Fórum Mundial da Bicicleta começa nesta quarta 19, no México

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A Cidade do México recebe, a partir da próxima quarta-feira (19/4), a sexta edição do Fórum Mundial da Bicicleta. Com o mote “Cidades feitas à mão”, os cinco dias de evento trazem cerca de 170 atividades, entre palestras, painéis de discussão, oficinas, “falas-relâmpago”, festas e exposições ressaltando a cultura da bicicleta por meio das ações de governos, entidades, mas principalmente da iniciativa de cidadãos e coletivos da sociedade civil.

Além do próprio México, que é a origem de 66 das 154 atividades inscritas e confirmadas, o Brasil é o país com mais atividades programadas no evento (29), seguido de Colômbia (20), Chile (10), e Estados Unidos (6). Além disso, o evento tem atividades cadastradas de outros 13 países: Equador, Peru, Espanha, Dinamarca, Nicarágua, Áustria, Rússia, Venezuela, Canadá, Alemanha, Costa Rica e El Salvador.

Até agora, também foram realizados 25 pré-fóruns em cidades diversas do México, como Oaxaca, Iztapalapa, Xochimilco, e outras; os dias que precedem o Fórum na capital mexicana também estão cheios de atividades, como passeios, oficinas especiais para funcionários públicos e uma corrida de bicicletas fixas.

Histórico

O Fórum Mundial da Bicicleta (FMB) teve sua primeira edição em fevereiro de 2012, e foi realizado para marcar um ano de uma lembrança traumática para os porto-alegrenses: o atropelamento intencional dos participantes da Massa Crítica da capital gaúcha, um passeio mensal que reúne centenas de ciclistas e celebra a bicicleta como meio de transporte. Na época, Ricardo Neis, o homem que jogou seu automóvel contra os participantes, estava aguardando seu julgamento em liberdade (que só foi acontecer em novembro de 2016, condenando Neis a 12 anos de prisão, pena da qual ele também recorre em liberdade).

A ideia dos organizadores era, a partir do evento traumático do atropelamento, criar uma agenda positiva para transformar a cidade. Além do painelista convidado Chris Carlsson – que criou a Critical Mass em 1992, em São Francisco –, o evento teve painéis de discussão sobre ativismo, economia e esporte, além de 42 atividades propostas por ciclistas e cidadãos de vários estados brasileiros e países como Venezuela, Escócia, Holanda e Uruguai.

Cerca de 5 mil pessoas passaram pelo fórum em sua primeira edição. Depois do 2º FMB, também em Porto Alegre, ano a ano o fórum aconteceu em Curitiba, Medellín (Colômbia) e Santiago (Chile). Após o FMB mexicano, a próxima cidade a sediar o evento será Lima, no Peru.

Importância

O diferencial do Fórum Mundial da Bicicleta em relação a outros grandes eventos em torno da cultura da Bicicleta, como o Velocity (voltado a políticas de planejamento urbano e promoção da bicicleta), é que ele é totalmente organizado e voltado ao cidadão comum. Desde o primeiro fórum, pessoas de diferentes profissões e que tem em comum o uso da bicicleta e a vontade de promovê-la, é que voluntariamente organizam o evento, que a cada ano fica mais diversificado. Com isso, a troca de experiências entre os participantes semeia a ideia de que o próprio cidadão é o responsável pela transformação das cidades, e com essa expertise é possível pressionar governos e empresas.

Apesar de hoje contar com o apoio governamental e de empresas voltadas ao mercado ciclístico – necessário para arcar com os custos de um grande evento (ainda que com o empréstimo de estruturas e doação de materiais), a maior parte das despesas dos três primeiros fóruns veio de colaborações financeiras dos próprios cidadãos, por meio de financiamento coletivo.

Cobertura do Vá de Bike

A colaboradora do Vá de Bike em Porto Alegre e organizadora do primeiro e segundo FMB, Lívia Araújo, estará no México e nos trará um resumo do evento. Acompanhe por aqui!


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