Sobre a matéria da Veja São Paulo e o custo das ciclovias na cidade

Ciclovia da Av. Vergueiro, numa terça-feira às 19h: três ciclistas à minha frente, mais dois vindo atrás. Foto: Willian Cruz

Ciclovia da R. Vergueiro, numa terça-feira às 19h: três ciclistas à minha frente, mais os dois vindo atrás que ficaram fora da imagem. Ou seja, 6 ciclistas em um minuto – demanda ignorada pela matéria da revista. Foto: Willian Cruz

Eu havia me prometido não escrever nada sobre a matéria da Veja que sobe o custo médio das ciclovias para R$ 650 mil reais, mas com os comentários absurdos que tenho visto nas redes sociais, não me contive. Esse texto era para ser apenas um desabafo na minha página pessoal no Facebook, mas conforme escrevia fui buscando fontes e números e acabou saindo maior. Achei justo compartilhar minha interpretação dos fatos com todos vocês. É minha opinião pessoal, portanto você pode concordar ou não, mas pelo menos leia o que eu tenho a dizer.

A matéria da Veja sobre ciclovias foi construída para passar uma opinião. Para isso, utilizaram várias informações que já eram de conhecimento público, cortaram a parte que não lhes interessava, temperaram carregando nas tintas para dar o sabor desejado e serviram de forma a conduzir o raciocínio para o conceito no qual a matéria foi pautada: o de que o plano de ciclovias só serviria para desviar dinheiro.

Não por acaso, na sequência a Folha de São Paulo publicou uma pesquisa do Datafolha sobre a administração Haddad, reforçando até no título da matéria que menos gente tem usado a bicicleta em São Paulo. E como fizeram esse levantamento? Mediram? Fizeram uma contagem? Passaram uma tarde sentados observando? Não: perguntaram para pessoas nas ruas, talvez por telefone. Pode até ser que a metodologia tenha sido perfeita e que o universo estatístico tenha sido selecionado de maneira isenta, mas o fato é que quem pedala na cidade percebe claramente um aumento enorme de bicicletas nas ruas, principalmente nesse início de ano. Você, que pedala nas ruas, percebeu um aumento ou queda de setembro para cá?

Mas vamos a algumas considerações sobre a matéria da Veja.

Irregularidades

Se há alguma irregularidade no processo de contratação, ou na própria empresa que está tocando a obra da ciclovia da Paulista, é claro que isso deve ser apurado. Mas da maneira correta. Na matéria só há dúvidas e questionamentos, publicados com tintas de denúncia, seguindo a linha do que a edição nacional costuma fazer, expondo suposições que acabam por servir como prova incontestável para uma parcela de seus leitores. Me surpreende que a Veja São Paulo, que sempre teve posicionamento e qualidade jornalística que contrastavam com a publicação principal, tenha enveredado agora nesse caminho de difícil volta.

Obra da ciclovia na Av. Paulista foi taxada de "quebradeira" pela matéria da Veja. Foto: Willian Cruz

Obra da ciclovia na Av. Paulista foi taxada de “quebradeira” pela matéria da Veja. Foto: Willian Cruz

Demanda e importância de Paulista e Vergueiro foram ignoradas

Uma repórter da revista entrou em contato essa semana para obter ajuda com a matéria, em forma de dados e informações. Isso, diga-se de passagem, é algo completamente normal e corriqueiro. Atendo jornalistas ao telefone quase todos os dias. Ela me perguntou se a ciclovia da Paulista era importante e eu respondi que sim, expliquei os motivos, esclarecendo que fazer a ciclovia nas paralelas não seria uma boa solução e falando sobre a grande utilização da avenida por quem usa a bicicleta como transporte, mesmo sem haver ainda ciclovia.

Falei da contagem de ciclistas realizada na Paulista 5 anos atrás e falei de outras contagens, como Faria Lima, Eliseu, Inajar de Souza e Vergueiro. Sobre essa última, destaquei que pouco após a inauguração foi feita uma contagem que detectou 2 ciclistas por minuto no pico da tarde. E que agora, alguns meses depois, forma-se uma pequena fila de ciclistas quando o sinal fecha, relatando que semana passada mesmo havia três ciclistas à minha frente e outros dois vindo mais atrás (foto em destaque nessa matéria). Acrescentei que se eles fizessem uma breve contagem entre 18 e 19 h na altura do Paraíso, ficariam impressionados com a quantidade de ciclistas, e que esse era um dos indicadores de que a ciclovia da Paulista terá alta utilização, semelhante ou até superior à da Faria Lima.

E, de tudo isso, o que entrou na reportagem? Que a Faria Lima, a Eliseu e a Rio Pinheiros eram “os melhores trechos em funcionamento”, como sequência de um parágrafo que começa dizendo que “a maioria das faixas aparenta não ter muita utilidade prática como transporte público”. Não falaram nada sobre a Vergueiro, porque afinal é uma ciclovia do modelo novo, inserida no projeto que está sendo criticado, então a matéria não poderia falar bem. Também não citaram nem de leve a importância e o potencial de utilização da ciclovia da Paulista, porque também não vem ao caso, esse não era o objetivo da matéria.

Forte ângulo de inclinação é o principal problema dos novos acessos. Foto: Rachel Schein

Ciclovia Rio Pinheiros: acesso com escadaria em forte ângulo de inclinação, exigindo grande esforço e oferecendo risco de queda. Foto: Rachel Schein

Rio Pinheiros

A Ciclovia Rio Pinheiros foi citada como um dos “melhores trechos em funcionamento” em São Paulo, um bom exemplo de ciclovia útil para o transporte. O curioso é que não há estatísticas abertas sobre a Ciclovia Rio Pinheiros, que sofre interdições constantes, tem poucos acessos (alguns com escadarias perigosas) e reclamações sobre o risco de assaltos na pista da margem oeste. Por essas razões, tem sido muito menos utilizada para commuting do que seu verdadeiro potencial. Quem acompanha sabe. Mas é a ciclovia que foi inaugurada por José Serra, então bora lá contrapor sutilmente, mostrando como ciclovia modelo.

Ainda disseram que tem “piso bem conservado, boa sinalização e fluidez”. Se fluidez significa não precisar fazer paradas, claro que ela tem fluidez, pois não está integrada ao viário. Não é necessário parar em semáforos e cruzamentos, pois ela fica isolada, às margens do rio. Mas se você considerar como parte da fluidez a facilidade em acessá-la, fica difícil fazer essa afirmação. Muitos ciclistas a evitam, pois “fluem” bem melhor por fora dela, já que em alguns casos é necessário aumentar o trajeto em até 4 km para conseguir usar a ciclovia, em comparação com o uso da pista local da Marginal. Quanto à sinalização, não há muito o que sinalizar além do pavimento, que no trecho mais antigo já está bastante desgastado (o que não é de todo ruim, já que a tinta que foi utilizada ali escorregava demais quando molhada, cansando vários acidentes com ciclistas em dias de chuva).

Os primeiros 14 km da Ciclovia Rio Pinheiros, inaugurados em fevereiro de 2010, custaram R$ 714.285 por km, consistindo basicamente de recapeamento asfáltico de uma pista de serviço que já existia, com pintura em vermelho. Mas para a matéria da Veja, ela tem boa fluidez, piso bem conservado e boa sinalização. Divulgar o custo não ajudaria a compor o cenário da matéria, portanto deixaram de lado.

Faria Lima

O dinheiro para a expansão da Ciclovia da Faria Lima (por sinal, um projeto com pelo menos 10 anos) vem de outro lugar, da Operação Urbana Faria Lima. Os recursos são provenientes da outorga onerosa de potencial adicional de construção (CEPACs) e outras modificações à legislação de uso e ocupação do solo, concedidas aos proprietários de terrenos contidos no perímetro da Operação Urbana interessados em participar. É um dinheiro que já estava previsto, que não pode ser usado para obras fora da Operação e que engloba tanto a ciclovia como outras intervenções relacionadas, como reforma de calçadas e readequações do viário. Portanto, não deveria entrar nessa conta, foi colocada só para subir a média. E ainda por cima é uma obra que seria tocada por qualquer prefeito que fosse eleito, pois já estava em andamento.

Máquinas pesadas foram necessárias para as alterações no canteiro central da Av. Eliseu de Almeida. Foto: Mauricio Martins

Máquinas pesadas foram necessárias para as alterações no canteiro central da Av. Eliseu de Almeida. Foto: Mauricio Martins

Eliseu de Almeida

Quem conhece a região há mais tempo sabe que abaixo daquele canteiro central há o Córrego Pirajussara, por isso ele é elevado em diversos pontos, tornando a intervenção um pouco mais complexa. É preciso deixar tampas de serviço em alguns pontos da ciclovia, para que possam ser utilizadas como acesso ao córrego. Houve readequação do viário em alguns pontos, além de toda a construção do pavimento. Pouco provável que as ciclovias que serviram para calcular as médias em outros países tenham essa característica.

É correto usar um projeto com características diferenciadas no cálculo dessa média, comparando com países onde as intervenções costumam se resumir a isolar um trecho do viário para a circulação de bicicletas, segregando no máximo com um meio-fio? Você decide.

O primeiro trecho da Ciclovia da Eliseu de Almeida, entregue em 2014, utilizou recursos provenientes de emendas de vereadores.

Concreto pigmentado foi utilizado na Ciclovia Pirajussara, na Av. Eliseu de Almeida. Foto: Willian Cruz

Ciclovia da Av. Paulista usará concreto pigmentado, como nesta foto das obras da Av. Eliseu de Almeida. Foto: Willian Cruz

Custo da ciclovia da Paulista

O custo da ciclovia da Avenida Paulista é alto porque, como no caso da Faria Lima, não é só a ciclovia que está sendo implantada. Há intervenções como a reforma das calçadas na Bernardino de Campos e a passagem de fibras óticas pelo subsolo do canteiro central – que, por sinal, está sendo totalmente reconstruído. É justo colocar o valor total da obra nessa conta, pra subir assim essa média? É correto usar essa média, que inclui projetos com intervenções mais amplas do que tradicionalmente é feito em outros países, para uma comparação com médias mundiais? Decide aí e conta aqui nos comentários da página.

Estruturação da matéria

Conduzir o raciocínio não é complicado para quem tem experiência nisso. Os elogios rasgados à importância das ciclovias no início da matéria tem o objetivo de desarmar o leitor que é favorável a elas, mostrando que a matéria está do mesmo lado que ele, que a intenção é ter ciclovias sim. Uma ótima estratégia de comunicação para fazer a argumentação descer mais suave. Como vi em um comentário na minha timeline: “mas eles até elogiaram as ciclovias, não devem ter exagerado na matéria”.

Como ficaria o gráfico com a comparação de custos retirando os projetos que têm perfil bastante diferente do que costuma ser feito nas "segregated bike lanes" criadas lá fora.

Como ficaria o gráfico com a comparação de custos, retirando os projetos que têm perfil bastante diferente do que costuma ser feito nas “bike lanes” criadas lá fora. São Paulo passaria a se equiparar a Copenhagen e Amsterdam.

Custo médio

Bem interessante o gráfico comparando o custo médio de ciclovias ao redor do mundo. Sério mesmo. Tudo bem que “apuração de um time de correspondentes no exterior” não é bem uma fonte, né, gente? Mas ok, os valores até que estão dentro do esperado. Só me pergunto por que ele não tinha aparecido até agora, quando se falava amplamente que 200 mil por km seria um completo absurdo.

A propósito, uma rápida busca por imagens de ciclovias em Berlim, a cidade que está no topo dessa lista, dá uma boa ideia de como elas são por lá: há ciclovias sobre a calçada, locais onde o ciclista circula a um palmo dos ônibus, em trechos onde não há nem tachões, só uma faixa branca, e situações de pavimento irregular e conversões esquisitas que deixariam os críticos paulistanos de cabelo em pé. E isso custando mais que o dobro da infraestrutura padrão implantada nas ruas de São Paulo.

Gostaria de ver um gráfico com o custo médio do km de avenida, ponte ou viaduto em São Paulo e no resto do mundo. Se alguém que nos lê se animar a fazer a pesquisa, apontando corretamente as fontes (em vez de “correspondentes no exterior”), publicaremos aqui.

Recomendamos a leitura do artigo Corrigindo os cálculos da revista Veja, no site Diário da Mobilidade, que fala sobre o real custo das ciclovias em outros países.

Contra as ciclovias

Há em andamento um movimento contrário às ciclovias em São Paulo, organizado e estruturado por políticos de oposição, com apoio dos editores de jornais e revistas tradicionais. Isso fica claro quando se lê matérias como essa da Veja, como essa outra do Estadão ou mesmo as fan pages de alguns vereadores ou deputados de renome. O objetivo é claramente partidário e faz parte da disputa pelo poder, mas traz consequências diretas sobre nossas vidas e nossa integridade física – não só pelo risco de reverterem o processo de implantação, nos deixando novamente nus em meio a motoristas intolerantes, mas também pelas agressões e ameaças crescentes de motoristas a ciclistas nas ruas, que passam a nos ver como coniventes com tudo de ruim que se imputa ao partido político do prefeito, só por circularmos de bicicleta nas ruas.

O pior de uma matéria como essa é acirrar o preconceito com ciclistas na cidade, um efeito que pode, indiretamente, levar a ferimentos e mortes por intolerância no trânsito. Mas duro mesmo é ter que aguentar gente com dificuldade de interpretação (ou desonestidade argumentativa mesmo) dizendo aos quatro ventos que “o quilômetro de tinta tá custando 650 mil”. E se você contesta, é chamado de petista, com toda a conotação negativa possível, quase criminosa, como se você fosse conivente com tudo que acontece de errado no país, do mensalão à falta d’água, do escândalo da Petrobrás à crise de segurança pública, só por acreditar que as pessoas que usam a bicicleta merecem ter suas vidas protegidas por ciclovias.

Ciclovias salvam vidas

Enquanto se discutem os pelos desse ovo, pessoas continuarão morrendo por falta de segurança no viário e pelo comportamento irresponsável de alguns motoristas. E o objetivo das ciclovias é justamente proteger quem se desloca de bicicleta. Nesse fim de semana, foi instalada a décima sétima Ghost Bike de São Paulo, uma bicicleta branca em memória de Noel Moreno Leite, que perdeu a vida na Av. Belmira Marin, zona sul da capital. E hoje, segunda-feira 9/2, uma moça ainda não identificada foi atropelada na Av. João Paulo I, Freguesia do Ó, Zona Norte. Em nenhum dos locais havia ciclovia.

Um exemplo bastante claro é a Av. Eliseu de Almeida. Prometida desde 2004 e mesmo com um fluxo diário de mais de 600 bicicletas (2012), a ciclovia só teve seu primeiro trecho concluído dez anos depois, em 2014. As mortes eram frequentes, como as de Lauro Neri (2012), Nemésio Ferreira Trindade (2012), José Aridelson (2013) e Maciel de Oliveira Santos (2014), e poderiam ter sido evitadas se as gestões anteriores tivessem atendido à demanda popular e às várias manifestações realizadas na avenida e junto à subprefeitura. Com o primeiro trecho pronto, em 2014, foram contados 888 ciclistas em 14h, um aumento de 53% em relação a 2012. Quase mil pessoas por dia que, agora, circulam de forma bem mais segura, sem o risco a que foram expostos Neri, Trindade, Aridelson, Santos e tantos outros anônimos todos os dias.

Segundo a pesquisa do Datafolha citada no início desse artigo, 90% das pessoas que já usaram as ciclovias são favoráveis a elas.


367 comentários para Sobre a matéria da Veja São Paulo e o custo das ciclovias na cidade

  • M.Mig

    Fabricio
    Apenas estou avaliando a obra em si. Porém não não vejo outra razão para não tornar publico os problemas e a utilidade pratica das ciclovias senão motivação politica. Se você consegue ver outra razão, peço que a publique. Também não tem como categorizar essa obra como “corajosa” a não ser por distorção causada por ideologia politica

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    • Fabricio Souza

      Se for assim, as obras do metrô também são motivação politica. Politicas ou não, qual obra de governo que seja, não é politica? Tudo é politico, não sejamos ingênuos.

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  • M.Mig

    Fabricio
    Apenas estou avaliando a obra em si. Porém não não vejo outra razão para não tornar publico os problemas e a utilidade pratica das ciclovias senão motivação politica. Se você consegue ver outra razão, peço que a publique.

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    • Alexandre

      M. Mig. A questão é simples. Eu não quero esconder nada, até porque os problemas estão lá pra todo mundo ver. A minha motivação para não ficar o tempo todo “esperniando” publicamente quando vejo algum problema é que isso não ajuda a prefeitura a resolver-los.
      Quem tem o papel de noticiar é a imprensa. O meu papel como cidadão é cobrar o poder público para que ele seja eficiente e faça bom uso dos recursos. E eu uso os meios que eu tenho à disposição para isso que são os canais de discussão com a sociedade.
      Dialogar com os interessados, se mobilizar e participar do dia dia da cidade traz muito mais resultado do que ficar fazendo comentário de desabafo em redes sociais e matérias da veja.
      pra você ver, se o MP tivesse procurado qualquer uma das associações de ciclistas para ouvir os dois lados antes de abrir um processo com argumentação totalmente equivocada, não teria pago o mico de ver o juiz indeferir praticamente tudo o que foi pedido.
      Se você quer saber eu não não apoiei o Haddad a eleição. Votaria nele por causa da Erundina, mas ela saiu da chapa então desisti de apoiar.

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  • M.Mig

    Alexandre

    Desculpe mais uma vez mas no fundo, você vê quem critica as ciclovias (de forma fundamentada) como criticas ao atual prefeito, o sua opinião é partidária e ideológica e não pragmática, você não quer que a imagem do atual prefeito seja manchada por esse “tiro n´água”. Escrevi um extenso texto mas percebi que não adianta explicar a quem não quer ouvir

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  • M.Mig

    Alexandre

    Desculpe mais uma vez mas no fundo, você vê quem critica as ciclovias (de forma fundamentada) como criticas ao atual prefeito, o sua opinião é partidária e ideológica e não pragmática, você não quer que a imagem do atual prefeito seja manchada por esse “tiro n´água”.

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  • M.Mig

    Alexandre

    Desculpe mais uma vez mas no fundo, você vê quem critica as ciclovias (de forma fundamentada) como criticas ao atual prefeito, o sua opinião é partidária e ideológica e não pragmática, você não quer que a imagem do atual prefeito seja manchada por esse “tiro n´água”

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  • Renan

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 1 Thumb down 6

    • Renato

      Mas é claro que precisa ter uma malha. E não dá para esperar ter 300, 400 km de metrô para só então ter uma malha cicloviaria. Metrô é uma obra lenta, demorada e CARA.

      Várias cidades que hoje possuem grandes malhas metroviárias levaram decadas para chegar nesse total. E não dá para os ciclistas esperarem 20, 30, 40 anos para ter uma malha cicloviaria como alternativa ao transporte publico e ao carro. Nada impede que se construa metrô e ciclovias ao mesmo tempo.

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      • Renan

        Acredito que só o fato de não se ter a integração e infra nas ruas já inviabiliza a ciclovia, exigindo verdadeiros projetos, logicamente mais demorados, mas planejados. O “tal de projeto simultâneo” que fala dá nisso que temos hoje: ciclofaixas implementadas de maneira porca e oferecendo riscos aos próprios ciclistas e pedestres, é só ver nas fotos e vídeos: ainda vai negar a péssima e proibitiva implantação, apenas com umas tartarugas e tinta para pintar faixa? Separar um cantinho da pista e pintá-la é fácil. Quero ver fazer mais uma pista de fato, alargar ruas e comprar terrenos para essa implementação, construir grades de proteção, tornar os acostamentos planos… Isso a prefeitura não faz… Portanto tem que esperar sim, infelizmente, pois a porcaria dessa cidade não tem planejamento algum e quando se quer fazer alguma coisa é essa desgraça politiqueira que vem empurrando qualquer coisa. Se todos os projetos fossem planejados como o da Paulista, nada a comentar. E um grande problema que não vejo exigirem, até maior que a falta de vias para se andar, claramente é onde deixar a bicicleta: deveriam começar por fazer estacionamentos seguros e com tempo mais flexível para deixar as bicicletas. Eu mesmo aderiria ao uso de bike se tivesse mais estacionamentos próximos da onde trabalho. Próximo da estação já tem, mas só pode deixar no máximo 48 hrs, além de não ter estacionamento para deixar a bicicleta quando chego no destino. Lógico, mesmo assim não tenho o mínimo de estímulo para andar no centro, com vias estreitíssimas e tendo que dividir esse espaço com pedestres (já vi idosos se dando mal muito bem nessas vias mal feitas de duas mãos onde é apenas uma mão para carros…).

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        • CiceroS

          “Eu mesmo aderiria ao uso de bike se tivesse mais estacionamentos próximos da onde trabalho. Próximo da estação já tem, mas só pode deixar no máximo 48 hrs, além de não ter estacionamento para deixar a bicicleta quando chego no destino.”

          Onde você trabalha, Renan? Não tem como deixar a bicicleta lá? Ah, e por que “só” 48 horas, já não é tempo demais?

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          • Renan

            Ora, você trabalha de sábado e domingo?

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            • CiceroS

              “Do que adianta ter garagem de bicicletas se elas não podem ficar lá por mais de 2 dias? Como ficam as pessoas que não trabalham de sábado e domingo?”

              Ainda não entendi seu raciocínio, Renan. Não importa o dia da semana, você chega de bicicleta, guarda ela no bicicletário (ou público, ou particular, da própria empresa, por exemplo) antes de iniciar o expediente e, ao final dele, pega a sua bicicleta e vai embora, pedalando de volta pra casa.

              Mas teu expediente dura 48 horas ou mais, é isso?

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              • Renan

                Não se faça de sonso, não moro tão perto do meu trabalho para ir um percurso inteiro de bike…

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              • Renan

                É por isso que aos poucos perde-se o apoio. Como não conseguem pensar nem um pouco nesse tipo de situação???

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              • Renan

                Nunca parou para pensar que você não é obrigado a seguir um trecho inteiro entre sua casa e o trabalho. Se o cara mora em Itaquera e trabalha em Pinheiros, você vai falar para ele ir trabalhar de bike??

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              • CiceroS

                Sim, penso sim nessa situação: o(a) trabalhador(a) mora na Zona Leste, como no seu exemplo, mas longe de uma estação de Metrô ou de um grande terminal de ônibus. Então, com sua bicicleta, ele se desloca até aí, a deixa num bicicletário e continua o trajeto através de transporte público de massa, ida e volta. Pronto.

                Outra situação: o filho(a) desse trabalhador(a) gostaria de ir de bicicleta para a escola, mas… Não é muito longe, mas ele precisa passar por ruas e avenidas sem ciclovias, e é muito perigoso sem elas. E como não há rede cicloviária, a própria escola não garante um espaço apropriado (bicicletário) para as bicicletas dos(as) alunos(as). Mas se houvesse demanda (criada justamente pelas ciclovias), a própria escola teria que providenciar o bicicletário.

                Ah, e a escola passaria a fornecer educação de trânsito continuada para pais e alunos, inclusive com informações precisas sobre os benefícios da bicicleta, além de outros muito sabidos, como meio de transporte.

                Ah(2), ia esquecendo: não sei se você está informado, Renan, mas a reforma da ciclovia da Radial Leste está em projeto, viu? Inclusive com continuação dela até o centro da cidade.

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              • Renan

                Cicero, você ainda está se fazendo de songo mongo…. E se você vai para a estação a pé, devido a um trecho de ladeira ignorante que até a pé difícil de ser realizado? Dou diversos exemplos: Vila Madalena, São Joaquim, Paraíso (se você mora na direção da Aclimação…), Alguns trechos da Saúde com ladeiras até a estação… Pois bem, e ao chegar na estação de destino, você desce nela e aí sim lá é viável se utilizar bicileta? (Exemplo: trechos planos da Paulista, Faria Lima, Vergueiro, trechos da marginal, etc). Na volta, você pegará novamente essa estação, mas você não mora na região, e nem levará a bicicleta de volta para casa. Então você deixará a bicicleta estacionada no bicicletário, volta para sua casa de metrô ou trem e só retorna ao trabalho na segunda (hoje é sexta, por exemplo). Entendeu? Estranho? Pense um pouco mais e verá que não é nada estranho pela ótica de uma integração de modais. Então não e apenas um “pronto”…

                Seu exemplo da criança é um pouco equivocada. Em São Paulo, as crianças só não vão sozinhas a escola por segurança (por exemplo, abordagem por estranhos, assaltos, raptos, etc). Esse é o principal motivo de não irem sozinhas a escola. Se fosse só por uma questão de transporte, isso seria fácil de resolver, mas não é esse o caso e nunca foi… Só para sua informação, todas as escolas de bairro que vejo possuem bicicletário, e muitos alunos vão de bicicleta sem precisar de ciclovia.

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              • CiceroS

                Renan, eu escrevi sobre uma situação genérica, esquemática, pra uma compreensão mais fácil, digamos assim. Mas pra cada caso, pra cada dezena de casos, pra cada centena de casos, pra cada milhar de caso, um decisão, uma solução, uma adaptação, né?

                E uma dessas é: no trecho com ladeira, você desce com bicicleta e sobe desmontado. Ou quando você está a pé você não sobe ladeira porque você está a pé? Eu moro numa região alta, pra “sair” daqui é uma maravilha, pra voltar, claro, nem tanto. Mas eu racionalizo: em trechos poucos íngremes de bicicleta, outros desmontado. Pronto.

                E outra é: dar abrangência a um sistema de compartilhamento de bicicleta, público ou privado, conectado com ciclovias e transferência de modais (ônibus, Metrô).

                Agora, você tem que dar uma opção abrangente, né?, que no debate aqui é: uma planta cicloviária para a utilização de milhares de pessoas, mas onde cada um, cada dezena, cada centena possa fazer o uso mais apropriado e específico dela.

                Bom, quanto ao exemplo escolar… Queria que você antes explicasse melhor: sim, crianças crianças não vão sozinhas pra escola, elas vão com a mãe ou o pai, irmãos ou irmãs maiores, outras crianças, mas acompanhadas por alguém responsável… E essa gente toda não poderia estar de bicicleta também?

                E aí você diz que todas as escolas de bairro que você conhece “possuem bicicletário, e muitos alunos vão de bicicleta”. Eu poderia questionar isso. Quer dizer, não isso, não esse fato que você observou, mas que você incorreu numa contradição aí, que primeiro você fala uma coisa, e depois outra que…

                Mas deixa estar. O que eu não quero é enfatizar mesmo é essa última parte: “…e muitos alunos vão de bicicleta sem precisar de ciclovia.” Puxa vida, Renan, a impressão que me passa é que pra você tanto faz a segurança dessas crianças que vão de bicicleta pra escola, é isso?

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            • Alexandre

              Renan, não sei a qual bicicletário vc se refere, mas creio que seja o largo da batata. Esse seu caso é meio estranho, deixar a bike no fds justamente quando seria legal te-la em casa pra passear na ciclofaixa de lazer, mas enfim.. Aquele bicicletário realmente não deixa ficar mais que 48h para que ninguém deixe a bike “encostada” lá. Mas sinceramente, acho que vc não procurou direito. Se for nas garagens por perto ou ate no seu próprio prédio(se for o caso) vai encontrar um lugar pra deixar a bike amarrada nem que seja pra pagar alguma mensalidade. Que com certeza sera muito menor que a de um carro. Além disso voce pode optar por uma bike dobrável que talvez se encaixe perfeitamente no seu caso.
              Olha desculpa ser sincero assim, mas quando a gente quer alguma coisa a gente vai lá e faz não fica pondo a culpa em uma coisa ou outra. Vejo umas meninas andando de bike no meio dos carros hj em situações que nem eu tenho coragem. Então é só querer. Se um dia quiser auxílio tenho certeza que pode encontrar um bike anjo para te dar umas dicas para ir pedalando com segurança pro trabalho.
              abraços!

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              • Renan

                Alexandre, serei sincero, e acredito que isso também seja uma questão para a maioria das pessoas: para mim não é nada legal ter que ficar carregando uma bicicleta, um grande volume, mesmo que dobrável. Só de ver a situação de um no Metrô Consolação, era uma agonia: o cara atrapalhava a saída de quem queria sair e a entrada de quem queria entrar no trem, e sei que não era por querer, mas o grande volume não o tornava capaz de mover adequadamente pelo trem. Lógico que ninguém vai falar nada, e ninguém também pode, mas na prática já sabemos o resultado… Depois, na hora de sair, o cara tinha que ficar carregando aquele volume no ombro, sendo muito mais pesado que uma mochila… É como carregar minha mochila nas costas: não gosto, me faz suar para caramba e me deixa cansado e com menos energia para meus afazeres para com o trabalho, mas infelizmente tenho que carregar a maldita porque é mais fácil do que carregar na mão meus cadernos e computador. Por sorte, em meu trabalho não se exige o uso de vestimentas finas.

                Mesmo podendo pedalar com a bicicleta, seria um saco fazer isso por quilômetros e mais quilômetros de distância (e não faria sentido fazer trechos tão grandes se você pode chegar em instantes com Metrô). Está certo que numa situação de lazer, a hitória seria outra, mas numa situação cotidiana, seria um saco. O ideal seria poder fazer tudo a pé e com transportes de massa, como Metrô e ônibus (não sou muito fã de ônibus porque não são confiáveis). Entretanto a cidade de São Paulo é extremamente grande e seria impossível realizar todas as suas atividades a pé.

                Entendo que a maioria dos ciclistas são entusiastas, uma geração saúde, muitos encarando a questão por interesses de lazer, e poucos mesmo realmente dependem da bicicleta, seja por uma questão de economia ou localidade, como deslocamento bairrista (por exemplo, em bairros residenciais, como nas ruas residenciais planas da Saúde e Aclimação. No interior de São Paulo e do Paraná, eu mesmo que já morei já vivi muito isso quando criança. No meu caso, vejo que poderia potencialmente ser não uma necessidade, mas uma alternativa melhor que um trecho a pé, visto que, apesar de eu gostar de andar, seria mais cômoda uma bicicleta para o trecho entre a estação e meu trabalho, poupando tempo e me expondo menos ao calor do sol. Não é a toa que apoio projetos como o da Paulista(trechos retos, com espaço dedicado a ciclistas no canteiro central e que realmente fazem o ciclista poupar tempo, num trecho separado por grades e planejado). vejo que na Faria Lima isso também pode ser possível. Tirando o agravante de onde se deixar a bicicleta depois, com segurança… Sem amarrar em postes, hein?

                Vejo nas novelas e desenhos japoneses um extremo incentivo sim pelo uso de bicicletas. Mas antes de ficarem citando exemplo de vários países com ciclovias, vejo que, pelo menos no Japão, a maior parte do trajeto dos usuários se dão por vias sem ciclovias e ciclofaixas… Ou seja, o incentivo a utilização da bicicleta se dá junto com o compartilhamento de veículos e pedestres andando sempre na mesma via: a diferença é que lá o pessoal é educado e bem orientado, prudente, andam a velocidades baixas, podendo sempre evitar acidentes fatais (para se ter uma ideia, nem calçada tem para pedestres, pelo menos nas cidades que pude observar). E não se enganem: só usam bicicleta se de fato o trecho for próximo de suas residências. Pouquíssimos utilizam a bicicleta para percorrer trechos longos de trajeto.

                Mas eu não a usaria por lazer: meu lazer é andar pela cidade, ver cada canto, observar com calma, ver o movimento. Lógico que isso está fora de questão, mas o ponto é que a questão mesmo deveria ser visto mais pelo lado da praticidade, e não por uma visão entusiasta e de lazer. Ao andar de bicicleta, você deve agir como um motorista: deve prestar atenção no trânsito a sua volta e estar atento para evitar acidentes e preservar também sua integridade, ou seja, mesmo que não seja um carro ou uma moto, você ainda tem responsabilidade pela condução, e se guiada de maneira irresponsável você pode sim causar um acidente. Não é a toa que já pude presenciar sim acidentes feios entre ciclistas e pedestres, muitos inclusive doidos conduzindo em alta velocidade em trechos cheio de pedestres. Num desses, meu amigo teve que engessar a perna, e o desgraçado que atropelou continuou, provavelmente não querendo se dar mal depois…

                Bom, finalizando, realmente você tem razão, é questão é só querer, e concordo contigo. Mas veja bem, não vejo razão nessa obstinação, e também não vejo obrigação em se ter tal obstinação. Vejo apenas uma potencial variação de modal, mas não que justifique como prioridade de ações tantos gastos e tanto empenho assim na atual conjuntura e a crise que o país vive. Ainda assim, defendo a construção de ciclovias, desde que racionalmente, tirando o melhor do que já temos, integrando-se com os meios de transporte de massa e implantando mais estacionamentos como os próximos da estação do largo da Batata, não importa se for cara ou não, desde que haja racionalidade nisso, como a possibilidade de integração, sempre pensando na comodidade e viabilidade das pessoas em questão, não importando se são ou não ciclistas. Mas não encaro trabalhos extras como “carregar” a bicicleta pela cidade: se para você isso é banal, para mim é um saco, assim como deve ser para a grande maioria. É extremamente incômodo, como o exemplo de você carregar uma mochila nas costa.

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        • Vitor

          Eu não entendi direito sua colocação. Você quer ter a bike na região do trabalho? Tipo, sair de casa a pé ou de ônibus, pegar o trem/metrô, desembarcar, pegar a bike e ir até o trabalho pedalando?
          Se for isso fica mais difícil mesmo. Nunca tinha ouvido falar de alguém que faz isso, mas é uma possibilidade… Explique melhor.

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          • Renan

            É essa a ideia, integração entre modais que tanto falam.

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            • Vitor

              Olha, Renan, realmente é um caso bem raro. Como já disse, ainda não tinha pensado nisso, mas alguém que faz isso certamente está abdicando da bicicleta para qualquer outra coisa. Será que alguém faria isso de carro? Afinal, já discuti isso com outro rapaz aqui que propôs a integração também com estacionamentos de autos nos terminais/estações. Talvez não, um carro é um bem muito mais caro do que uma bicicleta para dispor somente para trabalhar e abdicar de todas as suas outras serventias porque ele está longe.
              Mas ainda é factível. Digamos que você encontre um estacionamento que aceite mais que 48 h de estadia. Você realmente pretende deixar a bike lá e pagar múltiplas diárias? E no caso de sair de férias, ainda assim pagaria? Ou você volta para casa pedalando no último dia, vai buscar de carro ou tem algum lugar no seu serviço que você possa deixar por tanto tempo? E se você ficar doente? Alguém vai buscar para você ou você arca com o custo dela passar tanto tempo lá? Daí eu acho que seria injusto até com você.
              Veja, é uma hipótese rara, mas plausível, principalmente se puder dispor da bicicleta ou tiver outra em casa, mas ainda é algo difícil de equacionar. Podemos continuar elaborando?

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        • Gustavo

          Desculpas…só desculpas….Tem que se pensar no futuro, não só no presente!

          Rio de Janeiro não esperou e lá tem 400 km de ciclovias. Bogotá não tem metrô e tem 380 km
          Buenos aires tem mais quilometragem de ciclovias que tem de metrô. Veja esses links

          http://blogdociclista.com.br/sao-paulo-nao-foi-feita-para-pedalar/

          http://tv.estadao.com.br/videos,geral,longe-das-ciclofaixas-bicicleta-ja-e-transporte-na-periferia-de-sp,331408

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          • Renan

            Não é desculpa, é fazer direito! Pensar no futuro é fazer direito também. Pensando por outra ótica, quem está, então, pensando apenas no presente? Aqueles que querem que implementem de qualquer jeito, chutado, ou aqueles que exigem um projeto bem feito e que dure e seja transitável por anos?

            Já ouviu o ditado? Quando um castelo começa errado, deve derrubá-lo e começar novamente a construção para fazê-lo direito.

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    • Alexandre

      Todo mundo quer boas ciclovias, principalmente nós ciclistas. Eu tenho muitas críticas a fazer com relação a alguns problemas que vejo nas ciclovias implantadas. Porém as faço no foro correto que são as audiência, no SAC da prefeitura, e participando das discussões com cicloativistas e pessoal da CET. Recentemente foi criada camara temática da bicicleta onde 22 ciclistas nos representarão colocando nossas duvidas e reclamações em discussão diretamente com a SMT e a CET.
      Eu não vou sair por ai criticando publicamente a iniciativa inédita e corajosa de por em prática uma malha cicloviária que ficou engavetada por décadas.
      O problema é pensar que os ciclistas que defendem o que está sendo feito estão felizes com serviço mal feito. Basta você aplicar isso a outros tipos de obras na cidade. Acho que todos defendem a construção de mais metrôs. Mas ninguém gosta quando o metro demora pra ser inaugurado ou quando inaugura uma estação sem abrí-la ao público correto? Quando tem uma obra de construção de esgoto, vcs deixa de defender a obra porque as faltaram a rua antes de passar a tubulação? Será que seria melhor sem o esgoto então?
      Cobrar que as coisas sejam bem feitas é uma atitude diária, e não uma ação que MP faz quando acha que o assunto vai dar discussão.

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      • Renan

        Pois acho que tem que ser criticado publicamente, porque na política tudo funciona desse jeito: só fazem algo direito quando publicamente a coisa aperta. Se o prefeito se propôs a fazer isso, pois bem, agora que faça bem feito!!! Lógico que sair perfeito não sairá, mas tem que ter empenho, nada de “compensatório”. E, como já coloquei, defender a construção é uma coisa… Defender o projeto, meu, isso é outra. Não dá em hipótese alguma para defender projetos chutados. Se começa errado, tem que embargar sim, quando está no começo. Pior ainda: tornar operacional, colocando a vida de muitos cidadãos em risco, cadê a responsabilidade? Estações que inauguram e não é aberto a público, ou ruas mal feitas onde não se passam tubulações são ações politiqueiras, irresponsáveis, tenho pavor de obras “antecipadas” feitas de qualquer jeito. Dou como exemplo algumas ruas da Liberdade que ficaram intransitáveis: tudo isso porque a coisa foi mal feita no passado!!

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        • Alexandre

          Eu adoro o bairro da Liberdade. Só acho que já devia ter fechado algumas ruas para os carros. Seria muito melhor para comercio. No domingo fica até difícil andar porque insistem em deixar os carros passarem.

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        • Vitor

          Essa sua fala (defender a ideia, não o projeto) me lembrou de um episódio no CEFET-PR no início da década passada. Antes da greve, diversos pais de alunos do ensino médio manifestaram apoio às reivindicações dos professores. Mas depois que a greve começou e passou a se estender, retiram esse apoio pedindo o fim da greve pois prejudicava os seus filhos.
          Moral da história: Nosso apoio é incondicional quando traz benefícios sociais, mas se estende apenas até onde não somos diretamente atingidos

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  • Marcelo

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    • Alexandre

      Perseguição?
      Discutir com argumentos alguma coisa é perseguir?
      Quando alguém vem aqui falar que as ciclovias tem problemas eu sempre concordo. Ela tem alguns problemas mesmo e precisam ser corrigidos. Agora dizer que está tudo errado, ai quero que a pessoa apresente argumento. Eu apresento os meus e como eu estudo e me informo, sei do que estou falando. Ando todos os dias pelas ciclovias e sim elas funcionam. Tem adesão crescente. Na da Eliseu de Almeida foi mais de 50% de crescimento. Novas pesquisar estão sendo feitas e em breve teremos mais números que vão comprovar isso.

      Mas fiquei intrigado mesmo foi com a sua última frase: “Quando alguém diz que as ciclovias não funcionam é porque elas não funcionam mesmo, é fato e não opinião.”

      Quer dizer que se alguém diz alguma coisa aquilo é fato? Tipo quando vc diz eu que eu estou perseguindo as pessoas, isso é um fato?

      Caramba, isso é o que eu chamo de ser dono da verdade.

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    • ALEKSANDRO

      Marcelo

      Vou usar sua lógica. ..

      Vc é um trol, generarizador, desprovido de argumentos. ..

      Pq quando alguém fala que vc escreve besteira e não sabe o que fala é pq vc escreve besteira e não sabe do que fala mesmo. Isso é fato, e não opinião..

      Viu como soa muito feio meu amigo..

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    • Renato

      Os 380 km de ciclovias mandam lembranças . . .

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      • Renato

        Ops, do Rio de Janeiro…

        Estive lá no ano passado e fiquei impressionado com a quantidade de ciclistas que pedalam nos horários de pico. Ainda mais numa cidade de clima muito mais quente que aqui…

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  • Robinho

    Infelizmente SP sempre foi uma cidade sem planejamento, salvo raríssimas exceções. O alto preço a pagar reflete-se em uma mobilidade caótica, sob todos os aspectos. Não haverá milagre algum, pois a “roda” já foi inventada há muito tempo. Os exemplos de cidades, com população bem próximas a de SP, mostraram que ciclovias são viáveis e necessárias para equalizar o fluxo de trânsito. Por que contestar o óbvio? Simplesmente porque o prefeito pertence ao partido A e não ao B? A isso dá-se o nome de manipulação, em qualquer lugar do planeta e, até prova em contrário, não há qualquer indício de corrupção nesse governo metropolitano.

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  • Erica

    A questão da ciclofaixa se trata apenas de tentar fazer um comparativo com outros países.
    Ainda, cada cidade e estado tem as suas peculiaridades.
    Vejamos São Paulo.
    O paulistano não tem o costume de pedalar, não só pelas condições físicas e culturais, mas também em razão do clima, geografia, higiene etc.
    Note-se que grande parte dos paulistanos não trabalha próximo ao seu trabalho, assim, seria obrigado a pedalar, no mínimo, 30 minutos a 1hora, se não mais. Se a cidade fosse plana OK. Porém, como todos nós sabemos a cidade de São Paulo não é plana, claro que há alguns POUCOS pontos que são, mas a cidade é cheia de altos e baixos. Ainda, o Brasil é um país tropical. Imagina você chegar no seu trabalho todo suado??!! Bem, há algum lugar para tomar banho? Normalmente, não. E ai?
    Não bastasse esses problemas, o governo do município de São Paulo estão implantando as ciclofaixas sem qualquer estudo.
    Ciclofaixa poderia ser uma opção para a solução ao trânsito em SP? Poderia, mas não existe solução imediata. Há a necessidade de um estudo de engenharia de trânsito para verificar como a ciclofaixa poderia impactar no trânsito, bem como como poderia ser realizada a integração das mesmas.
    O governo municipal incentivar o uso de bicicleta, se possível com incentivos fiscais. Ainda, poderiam pensar em uma lei que incentivasse as empresas a empregarem pessoas que morem próximo do local de trabalho. Assim, os empregados poderiam usar como meio de transporte as bicicletas.
    Tudo isso poderia ser feito, mas como estamos no Brasil, não há estudos e tudo é imposto. Alguns aceitam, outros não, contudo, o resultado é o mesmo: PIZZA!

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  • Paulo Ferraz

    Cada um so v o q quer, mas custa caro e tem pouco resultados. Muito dinheieo para pouco resultado

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  • Newton

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  • Silvia

    No bairro vila Campestre, em que moro, da noite para o dia foi instalado uma ciclovia. Se houve algum planejamento antes de pintarem as faixas, eu não sei. Porém vou lhe falar o que eu via antes da ciclovia e depois dela instalada: Antes, a rua em questão da acesso a Av. Santa Catarina (importante via do bairro que da acesso a Av. Roberto Marinho e Washington luís, entre outras), sempre foi congestionada pois só contava com 2 faixas para um número muito grande de veículos que trafegam diariamente.
    Criaram a ciclovia, deixando a rua com uma única faixa para a mesma quantidade de carros, ônibus e etc, e o trânsito que já era muito ruim ficou infernal. Planejamento? Duvido que tenha havido algum, convido-lhe caro Willian Cruz para da uma olhada nesta ciclovia e, te desafio a defender a criação dela neste local.
    E quanto aos ciclistas que utilizam a faixa? Também te desafio a defender a relação custo benefício do projeto, sem exageros e sem dramas, em dois meses de funcionamento da ciclovia, passando em frente as faixas em diversos dias e horários, ate o momento os únicos usuários que eu vi fora: uma mãe empurrando um carrinho de bebe e motociclistas.

    Não sou contra ciclovias, tive a oportunidade de vê algumas fora do país, vi o quanto são eficientes, no entanto elas dão a impressão que foram muito bem planejadas antes de serem criadas, ao contrário do que se esta sendo feito em São Paulo, faixas pintadas no chão e empurradas garganta abaixo da população.

    Mais uma vez, te desafio a defender a criação da ciclovia neste local.

    Silvia

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    • Vitor

      Silvia, não basta ver as ciclovias funcionando fora do país, você precisa também entender o contexto em que elas foram criadas. Nenhuma ocorreu sem oposição ou críticas. Nem foi implantada e imediatamente em seguida bem utilizada como vemos hoje.
      Suas críticas são bem vindas. Mas também te convido a refletir e estudar sobre o momento que as cidades brasileiras estão passando. Muitas pessoas têm carro em casa e o hábito de utilizá-los, afinal as condições para tal foram criadas há muitas décadas atrás e continuam sendo estimuladas. Agora, esse não é o caso das bicicletas. As condições só diminuíram com o passar dos anos. O resultado, eu vejo nas pessoas comentando comigo que querem voltar a pedalar (por n motivos) mas não têm bicicleta, ou a que têm precisa passar por uma revisão pois não está em condições de uso, de tanto tempo que está encostada.
      Sobre teu exemplo específico: O trânsito já era complicado nessa via de acesso à Av. Sta. Catarina. Ninguém quer uma via de acesso saturada. Isso gera estresse, desperdício, atraso, poluição etc. Então, quais são as soluções (afinal, nenhum problema complexo se resolve com uma única ação)? Mas aponte soluções plausíveis e que efetivamente melhorem a qualidade de vida da população.

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      • Alexandre

        Também moro na região e conheço essa ciclovia. Ali é que vc não tem muitas alternativas para subir da região da vila Campestre para a Av Santa Catarina. Todas as ruas ali são íngremes e com uma circulação bastante parecida de carros. A diferença nesse caso é que tem um posto de saúde por onde passa a ciclovia o que em alguns horários deve gerar mais trânsito. A solução ali pode ser uma sinalização melhor ou a proibição de estacionamento no trecho mais estreito. A rua é estreita somente em um trecho, dois quarteirões para cima ela fica bem mais larga.
        Acho que é sempre possível fazer as correções necessárias ao invés de invalidar completamente a iniciativa. Mesmo hoje tendo uma circulação reduzida de ciclistas a faixa vai dar acesso a outras ciclovias que surgirão na região e com o tempo mais pessoas vão utiliza-la. Eu conheço algumas pessoas que moram na Vila Mascote e fazem esse trajeto todo dia. A função desses ciclovias em subidas é muito importante. Elas protegem o ciclista em um momento em que ele está fazendo muito esforço físico e tende a ter que dar algumas paradas ou fazer um zigue zague. Imagine isso com um carro atras buzinando e te pressionando. Agora imagine que o ciclista é uma mulher ou uma criança.

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      • Luiz

        A solucao de mobilidade pra qq grande cidade do mundo e transporte urbano de massa, ou seja, trens e metro. Qq grande cidade com ciclofaixa, ciclovia como New York, Londres, Paris, etc tem uma malha gigante de metro e trens, sendo a bicicleta modal alternativo. Nao tem como achar que 12 milhoes de pessoas vao usar bicicleta pra se locomover por uma cidade do tamanho de SP, com a geografia de SP, com o clima de SP, morando longe do trabalho. Ciclovia e importante, mas nao e solucao de mobilidade, e alternativa apenas. Solucao e trem e metro. Alem disso, muitas cidades tem bicicletarios para guardar as bicicletas, o que nao vejo em SP, a nao ser algumas empresas que oferecem isso a seus funcionarios.

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        • Alexandre

          O grande problema é querer enxergar a ciclovia como algo que está atrapalhando outro modal de crescer. O investimento tem que ser feito em todos os modais. Corredores de onibus, faixas exclusivas, trens, metro, e ciclovia. Todas as cidades citadas fizeram o investimento em todos os modais ao mesmo tempo e por isso não precisaram fazer 400km de ciclovia em 2 anos. Em São Paulo estávamos sem investimento em ciclovias à décadas. O que a prefeitura tem feito é corrigir uma defasagem histórica. Se você pegar os projetos da década de 80, tinha previsão pra 300km. Praticamente nada foi feito. E o que foi feito foi uma ciclovia beirando o rio pinheiros que não tinha acessos nem ligações com outros modais.
          Fazer uma implantação assim sempre gera problemas. Nova Iorque que tem um orçamento 3x maior que o de São Paulo fez mais de 500 km em 6 anos. E demorou mais 6 anos para que que as pessoas aceitassem a ideia e aderissem.
          Bicicletários vão surgindo aos poucos, conforme a demanda vai crescendo. A prefeitura tem 3 em planejamento, mas precisa de parceiros como no que foi feito no largo da batata. No geral os prédios comerciais não barram a entrada de funcionários com bicicleta. Talvez não tenham um local adequado mas sempre tem como deixa-la presa. A discussão não pode ser essa de que as pessoas não vai querer usar, porque sem a estrutura disponível não tem como saber isso. Quem mora longe do trabalho hoje pode vir a morar perto amanha, ou querer ir ate a padaria, supermercado, resolver qualquer coisa de bike. Temos que abrir a cabeça para as possibilidades.

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          • Luiz

            Desculpe, mas entao nao sabe o que aconteceu. Em NYC por exemplo, o grande crescimento de ciclofaixas se deu no governo do Bloomberg, nao houve esse tal de investimento em todos os modais ao mesmo tempo. Ja havia um grande sistema de metro e trens. E assim em todas as grandes cidades. E so ver de quando sao as linhas de metro e trem e seu crescimento, contra a mesma informacao das ciclofaixas. Se viajar para essas cidades podera ver diretamente isso.

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            • Renato

              Bogotá não tem metrô e tem 400 km de ciclovias . . .

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              • Luiz

                E vc realmente acha Que bogota e um referencial importante ja que a cidade tem 1570 km2 e sao paulo tem 250.000km2…. ??? Sao paulo e 160 vezes maior…. Tem que ter metro. Nao sou contra ter ciclovia, so nao acho que seja a prioridade

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              • Vitor

                Luiz, você confundiu a área do estado com a do município. E Bogotá tem 1,636km².

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              • CiceroS

                Pô, Luiz…

                São Paulo:

                Área 1.521,110 km²
                População 11.253.503 habitantes (2010)
                Densidade demográfica 7.398,26 hab/km²

                Bogotá:

                Área 1.605 km²
                População 6.480.116 habitantes (2005)
                Densidade demográfica 4.261,75 hab/km²

                Putz, quando alguém começa com “não sou contra ciclovia…”, sempre lembro do: “Não tenho preconceito contra __________, mas…”

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            • Fabricio Souza

              Complexo de vira-lata….

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          • Luiz

            Complementando:

            Londres
            Inauguração – 1863
            Passageiros por dia – 2,7 milhões
            408 km

            Nova York
            Inauguração – 1904
            Passageiros por dia – 4,8 milhões
            368 km

            Tóquio
            Inauguração – 1927
            Passageiros por dia – 7,2 milhões
            292 km

            Seul
            Inauguração – 1974
            Passageiros por dia – 5,5 milhões
            287 km

            Moscou
            Inauguração – 1935
            Passageiros por dia – 8 milhões
            278 km

            Madri
            Inauguração – 1919
            Passageiros por dia – 1,7 milhão
            243 km

            Paris
            Inauguração – 1900
            Passageiros por dia – 3,6 milhões
            212 km

            Cidade do México
            Inauguração – 1969
            Passageiros por dia – 3,9 milhões
            201 km

            Chicago
            Inauguração – 1892
            Passageiros por dia – 500 mil
            173 km

            Washington
            Inauguração – 1976
            Passageiros por dia – 560 mil
            169 km

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            • Alexandre

              Luiz,

              Realmente Nova Iorque teve uma grande expansão das suas ciclovias no governo de Bloomberg. Mas antes da expansão já existia um rede cicloviária considerável. E ela começou antes da rede de metro. Mais precisamente em 1894. ela foi crescendo ao longo dos anos assim como o metro teve periodos de maior e menor expansão. Se quiser ver a expansão das ciclovias em nova iorque tem esse site muito legal com um filminho de alguns segundos que demonstra essa expansão em 120 anos: http://www.streetsblog.org/2014/07/21/watch-the-nyc-bike-network-grow-and-evolve-over-120-years/
              Mas diferente do que você disse, eles sempre continuaram a expandir todos os modais de transporte. Veja nessa matéria que em 2006, ano que foi iniciada a expansão das ciclovias classe II, eles tinham um grande projeto para o metro: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1911200603.htm

              Nas cidades da europa em geral as bicicletas já eram um modal de transporte desde o século 19. Mas lá elas ficaram durante décadas em 2o plano também, principalmente depois da 2a guerra mundial por conta da expansão das economias e uso crescente dos carros. Somente na década de 70 com a crise do petróleo as cidades voltaram a enxergar a bicicleta como uma opção para o transito. Exatamente na mesma época de grande expansão da maioria das linha de trem e metro.
              (Engraçado isso, pq o Brasil teve seu “milagre economico” justamente nessa época o que me leva pensar que talvez teriamos mais bicicletas nas ruas se tivessemos seguido pelo mesmo caminho europeu).
              Se quiser conferir 2 exemplos veja esses dois vídeos sobre amsterdam e copenhague:
              https://www.youtube.com/watch?v=BqhZMh6dQNM
              https://www.youtube.com/watch?v=2g0aghfjxag

              É claro que nos últimos anos está acontecendo no mundo inteiro um boom do uso da bicicleta como meio de transporte, o que levou as cidades a investirem mais em na expansão da infraestrutura. Mas como você disse a bicicleta não deve ser considerada um solução unica para mobilidade, ela deve ser uma solução complementar. Embora em algumas cidades na europa como copenhague mais de 50% das pessoas use a bicicleta como transporte para o trabalho.

              Na minha opinião ainda há muito o que fazer em São Paulo na questão de transporte público. Muito mesmo. Mas não considerar a bicicleta como uma opção de deslocamento e deixar de investir em um plano cicloviário abrangente e com conexões com outro modais seria muito pouco inteligente.

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    • ALEKSANDRO

      Não sou o William cruz mas aceito seu desafio. Os carros são largos e quando estão em grandes quantidades ao mesmo tempo na mesma região causam o inferno que vc mencionou, e com isso tendem a possuir um baixo desenvolvimento de velocidade média no trajeto. O poder público em qualquer lugar do mundo tende a contar com a sensibilidade do povo, e por onde vc passou sei que as pessoas perceberam que carro é inviável, e que o plano de ciclovias vai sim, dar certo quando vc, eu, nossos familiares, amigos e vizinhos mudarem seus hábitos. E não é demagogia, sou um feliz proprietário de carro completo, com banco de couro e três módulos de som.
      Te desafio a fazer os seus trajetos diarios de bike…
      Só pra contar: faço 50km ida/volta pra trabalhar, de carro pela marginal tiete levo 3:30hs ida/volta no trânsito, de bike levo 2:40hs cortando pelo centro.
      Lá fora o poder público planeja e o povo muda o hábito e dá certo. Aqui o poder público planeja e pessoas como vc experneiam. A velocidade média das bikes é maior que a dos carros na cidade com trânsito, isso é fato. Aceita que doi menos.

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      • Newton

        A bicicleta é um meio de transporte viável, sou a favor do estímulo ao uso desse meio de transporte.
        Porém, não nos esqueçamos que nem todos possuem condições físicas para pedalar, seja pela idade, ou alguma deficiência motora ou funcional. Existem também aqueles que usam o carro profissionalmente (instaladores, técnicos diversos, etc.) que precisam carregar equipamento pesado e em quantidade. Não se pode penalizar uns em favor dos outros. Até hoje, a bicicleta tem sido o meio mais penalizado, e espero que isso mude, mas toda mudança tem de ser planejada, sob risco de ser injusta com a população.

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    • Renato

      Enfiadas goela abaixo? Ué, as ruas são públicas e de responsabilidade de quem mesmo? CET e prefeitura, não são os moradores que define se uma rua tem que ter mão dupla, mão unica, mas sim a CET e a prefeitura.

      Lá fora você viu ciclovias prontas e consolidadas faz tempo. Ou seja, você viu uma MALHA cicloviaria pronta, caso de NY, Paris, Londres, Berlim, Bogotá, Buenos aires, entre outras.

      Aqui AINDA está sendo implantada. A malha total é de 400 km. Estamos chegando aos 200 de ciclovias implantadas nessa gestão. E 255km contando com os miseros 63km que havia até 2013.

      Sem uma malha, sem ciclovias, sem segurança para ciclistas, não há demanda.

      Agora te convido a pedalar nas ciclovias da Av.Sumaré, Eliseu de Almeida, Itaim Paulista, Av.Atlantica,Guarapiranga, Capela do Socorro e Faria Lima, Vergueiro nos horarios de pico. Tu vai ver uma quantidade razoavel de ciclistas…e bastante nas ciclovias da Faria Lima e Eliseu, que já possuem conexões importantes.

      Moro no centro e aqui eu vejo a cada semana, aumentar mais um pouco o número de ciclistas pedalando….

      Só para constar: As cidades que eu citei levaram anos para chegar na demanda de ciclistas que possuem atualmente.

      Lembre-se que um ciclista = um carro a menos. Uma vida preservada. Só isso já vale a implantação de uma ciclovia. As vidas que serão preservadas.

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      • Renato

        Uma faixa a mais para carros não traz beneficio algum…a não ser incentivar mais ainda o automovel e gerar mais poluição e acidentes.

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      • Luiz

        E boa parte das cidades que vc citou tem uma malha metroviaria e ferroviaria gigante (esse sim o principal meio de transporte urbano dessas cidades). biciclete e um meio de transporte alternativo, nao principal. Metro e trens de forma ampla como nas cidades q vc citou tirariam milhares de carros da rua. E metro e trem associada a ciclovias, com possibilidade de carregar as bicicletas nos vagoes como acontece nessas cidades, ajudaria muito. Mais uma vez, biciclete numa cidade como SP tem q ser modal alternativo e associado a modais de transporte urbano de MASSA

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        • banin

          mas não esqueça que metro e trem é responsabilidade do governo estadual e não municipal
          todo mundo reclama da ciclovia, mas ninguem fala nada do atraso absurdo nas obras do metrô né?

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        • Gustavo

          Luis, quer dizer então que temos que esperar o metrô chegar aos 300 km para só então implantar ciclovias? Nessa linha de pensamento, vamos ter ciclovias só no Século 22. E qtos ciclistas vão precisar morrer no transito para isso?

          Os investimentos em ciclovia não excluem e nem impede que se construa mais linhas de metrô ao mesmo tempo. E é o que o Estado vem fazendo. Embora indispensável, Metrô é CARO e leva anos para ficar pronto.

          A prefeitura não tem condições de bancar uma nova linha de metrô sozinha, cujo custo chega fácil aos R$ 10 bilhões….

          Rio de Janeiro por exemplo, tem só 2 linhas de metrô e tem 380 km de ciclovias…

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  • Rogerio Andrade

    Bom artigo. A implantação das ciclovias e ciclofaixas na cidade é uma medida interessante.
    O único problema é a execução em alguns lugares. Muitas ciclofaixas estão sendo implantadas sem planejamento algum e algumas acabam se tornando perigosas, como a que está sendo implantada na Av. Itaquera, num trecho de subida bastante longo e íngrime que só atletas profissionais tem folego para subir. Em São Miguel Paulista há uma ciclofaixa em uma rua que não tem iluminação, não tem calçada (só mato em volta) e é repleta de buracos perigosos. Há ciclofaixas na zona Oeste que impedem que veículos de serviços (coleta de lixo, manutenção de iluminação publica, telefonia etc.) possam prestar auxílio à população local.
    A demanda pode parecer pequena em alguns lugares, mas deve aumentar com o tempo e especialmente aos finais de semana, pois mesmo para muitas pessoas o uso da bicicleta é inviável quando se tem de viajar 25 km ou mais de casa até o trabalho, mas torna-se interessante num passeio de final de semana ou numa ida ao shopping ou ao parque. Mudança de costumes é algo que leva tempo, e as pessoas aos poucos perceberão as vantagens de se usar as ciclovias e ciclofaixas.
    Quanto aos custos de implantação, não acho viável ficar comparando com os custos de nações desenvolvidas, mas ainda assim parecem ser altos demais (como qualquer obra publica no Brasil….). Isso precisa ser investigado, definitivamente.

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  • Newton

    Na Alemanha há ciclovias sobre as calçadas? Pela fotos vi que existe espaço tanto para os pedestres quanto para as bicicletas, o que já não ocorre aqui em alguns lugares. Na Av. Escola Politécnica próximo à Av. Corifeu de Azecedo Marques existe uma ciclovia sobre a calçada, mas esta ocupa a calçada inteira! Se um pedestre for atropelado, de quem é a culpa? Aqui em SP o problema é que o Sr. Haddad faz as ciclovias de qualquer jeito, vai enfiando faixas onde não cabem e nem deveriam existir, em nome da segurança dos próprios ciclistas. Isso é um desserviço aos ciclistas, pois os expõe a riscos desnecessários.

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    • Alex

      Newton, em muitos lugares tem calçadas COMPARTILHADAS. Ou seja, o uso é misto (bike-pedestre). Isso é possível? Sim, é. Afinal, você, ciclista, pode controlar a velocidade da bicicleta de acordo com o local onde você está. Está na calçada-ciclovia, pedale mais devagar. Questão de bom senso que qualquer ser humano pode desenvolver. Acredito que, na Alemanha, o prefeito Haddad deles também pintou faixas onde não cabem e nem deveriam existir.

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      • Newton

        Bom senso, falou tudo…infelizmente, este não é o padrão de comportamento do brasileiro, seja de carro, moto ou bicicleta. Acredito que tanto você quanto eu nos comportemos assim, porém somos minoria.Quanto às faixas pintadas onde não deveriam existir na Alemanha, o que digo é que imbecis existem em todo lugar, inclusive na Alemanha.

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  • Carlos

    Creio que em ambas as trincheiras da questão, cometem o erro do custo médio. A média de São Paulo advém do custo das ciclofaixas, que é obviamente mais barato. Enquanto que a da Alemanha, o custo é maior porque à semelhança das Autobahns, os alemães capricham na qualidade, elevando assim o custo médio. Além disto os alemães também enfrentam o problema das ciclovias desde a década de 30, do século passado: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/como-no-brasil-ciclovias-tambem-enfrentaram-resistencia-na-alemanha-6514.html.

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  • Malu

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    • Renato

      Qto preconceito contra ciclovias.

      A cidade conta com 17.200 km de vias pavimentadas para carros. As ciclovias não tirou nenhum dessas vias, todas as ruas onde tem as ciclovias continua disponiveis para os carros também.

      Acho que antes de falar o que não sabe, deveria se informar melhor. Cidades como Bogotá, Buenos aires nova Iorque, Rio de Janeiro entre outras implantaram mais de 300 km de ciclovias e hoje todas possuem demanda de uso altissima perto do que era antes.

      Em muitos bairros há ruas como também calçadas que ficam as moscas a maior parte do tempo. E por isso elas não deveriam estar ali?

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    • Alex

      Renato, os automóveis perderam apenas o espaço para estacionar (e só um pouco). Imagine uma rua onde cinco carros podiam estacionar durante um período comercial (das 8 às 18 horas, como exemplo). São cinco pessoas que estão usufruindo de um espaço público. Agora, o mesmo espaço se tornou ciclovia. Se nesse mesmo espaço de tempo passarem 6 ciclistas, o espaço já foi melhor utilizado e para um objetivo maior (mobilidade urbana). Em relação aos idosos, eu discordo que seja impossível usar o transporte público. Você, Renato, generaliza. Lógico que não dá para dizer que o transporte público é bom para todos, em qualquer horário e em todos os lugares (sim, tem muitos problemas a serem sanados). No entanto, nos últimos anos, os ônibus ganharam MUITA acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência. E os táxis ainda podem pegar seus passageiros. Se a via é um local onde tem uma faixa de ciclovia, o local de embarque pode ser num ponto de ônibus ou do outro lado da rua. Simples.

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  • Rodrigo

    “Mediram? Fizeram uma contagem? Passaram uma tarde sentados observando? Não: perguntaram para pessoas nas ruas, talvez por telefone. Pode até ser que a metodologia tenha sido perfeita e que o universo estatístico tenha sido selecionado de maneira isenta, mas o fato é que quem pedala na cidade percebe claramente um aumento enorme de bicicletas nas ruas, principalmente nesse início de ano. Você, que pedala nas ruas, percebeu um aumento ou queda de setembro para cá?”

    Meu, não é muita cara de pau você criticar uma metodologia e depois dizer que “É FATO QUE” baseado no seu achômetro do seu olhômetro que mudou?

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  • Valdemir

    Nossa quando anunciaram as Ciclovias em SP , eu fui a pessoa mais feliz do mundo! E ainda sou, pois acho que poder pedalar por toda a cidade em segurança é a coisa mais incrivel do mundo ! Eu tenho carro sou motorista, mas tudo que posso fazer de Bike eu faço, principalmente com o preço da gasosa ! KKKKK
    Porém uma coisa vou ter de falar, tem muita cilcovia que realmente é inutil começa do nada e termina não sei aonde ???
    Um exemplo é no bairro do BOM RETIRO nossa ali tem ciclovia pra tudo que é lado em ruas que nem transito tem, e pior é uma bicicleta de tempos em tempos, mas ai vão falar a mas ali tem muito entregador, eu ja vi eles descem no meio da rua e não dão nem pelota pra ciclovia, andam pela calçada e nem dão pelota pra ciclovia, a rua Prates por exemplo prá que uma ciclovia ali???? Não tinha nescessidade !!! Tem uma outra rua ali tm esqueci o nome, nossa é um absurdo nela não passa carro, pedestre, bicileta nada acho que nem rato kkkk, Mas o chão tá lá pintado de vermelho prá que ??? Gente, acho que as Ciclovias deveriam ser concentradas nos lugares que realmente são nescessários, e eu vejo por ai que isto é o que mais revolta as pessoas que reclamam das Ciclovias.
    Por isso nestes locais inuteis e que são mais para entrar na ” CONTA ” da prefeitura, sou contra acho que existem locais muito mais interessantes e nescessitados, acho que o projeto deveria ser revisto.
    Depois não reclamem das pessoas dizendo olha tal lugar pasa um ciclista por dia !!! Vamos cominar uma coisa , vamos ser cilcistas mas não vamos ser FANÁTICOS e nem CEGOS ! Ok ! Tem muita cilcovia ótima, importante, essencial parabens, mas tamém tem muita ciclovia criada que é só para Inglês e o FATURAMENTO $$$$$$ ver ! Gente vamos ser mais coerentes !

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    • Alexandre

      Você tem razão Valdemir, Também acho que tem muitas ciclovias em lugares onde demanda hoje ainda é pequena. Mas pelo que foi divulgado no início do projeto, eles iam começar pelas mais fáceis de implantar e depois iam sair a mais complicadas. E por isso poderiam ter alguma ciclovias sem muitas conexões no início. Acho que aquela região do bom retiro e especialmente a rua Prates vai se conectar com a Av. Santos Dumont para fazer a travessia da ponte da bandeiras que já está adaptada. Pra quem trabalha no centro e vem da zona norte ela é uma rota bem mais segura do que Av. Santos Dumont – Tiradentes.
      A questão não é ser fanático ou cego. Se você for a uma audiência publica ou nas reuniões que a CET faz com os grupos de ciclistas, vai ver que há um cobrança muito forte para que as ciclovias sejam feitas na rotas naturais onde os ciclistas já passam. Mas nem sempre da pra fazer do jeito que queremos. Muitas vezes a intervenção que precisa ser feita pra colocar a ciclovia não pode ser feita por questões e orçamento.

      Se você der uma olhada nessa matéria tem um mapa da rede completa. Não está em boa resolução mas vc vai ver que tem interligação em todos os trechos. Então vamos ter um pouco mais mais de paciência. O William e outros cicloativistas mais do que ninguém querem uma cidade melhor para se pedalar.

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      • Valdemir

        Alexandre concordo com sua colocação ! Realmente se o futuro da Cilovia da Rua Prates for fazer a conexão que vc mencionou é louvável, o problema é que teve um trecho ali perto que passa por uma rua simplesmente morta desnecessário, acho que as Ciclovias deveriam ser realmente implantadas nos lugares onde o fluxo é realmente grande e que interliga a outros pontos, e principalmente em Avenidas e ruas que poem a vida do Ciclista em perigo. Poxa em uma rua morta eu vou precisar de Ciclovia pra que?
        Outro exemplo ! Na Avenida Tiquatira na Penha estão fazendo uma Ciclovia ótimo, eu acho essencial não porque moro próximo mas ela ira do inicio da Avenida a ITAQUERA, de la vc pode pegar a Ciclovia da Radial Leste e ir até o Tatuapé e futuramente até o PQ D Pedro, isto é maravilhoso para a região porém fizeram uma extensão dela que pega o viaduto Engenheiro Alberto se não me engano é este o nome e vai morrer na Marginal Tiête ??? Tudo bem futuramente vão fazer uma Ciclovia na Marginal??? Duvido é pra ligar com o Aricanduva??? Por onde se nem carro cabe direito no Viaduto Aricanduva?? Além disto o local que desemboca na Marginal não tem iluminação e o Ciclista é recebido calorosamente por uma FAVELA ! Onde já se registrou vários furtos, tanto é que tem uma lombada e um semaforo e nem carro respeita, para ali a noite então nem iluminação tem é a Deus dará !
        Então como vc pode ver eu não estou chamando a ateção para o assunto de bobeira, e sim temos que olhar as coisas Ciclistas ou não com um olhar justo temos muitos beneficios sim, mas também temos muitas coisas feitas apenas para dizer tá lá ó ta feito ! E não é assim que eu gostaria de ver as Ciclovias da minha cidade, demorou-se tantos anos pra fazer e já que estão fazendo, que façam direito ! Isto sem contar que trajetos enfiados em cima de calçamentos antigos com arvore no meio etc !
        Bom esta é minha opinião e meu direito de opinar aplaudo o que esta certo ! Mas critico o que eu acho que está feito de forma errada !
        A e outra coisa que se esquece as coisas tem de ser bem planejadas sim, pois Ciclovias serão feitas pra lá e pra cá por esta prefeitura ótimo e o próximo prefeito que entrar será que dará continuidade, portanto fazer algo com inicio meio e fim pra depois não ficar retalhado é muito importante sim no ponto de vista estético e funcional isto sim é fazer o certo !

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        • Alexandre

          Valdemir, Não conheço tão bem essa região quanto você mas seu chutaria que essa ciclovia deve ser uma maneira de fazer uma ligação com a entrada da ciclovia do parque do Tietê. Da ponte Aricanduva dá uns 2 km até ela indo pela marginal. Seria muito bom ter uma ligação como essa principalmente para mora na região poder utilizar a ciclovia do parque tiete para lazer nos fins de semana. Mas esse viaduto que você citou, se for Engenheiro Alberto Badra, é bem inóspito mesmo. A ciclovia já foi implantada nele?
          Enfim você está certo em cobrar. Isso demonstra que se preocupa. O importante é se informar sobre o assunto e não fazer como muitos que vem aqui só criticar e detonar a prefeitura que mais fez pelo ciclista na cidade.

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          • Valdemir

            O viaduto é este mesmo, e sim a ciclovia já esta pronta sim, se vc ver o local bizarro por onde ela passa duvido alguém se aventurar passar ali com uma bike cara estas top de marca, é passar e a bike ficar por ali!

            Se fosse para ligar com a ciclovia do Tiete, eles poderiam usar outra rota, porque esta ai vou te contar já da medo passar de carro com o vidro fechado de bike então ! Eu não arriscaria mesmo ! É o que eu disse esta é mais uma daquelas ciclovias mal projetada, pra dizer que foi feita, porque transitar ali é perigoso mesmo !

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            • Alexandre

              O problema talvez seja mais amplo. Segurança, falta de urbanização da região, problemas sociais. etc. Não acredito que a solução seja isolar essa área. O melhor é investir para que ela deixe de se tornar perigosa. Talvez a ciclovia por ali seja uma maneira de chamar a atenção para um problema que antes era invisível para muita gente.

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              • Valdemir

                KKKK Invisivel??? Duvido! O problema sempre existiu! Naquela parte isolada, talvez melhore sim na hora que o Metrô da linha branca que interligara a Guarulhos e um terminal de ônibus for construido, mas até lá esta atual prefeitura terá terminado e outras terão passado, só Deus sabe quando o lugar vai ficar urbanizado e seguro, aliás fizeram o contrário né ? KKKK ! Só no Brasil, primeiro tinham que dar condições seguras e urbanamente organizadas, para depois fazer a ciclovia, mas fazer o que né a gente fala isso e é negativado aqui, então que fassam Ciclovia em todo o lugar at´m rua sem saida ! Eu não falo mais nada neste tópico e neste site, as pessoas só veem o que querem ! Enquanto for assim vida de Ciclista no Brasil será sempre assim ! Abraço Alexandre !

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    • ALEKSANDRO

      Caro Valdemir…
      Uso essa ciclovia que vc menciona, faz parte do meu trajeto da santa efigenia até a barra funda. Falo com propriedade que VC DESCONHECE O BOM RETIRO E NÃO SABE O QUE FALA amigo. Sempre vejo pais paraguaios e colombianos com seus filhos nas cadeiras de crianças nessas ciclofaixas e catadores carregando seus carros tb. O trajeto é ótimo para quem quer ir do centro para as regiões da Barra Funda, Água Branca e Lapa. Entrar na conta??? kkkkk, vc tem que saber do que está falando amigo…. Passa lá entre 7:00 e 9:00 pra observar.

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  • Arthur

    “Segundo a pesquisa do Datafolha citada no início desse artigo, 90% das pessoas que já usaram as ciclovias são favoráveis a elas”. Veja esta frase. Corretissima. Pesquisaram o universo “ciclista”. Só podia, como deu, um bom resultado. Mas ouviram/entrevistaram quantos ciclistas? Creio que mais informações são necessárias sobre esta pesquisa para não haver divagações. E que se encomende uma pesquisa com um universo cientificamente escolhido para tal. Caso contrário, vamos ficar aqui numa discussão eterna.
    Porém a qualidade dasciclovias/ciclofaixas, em bons trechos, deixa a desejar. O prefeito de SP executa ciclofaixas, que nada mais são uma pintura sobre o pavimento existente e sem a preocupação de repará-lo quando necessário. Não há planejamento algum. O material usado para a pintura é impróprio e já desapareceu em muitos trechos. Sou ciclista, a favor das ciclovias e ciclofaixas, desde que construídas, implantadas e implementadas com técnica e planejamento. Então a matéria da revista é importante, com suas dúvidas, precisões e imprecisões, pois levantou um debate sobre o custo dessas obras. Um milhão o km de ciclovia? R$ 150mil reais/km o custo da pintura de uma ciclofaixa? Adequações semafóricas? Onde. Os valores são altos e geram desconfiança. Talvez na Paulista se faça algo bem pensado e planejado. No restante da cidade acredito que deixaram tudo isto de lado. Agora, que estão partidarizando, estão.

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    • Alexandre

      Sua visão está muito simplista com relação ao custo. Vamos analisar o que contém em 1 km de ciclovia:

      – Pintura Vermelha contínua.
      – Pintura da faixa branca que a delimita no caso das ciclovias no canteiro central são duas faixas uma em cada sentido
      – Pintura da faixa amarela de divide as pistas, quando a ciclovia é bidirecional
      – Colocação dos tachões a cada 2,5 metros = 400 tachões/km ou 800 tachões/km quando a ciclovia é no canteiro central.
      – Colocação de balizadores em todos os cruzamentos(2 a cada cruzamento).
      – Sinalização vertical: Placas de sinalização para o pedestre(amarela), para o ciclista(amarela) e para os motoristas (vermelha).
      – Readequação das faixas de rolamento (apagar a existente e pintar novamente). A unica ciclovia que não precisou foi a da Vergueiro.
      – Readequação das faixas de pedestres nos acessos ou conexões com outras ciclovias.
      – Semáforos para ciclistas nos cruzamentos
      – Sinalização horizontal: Pintura de bicicletas e setas brancas sobre a tinta vermelha.
      – Custo de mão de mão de obra para execução desse trabalho geralmente feito em horário noturno.
      – Custo de mão de obra para o projeto, divulgação (faixas nas ruas) e implantação.

      Não inventei nada disso. Está tudo nesse documento que a CET divulgou desde o início da implantação das ciclovias: http://www.cetsp.com.br/media/316505/sp%20400km_v2s.pdf

      Tudo isso custando um médio de 180 mil o Km. Não acho barato, mas é um custo coerente.
      Você pode até questionar a especificação, a falta de algum detalhe da execução dela ou mesmo a maneira como ela esta sendo executada. Eu também tenho minhas críticas. Principalmente com relação à largura e a sinalização(falta de) em alguns trechos. Mas precisa ser mais específica na crítica. Essa visão que a Veja passa na matéria é justamente como ela quer que as pessoas pensem. Manipulando dados sem explicar nem detalhar nada. É desinformação pura.

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      • Renato

        Muita gente acha que o custo é só a pintura e mais nada….

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      • Rogerio Andrade

        Muito bom, mas pelo menos 50 % dessas tarefas não foram executadas na grande maioria das ciclovias. Muitas não tem sinalização, nem adequações, nem balizadores, nem tachões e se resumem apenas às pinturas no asfalto. Esses custos são questionáveis a partir do momento que as obras não são executadas da forma adequada.

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        • Alexandre

          Não vi nenhuma ciclovia finalizada e inaugurada até hoje que não tivesse os tachões. Balizadores em alguns casos são desnecessários, em outros você não vê porque já foram arrancados por motoristas e motociclistas que desrespeitam as ciclovias.
          A sinalização vertical e horizontal também nunca vi faltar. A unica coisa que falta em alguns casos é o semáforo exclusivo. Ele é importante nas ciclovias bidirecionais nos cruzamentos.
          Se você nota que há um problema em algum trecho de ciclovia, tem que procurar a prefeitura ou a CET para reclamar e não ficar invalidando o projeto como um todo.

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  • Italo S.Melo

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  • Alexandre

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  • Netto

    O que irrita é que tem muito motorista vindo aqui revoltadinho contestando as ciclovias! Preferem ficar presos em um congestionamento, se estressando e chegando atrasado do que usar um modal mais simples e rápido do que a bicicleta. Eh um mimimi que já beira o ridículo! Sim é preciso investir em transporte público (ônibus, BRTs e metrô) mas a bike é um coringa para SP. Tudo que é novidade causa discussão! E eu aposto que dentro de poucos anos, as ciclovias de SP serão tão usadas quando as de Bogotá. Posso até arriscar que boa parte desta bronca é por conta do Haddad ser do PT! Sim o partido é um lixo (minha opinião e o foco não é esse) mas usar só isso pra ficar de birra das ciclovias é muita criancice! Deem uma chance para a bicicleta! Sem extremismos a parte. Ou alguém já lançou um carro a lá jetsons que acabe com os congestionamentos?

    A ideia não é todos abandonar o carro, e sim usa-lo de forma racional! Porque pra mim, usar um SUV de quase duas toneladas apenas para andar uma distancia menor de 10 quilômetros é pura burruce!

    E antes que algum imbecil venha me questionar, tenho sim carro. Mas em tempos de alta de combustível e transito formado por seres imprudentes e irresponsáveis, tenho o usado apenas nos finais de semana e olhe lá. Durante a semana é bicicleta e, com menor frequencia, transporte coletivo.

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  • Felipe

    Estranho…o valor de 650 é média. Logo, existem pontos em que simplesmente foram pintados (descida da Vergueiro, Liberdade, Domingos de Moraes, Gen Analiba Leonel…etc). Alguns lugares houve a simples concretagem com uma base de malha metálica abaixo deste e pintura. Mesmo assim não custaria 650 mil! É o caso de trecho da lateral do metrô Vila Prudente e faixa abaixo do monotrilho, Escola Politécnica, Braz Leme e metrô Tatuapé. Eu tenho bike e andava / passeava pelas ruas…de 3-4 anos para cá simplesmente com as ciclovias do Kassab de fim de semana, parei. Parei de andar na rua. Andava na lateral das ruas e com estreitamento acabo não sendo respeitado…assim muitas novas ciclovias, eu não testei. Olhando as novas faixas, elas têm entre 0,80 a 1,10 metros de largura, longe dos 4,5 a 5 metros de largura da faixa da marginal Pinheiros/CPTM, a qual uso/usava para treino. E acho muito boa. Sim, o trecho após a estação elevatória do Rio Pinheiros (depois da estação Vila Olímpia e depois da ponte Eng. Ari Torres) de 740 metros é ruim. Mas 750 m entre 22 kk? Hoje uso quando posso treinar. Estranho esta publicação não comenta a qualidade da faixa. A Eliseu de Almeida é uma das poucas faixas com mais de 1,5 metros de largura… Veja quão estreito é em alguns trechos como na Braz Leme e Domingos…6 usuários por minuto na Faria Lima? 6 X 60 = 360 em uma hora. Muito pouco não? 360 carros em uma hora não seria muito. E são dois a três ônibus lotados (se for bi articulado ou não). Desculpe, depois de ler este texto, não concordo com a opinião. Matematicamente falando, 1 hora 360 usuários no pico? A prefeitura deveria é sim melhorar a quantidade de ônibus e de oferta de linhas. Faz muito, muito mais sentido uma vez que forçou faixas exclusivas para os ônibus. Lamentavelmente, não há números e estudos, quando o prefeito faz isso. Com ex-aluno de engenharia civil (não atuo na área) e um antigo professor comentou em blog, que o atual prefeito mostre estudos que evidenciem as suas decisões. Como a de reduzir as velocidades nas principais faixas, dizendo que a vazão/fluxo de veículos será maior!!! Ridículo. Não consultou especialistas e quis aplicar por próprio interesse, em aplicar multas aos inadvertidos com a redução de velocidade.

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  • Nick Ron

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    • Alexandre

      A ciclovia do rio pinheiro foi feita em cima de uma estrada já pavimentada há bastante tempo. Era utilizada pela CPTM e pela Emae. O que fizeram de novo foi pintar, colocar as proteções e criar 2 acessos e alguns banheiros. Tudo isso em uma área isolada, onde não precisou refazer nenhuma guia, sarjeta, semáforo, rampas, faixas de pedestres etc.

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  • Fabio

    A matéria da veja começa a dar “resultados”, nessa semana não encontrei notícia da inauguração de nenhuma ciclovia.
    Parabéns a todos que conspiram contra a cidade, vcs estão conseguindo o que querem.

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  • M.Mig

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    • CiceroS

      M.Ming, afora suas informações incorretas sobre o que anda acontecendo lá fora, sua lógica, se não tem lógica, está é distorcendo os termos dela. Não culpe a falta de espaço no viário pelos congestionamentos: culpe o excesso de veículos de TRANSPORTE INDIVIDUAL e seu crescente uso. A estrutura viária de São Paulo chegou a um limite, fato (na verdade, passou há muito tempo desse limite), ela não tem mais capacidade de absorver esse incremento irracional de automóveis.

      E os investimentos que têm que ser feitos pra reverter essa tendência são agora de outra natureza: ônibus, metrô e intermodalidade. E intermodalidade casa perfeitamente com uma estrutura cicloviária ampla. Se as distâncias são muito grandes e a topografia dificulta, simples, você vai até certo ponto de bicicleta (de aluguel ou com sua própria) e continua embarcando em outro tipo de transporte (coletivo).

      E em qualquer grande metrópole do mundo esse fenômeno (excesso de automóveis) está ocorrendo, e em todas elas o que está se fazendo frente a isso é: desestimular o transporte individual, estimulando o coletivo e a alternativa bicicleta, nem mais, nem menos.

      Então não é só ciclovia, né? Bicicletários adequados em terminais de ônibus e em estações de Metrô, e paraciclos bem distribuídos pela cidade também.

      Enfim, reclame sim para se aperfeiçoar o planejamento de todo o sistema de transporte (coletivo), como nós ciclistas nunca deixamos e nunca deixaremos de reclamar e de exigir dele mais qualidade. Agora, quem descarta a bicicleta como integrante desse sistema ou está totalmente fora da realidade, daqui e do resto do mundo, ou…?

      Ou é alguém que dorme e acorde abraçado a seu carro, né?

      Bicicleta é um meio de transporte individual? Sim. Mas na ocupação do viário é como o de um transporte coletivo,

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    • Alex

      Onde você encontrou a taxa de 33% no aumento dos congestionamentos?

      Mig, sua fala merece tanto descrédito quanto a calculadora paraguaia que fez a conta do custo médio das ciclovias que o estagiário de jornalismo da Veja usou.

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    • Alexandre

      Quero que se dane o congestionamento. Quero é que as pessoas possam chegar vivas em casa. Ciclovia é pra proteger o ciclista. Diminuir congestionamento só com transporte coletivo de massa. VLT, BRT e Metro. Se a adesão ao ciclismo vai ajudar muito a tornar a cidade mais humana, diminuir a poluição e melhorar a saúde de quem pedala. Mas transito só com investimento pesado mesmo. Em bogotá mesmo com tanta ciclovia e investimentos, são 6% de viagens de bicicleta. Se chegarmos próximo desse número já está ótimo. Lá o investimento em BRT foi alto trouxe um ótimo resultado.

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    • Renato

      Isso não é verdade M.Mig.

      Você realmente precisa pesquisar e se informar melhor, pois não tem nada a ver o que disse. A maioria dos deslocamentos de carro são de distancias de até 10 km. Pode pesquisar no google.

      Poderia postar um monte de links com noticias e artigos que desmentem esse seu achismo de que as ciclovias contribuiram para piorar o transito. Não mesmo, pelo contrário.

      Mas não estou com paciência para isso, no Blog já tem um monte de artigos que demonstram claramente a necessidade de se investir nesse modal, como as outras metropoles no mundo fizeram.

      Ah, e as ciclovias de Bogotá, Buenos aires e Nova Iorque mandam lembranças….

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    • tiagobarufi

      Sofra. Você merece. Você desrespeita o trabalho dos outros (sem planejamento? tem certeza? vocâ conhece o plano cicloviário?) e inventando números (tirou esse 33% de onde, hein?).

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  • Renato Mariano

    A lógica é simples: enquanto os maiores anunciantes de jornais, revistas e televisão forem as grandes marcas de carros, dificilmente você vai ver alguma reportagem de apoio real às ciclovias.

    Qualquer jornalista das grandes corporações de mídia que se opõe ao interesse de seus patrocinadores é imediatamente censurado (uma bela visão pra quem quiser discutir liberdade de imprensa). E a verdade é que qualquer ponto de vista pode ser argumentado e estruturado com habilidade, com estatísticas parciais e enviesadas. Jornalismo nunca é fato, é sempre opinião.

    Lembrem-se que vivemos num país em que o subsídio da gasolina é 5 vezes o do transporte público, em que uma bicicleta tem a carga tributária de um carro importado. Sabemos quais são as prioridades do nosso governo. Sabemos também que sofremos as consequências de ter um governo com pensamento (engarrafamentos, problemas de saúde, poluição, falta de chuva, e ironicamente, enchentes).

    A você, repórter, jornalista, faço um convite: ao invés de criticar a suposta falta de movimento das ciclovias, vá trabalhar de bike, ao invés de ter de fazer o boletim do trânsito, entreviste ciclistas nas ruas e veja qual é a realidade dessas pessoas.

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  • fredi

    The case of the $400 million bike lane http://blogs.reuters.com/felix-salmon/2012/03/26/the-case-of-the-400-million-bike-lane/

    Quanto a simples faixa que separa a ciclovia em Berlin e outras cidades, é porque por lá existe algo que falta muito por aqui: educação. Tanto dos motoristas quando dos ciclistas. O motorista de ônibus é profissional, e não como muitas vezes acontece aqui que é o cara que não arrumou mais nada na vida. A tinta da ciclovia não some na primeira chuva, ou o asfalto não fica com buracos nos primeiros 6 meses de uso. É isso que na verdade me deixa louco com os valores.

    Mas não tem outro caminho. É o futuro. O tempo vai melhorar as licitações, as obras e o entendimento de tudo que envolve esse universo.

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  • Frederick Montero

    Sugiro que façam uma contagem em vídeo em algumas das ciclovias. Por uma hora, coloquem uma câmera fixa em um ponto da ciclovia com um relógio em um canto da tela e depois editem o vídeo, inserindo um contador que marque a quantidade de ciclistas filmados. Este é um modo prático de demonstrar que as ciclovias são utilizadas com regularidade. Os motoristas tem a impressão que as ciclovias são pouco usadas porque, diferente dos carros e das motos, as bicicletas não fazem engarrafamento e também não buzinam para pedir passagem.

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  • M.Mig

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    • Vitor

      1) Não necessariamente se chega suado precisando de um banho. Isso varia de pessoa para pessoa, intensidade da pedalada, insolação, topografia, roupas utilizadas, temperatura e umidade ambientes, velocidade do vento e obviamente: chuva. Até porque ninguém está exigindo que a maior parte da população mude radicalmente e passe a utilizar a bicicleta todos os dias para todos os deslocamentos. Apenas esperamos que a opção esteja aberta e que quem tiver condições utilize esse espaço sempre que possível. Você não precisa vender o seu carro 😉 ele tem várias utilidades;
      2) Vivemos em um país onde a segurança pública é precária e ser motorista é estar constantemente exposto a roubos, sequestros relâmpagos e furtos;
      3) Justamente por ser tão confortável, cômodo, é que as pessoas abusam de seu uso;
      4) Não queira tirar a opção das pessoas que não têm longos trajetos a percorrer. E para as pessoas que têm essa dificuldade, a integração modal é uma das soluções. Investir em uma bicicleta eficiente (pneus finos, com fita anti-furo e bem calibrados, quadro de alumínio, rodas alinhadas, cubos selados, sistema de transmissão sempre limpo e lubrificado, etc) é uma solução acessível, mas requer dedicação e disciplina. Condicionamento ganha-se com o tempo e não precisa sair já na primeira pedalada querendo cumprir 30km de ida e 30 de volta para ir ao trabalho. Saia de final de semana, vá na casa de amigos, na padaria e outros lugares próximos até se sentir mais seguro;
      5) A topografia de São Paulo é tão acessível quanto a de Paris:
      http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/Jms_paris_elevation_map_2012.jpg
      http://www.floodmap.net/Elevation/ElevationMap/?gi=3448439
      E ainda não têm a dificuldade de ser litorânea e corroer rapidamente os componentes da bicicleta, como Amsterdã, Copenhagen, Rio, Tokyo, São Francisco, etc.
      PORTANTO Defendo que precisamos de formas alternativas e saudáveis de locomoção e o ciclismo em São Paulo é uma delas.

      Sobre a gestão pública:
      1) As ruas são de todos, lutemos juntos para melhorá-las;
      2) O custo das grandes avenidas, túneis e viadutos feitos pensando exclusivamente nos automotores é absolutamente injustificável (e.g. R$187mi/km em uma avenida que termina em uma ponte estaida de R$260mi que é parcamente utilizada);
      3) O óbvio é atender a necessidade da maioria, e a maioria precisa de uma cidade mais humana, justa e saudável. Continuar atendendo uma minoria que tem renda (Manter um carro por 10 anos custa mais de R$700/mês. http://www.carromonstro.com.br/monstro/rgw85p ) degrada a cidade e gasta muitos recursos públicos é cômodo, mas extremamente injusto. O caminho é (na minha opinião) multimodal. Todos têm que ser respeitados e ter espaço na cidade. Isso é civilização;
      4) Sobre o item 2, se R$187mi/km é um absurdo, o valor de R$738mi no túnel Ayrton Senna só pode ser um crime, graças a Deus que o Malufão já foi condenado. E se as obras cicloviárias, como tudo nesse país, têm desvios, os responsáveis têm que ser responsabilizados e reparar os cofres públicos, mas isso jamais deve ser utilizado como desculpa para inviabilizar ou destruir essas obras.

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      • M.Mig

        Vitor, entendo seus motivos mas de cara temos uma falha. Trabalhar suado é normal para você? Ou vai dizer que você não transpira só de atravessar a rua as 09:00 com o calor atual?

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        • Netto

          Sério mesmo que seu argumento é chegar suado? Olha existe uma tecnologia a tempos inventada chamada CHUVEIRO. A grande maioria das empresas hoje em dia possuem um vestiário com algo assim. “Ah mas e se…” E SE o caramba! São pensamentos assim que fazem este lixo de pais ficar ruim a cada dia! Gente acomodada que se incomoda com o outro que está evoluindo!

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        • Felipe Prenholato

          Outra tecnologia muito útil se chama lenço humedecido. Funciona muito bem quando o ciclista não quer bater recordes de velocidade para o trabalho.

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        • Alexandre

          Pedalar mais devagar controlando os batimentos cardíacos com um polar, tomar banho antes, se hidratar no caminho, usar roupas leves e claras, levar a roupa de trabalho no bageiro e não usar mochila, bandana na cabeça, lenço umedecido (sim aquele de bebê), resfriar a cabeça enfiando debaixo da torneira, passar a toalha já úmida pelo corpo, ficar uns 5 minutos na rua na sombra antes de entrar no escritório, etc etc etc.

          São tantas formas de lidar com a questão do suor que é melhor você procurar outra desculpa. Fala logo que vc não sabe andar de bike que a gente te indica um bike anjo e vc resolve seu problema vai.

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    • Fabio

      Queria conhecer qual cidadão não chega suado no trabalho no verão de São Paulo. No metrô, no ônibus e até mesmo dentro de um carro com ar condicionado não existe ser humano que não transpira quando a temperatura beira os 30 graus.

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    • Alex

      Caro Mig,

      Pense:

      1) Você também transpira dentro do carro num dia de calor no meio de um trânsito infernal, sem ar ou sem direção hidráulica. Talvez o ciclista que encarou uma ladeira transpire menos do que você que ficou 1 hora debaixo do sol (isso nem o ar condicionado resolve).
      2) Um ciclista em movimento é um alvo menos atrativo que um motorista parado no trânsito.
      3) O conforto do carro é relativo. Todo o bem estar que ele proporciona acaba na hora que você passa uma hora para estacioná-lo num sábado à tarde no shopping.
      4) Primeiro, nem toda a população tem condições de ter um carro. Segundo, não é necessário usar a bicicleta no trajeto inteiro. Isso é conhecido como INTERMODAL. Pedale até uma estação de Metrô e siga de trem. Ou siga de trem e pegue uma bike compartilhada na estação para chegar ao seu destino.
      5) Topografia é relativa. Você consegue ir do Jabaquara à Paulista com relativa “planitude”. Da mesma forma, ir de Santo Amaro à Pinheiros. Outras cidades do mundo não são totalmente planas e possuem redes cicloviárias bastante utilizadas (Tóquio e São Francisco, por ex.). E bicicletas tem marchas, sabe? Topografia é desculpa de preguiçoso.

      Sobre Gestão:

      1) Buraco tem, mas isso não justifica acabar com o projeto. Isso é desculpa de quem não é persistente. Se tem buraco, cobre da prefeitura no SAC ou 156.
      2) 650 mil reais não é o preço das ciclovias. Leia um pouco (não a Veja, ela erra muito) e você verá que o custo médio é menor. Quando o projeto é de intervenção urbanística, o custo é maior (e pago por outras fontes, como operações urbanas).
      3) O gestor público tem que atender a TODOS. A maioria e as minorias. Geralmente, minorias são deixadas de lado e nunca recebem os benefícios de projetos e ações que lhes atendam. E minoria não significa “um ou dois”. É um número grande, estimado em 300 mil (que pode chegar a número muito maior quando a cultura de mobilidade por bike crescer).
      4) O TCM tem que olhar mesmo o custo das obras e questionar. Só assim conseguimos transparência e responsabilidade de quem administra os recursos públicos. No entanto, como foi explicado, provado e jogado na fuça dos que jogam contra, 650 mil é um valor calculado de forma equivocada.

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    • Nick Ron

      Você esqueceu de três zeros aí… se o valor for só 650 reais pode encher a cidade delas. Pra comprar o terreno da Augusta a prefeitura diz não ter dinheiro. Militontos, tirem a parelha e percebam que estão sendo enganados pelos mesmos que nos últimos anos institucionalizaram a corrupção no Brasil.

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    • Renato

      500 mil pessoas usam a bike para ir e voltar do trampo M.ming. Vamos colocar elas no saturado e superlotado metrô ou em 500 mil novos carros nas ruas para ver o que é bom?

      Bicicletários das estações da CPTM em geral, mandam lembranças….vivem lotados e um dos bicicletários da estação de Mauá, que tem capacidade de quase 2.000 vagas, também é outro que em algumas vezes, fica sem vaga de tantos ciclistas que vão de bike até lá para pegar o trem.

      Estações Faria Lima, Butantã e Pinheiros são outros bicicletários com mais de 100 vagas cada um que estão sempre lotados.

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  • Vitor

    Vejo muitas pessoas dizendo que existem outras prioridades, que bici não é solução, que isso é favorecimento de minoria em detrimento da maioria, que os benefícios são pífios perto dos custos, etc.
    Mas aqui vão algumas verdades:
    1-Todos os que se deslocam são o trânsito, estão transitando. Então não venha com essa de que tal modal atrapalha o trânsito, pois ele também está transitando, tem o direito de tal e nessa visão excludente, o trânsito dos automotores individuais (carros e motos) também está atrapalhando o trânsito dele, seja pedestre, bike, ônibus, caminhão, patins, cadeirante, etc. E essa disputa jamais deveria ser imaginada, pois não deveria tratar-se de uma disputa, e sim de compartilhamento da cidade;
    2-Não existe modal perfeito! Para cada situação existe um modal ideal, logo, a cidade que quiser ser justa e CIVILIZADA não pode prescindir de nenhuma opção. E uma pessoa com mínimo de senso pratica mais de um modal. E.g. É ridículo ir à padaria de carro;
    3-O uso excessivo de automotores individuais, uma minoria (~30% dos deslocamento em 2007, São Paulo. Fonte: http://www.metro.sp.gov.br/metro/numeros-pesquisa/pesquisa-origem-destino-2007.aspx ), causa grande transtorno e custo para toda a cidade. Infraestrutura para automotores é mais cara de manter que qualquer outra e menos cara para implantar apenas que a ferroviária. Além de degradar fortemente o ambiente em que TODOS vivem, mas não necessariamente têm culpa;
    4-A cidade já foi das pessoas. Mas infelizmente, a forte industrialização, o aumento do poder aquisitivo, o barateamento dos automotores pelo surgimento das linhas de montagem e dos fortes incentivos fiscais, a comodidade e o status gerados e a falta de políticas públicas que restringissem o seu uso é o que proporcionaram a marginalização dos outros modais, transformando pedestres, ciclistas e passageiros de coletivos em cidadãos de segunda classe, sempre pensados depois dos usuários de automotores. Quer prova mais viva que o pensamento arraigado que quem tem que tomar cuidado são os pedestres e ciclistas? O CTB explicita isso em seu art. 69, contrariando o princípio de responsabilidade que ele mesmo enuncia no parágrafo segundo do art. 29.

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  • Mario

    As estações e terminais de onibus metrô e trens deveriam era ter estacionamentos gratis(ou exclusivo para quem usa esses servições) assim você deixaria seu veiculo e iria trabalhar, estacionamento cercado , guarda municipal com baixo efetivo, custo baixo… ´É lamentavel ver estações e terminais novos que não apresentam se quer área de embarque e desembarque para pessoas que estão de carona nos veículos e vão utilizar onibus e trens. Por que não há esse interesse de facilitar. Vi alguns filmes “gringos”, o o individuo dirige por 1 ou 2 km, deixa seu veiculo em estacionamento gratis e segue o restante de trem ou onibus. Essa ciclo faixas custam mais caro que isso que eu falei. Eu gostaria muito de dirigir 1 km deixar meu carro nos terminais de onibus perto de casa e ir trabalhar ou passear por São paulo. Mas o custo de estacionar, mais o preços das passagens acaba não compensando, quando vai a familia toda, ai compensa mais ir de veículo mesmo.
    Outra coisa bizarra, as escolas publicas e privadas novas ou antigas, deveria ter baias por onde os alunos pudessem embarcar no veiculos de seus pais, e vejo muito espaço mal aproveitado por ai. Algumas escolas, nem tem calçada adequada para o numero de alunos que libera, pondo em risco de acidentes diariamente varios jovens.
    Não precisamos de ciclo faixas,para ir trabalhar, precisamos é de integração entre veiculos particulares e os transportes publicos, algo que faça os veiculos circularem muito menos Kilometros.
    Acordar para ir trabalhar, pegar meu veiculo dirigir por 1km, deixar o veiculo num estacionamento publico. Mas 1 km você dirá , há vai a pé! Vai de biciclite! Ok, e quando chover? E quando eu estiver atrasado? e quando eu estiver adoentado?
    Vejo muitas e muitas áreas mal utilizadas em terminais de onibus e de trens. Deveriam servir ao povo, deveriam se transformar em estacionamentos gratis, ou “semi-gratis”, do tipo você tem que comprar um bilhete ida-e-volta e seu carro pode ficar estacionado o dia todo. Simples assim. Mas de repente o que se vê? A exploração imobiliária, surgem estacionamentos que combram horrores para se estacionar 30minutos. Quer falar em mobilidade urbana? Vamos conversar uma conversa limpa. Imagino um médico, um farmaceutico, um dentista pedalando por 5km para ir trabalhar,e uma secretaria? talvez um balconista… mesmo assim seria necessário um banho , e isso na atual crise hidrica? faça me o favor… ciclovias está otimos para o lazer! Alguem viu muito filme da china . O relevo de São Paulo não ajuda. Mas ajudaria muito ampliar as linhas de trens e metro…. e nao esquecer de deixar espaços publicos para estacionar os veiculos. MEsmo que seja uma taxa simbolica, sei lá algo de 2,00 reais por dia, acredito que muita gente usaria esses estacionamentos… mas nossos lideres estão de rabo preso com o grande “capital”

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    • Alexandre

      Sobre a questão dos estacionamento concordo plenamente com você Mario! No Jabaquara mesmo tinha um muito bom bem ao lado do metro e está desativado. Vários outros foram fechados e ou custam muito caro.
      Nas escolas também seria legal ter um espaço mais seguro, mas não para um desembarque drive thru como esta sendo hoje. Devia ter um praça com algumas vagas e espaço para as crianças ficarem com segurança.
      Agora nada disse invalida a construção de uma malha cicloviaria como alternativa para quem quer usar a bicicleta. Não é pra todos, mas tem muita gente ainda pode se beneficiar disso.

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      • Mario

        Acrescente ai, a tudo que eu disse o mesmo para as BIKEs. Oras, eu vou de bike até a estação/Terminal, e deixo lá sobre total segurança ou a bike ou o carro, pois haverá dias que chove forte, que estarei atrasado, ou meramente cansado e quero ir de carro…. em resumo.. mobilidade urbana completa, e não apenas essa falácia que vejo por ai.

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    • Vitor

      Motores de combustão interna são ineficientes e mais poluentes nos primeiros quilômetros ( http://www.theaa.com/motoring_advice/news/aa-fuel-for-thought-increased-cost-of-winter-motoring.html ). Guarde o carro para quando for mais longe ou precisar levar passageiros/carga.
      Quando chover é uma questão de preparo. A pé se utiliza guarda-chuva e de bicicleta capa-de-chuva.
      Quando estiver atrasado, o próprio processo de se preparar, tirar o carro da garagem, dirigir por ~10 quadras (1km) e por no estacionamento consome o tempo que você já poderia ter chegado a pé no destino (1km a 5km/h, uma caminhada, demoram 12min. A 8km/h, um trote leve, 7,5min. A 10km/h, uma pessoa normal correndo, 6min). E lembre-se que quando estamos atrasados ou com qualquer outra situação adversa do motorista (estresse, fome, sono, decepção amorosa, raiva, etc) estamos mais suscetíveis a acidentes por falta de atenção. Carros são maquinário pesado e devem ser tratados como tal, pois causam muito estrago em um acidente, podendo ferir e/ou matar.
      Quando estiver adoentado é melhor ir ao médico, não ao trabalho.
      Além do que, estacionamentos de automotores consomem uma área preciosa das grandes cidades que poderia ter outros usos mais nobres, como moradias, hortas urbanas, centros de serviços, postos policiais, depósitos da prefeitura, etc.

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      • Mario

        Hilariante….. ahahhahahahhahahhha, para não dizer ridiculo. bela desculpa, deve ser dono de estacionamento privado…. O consumo de em média 16km, no transito parado , vai ser menor do que 1km até o estacionamento das estações? ehehehheheh

        Tirar o carro da garagem demora mais do que ir a pé… essa mijei de rir. perdão pela expressão…. sem o menor sentido de tempo espaço, desculpa colega. Todas alegações falhas, apenas para tentar demonstrar que devemos ir de bike, eheheheheh. Ilusão achar que as ciclovias sejam ou devam ser usadas apenas para quem vai trabalhar, ou me expressando melhor, impossivel que 50% dos trabalhadores usem bikes para trabalhar, a topografia não ajuda!! Sou louco ou são cego? As ciclovias são necessárias sim, concordo, tem que ter essa opção , ou melhor essa condição de segurança para quem já usava bike. Passei muitos sustos com bike em algumas avenidas, era aterrorizante quando onibus e caminhoes passavam ao lado, tinha que ter sangue frio . Mas achar que elas são a solução para o transito? e ignorar o que citei(integrar veiculo particular com transporte publico) é no minimo leviandade.
        Vamos fazer uma aposta. eu deixo vocÊ sair pelo portão , só ai então eu pego as chaves do carro, se vc chegar aos 300metros você me convence… kkkkk Amigo , amigo, sou geração Ayrton senna, com orgulho e respeito e responsabilidade!

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        • Vitor

          Meu argumento é a favor de se deslocar 1km A PÉ, não de bicicleta, de bicicleta também se perde tempo se preparando para sair e depois estacionando. Eu moro a 2,5km numa distância a pé do meu serviço, demoro 24min, caminhando, entre pegar as chaves de casa e bater o ponto. De bicicleta são 20min, tranquilo, em 3,0km (os 500m a mais se referem a dar a volta na quadra), respeitando pedestres, semáforos, preferenciais, mãos de ruas e etc.
          O tempo entre pegar as chaves e estar dentro da estação do metrô/trem/ônibus certamente será maior para quem estiver num carro comparado com quem está a pé, numa distância de até 1km.

          Você já disse que as ciclovias são necessárias e eu concordo plenamente. Agora, não tente me impingir algo que eu não disse sobre “solucionar o trânsito”, pois não acredito que a solução sejam nem as bicicletas, nem os carros, nem o metrô, nem os trens, nem os ônibus, nem os pedestres, nem os aviões, nem os barcos, nem os riquixás, nem os skates, nem os patinetes, nem as cadeiras de rodas, nem as motos, nem as escadas rolantes, nem os bondes, nem os teleféricos, nem nenhuma outra solução individualmente e sim todas elas em conjunto.
          Agora o que eu não concordo contigo, é sobre criar mais espaços para os carros. Eles já têm espaço demais. Não só não poderemos investir neles por algum tempo, como precisamos desincentivá-los (pedágio urbano, substituição de faixas de rolagem e de estacionamento por ciclovias, substituição de ruas para carros por calçadões, etc). A vida nos grandes centros urbanos precisa melhorar, não degradar mais. Uma horta urbana, repito, tem muito mais serventia à sociedade que um estacionamento.

          https://pt.wikipedia.org/wiki/Horta_urbana

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  • O Preço da Liberdade ? | Silvia e Nina

    […] Sobre a matéria da Veja São Paulo e o custo das ciclovias na cidade por Willian Cruz do Vá de Bike […]

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  • Carlls Roberto

    Concordo plenamente com as ciclovias; entretanto, falta um elo importante que é incluir as empresas e empresários nesse processo. Seria muito melhor se pudéssemos sair de casa para o trabalho e vice-versa de bike, estaríamos contribuindo com o meio ambiente, melhorando o trânsito e trazendo uma economia bacana pro bolso; mas as empresas em geral não estão estruturadas para isso. Onde vou guardar a bike se nas empresas não há espaço para isso. Chegar ao trabalho suado requer ao menos uma troca de roupa ou uma chuveirada – onde?

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    • Alexandre

      Carlls,

      Existe uma projeto de lei em tramitação na câmara dos vereadores que prevê um incentivo para as empresas que fornecerem infra estrutura para o ciclistas em suas instalações. Essa lei prevê um desconto do IPTU para esses empresas. Também prevê a criação de um selo de empresa amiga do ciclista o que poderia no futuro criar mais benefícios.
      Cabe a nós cobrar os vereadores para que aprovem e regulamentem essa lei. Mas o que na verdade acaba acontecendo é que algumas empresas tem percebido essa demanda e tem elas mesmo tomado algumas inciativas. Alguns shoppings de São Paulo ja possuem bicicletario com vestiário também.
      A cultura do uso da bicicleta vai fazendo com que isso vá surgindo aos poucos. Para a empresa, ter um funcionário que vem de bicicleta é muito bom. Em geral quem anda de bicicleta, por estar fazendo uma exercício fisico acaba tendo um rendimento melhor no trabalho, além de uma saúde melhor, ou seja, cai o absenteímo também.
      Enfim é um processo lento, mas que ao meu ver a prefeitura está tentando acelerar um pouco. Só o tempo dirá se foi uma boa decisão.

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    • Willian Cruz

      Carlls, ir de bicicleta ao trabalho é viável mesmo se a empresa não tem chuveiro. Veja estas recomendações.

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  • Dermeval

    Queria poder comentar a matéria da Veja, mas a muito deixei de ler este periódico que se propõe a ser formador de opinião, por se quer consegue ter o mínimo de expertise para manipular a opinião alheia.
    Parabéns pela sua dissertação, ela foi muito acertiva e objetiva?

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  • JULIO GUTIERREZ

    Deixando de lado se a reportagem da Veja é tendenciosa ou não, há fatos que são incontestáveis. Qdo vejo uma nova ciclovia me da sempre a impressão que a empresa que executa o serviço, ganha por metro de tinta no piso.
    Digo isto pq moro na zona norte e trabalho na Aclimação e poderia citar várias ruas onde usar a ciclovia é praticamente impossível. A ciclovia foi feita as pressas e sequer foi refeito o asfalto o qual está cheio de ondulações e buracos na parte junto a calçada. Há vários pontos de alagamento, por exemplo nas ciclovias do Pari, que levam de 2 a 3 dias para que possam ser usadas novamente.
    Concluindo, não há o mínimo de planejamento e nem fiscalização por parte da prefeitura de como o serviço porcamente anda sendo feito. Seja a um custo de R$250.000,00 ou R$650.000,00 por Km, o assunto é pintar o asfalto de vermelho e se existe condição de uso não é importante.
    Só mais uma coisinha…onde estão os bolsões de estacionamento para que os ciclistas possam deixar os veículos na periferia???? Alguém esqueceu que São Paulo não é plano e nem todas as pessoas tem condições de pedalar numa ladeira para chegar, por exemplo, na Av. Paulista.
    Planejamento e execução das ciclovias nota zero.

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  • marcelo monteiro

    meu amigo … Tambem sou a favor das ciclovias MAS … A sua conclusao sobre o custo final é a mesma linha do modelo Dilma : “OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS “. … Lamento dizer

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  • Fábio Lucciano

    Participei da luta pela implantação da Ciclovia Eliseu de Almeida, depois de mais de 10 anos, finalmente uma gestão mais sensata a implantou. Confesso que chorei de emoção, me lembrei do último pai de família tragado por um caminhão e por tantas vezes que fui apertado por “status quos” apressados e desumanos. Antes da implantação dessa ciclovia eu realizava meu protesto pessoal, pedalava em cima das tampas e do gramado esburacado e irregular, pois era muita revolta em não ter um governo preocupado com o ciclista! Ciclovia é cidadania, se você não defende não é cidadão! Quanto aos valores divulgados anteriormente, sabia que algo não cheirava bem e nem me refiro a ciclovia do rio Pinheiros…

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  • Marcelo

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    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 0 Thumb down 6

    • Alex

      Fizeram a conta errada, Marcelo. O custo de 200 mil está de acordo com o valor para a implantação de CICLOVIAS em qualquer lugar do mundo. Quando ocorre uma obra maior, onde o canteiro central é transformado, instalado fibra ótica, movimentação de postes, readequação de guias, passagem de fiação e cabos, trabalho paisagístico, iluminação e, por fim, botam um CICLOVIA em cima disso. Nesse caso, o custo é, obviamente, muito maior.

      Daí a revistinha pegou e colocou tudo na mesma conta para chegar a essa média alta, criar uma capa impressionante e vender esse milho para quem quiser.

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  • Maria Consuelo Apocalypse Jóia

    Prezado Senhor, nada contra as ciclovias, mas gostaria de ver mais canteiros e passeios largos em São Paulo. Fora que, se não me engano, a Avenida Paulista há pouco tempo esteve em obras e fez várias modificações para melhorar a Mobilidade Urbana dessa via pública. Em época de grave crise hídrica e orçamentos apertados deveríamos privilegiar nossas ruas e avenidas com espaços permeáveis. Resta-nos agora preservar o pouco de área verde que existe na região.

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  • Alexandre

    Eu estou surpreso (sera que não deveria?) com a quantidade de pessoas vindo aqui comentar sobre a matéria e defendo a posição da Veja. Espero que continuem participando das discussões diversas, pois é sempre muito sadio debater de forma civilizada sobre os temos que nos afetam o dia dia. Só gostaria que viessem monidos de mais informações e não apenas com os mesmos argumentos que já estamos cansados de rebater. Precisamos elevar a discussão. Debater se a ciclovia deve existir ou não já é um tema batido. A ciclovias já estão ai não há nada mais o que fazer. Vamos discutir como usá-las a nosso favor. Vamos fiscalizar sua construção e manutenção, vamos propor soluções mais inovadoras. E acima de tudo vamos valorizar a conquista que é nossa. Não pertence a partido nem classe nenhuma. É da cidade!

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  • Maria de Lourdes

    obrigada por seus levantamento de dados e compartilhamento.
    realmente, as críticas que temos ouvido e recebido são estas e vem sim, de pessoas preconceituosa e/ou com fins eleitoreiros.
    Pior que muitos ignorantes do assunto e de fácil convencimento, seguem-nos e saem criticando tudo sem argumentos válidos.
    Ouvi recentemente: “nós, paulistanos, não desejamos isto é nem faremos uso das ciclovias”… Como se eu não fosse paulistana por apoiá-las.
    Ou: “90% das profissões não permitem que se vá trabalhar de bicicletas”… De onde será que saiu está “estatística”?!

    Também fui chamada de incoerente e petista… Ouvi de uma conhecida: “vc é contra alguns roubos e apoia outros?!”
    Não sou ciclista (infelizmente, não tenho preparo físico para isto, e sinto medo sim de estar em meio ao trânsito, inclusive do trânsito de outras bifes, além de sentir muita dor no bumbum, rsrsrsrs…).
    Mas apoio totalmente esta alternativa (absolutamente necessária!) de transporte não só nas grandes cidades, como em todas.
    Temos sim que nos adequar ao que é socialmente melhor.
    Chega de cada um pensar somente no seu umbigo.
    Viver em sociedade requer que pensemos e adotemos atitudes que beneficiem a todos, ou então a sua maioria.
    Parabéns pelo trabalho de todos que mantém este objetivo.

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  • Gabriel

    Essa última parte ficou com dados de menos. 17ª ghost bike, mas todas estas foi por imprudência de quem?
    Lembro de um ciclista que foi atropelado por um ônibus entre a Paulista e a Brig. Luis Antônio. Pelo que li, ele foi atropelado pelo ônibus quando saia da Brigadeiro para entrar na Paulista, o que é proibido para qualquer veículo motor. Quando começaram os debates sobre os deveres dos ciclistas e não só dos direitos que eles tem? Ou parar em cima da faixa de pedestres ou andar em 8 nela para não colocar o pé o chão está certo?
    E por que não incluir faixas exclusivas apenas em determinados horários(como em algumas pistas de ônibus) ao invés de colocar essas faixas permanentes?

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    • Alexandre

      Gabriel, Espero que não esteja insinuando que a culpa pela morte dos ciclistas é dos próprios ciclistas. A pessoa que você é o Marlon. Eu não estava lá pra ver exatamente como foi e por isso não me acho no direito de julgá-lo. No entendo embora a discussão aqui não seja essa, vou te dizer uma coisa. Se a velocidade nos cruzamentos ali naquela região fossem menores, com certeza ele e muitas outras pessoas não teriam morrido. Aquela esquina é uma das mais perigosas da cidade. Pesquise e verá que a quantidade de atropelamentos ali é enorme.
      nem quero falar de outros ciclistas mortos ou até tiveram braço arrancados de forma absurda. Nada justifica a violencia e o comportamento selvagem que vemos nas ruas. Falar de ciclistas cometendo infrações enquanto o que se ve na cidade é um festival de multas por infrações absurdas, velocidade, uso de celular, ameaça a ciclista e pedestre, sem contar no numero de acidentes por embriagues. Então não me venha falar de deveres dos ciclistas. Em sua grande maioria quando cometem alguma infração estão quase sempre fugindo de alguma situação insegura. E a sua solução de faixa temporária, bem os motoristas não respeitam nem a faixa de ônibus nos horários, vão respeitar uma ciclovia temporária?

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  • Eu

    Eu cruzo a cidade, encaro subidas e nunca chego suado ao meu destino. O segredo? Uso uma bicicleta elétrica com motor de 500 W de potência. E não conheço Peruíbe, quando desço a serra, escolho ficar no Guarujá.

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    • Carlos Nunes

      “Corajosíssimo” Eu, Pois você deve ser um desses entes iluminados, totalmente descasados da realidade brasileira, porque lhe garanto, não são muitos que podem pagar pela sua maravilhosa bicicleta elétrica. Se você escolhe ficar no Guarujá, sorte sua, mais uma evidência de que pertence a uma camada da população realmente diferenciada… Creio que deva permanecer como está, andando de bicicleta elétrica e evitando ir a Peruíbe… A cidade é muito boa e não merece pessoas que adotam posturas arrogantes como essa sua.

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  • Steven

    Cordialidade gente! Li muitos dos posts com bons argumentos porém ridicularizando ou falando mal de outros posts. Baixando o nível. Numa democracia todos podemos nos expressar mas com respeito conseguimos chegar em algum lugar.

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  • Alexandre

    Bom Carlos como você disse. Você não é usuário do sistema. Não vou te convencer a ser porquê isso só você pode fazer. Mas vamos imaginar uma coisa. Se os 10 ciclistas que o seu pai viu passar fossem crianças ou mulheres, ou mesmo pais de família ou idosos. Será que eles tem o direito de escolher a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho, ou ao dentista, ou na padaria, ou até o parque mais próximo? Tudo isso com um mais segurança, sem ninguém buzinando atras dele, ameaçando ou tirando uma fina “educativa”.
    Se pra isso foi necessário construir uma ciclovia que custou X, pra mim ela já valeu a pena. Pra mim uma vida, seja de ciclista ou pedestre ou qualquer pessoa não tem preço e o que for feito no sentido de preservar essa vida deve ser feito.
    A sua empresa ainda não fornece a infraestrutura para um ciclista, mas já há muitas que estão começando a oferecer. Alem disso estão se instalando na cidade alguns café onde é possivel tomar o banho e até deixar a bicicleta estacionada. Com a ciclovia da Paulista logo vão aparecer mais e certamente muitos ciclistas que hoje não vão pelo mesmo motivo que voce acabarão tomando a decisão. Mas para isso é necessário expandir a malha e fazer mais conexões com os outros modais de transporte.
    O que talvez muita gente não tem conseguido entender, é que ninguém está querendo obrigar a todos irem de bike trabalhar ou se deslocar grandes distancias. Mas que a bicicleta pode ser uma boa opção para cobrir distancia pequenas e médias, com o sem aclives(vai depender da pessoa) e não necessariamente para ir ao trabalho.
    É uma questão de cultura. Quando as pessoas se sentirem seguras a experimentar a ciclovia que está ali disponível para elas, a cultura ao poucos vai mudando.

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    • Carlos Nunes

      Alexandre, pois lhe digo, quando morava em Peruíbe sempre dei preferência por me deslocar de bicicleta, mas como já citei, lá existe uma pista que merece esse nome, não isso que estão fazendo em São Paulo, com raras exceções. Quanto aos 10 ciclistas, olha, nem sei se chegam a tanto, você não acha que em um investimento o que deve ser analisado é o custo x benefício? Você acaba com uma faixa de rolagem em uma avenida, some com as vagas de estacionamento, provoca congestionamento para privilegiar 10 pessoas? E as centenas de outras que vão arcar com o ônus disso, como ficam? Essa conta não fecha, não há ponto de vista que se sustente com esse argumento.

      Sim, minha empresa ainda não fornece essa infraestrutura, e nunca vai fornecer, simplesmente porque não há possibilidade disso. Não há espaço físico no condomínio para a criação de tal estrutura. Quando leio comentário como esse: “muitas já estão oferecendo”, fico curioso para saber o número absoluto que esse “muitas” representa. Possuo um ciclo de relacionamento relativamente grande, e já tivemos esse tipo de discussão antes. Nenhuma empresa onde pessoas do meu relacionamento trabalha oferece essa estrutura. Talvez eu seja um infeliz desafortunado, ou simplesmente minha área de atuação seja, porque vejo de tudo, até empresas que permitem ao funcionário trabalhar de camiseta e bermuda, mas um mísero chuveiro com vestiário, nenhuminha só.

      Olha, veja este exemplo… Eu poderia pegar a faixa vermelha na frente da minha casa e chegar até a estação butantã do metrô. Lá eu seria obrigado a deixar minha bike, porque ela não pode entrar nos trens nos dias úteis. Claro que chegarei lá perfumadinho e só um pouco suado, afinal, estarei de paletó e gravata e terei pedalado por meros 5 km. Isso sem citar a minha mochila, com um notebook que, somando tudo, deve pesar uns 4 Kg… Será que as pessoas à minha volta, dentro daquele carro de metrô lotado não vão se sentir incomodadas com o mau cheiro? Ah não, claro, elas vão entender perfeitamente que eu optei por um meio de transporte alternativo…

      Desculpe Alexandre, Para isso funcionar, todo o planejamento urbanístico da cidade teria que mudar. Teria que ser possível às pessoas morar mais próximas a seu local de trabalho. Os deslocamentos teria que ser mais curtos, e a infra de suporte a esse ciclista teria que ser outra, bem diferente disso que você cita, porque não dá para me fiar que um café próximo a minha empresa vá disponibilizar chuveiro e vestiário…

      A discussão não deveria ser sobre a implantação de ciclovias, mas sobre as regras de zoneamento urbano. Depois, as ciclovias poderia entrar na pauta.

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      • Alexandre

        Já ouviu falar em bicicletário? Na estação que você usa tem um. Já ouviu falar em alforge? bagageiro para bicicleta? Seu paletó não precisa ir com vc o tempo todo, vc não tem uma gaveta na empresa onde pode guarda-lo? ja ouviu falar em bike elétrica? tem dobrável também!

        Bom eu poderia te dar várias dicas porque aqui na empresa não tenho a infra que comentei, mas mesmo assim venho pedalando 10km, com roupa esportiva. Trago no alforge camisa, calça toalha etc. As vezes levo o note pra casa também. Guardo o sapato na gaveta e venho de tenis. Faço isso diariamente e garanto que ninguem nunca me questionou nem reclamou de suor ou qualquer cheiro. Eu me limpo, passo lenço umidecido, desodorante e antes de sair de casa tomo banho.

        Enfim não preciso te convencer de algo que já é realidade pra muita gente bem menos favorecida que nós. A dificuldade quem coloca somos nós. Eu também pensava como você e aos poucos me convenci que nao fazia mais sentido pegar 1h ou mais de transito e chegar estressado no trabalho. Agora faço em 30 min e chego disposto e feliz.

        O senho de cidade perfeita vai ficar no sonho se não começarmos a realizar isso na prática. Tem um monte dessas coisas de planejamento urbanistico e zoneamento lá no plano diretor. Que alias foi revisado. O duro é fazer acontecer né. Enquanto isso já estou pedalando…

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        • LUIZ ORLANDO

          Alexandre, boa noite !!!

          …e sem entrar no mérito de quem está certo ou não, quero salientar que estamos do mesmo lado quando queremos o melhor para os Cidadãos de bem e sobre a qualidade de vida de todos
          porém gostaria de fazer algumas colocações pois me “Incomodam” deverás !
          ….Tentei ler o maximo de informações s/ os Gastos ref. as Ciclovias e sei que ainda me faltam algumas mais, para que eu possa formar melhor uma opinião sobre esse assunto por isso meus
          questionamentos são p/ tentar “FECHAR A CONTA ” mas p/ isso :

          1- Qual são os reais gastos ( EM MÉDIA…) porque cada um vende o seu peixe …concorda ?
          Obs: Tirando situações de “Infra estrutura subterrânea”, Fibras Óticas,… mudança disso e daquilo e etc e tal pois senão não se pode dimensionar o CUSTO X BENEFÍCIO DE NADA !!!
          2- Eu também conheço a Cidade de São Paulo e posso “TE CONVIDAR” a irmos à todas AS CICLOVIAS já instaladas p/ “MEDIRMOS JUNTOS”
          a Utilização EFETIVA das mesmas pois moro na Zona Oeste e posso te garantir que até mesmo a da Marg.Pinheiros é sub utilizada,
          como a Av. Politécnica, e outras mais com subidas e descidas onde NINGUÉM…..NINGUÉM…nem aos Finais de Semana…..sequer dias da Semana frequentam…mas não precisa acreditar…apenas verifique com seus próprios olhos !!
          ( Obs: NÃO CONTAM: PROX. PQ. VILLA LOBOS, PÇA PANAMERICANA, AV FARIA LIMA, PAULISTA,VERGUEIRO pois o que deveria ser feito era um Estudo muito bem detalhado p/ que não fossem usados o nosso DINHEIRO….E MUITO DINHEIRO….em CICLOVIAS ineficientes, sub utilizadas onde COMPARATIVAMENTE POUCAS PESSOAS SE VALERÃO desses RECURSOS que poderiam ser MELHOR DIRECIONADOS tendo em vista todos os CLICHÊS (SAUDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA,HABITAÇÃO ETC, ETC.).
          Entendo o Direito de cada um querer o melhor….SÓ QUE VAMOS PENSAR NO COLETIVO….E NÃO NO RELATIVAMENTE…PROPORCIONALMENTE INDIVIDUALISTA….PORQUE ENTENDO QUE OS SIMPATIZANTES DESTE SITE devam ter um perfil que os “Possibilite essa Condição de Utilização das Ciclovias” com mais facilidade (salvo excessões !!)
          pois se voce ALEXANDRE, fizer uma PESQUISA SÉRIA ( + abrangente )
          verá que quando falo de PROPORCIONALIDADE X CUSTO X BENEFÍCIO e fizer a pergunta correta……..
          DESCOBRIRÁ que MUITOS daqueles que dizem ser À FAVOR…(90%) ……NÃO VÃO DEIXAR O CARRO EM CASA ” por uma série de fatores : Obs: Sem classificar por ordem de Importância !!

          A- Dependerá do local de Trabalho = Distância / Condições de Apresentação = Higiene.
          Obs: Por favor, não me fale de lencinhos umedecidos/ Capa de Chuva/ etc, etc, etc !!! )
          B- Some o número de Trabalhadores da Empresa que Vc trabalha SOMENTE COMO PESQUISA DE OPINIÃO, ( por Exemplo ) e terá uma NOÇÃO do que tento demonstrar quando digo que a MAIORIA BRUTAL CONCORDA, APOIA…MAS NÃO DEIXARÁ O CARRO EM CASA !!!……. PERGUNTE !!!
          C- Entendo também o numero de Mortes que poderiam ser evitadas ( mas não esqueçamos que, salvo engano, morrem mais Motociclistas do que Ciclistas e Vc deve saber que o Custo da MORTE no Tränsito em relacao a Motos e enorme portanto sera que MOTOFAIXAS NAO SERIAM MELHOR QDO FALAMOS EM CUSTO X BENEFICIO comparando novamente como ja disse !!
          D- Vamos Avaliar os Valores Investidos e novamente SALVO ENGANO MEU, algumas VIAS……….
          poderiam ser transformadas em Ciclovias por ja terem um DNA proprio para isso mas outras tantas o VALOR EMPREGADO SOMADO E REDIMENSIONADO para outras PRIORIDADES como ja dito anteriormente poderiam ( NAO SUPRIR ) mas minimizar a CARENCIA DOS SERVICOS entao poderemos CONCLUIR que …SERA MESMO NECESSARIO TANTA CICLOVIA A TORTO E A DIREITO.
          E- Vou te dar ( apenas como um exemplo ) de mau uso das Aplicacoes de Alternativas sem o Devido Estudo que foi corrigido….CORREDOR DE ONIBUS ( com Horario Integral ) dependendo do Local e totalmente desnecessario por causa da DIMINUICAO DE FLUXO DO RESTANTE DO DIA….
          EX. Av Jaguare, (antes era o dia todo) HOJE ( Manha das 06h as 09h – Tarde das 17h as 20h )
          Restante do Dia – LIVRE PARA DESAFOGAR O TRANSITO !!!!! ENFIM !!!!
          F- Outra coisa…..creio que todos os SIMPATIZANTES deste SITE ou a grande maioria deva ter FAMILIA ( filhos, esposo(a)(Dog,etc. como ficam ESCOLA,CRECHE,SUPERM,VIDA NOTURNA,….
          ou cairemos naqule famoso, BIKE DE FINAL DE SEMANA, PEQUENAS DISTANCIAS, PAULISTA , PQ VILLA LOBOS, PCA PANAMERICANA…ENTAO PARA FINALIZAR OU REPENSAR O ASSUNTO…..
          G- FORAM GASTOS VALORES EXPRESSIVOS E EM ALGUNS CASOS TOTALMENTE INOCUOS OU SEJA ….PRA INGLES VER…..VAMOS LEVANTAR BANDEIRAS MAIS SIGNIFICATIVAS NESTE PAIS POIS COMO ESTAMOS VENDO, SOMOS MUITOS GRUPOS FORTES, SEGMENTADOS….MAS MUITO………… FRAGMENTADOS………… ( E EU NAO FALO EM PARTIDOS ) FALO EM PESSOAS….QUE ESTAO DO JEITO QUE OS POLITICOS DE VARIOS PARTIDOS ADORAM……CADA UM…… PUXANDO A BRASA PARA A SUA SARDINHA !!!!
          ………..QUE TAL SE TODOS POSSAMOS NOS UNIR….SEM BAIRRISMO, SEM ELITISMO, SEM CLUBISMO, SEM INDIVIDUALISMO E PENSEMOS NO TODO………………SEI QUE E DIFICIL…..
          MAS NAO IMPOSSIVEL !!!!!!

          CASO QUEIRAM SEGUE, MEU E-MAIL POIS GOSTARIA DE OLHAR DE UMA FORMA DIFERENTE E

          APRECIARIA NOVAS INFORMACOES …MAS PRECISO DE NUMEROS…QUE ME FACAM ENTENDER OS

          GASTOS EM CICLOVIAS E NAO EM OUTRAS NECESSIDADES ( NO MEU VER MAIS IMPORTANTES )

          JA ELENCADAS ACIMA POIS ME DESCULPEM…..NENHUMA CICLOVIA SERA MELHOR DO QUE

          EMPREGAR TODO O MONTANTE EM SAUDE, EDUCACAO, SEGURANCA, HABITACAO ETC……TEMAS ESTES, QUE SO QUEM DEPENDE DESSAS MELHORIAS TALVEZ ENTENDERA……PORQUE A MEU

          VER….NAO IMPORTA A TODOS………NAO E VERDADE ( INTERROGACAO !!! )

          ( LUIZ ORLANDO ) E-MAIL, 09luizorj@gmail.com

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    • LUIZ ORLANDO

      Alexandre, boa noite !!!

      …e sem entrar no mérito de quem está certo ou não, quero salientar que estamos do mesmo lado quando queremos o melhor para os Cidadãos de bem e sobre a qualidade de vida de todos
      porém gostaria de fazer algumas colocações pois me “Incomodam” deverás !
      ….Tentei ler o maximo de informações s/ os Gastos ref. as Ciclovias e sei que ainda me faltam algumas mais, para que eu possa formar melhor uma opinião sobre esse assunto por isso meus
      questionamentos são p/ tentar “FECHAR A CONTA ” mas p/ isso :

      1- Qual são os reais gastos ( EM MÉDIA…) porque cada um vende o seu peixe …concorda ?
      Obs: Tirando situações de “Infra estrutura subterrânea”, Fibras Óticas,… mudança disso e daquilo e etc e tal pois senão não se pode dimensionar o CUSTO X BENEFÍCIO DE NADA !!!
      2- Eu também conheço a Cidade de São Paulo e posso “TE CONVIDAR” a irmos à todas AS CICLOVIAS já instaladas p/ “MEDIRMOS JUNTOS”
      a Utilização EFETIVA das mesmas pois moro na Zona Oeste e posso te garantir que até mesmo a da Marg.Pinheiros é sub utilizada,
      como a Av. Politécnica, e outras mais com subidas e descidas onde NINGUÉM…..NINGUÉM…nem aos Finais de Semana…..sequer dias da Semana frequentam…mas não precisa acreditar…apenas verifique com seus próprios olhos !!
      ( Obs: NÃO CONTAM: PROX. PQ. VILLA LOBOS, PÇA PANAMERICANA, AV FARIA LIMA, PAULISTA,VERGUEIRO pois o que deveria ser feito era um Estudo muito bem detalhado p/ que não fossem usados o nosso DINHEIRO….E MUITO DINHEIRO….em CICLOVIAS ineficientes, sub utilizadas onde COMPARATIVAMENTE POUCAS PESSOAS SE VALERÃO desses RECURSOS que poderiam ser MELHOR DIRECIONADOS tendo em vista todos os CLICHÊS (SAUDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA,HABITAÇÃO ETC, ETC.).
      Entendo o Direito de cada um querer o melhor….SÓ QUE VAMOS PENSAR NO COLETIVO….E NÃO NO RELATIVAMENTE…PROPORCIONALMENTE INDIVIDUALISTA….PORQUE ENTENDO QUE OS SIMPATIZANTES DESTE SITE devam ter um perfil que os “Possibilite essa Condição de Utilização das Ciclovias” com mais facilidade (salvo excessões !!)
      pois se voce ALEXANDRE, fizer uma PESQUISA SÉRIA ( + abrangente )
      verá que quando falo de PROPORCIONALIDADE X CUSTO X BENEFÍCIO e fizer a pergunta correta……..
      DESCOBRIRÁ que MUITOS daqueles que dizem ser À FAVOR…(90%) ……NÃO VÃO DEIXAR O CARRO EM CASA ” por uma série de fatores : Obs: Sem classificar por ordem de Importância !!

      A- Dependerá do local de Trabalho = Distância / Condições de Apresentação = Higiene.
      Obs: Por favor, não me fale de lencinhos umedecidos/ Capa de Chuva/ etc, etc, etc !!! )
      B- Some o número de Trabalhadores da Empresa que Vc trabalha SOMENTE COMO PESQUISA DE OPINIÃO, ( por Exemplo ) e terá uma NOÇÃO do que tento demonstrar quando digo que a MAIORIA BRUTAL CONCORDA, APOIA…MAS NÃO DEIXARÁ O CARRO EM CASA !!!……. PERGUNTE !!!
      C- Entendo também o numero de Mortes que poderiam ser evitadas ( mas não esqueçamos que, salvo engano, morrem mais Motociclistas do que Ciclistas e Vc deve saber que o Custo da MORTE no Tränsito em relacao a Motos e enorme portanto sera que MOTOFAIXAS NAO SERIAM MELHOR QDO FALAMOS EM CUSTO X BENEFICIO comparando novamente como ja disse !!
      D- Vamos Avaliar os Valores Investidos e novamente SALVO ENGANO MEU, algumas VIAS……….
      poderiam ser transformadas em Ciclovias por ja terem um DNA proprio para isso mas outras tantas o VALOR EMPREGADO SOMADO E REDIMENSIONADO para outras PRIORIDADES como ja dito anteriormente poderiam ( NAO SUPRIR ) mas minimizar a CARENCIA DOS SERVICOS entao poderemos CONCLUIR que …SERA MESMO NECESSARIO TANTA CICLOVIA A TORTO E A DIREITO.
      E- Vou te dar ( apenas como um exemplo ) de mau uso das Aplicacoes de Alternativas sem o Devido Estudo que foi corrigido….CORREDOR DE ONIBUS ( com Horario Integral ) dependendo do Local e totalmente desnecessario por causa da DIMINUICAO DE FLUXO DO RESTANTE DO DIA….
      EX. Av Jaguare, (antes era o dia todo) HOJE ( Manha das 06h as 09h – Tarde das 17h as 20h )
      Restante do Dia – LIVRE PARA DESAFOGAR O TRANSITO !!!!! ENFIM !!!!
      F- Outra coisa…..creio que todos os SIMPATIZANTES deste SITE ou a grande maioria deva ter FAMILIA ( filhos, esposo(a)(Dog,etc. como ficam ESCOLA,CRECHE,SUPERM,VIDA NOTURNA,….
      ou cairemos naqule famoso, BIKE DE FINAL DE SEMANA, PEQUENAS DISTANCIAS, PAULISTA , PQ VILLA LOBOS, PCA PANAMERICANA…ENTAO PARA FINALIZAR OU REPENSAR O ASSUNTO…..
      G- FORAM GASTOS VALORES EXPRESSIVOS E EM ALGUNS CASOS TOTALMENTE INOCUOS OU SEJA ….PRA INGLES VER…..VAMOS LEVANTAR BANDEIRAS MAIS SIGNIFICATIVAS NESTE PAIS POIS COMO ESTAMOS VENDO, SOMOS MUITOS GRUPOS FORTES, SEGMENTADOS….MAS MUITO………… FRAGMENTADOS………… ( E EU NAO FALO EM PARTIDOS ) FALO EM PESSOAS….QUE ESTAO DO JEITO QUE OS POLITICOS DE VARIOS PARTIDOS ADORAM……CADA UM…… PUXANDO A BRASA PARA A SUA SARDINHA !!!!
      ………..QUE TAL SE TODOS POSSAMOS NOS UNIR….SEM BAIRRISMO, SEM ELITISMO, SEM CLUBISMO, SEM INDIVIDUALISMO E PENSEMOS NO TODO………………SEI QUE E DIFICIL…..
      MAS NAO IMPOSSIVEL !!!!!!

      CASO QUEIRAM SEGUE, MEU E-MAIL POIS GOSTARIA DE OLHAR DE UMA FORMA DIFERENTE E

      APRECIARIA NOVAS INFORMACOES …MAS PRECISO DE NUMEROS…QUE ME FACAM ENTENDER OS

      GASTOS EM CICLOVIAS E NAO EM OUTRAS NECESSIDADES ( NO MEU VER MAIS IMPORTANTES )

      JA ELENCADAS ACIMA POIS ME DESCULPEM…..NENHUMA CICLOVIA SERA MELHOR DO QUE

      EMPREGAR TODO O MONTANTE EM SAUDE, EDUCACAO, SEGURANCA, HABITACAO ETC……TEMAS ESTES, QUE SO QUEM DEPENDE DESSAS MELHORIAS TALVEZ ENTENDERA……PORQUE A MEU

      VER….NAO IMPORTA A TODOS………NAO E VERDADE ( INTERROGACAO !!! )

      ( LUIZ ORLANDO ) E-MAIL, 09luizorj@gmail.com

      P.S. ALEXANDRE, GOSTARIA MUITO DE SABER QUAL A SUA PROFISSÃO, O TIPO DE EMPRESA QUE TRABALHA (NÃO É NECESSÁRIO O NOME) SE VC TEM FAMILIA E CARRO PORQUE NAS COLOCAÇÕES QUE VC FEZ, NOTA SE UM PATAMAR DE PESSOAS COMO VC (SEM QUERER OFENDER, CLARO!) QUE ESTÃO SE BENEFICIANDO QUE
      ” NÃO TRADUZ O REAL NUMERO DE PESSOAS ” QUE PODERIAM SER ATENDIDAS COM O “MONTANTE GASTO NAS CICLOVIAS” E QUE NÃO FOI POUCO… COMO DISSE…..VC DAR EX: DE CAFÉS C/ ESTAC. E CHUVEIRO, AV. PAULISTA, ENFIM….NÃO REPRESENTA A GDE MAIORIA DA POPULAÇÃO…QUE PRECISA !!
      SÓ PEÇO UMA COISA….QUANDO FALAR EM GASTOS PÚBLICOS….JUNTEMOS FORÇA PARA IMPEDIR AS GASTANÇAS, CORRUPÇÕES E ENRIQUECIMENTOS ILÍCITOS
      E SE QUEREMOS UM TRÂNSITO MELHOR….TIREM OS CARROS E INVISTAM EM TRENS E METRO…..E COMO JÁ DISSE…PENSEMOS NO CONJUNTO DO POVO !!!

      DESCULPEM O DESABAFO….MAS VAMOS REFLETIR MELHOR ??? GRATO !!

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      • Alexandre

        Boa noite Luiz,
        Eu havia decidido não responder mais nenhum comentário aqui porque acho que a discussão já fugiu muito do tema do post mas como você me citou acho justo pelo menos colocar minha opinião.
        Mas antes de qualquer coisa gostaria de te dar um toque. Numa boa. Quando debater um assunto em qualquer fórum de discussão, blog ou site de notícias, não utilize caixa alta nos seus textos. Além de ser deselegante e desrespeitoso, ele soa agressivo e confunde a leitura podendo até gerar um interpretação errada do que você estava querendo expressar. Se você quer mesmo atrair a atenção, seja claro e conciso, não fuja muito do contexto da discussão e apresente números e fatos concretos para ilustrar o que você quer dizer. A caixa alta é a pior forma de fazer isso.
        Bom sobre os seus argumentos, de uma maneira geral você está certo em querer saber mais. Só que aqui não é o melhor lugar para obter essas informações. Você precisa procurar os canais de informação onde estão os dados oficiais sobre gastos, orçamentos, e prestação de contas.
        A sua argumentação está toda baseada nas suas impressões. Não tem nenhum número concreto também. O que o William colocou no post foram dados já divulgados pela prefeitura oficialmente. O que a Veja fez foi criar sua matemática e divulgar sem nenhum critério de analise. A diferença é essa.
        Não vou nem comentar os itens que você citou de A a G porque basta você ler os outros comentários e ver que eles já foram exaustivamente discutidos aqui.
        Bom finalmente sobre os seus questionamentos sobre mim. Sou engenheiro, trabalho em uma empresa de software e coordeno um equipe de desenvolvimento. Meu trabalho não difere da maioria das pessoas, trabalho num escritório, utilizo roupas formais, tenho horário de trabalho, tenho reuniões com clientes e diretoria da empresa etc. Tenho família e carro sim. Utilizava ele quando morava mais longe e sofria muito porque na época nem faixas exclusivas tinha. Resolvi então mudar pra mais perto do trabalho aprox. 10 km. Ia de metro até começar a utilizar a bicicleta na ciclofaixa aos domingos e perceber que era possível utilizar a bike como meio de transporte para o trabalho. Comecei a utiliza-la bem antes do plano e ciclovias e por muita sorte, hoje tenho cerca de 50% do trajeto com ciclovias. Além do beneficio e não pegar mais transito(cerca de 1h de carro, ou 30 min de metro) vejo muitos outros beneficios ate mais importantes: reducao de peso (15kg), parei de tomar remédios para colesterol, disposição, saí do sedentarismo, economia de 140 reais mensais, vou trabalhar feliz, não estou poluindo, não sinto stress, vivo a cidade, sinto o vento no rosto, vejo as pessoas, dou bom dia pra outros ciclistas e motoristas.
        Olha não sou diferente da maioria das pessoas, não sou de outro patamar, seja lá o que vc quis dizer com isso, e se você perguntar para todos ciclistas aqui vai perceber que tem gente de todas as áreas.
        As ciclovias são uma opção de transporte, não é a unica opção. É meio difícil de algumas pessoas entenderem isso.
        Enfim a discussão é sempre boa, opiniões divergentes e respeitadas é muito bom para a democracia. Respeito sua posição não mudo a minha mas o resultado que é depois da discussão saímos melhores.

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  • Carlos Nunes

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    • Eu

      As ciclovias e ciclofaixas de Nova Iorque, Bogotá, Londres, Berlim, Paris, Buenos aires mandam lembranças…Você acha que é só aqui que se tira vaga de rolamento e de estacionamento de carros para dar lugar as bicicletas Carlos? Está muito mal informado.

      São Paulo cresceu em torno dos carros….logo, muitas ruas e avenidas NÃO tem espaço para ciclovias….as vezes nem para pedestres, porque foi feita pensando somente no automóvel. E você quer o que? Av.9 de Julho não tem espaço para ciclovias. Av.Santo Amaro também não. As ruas paralelas idem.

      Curiosamente, foi o mesmo mimimi contra as faixas de ônibus no ano passado.

      Você é o típico brasileiro. Egoísta e que só pensa no individual. Por essas e outras que o Brasil não vai para frente.

      17 mil km de vias pavimentadas para carros e qto para ciclistas mesmo?

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      • Carlos Nunes

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        • CiceroS

          Carlos, eu não sei se alguém até hoje lhe avisou, mas a partir de hoje teje avisado: o “espaço” do viário em frente da sua residência não lhe pertence, você não é “proprietário” dela, esse espaço não é propriedade privada. Aliás, em nenhum lugar do mundo é assim, ok?

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          • Carlos Nunes

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          • Alexandre

            Em que lugar da lei está escrito que vc tem o direito de estacionar na frente de sua casa? Se tivesse um ponto de ônibus então vc acha que teria o mesmo direito?
            As ruas são espaços públicos que possuem regras de uso e sinalização para isso. Ela não são extensões de sua casa. Embora você tenha todo o direito de usa-las, vc tem que respeitar o direito das outras pessoas também.
            Sobre as calçadas. Elas são responsabilidade do proprietário do imóvel sim. Desde que o governo Jãnio Quadros, que vc deve se lembrar instituiu isso. Sou contra essa lei, mas infelizmente ela existe e seria uma boa reinvindicação mudá-la.
            Já a limpeza e conservação é mesmo obrigação da prefeitura e para reclamar sobre isso você pode usar SAC ou se dirigir a subprefeitura da sua região.

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          • CiceroS

            Bom, Carlos, então estamos quites, já que você também não faz a mínima idéia da minha experiência de vida.

            Agora, quanto às suas linhas de argumentação? Me desculpe, se durante toda a sua vida você não conseguiu traçar uma distinção mínima, reconhecer o mais básico entre o que é público e o que é privado, realmente, não serei eu ensinar reza nenhuma nessa paróquia.

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  • Marcelo Aguiar

    Lendo os comentários PRÓ e CONTRA acima, só posso dar meus parabéns ao prefeito petista que permitiu este tipo de discussão, pois em eras tucanas NADA disso existiria. Nenhum desses posts seria possível. A solução tucana era ZERO: ciclista que se f***, tinha que ralar os côcos entre os carros. Que bom ver uma outra era para Sampa. Parabéns Haddad.

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    • Alex

      Pois é, Marcelo.

      O Andrea Matarazzo (que faz uma campanha de ódio às ciclofaixas) ou qualquer outro tucano, se um dia for prefeito, vai retirar todas as ciclofaixas. Exceto a da Marginal Pinheiros (que, para a Veja SP, é um modelo de ciclovia, sem intervenções… E SEM ACESSOS). 😉

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  • Victor Augusto

    Veja sendo Veja. Sempre tendenciosa e desinformada. Deveria ser proibida a circulação dessa revista! É um perigo para os cidadãos e seres humanos.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 10 Thumb down 7

    • Orleans Farias

      Sem censura, por favor…

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      • CiceroS

        De pleno acordo, Orleans, censura nunca mais!

        Agora, jornalismo que manipula cálculo e inventa fonte, não dá, né? É essa a imprensa que queremos, é essa a imprensa que precisamos para ajudar na fiscalização dos agentes públicos? Então agora vale tudo? E sustentar a nossa liberdade à informação com desinformação está tudo bem?

        Me desculpe, mas tem muita gente, mas muita gente aí que precisa voltar ao princípios, ao básico, ao bê-a-bá da democracia.

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    • Nick Ron

      Da mesma forma que a reportagem de Vejinha foi tendenciosa é descarado o perfil chapa branca do crítico. Com poucas exceções, como da ciclovia da Elizeu e da Paulista, a maioria dos trechos implantados requereu apenas sinalização e pintura. Mê deem um terço do valor gasto que faço melhor. Comparar também com o custo das ciclovias do Rio Pinheiros e de outros países, onde partiu-se de terrenos chão de terra em que é preciso drenar e pavimentar, enfim começar do zero como se fizesse uma rodovia, mostra a preocupação do autor em justificar o injustificável no desmando com o dinheiro público.

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