Conheça em detalhes a futura ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo

Canteiro central da Av. Paulista será alargado para 4 metros. Imagem: CET/Reprodução

Canteiro central será alargado para 4 metros, acomodando tanto pedestres quanto ciclistas. Imagem: CET/Reprodução

Detalhe da sinalização que será aplicada junto aos cruzamentos. Imagem: CET/Reprodução

Detalhe da sinalização que será aplicada junto aos cruzamentos. Imagem: CET/Reprodução

A Secretaria de Transportes da cidade de São Paulo (SMT) divulgou nesta terça-feira, 9 de setembro, detalhes do projeto da ciclovia na avenida símbolo da cidade, a Avenida Paulista. Segundo o secretário Jilmar Tatto, a previsão é de que as obras, que iniciam em janeiro, estejam concluídas até junho. ”A expectativa é manter as condições de segurança e fluidez do trânsito com a transferência das bicicletas para uma pista definitiva, garantindo um conforto maior aos usuários da Avenida Paulista, principalmente aos ciclistas e pedestres”, afirmou o secretário.

O projeto também engloba a construção de dutos para fibra óptica e cabeamento sob o canteiro central. Não haverá interferência nos equipamentos do Metrô, que passa sob a avenida. As oito faixas de rolamento da via serão mantidas, com alguns ajustes. Alguns trechos próximos aos semáforos ganharão grades para a proteção dos ciclistas. A sinalização semafórica existente será sincronizada com o fluxo de bicicletas.

A faixa exclusiva de ônibus da Av. Paulista será estendida até a Av. Angélica, cruzando a Rua da Consolação, o que traz como bônus uma melhora na fluidez do transporte coletivo. Essa medida beneficiará 170 mil usuários de linhas do transporte coletivo do eixo Rebouças e Dr. Arnaldo, que hoje fazem o retorno pelas ruas da Consolação e Bela Cintra. A expectativa da SMT é de que a obra diminua em quinze minutos o tempo de viagem nessas linhas.

E a avenida Bernardino de Campos, continuação da Av. Paulista no lado Paraíso, passará por uma requalificação urbanística no “padrão Paulista”, com enterramento da fiação, iluminação reforçada no canteiro central e reforma das calçadas. Nenhuma árvore será retirada. Será feita ligação com a ciclovia já existente na R. Vergueiro.

Durante as obras no canteiro central, as faixas esquerdas de ambos os lados da avenida serão interditadas. A Ciclofaixa de Lazer será desativada durante esse período, que deve durar seis meses.

Concreto pigmentado foi utilizado na Ciclovia Pirajussara, na Av. Eliseu de Almeida. Foto: Willian Cruz

Concreto pigmentado foi utilizado na Ciclovia Pirajussara, na Av. Eliseu de Almeida. Foto: Willian Cruz

Canteiro central e pavimento

Para a construção da ciclovia, haverá alargamento do canteiro central, que ficará com 4 metros, com as faixas de rolamento sendo “rebalizadas”, para que não precisem ser eliminadas: as faixas dos automóveis passarão de 3,0 m para 2,8 m; a dos ônibus, de 3,5 para 3,3 m. O canteiro central ficará a uma altura de 18 cm em relação às faixas de rolamento ao seu lado.

O pavimento não será pintado, mas construído em concreto pigmentado. Por esse método, um pigmento em pó é acrescentado ao concreto, sendo misturado ainda dentro do caminhão, de forma que seja aplicado já na coloração desejada. Isso é positivo em dois aspectos: manutenção, já que não há tinta a se desgastar, e aderência, que será a do concreto e não a da tinta. Solução semelhante foi adotada nas ciclovias das avenidas Faria Lima e Eliseu de Almeida.

Imagem: CET/Reprodução

Imagem: CET/Reprodução

Pedestres

A prioridade dos pedestres será respeitada pelo projeto. De acordo com a apresentação disponibilizada pela CET, o ciclo semafórico permitirá a travessia das duas pistas, mas ainda assim haverá uma área para acomodação de pedestres que não consigam atravessar no ciclo. A ciclovia passa aos lados dessa área, com sinalização de solo que aumenta a atenção dos ciclistas para a área de pedestres e um estreitamento do espaço de circulação que estimula uma redução na velocidade. Será mantida a acessibilidade universal da travessia. Veja fotos abaixo.

Praça do Ciclista

Na esquina com a Haddock Lobo, onde o canteiro central termina para dar lugar à entrada do Túnel José Roberto Fanganiello Melhem, a ciclovia se torna bidirecional na faixa esquerda da avenida, na pista Consolação-Paraíso. Dali, o traçado contorna a Praça do Ciclista e cruza a Consolação, seguindo em direção ao Pacaembu.

Imagem: CET/Reprodução

Imagem: CET/Reprodução

Ciclovias adicionais

Sete novas ciclovias serão implantadas no entorno da Av. Paulista, ligando-a ao Centro, Pacaembu, Itaim Bibi e região do Ibirapuera. Alguns trechos já estão avançados, como na R. Honduras, no Jardim Paulista. Veja no mapa quais são essas novas ciclovias.

Muitos ciclistas usam a calçada, por serem ameaçados pelos motoristas quando tentam usar a via. Foto: Willian Cruz

Muitos ciclistas usam as calçadas da Paulista, por serem ameaçados pelos motoristas quando tentam usar a via. A proteção de uma ciclovia é a medida mais eficaz para que deixem de utilizar a área dos pedestres. Foto: Willian Cruz

Ciclovia é necessária na avenida

A Paulista é um dos melhores caminhos quando se está de bicicleta por ser o mais curto e mais plano, dando acesso a várias regiões da cidade. O eixo do “espigão”, que vai do Jabaquara a Perdizes, é relativamente plano, com desnível irrisório e bem distribuído ao longo de seus mais de 13km de extensão. Qualquer rota alternativa implica em muitas subidas e, geralmente, aumento da distância percorrida – o que todo ciclista que está realizando um deslocamento sem intenção de treino costuma evitar.

Devido a essas características, muitos cidadãos utilizam a avenida diariamente em seus deslocamentos de bicicleta.  É o que mostra, por exemplo, a contagem fotográfica realizada pela Ciclocidade em 2010. Naquela ocasião foram fotografados 733 ciclistas em um espaço de 16 horas, com uma média de 52 ciclistas por hora – equivalente a cerca de uma bicicleta por minuto. Entre as 17 e 18 horas a frequência atingiu seu pico, com 86 ciclistas em uma hora. E isso sem estrutura específica para sua circulação, com boa parte dessas pessoas utilizando o mesmo espaço onde circulam os ônibus – ou até mesmo as calçadas.

Ao avaliar esses números, deve-se considerar também o aumento inegável no uso da bicicleta nos últimos cinco anos. Certamente uma ciclovia na avenida terá alta utilização, como vem acontecendo com a ciclovia da Av. Faria Lima, um local onde quase não passavam ciclistas e hoje circulam cerca de dois mil por dia (ou mais).

Hoje, muitas pessoas que teriam a Paulista como parte do trajeto ou mesmo como destino deixam de utilizar a avenida ou mesmo de circular em bicicleta, por receio da baixa aceitação de ciclistas na via por parte dos motoristas que ali trafegam. Essa situação fez a Paulista se tornar a via com mais acidentes com ciclistas por quilômetro, segundo dados divulgados pela CET em 2012. Não é um título do qual a avenida símbolo da cidade deva se orgulhar.

Saiba aqui por que os ciclistas continuam (e continuarão) utilizando a Av. Paulista, por mais que se incentive sua circulação nas vias paralelas. E entenda neste artigo por que as ciclovias são tão importantes para a cidade, seja na Paulista ou na Belmira Marin.

Veja 18 razões para apoiar a implantação de ciclovias


115 comentários para Conheça em detalhes a futura ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo

  • Mary Luc

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    • CiceroS

      Sério, Mary? Sério que você não sabe que o plantio de árvores de grande porte no canteiro central da avenida Paulista não é aconselhável, essa informação ainda não chegou até você? Em que época você vive, nos tempos de dom João VI e bolinha? Nem Palmeira Imperial nem Republicana enraízam lá, viu?

      Ah, só pra constar: e os Barões do Café também perderam residência lá já faz um tempão, tá?

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    • Renato

      Carrocrata e não-ciclista detected.

      Não conhece a realidade, por isso nem me darei mais ao trabalho.

      O choro é livre.

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    • Fabio

      A última gestão petista plantou muitas palmeiras imperiais, melhorando o paisagismo da cidade, só que a oposição fez gente que agora quer palmeiras no lugar da ciclovia acreditarem que a prefeita só “plantava coqueiro em bairro rico”.

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  • Carlos

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    • CiceroS

      Sério, Carlos? Bom, então parece que contamos com seu apoio incondicional e irrestrito para fazer dessa, hum, gambiarra a ciclovia dos seus sonhos. E é medida bem simples, você sabe: tomar as faixas de rolamento de cada lado da avenida contíguas à ciclovia para a ampliação da largura dela. Apoiado?

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    • Renato

      E qual seria a sua solução para a ciclovia da Av.Paulista? Criticar é muito facil, apontar soluções que é bom….

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    • tiagobarufi

      Calma, daqui a pouco ela vai precisar ser alargada. Enquanto isso você chora quietinho sentado no carro, OK?

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  • Roberto

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    • Fabrício Souza

      Falácias, cheio de mentiras que eu não vou nem me dar ao trabalho de responder a um carrocrata.

      O Choro é livre.

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    • CiceroS

      Pois é, eu também tinha um monte de coisa aqui engatilhado pra responder, mas… Que nada. Tô tão satisfeito de ficar desarmado, que quero é te convidar pra esse domingão a gente dividir uma porção de caviar lá na Paulista, Roberto. E é convite sem hipocrisia, tá?, você será muito bem vindo. Que tal, hein?

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    • David

      Se não está beneficiando vc, deixa para beneficiar quem utiliza, quero ver vc falar a mesma coisa daqui uns 6 meses quando essa ciclovia da Paulista tiver engarrafada no horário de pico.

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    • tiagobarufi

      Hoje eu passei por algumas delas, me pareceram bastante eficazes. Zero problemas. Em alguns trechos já começa a congestionar, mas não há muito problema nisso porque a gente aproveita pra conhecer pessoas.

      A maior parte desses defensores de ciclovias certamente já avaliou a eficácia delas.

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    • ALEKSANDRO

      Então vc anda de ônibus roberto, e eu de bike mano, vc vai apertado as 6:30hs do lado do motorista (já que os passageiros não passam pela catraca e não vão para o fundo) e eu de boa (já que graças a deus, muitos motoristas respeitam e desviam de mim :) )

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  • Newton

    Willian, grato pela informação. Escrevi porque já vi ciclistas escorregando na tinta vermelha que é muito lisa.

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  • Newton

    Por que as ciclofaixas e ciclovias não seguem o padrão do Denatran?

    http://www.denatran.gov.br/publicacoes/download/manual_horizontal_resolucao_236.pdf

    Creio que o padrão do Denatran exige menos tinta, o que diminuiria o custo e permitiria fazer mais ciclovias.

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  • Rafael

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    • Renato

      mimimi

      E os outros politicos são todos santos?

      Absurdo e não ter ciclovias numa cidade com 11 milhões de habitantes e 17.200km de vias pavimentadas para carros (que mata, que polui, que detona com o meio ambiente)

      Aceita que dói menos.

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      • Newton

        TODAS as alternativas de transporte são importantes.

        Aceita que dói menos.

        Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 4

        • Renato

          ERRADO. Os carros já foram priorizados por mais de 3 decadas em detrimento as ciclovias e ao transporte público. Agora tem que ser ao contrário e graças a deus isso vem ocorrendo.

          Qto temos de metrô mesmo? Ciclovias? Mesmo a demanda do transporte público sendo maior do que dos automoveis?

          Os carros já tem seus 17 mil km de vias e já está de muito bom tamanho.

          Aceita que dói menos Newton ao invés de tentar defender mais investimentos para carros. Investimentos agora é só para transporte publico, calçadas e ciclovias. E PONTO.

          Ainda bem que o GESP e a prefeitura não pensam como você e o cidadão acima.

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          • Newton

            Meu caro, cite onde defendi mais investimentos para carros.

            Não se esqueça que as ruas nas quais circulam os carros que o Sr. parece tanto odiar são as mesmas utilizadas pelos ônibus, motos e bicicletas. Deixar de investir nas ruas, fazendo manutenção, conservando pintura, etc., é prejudicar a todos.

            E sim, todas as alternativas de transporte são importantes. O ônibus e o metrô são por excelência o transporte das massas, a bicicleta também é uma boa alternativa. O uso exagerado e irracional dos carros é que é o ponto chave dos problemas de mobilidade. Criem-se melhorias no transporte público, bem como campanhas educativas visando mudar a mentalidade individualista, e o uso do carro diminuirá naturalmente. Sei que isso é possível, pois eu mesmo faço uso do transporte público, e uso os carro somente quando realmente necessário: ir às compras, transportar pessoas idosas, e eventualmente, viajar.

            Não existe solução total e definitiva para o transporte, o que existe são facilidades e alternativas que se completam. Na maioria dos países, o investimento maior é invariavelmente nos transportes públicos. Em países mais atrasados, onde há enorme quantidade de bicicletas, as mesmas não são configuradas como solução universal, mas sim, como falta de opção.

            Não seja como a maioria dos ativistas de qualquer coisa, que limitam-se a enxergar somente um lado das coisas. Qualquer tipo de radicalismo obscurece a visão e senso crítico. Tenha em mente que nem todos os motoristas são assassinos em potencial (na verdade, todo ser humano o é, e não precisa estar necessariamente sentado em um carro ou moto para isso), existe por trás de tudo isso uma questão cultural que pode e deve ser mudada. Progressivamente, a cultura do individualismo deverá ser substituída por atitudes que visem o bem estar da maioria, só que para tal, implicará em que todos abram mão de algumas coisas em prol do bem comum.

            O que vejo atualmente é uma guerra de ideologias, e a julgar pela história de nosso mundo, tal tipo de conflito jamais levou a lugar algum.

            Um abraço
            Newton

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            • Renato

              Não há radicalismo algum, apenas visões diferentes.

              Os carros e ônibus tem segurança. Os ciclistas não, o que torna necessário a criação de um espaço exclusivo para os usuários desse modal que é fragil perante a máquina carro. Qtos já pagaram com a vida por falta de ciclovias? Centenas. Se fosse seguro, nenhuma cidade do mundo teria construido ciclovias. Já foi provado que bicicleta e carro disputando espaço não deu certo em nenhum lugar.

              Tem que se investir no transporte publico de massa e nos demais meios, o que o Estado e prefeitura vem fazendo.

              Parece que a dor de cotovelo de muitos carrocratas que vem aqui atacar as ciclovias é justamente porque a prefeitura e o estado finalmente se deram conta do problema e deixaram de investir em mais vias para mais carros e agora passaram a investir pesado no transporte de massa, corredores de ônibus e ciclovias.

              Só metrô ou só ciclovia sozinhos não resolve nada. O que resolve é a INTERMODALIDADE. E isso está sendo feito, vide as 6 linhas de obras metroferroviárias em obras ao mesmo tempo, os corredores de ônibus e a malha cicloviaria sendo feito.

              Todas as modalidades do transporte PUBLICO são importantes. E isso não inclue o carro pois isso se provou ser um modelo fracassado em todo mundo.

              E volto a dizer: Carro já teve seus investimentos. Mas pelo seu post, da para perceber que defende investimentos em mais vias para mais carros. Já eu não. Temos uma das maiores malhas viarias do mundo e se isso não é suficiente, então paciencia.

              O dinheiro jogado no lixo em novas vias e pontes daria para construir mais quilometros de corredores de ônibus (que carregam muito mais pessoas por hora/sentido).

              Se você defende investimentos em todos os modais de transporte publico, eu concordo com você. Se defende continuar investindo no modal carro ou moto, ai eu discordo de você.

              A cidade está saturada e não aguenta mais tanto carro e poluição.

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  • Marcio

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    • Leonardo

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    • CiceroS

      Antes de ter responder, Márcio, eu também, eu também gostaria de saber umas coisinhas:

      1) Qual o seu bairro?
      2) Qual ou quais ciclovias especificamente, e em que trechos, estão com asfalto esburacado?
      3) Você ou alguém já fez reclamação à prefeitura e/ou CET e solicitou o reparo desse asfalto?
      4) “Vários” acidentes, tem certeza? E “apenas” com crianças e idosos?
      5) E esses supostos acidentes costumam ocorrer onde, na calçada ou na via?
      6) E antes da implantação d(a) ciclovia(s) no seu bairro, esses supostos acidentes também eram assim tão freqüentes?

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    • tiagobarufi

      É isso aí: no Brasil morre o equivalente a um desastre aéreo por dia, de pessoas atropeladas por veículos motorizados, mas tem gente muito preocupada com as perigosas bicicletas…

      Na verdade não seria preciso inventar nada nesse sentido. Em alguns outros países onde o trânsito é mais organizado, é comum ciclistas tomarem multa por avançar sinal vermelho ou pedalar onde não deveriam. E a multa é para a pessoa, não para o veículo!

      Mas se você tentar multar alguém por isso no Brasil eu vou rir da sua cara. Verdade. E em seguida, vou convidá-lo a se informar melhor sobre as causas dos tais acidentes de trânsito, sobre o quanto ainda falta no Brasil para responsabilizar as pessoas que matam outras por descuido. Nenhum desses matadores usa bicicleta, e normalmente continuam dirigindo por aí depois, sabia? Você está tranquilo com isso? E quando anda a pé na rua e tem MEDO DE SER ATROPELADO por bicicleta? Ora, faça-me o favor.

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    • Renato

      Punir ciclistas se uma boa e ampla campanha educativa daria muito mais efeito (vide cinto de segurança).

      Parece que para muitos a unica solução é sempre punir, não educar.

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  • Mariana

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    • Gustavo

      Antes, deixa eu te perguntar: O que as gestões anteriores fizeram pelo transporte público? Quase nada…

      Implantaram uma malha cicloviária?? Não…

      Reformaram e apliaram as calçadas? Só de bairro de rico como a Av.Paulista e Faria Lima…

      O que fizeram pelos carros? Muito, nova Marginal Tietê, R$ 2 bilhões jogados no lixo para a marginal continuar travada da mesma forma, Pontes e avenidas novas.

      O que a gestão atual tem feito pelo transporte público de sua competência? Bastante até. Lembrando que Metrô e trem é de responsalidade do GOVERNO DO ESTADO.

      460km de faixas exclusivas que fizeram a velocidade média dos ônibus saltar de 12 para mais de 20km/h nos horários de pico
      150km de novos corredores em obras, sendo que parte deles já está sendo entregue…

      O transporte publico vem melhorando aos poucos, mas já foi muito pior no passado. Talvez você seja nova e não tenha andado nos ônibus da antiga CMTC.

      262 km de ciclovias até agora e parte delas em concreto pigmentado, totalmente nova em canteiro central ,vide Dr.Gastão Vidigal e Eliseu de Almeida e logo mais a da Av.Paulista.

      Criaram o Bilhete único mensal, diário e semanal.

      Chuva é só desculpa. Nada que uma boa capa de chuva e um bagageiro não resolva. Os motociclistas circulam com ou sem chuva. Se chuva fosse problema, não veriamos nenhum motociclista nas ruas.

      Veja esse vídeo de Netherlands em um dia de muito frio e chuva: o povo usando aquelas jaquetas especiais para chuva, bem parecido com a que os motociclistas usam.

      https://youtu.be/i2hc1Ulwkew

      Quem tem interesse dá um jeito, quem não tem, arruma desculpas.

      E se você acha que não tem ciclistas utilizando, veja esse outro video:

      http://tv.estadao.com.br/videos,geral,longe-das-ciclofaixas-bicicleta-ja-e-transporte-na-periferia-de-sp,331408

      Existem várias maneiras de se locomover na cidade. Eu não tenho carro e me desloco combinando bike até uma estação de metrô ou terminal de ônibus mais próxima e o resto completo com o transporte publico.

      A bicicleta veio para SOMAR, não subtrair. Ela é um modal COMPLEMENTAR ao ônibus, metrô e trem. No Itaim Paulista, zona leste, muita gente vai de bike até a estação de trem e lá segue de trem até o centro. É simples facil e prático. E muita gente economiza o dinheiro da integração . . .

      Logo, não é só porque está fazendo ciclovias que não está fazendo corredores de onibus e melhorando a frequencia…Nada impede que se faça AMBOS ao mesmo tempo, o que vem ocorrendo.

      Não culpe as ciclovias pelo transporte publico estar ruim. Ela sempre foi ruim e continuará ruim com ou sem ciclovias. O transporte publico só vai melhorar de verdade o dia que o povo passar a cobrar, pressionar, fiscalizar e exigir dos governos, as melhorias que tanto desejam.

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    • CiceroS

      Na avenida Paulista, linhas de ônibus no canteiro central é contraproducente, Mariana, não comportaria o número de pessoas que utilizam esse meio de transporte na região. Então, colocando na balança o conforto do usuário de ônibus e o de motoristas (facilitar a conversão à direita), qual você escolheria?

      Calçadas: infelizmente, esse é um problema que decorre da antiga administração Jânio Quadro de 1986-87, quando a responsabilidade de manutenção das calçadas deixou de ser pública, com o fim da “taxa das calçadas”.

      Mas aí você puxaria os cabelos: “Puxa vida, mais uma taxa?!” Pois é, mas como está a fiscalização (e da gestão que for) não dá conta. E, quando dá, até o “cidadão” chegar às vias de fato de reformar o tanto de calçada que lhe cabe… E tudo acontecendo picadinho, sem a possiblidade de investimento em larga escala, no curto e no médio prazo.

      Transporte público: te garanto, Mariana, ciclistas são bem mais sensíveis à melhoria desse transporte do que motoristas habituais, somos naturalmente mais propensos a ele, né? Mas pensamos além, pensamos na “integração”. Reivindicamos, por exemplo, bicicletários adequados em estações de Metrô e terminais de ônibus, o que diminuiria as distâncias percorridas com bicicleta. Expandir o sistema de bicicletas públicas, com uma integração mais eficaz com esses meios de transporte, é outra reivindicação. E isso servindo como incentivo ao uso da bicicleta, ao lado da expansão da malha cicloviária.

      Agora, cuidado: se você pensa que implantar essas ciclovias é apenas “pintar o chão de vermelho às pressas”, pra nós ciclistas isso está longe de se reduzir à simplicidade desse pensamento. Pra nós, é NÃO mais pintar de vermelho o asfalto com o nosso próprio sangue, ok?

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      • Mariana

        Para poder fazer o corredor de ônibus no canteiro central, precisaria eh claro fazer uma reforma, como foram feitas no final da avenida Santo Amaro, perto do túnel que liga c/ a Sao Gabriel, ou na Paes de Barros e outras avenidas.

        Muitas ruas estreitas, que mal comportam o ônibus e os carros, que estão cheia de buracos, foram pintadas de vermelho. Essas coisas que não poderiam acontecer, a crítica é sobre essas decisões que não levam em conta a infraestrutura do lugar.

        Não sou contra a ciclovia, sou contra a desorganização e as medidas a curto prazo que não atendam as coisas básicas e essenciais que faltam nessa cidade. A ciclovia é a maior vitrine que o prefeito tem, porque realmente é uma ideia boa e ecologica, mas ele a fez da forma mais rápida e barata que pôde, pois é o que vai dar tempo de ele apresentar no fim do mandato dele.

        Como vou usar a ciclovia, num dia de chuva, carregando um bebê no colo ou acompanhando um pai idoso ao médico? Aí que entra um transporte público estruturado, o que tem sido apenas promessa de campanha.

        Que as ciclovias possam ser melhor planejadas; algumas foram, mas muitas outras não foram: é isso que não concordo.

        Mas agradeço por vc mostrar outras ideias e tratar o assunto com muito respeito.

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        • Robson

          O corredor de ônibus dificilmente seria aprovado pelo Condephaat porque iria mexer muito mais na estrutura da Av.Paulista do que uma simples ciclovia. O trauma da avenida virar uma nova Santo Amaro poderia ser a justificativa para o orgão negar….Claro que isso é só um achismo meu.

          Voltando as ciclovias, pare com essa ideia de ciclovia é vitrine e etc. Cada prefeito tem seu plano de governo e o do Haddad, o plano cicloviario é uma de suas metas de campanha. Por ser mais simples e rapido de fazer do que um corredor de ônibus, é obvio que fica parecendo “vitrine”.

          Ele está fazendo o que NENHUM outro prefeito covarde teve coragem de fazer. Ciclovias NÃO dão votos, pelo contrário, tira votos. O que dá votos nessa cidade é novas avenidas e ruas para mais carros e metrô….

          Nova Iorque e Londres fez muitos quilometros de ciclofaixas apenas pintando as ruas. Dá uma pesquisada no google: Ciclovias em Londres, ciclovias em Bogotá, Paris, Nova Iorque, São Francisco….você vai se surpreender!

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        • CiceroS

          De nada, Mariana. Eu até teria algumas considerações (entre as quais discordâncias) a fazer, mas o final do teu comentário me ganhou…rs. Legal quando concordamos em discordar com respeito, né?

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        • tiagobarufi

          As ruas pintadas de vermelho que você menospreza salvam minha vida. Todos os dias, ao avançar pela faixa delimitada pelos tachões, sendo menos ameaçado pelos carros do que seria normalmente, eu exerço minha cidadania em SP.
          Gente como você vai resmungar, dizer que isso está sendo feito de qualquer jeito e que seria melhor não fazer nada a criar tais estruturas precárias.

          Para mim, a resposta está em um sábado à noite, chuvoso: incontáveis pessoas pedalando pela cidade.

          O mais importante, dada a sua colocação, é que nenhuma destas pessoas estava atrapalhando o proverbial pai idoso a caminho do médico em seu carro: as ciclofaixas foram cuidadosamente implementadas em faixas de estacionamento e canteiros centrais, evitando prejudicar o trânsito de carros. E se essas pessoas pedalando estivessem dirigindo, a situação certamente seria pior. Seria hipócrita não reparar nisso, e o argumento de que remover as faixas de estacionamento de carros na rua prejudicaria o trânsito é uma fraude grosseira.

          Para completar, a boa estruturação do transporte público em São Paulo é bastante simples: basta tirar os carros da frente dos ônibus.

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  • silvio

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    • Adriano

      mimimi…Se fosse mais vias para mais carros, vc não iria reclamar. NÃO MESMO!

      A velha desculpa das escolas, hospitais e bla bla bla bla…então vamos tirar todo o dinheiro do transporte, do asfalto, de obras viarias, dos corredores de onibus, do pagamento de salarios dos motoristas e cobradores entre outros e colocar tudo na educação….desativa as linhas de onibus, pois necessita de recursos e subsídios da prefeitura para manter…e por ai vai….

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    • ALEKSANDRO

      Ciclovia é investimento indireto em hospital e escola. Sabe por que? Pq o ciclista adquire melhor condicionamento de sua saúde, diminuindo a sua necessidade de hospitais, pq o exercício físico do ciclista oxigena mais as células do cérebro e aumenta a oferta de nutrientes no organismo, melhorando o desempenho na própria educação. Vc não pode acreditar que sedentarismo seja o pai do desenvolvimento, e deveria ver de modo mais amplo tudo que a ciclovia influência para que seus comentários não fiquem com cara de reclamações infundadas…

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    • tiagobarufi

      Bom, espero sinceramente que você não esteja atrapalhando nenhuma ambulância hoje com seu carro no trânsito. Hipócrita.

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    • Felipe Prenholato

      Ah Silvio, daria risada se vc não fosse um sem noção tentando falar sério. A Av Paulista, tem um fluxo absurdo de ciclistas, passei por 8 a pouco nessa avenida (a qual nao demorei mais de 15min para atravessar, faz isso de carro na hora de pico). Ela vai ter mais. Na vergueiro presenciei ambulâncias usando a ciclovia para escapar mais facilmente do trânsito causado pelos automóveis. Você com seu trambolho atrapalhando uma ambulância já pode ter matado uma pessoa, pensa nisso.

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  • Ronnie Lima

    Seria interessante ligar a ciclovia Paulista com a Sumare.

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  • nardel

    estou acompanhando o projeto de ciclovia na paulista ,e de cara vejo uma imensa falha que se não for observada agora trara maleficio a eficiencia.voce para no farol porque esta fechado para veiculos e ciclistas,mais e ai nomeio da ciclovia tera um sinalizador em poste,veja teria que ser em trave pois assim o espaço do meio ficaria o ciclista aguardando sua conversão para direita ou esquerda prestem atenção neste caso a solução e unica,depois de tudo pronto vai ser um fiasco se as coisas não derem certo,estudei algumas possibilidades e so cheguei a uma unica conclusão de maneira insofismavel,vou lamentar muito se esta informação mão chegar a prefeitura,da maneira que esta projetado vai dar confusão e ai sim havera insatisfação e transtorno napaulista tem coisa errada no projeto .deixo meu endereço para contato tel.2292 45 85.

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  • nardel gonçalves silva

    se olharem na reprodução irão perceber que a terceira faixa ja existe e por simples que pareça ela se encontra no meio,supomos que estejamos parados paratravessi de pedestre logo o s veiculos estarão tambem ,mais o ciclista em questão que queira seguir a qualquer lado trasversal estara na condição de pedestre por estar na terceira faixa no meio da ciclovia note que a ciclovia se estreita no farol ficando o espaço do meio livre,esta articulação ja e considerada em outros paises e funciona normalmente,a solução esta no estreitamento da ciclovia,proporcionando uma terceira via

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  • nardel gonçalves silva

    o ciclo semaforico tem uma solução impar para que funcione bem,basta colocar um temporizador de maneira as pessoas no dia a dia quase que inconcientes possam atravessar atraves do instintocondicionado,pois lidamos desta forma quando estamos no celular nossa percepção torna se orquestrada por informaçoes visuais,a coisa funciona na platica no metro por vezes forão realizado teste de comportamento em massa ate uma avaliação mais concreta pois teremos algumas variaveis que nos darão parametros controlaveis essas são interpretaçoes de valores e não redundancias o equilibrio sempre trancendera e tudo sera muito simples sem ingenuidades.o mundo passou a girar depois da roda.

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  • nardel gonçalves silva

    ciclovias vierão para acabar com o monopolio dos carros e assim sucessivamente,essa tendencia e mundial algumas pessoas não lhe atribuim credito o que temos de tecnologico e simple e economico vivemos em democlacia alguns reacionarios deturpam,mais que na verdade tem la sua bicicleta então tudo e faceta ou negativismo a coisa nem decolou e ja querem derrubar ja pensou ter que engolir algo que voce outrora criticou,ter que mudar de opinião,se o prefeito não for bem em sua ação podera voce descontrui_lo,o que acontece não e um apelo,o mundo todo quer ciclovia ,eu acho egoismo não ceder a outras vertentes,são paulo esta saturada nao anda ,o recurso que temos e esse, falam que aqui em são paulo somos diferentes que em outros paises,e so lembram de nos comparar com paises de primeiro mundo,ainda bem que não estamos vivendo na china pais super populoso que nos faz refletir,devemos nos preparar para o futuro e não cometer os erros que nos e ensinado.se fossemos tradicionalistas estariamos focados em uma so visão talvez fossemos parecidos a outras cultura do mundo,ciclovia ja

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  • nardel gonçalves silva

    algumas pessoas reclamam de certos paradoxos ,falo de ciclovia,e estas estão sendo implementadas para os verdadeiros ciclistas,que carregam na alma espirito de aventura,ciclovia e para os fortes por natureza,se não tem diciplina,não sai de casa,o transito não perdoa,se trabalha duro todos os dias,não vai perceber que esteve suado,vai chegar em casa com cheiro de fuligem,tem que ser inteligente para entender que bicicleta tambem tem autonomia,exemplo 10 kl e basico pra ir de um ponto ao outro,mais sempre tem as mirabolantes opinioes,que fazem qualquer ciclista inesperiente desistir,meu voce tem um percuso a seguir sabe que não pode transpolo ai digo ,falta informação a maior parte da população:não ja se vem preconizando em tempos que devera o ciclista se adaptar a outros modais de trasporte ,exemplo tosco aos tosco voce sai de casa pra que serve os bicicletarios,então toda ação tem sua comtemplação,só falta agora um cetico dizer que teremos que usar um manual para transitar em ciclovia para se posicionar e criticar algo,tem que estar em sintonia,no mesmo contexto

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  • nardel gonçalves silva

    olha muitas pessoas irão se surpreender,se a presidenta e falha esse mano haddad e ligeiro pois ele vai de encontro onde outros gestores da capital não fora,de certa forma ciclovias não demandam muito investimento,a jogada e de profissional no oficio,quando estas ciclovias estiverem prontas ai sim teremos o que as pessoas chamam de integração social,hávera mais pessoas nas ruas no lazer,indo para o trabalho,visitando locais diferentes nos quais anteriormente de carro nem sabia de sua existência são paulo vivera um novo tempo,pois toda sociedade ganhara,as pessoas estarão consumindo mais de forma inteligente ,estas terão melhor tempo disponivel alem de acrecentar outros valores em suas vidas,ja pedalo a muito tempo ,não precisei de nenhuma instrução para que em uma bicicleta trouxesse tantos beneficio,talvez possa ser coincidencia mais uma coisa eu admito,na minha idade nem lembro que tenho 50 anos,tenho uma saude de ferro,faço tudo que qualquer esportista em plena forma fariam por isso penso que tudo faz parte de habitos saudaveis,isto sem sacrificio ,sou amnte do progresso sem precedentes,sou do tempo quando criança em casa, naõ se falava em televisão ,tempos dificeis

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  • marcel aurelio casagrande

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  • Theo

    Alguém sabe por que a ciclovia à direita foi descartada? Preço, prazo, segurança? A TCUrbes já até tinha um projeto pronto, com corredor de ônibus no canteiro central. Não achei informação mais aprofundada sobre essa mudança de projeto em nenhum lugar.
    De qualquer forma, se for entendido que no canteiro central é a melhor solução, bola pra frente.

    abs,

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    • tiagobarufi

      Acredito que a solução encontrada buscou evitar tirar espaço dos carros (nenhuma faixa foi eliminada) e dos pedestres. O canteiro central tinha uns ‘canteiros’, que de decorativos não tinham nada – serviam para evitar que as pessoas atravessassem fora das faixas.
      Eliminados os canteiros, foi preciso apenas adaptar as guias e colocar os gradis.

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  • Leandro Assis

    Eu sou contra carro, mas não o demonizo, acho que é um tipo de transporte irracional, não é de hj, foi desde o momento que o criaram com 12m quadrados , pra na maioria esmagadora do tempo carregar 1 pessoa só.

    acho que o carro é bem legal pra um passeio com a familia, eu tenho 2 filhos impossivel fazer isso de bike ou moto, algumas vezes ainda o faço de metrô, visto que moro a 100m de uma estaçao e se o destino é proximo a outra estação é mais inteligente e barato usar o metrô.

    acho muito legal as ciclovias em SP, entretanto estão deixando as motocicletas de lado, o que fizeram na vergueiro foi um absurdo com as motos, é impossivel trafegar entre os carros e ficar parado entre eles perde o sentido de estar de motocicleta, muita gente nos ultimos anos optou pela motocicleta por ser um veiculo rapido, barato e uma alternativa para fugir do transito. Se essas pessoas tiverem q ficar paradas entre os carros elas vão voltar a usar o carro. Muito cicloativista (nome q eu acho tosco) vai falar que esse cara deve ir para a bike. Bom se esse cara tiver que pedalar mais de 50km por dia de bike e tiver que usar roupa esporte-fino durante o expediente eu digo q é quase impossivel, ainda mais no verao

    hj infelizmente não é possivel mesclar bike ->transporte publico -> bike entao ja excluimos ai metade dos potenciais ciclistas… essas pessoas de mais longe poderiam estar de scooters, motocicletas de baixa cilindrada

    outra coisa q estao deixando de lado é educar esses ciclistas, em alguns anos (espero q meses) teremos os ciclistas bem populares, mas eles serao os viloes do transito assim como acontece hj com os motocas, isso pq? pq não vão educar esses caras como deveriam ser, não terao treinamento algum pra conduzir uma bike e pior de tudo sem leis nenhuma especificas pra eles… vai virar uma bagunça completa… anotem ai

    ps: eu acho cicloativista um nome tosco, pra mim é e sempre será ciclista… isso me recorda qdo alguem fala “ai vcs motoqueiros” e o outro retruca “sou motociclista” na real é tudo a mesma coisa só que um quer ser mais q o outro, ambos andam de moto ou de bike ;-)
    ps: eu ando de moto a 15 anos, antes da moto usava a bike todo dia pro trabalho e faculdade e nos ultimos meses tenho mesclado moto e bike pra ir trabalhar, ando um trecho perigoso entre tatuapé e liberdade sem ciclovia e vou até a vila mariana, infelizmente meu chefe já me pediu pra nao ir de bike, pq chego no trabalha pingando de suor, só me seco com toalha e troco de roupa no fim da tarde estou com um pouco com vestigio do esporte q pratiquei pela manha :-(

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    • Felipe Prenholato

      Concordo que motos podiam ter mais espaço, mas se tivesse uma nova moto-faixa na vergueiro, eu ia voltar a ver pelo menos um acidente por semana com um motociclista. Foi por isso que tiraram a moto-faixa alias, por causa do número de acidentes envolvendo motociclistas. Me pergunto o que eles fazem para os motociclistas em países com melhor infra estrutura…

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      • Leandro assis

        Exagero.. Eu to de moto todos os dias e tem meses q nao vejo um acidente, usei a moto fx da sumare durante anos e nao vi, q eles acontecem eu tenho certeza mas dai vc ver é mais dificil ainda mais comfx exclusiva

        Na europa cidades como madri e lisboa usam bastante scooter. Londres tb

        Se eu morasse numa cidade com temperatura mais amena, morasse ate 10km do trabalho usaria a bike todos os dias ahh e se nao tivesse q atender clientes.. Sao paulo é gigante a moto q ja é popular no br devia ter uma maior atenção, hj eu so posso usar a bike qdo eu tenho certeza q nao tenho nenhuma reuniao

        A bike por mais q povo comemore q passaram 2 mil por dia na faria lima.. Isso nao é nada comparado com o fluxo de motocicletas

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        • Renato

          Moto não deve ser incentivado de jeito algum, pois polui muito mais que os carros. O que o governo do estado e a prefeitura estão fazendo é a medida correta. Priorizar o transporte publico em geral, inclusive os não motorizados, como as bicicletas.

          Não conheço nenhum outro pais no mundo que tenha implantado essa aberração chamada de motofaixa.

          Além disso, as motos, assim como os carros tem a disposição mais de 17.000km de vias EXCLUSIVAS para eles. Moto é um veiculo perigoso, e incentivar maior velocidade com as motofaixas é colocar o motociclista em risco.

          O fluxo de ciclistas que usam a bike como meio de transporta é de cerca de 300 mil (estima-se meio milhão em estudos atuais), e sem infraestrutura alguma (diga-se ciclovias para tudo qto é canto + bicicletários nos estabelecimentos em geral, empresas e transporte publico). Imagina qdo SP tiver tudo isso?

          E temperatura elevada não é desculpa para não usar a bike. Rio de Janeiro que é muito mais quente que SP, tem mais de 300 km de ciclovias e uma demanda de uso para trabalho que é altissima.

          As cidades do litoral Paulista é muito comum você ver pessoas indo e vindo de bike em dias de semana…milhares de trabalhadores que descobriram o uso da magrela.

          Há cidades do norte e nordeste que tem mais bicicletas do que carros.

          Incentivar veículo poluente que é um crime…e os resultados estão ai….

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        • tiagobarufi

          Leandro, a verdade é que motofaixa aumentou muito o índice de acidentes em todas as vias em que foi implementada em São Paulo: http://hojesaopaulo.com.br/noticia/cet-conclui-que-motofaixa-contribuiu-para-aumentar-acidentes-em-152/4402

          Talvez seja porque baste a um motociclista imprudente ou inábil uma pista aparentemente livre para ele trafegar mais rápido do que seria seguro. A falsa sensação de segurança é aliada da cultura da pressa para trazer surpresas desagradáveis.
          Nos países com melhor infraestrutura que visitei, o uso de moto e scooter para pegar atalho por ‘corredor’ entre os carros é proibido. No Brasil também é, de acordo com o código de trânsito, mas há muita pressão por parte dos sindicatos de motofrete para evitar a aplicação desse artigo.

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          • Tiago, na verdade o artigo que proibia a moto no corredor foi vetado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, quando da promulgação do atual Código de Trânsito. Portanto o CTB não diz claramente que é proibido, criando um vácuo legal que acaba por permitir essa circulação.

            Veja o artigo que foi vetado (original aqui):

            “Art. 56. É proibida ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila adjacente a ela.

            Razões do veto:

            Ao proibir o condutor de motocicletas e motonetas a passagem entre veículos de filas adjacentes, o dispositivo restringe sobre maneira a utilização desse tipo de veículo que, em todo o mundo, é largamente utilizado como forma de garantir maior agilidade de deslocamento. Ademais, a segurança dos motoristas está, em maior escala, relacionada aos quesitos de velocidade, de prudência e de utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, os quais encontram no Código limitações e padrões rígidos para todos os tipos de veículos motorizados. Importante também ressaltar que, pelo disposto no art. 57 do Código, a restrição fica mantida para os ciclomotores, uma vez que, em função de suas limitações de velocidade e de estrutura, poderiam estar expostos a maior risco de acidente nessas situações.”

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          • tiagobarufi

            Interessante essa história, mas o artigo 211 deveria bastar, não? Claro que é tudo uma questão de interpretação.

            “Ultrapassar veículos em fila, parados em razão de sinal luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou qualquer outro obstáculo, com exceção dos veículos não motorizados:
            Infração – grave;
            Penalidade – multa.”

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          • No 211 só se fala em veículos parados, criando a brecha para ultrapassá-los pelo corredor quando em movimento. Mas embasaria uma multa por ultrapassar um carro parado pelo corredor, por exemplo.

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  • Leonardo

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    • Se há muitos ciclistas nas calçadas da Paulista, mais um motivo para fazer a ciclovia, transportando-os para o canteiro central…

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    • Leonardo

      A ciclovia que uso pra ir ao trabalho fica no canteiro central de uma avenida aqui da minha cidade e só trouxe benefícios.
      Só de sair da loucura do asfalto, tirando fina de carro, ônibus e caminhão, já foi um prêmio.

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  • Pessoal,

    Gostaria de saber onde vocês param a bike quando vão até a paulista. Estou como freelancer em projeto na regiao, o prédio não tem estacionamento e não sei onde deixar a magrela. Queria um lugar seguro para deixar a bike. Onde vcs recomendam?

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    • Procure os estacionamentos dos shoppings da região, são a melhor opção. Há paraciclos na Praça do Ciclista e no Parque Mário Covas, mas é preciso ter uma ótima tranca. Eu não usaria como opção para deixar a bicicleta parada o dia todo, apenas para períodos curtos e de forma esporádica.

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  • Valdemir

    Nossa estou AMANDO finalmente ver um sonho de tantos ciclistas sendo realizado, estou amando ver tantas ciclovias finalmente saindo do papel e virando realidade, eu quero é mais e mais ciclovias cortando toda a cidade, parabenizo o Haddad por tudo isto, parabenizo a todos os ciclistas que sempre lutaram por isto ….porém…o cara ai que foi mal avaliado no seu comentário o Marcelo escreveu uma coisa que faz sentido, algumas ciclovias estão mesmo mal planejadas, esta que ele citou por exemplo do BOM RETIRO, é totalmente exdruxula para não falar outra coisa, primreiro ela vem sei lá de onde sobe uma rua que é totalmente morta e nem precisaria de uma ciclofaixa, depois cai em uma rua de maior movimento ai sim a nescessidade da ciclovia, ai mai adiante ela simplesmente morre de um lado da rua e recomeça mais adiante do outro lado da rua, e outras como ele citou, realmente começam no nada e termina no nada , ou seja será que estão construindo pensando na mobilidade urbana ou na mobilidade eleitoral??? Só espero que todas as ciclovias sejam realmente bem projetadas, justamente para justificar sua existencia, espero que nenhuma vire elefante branco, realmente todos devem conviver civilizadamente na rua carro, moto, bicicleta e pedestre, e espero que o espaço de todos seja respeitado, espero que as ciclovias cresçam e unam todos os pontos principais da cidade, espero ua São Paulo, melhor, mais bonita, bem planejada e organizada a todos ! LONGA VIDA AS BICICLETAS ! Nosso momento chegou e agora nada vai nos parar de crescer !Bom Pedal a todos!

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  • Rômulo Passos

    Pra quem ainda não entendeu ainda o porquê das ciclovias, eu poderia colocar umas 100 linhas aqui usando os mais diversos exemplos no mundo e argumentos com base em princípios lógicos, matemáticos, psicológicos e sociológicos, mas não vou falar nada. Só vou mostrar uma imagem.

    http://escosteguy.net/wp-content/uploads/2013/06/carro-onibus-bicicleta.jpg

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  • marcelo

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    • Rafael

      Caramba amigo! Vc acha que dinheiro do IPVA e multas dá pra suprir todos os gastos da cidade com automóveis e ainda sobra pra fazer ciclovia e corredor de ônibus? Vc acha que dá pra pagar o preço da construção de infraestrutura, a manutenção das vias (levando em conta o desgaste natural e ainda por cima os acidentes que acontecem diariamente), todo o controle necessário por parte da CET e afins, necessidade de fiscalização, gastos com saúde (acidentes, poluição do ar e sonora) e diversos outros? Eu não tenho esses números e acredito q vc tb não tenha, mas na minha ignorância acredito que isso não cubra nem de longe gastos gerados pelos próprios motoristas. Quanto à ciclovia que começa no nada e termina no nada, basta entrar no site da prefeitura pra ver as futuras ligações que estão previstas para a malha cicloviária.

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      • Ele (o Sr. Marcelo) tem parte da razão e também lhe falta alguma argumentação justa para externar sua “aparente revolta”.

        Como todos os usuários proprietários de veículos automotores neste país, foram induzidos a adquirir carros, motos, camionetas insuflados tanto pela propaganda das montadoras como pelo incentivo dos Governos estadual e federal em sua política apenas “rodoviarista”. Isto vem desde lá dos tempos do JK, foi bastante fomentado pelos militares e na esteira dos governos democráticos que se seguiram. O IPVA se tornou o segundo imposto mais importante entre os estados por causa disso, fora o que se ganha com IPI, ICMS, giro de crédito na economia, enfim, nem se compara ao que pode ser gerado pelo consumo agregado a outros meios de transporte. Não como se negar isso. Não é porque somos cicloativistas que temos de “virar as costas” a esta realidade. É hipocrisia. Temos uma batalha de David x Golias. Além do mais, eles têm o direito sim de usar a sua propriedade, seu veículo adquirido do mesmo modo que nós temos de usar as vias públicas com nossas “magrelas”.

        Como tudo no Direito, passa por uma “ponderação de valores”. IPVA não serve só para manter as ruas – imposto pela conceituação do tributo não é para isso. Difere de taxa. Nem os demais. Mas o que me causa certa “estranheza” no discurso político descompassado da prática é que se criem as ciclovias, ciclofaixas e não se dê a contrapartida adequada de outras opções para o transporte público. Bicicleta como “transporte ativo” vem para atender a uma pequena parcela da população que resolve deixar o seu carro em casa e muda de transporte individual. Transporte de massa é outra coisa. Necessita de elevados investimentos públicos em parceria com o privado para atingir a toda a população. Eu não vejo seriedade nisso. Tirando uma ou outra iniciativa para atingir as grandes periferias ou centros urbanos próximos das metrópoles o Brasil avança a passos de tartaruga para o transporte sobre trilhos (e, aí sim, “de carona” para a intermodalidade, pegando nós os cicloativistas).

        Os passos estão sendo dados mas tenho muitas dúvidas quanto ao plano de mobilidade urbana que os administradores públicos têm para daqui a 5 e 10 anos. Posso até não dispor de todas as informações, William Cruz, mas você que tem mais contato com as autoridades constituídas destes setores, me corrija se estiver errado (e até preferia estar!).

        Abraço a todos.

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    • Não sabia que tinham feito uma rua em São Paulo só com faixa de ônibus e ciclofaixa. No mais, IPVA não tem relação com uso ou manutenção da rua, é um imposto sobre propriedade de veículo automotor. É um engano muito comum.

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    • Marcelo, primeiro que as multas não são embolsadas como alguns erroneamente afirmam, meu pai é fiscal de transportes e trânsito em Guarulhos e conhece bem a companhia de SP também. Não existe uma famigerada Indústria da Multa, até porque o dinheiro arrecadado com multas fica para um fundo solidário da prefeitura (ou do Estado, não posso afirmar com certeza qual deles é) que justamente serve para obras beneficentes ou filantropia. Outra: os carros são APENAS 20% do que circulam pelas ruas paulistanas diariamente… E mesmo assim vemos mares e mares de congestionamento pela capital com 90% ou mais do espaço ocupado. Você acha que o modelo atual é democrático? Muita gente critica os governos que o PT administra justamente por uma suposta falta de transparência ou democracia… E quando uma determinação busca justamente desmitificar ou desaprovar esse preconceito, os paulistanos caem matando em cima da administração dizendo que isso não resolveria o problema de mobilidade do município, assim como as faixas também não.

      Outra: o IPVA é recolhido no país inteiro, enviado para a União, repassado para os Estados e fatiado com os municípios. Cada esfera do governo fica com uma fatia do valor pra guardar no superávit primário ou até mesmo financiar obras de mobilidade urbana, sejam da esfera municipal, estadual ou federal (onde todos eles realizam investimentos em diversos lugares e modais, assim como São Paulo testemunha nas obras do metrô, CPTM e Rodoanel).

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  • Mauro

    Tão importante quanto as ciclovias e ciclofaixas é haver bicicletários em todas as estações de trens e metrôs, em terminais de ônibus e principais pontos de acesso ao transporte coletivo.
    Uma viagem que não é possível ser feita inteiramente de bicicleta, seja pela distância, seja pelo relevo da cidade, mas que pode ser conjugada ao uso do transporte público, muitas vezes fica inviável ao ciclista pois ele não tem onde estacionar sua bicicleta com segurança e com a certeza de encontra-la no retorno.

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  • Daniel

    Excelente projeto!
    Pela primeira vez na história da cidade, um prefeito tem coragem de enfrentar tal desafio.
    São Paulo não foi planejada para o transporte coletivo, muito menos pro cicloviário, por isso, é tão difícil implantar tais ciclofaixas. Porém, estão saindo do papel, e como disse o próprio prefeito ” a ciclovia, é um caminho sem volta”(Amém).
    William Cruz, sabe se há algum projeto para ciclovias na av Aricanduva?

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  • Cami

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    • Renato

      Infelizmente a Av.Paulista, assim como a esmagadora maioria das avenidas de SP, não foi projetada para as bicicletas, tão pouco para ciclovias. É isso ou tirar 1 faixa inteira dos carros. Não sei como os moradores do entorno ainda não vieram com mimimi, como ocorreu na Sta Cecília…

      Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

      • João M

        Eu adoraria que tirasse uma faixa dos carros e mantivesse o canteiro central.
        Falo como morador do entorno e ciclista.

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      • Carlos

        A grande parte das reclamações vem de comércio, condomínios, residências … onde a ciclovia passa em frente. Em canteiro central, não há como reclamar, pois não a usam. E motoristas não são unidos, nem dão bom dia quando param para sinal/semáforo, embora conheça gente que cumprimenta ( um amigo meu faz isto ), mas é tão raro, tamanho isolamento que eles tem no carro.

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  • João M

    Sou super entusiasta de uma ciclovia na Paulista. Afinal, pedalo nela quase todo dia para ir ao trabalho e outras atividades mil que tem nessa fantástica avenida. Mas poxa vida, tem que ser mesmo no canteiro central?
    O prefeito foi firme em tirar estacionamento e faixas de carros em tantos lugares… Porque logo na Paulista vai fazer essa obra toda só pra não tirar uma faixa dos carros?? Algum colega aqui sabe se tem algum outro motivo além desse? Colocar os ônibus na esquerda, melhorando ainda mais a eficiência deles na Paulista, alargar o canteiro central para caberem os pontos de ônibus e jardinar onde não houverem pontos ou travessia, e fazer da faixa da direita – com uma proteção de barreira física tipo canteirinho, floreira, etc – para ciclistas seria o melhor negócio, não? A Paulista não é uma via de passagem, é um destino!
    Sei lá, proíbe estacionamento na São Carlos Pinhal e Alameda Santos e faz uma faixa a mais nelas, mas não destrói o canteiro central da Paulista. A culpa disso ainda vai cair sobre nós, ciclistas, que só queremos cooperar com a cidade e tanto a amamos…

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    • Rafael

      Pq uma obra desse tipo é extremamente cara é demorada. Precisa fazer licitações demoradas e caras. Fora que pra fazer essa obra menor já apareceu um monte de órgão falando que exigiria autorização. Basta ver como anda a licitação dos corredores de ônibus nos outros lugares. Tudo empacado pela burocracia. A idéia do prefeito é fazer rápido pra doer menos, como foi feito em NY. Pq enquanto não tem gente andando todo mundo tá metendo o pau, e as pessoas só vão começar a usar quando as ciclovias estiverem interligadas. Não é o ideal mesmo, mas dá pra entender.

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      • Cícero Soares

        Por aí, Rafael, por aí. E outra coisa: facilita aos pedestres (que é superpovoado lá, né?) manter os pontos de busão à direita. E mesmo nós ciclistas nunca podemos perder isso do foco: pedestre em primeiríssimo lugar!

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      • João M

        A obra proposta pela prefeitura é de 15 milhões de reais e vai demorar 6 meses. Não é simples e, com certeza, vai precisar de licitação.
        Note, não reclamo das outras ciclovias. Pelo contrário, estou empolgadasso. É a primeira vez que se fala seriamente em uma rede cicloviária na cidade, um sonho pra mim! Elas também não são aqueeeela brastemp, mas estão me quebrando um super galho! Eu gostei da coragem e firmeza em tirar vagas ou faixas de carros para finalmente dar segurança a nós também.
        Mesmo uma ciclovia mais simples na Paulista, no lado esquerdo, mas mantendo o canteiro central, pra mim faz mais sentido. Essa ginástica toda, só pra manter faixa de carro me incomoda, sabe? Parece a velha filosofia carrista…

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        • Rafael

          Claro, toda obra pública precisa de licitação. Inclusive as ciclovias que estão sendo feitas são licitadas trecho a trecho, na modalidade pregão, que é mais rápido e barato. Quanto maior e mais complexa a obra, mais difícil é de fazer um edital, pois é mais detalhado, precisa de mais profissionais envolvidos, e aí pode esperar anos pra ficar pronto, como a operação Faria Lima que se iniciou em 2005 e até agora não tem nem 1/3 pronto do que foi proposto. Mas com certeza, uma ciclovia é muito mais benéfica, ambientalmente falando, do que um tanque de flores decorativas que não tem contato com o solo. Além de que um corredor de ônibus central no meio da via descaracterizaria demais a Paulista. Nesse ponto a ciclovia é bem menos agressiva.

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          • Renato

            Alias, nos pontos onde a ciclovia foi implantada (mesmo como ciclofaixas, embora na europa a maior parte das ciclovias são ciclofaixas que tiraram vaga de carros), melhorou muito o ambiente, vide Av.Cruzeiro do sul, Anhaia Melo, entre outras.

            Ciclovia no lado direito atrapalharia o embarque e desembarque dos milhares de passageiros dos ônibus, sem contar as esquinas onde os carros entram a todo instante. Um perigo para ciclistas iniciantes.

            Eu acho que a Av.Paulista vai ficar muito melhor com o projeto do que está atualmente, só com carros. Vide Ciclofaixa de domingos, dá outra cara….

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    • Felipe Prenholato

      Tem que olhar o lado de todo mundo João. Como comentei em outro comentário, o fluxo de pedestres para pegar ônibus e metrô, muitas vezes até fazendo baldeação na paulista é imenso. Todo esse pessoal se amontoando no canteiro central e tendo que atravessar a paulista tantas vezes não seria bom. Acho que eles ficam mais seguros na calçada, e nós mais que seguros no canteiro central numa ciclovia como a proposta. Fora o fato que não se toca no fluxo de carros da avenida, que vai continuar com todas as faixas já existentes.

      Qto ao canteiro central, se bem me lembro, é só mato plantado em terra sobre concreto. Podemos pedir que as calçadas sejam mais arborizadas em contra partida, exceto nos locais onde se tem faixa de pedestres e pontos de ônibus. Tem muito espaço para isso nas calçadas que praticamente não é usado, embora provavelmente também sejam árvores plantadas em cima de concreto :( .

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      • João M

        oi Felipe. Entendo seu ponto do pedestre. Você tem toda a razão quanto a isso. Antes de ser ciclistas, motoristas, ou qualquer modal que usemos, somos todos pedestres!
        Para fazer o que pensei, de passar ônibus pra esquerda, teria que alargar o canteiro central sim, mas para receber os pontos. Não ia ser obra simples. Seriam pontos como temos na Consolação/Rebouças e Av Ibirapuera.
        Os canteiros são sim, praticamente grandes vasos. Não dá pra sair uma grande árvore alí, até mesmo porque o metrô logo abaixo não deixa espaço pra muita profundidade, né? Mas ainda assim podemos ter floreiras ou jardinagem bem feita! Dar um charme pra mais bela das avenidas.

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  • adriana carneiro

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    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 2 Thumb down 18

    • Cícero Soares

      Que exagero, Adriana. Com essa baita estrutura cicloviária encravada no meio da Paulista e sua devida sinalização, só um motorista cego, irresponsável ou psicopata não tomará os cuidados necessários nessa conversão.

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    • Os ciclistas na “contramão” na ciclovia atrapalham tanto os motoristas quanto os pedestres “na contramão” na calçada, Adriana. Os ciclistas estarão em pista própria, sinalizada, isolada, onde os carros não devem circular. Não vejo como isso seria “ruim”, não faz sentido. Só se o motorista for muito braço, daqueles que sobem com a roda de trás na calçada pra fazer uma curva aberta como essa – e esses não devem nem dirigir, porque colocam os outros em risco ao fazê-lo.

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    • Caraca, acho que nem os Super-Articulados da SPTrans passariam em cima da ciclovia… (mencionei os articulados, porque é necessário que veículos muito longos, até ônibus convencionais, façam a abertura da curva em até uma faixa no lado ao contrário da curva pra não bater as rodas na guia)

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  • Paulo

    Meu bom Willian Cruz!!!Você tem alguma informação/palpite se essa ciclovia se estenderá pros lados da Dr. Arnaldo, Lapa, Vila Leopoldina??

    Parabéns pelo site!!

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  • Leonardo

    Inveja dos paulistas.

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  • Rafael

    Apenas não entendi uma coisa. Onde os ciclistas que estiverem na ciclovia da Av Paulista vão aguardar para acessar as ciclovias transversais? Esse é um problema que não teríamos com a ciclovia do lado direito.

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    • Felipe Prenholato

      Senão estiver previsto tem que cobrar semáforos rodociclaviarios (é isso?) adiantados em relação aos rodoviários.

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    • Rodrigo Poggian

      Também fiquei com essa dúvida. Talvez o mais viável fosse dividir esses trechos antes de acessos em três faixas, sendo uma no sentido contrário, uma para seguir em frente e outra para aguardar antes da conversão.

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    • Cícero Soares

      Acho que seriam nas “áreas de acomodação”, aquela que não está em vermelho, entre as faixas, como que contígua em ambos os lados à área para pedestres. No link do pdf (“apresentação disponibilidade pelo CET”), mostra esse caso: “exemplo de um acesso a outras conexões da ciclovia”.

      Isso no caso de conexões “formalizadas”, Agora, quando não existirem, e você quer/precisa pegar essa rua transversal que não tem ciclovia/ciclofaixa… Pô, é só desmontar, se portar uns míseros segundinhos como pedestre na travessia da faixa apropriada, montar e seguir novamente como ciclista, né?

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    • Rafael

      Tb acho q o ideal seria ter 3 faixas, aí quem for fazer a conversão aguardaria no meio, mas isso só funcionaria de um lado, no outro lado vc ficaria preso com os carros cruzando a avenida. Aquelas áreas de acomodação estão num nível mais elevado, não daria pra aguardar ali. Se comportar como pedestre ficaria meio difícil, pois não tem espaço pra isso. Imagino que o fluxo de ciclistas vai ser bem grande, e tem q considerar o fluxo de pedestres que tb é grande e sempre ficam esperando no meio da avenida. Imagina o transtorno que vc vai causar parado com uma bicicleta ali no meio.

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      • Rodrigo Poggian

        Nas conversões para outras ciclovias isso não seria um problema. Se a ciclovia for à esquerda, a faixa para conversão fica no meio. Se for à direita, fica à direita. Mas realmente eu não tinha pensado nessa questão da conversão para voltar ao asfalto. No caso de uma conversão à direita, acho que eu sinalizaria e entraria no leito carroçável um quarteirão antes, mas nem todos os ciclistas têm essa manha (além de ser uma manobra delicada essa de sair da ciclovia, o motorista provavelmente não vai estar esperando uma bicicleta surgindo na faixa da esquerda). Para conversões à esquerda, a coisa fica mais complicada ainda. Talvez o melhor fosse criar essa estrutura de três faixas em todas as esquinas. Evitaria muitas complicações.

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      • Cícero Soares

        Você tem certa razão, Daniel. Mas as áreas de acomodação já funcionam como uma terceira faixa. E elas só estão em outro nível em relação ao asfalto. Acho que é só rebaixar a guia, colocar o semáforo-totem mais atrás (no caso, onde ele não for de pedestre), para não atrapalhar quem espera a conversão, e até aumentar um pouco o comprimento dessas áreas. Mas…

        Pois é, é claro que vai tudo vai depender do fluxo, se ele vai dar, com o tempo, conta, como você bem o disse.

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    • tiagobarufi

      é mais fácil fazer do que explicar, mas em resumo: você espera o sinal fechar pros motorizados e vai.

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