberVU - social comments

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by rbp: Animal! Tomara que expanda RT @wcruz: Futura ciclovia da Marginal Pinheiros – relato, fotos, trajeto e mais detalhes: http://twurl.nl/rdouz7

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  • Luisa

    Boa Tarde,

    Gostaria de saber como está o projeto?

    Obrigada

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  • carlos Alberto

    É muito bom ñ só para trabalhadores de baixa renda como vi um comentario, mas também para pessoas que queiram cuidar de sua cidade pq a poluição dor ar est critica,e uma coisa q énecessaria é policiamento pq realmente pessoas desocupadas podem ter aquele local como fonte de venda de drogas e muitas outras coisas.

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  • Renata

    O pássaro que vc se refere é o sabia-laranjeira.

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  • Welington

    Moro na Zona Sul Grajaú e sempre comentei que este é um dos locais ideais para a construção de uma ciclovia, porém gostaria que houve-se policia ciclística no local ou policia de moto circulando, uma vez que infelizmente tem alguns vagabundos que poderão invadir e roubar nós ciclistas nestes locais. A segurança deverá ser ativa, senão o que adianta investir tanto e esquecer do lado mais sensível do ser humano que é a vida e por outro lado teremos policiais com excelente forma física uma vez que também serão ciclistas, mas tem que gerar empregos para a polícia desde as 06 horas da manhã até as 21 horas, podendo escalonar de 4 x 4 horas, taí mais um exemplo para geração de emprego. Vamos transformar nossa capital em uma excelente cidade pra morar.
    Acho que não deve abrir este local para motociclístas e nem motoboys senão não vai dar certo a ciclovia, derrepente poderão construir uma pista a mais somente para eles.

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  • + Vá de bike! + - Futura ciclovia da Marginal Pinheiros em vídeo

    […] dia em que fizemos o reconhecimento da pista da futura ciclovia da Marginal Pinheiros, documentei parte do percurso em vídeo, com diversos […]

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  • Gabriel

    É realmente uma notícia fantástica! Espero que saia logo do papel e seja implementada, mas com vias de acesso em todas as pontes e estações de trem, pelo menos. A construção de passarelas em outros trechos seria inviável ou muito cara? Por fim, tão ou ainda mais importante do que chegar ao Parque Vila Lobos é o acesso à Cidade Universitária. Há muitos funcionários, alunos e professores que tem a bicicleta como principal meio de transporte. E a travessia da alça que liga a ponte da cidade universitária ao campus é horrível de se atravessar.

    Forte abr

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  • Willian Cruz

    Pedro Gadelha, concordo contigo! Só acrescento que a prioridade deve ser mais do que apenas ciclovias e ciclofaixas: deve ser a aceitação da bicicleta como parte do tráfego.

    A gente precisa começar a se movimentar pra acabar com essa idéia generalizada de que a solução pra bicicleta é só ciclovia e ciclofaixa, que é coisa bonita, é obra, sai na TV e conta ponto na eleição. Senão acontece o que já tá acontecendo, tem ciclista comentando sobre motorista que manda sair da rua e grita que “é só de domingo!”, mesmo onde não é trajeto da ciclofaixa de final de semana. Eu mesmo já escutei “vai pra ciclovia!” em lugar que nem ciclovia tinha.

    Ciclovia é bom pra proteger o ciclista do tráfego rápido, mas tem um efeito colateral bem perigoso, a disseminação da noção errônea de que que lugar de bicicleta é só em ciclovia, resultando em motoristas que ameaçam a vida de ciclistas achando ainda que têm razão. Isso só se combate com campanhas de esclarecimento e sinalização em vias principais, como a Paulista, indicando a presença de bicicletas em meio ao tráfego. Disso ninguém fala.

    Vale a pena ler a história das ciclovias, que conta como elas passaram de vias adaptadas para tráfego de bicicletas para instrumento de segregação e “proteção” ao automóvel na época da Alemanha nazista, e sobre como isso resultou no declínio da bicicleta como meio de transporte.

    Marcelo Alves, o melhor mesmo seria fazer os acessos a partir das pontes, fica até mais rápido e fácil para acessar a pista. O ideal seria todas as pontes terem acessos.

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  • Marcelo Alves

    Sonho com o dia em que poderei deixar o carro em casa e usar a ciclovia. Moro na Chácara Sto Antonio e Trabalho em Pinheiros – 10kms. A única opinião que tenho é que deveriam sim pensar em usar as estações da CPTM como acesso, uma vez que todas já tem passarela sobre a marginal e estão presentes por toda a ciclovia. Há que se pensar em uma forma de alterar as catracas para garantir o acesso livre. Ou já fazer a coisa integrada – o ciclista paga a tarifa do trem e faz a opção de usar a ciclovia ou tomar um vagão reservado para as bikes. Ainda a tarifa serviria para pagar pelo uso seguro de um bicicletário e chuveiro nas estações. Claro que esta proposta não agrada a todos, que preferem o serviço de graça (é lógico), porém ao colocar um valor temos um interesse econômico que pode ser interessante para a CPTM e prefeitura – quem sabe assim sai mais rápido.

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  • Pedro Gadelha

    Bom dia Willian,

    para mim está claro que a grande prioridade no movimento pró-bicicleta é o reconhecimento e a criação de estruturas para a bike como transporte – o lazer e o esporte viriam como decorrência disso, o contrário é que é o mais difícil. Por isso acho meio temeroso atribuir funções de treino à ciclovia do Rio Pinheiros, o que poderia pôr em risco ciclistas em velocidade lenta, e crianças aprendendo a usufruir de sua cidadania. Por isso, espero que toda e qualquer oportunidade de legitimar a bike como meio de transporte sério e cotidiano em São Paulo deve ser explorada ao máximo. A iluminação e a segurança têm que estar incluídas nesse projeto, que poderia vir a ser fundamental como modelo para a inclusão de vez da bicicleta no cotidiano paulistano.

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  • Mauricio Bussab

    Os acessos e passarelas são necessidade antiga para a Marginal. Se forem pensados para ciclistas e pedestres e servirem as duas margens do rio, seriam de imensa utilidade. Por exemplo, quem mora no Real Parque poderia perfeitamente caminhar até a Berrini e não precisaria do carro. Isso se houvesse maneira de cruzar o rio naquele ponto. Isto vale para caminhada ou bicicleta. O investimento de se construir passarelas e acessos é tão alto assim?

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  • Daniel das neves

    Eu realmente não entendo,
    Pedalo a uns 25 anos, desde que ganhei minha primeira bicicleta, e nesses anos todos, não me lembro de tantas iniciativas, na cidade a favor da bicicleta.
    Seja o Metrô recebendo o ciclista, uma faixa reservada mesmo que aos domingos, para que se possa pedalar tranquilo, enfim, estamos conseguindo a atenção do governo, a simpatia do motorista e o apoio da população, sem dúvida alguma, sei que falta muito, estamos engatinhando ainda, mas estamos conseguindo uma atenção enorme, seja por interesse político, modismo ou sei lá o que.
    Ao invés de comemorarmos, e unir forças pra mais conquistas, alguns ficam vendo os pontos negativos, e criando problemas. As coisas não vão acontecer da noite para o dia, ainda falta muito pra termos uma cidade mais justa. Acredito que nos últimos anos, conquistamos mais do que em todos os outros anos, desde que aprendi a andar de bicicleta. Hoje percebo que há certa admiração no ciclista, não é mais só o cara que não tem condições de andar de carro, mas é também uma opção.
    Pedalar hoje é também um ato político e de comprometimento com a cidade.
    Estamos caminhando para mais uma conquista, que por menor que possa parecer, é um passo importante, um caminho sem volta, e que vai ajudar a mudar aos poucos nossa cidade.

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  • Edu

    E a segurança como fica?
    Seria um local para treinar Speed aos domingos quando a USP esta fechada?
    temos que ter o cuidado de não permitir o acesso também às motos!

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  • luciana pinsky

    William, o pássaro que você descreve, marrom com peito laranja, deve ser um charmoso sabiá.
    E em relação à ciclovia segregar, tenho de concordar com o André: há lugares e lugares. Evidentemente que não tem cabimento pensar em esperar que toda a cidade receba ciclovias
    para só então começar a pedalar. Mas em vias rápidas e com muito carro, se você não tiver
    espaço separado para bicicleta, as chances de acidente são imensas. É assim em Paris, onde
    o intelentíssimo Velib vem fazendo um bruta sucesso e em outras regiões da França (inclusive
    em estradas). Não temos que importar modelos exatamente como eles são. Mas evidentemente
    que vale, e muito, aprender com quem faz bem…

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  • Alexandre

    Olá.

    Eu sou simpatizante do uso da bicicleta como forma de lazer e transporte, além de levantar a bandeira a favor de uma São Paulo menos poluída e mais humana. Acho que a iniciativa de transformar a Marginal Pinheiros numa ciclovia é uma forma de concretizar o que muitos moradores desejam: uma qualidade de vida melhor.

    Espero poder circular em breve nessa ciclovia! 🙂

    Abraço.

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  • Soninha

    Pedalante,
    Subprefeito tem de fiscalizar os seus próprios fiscais… Não é que nem o Janio Quadros, que sai por aí multando quem para em cima da faixa de pedestre. Eu ADORARIA poder sair autuando, mas não tenho esse poder.
    O que não quer dizer que não fiscalize com meus olhos e não acione meus agentes vistores. Vivo ligando para os Supervisores – “tem uma obra estranha aqui”; “essa árvore já foi vistoriada? Tem de remover ou só podar?”; “Boca-de-lobo suja!”; “comércio com jeito de irregular – verifiquem por favor”; “remendo mal feito em obra da Sabesp”; etc. etc. etc.
    Mas existem outros funcionários públicos designados para isso. Alguns, veja você, ganham mais do que eu (essa história dos 18 mil por mês é furada, continuo com o mesmo salário de antes). E uma das coisas que enchem o saco na Subprefeitura é ter de ficar pressionando (algumas pessos, não todos) para que trabalhem, trabalhem direito, trabalhem sem precisar cobrar o tempo todo… Mas é meu dever, até como justiça para quem trabalha muito e ganha a mesma coisa, sem falar nos direitos dos cidadãos. Aliás, é o dever chato de todo chefe, infelizmente.
    Sobre a ausência de bicicletários no Senac – vou ver o que cabe fazer. Sabe por que? A Lei, que eu adoro (votei entusiasmadamente a favor), diz :”Art. 8º Os terminais e estações de transferência do SITP, os edifícios públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios, parques e outros locais de grande afluxo de pessoas deverão possuir locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos como parte da infra-estrutura de apoio a esse modal de transporte”. Mas não estabelece nenhuma sanção para quem não cumprir – seria uma multa? De que valor? Portanto, o melhor a fazer é negociar com o Senac. A Sub Lapa, aliás, já instalou dezenas de paraciclos por aí, mas é óbvio que são insuficientes.
    Sobre o “abandono” do bairro da Lapa: olha, nosso trabalho pode ser uma merda, mas abandonada a Lapa não está. E alguns lugares que estavam, sim, abandonados há anos (Jaguara, Jaguaré, Ciingapura da Água Branca) e outros estão recebendo um trato agora, o que nos sobrecarrega muito. Enfim, não é por falta de esforço que não conseguimos deixar tudo lindo.
    Abs,
    Soninha

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  • André Pasqualini

    O que é produtivo Willian? Já não sei mais, mas garanto que sei muito bem o que é improdutivo. Atualmente moro na região por onde vai passar a ciclovia e não defendo ciclovias apenas e não defendo respeito apenas. Defendo que a bicicleta seja considerada um modal na cidade pelos nossos gestores e técnicos que influem diretamente no nosso futuro.

    Essa Ciclovia com acesso em todas as pontes e diversas passarelas será um alento aos ciclistas da região, além de fomentar o uso da Bicicleta na Zona Sul e Oeste, área que a ciclovia irá passar e que responde a Sub Prefeita que participou da vistoria. Mesma sub prefeita que devia ganhar míseros 6 mil reais por mês e que deve se beneficiar de um justo aumento na minha opinião. Defendo a tese de que bons salários trazem bons quadros para o poder público e inibem a corrupção. Trabalhar de graça já chega eu.

    Bem pra não deturpar ainda mais os comentários com assuntos nada a ver com a matéria, quero atentar num outro detalhe. São vários os especialistas que apontam que as ciclovias tem que ser práticas e atraentes para atraírem os ciclistas. Além do mais são indicadas para locais onde as velocidades são superiores a 60 km/h, portanto as marginais Tietê e Pinheiros devem sim ter ciclovias, não só totalmente segregadas nas margens do rio, como junto com suas calçadas, inclusive para que o ciclista acesse com segurança. É assim até na Holanda, porque não tem que ser assim aqui também?

    É isso, eu agradeço Soninha pelo seu empenho para que essa ciclovia saia do papel e apesar de questionar algumas posições pessoais a respeito de outras obras, me coloco a disposição para continuar colaborando no que for necessário, para que as bicicletas ganhem espaços na cidade de São Paulo.

    André Pasqualini

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  • pedalante

    Mestre willian, ( Andre e sub prefeita , que pro ventura venham nos ler)

    1- Sobre a atuação da sub-prefeita:
    Uma coisa é a questão política e política partidária, e entendo que a cidadã em questão deve sim, ter uma atuação em nossa cidade, estado e país. Isso é democracia, e ela é construída com participação.

    2- Eticamente falando, quando se é nomeado/a para um cargo público, tem q estar a disposição, seja qual for o salário ( que por sinal os sub-prefeitos obtiveram um reajuste, elevando o valor para + de R$18 mil bruto); no cargo, tem-se funções administrativas/políticas. O que entendo, é que o bairro se encontra abandonado…e se tem tempo para vistoriar outras regiões da cidade, pq não cuidar da fiscalização no bairro que habita/administra?

    3- Volto a insistir: ‘elles prometem, fazem jogo duplo, afagos..” ou como bem disse a Renata Falzoni – esmolas, migalhas -; depois reclamamos, xingamos, escrevemos…e ‘elles se indignam conosco e jogam pra torcida’; Sempre é bom lembrar, o que clamamos é por respeito ( manifesto dos invisivéis);

    4- Aqui uma reflexão, que tenho a concordar ipsis literis: http://migre.me/7RDn

    p.s. A vsitoria no dia e horaŕio na possível ciclovia da marginal, fora realizada na região de Pinheiros- conforme relatos.
    Sobre a fiscalização de servidores públicos: O ministério público cuida disso (sic!);

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  • André Pasqualini

    Pedalante, duas coisas…

    Primeiro a Ciclovia irá passar pela região da Lapa, já que o trecho entre a Cidade Universitária e o Jaguaré faz parte da jurisdição da Sub Prefeita que acompanhou a vistoria.

    Vejo que você, há tempos está monitorando os passos da Sub Prefeita da Lapa, já que parece gostar disso, deixo algumas sugestões.

    http://portal.prefeitura.sp.gov.br/subprefeituras/spcl/organizacao/0003

    Monitore também esse Subprefeito do Campo Limpo, o qual está com um projeto de uma Ciclovia ligando o Capão Redondo com a Ponte do Morumbi desde 2007 e até agora nada. Inclusive essa ciclovia resolveria a questão do acostamento da Marginal Pinheiros que foi surrupiado pela CET meses atrás.

    http://www.ciclobr.com.br/temp/mapa.pdf

    Tem outro Subprefeito do Butantã que está com o projeto cicloviário do Butantã nas mãos e parece que a coisa empacou na obra da Eliseu de Almeida que não quer acabar nunca.

    http://portal.prefeitura.sp.gov.br/subprefeituras/spbt/organizacao/0005

    Outro subprefeito que seu monitoramento pode ser muito produtivo é o da Capela do Socorro.

    http://portal.prefeitura.sp.gov.br/subprefeituras/spcs/organizacao/0004

    Esse daí construiu uma Ciclovia “ridícula” junto as margens do Guarapiranga que deve ter uns 10 fragmentos, fazendo o ciclista ser obrigado a pedalar na calçada (contra a lei) em diversas situações, como pode ser visto nessa galeria.

    http://ciclobr.multiply.com/photos/album/113/113#photo=6

    Fica a sugestão, como te acompanho a muitos anos e já percebi o seu empenho em monitorar certas pessoas em cargos públicos, creio que seus préstimos podem ser úteis nesses casos mencionados. Inclusive vou dar essa sugestão do Milton Jung da CBN, que tem a campanha “Adote um Vereador”, para que ele amplie os horizontes criando a campanha “Adote um Subprefeito”? Que acha?

    Abraços

    André Pasqualini

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  • pedalante

    Mestre Willian,

    Acredito que aqui em SP, as coisas funcionam assim: ‘eles fazem de conta, que nos apoiam, dão tapinhas, vão em eventos, aparecem nos horários do fato’. Nos agimos, reclamamos. e o ciclo novamente se repete.
    Cargo nomeado é cargo nomeado para cumprir funções administravas e ponto.
    Uma das obrigações legais de um sub-prefeito/a é fiscalizar e implementar as leis em sua jurisdição.
    Só para citar um caso: Em março de 2009 ( por ocasião do WNBR), uma usuário do modal bicicleta se dirigiu ao Senac Lapa ( fica a 3 quadras da sub-prefeitura da Lapa), foi impedida de guardar sua bicicleta, de amarrar no poste, por um func da unidade – conformes relatos. Agora no final de setembro a história vem a público. E o que foi feito desde então? nada. Mas, pedalar em uma vistoria na futura ciclovia na marg. pinheiros, às 08h sem problema. Não é mesmo. Só para lembrar, SP tem leis sobre estacionamento de bicicletas ( 14266 de 2007 art 8º, vc já até escreveu sobre isso). Docve ironia, não é mesmo? O bairro que adminsitra fica sem fiscalização e nos continuamos sem nossos direitos ( como bem lembra a Renata Falzoni ).

    p.s. sou morador do bairro da Lapa há 43 anos, sei o que aqui acontece ou não. Se precisar de outros relatos de abandono por parte do poder público municpal, posso elencar mais…

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    • Willian Cruz

      Pedalante, respeito sua posição mas discordo que ela só deva participar de soluções para problemas interregionais só quando a Lapa se tornar o país das maravilhas… 🙂

      Quanto ao horário, eu também me atrasei aqui no trabalho e fiquei até mais tarde para compensar. Aliás, tenho horas adicionais de monte que eu já havia feito em outras ocasiões. Creio que a situação dela seja parecida.

      Sobre elencar relatos de abandono, seria mais produtivo relatar diretamente no blog dela ou no twitter em vez de discutirmos um a um aqui. Mas vá em frente, afinal a participação popular é importante para a construção de uma cidade melhor!

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  • Soninha Francine

    Pedalante,
    O horário determinado para o trabalho d@ Subprefeit@ é “40 horas semanais” – o que é ridículo, porque eu trabalho muito, mas muito mais do que isso. Dificilmente saio da Sub antes das nove da noite; muitas vezes não almoço; fim-de-semana sem trabalhar? Há séculos não sei o que é isso. É muito trabalho, muito mesmo. Só quem está ao lado consegue imaginar. A gente não bate cartão na entrada, muito menos na saída…
    De todo modo, não considero que minha inspeção ali, por estar fora da estrita jurisdição da Lapa, tenha sido uma escapada do trabalho. Ela faz parte do trabalho. Essa coisa de “isso está fora da minha jurisdição” seria uma maneira de eu trabalhar muito menos, aliás. Educação está fora da minha jurisdição, saúde também, assistência social idem, moradia… Mas são problemas que afetam a cidade de modo geral e o território em que eu trabalho também; eu não deixo de participar de debates, encontros, seminários e ações concretas que digam respeito aos problemas (e soluções) para a cidade, só porque alguns deles estão além das fronteiras administrativas da Sub Lapa.
    Lutei aguerridamente para que saísse a ciclovia na pista de serviços da EMAE/CPTM. Em reuniões de negociação com CPTM e EMAE por outros assuntos, trouxe o tema à pauta e intercedi junto ao Serra para que ele mediasse/resolvesse os conflitos entre as duas empresas. Deu certo. CPTM pediu para que eu organizasse uma pedalada de vistoria e eu fui. Aquela linha da CPTM passa pela Lapa; a pista de serviços também. Isso já seria suficiente para justificar minha presença ali, mas eu estaria presente mesmo que não passasse…
    Enfim, é isso. 1) Meu “horário de expediente” ultrapassa em muito as obrigações estipuladas no holerite; 2) Meu “expediente”, eu acredito, vai muito além das tarefas estritamente confinadas às “fronteiras” da Sub Lapa, porque é impossível separar completamente a Lapa do resto do mundo e dizer “isso não tem nada a ver com a gente”.
    Abs.

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  • TomCox

    Fico feliz pela notícia, e parabenizo todos envolvidos no projeto.
    A questão de acessos é um “ponto” muito importante no projeto. Se complicar e não tiver “fluidez” nos acessos, muitos simplesmente não vão “acessar” e continuar a pedalar pelos seus caminhos “tradicionais”.
    Se precisar desmontar da bike, já é um incoveniente de fazer desistir e continuar pela marginal.
    Se utilizassem as mesmas entradas do trem (ainda bem que não) eu jamais iria utiliza-la. Só o tempo de “vencer” os “obstáculos” para “entrar e sair” seria o mesmo tempo de eu chegar em casa. A mobilidade e fluidez são de extrema importãncia nos acessos.
    Imagino que se não forem observados e bem projetados a ciclovia se tornará um simples ponto de recreação como um parque(o que já é bom) e não servirá pra parcela que usa como transporte.

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  • Mauricio Estevez

    Fico muito feliz com a notícia. Espero que também seja levada em consideração a instalação de bicicletários e duchas, para que a bicicleta seja um meio de transporte atraente para o trabalhador de baixa renda.

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  • pedalante

    Olá Mestre Willian,

    2 coisas:
    a) Sobre a futura ciclovia na marg. sem discordar de seu texto, só gostaria de acrescentar algo da memória que foi assinado por nossa amiga MÁRCIA PRADO,(que transvivenciou tragicamente em jan de 2009) e por outr@s –
    “Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias.”…

    b) Uma pergunta: ETICAMENTE falando, vc saberia dizer qual o horário de expediente da sub-prefeita, que os acompanhou na manhã, na sub prefeitura da Lapa?
    O local da vistoria, na marginal pinheiros pertence a área administrativa da sub-prefeitura da Lapa?

    Abraços

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  • André Pasqualini

    Danilo, não tem projeto de iluminação, o que considero um erro, mas o lance é abrir e encher aquilo de ciclistas, aquela ciclovia tem que ficar aberta 24 horas e ter, no mínimo, uns 10 acessos e um em cada ponte. As pistas dos carros são nossas barreiras e o absurdo é eles limitarem nosso acesso.

    Se não construissem grades separando a ciclovia da linha do trem, teria muito ciclista aproveitando a Marginal travada para pular a cerca e acessar a ciclovia no meio dela (eu faria isso facilmente)

    Mas é inaugurarem e depois ficar em cima. O projeto dos acessos está com o Rui Otake e em breve teremos uma reunião com eles para debater a questão dos acessos.

    []s

    André Pasqualini

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  • Danilo

    Eu quis dizer: Haverá iluminação?

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  • Daniloe

    Essencial para o sucesso da ciclovia em questao de transporte é a criação de diversos acessos, inclusive para o outro lado do rio onde a oferta de transporte já é aquém do ideal. Outro ponto que vejo como importante é a questao da segurança. Ela será iluminada. Como será a questão do tráfego noturno, para que as pessoas possam utilizá-la para voltar do trabalho. Haverá policiamento de bike tb?? Ou algum posto. Acho isso importante pois tem vezes que são 18h e já é noite.. Agora, seria lindo se houvesse ciclovia dos dois lados, conectadas como uma possivel ciclovia na Marginal Tietê, conectadas com os parques, USP, e algumas saídas em bairros onde existissem percursos ciclaveis.

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  • Aguinaldo

    O projeto todo é muito bom e o começo da revitalização de parte da cidade.
    Somaria a ele uma passarela de ciclistas e pedestres que unisse a USP ao Villa Lobos e acesso a ciclovia.
    Seria positivo também uma opção de acesso dos ciclistas as estações de trem.

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    • Willian Cruz

      Aguinaldo e Danilo, os acessos ainda estão sendo discutidos e simplesmente não podem ficar apenas nesses dois. Senão, como comentou o luddista no Twitter e o TomCox aqui nos comentários, ela será apenas mais uma via de lazer – o que não é de todo ruim, a cidade precisa de bem mais que isso.

      Pedalante, ciclovias realmente segregam e não são a solução milagrosa para a questão da bicicleta na cidade, como bem lembrou sua citação do Manifesto dos Invisíveis, que também assinei junto com você, Márcia e tantos outros. Mas em alguns casos elas são importantes por proteger o ciclista do tráfego pesado de outros veículos. Claro que não podemos é aceitar uma política de meia dúzia de ciclovias como solução definitiva para a bicicleta em São Paulo (ou em qualquer cidade), mas lutar pela sua aceitação e reconhecimento de seu direito de circular em meio ao fluxo viário, principalmente junto aos motoristas dos automóveis. Vou postar em breve aqui uma conversa que tive por e-mail com o Antonio Miranda sobre esse assunto. Quanto ao expediente da subprefeita, acho que o comentário dela esclarece um pouco a questão. Vale lembrar que a Soninha apóia o uso da bicicleta na cidade pelo menos desde 2007, quando era vereadora.

      Mauricio, há um bicicletário na estação Vila Olímpia, que não tem ducha mas tem um banheiro onde é possível se trocar e fazer uma higiene básica. A estação Jurubatuba também têm bicicletário e há alguns outros em Shopping Centers pelo caminho (veja mapa aqui). Mas vestiário com chuveiro seria realmente uma boa nesses bicicletários!

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  • ariel

    me emocionei com seu relato, a esperança de ter uma cidade limpa e bonita, com cidadãos que amem suas áreas verdes, árvores e rios, e se revoltem com a transformação de potenciais áreas de lazer em passarelas de concreto para os carros, reconhecendo o grande erro que as gerações passadas cometeram. 23 de maio, radial, sumaré, água espraiada, marginais… o erro continua a ser cometido, e 90% da população é a favor da ampliação da marginal. depois querem ir morar na europa.

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  • dtabach

    Que ótima notícia! Essa ciclovia, muito mais que a ciclofaixa domingueira, tem potencial para provocar transformações urbanas muito positivas, abrangentes e duradouras. Será um grande presente para São Paulo, com uma fração do dinheiro gasto em obras como a Nova Marginal. Gostaria de saber o nome dos políticos diretamente envolvidos nessa iniciativa para votar neles nas próximas eleições.

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