José Maria da Costa Júnior sorri no elevador do prédio onde mora, minutos após atropelar e matar Marina Harkot. Imagem: TV Globo/Reprodução

Justiça nega pedido de prisão do atropelador de Marina Harkot

Ministério Público manifestou-se pelo indeferimento

A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva de José Maria da Costa Júnior, o homem que atropelou e matou a ciclista Marina Harkot no domingo 8 de novembro, fugindo do local enquanto a jovem morria no asfalto.

O pedido de prisão havia sido feito pela Polícia Civil, que não pôde prendê-lo na terça-feira, quando se apresentou para prestar depoimento, por ter escapado do flagrante. O atropelador compareceu espontaneamente à delegacia, mas permaneceu em silêncio em frente ao delegado e não respondeu a nenhuma de suas perguntas.

Costa Júnior se apresentou quase 60 horas após o atropelamento e sua presença causou tumulto no 14º DP.

Justificativa

O próprio Ministério Público manifestou-se pelo indeferimento (negativa) da prisão preventiva.

Para que se possa prender preventivamente um acusado de crime, é necessário que esteja diante de um crime doloso com pena máxima superior a 4 anos, de um reincidente ou, ainda, em casos de violência doméstica e familiar, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. No caso aqui tratado, porém, nenhum desses requisitos se encontra presente. O investigado responde pela prática de crime culposo previsto na legislação de trânsito e é primário.

Agora será necessário aguardar julgamento para que ele possa – talvez – vir a ser preso.

Acompanhe os desdobramentos do caso:

Acompanhe o caso

Atropelador entra em contradição em entrevista ao Fantástico

José Maria da Costa Júnior teria bebido antes do atropelamento

Justiça nega pedido de prisão preventiva

Presença de atropelador causou tumulto no 14º DP

Polícia pede prisão de José Maria da Costa Júnior

Encontrado carro do atropelador de Marina Harkot

Motorista que a atropelou fugiu sem prestar socorro

1 comentário em “Justiça nega pedido de prisão do atropelador de Marina Harkot

  1. O delegado é de uma incompetência irritante e a justiça é vagabunda. Depois, quando vai lá e mata o sujeito, dizem que é errado. Se fosse filha minha, esse assassino estaria com os dias contados.

    Thumb up 0 Thumb down 0

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *