Por que há ciclistas que andam no meio da rua?

Ciclista ocupando a faixa. Imagem: CicloLiga/Reprodução

Ciclista ocupando a faixa. Imagem: CicloLiga/Reprodução

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O Vá de Bike sempre defende o compartilhamento da via como uma das principais soluções para integrar as bicicletas ao trânsito e recomenda que os ciclistas ocupem a faixa de rolamento. Mas nem sempre esse procedimento é compreendido pelos motoristas – e mesmo pelos próprios ciclistas.

Veja como exemplo o comentário postado por um leitor, que se identifica apenas como Paulo:

Ultrapassar o ciclista na mesma faixa em que ele está é colocar sua vida em risco. Um leve toque no guidão ou até mesmo o deslocamento de ar do veículo em velocidade podem levá-lo para debaixo das rodas, ou derrubá-lo no meio da via com mais carros vindo atrás.

“Ok. Também ando de bike, mas cicloativistas como qualquer outro ativista exigem respeito mas não respeitam… 1,5m eu acho muita distância, principalmente levando em consideração que os ciclistas ultrapassam nossos carros a 10 20cm e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Se ficassem na direita da faixa a ultrapassagem seria possível. mas ficam na esquerda obrigando os carros a ultrapassarem pela contramão se não quiserem andar a 20km/h. Respeito ciclistas. Detesto ciclo ativistas que se acham donos da rua.” (sic)

Paulo explicita, de forma rude, sua opinião de que os ciclistas deveriam pedalar junto à sarjeta, para que os carros pudessem usar a mesma faixa onde o ciclista está, para que este “não atrapalhe o trânsito”.

Essa opinião é comum, derivada da ideia de que as ruas são feitas para os carros, não para deslocamento de pessoas. Por essa ótica, as bicicletas de certa forma seria intrusas, podendo usar as vias apenas se não interferirem na circulação dos automóveis. Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os carros.

Mas por que ocupar a faixa?

É muito mais seguro para o ciclista ocupar a faixa, pois isso força os motoristas que não aceitam cumprir o 1,5m a mudarem de faixa para fazer a ultrapassagem. Pedalando sobre a sarjeta, o ciclista acaba vítima de motoristas que acham 1,5m muita distância e insistem em passar quase raspando.

Melhor um motorista mal educado que buzina e xinga, pensando que é o ciclista quem se acha o dono da rua (mesmo que esteja compartilhando a via em vez exigir exclusividade), do que o mesmo motorista mal educado passando a 10cm do guidão – pensando que “tem espaço, acho que dá” – e derrubando o ciclista que teve que desviar de uma grelha aberta na sarjeta.

 

Motorista, ultrapasse com segurança

Quando há um caminhão ou ônibus trafegando devagar, os motoristas mudam de pista e ultrapassam. Portanto, basta entender que a bicicleta também é um veículo, tem o mesmo direito de circulação que os demais e possui sua limitação de velocidade, que precisa ser compreendida e aceita.

Mude de pista quando for seguro e ultrapasse a uma distância adequada, sem colocar em risco o ciclista. Você sabe fazer isso. Se não der para ultrapassar, é só aguardar. Sua pressa não vale a vida, uma perna ou um braço de alguém.

E por mais que um ciclista ou pedestre esteja errado, nunca, mas nunca mesmo ameace sua vida com o carro para lhe ensinar uma lição. Algo pode dar errado e você terá que carregar consigo para sempre o peso de ter matado ou mutilado alguém, destruindo a vida dessa pessoa e de sua família.

Sarjeta não é lugar de bicicleta. Rua sim.

Ciclista, ocupe a faixa para se manter mais seguro – e seja gentil com os motoristas.

Motorista, compartilhe a via, aceitando a presença da bicicleta. As ruas são de todos.

 

Por que 1,5m e como fazer para respeitá-lo

Quem utiliza a bicicleta nas ruas diariamente, não apenas em parques, ciclovias e Ciclofaixas de Lazer, percebe claramente que 1,5m é uma distância importante para não haver contato caso o ciclista se desequilibre, precise desviar de um buraco, de uma irregularidade do asfalto ou de alguém que começa a atravessar a rua sem olhar.

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o ciclista obriga o motorista a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Quem pedala nas ruas também sabe que nem sempre é possível manter uma trajetória continuamente reta e totalmente previsível, principalmente em nossas vias esburacadas, com asfalto irregular, caçambas estacionadas, motoristas abrindo a porta do carro sem olhar e carros saindo de garagens e esquinas sem se preocupar com ciclistas que estejam passando.

A lei do 1,5m (art. 201 do CTB) visa acima de tudo a segurança viária. Essa distância não foi tirada da cartola: nos exemplos do parágrafo acima, frear poderia significar uma queda – que também precisa do 1,5m de segurança para não se transformar em tragédia.

Para ilustrar, algumas pessoas afirmam que Antônio Bertolucci, morto em junho de 2011 em São Paulo, caiu sozinho de sua bicicleta e por isso foi atropelado pelo ônibus que o matou. Mesmo que isso seja verdade, se o motorista tivesse guardado a distância de 1,5m Antônio continuaria comprando seus pãezinhos com sua bicicleta, todas as manhãs.

E como conseguir essa distância?

Sabemos que, para quem está no carro, nem sempre é possível avaliar a distância do ciclista. Mas conseguir esse metro e meio é, na verdade, algo bem simples: basta mudar de faixa, como haveria de ser feito com qualquer outro veículo lento, como um caminhão carregado, por exemplo.

Bicicletas têm uma limitação óbvia de velocidade, que precisa ser compreendida e respeitada. A aceleração da bicicleta não é como a do carro, em que basta engatar outra marcha e pisar num pedal sem fazer esforço.

Mas…

- E quando não há espaço para a ultrapassagem, por só ser uma via de mão dupla com uma única faixa em cada sentido?

- E se a rua for de mão única, com carros estacionados, de forma que não caberiam o carro e a bicicleta lado a lado com 1,5m entre eles?

Para responder a essas perguntas, imagine que na sua frente há um carro andando devagar, um caminhão, um ônibus ou outro veículo qualquer ocupando o espaço à sua frente. Como você faria a ultrapassagem? Seria obrigado a esperar? A resposta está aí.

 

Ciclistas no corredor

O leitor Paulo ainda comenta que os ciclistas ultrapassam seu carro “a 10-20cm de distância”. Bem, provavelmente isso acontece quando o carro está parado (afinal, o mesmo comentário diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco bicicletas poderiam oferecem a alguém em um carro, ao ultrapassá-lo quando parado ou em velocidade inferior a 20km/h.

Eu poderia usar a mesma argumentação desse comentário e dizer que um carro parado ocupando a faixa obriga as bicicletas a ultrapassarem a 10-20cm se não quiserem ficar paradas. Poderia também dizer que respeito motoristas que não congestionam, mas destesto os que o fazem, generalizando-os como carroativistas que se acham donos da rua. Mas não seria muito justo, não é?

Prefiro compreender por que é que um carro ocupa parado a faixa toda, muitas vezes por longos minutos, até conseguir se mover por 3 ou 4 metros e estacionar novamente. Melhor ultrapassá-lo com tranquilidade e ir embora do que começar a gritar para que o motorista saia da rua porque está atrapalhando, como muitos motoristas costumam fazer com os ciclistas que estão em movimento.

Quando os carros estão parados, o ciclista tem todo o direito de ultrapassá-los pelo corredor. Tem esse direito até mesmo nos casos em que outros veículos não podem fazê-lo, como no caso de uma interdição temporária da via (art. 211 do Código de Trânsito). E, desde que haja espaço adequado para isso e os carros não estejam em movimento, não estará se colocando em risco ao fazê-lo. Também não colocará em risco nenhum motorista – afinal, é um pouco difícil derrubar um carro com o guidão de uma bicicleta.

Mas o ciclista deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa, para sua própria segurança. Sempre pedindo espaço e agradecendo a gentileza com um sorriso. Os bons motoristas compreenderão sua atitude.


183 comentários para Por que há ciclistas que andam no meio da rua?

  • Carolina

    Citando ” sobre os ciclistas ultrapassarem seu carro “a 10-20cm de distância”, provavelmente isso acontece quando seu carro está parado (afinal, você mesmo diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco oferecem ao lhe ultrapassar quando parado.”
    Tem certeza?
    Os ciclistas que criam problemas são os que passam pedalando a toda, entre os carros e normalmente não param no farol (oque coloca o pedestre em risco). Os que tentam passar a direita de um veiculo parado na direita, como um ônibus parado no ponto. Os que ocupam o canto da sua faixa, o canto esquerdo… ocupando duas faixas se o motorista respeitar a lei do 1,5m. E não os que pedalam civilizadamente.
    O problema é: esses vão tornar os ciclistas mal falados… como os motoqueiros.
    (Minha visão de pedestre e de motorista)

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  • Aron

    Eu até pensei em pegar o celular mas ele estava meio difícil na hora e como foi a primeira vez que passei por isso então fiquei daquele jeito querendo fazer e meio com receio, era uma das primeiras vezes que estava pedalando de noite, mas agora já deixo o celular + – no jeito para caso aconteça algo do tipo =]….e já tive vários encontros felizes…tenho uma buzina de ar comprimido na bicicleta esses dias uma moça me deu passagem e quando buzinei ela começou a “brincar” comigo buzinando também….caminhões dando passagem…tirando os sorrisos das crianças quando vêem a bicicleta com as “luzinhas” e dos adultos quando você passa e cumprimenta….graças a Deus até o momento foi a unica situação que me deixou com mais medo…ando lendo bastante como reagir a situações como essas

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  • Americo

    Aron,

    Você está certíssimo. A pista é inteira sua e para não morrer deve ocupá-la como qualquer outro veículo.

    Ciclistas que andam na sarjeta prestam um desserviço à comunidade de ciclistas, reforçando o que muitos já acham, que lugar de bicicleta é em parque!

    Ciclista não é barata para ficar andando na sarjeta, e quando faz isso está convidando carros, caminhões e ônibus a o ultrapassarem tirando fininha de sua bike.

    braços,

    Américo (Dono da rua, como todos vocês!)

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  • Aron

    hoje estava eu voltando do serviço e por volta de umas 0:25 min estou eu na av paes de barros na faixa da direita (mais no meio da faixa da direita do que para o canto) e encosta um agile atrás de mim buzina e acende o farol alto fui com a bicicleta um pouco para o lado e o agile acelerou indo para o meio das duas faixas da direita e da esquerda e o motorista muito do simpático começa a me chingar pois eu estava na faixa da direita atrapalhando a passagem dele..informei que estava agindo da maneira correta (seguindo orientação do site Vá de Bike nao sei se interpretei mal) e expliquei que se fosse para o canto direito ele iria me “espremer até ei sair da pista…como ele estava ocupando duas faixas pois estava no meio da rua e discutindo comigo ao chegar perto do farol ele simplesmente jogou o carro para o meu lado e continuou discutindo..nessa hora eu falei por este motivo que eu estou no meio de faixa da direita para nao acontecer o que o senhor está fazendo…ele continuou chingando falando que conhecia os direitos deles e que eu estava errado..nessa hora ja tinha um carro atrás de nos dois e um do lado dele só observando o que ele iria fazer..ai ele arrancou com o agile dele e o carro que estava atrás mudou de faixa para me ultrapassar….para quem nao conhece a av paes de barros é uma avenida com duas faixas para carros e uma faixa exclusiva de onibus…..agora quero saber se eu estava errado ou certo de ficar no meio da faixa da direita…e como devo proceder em situações como essa sou novo no meio biciclistico

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    • tiago barufi

      Aron, já passei por situações parecidas. É claro que você não estava fazendo nada de errado e o cidadão estava te ameaçando propositalmente porque tinha certeza de que não seria punido. Ele tinha espaço para ultrapassar e por teimosia implicou com você.
      É muito difícil dizer o que fazer nessa hora, porque a situação é de perigo real. Certamente gostaríamos que a fiscalização de trânsito funcionasse a contento e coibisse a conduta desse cidadão, e não faltariam artigos do código de trânsito para isso, mas esse tipo de situação exige evitar o confronto!
      Conciliação, sem ser bundão. Você não fez nada de errado, mas estava num lugar e hora (cidade de São Paulo, na hora em que alguns saem dirigindo do bar) propícia para atitudes insensatas. Não vale a pena discutir com bêbados.
      Eu geralmente carrego câmera (celular também serve) e fotografar a placa, comunicar ao agressor que ele está sendo gravado tem um elemento de dissuasão importante. Entretanto, a maneira de reagir deve ser uma decisão pessoal sua. Encare isso como reagir a um assalto, afinal esse cara está portando uma arma.

      Um abraço, e boas pedaladas. Que cada dissabor desses (e eles acontecem) se converta em mil encontros felizes no trânsito, que acontecem com quem anda de bicicleta.

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  • Claudio Cavalcante

    Mais uma vez dicas de muitas utilidades. Andar em SP não é fácil…rsrsr

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  • Ana

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 3 Thumb down 9

  • marcos oliveira

    e dificil para min deichar a baik pois ja nao vivo sen ela moro no jacçana e trabalho na barra funda levo serca de 40 minutois de baik e de onibus 1.30 minutos e ate 2.horas alen da falta de respeito con o passageiro sao super lotados e ate os idosos sofren andan super lotados nao a nenhun respeito se quer os moradores da periferia merecen respeito nos tamben pagamos nosos inpostos a pesoas que andao de baik nos finais de semana eu no meu casa dependo dela a ciclo vias ten de ser respeita das nao deve cer utilsadas so nos fin de cemanas pois a ciclistas que dependen delas todos os dias.

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  • Leticia Freire

    Quero começar a me deslocar de bike e esse é o primeiro texto que leio. EXCELENTE, muito bem escrito e bem explicado, pena que os motoristas nunca irão olhar esse site… PARABÉNS E OBRIGADA WILLIAN CRUZ.

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  • Djalma

    A respeito do que o Paulo falou.
    Se ele estivesse no nosso lugar de bike,e ao lado dele na faixa estivesse uma careta ele pensaria duas vezes ao falar isso.

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    • Nuno Morelli

      Djalma

      Você quis dizer exatamente o que com o termo “careta”? Oo

      Se era pra ser careta (cara feia, carranca, deformidade facial voluntária, ou gente sóbria e chata por opção) eu acredito que não faça efeito, porque ele já deve ter acostumado a ver aquela cara feia todo dia na frente do espelho.. kkkkkk.. mas se era pra ser carreta (caminhão grande para carga pesada, tipo cavalo e semi-reboque) penso que ele se faria de coitado e diria logo pro motorista que lugar de carreta é na estrada e não pode tomar o lugar dele na cidade, coisa de gentinha chata e preconceituosa, que procura pêlo em ovo, minhoca no asfalto, que tem certeza absurdamente absoluta de estar sempre certo.. isso é doença! rsrsrs

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  • Celso

    Você é um gênio. Perfeito! Que paciência!
    Enfrento no Rio, o mito de que a cidade é mais bem dotada de ciclovias do país e, portanto, a revolta de motoristas quando ocupamos as ruas… agora ando sempre com cópias do seu texto na de baixo do braço…

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  • Solano Bordim

    Meus parabéns pelo ótimo texto!

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  • Para todo o ciclista ler. Informação, discussão e argumentação sadia, para a compreensão definitiva, de que somos todos parte de um mesmo corpo: TRÂNSITO! E da mesma raça: HUMANA!

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  • Americo

    Por que você deve dar uma distância de 1,5 metros para bicicletas? (Por Américo Focesi Pelicioni, versão light).

    Bom, primeiro por que é a lei! Mas mesmo que não fosse, vamos lá:

    Os ciclistas são jogados na pior área da pista, que é a mais próxima da calçada do lado direito, onde há mais buracos e ondulações, porcas, parafusos, óleo, areia, lixo arremessado pelos usuários dos carros, ônibus e caminhões, tampão de bueiro, etc. e qualquer uma dessas coisas pode derrubar um ciclista.

    Por isso, temos que ter espaço para desviar, e se a gente se desequilibrar, temos que ter espaço para cair sem precisar olhar o assoalho do seu carro de baixo para cima.

    E por que você deve apoiar o ciclista e a construção de mais ciclovias?

    Por que ele não está poluindo o planeta, contribuindo para o aquecimento global. Na verdade o carro é que faz o trânsito da cidade parar.

    Desviar de um ciclista só leva 10 segundos (é só dar seta, se afastar um metro e meio, e passar).

    O que mais? O carro frequentemente torna o motorista mais sedentário e propenso a infartar, ter um AVC e tromboembolias, diabetes e outras doenças que são bastante caras ao sistema de saúde.

    Já para o ciclista, pedalar melhora seu condicionamento físico, sistema respiratório, sistema cardiovascular e imunológico, diminuindo o risco dele desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, por exemplo. Portanto, ele economiza recursos importantes para o sistema de saúde.

    Obrigado pela atenção.

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  • Buenas.
    Moro em Porto alegre, a pouco tempo, houvfe um episódio lamentável por aqui, que foi assunto nacional, um MALUCO, atropelou várioos ciclistas, que estavam participando de um grupo de ciclistas, que tem adeptos no mundo inteiro, chamado Massa Crítica. Este evento, foi um fato isolado, por aqui, os motoristas respeitam rasoavelmente bem os ciclistas, sim pos têm muitos ciclistas, que também não respeitam os motoristas. Temos que nos educar. aqui em minha cidade, já está sendo criando mais algumas ciclovias, já em tempo, pois percebe-se que têm muitas pessoas, que usam a Bike, como meio de tranporte.
    Pessoal, vamos poluir menos nosso planeta.
    abraços.

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  • JOÃO ORTIZ

    O IMPORTANTE TAMBEM É TER A POSIÇÃO TROCADA ( O CICLISTA POR MOTORISTA E O MOTORISTA POR CICLISTA) PARA QUE CADA UM POSSA ANALISAR AS DIFICULDADES QUE CADA UM TEM COM O OUTRO A FIM DE EVITAR CRITICAS SEM SENTIDOS, DESMERECENDO UM AO OUTRO, APLICANDO O BOM SENSO E RESPEITANDO UM AO OUTRO.

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    • Olá, João Ortiz.

      A coisa mais difícil é convencer o motorista comum a trocar de papel, mas em contrapartida podemos fazer um trabalho de conscientização e, cada um de nós fazendo um pouco, com manifestações públicas em defesa do nosso direito de ir e vir, das manifestações em pedido de justiça pelas mortes nas vias, pela ampla e bem humorada divulgação dos benefícios que pedalar nos traz, enfim, de uns 5 anos pra cá nossa opção pela bicicleta vem ganhando força. Hoje podemos dizer que a voz do ciclista tem alguma importância relevante, haja vista a Prefeitura da Cidade de São Paulo vem promovendo ciclofaixas pela cidade e já começou timidamente a implantar ciclovias e sinalização específica.

      Um jeito bem legal de chamar a atenção pra pedalada é usar e abusar da criatividade, eu por exemplo tenho uma camiseta com o desenho de um buraco nas costas, com uma seta apontando e dizendo: ATENÇÃO! Buraco na pista.. desvie para a esquerda!; e outra que mais parece uma camisa-de-força, e decidi por usá-la de vez em quando por causa de uma piada interna no trabalho, onde alguns colegas afirmaram que eu era doido-varrido e louco-de-pedra por pedalar na rua.. rsrsrs

      Deus abençoe a todos e bora mexer os cambito!

      A nós

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  • JOÃO ORTIZ

    ESTA REGRA DE MANTER Á DISTANCIA DE 1,5MT ENTRE CARRO E CICLISTA, SERIA A DISTANCIA SEGURA A FIM DE EVITAR COLISÃO OU ACIDENTES (ATROPELAMENTOS) OU DESLOCAMENTOS IMPREVISIVEIS, COMO DESVIAR DE BURACOS OU DESEQUILIBRIOS COM A PASSAGEM DE OUTROS VEICULOS. ESTE É APENAS UM PARAMETRO, MAS TENDO UMA DISTANCIA DE 0,50 MTS PARA ULTRAPASSAGEM DE UM VEÍCULO COM UMA VELOCIDADE BEM MODERADA ACREDITO QUE NÃO HAVERIA RISCO A CICLISTA, POIS UMA VELOCIDADE MAIS ACENTUADA PÕE EM RISCO O CICLISTA CASO ELE SE DESEQUILIBRE NESTA ULTRAPASSAGEM, OU SEJA, DEVE HAVER RESPEITO E BOM SENSO ENTRE MOTORISTAS E CICLISTAS

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  • Para fazer respeitar a distância de 1,5 metro, fico monitorando os carros de trás no retrovisor. Se um veículo se aproximar muito rapidamente e que não sinal ou possibilidade de ultrapassagem a distância de 1,5 metro. Eu desenvolvi a técnica da oscilação prévia que “assusta” ou sensibiliza ou motorista no bom “tempo”. Em muitos casos, o motorista desacelera e passa longe da bicicleta de medo de acontecer alguma coisa. Se eu não tivesse feito, o motorista teria poderia ter passado perto e em alta velocidade, podendo provocar um acidente e ainda mais um acidente mais grave. Muitos acidentes acontecem quando o ciclista se encontra na lateral dos veículos, especialmente acidente mais grave. Parece que é muito mais raro ter batida traseira num ciclista.
    Se minha oscilação não surtou efeito no carro ou levou o motorista a buzinar, eu sei que o motorista que está se aproximando pode ser um grande perigo para minha integridade física eu tomo as devidas providências tendo em vista que não podemos educar todos os motoristas e que não quero perder a vida!
    Em rua mais estreita de vez em quando fica necessário ocupar a faixa mais isso é recomandado em rua onde carros andam em velocidade razoável, por exemplo em rua com limitação 40 km/h onde os carros não andam muito mais rapidamente, caso contrário ocupar a faixa pode levar frequentemente a comportamentos agressivos dos motoristas. Tem que saber utilizar esse recurso com inteligência! Preciso ler Forrester talvez para me aprofundar no assunto! Eu ocupo também a faixa antes dos rotatório estreitos para evitar desrespeito dos motoristas no rotatório. São muitas coisas que podem ser feitas.

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  • Gracie, desejamos que seja muito bem vinda!

    Rosana, parabéns pela iniciativa, que seu grupo continue sempre unido!

    Embora eu pedalasse bastante quando garoto, quando adulto fui um motorista muito mal educado.. mas da mesma forma que muitos hoje se sentem mal com os congestionamentos, me sentia assim também. Já faz quase um ano que tenho acompanhado os fóruns e pesquisado sobre mobilidade, e tem uns meses que vou trabalhar de bike. Estou quase 3 Kg mais magro, menos estressado, mais bem disposto, feliz e saudável!

    Ah, também enjoei do conceito de “carro”, são idéias batidas que não fazem mais minha cabeça: http://nunomorelli.blogspot.com

    Quanto ao Ricardo (pseudo-alguma-coisa).. um conselho: NÃO ALIMENTEM O TROLL rsrsrs
    Trolleiros se alimentam geralmente de polêmicas e/ou assuntos destrutivos. Cuidado com eles

    Grande abraço!

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  • Rosana

    Gracie,
    Também comecei a ler algo sobre bicicletas e mobilidade (por pura encheção de saco com congestionamentos absurdos) e cheguei a este blog, onde comecei uma “conversa” com um dos leitores. A conversa evoluiu para uma pesquisa informal sobre o uso da bicicleta no trânsito que me ajudou a formar um pequeno grupo. Já estamos nos deslocando pela cidade, locais próximos primeiro (o mais distante foi de cerca de 15km ida e volta, e gastamos o dinheiro do estacionamento em sorvete!).
    Realmente a postura de alguns motoristas é de ignorância e intolerância, mas muitos se revelaram cuidadosos e amigáveis. E converse com pessoas mais chegadas, quem sabe vc forma um grupinho também, ou seus conhecidos se tornam motoristas mais bem-informados.
    Saúde e sucesso pra vc!

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  • Gracie

    Sou uma motorista que há poucos dias achava que os ciclistas estavam ocupando um espaço que não lhes pertencia. Achava um absurdo ter que desviar o carro de bicicletas que andavam tão distantes do meio-fio. Certa vez, por pura ignorância, cheguei até a buzinar para um ciclista por esse motivo. Agora, que penso em comprar uma bicicleta (recomendação médica), procurei todo tipo de informação possível sobre o assunto “ciclismo” (tipos de bicicletas, acessórios de segurança, etc) e acabei descobrindo o quão ignorante e desinformada eu era. Lendo o texto e todos esses comentários, entendo que a utilização das vias públicas é direito de todos, independente do meio de locomoção que utilizem. O grande segredo, sem querer ser piegas, para uma boa convivência no trânsito, como em todo o resto, é o RESPEITO. Como obter isso em nossa sociedade é muito complicado devido as instruções e exemplos tortos que recebemos durante a vida, acredito que os sensatos devam cumprir sua parte e esperar e torcer para que os que estejam à nossa volta também tenham essa mesma ideia em suas mentes. É claro que vez ou outra iremos nos deparar com seres como o amigo Ricardo, que dispensa comentários, pois todos já foram feitos e não creio ser necessário repetí-los aqui.
    Enfim, ainda não sou ciclista (espero ser em breve), mas agora, com os olhos abertos, enquanto motorista, procurarei agir de forma respeitosa com quaisquer outros transeuntes e espero que o mesmo seja feito comigo quando estiver sobre duas rodas.

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    • Parabéns pela mudança de posicionamento, Gracie. Eu mesmo já fui um motorista bastante agressivo, até experimentar o uso da bicicleta na rua e perceber o quanto meu comportamento colocava as outras pessoas em risco, por mais que eu acreditasse ter total controle da situação e confiasse na minha destreza no volante. E o problema é esse mesmo: vencer “as instruções e exemplos tortos que recebemos durante a vida”.

      Sobre o Ricardo, tenho certeza que ele não é má pessoa e não deseja acidentes ou mortes de ciclistas. É que pela visão de mundo e experiência de vida que ele tem, acredita que a melhor maneira de preservar essas vidas é tirando os ciclistas das ruas, para que não corram risco em meio aos carros. Mas tenho esperança que, assim como você, as pesquisas que ele tem feito sobre o assunto ainda o farão ver as coisas de outra forma. :)

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  • Tanto o ciclista quanto o motorista devem respeitar as leis de trânsito, inclusive a que diz que a velocidade mínima é igual a 50% da velocidade máxima, portanto não recomendo o trânsito de bicicletas em vias de 60km/h, é muito perigoso, sem contar que tem motoristas que andam a mais de 80 km/h na cidade. Tenho bicicleta e não me acho com coragem de andar em ruas muito movimentadas, prefiro lugares mais seguros. Por outro lado quando estou dirigindo meu carro, tomo todo cuidado na hora de ultrapassar uma bicicleta e só faço isso quando tenho serteza da segurança. Sonho com o dia em que o ser humano se respeitará independente de leis, mesmo que seja apenas um “sonho”.

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    • Daniel

      Oi Jeronimo, em parte você está certo, só que tem que observar o restante do texto da lei sobre a velocidade mínima:
      A lei ainda estabelece que a infração só se concretiza se o veículo, devido sua lentidão, retarda ou obstrui a via, isentado o veículo que se preserva à faixa da direita , caso esta apresente duas vias, por haver a possibilidade de os demais veículos ultrapassá-lo – Art.219 CTb.

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      • Jeronimo, é isso mesmo que o Daniel comentou, na faixa da direita não há velocidade mínima:

        “Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita

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    • Jeronimo, faz bem em procurar ruas mais tranquilas para pedalar. Nelas, os motoristas se tornam menos impacientes, pois já esperam circular em uma velocidade menor, e oferecem menor risco. O problema é quando não há uma rua alternativa, ou ela é uma montanha russa de subidas e descidas. Nesse caso, precisamos ir pela avenida mesmo e precisamos ter nosso direito de circulação respeitado do mesmo modo. Grande abraço!

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  • Rosana

    Sim. Claríssimo. Na rua, junto com os carros. Do jeito que você sugeriu. Meio de transporte. Já estamos programando os primeiros passeios. Obrigada pela ideia da pesquisa, ajudou a formar o grupo.

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    • Ricardo

      “Obrigada pela ideia da pesquisa, ajudou a formar o grupo.”

      Fico feliz em contribuir… e curioso para ver como serão os seus relatos de interações de seu grupo com motoristas.

      Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 9

      • Andre Silva

        O Ricardo só pode ser pago pelas montadoras de automóveis para pentelhar quem trabalha por uma mudança positiva ou apenas quer ver a lei cumprida e ter seu direito reconhecido

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        • Fábio

          As montadoras não são contra bicicletas… A Volkswagen reformou a ciclovia no Parque Ibirapuera, BMW e Mercedes já fabricam bicicletas, algumas marcas de bicicleta esportiva trabalham em conjunto com empresas automobilísticas para desenhar suas bicicletas… As montadoras já viram que a bicicleta está voltando com tudo, e quer sua fatia do bolo. Até os bancos, símbolo da economia tradicional e formal, investem pesado em bicicletas (vide Itaú e Bradesco).

          A briga não é entre carros e bicicletas… É entre usuários de bicicleta e gente ignorante, que “ataca” qualquer um que tente dividir espaço com eles. Sempre vai existir gente ignorante no mundo, e sempre vai existir alguém lutando contra eles.

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    • tiago barufi

      Exato. A ideia de andar de bicicleta na rua só é descabida em São Paulo e em outras cidades por aqui porque o pensamento padrão Dirani ainda encontra alguma popularidade. Nós sabemos que todos os dias quando sairmos de casa poderemos encontrar um assassino em potencial que conta com a impunidade caso decida debater, usando o peso do carro como argumento, nosso direito de transitar.
      Para resolver o problema das más intenções do Dirani e assemelhados, a aplicação da lei é muito bem vinda.
      Por outro lado, o congestionamento permanente da cidade está diminuindo a capacidade de ameaça. É bem difícil alguém me dar uma fechada ou mesmo buzinar de forma descortês sem ser em seguida abordado, fotografado e questionado sobre suas disposições em levar a agressão adiante. É bem difícil atropelar alguém e fugir em seguida em São Paulo.

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  • Rosana

    “…perguntar para pessoas que *não* estejam engajadas na discussão”. Perguntei, a maioria adorou a ideia de sair na rua de bicicleta, sendo que um mandou revisar a bicicleta que estava na garagem e outra pesquisou preço de aluguel para tentar no fim de semana. Alguns porém acharam a ideia estranha, mas concordam que uma bicicleta a mais é um carro a menos. Espero ver bastante gente de bicicleta; mesmo quando estiverem na frente do meu carro, vou ficar contente que são bicicletas e não mais carros.
    E, em tempo, não estou “engajada em discussão” (de onde veio essa ideia!), estou alarmada com a situação da minha cidade e vendo uma solução viável bem no canto da garagem do meu prédio, mais exatamente no bicicletário.

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  • Beto Cubas

    Só para dar um exemplo da frase “os incomodados que se retirem”…. Agora mesmo tem um aloprado na frente da casa do meu sogro tocando um “panpanamericano…” no som do carro, sem se preocupar quem está a sua volta…
    Tudo se resume à educação , a saber respeitar os outros, a saber viver em sociedade, a saber que não posso dirigir igual a um loco, passando por cima das pessoas, porque estou dentro de um carro e a outra pessoa em cima de um bike.

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  • Beto Cubas

    O fato de morar ou não fora do país, ou viajar ou não para fora do país, não qualifica e nem desqualifica o comentário das pessoas. Apenas nos trás exemplos concretos, não estatísticas tiradas da internet, do que está acontecendo em países mais sociais e civilizados que o nosso, infelizmente. Nos mostra que não são todos os países que há essa guerra no trânsito, e isso não está restrito a Sao Paulo, qualquer cidade de 50k de habitantes tem maluco na direção de um carro. Um loco dirigindo com a síndrome do atraso, síndrome da pressa.

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    • Gracie

      Sou uma motorista que há poucos dias achava que os ciclistas estavam ocupando um espaço que não lhes pertencia. achava um absurdo ter que desviar o carro de bicicletas que andavam tão distantes do meio-fio. Certa vez, por pura ignorância, cheguei até a buzinar para um ciclista por esse motivo. Agora, que penso em comprar uma bicicleta (recomendação médica), procurei todo tipo de informação possível sobre o assunto “ciclismo” (tipos de bicicletas, acessórios de segurança, etc) e acabei descobrindo o quão ignorante e desinformada eu era. Lendo o texto e todos esses comentários, entendo que a utilização das vias públicas é direito de todos, independente do meio de locomoção que utilizem. O grande segredo, sem querer ser piegas, para uma boa convivência no trânsito, como em todo o resto, é o RESPEITO. Como obter isso em nossa sociedade é muito complicado devido as instruções e exemplos tortos que recebemos durante a vida, acredito que os sensatos devam cumprir sua parte e esperar e torcer para que os que estejam à nossa volta também tenham essa mesma ideia em suas mentes. É claro que vez ou outra iremos nos deparar com seres como o amigo Ricardo, que dispensa comentários, pois todos já foram feitos e não creio ser necessário repetí-los aqui.
      Enfim, ainda nou sou ciclista (espero ser em breve), mas agora, com os olhos abertos, enquanto motorista, procurarei agir de forma respeitosa com quaisquer outros transeuntes e espero que o mesmo seja feito comigo quando estiver sobre duas rodas.

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  • Rosana

    Respondendo à pergunta “Bicicletas devem ser permitidas na mesma faixa que veículos auto-motores (sic)?”: sim.
    PS: não sou cicloativista nem conheço o pessoal aí do blog. Tenho carro. Não vou pro trabalho de bicicleta. Não morei fora. Isso qualifica minha resposta?

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      • Daniel

        Vamos lá, já que o método científico agora é perguntar a opinião das pessoas, vamos perguntar se elas preferem andar de carro ou transporte coletivo. Todos sabemos qual vai ser a resposta da maioria esmagadora. Carro, lógico, ou existe alguém que prefere andar de ônibus a andar num carro, sentado, confortável, e que sai de dentro da sua casa direto ao destino na hora que vc quiser. Legal, descobrimos que carro é melhor que transporte coletivo. E aí, com esse método solucionamos o problema do transporte nas grande cidades? Alguém tem a ilusão que é possível, mesmo investindo pesado em abrir novas avenidas, construção de pontes e tuneis, em se ter um modelo de transporte em massa baseado no automóvel? Na minha opinião não é. Sendo assim, temos que abrir espaço a outros modelos. Falar que temos que tirar as bicicletas das ruas, justamente as pessoas que já aderiram a um modelo de transporte viável, é como querer melhorar o trânsito reduzindo o número de ônibus, é uma coisa simplesmente sem sentido. Bom, claro, toda minha argumentação se baseia no fato de eu achar que será impossível se locomover num futuro onde todos que puderem ter um carro usem esse meio de transporte. Eu gostaria de saber do Ricardo, já que ele é contra a bicicleta na rua, como ele vê as pessoas se locomovendo no futuro. Cada um dentro do seu carro? Todos de transporte coletivo? Ou, se for continuar o método atual, coletivo+carro, como fazer com que uma parcela significativa das pessoas que tiverem condições de ter um carro (esse número aumenta a cada dia) a deixar o carro em casa?

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          • Beto Cubas

            O Trem Bala São Paulo – Campinas é a solução para os problemas do trânsito da capital paulista? Como não fizeram isso antes, uma idéia tão simples e barata, a passagem seria acessível para todos…e mandariam todos os paulistanos morar em Campinas, uma cidade que não tem trânsito…

            Bem mais rápido, barato e simples do que fazer ciclovias e ciclofaixas em São Paulo…

            E quanto às outras cidades do Brasil? Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Recife, Fortaleza, etc…?

            Estou começando a entender você melhor Ricardo, você é um gênio…pupilo do Jayme Lerner…

            Phd em urbanização

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          • Daniel

            Bom Ricardo, então você concorda que temos que tirar uma parcela dos carros das ruas. Se você conseguir isso, certamente haverá espaço para as bicicletas. Para que essa discussão então? Vamos desestimular ou proibir quem já aderiu a um transporte viável, piorando o problema, para depois fazer o inverso, tentar retirar uma parcela dos carros das ruas e, estimular novamente o que foi proibido (lembrando que voltará a haver espaço)?
            Mas há também alguns pontos falhos nos seus argumentos:
            1 – O problema do trânsito não se restringe aos países subdesenvolvidos. Pesquise na internet: Transito em Londres, Transito em Paris, em Roma, Suécia, Nova Iorque, Tóquio. Você verá que em toda grande cidade do mundo a mobilidade é um problema. Londres adotou o pedágio urbano. Paris, uma das cidades com malha metroviária mais completa do mundo, adotou o aluguel de bicicletas e vem adotando restrições ao trânsito de veículos no centro. Na Suécia, os pedágios são altos e há preferência de pedestres e bicicletas sobre carros. Pesquise nas outras capitais tbm, e vc verá que praticamente todas tem programas para desestimular o uso de carros.
            2 – Por mais que se melhore o transporte coletivo, o carro sempre será mais confortável. O negócio sai de dentro da sua casa até o destino, a qualquer hora, e carregando tudo que vc quiser! E se vc tenta tirar carros das ruas, cada vez os carros ficam mais tentadores, é um paradoxo! Veja, se há menos carros nas ruas, andar de carro se torna mais rápido e mais conveniente, logo mais pessoas vão querer ter carros, invalidando todo o esforço anterior. Você verá que o esforço que obteve resultados no combate ao trânsito envolveu além do estímulo ao transporte coletivo ou alternativo, o desestímulo ao uso do carro. Veja: eu não estou falando como eu acho que tem que ser, nem como eu gostaria que fosse, estou falando como é. Basta pesquisar (e refletir um pouco, fica claro isso).
            3 – Por fim, temos a questão da poluição. Você mesmo usou um argumento de que o carro é uma máquina de 1T de metal e plástico. Pois é, Você tem uma máquina de 1T, ocupando uns 10m2, apenas para carregar uma pessoa de, em média, 80Kg? É uma coisa muito ineficiente. Claro, se nós vivêssemos num mundo com 1/10 da população atual, e houvessem recursos suficientes para esse esbanjamento, tudo bem. Não sou radical sobre isso. Mas estamos sentindo fisicamente os efeitos dessa festa energética, seja por conta do trânsito, seja pela poluição. Não é papo de ambientalista, em São Paulo se sente o efeito da poluição, principalmente nos dias de inversão térmica. Aliás, no mundo todo, esse é um dos fatores, além do trânsito, que levaram ao desestímulo do carro.
            Veja bem, não estou dizendo que a bicicleta é a solução de todos os problemas, mas simplesmente que ela é parte da solução. E volto a bater na tecla, porque vc quer retirar das ruas as pessoas que já aderiram a um transporte que se encaixa num modelo sustentável, que estão reduzindo os congestionamentos e a poluição? Se os problemas, que vc mesmo admite, são o excesso de carros (ou pessoas, que é o mesmo se o transporte é baseado em carro), e a falta de transporte coletivo, porque vc quer retirar das ruas justamente as bicicletas, que não estão poluindo e ocupando pouco espaço? Para dar mais espaço ainda para os mesmos carros que tem que sair? Eu não entendo sua lógica.

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          • Ricardo

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          • Daniel

            “Você pelo menos entende por que bicicletas correntemente não são permitidas em vias expressas?”

            Sim, pelo mesmo motivo que não são permitidos carros nos corredores de ônibus. Uma coisa é você ter, em casos particulares, um espaço específico para um modal de transporte, outra TOTALMENTE diferente é vc querer afirmar que todas as ruas e estradas são de uso exclusivo e prioritário dos automóveis.
            Eu não sou contra haver espaço para os carros, sou contra retirar (ou proibir) o espaço das bicicletas e outros meios de transporte.
            Se vc provar que a construção de mais vias expressas exclusivas para carros é viável e resolverá os problemas de mobilidade e qualidade de vida nas cidades, eu vou ser o primeiro a apoiar. Infelizmente não acredito que você encontrará um exemplo para provar isso.

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  • Beto Cubas

    Bah tcê, que cara engraçado esse Ricardo. Fala a verdade Ricardo, nem você acredita no que está escrevendo?. Você por acaso está fazendo algum estudo psicológico sobre a paciência das pessoas?

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  • Angela Annunciato

    Estou “ensaiando” adotar a bicicleta como meio de transporte mas tenho medo. Por quê? Porque ando de moto, e os motoristas de carro não respeitam nem as motos quando estão na faixa normal de rolagem! Quando quero ficar tranquilamente atrás de um carro porque o trânsito está andando bem e não há necessidade de andar no corredor, os carros fazem de tudo para ficar ao lado da moto e forçá-la de alguma forma a ocupar o corredor, tipo “saia daqui, esta pista é minha, vá para o corredor que é o seu lugar”. Claro que, quando falo “os carros”, é um modo de falar, nem todos fazem isso e há motoristas muito gentis que surpreendem (é uma pena que a gentileza é que surpreenda, e não a grosseria…). Mas essa briga por espaço – por hegemonia, melhor dizendo – é realmente irritante. E desnecessária. Há espaço para todos – carros, motos, bicicletas e pedestres – simplesmente porque as ruas, as calçadas e as cidades são de todos.

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  • Beto Cubas

    “Eu gosto da bicicleta como solução de transporte. Mas no modelo escandinavo, planejado, de cima para baixo. Esse modelo guerrilha, de uma minúscula minoria, em sua maioria de alta renda (eu vivo recebendo comentários aqui de que “obviamente” nunca viajei fora do país, como se isso não fosse a regra para a esmagadora maioria dos brasileiros) que se coloca de mártir no meio de um trânsito que pessoas razoáveis evitam enfrentar até de carro.”

    Ricardo, seguinte….todos nós sabemos que não existe planejamento brasileiro de ciclovias ou ciclofaixas, e isso é uma das bandeiras desse Fórum.

    Eu morei na Dinamarca e nos USA, e posso te dizer o seguinte: lá não dá acidente por que são C I V I L I Z A D O S !!! sabem viver em sociedade, sabem respeitar os direitos dos outros. o maior problema do Brasil, é a corrupção e a educação!!…e também uma frase esdrúxula que diz OS INCOMODADOS QUE SE RETIREM…

    Lá existe planejamento nas cidades maiores, mas não em todo país…e em todo país há bicicletas!!!!

    Aqui no Brasil todos dirigem com o pensamento de ESTOU ATRASADO, PRECISO CHEGAR LOGO, ninguém se programa, todos estão atrasados. Já ouviu falar no STOP SIGN nos USA??? Impossível ter uma sinal de trânsito daquele no Brasil, Porque? Por que não somos civilizados, não aprendemos a viver em sociedade…somos individualistas!!! De quê adianta eu ter uma Range Rover se o meu vizinho também tem? preciso ter mais que ele….é assim que se resume o Brasil…

    E isso se reflete no trânsito…toda a educação se reflete no trânsito !!! Não importa por onde vou passar, com que velocidade, e por cima de quem? Importa que vou chegar no MEU horário e antes do pessoal que deixei para trás!!!!

    Esse seu discurso é o mesmo da pessoa que diz: “NÃO VOU PAGAR IMPOSTO, PORQUE OS POLÍTICOS SÃO TODOS BANDIDOS”…ao invés de cobrar dos políticos, sonega!!!! mas grande maioria dessas pessoas que fazem isso, APOSTO, que se a empresa dele participar de uma licitação que sairia beneficiada, ele faria o mesmo!!!!

    Eu usava a bike para ir à Escola na Dinamarca, andava 8 km na estrada, no acostamento, e todos me respeitavam!!! é a cultura das pessoas de viver em sociedade…

    E qual o problema se pessoas que participam desse fórum fossem de alta renda???

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    • Ricardo

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  • Roberto Seixas

    “Plus boa parte dos atropelamentos de pedestres acontece justamente quando o pedestre invade o espaço dos carros fora do tempo e espaço alocado para si, i.e. atravessa fora da faixa e com o sinal aberto.”

    Tente atravessar numa faixa de pedestre onde não há sinal para você ver o que acontece. O motorista não vê faixa, não vê pedestre, não vê patavina nenhuma! Na maioria das vezes, simplesmente não pára!

    Você é bom com números, gosta de estatísticas? Faça um teste. Primeiro, leia o artigo 214 do CT. Depois, procure por uma faixa de pedestre sem sinal numa rua movimentada. Por fim, diga-me quantos porcentos dos motoristas obedeceram a lei. A minoria! Então, que moral tem essa gente para dizer onde pedestre vai atravessar?

    Virtualmente todos os motoristas desrespeitam de forma consistente o mínimo espaço reservado para o pedestre — a calçada — e aquele espaço onde ele tem preferência — a faixa. Mais uma vez, que moral tem essa gente para reclamar quando o pedestre “invade” o espaço dos carros? O pedestre é estúpido e o motorista é criminoso.

    A cidade é feita para uma minoria que anda de carro, uma minoria extremamente arrogante, prepotente, agressiva. Não há motorista que não diga que o trânsito é perigoso, violento; raro mesmo é ver um motorista que assuma a sua parte nisso. É como naquela cena ridícula do motorista preso no engarrafamento buzinando para os outros, como se fossem apenas os outros que engarrafassem o trânsito.

    “Isso não tem como não acontecer, Roberto. Temos como minimizar os acidentes, mas não temos como eliminá-los. Quem vive em cidades grandes paga um preço. Maiores oportunidades profissionais e culturais, maiores riscos.”

    Você perdeu completamente os senso das proporções. Vai-me dizer que o trânsito de São Paulo é igual ao de Tóquio? Que há tantos “acidentes”, feridos e mortos no Japão quanto no Brasil? Queria ver você dizer uma imbecilidade dessas depois de ser atropelado por um motorista bêbado e ficar paraplégico. Já disse, aceito os acidentes, mas não as agressões.

    “Eu gosto da bicicleta como solução de transporte. Mas no modelo escandinavo, planejado, de cima para baixo. Esse modelo guerrilha, de uma minúscula minoria, em sua maioria de alta renda (eu vivo recebendo comentários aqui de que “obviamente” nunca viajei fora do país, como se isso não fosse a regra para a esmagadora maioria dos brasileiros) que se coloca de mártir no meio de um trânsito que pessoas razoáveis evitam enfrentar até de carro.”

    Fale isso para a maioria dos ciclistas, a qual é composta por gente pobre. Eu sou classe-média baixa. Eu não posso comprar carro, nem quero comprar, pois não preciso. Se puder e precisar, comprarei. Não sou ativista de nada. Só quero ter o direito de locomover-me pela minha cidade com segurança. Quem tem de mudar é quem causa problema.

    O motorista pode falar o que quiser, mas ele teme que seus filhinhos morram pelas mãos de outros motoristas, e não pelas mãos de pedestres e ciclistas.

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  • Beto Cubas

    Sinceramente pessoal, esse tal de Ricardo só está querendo confusão….não é coerente em nada que fala….parece aquela pessoa que nunca viajou para outros países, vive dentro de um biblioteca lendo livros de psicologia que põe todos os defeitos da humanidade na figura da MÃE….

    Go Bike

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  • Roberto Seixas

    “O típico motorista de carro está apenas tentando ir do ponto A ao ponto B sem se chocar com outro carro.

    O mesmo querem o ciclista e o pedestre, o que não querem é ser mutilados ou mortos no caminho.

    Como você mesmo colocou, a motorista provavelmente nem viu você.

    Se não viu, foi porque não olhou, porque não teve consideração, porque não soube guiar o veículo de forma segura.

    Quem guia uma máquina de mais de uma tonelada de massa e que alcança 100 km/h em questão de segundos tem o dever moral e legal de zelar ativamente pela segurança dos outros.

    Ela não viu, mas eu vi. Eu vejo. Mas eu não ameaço a vida de ninguém no trânsito, então não faz diferença para os outros, só para mim mesmo. “Eu não vi” é desculpa antiga, mas ainda cola.

    “Se você tiver um mínimo de honestidade intelectual, vai admitir que se mijaria de medo de abordar um bandido de verdade, armado com uma arma de fogo de verdade, para discutir. Que se esse for o seu critério de covardia, então você também é um covarde. E basicamente qualquer pessoa que não tenha impulsos suicidas.”

    Você tem uma séria dificuldade em fazer a mais básica distinção entre agressor e vítima. Minha caracterização de um covarde está escrita em vernáculo logo acima. Não me vou repetir.

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    • Ricardo

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      • Beto Cubas

        HEHEHEEH, QUE CARA ESTRANHO….DIVERTIDO, MAS ESTRANHO…

        ME DIGA UMA COISA…ONDE A BIKE VAI ANDAR SE NÃO FOR NA RUA SR.? OU SR. VAI QUERER QUE O GOVERNO CONSTRUA CICLOVIA EM TODA A CIDADE??????

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        • Ricardo

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      • Roberto Seixas

        “Exato. Só que pedestres se esbarram uns contra os outros, e esses esbarros não são agressão. São acidentes. Você assume o risco de acidentes quando coloca sua bicicleta do lado de um carro que pode esbarrar em você.”

        Não seja ridículo, Ricardo! Os esbarrões entre pedestres são tão inofensivos que na maioria das vezes um diz “desculpe-me” e o outro responde com um “que é isso, não foi nada”. Um esbarrão é um acidente; um soco na cara é uma agressão. Estou falando de socos na cara desde o princípio.

        Hoje eu vi vários motoristas furarem o sinal vermelho de forma flagrante, descarada mesmo. Se um deles, ao fazer isso, tivesse atropelado e matado um pedestre ou mesmo colidido com outro veículo e ferido o condutor ou passageiros, você diria que foi um acidente? Pois é exatamente disso que estou falando, o resto é fantasia de sua cabeça.

        Aliás, ponha nela, na sua cabeça, que a diferença entre um pedestre/ciclista e um motorista é, repetindo para ver se você entende, uma carcaça de metal que pesa uma ou mais toneladas e chega a 100k/h em questão de segundos. A capacidade de alguém destruir, ferir ou matar é imensa justamente por conta disso. Portanto, a responsabilidade de um motorista é bem maior do que a dos demais. Não há discussão possível se você não tiver isso em mente.

        Eu não abro a boca para dizer um “ah” contra um bom motorista; pelo contrário, quando vejo um, dá vontade de ir lá e apertar a mão do sujeito.

        Na verdade, a questão real não é “motoristas X pedestres/ciclistas”, e sim “civilizados X bárbaros”. A maioria das pessoas, quando em trânsito, esteja a pé, de bicicleta ou de carro, é bárbara.

        A diferença entre um e outro é que o bárbaro a pé tem na mão uma pistola de água; o bárbaro de carro, uma bazuca. Eu sei que você tem dificuldade de entender analogias, mas deu para entender essa pelo menos? Para constar: quando falo em bárbaros, estou usando uma figura de linguagem. Por favor!

        “Você alterca com motoristas quando você não fica satisfeito com a conduta deles.

        O que você chama de conduta, eu chamo de agressão gratuita e leviana.

        “Eles respondem com irritação à sua abordagem, e você conclui que se você fosse um bandido com uma arma, eles não teriam coragem de expressar essa irritação com sua abordagem. E eu contra-argumento que se eles fossem bandidos com armas, você não teria coragem de abordá-los na rua. E você se perde no raciocínio.”

        Quem se perdeu no raciocínio foi você que não foi capaz de entender o por que de eu chamar de bandido um motorista que assim se comporta. É simples assim: quem age como bandido tem de ser tratado como bandido. Parece que, ao juntar as palavras “motorista”, “bandido” e “covarde” toquei numa ferida exposta. Hum… o que a psicologia de internet teria a dizer sobre isso? (hehehe)

        Diga-me, Ricardo, o que é “melhor”, ser morto por um assaltante ou por um motorista INFRATOR? A morte seria diferente no segundo caso? A pessoa estaria menos morta? Nota de rodapé (no meio do texto) só para Ricardo: motorista infrator é que aquele flagrante, consciente e deliberadamente desrespeita a lei e, acima de tudo, dirige de forma imprudente e perigosa, pondo em risca a integridade física e a vida dos outros.

        “Sim. E talvez você não devesse trafegar pela mesma via que essas máquinas de uma tonelada, como essas máquinas não trafegam por trilhos de trem. A lei permite que você trefegue, mas a lei também permite que você dê cabeçadas na parede.”

        Adiantaria dizer para você que antes de haver carros nas ruas já havia bicicletas? O carro tomou as ruas na força mesmo, como um… bandido (hahaha).

        Eu temo que meus entes queridos morram atropelados por carros ou em “acidentes” quando dentro deles. Você deve temer que os seus sejam mortos ao ser atropelados por em esbarrões na calçada ou atropelados por bicicletas com cestinhas.

        Se alguém tem de sair das ruas, certamente não é o ciclista, que mal pouco ou nenhum faz para os demais usuários. O custo benefício do carro só é positivo para quem o usa. E mais: o espaço público não está à venda — pouco me importa quanto de imposto um motorista paga — e deve ser por todos compartilhado da melhor maneira possível.

        Segundo as estatísticas, morrem muito menos ciclistas do que pedestres, então os pedestres têm de sair das ruas também? E os outros motoristas e passageiros que morrem em “acidentes”? Eles devem sair das ruas também?

        Aliás, tanta gente morre em colisões de veículos a motor, sem a presença de pedestres/ciclistas para “atrapalhar”, que os motoristas infratores deveriam ter vergonha na cara de apontar o dedo para pedestres/ciclistas. Isso por si mesmo já prova quem representa perigo para quem.

        Eu não proponho que os carros sejam banidos das ruas, basta simplesmente que seus condutores respeitem a vez, o direito e a vida das demais pessoas, e que a cidade seja organizada tendo em vista todos os seus habitantes, e não apenas aqueles que andam de carro. Isso é pedir demais? No Brasil, com certeza.

        Eu aceito acidentes, no trânsito ou em qualquer situação, afinal somos criaturas imperfeitas; o que não aceito são agressões deliberadas, que tanto piores são por que os agressores sequer se importam se causarão ou não mal.

        Motorista, certo, mata; pedestre/ciclista, errado, morre.

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          • Roberto Seixas

            “Pois a sua história é a de um quase esbarrão, e não de um soco na cara.”

            Minha história? Você quer ouvir todas as minhas histórias? Que tal aquela vez em que um motorista de ônibus disse que se eu passasse na frente dele ele iria atropelar-me? Isso também é um esbarrão?

            Não vou mentir, não tenho muitas histórias como essa, não. Sabe por quê? Porque me locomovo de forma segura, evito o conflito, antecipo as situações de risco. Faço isso a pé e de bicicleta. Faria o mesmo se dirigisse carros. Estou o tempo todo me esquivando de socos, portanto.

            O problema, novamente, é que é um esbarrão entre um elefante e uma formiga. Você, a formiga, foi reclamar ao elefante, que com toda razão respondeu “fique fora do caminho dos elefantes”. Um excelente conselho, e um que a esmagadora maioria das pessoas segue, não se colocando na rua entre carros em movimento.”

            É… as pessoas são atropeladas quando estão sentadas no sofá de casa assistindo à novela, e não andando pelas ruas em meio a “elefantes”. Diga-me que cidade maravilhosa essa é a sua, Ricardo, na qual as pessoas não têm de atravessar ruas a pé. O que elas fazem, saem voando de “jetpack” nas costas? Não, e o seu elefante pisa as formigas de propósito.

            “A interpretação de maior risco para pedestres que para ciclistas é furada. Ela é baseada em mortes por milhas percorridas. Deveria ser por tempo. É óbvio que a bicicleta vai percorrer muito mais milhas do que um pedestre, e isso vai gerar uma taxa de mortes menor. O número que eu achei dá uma taxa duas vezes menor para a bicicleta… mas um ciclista, em média, percorre trechos muito mais longos do que um pedestre. Então a taxa de mortalidade por tempo para ciclistas é muito maior.”

            Puro chute de sua parte. Sem números, seu arrazoado não passa de especulação. Apesar disso, eu não deveria ter mencionado estatísticas, pois cada um sempre achará uma que lhe dê razão. Fontes independentes são escassas.

            Em todo caso, o que quis dizer permanece: motoristas matam outros motoristas/passageiros aos milhares todos os anos em “acidentes” nos quais não estão envolvidos os estúpidos pedestres/ciclistas.

            E, então, Ricardo? Quem mais terá de sair das ruas para que isso não aconteça?

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  • Rafael

    Só para reforçar o texto: eu morei um tempo na Espanha e usava as estradas vicinais de lá para treinar ciclismo. Mesmo em estradas com acostamento, enquanto eu estava no acostamento, os carros mudavam de pista para realizar a ultrapassagem. E caso a mesma não fosse possível, aguardavam sem “stress” atrás da bike.

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    • Anderson Gomes

      Rafael, você bem que resumiu muita coisa e o problema envolve isso: cultura.

      As pessoas continuam rotulando as outras pessoas. Usam termos como “pedestres”, “motoristas”, “motociclistas”, “ciclistas” de forma que parece que são indivíduos independentes. A grande verdade é que, quando um ciclista desse da bicicleta, vira pedestre. Quando um pedestre entra num carro, vira passageiro ou motorista. E quando um motorista utiliza sua bicicleta… vira um ciclista. Quem é mau educado como pedestre também será como motorista, ciclista e etc. O problema é de base.

      O meu medo, quando falam tanto em direitos de A ou B é que os menos protegidos acreditem nisso sem contestar que esta arriscando sua própria vida, e eu acho que nada, mas nada mesmo neste mundo vale isso. É uma regra básica de direção, que a maioria realmente parece ter esquecido ou nunca ter escutado, é dirigir defensivamente. Sempre! Melhor perder a vez mas manter a vida do que estar certo e perder a mesma. Os motoristas devem ter punições mais rigorosas, mas não apenas eles. Todos. Não é para dividir o mesmo espaço? Então todos DEVEM ser responsáveis. E criar um convívio em conjunto. Pode não ser amistoso, mas deve ser pelo menos seguro.

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  • Dr. Traffic Calming

    Since 1998, Bogotá, Colombia has built more than 300 kilometers of protected bikeways. Streetfilms recently had the chance to explore the city’s bike network with the man responsible for building it, former mayor Enrique Peñalosa.
    “When we build very high quality bicycle infrastructure, besides protecting cyclists, it shows that a citizen on a $30 bicycle is equally as important to one in a $30,000 car,” said Peñalosa. And as mayor, he walked the walk, extending the network of protected bikeways to every community.
    “He spent all of the money that he had developing public space for pedestrians and bicycles,” said Carlos Felipe Pardo from SlowResearch.org. “If you go to other places, you have people in the mud walking but the cars on a perfect road and here it is the opposite.”
    Now the investment in cycling infrastructure is paying off. After starting off with hardly any bike commuters, Bogota is pushing a five percent bike commute mode-share.

    http://www.streetfilms.org/category/bicycles/

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    • Ricardo

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      • Ricardo, se você nunca quiser ter contato com outro veículo na rua, você não vai conseguir andar nem na Dinamarca. Bogotá tem 400 kms de ciclovias, mesmo assim elas não cobrem toda a cidade (de 7 milhões de habitantes) e mesmo fora delas elas tem a preferência.

        Sabe, difícil perder tempo discutindo com uma pessoa que “acha” que bicicleta não tem o direito de andar na rua. Você não tem que achar nada, você tem que cumprir a lei. Opinião é como bunda, todo mundo tem a sua. O post serve para orientar motoristas que respeitam a lei e querem receber dicas de como evitar um acidente, o que não é o seu caso, já que sua preocupação não passa de tentar contestar a lei, contestar um direito.

        Olha, nem tudo que te ensinaram quando você era criança é verdade. Quando te disseram “Quem não tem um carro é um bosta”, logo “Se eu tenho um carro tenho mais direitos que o resto”, acredite É MENTIRA! Infelizmente algumas pessoas ainda acreditam nessa mentira e por isso ainda temos motoristas que insistem em não respeitar o pedestre, ciclista e até a mãe dele quando está fora do carro. Se esse é seu caso, repense, pois a lei do mais forte não é a melhor para nos escorar, pois sempre haverá alguém mais forte que voce.

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          • Cara, que mundo você vive? Você é um assassino em potencial. Provavelmente deve ser a favor do retorno da escravidão. A lei só é insatisfatória porque você acha que só porque tem um carro tem mais direitos que o resto da população. Entenda, você não é melhor que ninguém, quando sentar na privada, seu cocô será igual ou mais fedido do que qualquer um. Você não peida lavanda.

            A lei que dá o direito dos ciclistas pedalar não tira o direito de ninguém. Mas você quer tirar o direito dos outros. Acorda, isso é facismo. Cuidado para essa sua ira contra os ciclistas não o transformar num Neis.

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          • Guilherme Verri

            ““A lei que dá o direito dos ciclistas pedalar não tira o direito de ninguém.”

            Claro que tira. Tira o direito do motorista de dirigir sem correr o risco de transformar uma raspadinha lateral (se tocar um carro) em uma morte (se tocar uma bicicleta).”

            Então vamos tirar os direitos dos ciclistas para dar aos motoristas o direito de agir de maneira imprudente?

            Cara, pensa antes de escrever. Ninguém está aqui p/ ser melhor que ninguém, ou para “ganhar a discussão”. Somos todos adultos e compartilhamos dos mesmos objetivos, todos queremos nos locomover de maneira eficiente e segura.

            Infelizmente, a sua mentalidade (compartilhada por 99% dos Brasileiros) é o principal motivo de termos um sistema de trânsito ineficiente e perigoso.

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  • Roberto Seixas

    Ocupar a faixa é uma medida muito importante, indispensável mesmo em certas situações, mas o problema é que o Código de Trânsito simplesmente não prevê esse direito ao ciclista. Ou prevê? Alguém poderia apontar-me um artigo que, mesmo sendo interpretado da forma mais vaga possível, sustente legalmente essa prática?

    O quê o CT diz, sim, é que “nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.” (Art. 58). E mais: “BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.” Ou seja, ali junto à sarjeta.

    Porém, se o CT nos desse o direito de ocupar a faixa, que diferença faria na prática? A lei obriga o motorista a guardar 1,5 m de distância ao passar ou ultrapassar ciclista (art. 201) e a diminuir a velocidade ao fazer-se o mesmo (art. 220). Mas quem cumpre a lei, quem sequer conhece a lei?

    Uma mulher — e dizem que as mulheres são mais cuidadosas ao volante — passou tirando fino por mim. Logo a frente eu encontro parada no trânsito. Respirei fundo e tentei ser o mais educado possível ao abordá-la, apesar de estar com o corpo a mil por quase ter sido atingido. Falei a ela sobre os 1,5 m de distância, isso depois de ter dito que bicicleta era veículo reconhecido pelo CT e blá, blá, blá. Sabem qual foi a resposta? “E eu vou ter de usar fita métrica medir a distância?”.

    Esse é o tipo de gente que dirige 99,99% dos carros no Brasil. E ainda há aqueles otimistas querendo educar os motoristas… Pois não há melhor educação do que punir os infratores com rigor. Sem punição rigorosa, o resto é conversa mole.

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    • Ricardo

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      • Roberto Seixas

        Entendo, Ricardo. Eu nunca cobraria que alguém passasse a determinada distância de mim, apenas que passasse de forma segura. Essa distância legal serve apenas de parâmetro. Passar de forma segura: nisso se resume a questão.

        E, neste caso que narrei, o questionamento foi em tom de deboche mesmo. O monólogo, quero dizer, diálogo, foi nestes termos:

        EU: Você passou muito perto de mim, quase me derrubou.
        ELA: Então, saia da rua, vá para a calçada.
        EU: Bicicleta é veículo legal, blá, blá, 1,5 m de distância, blá, blá, blá.
        ELA: E como eu vou saber, vou ter de usar fita métrica, é?

        Tudo dito de forma agressiva e debochado. Claro que a conversa parou aí.

        Nesta situação em específico, se ela fosse uma boa, não digo motorista, digo pessoa mesmo, ela sequer teria feito a ultrapassagem, pois não havia condições de segurança. Ela teria esperado só um pouquinho mais. Aliás, de que adiantou ultrapassar-me, se logo mais a frente eu a alcancei?

        Na verdade, eu acho mesmo que ela sequer me viu. Não me viu porque não olhou. Como não olha por exemplo a maioria dos motoristas quando passa por uma faixa de pedestre: não vê faixa, não vê pedestre, não vê pitanga nenhuma.

        É interessante como as pessoas são covardes… Essa mulher se sentiu certamente bem superior a mim, por “estar de carro”, por estar protegidinha ali dentro, e por eu não ser visivelmente uma ameaça a ela. Entretanto, se um bandido chegasse à janela dela e enfiasse um cano de revólver na cara dela, o que ela faria? Literalmente mijaria de medo.

        É com esse tipo de gente desonrada que nós temos de lidar.

        Eu sou a favor de tudo que se possa fazer para melhorar o trânsito. Contudo, sem punição rigorosa, nada feito, tudo mais sempre será em vão.

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          • Roberto Seixas

            “1) Como você sabe que essa pessoa se mijaria de medo diante de uma arma? É porque ela é mulher?”

            Eu não sei, essa é apenas uma suposição muito realista, ainda mais no país do “nunca reaja”. O fato de ela ser mulher é irrelevante. Se tivesse sido um homem, meu comentário teria sido exatamente o mesmo. Quis apenas enfatizar a covardia do típico motorista de carro. Em tempo, os únicos dois conflitos sérios que tive no trânsito até hoje foram com homens, e nenhum dos dois teve a coragem de descer do veículo para agredir-me na mão. Felizmente.

            “2) Como você se comportaria se soubesse que o motorista do carro que você vai abordar é um bandido armado? Você o abordaria? Você teria coragem de ir tomar satisfações com ele?”

            Claro que não. Da mesma maneira que, quando em movimento em minha bicicleta, eu não “peito” nenhum motorista, pelo contrário, pedalo de forma bem defensiva, abrindo mão inclusive de meu direito, de minha preferência. Eu não sou estúpido.

            Você está injustamente invertendo os papéis. Ela me agrediu. Eu não a agredi hora nenhuma, nem quando a abordei. Não a xinguei, não toquei no carro dela, não fiz nada além de falar. Por outro lado, ela poderia ter-me ferido ou matado, de graça, por nada!

            Eu simplesmente não faço distinção entre um bandido de arma na mão e um bandido de volante na mão. Todos os dois são covardes porque se aproveitam de uma superioridade física momentânea para agredir GRATUITAMENTE outras pessoas. E a morte que pode advir da ação desses dois tipos de bandido é uma só.

            Estou seguro de que essa mulher não teria tido um pingo da arrogância que teve, se eu tivesse chegado de arma na mão; da mesma maneira que um perigoso assaltante ficaria mansinho quando se visse desarmado no meio de uma multidão que o ameaçasse de linchamento. Isso é puro instinto humano.

            “3) Você consegue se lembrar se quando você era uma criança indefesa, se sentia desamparado diante de seus pais, especialmente diante de sua mãe? Porque “essa mulher se sentiu certamente bem superior a mim” soa a uma tremenda misoginia mal resolvida. Que geralmente surge de exposição a uma mãe abusiva, ou, ainda mais comum, diante de uma mãe omissa diante de um pai abusivo.”

            Ricardo, eu poderia responder a esse seu comentário simplesmente com um palavrão e dar o assunto por encerrado. O que você disse, além de muito pretensioso, é também ofensivo em mais de um aspecto. Com base em que você me chama de misógino e ainda de quebra ofende meus pais? Você me conhece ou me está julgando por essas poucas palavras que escrevi acima? Quem é você, algum psicólogo frustrado?

            Pois você não poderia ter errado mais feio. Não, não sou misógino, não sou homofóbico, não sou racista, não sou facista e, acima de tudo, não sou politicamente correto. E você? Poderia ao menos dizer que também não se enquadra nessa última categoria?

            Mais uma vez, o fato de ter sido uma mulher é irrelevante. Mencionei que era mulher primeiro por que era — não fico patrulhando meu pensamento, estou andando e assoviando para os PCs da vida; segundo, para contradizer essa ideia errada de que as mulheres são mais sensíveis ao volante, o que é pura conversa mole.

            O sentimento de superioridade a que me referi é característico de pessoas que acham que têm mais direitos que as outras, que é precisamente o que ocorre no trânsito da parte dos motoristas em relação aos demais, principalmente os mais fracos, pedestres e ciclistas. Vai ver não é assim em sua cidade. Qual é a cidade em que você mora mesmo? Quero me mudar para ela.

            Para não agir como você, que julga os outros de forma leviana, eu ia perguntar quem é você, como se locomove pela cidade, qual é o seu interesse pela bicicleta e tudo o que ela representa; porém, sinceramente, depois de ter sido “analisado” por você uma vez, não quero correr esse risco novamente.

            Quase todo dia em que saio de casa sou agredido, esteja eu a pé ou de bicicleta. Mas não agrido ninguém. Isso cansa!

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  • Ricardo

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    • Ricardo. Eu já acredito que as pessoas não deveriam usar carros no meio do tráfego. Acredito que elas deveriam usar ônibus, metro, andar a pé e de bicicleta, já que todos os demais modais, qualquer um pode ter e usar, já carros são para poucos, então não deveriam ter nem espaço nas cidades. Se eles fossem proibidos, todos teriam os mesmos direitos garantidos.

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        • Você não está entendendo. Carros não deveriam andar em lugar algum, pois eles só trazem problemas para a cidade. Sabe quantos carros são necessários para travar São Paulo? Não são 7 milhões (numero irreal da frota) ou 4 milhões (o numero real). Apenas 800 mil carros são necessários para transformar 11 milhões de pessoas em reféns.

          Muito mais fácil pegar essas 800 mil pessoas e distribuir em outras formas de deslocamento do que tentar arrumar espaço para eles nas ruas. Por isso que os carros não deveriam andar, tire esses 800 mil carros das ruas e veja como tudo funcionaria melhor. Teria espaço de sobra para os Ônibus, os caminhões (que servem para abastecer a população) e até espaço para pedestres e ciclistas circularem com segurança.

          Para de ser fanático, entenda que o único problema que realmente existe e que devemos solucionar é o problema de excesso de carros nas ruas. Não é o compartilhamento das vias, não apenas com bicicletas, mas com o resto da população.

          Ontem mesmo eu fui do Campo Limpo até o centro de Ônibus. Estava uma maravilha enquanto andava no corredor de ônibus, mas bastou o ônibus ter que encarar a 23 de maio para o trânsito causado pelos carros, prejudicar mais de 300 pessoas que estavam, apenas dentro do ônibus que eu estava.

          O mundo inteiro já viu que o excesso de carros é um problema grave para as cidades, só você insiste em não enxergar isso.

          Claro que quando digo que carros não devem circular no “tráfego” é uma ironia, apenas porque estou fazendo o contraponto ao seu pensamento. Já que infelizmente, não vamos tirar todos os carros das ruas, que pelo menos, quem os conduza, faça com prudência e respeitando as leis, principalmente aquelas que, com o desrespeito, colocam a vida dos outros em risco.

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          • Rafael

            Rocardo,

            Nova Iorque, Seul, Tóquio, Londres, Istambul, Moscou…. grandes megalópoles, não parecem integrarem “países sub-desenvolvidos”….
            NY, a propósito, tem um belo de um sistema cicloviário que também envolve o compartilhamento das vias entre carros e bicicletas.

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          • Ricardo

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          • Rafael

            Quer dizer que os que contrariam sua tese “são casos curiosos”. Haha.

            Bom, na verdade não são apenas “curiosos”. Tanto EUA como Japão são paradigmas, dada suas força e influência, e não podem assumir o carater de simples exceção curiosa.

            Ademais, definitivamente nem Turquia nem Russia são considerados países subdesenvolvidos. É verdade que esse conceito é arcaico e sequer mais aplicado pelas doutrinas geopoliticas modernas. Porém, mesmo o conceito ultrapassado não os considera subdesenvovidos.

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  • A propósito, só pra postar a postura do prefeito da cidade de Vilnius, na Lituânia, sobre estacionamento irregular de carros no meio da ciclovia.

    Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=V-fWN0FmcIU

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  • Denis Rodrigues

    Concordo com você Monica Bernardes. Acho que o grande X da questão é o desconhecimento das leis de trânsito! Aposto que se fizerem uma pesquisa com os motoristas praticamente nenhum deles vai dizer que conhece a lei em questão. Assim, nossa grande briga tem que ser PRIMEIRO com o poder público para que divulgue e instrua e depois, claro, puna os motoristas que desrespeitarem as normas de trânsito colocando ciclistas em perigo. Infelizmente sair pedalando no meio da rua somente porque temos este direito não resolve o problema sem falar, é claro, que é perigoso (leia-se aqui perigo de MORRER ok!). Nossa missão: Exigir do governo (e pressionar) que nossos direitos como cidadãos, que pagam impostos, sejam respeitados!

    Abraços e bom pedal!

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  • Fernando Lima

    Sou ciclista e motorista. O problema aqui em Belém do Pará é que a maioria dos ciclistas ignora as regras de trânsito e insiste em trafegar na contramão.

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  • Monica Bernardes

    Essa mentalidade que o motorista de automóvel tem que a rua é feita somente
    para os carros, tem que acabar.
    Muitos motoristas jogam os carros em cima dos ciclistas, para assustá-los e fazê-los desistir de pedalar na rua, pois desconhecem completamente o código de trânsito.
    Campanhas permanentes de educação no trânsito deveriam ser veiculadas.
    os guardas municipais tbm deveriam ser orientados,pois muitos deles desconhecem
    o código de trânsito.
    Motoristas, ciclistas, pedestres, todos tem que ter mais educação e bom senso.
    “Gentileza gera gentileza” e tolerância torna o Mundo melhor para todos.

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  • Natan

    Há algum modo de denunciar o descumprimento da lei, por exemplo esse do 1,5m (art. 201 do CTB)?

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    • Oi, Natan

      Se for um carro particular, infelizmente não. Se for um ônibus ou táxi, você deve reclamar na prefeitura (em São Paulo, no telefone 156) e também na empresa. Se for um carro de empresa ou caminhão, reclame também na empresa responsável.

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  • Marco Labão

    Cumpre-nos divulgar esse excelente texto-esclarescimento para que não fiquemos sempre aqui falando conosco mesmo. Concordamos com tudo Willian, essa é nossa bandeira, agora… às ruas! Parabéns

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  • Denis

    Respeito. Essa é a solução. Simples e prática.

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  • Glauco Tavora themotheo

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    • Eider

      Se os pedestres obedecerem as faixas para a travessia e os sinais de pedestre, bicicletas e motos entre os carros não vão trazer nenhum risco.

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    • Murilo

      Se motos ou bicicletas ficarem paradas atrás dos carros uma de suas principais funções em meio ao trânsito, que é a alta mobilidade em pequenos espaços será extremamente prejudicada. Não faz sentido nenhum!

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    • João

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      • Eider e João, os pedestres devem atravessar nas faixas sim, mas:

        1) se não houver travessia em uma distância de até 50 metros, o que é muito comum, podem atravessar ali mesmo (art. 69 do CTB);

        2) mesmo que atravessem no lugar errado, os demais usuários da via (o que inclui os ciclistas) devem zelar por eles, respeitando sua travessia, sua integidade física e sua vida (se é que isso precisa de lei, veja o art. 214 do CTB, item IV).

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        • marcelo

          Pode circular no corredor sim, com velocidade baixa e somente quando os carros estiverem parados. Mas recomendo só essa pratica em grande congestionamentos. Num sinal com poucos carros a frente, pare atrás e respeite a fila.

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    • Americo

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      • dmmg

        Não concordo com sua posição em relação aos pedestres. Sou ciclista, vou ao trabalho e faço grande parte dos meus deslocamentos diários de bike, e não acho de maneira nenhuma que devemos culpar os pedestres por um acidente nem “orientá-los a atravessar na faixa”. Eu pego o corredor nos congestionamentos sim, mas em velocidade reduzida e reduzo mais ainda se vejo um pedestre ou ao passar por um veículo que me bloqueia a visão, como um caminhão ou principalmente ônibus (que pode ter descarregado pessoas). Da mesma maneira que pedimos para que os carros nos respeitem, devemos respeitar os pedestres. Sua pressa não vale uma vida (tá certo, é beem difícil uma bike matar um pedestre, mas vai machucar). Pedale com responsabilidade e seja cordial. Pode pegar o corredor, mas zele pela segurança de todos, principalmente aqueles mais fracos.

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    • Ic Brito

      Até onde eu saiba não existe lei que regulamente, ou seja que proiba ou permita, o deslocamento no corredor. Mas como já diserram aí o bom senso diz que vale a pena e é prudente andar devagae e de preferência quando o trâmnsito estiver parado.

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      • CaduCarvalhoSP

        CAPÍTULO XV – DAS INFRAÇÕES
        Art.: 211
        Ultrapassar veículos em fila, parados em razão de sinal luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou qualquer outro obstáculo, com exceção dos veículos não motorizados:
Infração - grave;
Penalidade - multa.

        “com exceção dos veículos não motorizados” acredito que a bicicleta se encontra nessa categoria.

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  • Filipe Mendonça Damasceno

    respeito mútuo é o que deveria acontecer sempre , veículo é veículo , seja movido a motor , à propulsão humana ou animal , qdo nos respeitamos creio que fica tudo mais fácil e mais saudável …

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  • Cara… voce tem uma paciência… Nem digo que faltou desenhar.

    Dá nojo os motoristas que não concordam com a lei e só porque nossa justiça nao funciona, resolve ele fazer “justiça”.

    Quem acha muito nao sabe nada

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  • perfeito o texto ;)

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