Partidarizar as ciclovias em São Paulo incentiva agressões a ciclistas

Não desconte sua raiva do governo nas pessoas nas ruas. Isso pode acabar mal. Foto: Talita Rodrigues

Não desconte sua raiva do governo nas pessoas que pedalam nas ruas ou que apoiam a implantação de ciclovias. Isso colabora para um antagonismo que não tem como acabar bem. Foto: Talita Rodrigues

Muito nos entristece que tanta gente, até mesmo em veículos de imprensa de grande influência, veja as ciclovias da capital paulista como propaganda do PT, o partido do atual prefeito da cidade, ou diga que as ciclovias são “de Haddad”, em vez de serem de São Paulo ou dos paulistanos. E isso já tem aumentado as agressões a ciclistas dentro e fora das ciclovias, como já havíamos comentado aqui no Vá de Bike em dezembro do ano passado.

Os relatos de amigos e leitores só aumentam – em frequência e agressividade. Nesse fim de semana, em pleno Dia Internacional da Mulher, a amiga Mariana Boff foi atropelada por um ônibus, que passou perto o suficiente para bater em seu guidão e arrastar a bicicleta com as rodas do veículo, que pesa toneladas. Por sorte, muita sorte, ela não teve o mesmo destino da bicicleta, mas se machucou muito com a queda, a ponto de sofrer um corte grande nas costas. As fotos dos ferimentos foram postadas em sua página no Facebook. A placa do ônibus foi fotografada por outra ciclista que estava no local e Mariana tomará providências legais.

Recentemente, a leitora Carla Moraes relatou que uma motorista que estava com o carro sobre a ciclovia, esperando o sinal abrir, tentou atropelar propositalmente ela e outra garota ao sair, acelerando contra elas. Por sorte, ambas estão bem. Com diversas testemunhas para apoiá-la, Carla fez Boletim de Ocorrência e já descobriu o nome da motorista, dando início aos procedimentos legais.

Outra leitora, Dani Gracia, relatou na última sexta-feira que um motorista jogou o carro para cima dela, que se desequilibrou, caiu e teve vários ferimentos. Ela tinha acabado de levar a filha para a escola, na cadeirinha da bicicleta, e por sorte a criança não estava mais com ela. “Pede para o prefeito pintar a rua de vermelho”, justificou o homem que dirigia o carro. E que foi embora rindo, sem ajudá-la. Infelizmente, Dani não conseguiu anotar a placa e esse motorista ficará impune, até que seus atos tenham consequências piores.

E o empresário Marco Gomes publicou na semana passada um vídeo em que um motorista o prensa propositalmente contra outro carro, pouco depois de fechá-lo, quase causando um acidente grave por duas vezes seguidas. O vídeo você vê no final deste texto.

Menina pedala em ciclovia da Granja Julieta, em São Paulo. Foto: Alex Gomes

Menina pedala em ciclovia da Granja Julieta, em São Paulo. Foto: Alex Gomes

Vidas em jogo

As ciclovias são construídas para proteger a vida das pessoas que se deslocam de bicicleta, ou que pretendem fazê-lo mas ainda não se sentem seguras. E elas atendem a uma demanda histórica dos ciclistas paulistanos, principalmente no caso da Avenida Paulista.

Se seguem um modelo adequado de implantação ou se há falhas, isso pode e deve ser discutido, mas resumir a questão a uma disputa partidária, ainda que em tom de desabafo, leva todos nós a perder. Principalmente com as agressões que os ciclistas têm sofrido nas ruas, por conta de motoristas que acreditam que usar a bicicleta é apoiar o partido do prefeito e que isso, por si só, justificaria uma punição em forma de fechada, fina, ameaça de atropelamento ou até derrubar o ciclista de fato, sem se importar com as consequências. Porque, afinal, ele estava merecendo mesmo.

Menos, gente! Por favor. Pessoas em bicicletas são só isso: pessoas. Com amigos, pais, maridos, esposas, filhos e amores esperando para revê-los e, pasmem: com preferências políticas variadas! Entrar nesse discurso de que as ciclovias são um mal para a cidade ou que são pura propaganda política inflama as pessoas de má índole, que passam a ver cada bicicleta na rua como um insulto, uma provocação, quase um crime, fazendo com que se sintam justos e vingadores ao cometer essas agressões – que podem, inclusive, causar mortes ou sequelas para o resto da vida.

Pense nisso.

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68 comentários para Partidarizar as ciclovias em São Paulo incentiva agressões a ciclistas

  • Rubens

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    • Alexandro

      Chora mais carrocrata….

      Mané que defende politico que rouba mais faz, tem mais é que se ferrar mesmo!

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    • Rosana

      “Legal” (só que não)repetir mecanicamente uma série de afirmações sem comprovação (superfaturamento, prejudicar lojista, não passa bicicleta, aumenta o trânsito…), ou melhor, comprovadamente inverídicas, conforme diversas matérias neste e em outros meios de comunicação apartidários.
      “Legal” (só que não) eleger um político rouba-”mais”(sic)-faz.
      O que é legal de verdade é pensar que a cidade é para as pessoas, e estas, em sua enorme maioria, não usam carro particular e se beneficiam muito com a diminuição do uso deste para privilegiar outros meios de transporte mais racionais.

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    • ALEK RADICAL SANDRO

      São muito legais esse lojistas que não dispõe de estacionamento né, que não se organizam para preparar um e dar descontos para clientes nessas avenidas de bairro né?! São muito legais esse motoristas que andam sozinhos para trabalhar e que não se organizam para dar caronas com partilha da gasolina né?! São muito legais esse horário comercial (9:00hs as 18:00hs) onde aqueles que realmente trabalham não podem sair em seu horário de trabalho para ir comprar né?! …. São muito legais essas grandes obras de logística, milhares e milhares de estradas onde nunca iremos passar mas que tem o dinheiro do nosso imposto ali né?!…….

      São muito legais pessoas como vc, que não se move para nada mas que sempre aponta o dedo para o que é errado né…

      Rubens, além do seu carro compre uma bike tb como eu, um dia sua saúde e seu bolso pediram por isso…

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  • Marcos Aurélio

    Parabéns então ao prefeito, não levando em conta o partido dele, e minhas vaias para as violentas pessoas que atropelam pessoas também não levando em conta a quem estas apoiam politicamente!

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  • Nos anos 90 usei muito bicicleta como lazer e transporte, durante seis meses que fiquei sem carro era o meu transporte do Alto da Boa Vista a Vila Nova Conceição, de casa para o trabalho, usava ruas internas,me valia de preparo físico e me impunha entre os carros, nunca foi fácil, mas sobrevivi…
    Como motorista, sempre respeitei bicicleta e moto, mesmo quando eles estivessem errados.
    Estou pensando novamente em usar bicicleta, mas parece que as coisas mudaram, e para pior…
    Como pedestre, e agora morando no Morro dos Ingleses, caminho sempre até o metro na Paulista, ou mesmo em caminhadas de lazer, estive para ser atropelado inúmeras vezes, quase sempre vizinhos aqui do bairro, motoristas em alta velocidade e falando ao celular, um habito meio “zumbi”, cruzam sinais vermelhos e parece que não estão nem ai para pedestres, agem como se estivessem em outra dimensão, voce que fique esperto, ou eles passam em cima, alguma vezes o motorista aprontou isso e logo depois parou ali na frente num congestionamento,dai voce passa a pé por ele (quase sempre ela) e vai ver que é sempre alguém falando ou teclando no celular…
    As coisas pioraram, a consciência diminuiu, perda de consciência do agora, do momento presente, e os zumbis lobotomizados estão às soltas…

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  • Adilson

    A civilização passou longe de São Paulo. Essa cidade envergonha o mundo. Nunca ouvi dizer que acontece ou aconteceu isso em outras partes do mundo.

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  • Gugu

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  • [...] está ocorrendo mais uma vez, a exemplo de todo o debate nacional dos últimos oito meses, a PARTIDARIZAÇÃO de uma rara proposta urbanística com impacto ecológico [...]

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  • Kaleb

    Infelizmente tenho que dizer que realmente nas ultimas semanas o pessoal tá agressivo… To quase andando com o CTB quando saio de bike. Ando de bike desde muito antes do advento das ciclofaixas, sempre fiz os mesmos caminhos… É visível a mudança de atitude dos motoristas (Taxista então…).

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  • Leonardo

    Não há partidarismo, vermelhismo, achismo, o “ismo” que for que justifique esse tipo de barbárie.

    Me desculpem… mas isso é ignorância pura e simples. Ponto.

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  • Eric Barreto

    Essa partidarização é totalmente irracional. Vejam o trecho abaixo, de meados de 2014, retirado do site do PSDB:

    Sobre mobilidade urbana, Feldman pontua que o plano de governo da Coligação Muda Brasil estimula o uso ciclovias e transporte público sustentável. “Estamos muito preocupados com a ampliação do uso do automóvel nas grandes cidades brasileiras, que se transformarão em grandes estacionamentos. Propomos uma ampliação do uso da bicicleta e também o investimento no bom transporte público sustentável: barato, eficiente e não poluidor. Neste caso, o transporte por trilhos tem uma prioridade alta”, afirmou o coordenador.

    Defendemos uma causa que os principais atores do cenário político brasileiro também são a favor. Se não atuam diretamente, ao menos em teoria, apoiam.

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  • Wellington

    PROTESTOS DOS CICLISTAS JÁ, WILLIAM.

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  • Luis

    Alguém sabe qual é o local desta foto? http://images.jovempan.uol.com.br/MS5FI26NLZ2tiN3kPCClFBRKbr8=/fit-in/619×380/media.jovempan.uol.com.br/archives/2014/09/30/3691525246-galeria-do-leitor-ciclovias-de-sao-paulo-estao-vazias-562673330.jpg

    Ela é bastante usada pelos críticos das ciclovias (não críticos construtivos, os destrutivos). Me parece muito estranho, não me parece uma ciclovia sendo implementada, ainda que fosse uma sobre trecho de calçada. Não tem identificação da CET, ou da PMSP, ou de obra, ou do que quer que seja. Apenas uma calçada vermelha com um cone.

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    • Wellington

      Está com cara de armação.

      Eu estava acompanhando de 30 em 30 minutos se a setença ía sair. As notícias chegaram na mídia antes de ser publicada no site do Tribunal de Justiça.

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    • é apenar um trecho na Avenida Escola Politécnica que pega a calçada, quase na esquina da Corifeu de Azevedo Marques e no larguinho do Jaguaré. Essa foto foi antes de finalizarem a sinalização e demarcação da via. Já andei aí é é ok..só um pedaço mesmo..tem um vídeo na internet sobre isso..procura aí, ciclista na politécnica.

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      • Wellington

        Estou com vergonha do nosso poder judiciário e do ministério público. Estão dando decisões não relacionadas a aspectos legais, mas adentrando no âmbito político dos governantes. As ciclovias já estão sendo politizadas e sendo usadas como arma de ataque eleitoral.

        Pra mim, já estava tudo combinado. Um triunvirato vicioso entre o inquérito policial, o Ministério Público e o Juiz de primeira instância.

        Espero que essa decisão caia, mas a ideia é a geração do desgaste. A imprensa ao invés de incentivar o uso da bicicleta, faz totalemnte o contrário.

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      • Wellington

        Acho que saiu do ar.
        Segue o texto:

        Vistos. Trata-se de ação civil pública aforada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO contra o MUNICÍPIO DE SÃO PAULO e contra a COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO, em que há pedido de liminar. 1-) Recebo a petição inicial que obedece aos requisitos do artigo 282 do Código de Processo Civil. 2-) Constatando-se a presença de dois pedidos liminares distintos, passo à análise de forma separada. 2.1-) Ainda que se vislumbre esforço do autor em buscar a demonstração de uma omissão pela Municipalidade e da autarquia municipal, consistente na inexistência de estudo de viabilidade, projeto básico e projeto executivo prévios à instalação das ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas no Município de São Paulo, não me parece que a violação aos preceitos da Lei de Licitações seja argumento válido para o caso. Primeiramente, a petição inicial vem fundada na inobservância da Lei n° 8.666/93. Contudo, a instalação do sistema viário é fundado no Código de Trânsito Brasileiro (artigo 58 e seus parágrafo único) e nas resoluções do CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO CONTRAN, especialmente no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito Volume IV. O Manual de Sinalização em comento, aprovado pela Resolução n° 236, de 11 de maio de 2007, traz os preceitos a serem observados para a marcação de via rodocicloviária. Portanto, em análise superficial, não parece que a instalação de uma ciclofaixa ou de uma ciclovia deva ser classificada como obra de engenharia, como busca fazer crer o autor na petição inicial, mas simples demarcação de faixa de tráfego exclusivo para bicicletas. Porém, sabendo-se que o interesse da Administração Municipal segue no desejo de implantar ao menos 400 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas nesse município, é de se entender como razoável a presença de prévio estudo de impacto viário global e local, de sorte a mitigar efeitos deletérios como o estrangulamento do tráfego de veículos em vias públicas. O autor, no âmbito do inquérito civil que instrui a petição inicial, requisitou informações junto aos réus acerca dos estudos realizados para a implantação das ciclofaixas, ciclovias e ciclorrotas em funcionamento e projetadas, inicialmente em setembro de 2014 (fls. 191 e 192), o que faz crer que os réus tinham ciência do questionamento futuro da implantação do sistema cicloviário nesse município. Porém, nada de relevante consta dos autos quanto às sinalizações realizadas posteriormente, pois nenhum estudo de impacto viário foi apresentado aos promotores de justiça, mas as ciclofaixas e as ciclovias de caráter permanente continuam a ser implantadas. Assim, pelo que consta dos autos até o presente momento, é de se entender que as articulações do autor possuem verossimilhança, requisito essencial para a concessão da tutela de urgência. O perigo de dano irreparável decorre do interesse coletivo em se obstar novas implantações de ciclofaixas ou ciclovias sem prévio estudo de impacto viário. 2.2-) Solução diversa merece a implantação da ciclovia da Avenida Paulista, já que se trata de trabalho que aparenta melhor estudo e planejamento, com informação prévia à comunidade em geral, e que foi objeto de acalorada discussão nos meios de comunicação. Aparentemente, a utilização do canteiro central como local para a implantação da ciclovia denota preocupação com a mitigação das influências negativas para o trânsito local. Ainda, a argumentação de que as atividades desenvolvidas pelos réus estariam causando peculiar risco aos condutores de veículos automotores e transeuntes não se sustenta, já que as fotografias que instruem a petição inicial demonstram a presença de incômodo natural decorrente de obra em via de grande circulação, não se justificando a paralisação dos trabalhos. Sem se olvidar que, como se trata de implantação em estágio avançado de desenvolvimento, a paralisação dos trabalhos ou a recomposição ao estado anterior importará em maiores transtornos aos munícipes, especialmente em caso de improcedência dos pedidos. 3-) Nestes termos, DEFIRO tutela antecipada para o fim exclusivo de impor aos réus a paralisação de todas as implantações de novas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas de caráter permanente no Município de São Paulo, sem prévio estudo de impacto viário global e local, excetuando-se a continuidade da implantação da ciclovia da Avenida Paulista, pelos motivos acima expostos. Para o caso de descumprimento da presente decisão interlocutória, fixo multa diária no importe R$ 10.000,00, sem limite de cômputo global e sem prejuízo da responsabilização pessoal de servidores, agentes e autoridades por crime de desobediência e por improbidade administrativa. 4-) No mais, cite(m)-se e intime(m)-se, ficando o(s) réu(s) advertido(s) do prazo de 60 (sessenta) dias para apresentar(em) a defesa, sob pena de serem presumidos como verdadeiros os fatos articulados na inicial, nos termos do artigo 285 do Código de Processo Civil. Consigno que este processo é DIGITAL e, assim, a petição inicial e todos os documentos que a instruem podem ser acessados por meio do endereço eletrônico do Tribunal de Justiça (http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/pg/open.do), no link: “Este processo é digital. Clique aqui para informar a senha e acessar os autos”, conforme procedimento previsto no artigo 9º, caput, e parágrafo primeiro, da Lei Federal nº 11.419 de 19.12.2006, sendo que A SENHA DE ACESSO SEGUE NA FOLHA ANEXA.

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  • Wellington

    Psssoal, vamos acompanhar essa ação absurda do Ministério Público. Espero que o Juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra não atenda esse absurdo. Segue o link:

    http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/pg/show.do?processo.codigo=1H0007OVO0000&processo.foro=53

    Processo: 1009441-04.2015.8.26.0053
    Classe: Ação Civil Pública
    Área: Cível
    Assunto:Ordem Urbanística
    Outros assuntos:Posturas Municipais
    Distribuição: Livre – 17/03/2015 às 18:37
    5ª Vara de Fazenda Pública – Foro Central – Fazenda Pública/Acidentes
    Juiz: Luiz Fernando Rodrigues Guerra
    Valor da ação: R$ 1.000,00

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  • [...] Que oposição é essa? – Renata Falzoni – Partidarizar as ciclovias em São Paulo incentiva agressões a ciclistas – Willian Cruz – TJ suspende liminar que ordenava retirada de ciclovia em frente a [...]

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  • CiceroS

    Preparem-se para uma nova “agressão”, e em grande escala, agora infelizmente cometida pelo próprio Ministério Público: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/03/18/mp-entra-na-justica-para-paralisar-obras-de-ciclovias-em-sao-paulo.htm

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  • Carla Moraes

    Oi, William e todo mundo…boa tarde!
    Então, é meio triste… estou com uma sensação de impunidade e desamparo total. Esse ocorrido na ciclovia comigo e com a Mei, da tentativa de jogar o carro 3 vezes em cima da gente e fugir no farol vermelho da motorista, infelizmente ficará impune, apesar das testemunhas e placa do veículo e nome da condutora.
    A delegada que fez o BO, querendo evitar o andamento do inquérito, imagino eu, colocou como “Boletim de ocorrência não criminal”. Então quando voltei ao cartório, para darmos andamento, o delegado Ailton (da delegacia da 11 de Junho) disse que só poderia dar andamento se fizessemos uma perícia nas bicicletas e fosse constatado algum dano. Ele foi muito gentil e me explicou sobre algumas empecílios legais,que realmente são fato, pois a lei acaba sendo branda demais nesses casos. O guidão da Mei entortou e o da minha bike só soltou e entortou o para-lamas e perdeu um parafuso, mas isso arrumamos no dia seguinte, afinal precisamos das bicicletas para nos locomover. Assim sendo, ele não poderia abrir nenhum tipo de investigação ou algo parecido…
    Também conversei com a Mei, e como a mulher é uma pessoa totalmente descontrolada, pode transformar qualquer atitude nossa em uma tempestada em copo d’água, já que ela parte para violência e pode discontar em qualquer outro ciclista.
    O que aprendi com esse episódio? Que devo comprar uma câmera filmadora..heheh Porque assim,mesmo que a lei nos desampare, as imagens nas redes sociais podem fazer alguma coisa.
    Bom, é isso… uma pena… agora passo por ali com bem mais cuidado e de olho nas placas dos carros…porque acho que se encontro aquela mulher vou sair correndo dali.
    Abraços a todos!

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  • edielson

    Galera as vezes agente fala de mais e age de menos, vamos pra rua fazer uma manifestação pacifica, vamos reunir todos os ciclitas de sp, vamos convoca-los vamos nos impor, deixar a imprensa nos ver divulgar e ate falar mal,estamos esperando que muitos de nós venhamos morrer para fazer isso, chega de tanto bla, bla ,bla e vamos agir.

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  • Frederick Montero

    Talvez não seja apenas uma reação agressiva por causa da partidarização das ciclovias, mas também por causa da perda de espaço que os motoristas dos carros tiveram, além da troca de valores na administração pública. Até agora, todas as administrações públicas visaram obras de melhoria da mobilidade pensando nos carros em detrimento das outras categorias, como ciclistas, pedestres e usuários de transporte público. Agora a balança virou a favor destes outros e os motoristas de carro não apenas estão irritados pela perda do espaço e da primazia das obras públicas, como também sentem que sofrem um atentado a toda uma cultura, a cultura da idolatria dos automóveis. Isso gera uma perda do referencial deles sobre o que valorizar na vida e nas suas relações sociais. Além de descontar as frustrações do dia a dia nas bicicletas, os motoristas também descontam a frustração de ver o seu modo de vida ruir. Então eles reagem agressivamente com aqueles que representam para eles a ruína do seu estilo de vida, os ciclistas, já que não podem descontar nem nos ônibus, por serem maiores, nem nos pedestres, porque não dividem de forma direta as vias com eles. O melhor é manter uma atitude pró-ativa e de alto astral, para evidenciar ainda mais o fracasso do modelo edificado em torno do carro.

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    • Renato

      Pois é, falou tudo. É muito mimimi, pois os carros tem mais de 17.000km de vias pavimentadas a sua disposição, além de grandes rodovias e estradas vicinais que cortam o país de norte a sul.

      Choram de barriga cheia. O carro foi priorizado por decadas e decadas. E é por isso que chegamos ao caos atual.

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    • CiceroS

      Cara… gostei bastante da sua análise, viu?

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  • Carlos Augusto

    Willian,

    O trabalho dos grandes veículos de comunicação usa como base a falta de informação.
    Isto se combate com educação. Talvez seja o momento ideal para o cicloativismo de São Paulo ajudar a atual gestão municipal a preparar a educação infantil no trânsito: http://vadebike.org/2012/07/holanda-educacao-transito-criancas-jardim-traffic-garden/

    Outra coisa, o projeto das bicicletas de bambu precisa ser retomado. Se há necessidade de se rever ou auditar contratos, tudo bem. O que não pode é simplesmente acabar com a idéia:

    http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/sp-no-diva/bicicletas-de-bambu-ficam-abandonadas-em-ceu-paraisopolis/

    Abraço.

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  • Adriano Rodrigues

    William, ótimo texto.

    Percebi isso aqui no ABC também, moro em Diadema mas trabalho a 13km em Santo André e tenho que passar por São Bernardo.

    O trecho que meu filho e eu pedalamos (ele é estudante do 3º ano do ensino médio na mesma escola em que sou professor) é muito perigoso.

    De uns tempos para cá notei que cresceu muito a agressividade dos motoristas conosco.

    A última tentativa de assassinato que sofri foi dia 05/03, uma besta pilotava uma blazer a minha direita e iria para a esquerda enquanto eu iria reto (a região é complicada pois é de acesso a Via Anchieta Santos e São Paulo, a São bernardo sentido Ford e Diadema). Seguia na faixa correta para quem deveria ir reto, minha velocidade era em 55km/h e o aprendiz de assassino jogou o carro na minha frente, a fina foi tão próxima que só não bateu porque consegui frear o suficiente e desviar do carro.

    Não sou de discutir com esse tipo de “matadorista”, mas neste caso não me controlei e fui para cima. O argumento dele foi o de sempre:
    Ele – “você tava no meio da rua”
    Eu, (aos berros) “é lógico que estava, eu iria reto”

    então ele solta a pérola:
    “Então por que você não foi?”

    Num grito ainda mais alto respondi:
    “Porque você me fechou c*$%lho”.

    Depois resolvi me afastar e segui meu caminho.

    O mais incrível é que se ele estivesse atrás de mim não perderia nem 5 segundos, mas “a rua é dele…”.

    Agora vejamos. O Datena em um dia dessas chuvas que alagaram São Paulo, repetiu inúmeras vezes:

    “Prefeito, em vez de ficar pintando rua de vermelho, tem que desentupir os esgotos.”

    Diante disso pergunto…
    Qual a relação entre uma coisa e outra?
    São Paulo passou a alagar só depois das ciclovias ou alaga desde a canalização de córregos e rios?
    Remover as ciclovias acabaria com os alagamentos?
    O dinheiro de uma obra (ciclovias) e de outra (limpar a rede de esgoto) vem da mesma fonte?

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  • Diogenes

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  • Andre

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  • Anderson

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  • bruno

    pois é. além da politicagem, creio que o grande mal seja pura e simplesmente a má-fé. uma esmagadora maioria de gente que fala mal das ciclovias sem sequer ter pedalado 10 metros em uma, não hesitando porém em compartilhar matérias medíocres da veja, sptv, fotos de algum mané no facebook, etc, pra de repente virar expert no assunto. “a ciclovia não é subutilizada, você que a subutiliza” é o novo “você não está no trânsito, você é o trânsito”.

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  • Roberta

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    • Adriano

      O mesmo codigo também proibe as motos de trafegarem entre os carros, passivel até de multa….mas na prática, não acontece nada. E os motociclistas tem até seu “corredor” nas grandes avenidas.

      Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 7

      • Roberta

        Dai cabe fiscalizá-los e multá-los e não seguir o exemplo errado!
        Neste caso ali o ciclista deveria ter parado atrás do carro ou então seguido pela direita, jamais ter se metido entre as duas faixas como fez!!
        E como disse já no início, é claro que o motorista também fez errado ao jogar o carro em cima do ciclista, mas as atitudes erradas dos outros não podem justificar as nossas, não é?
        Se for assim, acabaremos sempre vivendo numa selva sem lei, sem respeito às normas… não podemos cobrar dos motoristas cumprirem as leis, quando os ciclistas também não as cumprem.
        Eu sou tanto ciclista quanto motorista e faço meu papel de seguir as regras em qualquer das situações. Esse é o correto.

        Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 6

        • Adriano

          Concordo, eu mesmo nunca ando pelo meio fio por conta dos riscos, sempre a Direita. Meio fio só se tiver minha passagem bloqueada a direita, ai faço o contorno a esquerda e volto para a direita.

          Mas fiscalizar motociclista? Teria que acabar com o corredor…com mais de 1 milhão de motos circulando pela cidade atualmente, fazê-los parar atrás dos carros causaria um impacto gigantesco no transito, já que seria um veiculo a mais ocupando um espaço a mais no viário….

          Talvez seja por isso que a CET e a prefeitura fazem vista grossa….

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          • Roberta

            Faz sentido sobre o que você comentou sobre a fiscalização.
            Não estou defendo nem um nem outro.
            O que defendo é a utilização conjunta das vias, dentro das normas de trânsito já existentes, que por sinal são ótimas se forem seguidas por todos.
            O que quis expor e colocar em reflexão é que muitos endemonham os motoristas dos carros, porém assim como os carros, nós ciclistas também precisamos seguir as regras do trânsito. Muitos ciclistas sequer leram o código de trânsito (pelo menos as partes que lhe cabem respeito de como circular nas vias), fazem tudo errado e ainda reclamam dos carros… Tem ciclista que nem para em sinal vermelho e ainda reclama do motorista que está com o semáforo verde por este não ter dado passagem… santa ignorância (com o perdão do xingamento), mas o motorista é quem esta certo nessa história – apenas um dos exemplos do que acontece aqui por Santa Catarina.
            Precisamos de conscientização em todos os meios e para reclamar dos veículos, nós ciclistas precisamos sim também respeitar as leis. Isso é o que penso como correto sobre o assunto.

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            • Adriano

              Verdade, eu procuro fazer a minha parte….principalmente parando nos semaforos. Acho que o motorista ao ver um ciclista respeitando as regras de transito, tende a não hostiliza-lo….Pelo menos eu acho que reduz a probabilidade, pois não tenho tomado finas e nem sendo xingado (por enquanto né)

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    • Você está profundamente errado. O CTB deixa muito claro que é permitido que ciclistas usem o corredor quando os carros estão parados (como é o caso no vídeo).

      E, mais que isso, suponhamos que eu estivesse no meio da 3ª faixa da via, com um espanador de penas de pavão enfiado no toba, a 8km/h puxando com minha bike um carrinho com várias caixas de som tocando RAGATANGA… E daí? Por que um motorista deveria tentar me derrubar (assumindo o risco de me matar) por causa de uma eventual infração de trânsito minha?

      Não tire o foco da discussão, amigo, o problema é a violência de, propositalmente, tentar me agredir, não uma eventual infração de trânsito que eu tenha cometido.

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      • MobikerSP

        Exatamente, o CTB permite o uso do corredor. Já fiz até um vídeo (o primeiro por sinal) explicando como usar, e alguns bons sensos que devemos ter ao usa-lo.

        Triste ver que motoristas de veículos auto motores tem pouco conhecimento ou nenhum do CTB, mesmo sabendo que é obrigatório as aulas.

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    • André

      Na verdade, a lei sempre permitiu aos não motorizados desviar de engarrafamentos. E em 2011, isso foi liberado para motocicletas também. Eu prefiro sempre cortar os ônibus pela esquerda, e não sei de que caso é essa foto, mas se o motorista tiver feito isso propositalmente (não estou afirmando que o tenha feito), ele passa a ser o único culpado.

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    • adriano

      mais uma agressão. essa foi na ponte eusébio matoso, sentido bairro > centro.

      http://youtu.be/jMaJCSWHk5k

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  • Renato

    Isso ai é o resultado de reportagens medíocres como a da Veja, o SPTV e outras. Ao invés de apontar as falhas da ciclovia, preferem sensacionalizar e partidarizar mesmo.

    Porque não criticam a ciclovia da Marginal Pinheiros que tem 21 km, apenas 7 acessos e que só funciona em metade do dia (enquanto que as ciclovias da cidade são 24 horas).

    É, eu já estou mais cauteloso qto a esses motoristas sem personalidade, fruto de massa de manobra e alienados pela mídia mentirosa e manipuladora.

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    • Renato

      Alias, o Vá de Bike não poderia pedir uma retratação a algum veículo da imprensa, por conta desses incidentes que aumentar por causa das reportagens?

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  • Uns dias atrás um amigo meu foi atropelado de propósito quando voltava para casa. Também não conseguiu anotar a placa do carro, mas ele quebrou a clavícula e 3 costelas… hoje tem que trabalhar em casa, porque não consegue sair de casa para trabalhar. Segundo ele, o ato foi com intenções de matar, pois ele voou da bike… lamentável.
    As pessoas precisam se informar, a cor vermelha da ciclovia é assim em qualquer parte do planeta.

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  • Jorge

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    • Renato

      E qual é o modelo de ciclovia que você considera ideal para uma cidade que não foi projetada e só cresceu em torno do carro, as vezes até sem espaço para calçadas, quiça ciclovias?

      Padrão Faria Lima numa Av. Santo Amaro ou paralela sem espaço?

      Criticar é muito facil, ver as razões pela qual ficamos decadas sem investimento em ciclovias, ninguém vê.

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    • É justamente esse partidarismo apaixonado e que separa o mundo entre o bem e o mal que deve ser evitado.

      -Quanto a serem mal-feitas, discordo na maior parte, com certeza existe vários pontos a serem melhorados, no piso, pintura, sinalização, etc mas nem de longe isso tira o mérito delas.
      -Quanto a sub-utilizadas com certeza existem existem trechos mais ou menos utilizados da mesma forma que as ruas, ferrovias, rotas marítimas e aéreas também tem, mas só com contagem de verdade dá para afirmar que todas são subutilizadas, não com uma olhada rápida, isso é achismo e uma tática para desvalorizar a iniciativa que todos conhecem, novamente a razão e o bom senso deixados de lado.
      -Quanto a serem superfaturadas isso é bem questionável e foi bem debatido em outra matéria, achei os argumentos do site bem mais coerentes do que o da reportagem da Veja, mas se houver indícios reais devem ser investigados sem dúvida.
      -Quanto a precisar de licitação para ciclovia creio que não pois trata-se de mudanças viárias, precisa de licitação para pintar faixas, criar ou retirar ilhas, semáforos, placas de sinalização, tachões, etc?

      Viu como é fácil, contra-argumentei você sem precisar uma vez usar a velha muleta “padrão PT”, “Petralha”, Malddad, Ruimddad, ou outro os adjetivos padrão 1°série.

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      • Diogenes

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      • Jorge

        Explique por que parte da ciclovia da Paulista está sendo feita por uma empresa fantasma, que foi aberta em maio/2014 e tem como endereço um edifício residencial, onde ninguém lá conhece essa empresa?
        Fique a vontade para utilizar argumentos de primeira séria.

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        • Isso quem deve explicação é a prefeitura e eu e você devemos cobrar, concordo plenamente.

          Maas… como isso se relaciona com os outros kms de ciclovias, os benefícios e mudança de hábitos que elas trazem, serem mau feitas, sub utilizadas ou sobre faturadas? Se você sabe de irregularidades nos outros 150, 200kms denuncie, você tem a Justiça, o Ministério Publico, Jornais e Tvs, Ongs, etc.

          Isso é cidadania, debater com respeito, denunciar, informar. É isso que tento sempre fazer, pois argumentos de 1°série e palavras de efeito para mim não servem, tem gente muito mais qualificada que transforma isso em arte, sem dúvida é engraçado mas teria muita vergonha, imagine colocar meu nome com meu link nesse texto! Melhor calar, sem dúvida!

          Abraços!

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    • Adriano

      Ah, então se fosse ciclovias do PSDB você não iria falar nada né Jorge?

      Partidarismo rules….oh,god!!

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      • Jorge

        Adriano,

        Votei contra o PSDB nas eleições… Acho que o Alckmin vem fazendo um governo ridículo, acho que o Aécio quando governador de MG ficava mais em Ipanema do que em BH.

        Eu critico as ciclovias (sim, acho mau feitas, esburacadas, lisas e sem planejamento), acho o Haddad péssimo (cidade suja, abandonada, cumpriu muito pouco do que prometeu).

        Não é por que o Haddad pintou buracos de vermelho que ele é maravilhoso, o objeto de desejo dos cicloativistas, e não pode ser criticado.

        Partidarismo é quando eu critico uma coisa e vc automaticamente acha que eu sou PSDB, coxinha, varanda gourmet, etc. Isso é exatamente o que o texto condena.

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  • Bom toque William, parece que o pessoal perdeu a capacidade de ser cidadão, dialogar sem agressividade, tudo virou válvula de escape para as frustrações do dia-a-dia, qualquer opinião contrária se transforma em uma questão de honra, na minha opinião quem faz isso perde a chance de exercitar a cidadania.

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