Por que há ciclistas que andam no meio da rua?

Ciclista ocupando a faixa. Imagem: CicloLiga/Reprodução

Ciclista ocupando a faixa. Imagem: CicloLiga/Reprodução

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compartilhamento da via é uma das principais soluções para integrar as bicicletas ao trânsito. Onde não houver ciclovia ou ciclofaixa, sempre recomendamos aqui no Vá de Bike que os ciclistas ocupem a faixa de rolamento. Mas nem sempre esse procedimento é compreendido pelos motoristas – e até mesmo por alguns ciclistas.

Veja como exemplo o comentário postado por um leitor, que se identifica apenas como Paulo:

“Ok. Também ando de bike, mas cicloativistas como qualquer outro ativista exigem respeito mas não respeitam… 1,5m eu acho muita distância, principalmente levando em consideração que os ciclistas ultrapassam nossos carros a 10 20cm e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Se ficassem na direita da faixa a ultrapassagem seria possível. mas ficam na esquerda [da faixa] obrigando os carros a ultrapassarem pela contramão se não quiserem andar a 20km/h. Respeito ciclistas. Detesto ciclo ativistas que se acham donos da rua.” (sic)

Ultrapassar o ciclista na mesma faixa em que ele está é colocar sua vida em risco. Um leve toque no guidão ou até mesmo o deslocamento de ar do veículo em velocidade podem levá-lo para debaixo das rodas, ou derrubá-lo no meio da via com mais carros vindo atrás.

Paulo explicita, de forma rude, sua opinião de que as pessoas deveriam pedalar junto à sarjeta, para que os carros pudessem passar na mesma faixa onde o ciclista está. Dessa forma, ele “não atrapalharia o trânsito”.

Essa opinião é comum, derivada da ideia de que as ruas seriam feitas para os carros, não para o deslocamento de pessoas. Por essa ótica, as bicicletas seriam intrusas, podendo usar as vias apenas quando não interferirem na circulação dos automóveis. Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os carros.

Mas por que ocupar a faixa?

É muito mais seguro para o ciclista ocupar a faixa, pois isso força os motoristas que não aceitam cumprir o 1,5 m a mudarem de faixa para fazer a ultrapassagem. Pedalando sobre a sarjeta, o ciclista acaba vítima de motoristas que acham 1,5 m muita distância e insistem em passar quase raspando.

Melhor um motorista mal educado que buzina e xinga, pensando que é o ciclista quem se acha o dono da rua (mesmo que esteja compartilhando a via em vez exigir exclusividade), do que o mesmo motorista mal educado passando a 10 cm do guidão – pensando que “tem espaço, acho que dá” – e derrubando o ciclista que teve que desviar de uma grelha aberta na sarjeta.

Motorista, ultrapasse com segurança

Quando há um caminhão ou ônibus trafegando devagar, os motoristas aguardam um momento seguro, mudam de pista e ultrapassam. O mesmo deve ser feito com a bicicleta. Basta entender que ela também é um veículo, tem o mesmo direito de circulação que os demais e possui sua limitação de velocidade, que precisa ser compreendida e aceita.

Mude de pista quando for seguro e ultrapasse a uma distância adequada, sem colocar em risco o ciclista. Você sabe fazer isso. Se não der para ultrapassar, é só aguardar. Sua pressa não vale uma vida, uma perna ou um braço de alguém.

E por mais que um ciclista ou pedestre esteja errado, nunca, mas nunca mesmo ameace sua vida com o carro para lhe dar uma lição. Algo pode dar errado e você terá que carregar consigo para sempre o peso de ter matado ou mutilado alguém, destruindo a vida dessa pessoa e de sua família.

Sarjeta não é lugar de bicicleta. Rua sim.

Ciclista, ocupe a faixa para se manter mais seguro – e seja gentil com os motoristas.

Motorista, compartilhe a via, aceitando a presença da bicicleta. As ruas são de todos.

Por que 1,5m e como fazer para respeitá-lo

Quem utiliza a bicicleta nas ruas diariamente – não apenas em parques, ciclovias e Ciclofaixas de Lazer – percebe claramente que 1,5 m é uma distância importante para não haver contato caso o ciclista se desequilibre, precise desviar de um buraco, de um desnível do asfalto ou de alguém que começa a atravessar a rua sem olhar.

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o ciclista obriga o motorista a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Quem pedala nas ruas também sabe que nem sempre é possível manter uma trajetória continuamente reta e previsível, principalmente em nossas vias esburacadas, com asfalto irregular, caçambas estacionadas, motoristas abrindo a porta do carro sem olhar e carros saindo de garagens e esquinas sem se preocupar com pessoas que estejam passando.

A lei do 1,5 m (art. 201 do CTB) visa acima de tudo a segurança viária. Essa distância não foi tirada da cartola: nos exemplos do parágrafo acima, frear poderia significar uma queda – que também precisa do 1,5 m de segurança para não se transformar em tragédia.

Para ilustrar, algumas pessoas afirmam que Antônio Bertolucci, morto em junho de 2011 em São Paulo, caiu sozinho de sua bicicleta e por isso foi atropelado pelo ônibus que o matou. Seria dele, portanto, a culpa por sua própria morte. Mas ainda que isso fosse verdade e que ele tivesse desequilibrado do nada e caído sozinho, se o motorista tivesse guardado a distância de 1,5 m Antônio continuaria comprando seus pãezinhos com a bicicleta, todas as manhãs.

E como conseguir essa distância?

Sabemos que, para quem está no carro, nem sempre é possível avaliar a distância do ciclista. Mas conseguir esse metro e meio é, na verdade, algo bem simples: basta mudar de faixa, como haveria de ser feito com qualquer outro veículo lento, como um caminhão carregado, por exemplo.

Bicicletas têm uma limitação óbvia de velocidade, que precisa ser compreendida e respeitada. A aceleração da bicicleta não é como a do carro, em que basta engatar outra marcha e pisar num pedal sem fazer esforço.

Mas…

– E quando não há espaço para a ultrapassagem, por só ser uma via de mão dupla com uma única faixa em cada sentido?

– E se a rua for de mão única, com carros estacionados, de forma que não caberiam o carro e a bicicleta lado a lado com 1,5m entre eles?

Para responder a essas perguntas, imagine que na sua frente há um carro andando devagar, um caminhão, um ônibus ou outro veículo qualquer ocupando o espaço adiante. Como você faria a ultrapassagem? Seria obrigado a esperar? A resposta está aí, a situação é a mesma.

Tire de sua cabeça esse preconceito de que a bicicleta tem menos direito de ocupar a rua e que por isso “atrapalha” por circular devagar. Ela circula na velocidade que lhe é inerente, como um caminhão carregado ou um trator que esteja se deslocando na via. Tenha paciência.

E os ciclistas no corredor?

O leitor Paulo ainda comenta que os ciclistas ultrapassam seu carro “a 10-20 cm de distância”. Bem, provavelmente isso acontece quando o carro está parado (afinal, o mesmo comentário diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco bicicletas poderiam oferecem a alguém em um carro, ao ultrapassá-lo quando parado ou em velocidade inferior a 20 km/h.

Poderíamos usar a mesma argumentação desse comentário e dizer que um carro parado ocupando a faixa “obriga as bicicletas a ultrapassarem a 10-20 cm se não quiserem ficar paradas”. Poderíamos também dizer que “respeitamos motoristas que não congestionam”, mas “detestamos quem faz isso”, generalizando-os como “carroativistas que se acham donos da rua”. Mas não seria muito justo, não é?

É melhor compreendermos por que razões um carro fica parado ocupando a faixa toda, muitas vezes por longos minutos, até conseguir se mover por 3 ou 4 metros e parar novamente. Melhor ultrapassá-lo com tranquilidade e ir embora do que começar a gritar para que o motorista saia da frente porque está atrapalhando ali parado, como muitos que dirigem costumam fazer com os ciclistas que estão em movimento.

Quando os carros estão parados, o ciclista tem todo o direito de ultrapassá-los pelo corredor. Tem esse direito até mesmo nos casos em que outros veículos não podem fazê-lo, como em uma interdição temporária da via ou uma fila de balsa (art. 211 do Código de Trânsito). E, desde que haja espaço adequado para isso e os carros não estejam em movimento, não estará se colocando em risco ao fazê-lo. Também não colocará em risco nenhum motorista, afinal é um pouco difícil derrubar um carro com o guidão de uma bicicleta.

Mas o ciclista deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa, para sua própria segurança. Sempre pedindo espaço e agradecendo a gentileza com um sorriso. Os bons motoristas compreenderão sua atitude.


277 comentários para Por que há ciclistas que andam no meio da rua?

  • Paulinho Curva

    Um amigo uma vez passou de carro por mim …. eu estava realmente no meio da rua.
    Ele me questionou num churrasco…

    Ele só esqueceu de ver a fila de veículos estacionados que tinha por onde eu estava passando.

    Ainda mexi com ele …. que ele era o tipo de motorista que acha que ciclista pode se teletransportar de um lugar para o outro como num passe de mágica.

    A verdade é que as ruas normalmente são ruins para trânsito de bikes.
    Os acostamentos são ruins, há veículos estacionados…etc…etc…etc…

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  • Stéfano

    Acho que tudo isso se resolve com duas palavras: bom senso.

    Eu ando de bicicleta, assim como ando de carro e também ando à pé.. Detesto quando estou de bicicleta e os carros passam lambendo a gente, assim como detesto ciclista que insiste em pedalar na calçada, ainda mais em alta velocidade (ninguém anda à 20 km/h), que quer atravessar na faixa de pedestre pedalando e etc.

    Quando se está do lado direito, pelo acostamento e meio fio, é extremamente natural a presença de bueiros, buracos e etc, justamente por ser uma região da via pouco utilizada pelos carros. O ciclista deve sim ficar o mais à direita possível por um bom relacionamento com os carros, mas os carros também devem entender que o ciclista deve, por algumas vezes, entrar no meio da via para poder desviar de buracos e bueiros.

    Questão simples de cidadania.

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  • Gabriel

    Andei de bicicleta por bastante tempo no Rio de Janeiro, e hoje moro em Floripa e tenho uma moto. Adoro andar em duas rodas.
    Mas na minha opinião acho extremamente arriscado, dependendo da via, andar no meio da faixa. Veja bem: as vias públicas possuem uma velocidade máxima a ser respeitada assim como uma velocidade mínima. Não é esperado que em uma via onde a velocidade máxima seja, digamos, 60 km/h (que não é uma velocidade muito alta), trafeguem veículos a 20 km/h (que é uma velocidade bem alta pra uma bike, algumas pessoas sequer conseguem desenvolver algo perto disso).
    É arriscado pra quem está na bicicleta, e é arriscado para quem está trafegando em carros/motos. Uma bicicleta é um veículo fino, e nem sempre é percebido a uma distância segura. E além disso, temos que trabalhar com a possibilidade do motorista que está vindo atrás estar falando ao celular, ou conversando, mudando a estação do rádio… Nem sempre ele está atento o quanto deveria. E a 60 km/h tempo entre enxergar a bike, pisar no freio, parar o carro nem sempre é o suficiente pra evitar uma colisão… e quem leva a pior nessa situação?
    Uma colisão a 60 km/h de um carro com uma bike, muito provavelmente seria fatal para o ciclista, e põem a vida dos ocupantes do carro em risco tbm. Com moto é pior ainda; uma queda a 60 km/h machuca bastante.
    Qual seria a solução? Ciclovias/ciclofaixas… Mas a gente não mora na Holanda, né? rsrsrs!
    Mas existe uma solução mais viável. Quando andava de bike no Rio, dificilmente eu andava por vias de alta velocidade. Sempre procurava ruas menores, e de fluxo menos intenso e mais lento, e procurava pensar meu trajeto por essas vias. Acho que seria uma solução mais segura para todos.
    Mas e claro que nem sempre essa solução é viável, mas daí vai de cada um decidir o que é melhor pra si.
    Por isso acho que o site poderia pensar melhor nessa situação estimular a ocupação da faixa… Vocês podem estar incentivando um comportamento arriscado. Lendo o site existem ciclistas de todas as idades, e ciclistas experientes assim como leigos…
    Fica a dica. Abraçs!

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    • Willian Cruz

      Oi Gabriel.

      Não existe velocidade mínima na faixa da direita ou quando há apenas uma faixa, como esclarecemos neste artigo. Recomendo a leitura. Esse é um dos grandes mitos das ruas, como aquele que afirma que IPVA é um imposto pago para poder utilizar as vias e que, portanto, ciclistas não teriam o mesmo direito de utilizá-las (o que não faz o menor sentido).

      Sobre usar vias paralelas em vez de grandes avenidas, isso se torna mais fácil em cidades litorâneas, mas nem sempre é possível onde há relevo variado. Também já discutimos esse assunto por aqui, neste artigo:
      Ciclistas podem circular em avenidas de tráfego rápido? Por que insistem em fazê-lo?

      No mais, muito mais arriscado que ocupar a fixa é pedalar junto ao meio-fio, pelos motivos expostos neste texto.

      Abraço,

      Willian Cruz

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      • Gabriel

        OK. Mas continuo achando que um ciclista querer compartilhar a via como se fosse um automóvel arriscado, e estimular esse comportamento, talvez seja leviano. Pessoas podem se machucar seriamente ou morrer. Já parou pra pensar que nem todos os ciclistas são experientes? Já parou pra pensar que nem todos eles tem sangue frio pra pedalar do lado de carros passando a 60 km/h?
        Não é querer favorecer um lado ou outro, mas é questão de bom senso. Como o amigo Paulinho falou aí em cima”
        Posso ser criticado mas quando andava de bicicleta, sempre que possível, dava preferencia a passar por calçadas, e sempre tentei andar próximo ao meio fio. Sempre soube controlar minha bicicleta muito bem, e nunca sofri acidentes. Prefiro viver pra pedalar no dia seguinte do que morrer brigando por espaço com carros.
        abraços.

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  • As bicicletas e a faixa azul | Bicicletada Maceió

    […] um palmo do guidão da bicicleta a todo instante, colocando sua vida em risco. Com isso, optam por ocupar o meio da faixa, o que força os veículos motorizados a mudarem de faixa para realizar a ultrapassagem.  […]

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  • Paula

    Toda a argumentação é ótima e vou passar a pensar assim. Mas isso não dá certo se as bikes andarem na contramão, como acontece muito. É preciso campanhas para mostrar os motivos das leis. Se todos perceberem o motivo para cada determinação a aceitação será muito melhor.

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    • Cícero Soares

      Eu, como ciclista, Paula, ciclista que quer cada vez mais se sentir seguro no trânsito, super te agradeço.

      Mas eu, como ciclista, Paula, ciclista que quer cada vez mais ver todo mundo se sentindo seguro no trânsito, faço (auto)crítica a um outro super senão a meus pares: pqp, parem no sinal vermelho! E simples, pô, é só parar, coisa que não requer nem prática nem habilidade. Ou vocês (nós) tão se achando acima dos reles mortais que param? Tem algum privilégio divino aí que eu não tô sabendo?

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      • Rosana

        Aqui no DF o sinal vermelho tem o condão de fazer com que, após ligado, passem mais uns dois/três apressados que acham-que-dá-pra-passar-mas-não-dá… às vezes temos que ponderar outros fatores, infelizmente, senão se corre o risco de sentir, no mínimo, o ventinho de um desses passando a mil do seu lado. Mas no geral, apoio a obediência ao CTB, faixas de pedestre, calçadas, etc.

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        • Cícero Soares

          A conclusão a que eu cheguei foi a seguinte, Rosana: tem duas “forças” atuando aí, e em conjunto, que fazem os ciclistas (nós) ignorarem o vermelho:

          1) persistência da infância, o tal “tudo pode”, tendo ou não margem de segurança pra furar o vermelho. E criança é assim mesmo, né?, até ficar de castigo ou coisa pior;
          2) persistência da condição de pedestre, ciclista que ainda pedala pensando que está caminhando/correndo com os pés no chão. E a gente como pedestre faz isso mesmo, não é? O sinal ainda no vermelho, a gente olha prum lado, olha pro outro, vê que não tem carro, se tem ainda tá longe, ou quase, e então dá, ou talvez dê, mas a gente acaba atravessando. Normal. Mas pros pedalantes tá ficando normal demais!

          E então, em nome da, hum, racionalidade adulta do “não, agora não tem perigo+é melhor pra ganhar distância dos motorizados”, escamoteamos a irracionalidade que verdadeiramente os (nos) move: “Ah, o trânsito (o coletivo)? Foda-se! Eu sou mais importante, eu sou mais eu…” etc.

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  • Antony

    Fico revoltado mesmo quando falam que o paulistano é egoista e só anda de carro.

    Outro dia passou na TV dizendo que as pessoas não querem ter o desconforto de pegar transporte público.

    Fala isso que não pega o metrô na Linha Vermelha, onde tem dias que espera-se mais de 6 metrô para poder entrar.

    Fala isso quem não mora nos longe do trabalho e fica em pé 2 horas dentro de um ônibus lotado.

    Até mesmo essa linha amarela, a mais nova, foi muito mal construída … em horário de pico, outro dia demorei 20 minutos para poder ir para a linha verde.

    Isso porque nem falei do trem …

    Agora já pensou se 10% das pessoas que andam de carro, resolverem pegar o transporte público !!! Travaria tudo !!!

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    • Rosana

      Antony, será que travaria tudo? Imagine dez por cento a menos de carros nas ruas. Os ônibus não sofreriam grandes atrasos (ainda mais com as faixas exclusivas) e poderiam rodar mais de uma vez na mesma linha a uma velocidade real de uns 20/30 km/h gastando o mesmo que gastam em combustível, etc, pra rodar uma vez só, indo a 8/10 km/h que é a velocidade real do engarrafamento que enfrentam atualmente… O tempo de viagem cairia bastante, otimizando o uso do transporte e a vida das pessoas.

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      • Antony

        Nao tem como eu aferir com certeza.

        Mas penso que 10% a menos provavelmente nao teria diferença nas ruas.

        Já 10% mais no metro, ficaria ainda mais lotado.

        Ontem sabado, a cidade registrou 350km de congestionamento!!!

        Sao 20.000.000 de pessoas ocupando o mesmo espaço.

        Soluçao: sair de Sao Paulo!!! Quem tem condiçoes cai fora. No futuro aqui será terra de doidos !!!

        Os onibus vao rapido nos corredores, porem quando escostam nos terminais ficam 30 minutos parados !!!

        Nada a ver o que eu escrevi aqui

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  • Antony

    Como diz meu amigo, o problema não é carro, onibus, moto ou bike … o problema é do ser humano.

    O mesmo ciclista que reclama do onibus que passa fininho ao seu lado, reclama quando ele está de pé no ônibus depois de 2 horas, e tem um ciclista na frente “amarrando” ainda mais a sua viagem.

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  • Erika

    Desculpe, não temos ruas para carros e motos, quem dirá compartilhar estes poucos espaços com bicicletas. Lugar de bicicletas é em ciclo faixas e não no trânsito. A começar que brasileiro não tem bom senso, educação no trânsito, nem em uma motocicleta, nem em um automóvel, quem dirá em uma bicicleta, imagina misturar uma mais bike no trânsito caótico de São Paulo, não tem por onde. Brasil é país de terceiro mundo, não adianta querer usar modelos europeus.

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    • tiagobarufi

      Desculpe, não temos ruas para pessoas, que dirá compartilhar esses poucos espaços com automóveis particulares, que ocupam muito espaço para levar geralmente apenas um motorista… Lugar de automóvel particular é autódromo e comercial de carro na televisão, e não no trânsito. A começar por quem não tem bom senso, generalizando o comportamento de toda uma população a partir de um mesquinho ponto de vista. Imagina misturar mais um carro no caótico trânsito de São Paulo, não tem por onde. Brasil é um país qualquer, não adianta querer usar modelos tacanhos saídos de quem está contaminada pelo sedentarismo e pela síndrome de vira-lata.

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    • Willian Cruz

      Tá desculpada, Erika. Agora é estudar um pouquinho sobre mobilidade e legislação.

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  • Rogerio Miranda

    Senhores, numa boa, acho lindo isso, mas na prática isso não funciona. Numa grande cidade então nem se fala. Eu que me arrisque numa via de grande movimentação. Não dá… queria muito que pudesse. Mas não dá! 🙂

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  • Rogerio Miranda

    Senhores, numa boa, acho lindo isso, mas na prática isso não funciona. Numa grande cidade então nem se fala. Eu que me arrisque numa via de grande movimentação. Não dá… queria muito que pudesse. Mas não dá!

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  • Pedal Curticeira – Ciclistas podem pedalar no meio da rua?

    […] Matéria publicada no site Vá de Bike […]

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  • Antony

    Sou esportista, gosto de pedalar, de correr, de nadar.

    Gostaria muito de poder andar tranquilo de bicicleta pelas ruas, e até mesmo poder ir trabalhar.

    Fico dividido, pois se que as ruas deveriam ser para todos. Mas as avenidas não foram feitas justamente para os carros ?

    Como é possivel andar de bicicleta numa via como a 23 de maio, onde os carros andam a 70 km / h ?

    Marginais, Av. dos Bandeirantes, e outras grandes vias pensei que foram construídas para os carros.

    E porque grande parte dos ciclistas não param no semáfaro vermelho e atravessam as faixas de pedestre ? Aqui na Av. Paulista, quando abre o sinal verde para pedestre, temos de ficar muito atento com os ciclistas. Já vi pessoas serem atropeladas na contra-mão, pois não olham para o lado que não esperam vir um veículo.

    Quando vou ao Parque correr, infelizmente, tenho de ir de carro. Pois não tem onde eu deixar a bicicleta e a mochila com as roupas, sem correr o risco de furto.

    O problema são as pessoas, pois quando a pessoa está na bicicleta, ela reclama dos automóveis. Mas a mesma pessoa quando está no carro, reclama dos ciclistas.

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  • Antony

    Domingo fui a um aniversário de carro. No meu carro estavam 5 pessoas. Poderia ter ido de transporte público, porém além de ficar mais caro, seria muito trabalhoso aguardar e levar presentes. E pela comodidade optamos em ir de carro mesmo.

    Domingo é dia de ciclo faixa, e o transito estava muito carregado. Demoramos muito para percorrer os apenas 5 km, e com o calor e sol quente, todos no carro, inclusive minha filha pequena, estavam “passando mal”.

    Curioso é que não havia quase ninguém pedalando na ciclo faixa, também pudera, com mais de 30 graus e o sol forte na cabeça acho que as pessoas estavam nas praças em baixo de uma boa sombra !

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  • Isadora Franco

    Tem uma questão importantíssima do ciclista andar na faixa: é quase IMPOSSÍVEL ver o ciclista na direita. Como motorista que respeito o ciclista, recomendo: Nem sempre é questão de maldade, é de ponto cego mesmo. Por isso digo: ciclistas, andem na faixa de rolamento, o mais visíveis possível, e de preferência, adotem aqueles faróis de frente, que facilitam ao motorista vê-los, e mantenham o farol ligado o tempo todo, como as motos. Isso para mim deveria ser equipamento de segurança obrigatório das bikes, porque de fato a bike é fininha e escapa ao retrovisor muitas vezes. Minha mãe, super sossegada no transito, quase atropelou um ciclista uma vez que passou pela direita dela, quando ela ia virando. Um farol ajuda muito nesse tipo de problema. E andem sempre de capacete e joelheiras/cotoveleiras, porque o trânsito é sempre perigoso, para qualquer um!
    Eu curto bikes, embora não ande de bicicleta, já que para minha rotina andar de bike o tempo todo seria simplesmente inviável, pois tenho filho pequeno…:) E bike acelera o trânsito, na verdade, porque o que emperra o trânsito mesmo é a quantidade absurda de carros. Não é acelerando na pista, xingando ciclista e pedestre que a gente vai chegar mais rápido, e sim diminuindo a quantidade de carros!

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    • @NunoMorelli

      Compartilhamos da tua visão, Isadora.. mas ainda discordo do uso de capacete.

      Parece que quando usamos alguma proteção extra os motoristas se sentem muito mais confiantes e seguros de que nada vai acontecer se passar raspando por nós, justamente por acreditar que uma porqueira dessas de plástico com isopor vai nos proteger, talvez quem redigiu a atual legislação tenha percebido e deixou de constar como item obrigatório pelo mesmo motivo óbvio.

      Bom… a gente lamenta, mas isso que pregam de ser seguro é uma baita mentira! Acontece que o capacete é feito para a prática de esporte, pois só protege o ciclista quando cai da bike verticalmente, mas não protege em caso de atropelamento, há a possibilidade de fratura em outros ossos tanto se formos jogados longe quanto se passarem por cima da gente… quer valer quanto que uma roda de carro estoura a cuca de quem usa capacete como se tivesse de touca?

      Outro item, como o capacete de skate, é um pouco mais seguro contra impacto e facilita o trabalho de olhar pra trás, por ficar mais bem encaixado na cabeça, mas mesmo esse modelo é feito apenas para impacto sem pressão externa, ou seja, se do lado oposto da batida houver uma pressão.. era uma vez!

      Abç.

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    • Willian Cruz

      Isadora, excetuando a parte da joelheira e cotoveleira, que são extremamente incômodos para o uso diário, concordo com tudo que dissestes. 😉

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  • jorge t.hino

    Morei cinco anos no Japão e durante todo este tempo utilizei bicicleta e transporte coletivo por lá, mas aqui no Brasil não me arrisco pois tanto os motoristas, os motociclistas, os ciclistas e pedestres são muito mal educados e todos pensam que são os donos da rua ou até os donos do mundo. Não existe coexistência e nem respeito.
    Até trouxe a minha Panasonic Mountain Cat, mas a utilizo apenas para compras no bairro ou passeios de fim de semana.

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  • Lucio

    Nao adianta explicar. Eles continuarão achando que o que voce disse é um absurdo e continuarão com o mesmo pensamento PEQUENO.

    Respeito, simples… é isso que falta. se todos nós tivessemos respeito uns com os outros este lixo de país estaria bem melhor.

    Tchau, vou andar de bike! 😉

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  • Alexandre

    quando aprendi a dirigir no final da década de 80, ja naquela época meu pai me ensinou que a bicicleta era um veículo instável, que os ciclistas davam muitas “guinadas” para o meio da rua, e que ao avistar uma bicicleta na pista eu deveria ter cuidado e passar a uma distancia segura para o ciclista. Homem sábio meu pai, que me ensinou isso cedo. Hoje sou ciclista pedalo todos os dias e também sou motorista, 1.5m é muito razoavel, não custa diminuir e esperar uma oportunidade para ultrapassar o ciclista com segurança.

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  • @NunoMorelli

    Nossas cabeças estão tão cheias de outras coisas boas que nem acendemos nossas tochas (sic) ainda pra reivindicar como se deve! rsrsrsrs.. brincadeira, man! Antes que eu esqueça… sobre menosprezar o stress alheio… viaja não, cara… nenhum de nós tem responsa sobre o dilema pessoal dos outros. Se fulano e beltrano estão se matando feito animais atrás do volante porque passam mais tempo com o pé na embreagem do que no acelerador, os ciclanos daqui não tem culpa nenhuma… ao contrário, sabemos que a mudança só favorece quem quer chegar, de diversas maneiras… e sobre o stress, dá um pulinho nesses artigos, se informando um pouco poderá entender melhor:
    http://vadebike.org/2006/06/por-que-ir-de-bicicleta/,
    http://vadebike.org/2012/04/o-va-de-bike-e-contra-ciclovias/ ?,
    http://vadebike.org/2011/06/cet-sp-recomenda-que-ciclista-ocupe-a-faixa/,
    http://vadebike.org/2006/03/dicas-para-o-ciclista-urbano-4/,
    http://vadebike.org/2004/08/o-que-o-codigo-de/,
    http://vadebike.org/2008/07/ciclista-so-de-e-usar-o-lado-direito-da-ia/

    Esperamos que isso satisfaça sua necessidade lógica sobre podermos ou não usar as vias. Abç.

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  • @NunoMorelli

    As secretarias de transporte estão se mobilizando, a verba é pouca e a demanda continua crescendo. Mas como você mesmo afirma, ensinar truques a cachorros velhos pode ser perigoso… mas as vias são públicas, portanto, todos podem circular por ela. Se as grandes cidades não estão preparadas para impor um monte de ciclovias de uma só vez e nem desapropriar a maioria de suas casas e calçadas, inviabilizando a demanda urgente que não pára de crescer… você tem alguma ideia melhor? Sim, porque então os secretários dos transportes dos municípios estão nos lugares errados… mas, péra… se não estão errados, então você quer dizer que estamos nós errado por pedalar na via pública? Como assim, produção? Whatahell, man!? Explica melhor isso pra gente, Andre Dias Oo

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  • Andre Dias

    Alguns demonizam os carros e endeusam as bicicletas. Outros endeusam os carros e demonizam as bicicletas. O fato é que a principal coisa que falta nas discussões de mobilidade urbana é bom senso. A rua é pública? Sim. Simplesmente pelo fato da rua ser pública é prudente que um ciclista circule ocupando uma faixa de rolamento em uma via de 70km/h? Mas é evidente que não.
    O único lugar seguro para um ciclista é em uma ciclovia (e não em ciclofaixas improvisadas como acontece em algumas cidades ou pior ainda nas pistas de rolamento). Pensar diferente é menosprezar todo o estado de stress e raiva no qual as pessoas vivem constantemente nas grandes metrópoles. O trânsito nas capitais brasileiras não é nada amigável, e isso não deve mudar tão cedo. Achar que se pode educar cachorros velhos tentando se impor é uma atitude arriscada, principalmente quando o que está em jogo é a própria vida.

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  • Pedro

    Antes de qualquer coisa, sou ciclista e motorista. O problema é quando o ciclista ocupa a pista da esquerda quando a da direita está livre. Isso é um desserviço para outros ciclistas.

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  • lucas

    sempre que ando no meio da faixa de bike é pois vou pegar uma rua a esquerda. é muito mais arriscado ficar no meio fio da pista no mesmo sentido e em cima da hora ter que atravessar 2 pistas, cada uma com um sentido diferente, do que uma só. bacana que a maioria dos motoristas nao respeita isso!

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  • Sergio

    Pode-se ter a melhor legislação do mundo. Agora, o que falta mesmo é bom senso de todas as partes. A maioria dos ciclistas sequer usa capacete, não avisa quando vai mudar de faixa ou direção, trafega à noite sem qualquer acessório que facilite a visualização em locais mal iluminados – e age como se não existissem carros nas ruas e avenidas. Não se preocupam em respeitar nenhuma regra de trânsito (nem sequer parar no sinal vermelho) porque não são passíveis de multa (ao menos na prática porque as respectivas bicletas não estão cadastradas em nenhum órgão de fiscalização). Por outro lado – especialmente motoristas de ônibus e caminhões – enxergam ciclistas e pedestres como inimigos que devem ser eliminados e se possível dificultam a vida daqueles que contribuem para reduzir o trânsito e a poluição. Como vivemos no país da impunidade tais atitudes são reforçadas pela certeza de que por maior que seja o crime e a pena, a justiça não será feita e os culpados não terão muito com o que se preocupar.

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    • @NunoMorelli

      Sergio, boa tarde.

      Concordo que ter ou não a melhor legislação do mundo não significa que todos a obedecerão, até porque tá cheio de sujeito folgado e que não dá a mínima se existe ou não um parâmetro pra seguir, seja ele um pedestre, ou ciclista, e não podemos esquecer que tem muito, mas muito motorista assim, ok?

      Sobre bom senso das partes envolvidas.. olha, isso a gente busca sempre, pelo menos quem está engajado nos movimentos educativos e de conscientização já existentes. Nota: se você pesquisar vai encontrar um número significativo de pessoas e material suficiente pra quem se dispor a entender a questão toda e também sanar quaisquer dúvidas pertinentes.

      Sobre ciclistas usarem capacete, desculpa, mas eu me recuso a usar sem estrita necessidade, o Código de Trânsito não nos obriga a usar. É um equipamento opcional e serve somente em caso de risco de queda simples de cima da bicicleta ou pra quem utiliza na prática de alguma modalidade esportiva com esse risco de queda, justamente pelo motivo de ele não fazer diferença alguma em caso de atropelamento. Acredita mesmo que ele te protegeria caso uma tonelada passasse a roda sobre sua cabeça? Se respondeu que sim, cara.. cê é nosso herói.. ensina a fazer e sair vivo, tio? Desculpa a brincadeira, mas fazermos uso disso ou daquilo por pitaco de quem está do outro lado não soa meio forçado?

      Não é raro quem pedala não avisar ao mudar de faixa ou direção, mas isso é uma pequena parte, a maioria de nós sabe dessa necessidade, mas nem precisaríamos saber se fosse mais seguro, ou seja (mais uma vez), se não existissem cavalos com CNH nem precisaríamos reivindicar garantias que já estão prescritas no CTB. Por que cavalos? Porque a fauna atrás do volante de Sampa não tá fácil não!

      Quem trafega a noite sem refletivo ou apagado merece puxão de orelha, não é o caso de quem veio até aqui procurar saber… mas o que falar daqueles moleques escutando porcaria atrás do volante??? Não deve ser seu caso, mas desde quando eles andam de farol aceso??? Ah, e nós já somos passíveis de multa. No entanto, quando um motorista faz barbeiragem com ciclista alguém vê???

      Cadastro para bikes… WTF O.o ??? Que tal se quando você tiver um filho a CET mandando ele tirar CNH logo que começar a dar as primeiras pedaladas no parquinho, ou para andar de skate, ou patins… só pra pedalar no parquinho??? Igualmente absurdo e ridículo, não é isso?

      Hmmm, e que tal fiscalizar atletas velocistas? É que geralmente eles atingem uma velocidade considerada não segura para o corpo.. e se eles também usassem capacetes? No mínimo muito estranho! Fico imaginando um corredor competindo numa rua onde se pode trafegar no máximo a 30 Km/h e o coitado sendo multado porque passou disso.. bom, se nenhum órgão de fiscalização faz seu trabalho corretamente, nem confere quem deve ser fiscalizado, por que ficar perdendo tempo conosco que nem temos um motor que justifique tal necessidade?

      Sobre os motoristas de ônibus e caminhão que cita no texto: “..enxergam ciclistas e pedestres como inimigos que devem ser eliminados e se possível dificultam a vida daqueles que contribuem para reduzir o trânsito e a poluição..”. Cara, não deve ser só eu que pensou o essa frase incita, mas isso aí soa como texto de réu confesso de assassinato doloso, como uma justificativa para algum consenso de quem só dirige carro. Se vivemos num país onde a impunidade está sempre presente, arraigada desde os avós, essas tais atitudes devem ser denunciadas e desmascaradas com urgência.. justiça seja feita, nem que seja na marra!

      Fiquei apreensivo e nervoso.. passar bem ¬¬

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  • Rogerio

    E verdade que os carros (e automoveis em geral) sao um problema imenso, em todos os aspectos da sua presenca (ambiental, antropologica, mobilidade, etc), mas, atualmente, e a forma de veiculo cuja ocupacao das vias publicas tem mais possibilidades de imputabilidade, e, logo, em um certo sentido, sao menos ‘clandestinos’ que outras formas de transporte, como bicicletas. Eh um dilema. Por um lado, as bicicletas sao sem duvidas mais seguras. Por outro, sem regulamentacao, a suposta seguranca das bicicletas nao pode ser devidamente abragida pela lei e nada impede que isso seja convertido em inseguranca geral – como nao devem nada, nada impede o ciclista de atropelar e fugir, andar na calcada, na contramao, atravessar em lugar proibido, coisas que mesmo os mais responsaveis ciclistas fazem vez ou outra com maior certeza de impunidade que o motorista de um automovel. Onde estao as placas das bicicletas? E a carteira de habilitacao dos ciclistas? Sei, sei, ninguem quer isso. Mas se a discussao das leis para ciclistas quer atingir um nivel serio, como o almejado por esse texto, isso deve ser discutido tambem. Caso contrario, obviamente, a presenca de uma bicicleta no meio da pista sera ou mera utopia, ou um travamento desnecessario do transito (dada a situacao atual do trafego) fundamentado em ingenuas frases de autovalorizacao como ”um carro a menos” – como se isso justificasse estar certo mesmo o ciclista que esta errado. (desculpem a falta de acentos). obrigado o espaco.

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  • marcia

    ótimo texto!

    Não sou ciclista! gostaria muito de ter um trabalho perto de casa para poder ir de bike e pedalar mais!
    Concordo com a opinião de muitos quando dizem que a rua é de todos. Porém, não acredito que isso poupe vidas.
    Já viram a quantidade de carros vendidos ? todos esses carros estão na via pública competindo lugar com onibus, motos e bicicletas. É complicado tentar defender o menor se logo atrás de vc tem um caminhão buzinando.

    Defendo os ciclistas, mas enquanto o Brasil não melhorar com a cultura, boa educação, estradas e etc.. não adianta tentar

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  • Daniel

    Ok, mas está errado andar na faixa da esquerda segurando o trânsito.

    A faixa da direita é para o trânsito mais rápido, e ponto final. Além disso, isso força ultrapassagens dos motoristas pela direita, o que também não é permitido.

    Não é mais seguro nem para nós, nem para os carros, e ainda faz com que sejamos vistos como “folgados e donos da rua”, o que não ajuda em nada a nossa causa.

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  • sylvianeta

    “deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa,”

    deve sair sim quanto antes melhor.. prever é muito melhor.. já fiquei perdida no corredor num trânsito rápido e quem me deu guarida para voltar foi um motorista de ônibus que fiz contato e pedi para ele me dar cobertura ele entendeu. Por isso sinais que não conheço o tempo, prefiro não arriscar entrar no “bolo”.

    Quanto aos maus ciclistas que andam a toda e avançam sinais, uma hora vamos educá-los, mas não podemos odiar a todos porque algumas pessoas são mal educadas. Eu amo os motoristas de ônibus, apesar de alguns serem mal educados, graças a Deus, a maioria que topei eram gentis.

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  • Miguel

    Bom a solução pra tudo isso é mais simples do que parece, basta o poder público responsável pela mobilidade urbana, pintar uma ciclofaixa a direita de cada via delimitando dessa forma o espaço para ciclistas entre a calçada e o estacionamento, inclusive poderiam colocar um meio fio para que motoristas não pudessem estacionar na ciclo faixa.

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  • bruno

    mas por quê a maioria das ciclovias são feitas ao lado da calçada?

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    • Rosana

      São ao lado, não grudadas. Se vc não ocupar pelo menos um terço da faixa quando estiver pedalando o motorista vai achar que o carro dele cabe entre vc e o carro da faixa ao lado e vai tentar passar nesse espacinho. Quando perceber que não dá, em vez de arranhar o carro dele e o que está ao lado vai escolher jogá-lo sobre a bicicleta…

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  • Claudio Canalonga

    Gosto muito das suas publicações Marcos
    Mas infelizmente isto é cultural , enqto a impunidade houver e a legislação de transito não tiver uma punição severa , a forma mais fácil de matar outro ser continua sendo atropelar , quero ver o dia que for o neto de um politico , ou filho de slgum senador ou o proprio

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  • Selma

    Eu tenho medo de andar de bicicleta no trânsito. Sinto-me em perigo. Mas, quando eu estou a conduzir e tem alguém com bicicleta procuro ser cuidadosa. Ultrapasso quando vejo que posso e a uma grande distância que é para não tocar. E derrubar a pessoa. Eu faço isso por instinto. Porque, se eu não fizer e errar a pessoa não tem chance. O carro vai fazer estrago mesmo. É preciso respeitar sempre.

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  • Marco Cyrino

    Olá!

    Sou Autor do website 3ATHLON NA VEIA.

    Estamos divulgando (linkando) este seu texto em nosso website, por ser de interesse para a nossa comunidade de atletas e por ser altamente relacionado ao nosso post sobre Ciclismo e Segurança.

    Veja por favor:

    http://www.3athlonnaveia.com.br/2013/05/excelente-texto-sobre-ciclismo-e.html

    http://www.3athlonnaveia.com.br/2012/04/licoes-importantes-sobre-seguranca-no.html

    Abraço!

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  • julia

    vou imprimir este texto e distribuir quando um motorista vier me dar lição de moral porque não estou ‘no cantinho onde é mais seguro’. isso sempre acontece, já nem tento mais explicar…

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  • julio

    EU VOU DE BIKE PARA O TRABALHO TODO DIA, E SEMPRE QUE TEM UMA FAIXA DE ROLAMENTO NAO PENSO DUAS VEZES ….. VOU NA FE, OS MAIS F..DA P. SAO OS MOTORISTAS DE ONIBUS ALEM DE TIRAREM FINO DAS BIKES NOS COLOCAM EN XEQUE, ENTRE O MEIO FIO E A LATARIA DE “SEUS VEICULOS ” FORA AS FECHADAS….. TE ULTRAPASSAM PRA TE FECHAR LOGO NA FRENTE PARANDO BRUSCAMENTE ….QUE ODIO , POVO SEM EDUCAÇAO , QUANDO ATROPELAM UM CICLISTA AINDA TEM A CARA DE PAU DE FALAR QUE NAO VIU…. SE FICASEM PRESO UNS 20 ANOS QUANDO FIZESEM UMA MERDA DESSA ….IAM PENSAR DUAS VEZES . o brasil esta longe de se tornar 1º mundo . pais de GOVERNANTES HIPÓCRITASSSSSSSSSSSSSSS VAO SE FU…………..

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  • Luciana

    Eu preferiria andar de bicicleta a carro, se só houvesse bicicletas…..acho muito arriscado. Os maiores não respeitam os menores, já fico com medo dentro do meu compacto.
    Mas uma questão não levantada é o pagamento de impostos, IPVA, DPVAT que dá o direito aos veiculos motorizados utilizarem o rolamento. Os ciclistas não contribuem para usar o meio da via, assim como os pedestres, mas esses usam a calçada. Melhor mesmo seria ciclofaixas protegidas.

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    • tiagobarufi

      Eu não consigo acreditar que estou lendo essa sua tolice em 2013… Pelo jeito você é nova por aqui, e acabou de chegar do mundo da fantasia motorizada. Está mais do que explicado aqui e em outros posts do vadebike, mas aqui vai mais uma vez: o IPVA não é imposto sobre uso das ruas! A sigla significa “Propriedade de Veículos Automotores”. O IPVA também não garante direito nenhum sobre as vias.
      Os impostos não têm destinação específica. E o DPVAT é uma taxa que serve para prover indenizações para acidentados no trânsito.
      Sua ignorância a respeito de fatos tão simples seria só ridícula, mas é também muito triste porque é perigosa para as pessoas que estejam fora de um carro. Pessoas como você se sentem com direitos superiores, porque afinal acham que estão pagando para usar as ruas que os outros usam “de graça”. Gente com esse tipo de conceito arraigado atropela com a justificativa de que o outro não deveria estar ali.

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      • Cícero Soares

        Cara, suas informações são preciosíssimas, principalmente porque esclarece ignorâncias (ou tolices) habituais e correntes que confundem os espaços público e privado. Mas sinto dizer… Sinto dizer que a preciosidade dessas informações talvez tenham perdido todo brilho e valor com o jeito que você escolheu informar, com essa seu jeito “superior” de abordagem, sem o mínimo tato, atropelando sua interlocutora.

        Em suma… Cara, ridícula e tristemente você acabou por neutralizar a chance de começar a desfantasiar uma motorizada, empurrando-a pra mais perto ainda do pesadelo da mobilidade única e, portanto, pra mais longe ainda do sonho possível da mobilidade plural.

        Valeu.

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  • Debora

    Olá,

    Sou ciclista e achei bacana o texto, só acho desnecessário dizer que o cara foi rude. O primeiro parágrafo após o comentário do Paulo está cheio de expressões tendenciosas, e acredito que o site seja justamente para informar e ajudar aos motoristas entenderem nosso lado! Acredito que o pessoal que “segura” o trânsito sejam ciclistas iniciantes, eu mesma acabei ficando com medo na rua, do lado direito e indo devagar. E existe sim, pessoas como o Paulo descreve que “ultrapassam nossos carros a 10 20cm, para poder ficar na frente e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Mas estes não são ciclistas, são meras pessoas sem o minimo respeito pela sua propria vida e pelos outros.

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  • Bruno Burle

    A faixa de pedestres é uma invenção muito mais recente que o carro, existe apenas para remendar os defeitos do nosso sistema rodoviarista de transporte. É, na verdade, uma monstruosidade que se faz necessária, ela obriga o pedestre a caminhar mais para garantir sua própria segurança frente a ameaça causada pelos automóveis.
    Se o pedestre for cauteloso, tem TODO o direito de atravessar onde bem entender, carros, ônibus e bicicletas devem permitir sua passagem, restringir a mobilidade do pedestre é prejudicar quem menos deve ser prejudicado.
    O ciclista também não deve ter sua mobilidade prejudicada, desde que dê passagem ao pedestre. Parar obrigatóriamente no farol? discordo! Do meu ponto de vista o ciclista deve reduzir sua velocidade ao se aproximar de um farol fechado, analisar a situação e optar, consciente e cautelosamente, por parar ou seguir padalando… assim como o pedestre deve optar se atravessa a rua ou não.
    É uma hipocrisia querer exigir do ciclista a do pedestre (categorias muito próximas) as mesmas regras de trânsito do automóvel.

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  • Americo

    A propósito, não sou barata e não ando na sarjeta.

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  • Americo

    Rodrigo, você está enganado. Carro não é o principal meio de transporte no país. Segundo dados oficiais, disponibilizados neste mesmo site em algum outro post, só cerca de 30% das pessoas usam carro, 70% usa transporte público. Portanto, toda a sua premissa está errada, e as ruas, são sim para ser compartilhadas por todos, motos, carros, ônibus, caminhões, charretes e bicicletas.

    Não importa para que veículo foram projetadas, o que vale é o código de trânsito. Ouso dizer que muitas das ruas atuais foram na realidade projetadas para pedestres, já que foram traçadas sobre rotas naturais como as grandes avenidas, que quase invariavelmente acompanham o trajeto de rios. Se depois resolveram asfaltar, são outros quinhentos.

    As ruas são historicamente e legalmente de todos, e vou usá-las independentemente de você ou qualquer outro pensar que sou eu quem está parando o trânsito.

    Na minha experiência, quem para o trÂnsito é o carro, não a bicicleta.

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  • Rodrigo

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    • @NunoMorelli

      Rodrigo, sem ofensas, você não parece do tipo que rasga dinheiro.

      Tendo lido isso há alguns itens dos quais não posso discordar e podemos reforçar, sobre os incentivos dados pelo governo e tal… só que achei forçado demais isso de afirmar que carro é “dono da rua”. Dá na mesma concordar que querosene com groselha faz bem… mesmo achando que estaria sendo grosso e pegando pesado se te zoasse, não existe a menor possibilidade de alguém concordar com essas citações absurdas desse texto aí, veja:

      “…Pois aqui vai a notícia ruim: Sim! As ruas foram feitas somente para automóveis…”

      “…Veja bem, todo o planejamento urbano foi feito pensando nos carros e não nas motocicletas ou no transporte público ou nas bicicletas…”

      Cara, não estamos falando em asfalto não, nem qualquer outra invenção que surgiu depois. Falamos a respeito das vias.. sim, eu disse VIAS.. apenas isso. Não passam de locais de passagens existentes em todo e qualquer vilarejo, povoado ou cidade desde pelo menos 600a.C., não se sabe como surgiram, talvez nos rastros da constante migração das pessoas daquele tempo… por isso o que disse é uma desconformidade.

      Como ninguém sabe com exatidão a origem das estradas, quem teve a ideia de melhorá-las as construiu com o propósito de passar sobre elas para chegar mais depressa e em segurança, não importa como, e jamais sonharia em ver dessas jamantas de aço com bancos de couro numa quantidade desproporcional ao de casas e caminhos.. por acaso todos tinham carros naquele tempo?

      Falar e fazer crítica é muito mais fácil do que dar a real dos fatos.. isso se torna difícil porque o homem tende a se acomodar por natureza.. física e mentalmente. Não há como negar que é muito mais confortável continuar no gostoso do vício do que admitir que o problema existe. Infelizmente o uso excessivo do carro tem se tornado um câncer. Não queremos eliminá-lo, uma vez que é bastante útil.. a seu tempo, mas mostrar às pessoas que temos alternativas inteligentes, ou conscientes.. como preferir, pra que esse caos estabelecido possa ser solucionado. Tem gente que vai à padaria na esquina da própria rua de carro, só pra não ter que caminhar muito.. isso é consequência da cultura do carro. Como todo excesso, se só existisse,m bicicletas, também seria terrível em outros aspectos, tipo: não ter como remover um doente a um hospital longe, demora de dias para se deslocar entre cidades próximas, etc.

      Tem outra, meu.. eu não sou ativista.. a maioria de nós não é ativista e alguns são radicalmente contra a maioria das manifestações, principalmente por serem voltadas para fins inúteis. Mesmo eu não concordando com nenhum tipo de ativismo, pois soa aos ouvidos como espelhamento inconsciente de comunismo, penso que sobre o respeito ao direito de circulação e atendimento ao ciclista qualquer grito de socorro serve pra fazer coro e voltar os olhares da administração pública pra algo evidente que alguns deles tentam encobrir: a carrocracia.

      Prefiro mudar meus hábitos do que deixar uma opinião pobre e velha dobrar minhas ideias, quem se deixa conduzir pela cultura do futebol-bunda-cerveja por preguiça não parece estar a altura de votar por mudanças profundas.. é chato saber que ao escolher outras formas de solucionar os próprios problemas de transporte posso ser morto por um carrocrata imbecil, que se acha dono da verdade e que pode matar indiscriminadamente só porque tem um carro e quer usá-lo a todo custo.. imagina essa cena, que coisa ridícula!

      Se fosse seu pai, ou filho, ou esposa, ou amigo, debaixo da roda de um caminhão, ônibus ou carro.. seria diferente só porque você ama? Se quando vocês reclamam de maus motoristas, que tiram a vida de outros condutores na estrada, por que razão temos que nos calar ou esconder se matam ciclistas a todo momento?

      As leis não foram elaboradas a toa, a vida de quem quer chegar pra ver seus filhos, mas optou pelo pedal, também não ¬¬

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  • Marcelo

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  • Massaharu Suzuki

    Tambem, creio que, deveria haver mais campanhas educativas pela tv, jornais e revista, campanhas de conscientização, tanto para motoristas, ciclistas e pedestres, pois, todos, sem exceção,tem o dever de cumprir e seguir as leis, regras e normas…isso é pra todos e não somente para um.

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  • Massaharu Suzuki

    Aqui no Japão,onde estou a mais de 10 anos, nas cidades, não existe ciclofaixas ou ciclovias, apenas alguns trechos de ciclorotas, contornando o litoral. O pedestre e o ciclista, compartilham da calçada, salvo, quando não há aviso ou placa indicativa para o ciclista, este, deverá circular pela rua ou avenida.Nas vias expressas ou auto-estradas é proibido o trafego de ciclistas, nas ruas o ciclista tem a preferencia e é respeitado como tal.

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  • nino

    Acho muito boa essas matérias, mas vejo que a maioria dos comentários são de… ciclistas. É inteiramente compreensível que os motoristas que só dirigem carro não se interessem pela Vá de Bike, mas seria muito bom se eles começassem a ler esse tipo de coisa, pra nunca mais ouvir coisas tipo “tá pensando que é carro? sai da rua!”.

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  • Andreia

    Eu concordo que motoristas e ciclistas tem saber ocupar o mesmo espaço com respeito.
    Todos os dias levo minha filha à escola de carro e busco de bicicleta, como fazer quando a maioria das ruas são de mão dupla e as pessoas andam em grupos de três ocupando uma faixa inteira? Nós quase batemos o carro porque tivemos que passar na contra mão.
    Eu não tenho problemas de bicicleta, porque os próprios motoristas me dão passagem, não entro na frente de ninguém.
    Eu gostaria que houvesse respeito de ambas as partes e em qualquer situação no trânsito. Obrigada.

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    • Willian Cruz

      Andreia, me desculpe, mas se vocês quase bateram o carro ultrapassando na contramão é porque não fizeram uma ultrapassagem segura. Se não for possível ultrapassar em segurança, aguarde até que exista essa possibilidade. Se houvesse um único ciclista em vez de três, você teria que esperar da mesma forma. Se fosse um caminhão trafegando devagar, também. Basta ter paciência e ultrapassar como manda o Código de Trânsito: trocando de faixa ou, se não houver uma faixa amarela contínua na via, utilizando a mão contrária, desde que haja condições seguras para isso. Estou certo de que você é uma boa motorista e isso foi apenas um lapso. 🙂

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  • Luiz

    Será que o comentário do Paulo foi tão rude quanto as respostas a ele direcionadas? Na minha opinião a resposta dada, além de ter sido informativa em ambito geral, foi extremamente rude, arrogante e desmedida para com Paulo.

    Minha opinião.

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  • Regina Barreto

    Obrigada pelo esclarecimento. Depois que comecei a andar de bicicleta e me informar mais, passei a ser uma motorista melhor também, chego a proteger ciclistas dirigindo um bom tempo de forma a dar espaço pra pedalar com tranqüilidade. Sem atravancar o trânsito, é claro. Só me preocupo quando vejo um ciclista andando no sentido da via e de repente aparece um no sentido contrário, como ciclista e como motorista eu me assusto. Fica o impasse de quem vai por qual lado e o medo iminente de uma queda gera insegurança. Valeu!

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  • Regina Barreto

    Bom dia, gostaria de tirar uma dúvida. A regra de 1,5m de distância é pra qquem anda do lado direito da via ou pra quem está no bordo esquerdo? Pois a lei diz que as bicicletas devem andar nos bordos da via no sentido do trânsito.
    Se assim for, fica meio complicado para os motoristas e perigoso para os ciclistas, não acha?

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    • Willian Cruz

      Oi, Regina

      O 1,5m é para ambos os lados, afinal passar perto demais do ciclista o coloca em risco de qualquer maneira. E mesmo que um ciclista esteja conduzindo a bicicleta de maneira que julguemos incorreta, isso não nos dá o direito de colocá-lo em risco apenas para punir sua conduta.

      Pedalar no lado esquerdo da via não é recomendado, mas permitido pela legislação. E em alguns poucos casos, torna-se mais seguro. Entenda aqui.

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  • Andre Antonio (Download)

    Bom artigo faltou somente o exemplo que o mesmo carro que não aceita a distancia obrigatória do ciclista, quando se depara com uma caçambas de entulho estacionada de quina tomando mais de 2 metros de espaço de sua trajetória, ainda não passa “colado” abrindo espaço para não encostar na mesma. (isso sem reclamar ou buzinar).

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  • Koiti Yoshimura

    Lendo alguns dos comentários , percebo muita polemica sobre a questão; Primeiramente, sou ciclista há muito anos , mas também sou pedestre, e motorista ativo em S.P. e tenho 73 anos ; Deixando de lado as questões técnicas , como por ex. a distância legal de 1.5m ou ocupar ou não a pista central , o que eu vejo é a questão de educação e respeito aos demais , tanto por parte dos motoristas, dos ciclistas, dos pedestres e também dos motociclistas ; é cada um achando ,querendo e defendendo o seu ponto de vista ; e aí fica difícil harmonizar a ocupação do espaço público de modo civilizado, e acaba virando uma guerra com vitimas fatais. Agora, como ciclista, eu não me vejo em condições de ocupar a pista central de veículo , e vejo ciclistas jovens pedalando em alta velocidade entre os veículos e penso ser um risco muito grande.Vou beirando a guia ,sempre de olho pelo retrovisor ,paro antes da esquina que dá conversão para a direita e sigo quando não vejo mais veículos querendo fazer a conversão ; Ultrapassar ônibus parado no ponto , só quando vejo que o motorista está me vendo pelo retrovisor; Troco rua que é de mão , mas que é muita subida pelo que é contra mão , mas que é uma subida suave ;vou pela calçada com todo cuidado para não ofender pedestres e paro ou desso e empurro sempre que necessário para dar preferencia aos pedestres; Agradeço todos que me facilitam a passagem, sejam pedestre ou motoristas e ignoro àqueles apressadinhos e mal humorados; Assim,pedalo bike tanto para lazer como para me deslocar nas ruas e avenidas ,e mesmo desobedecendo algumas regras , nunca me vi ameaçado e nem ninguém insatisfeito e bravo comigo; Pedalar me faz sentir muito feliz.

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    • neto

      Sr Yoshimura, muito prazer em ler seu texto.
      Eu tenho 45 anos, mas minha experiência de bicicleta é similar à do Sr. Não sou cicloativista, acho que há uma onda modista sobre esta questão, inclusive, e o Sr. resumiu exatamente o que penso sobre “andar de bicicleta” com respeito, responsabilidade e gentileza.
      Obrigado por seu depoimento.
      Abçs. antonio Neto.

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    • Danilo Rocha

      Olá Sr Yoshimura! Pedalo todos os dia para ir trabalhar…tenho trinta anos..vou pela rua, pela calçada, até pela contramão quando necessário…sempre com muita cautela e respeito pelos pedestres…me identifico completamente com as ideias expostas em seu texto.

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