Por que não pedalar na contramão?

Pedalar na contramão proporciona uma falsa sensação de segurança, trazendo mais risco ao ciclista. Foto: Willian Cruz

Pedalar na contramão proporciona uma falsa sensação de segurança, trazendo mais risco ao ciclista. Foto:Willian Cruz

Relacionei abaixo vários motivos para não pedalar na contramão. Dá para escrever páginas e páginas sobre esse assunto, juro que tentei ser sucinto.

Não é mais rápido: Ao contrário da crença polular, ciclistas que se integram ao fluxo normal de veículos chegam mais depressa ao destino. Quando você entra na contramão tem que parar ou diminuir o ritmo a todo instante (pelos motivos expostos nos itens abaixo), enquanto integrado ao fluxo de veículos você desenvolve velocidades maiores (principalmente considerando-se a velocidade média, que é o que determina a duração do trajeto)1.

Dicas para o ciclista urbano
1Como se manter seguro

2Pedalando para o trabalho (vídeo)

3Não pedale na contramão

4Ocupe a faixa

5Cuidado com as portas

6O que diz o Código de Trânsito

710 dicas para os dias de chuva

8E se a empresa não tem chuveiro?

97 truques para as subidas mais difíceis

107 cuidados para pedalar de madrugada

11Medo de pedalar nas ruas?
Chame um Bike Anjo!

Não é mais seguro: A maneira mais segura de pedalar no trânsito é fazer parte dele. De acordo com estudos científicos sobre colisões, ciclistas que pedalam na mão correta têm cerca de cinco vezes menos chances de colisão, comparados aos que fazem suas próprias regras em vez de se integrar às que já valem aos demais veículos (J. Forester; Effective Cycling. Cambridge, MA, MIT Press, 1993)1. Segundo Bruce Mackey, diretor de segurança para Bicicletas em Nevada, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contramão5.

Não há tempo de reação: Mais de 50% dos acidentes são de responsabilidade do próprio ciclista2 – alguns citam 90%4 – e em menos de 1% dos acidentes o ciclista sofre uma colisão traseira2. Você tem a sensação psicológica de que está mantendo a situação sob controle, quando na verdade NÃO ESTÁ. Se você vê um carro desgovernado vindo na sua direção, não dá tempo de desviar dele, principalmente porque suas velocidades estarão potencializadas, ou seja: a velocidade com a qual o carro se aproxima de você é a sua somada à dele. Um carro a 60km/h com você a 20 estará chegando a você a 80km/h. Se vocês estivessem na mesma direção, ele chegaria a você com metade dessa velocidade: 40km/h. Com o bom uso de um espelho e de seus ouvidos, você tem o dobro do tempo de reação. O carro também tem esse tempo e é mais importante o carro desviar de você do que você desviar dele, porque ele consegue desviar melhor. Você não consegue jogar sua bicicleta cinco metros para o lado em um segundo, mas o carro pode fazer isso se houver tempo suficiente.

Em caso de colisão, os danos ao seu corpo serão bem maiores: Pelo mesmo motivo do item anterior (soma de velocidades), se você bater de frente com um carro vai sofrer muito mais. E ainda há um agravante, a inércia. Se você está indo no mesmo sentido do carro, ele vai pegar primeiro sua roda traseira e você sairá voando por cima do guidão devido à inércia – era seu movimento anterior, a bicicleta foi agarrada pelo carro e você continuou – ou devido à transmissão de energia cinética – o carro colidiu com a bicicleta, transferiu parte do movimento para ela e consequentemente para seu corpo; quando a bicicleta parar uma fração de segundo depois porque a roda de trás não gira mais, seu corpo sairá para a frente com o movimento transferido. Melhor voar por cima da bicicleta em direção, provavelmente, ao asfalto livre e estacionário, do que se chocar com um parabrisa ou capô que além de estar a um metro de você no momento da colisão ainda vem em sua direção, com a força de impacto de várias toneladas.

É mais difícil evitar a colisão: Andar na contramão é chegar nos carros mais depressa3. Trafegando em direções opostas, tanto você como o motorista precisam parar totalmente para evitar uma colisão frontal. Trafegando no mesmo sentido, o motorista precisa apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão, tendo muito mais tempo para reagir1.

Você surpreende os carros: Como você chega mais rápido nos carros, você os pega de surpresa. Principalmente em curvas à direita: o motorista está fazendo a curva quando de repente aparece você vindo na direção dele. Não há tempo de reação, ele não consegue frear, não pode ir para a esquerda porque há outros carros, na direita tem um carro parado. Você também não pode se jogar para a calçada, há carros parados. O que acontece? Se vocês estivessem no mesmo sentido, ele teria bem mais tempo para reagir, talvez até o dobro, e poderia apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão. Um carro não estanca imediatamente, mesmo que o motorista queira, se esforce e tenha um freio ABS com pneus bons.

Os motoristas não te vêem nos cruzamentos: 95% dos acidentes com bicicletas acontecem em cruzamentos2. Quando um carro entra num cruzamento, ele olha apenas para o lado do qual os carros vêm! Imagine um carro entrando numa avenida. Para que lado ele olha? Para a esquerda. Não vem carro, ele entra. Nisso você está chegando com sua bicicleta e ele te pega de frente1. Não tem buzininha que resolva isso.

Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens: Ao sair de uma vaga em que está estacionado, o motorista olha para trás, seja pelos espelhos ou pela janela, para ver se há veículos vindo. O mesmo ocorre quando ele sai de uma garagem de prédio ou de um estacionamento. Ele não olha para a frente, afinal não vêm carros daquela direção. Você, vindo na direção do carro, nem sempre verá que o motorista vai sair da vaga e, quando vir, talvez não adiante mais frear. Ao sair, ele vai te pegar de frente, mesmo que você esteja parado. Esqueça se jogar para a calçada, há um carro estacionado do seu lado. Meus pêsames.

Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros: Se muitos já não olham pelo espelho para abrir a porta do carro e ainda culpam o ciclista por isso, imagine se vão olhar para a frente para ver se vem vindo uma bicicleta. A chance de levar uma portada é muito maior.

Os pedestres não te vêem: Quando um pedestre vai atravessar a rua, ele olha para o lado que os carros vêm. Preste atenção no seu próprio comportamento na próxima vez que for atravessar uma avenida a pé e perceberá como isso é verdade. Por isso, pode acontecer de alguém aparecer do nada na frente da sua bicicleta, saindo do meio dos carros, de costas para você. E não vai dar tempo para fazer nada.

Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um: Se você se comporta como um veículo, sinalizando suas intenções, respeitando mãos de direção, sinais de tráfego, faixas de pedestre e etc., os motoristas o respeitarão mais. “Se aquele cara se preocupa com tudo isso, não é um mané qualquer que está aqui só atrapalhando”. Se, por outro lado, você anda na contramão, você os incomoda (sim, isso incomoda muitos motoristas, que têm a sensação que você está ocupando um espaço que não é seu e deveria estar na calçada). Passar em todos os sinais fechados também os irrita (“o folgado ali só faz isso porque não leva multa mesmo”). Outras pequenas infrações também irritam os motoristas, seja por vontade de cometê-las também, por uma falsa sensação de invasão de espaço pessoal ou pela sensação de injustiça (“pô, aquilo é proibido mas só porque ele tá de bicicleta ele pode fazer e eu não?”). Seja um modelo a ser espelhado e não um alvo da raiva e frustração alheias.

Você deve *ser* a própria mudança que deseja ver no mundo – Mahatma Gandhi

Fontes

1 Bicycling Street Smarts: Where to Ride on the Road

2 Escola de bicicleta: pedalar no trânsito

3 Guia Bike na Rua (por Cleber Anderson)

4 Traffic safety solutions in the works – Las Vegas Sun, 04/Jun/2004

5 Bicyclesafe.com – How to Not Get Hit by Cars

O que diz a lei

O Código Brasileiro de Trânsito é claro: bicicletas devem circular na via, no mesmo sentido dos carros e com preferência sobre eles. E não é à toa, é uma questão de segurança viária.

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.


79 comentários para Por que não pedalar na contramão?

  • Paulo Fernandes

    Ontem, eu de bicicleta, bati de frente com outra bicicleta vindo na contra-mão… Contra-mão, não!

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  • Eu adicionaria mais um fator. Cada carro que cruza por você é um risco em potencial. Quando você pedala na contramão, você vai criar com mais carros. É a mesma lógica da rodovia de maio dupla. Os acidentes acontecem mais entre carros em sentidos opostos, além de outros motivos, porque o cruzamento com eles acontece mais vezes.
    Se você vai na mão, vai cruzar por muito menos carros!

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  • CONDE TERRANOVA

    Isso me atrapalha muito como ciclista, ando de Speed e tem que ser cuidadoso pra desviar dos que vem em contramão, certa vez um senhor na contramão esbarrou com um motoqueiro e caiu quando tentava desviar de mim… Contramão em lugar NENHUM, MENOS AINDA em rodovia, porque caso isso aconteça você simplesmente MORRE…, Se esta preocupado com o carro que vem atrás, Use RETROVISOR, é pra isso que é EXIGIDO pelo CBT…

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  • Alt

    Uma coisa é falar de ruas, e avenidas e com isso concordo totalmente com as dicas aqui. Eu na verdade tive um certo receio de andar no transito na mão, fui aprender quando morei na Irlanda, lá a história é outra, aqui não podemos confiar nos motoristas, mas bem que andar na mão é o mais seguro mesmo, sem sombra de duvidas, porem… RODOVIAS – No caso do Cicloturismo!

    Nesse caso eu pego acostamento na contra mão mesmo, somente nesse caso, pois eu vejo oque está vindo e não estou na pista onde carros devem andar. Já presenciei casos criticos de ciclistas quase atropelados na rodovia por andar no acostamento da mão correta, por conta de motoristas tentarem ultrapassar na direita ou seila oque. ja no caso do acostamento na conta mão você tem tempo de ver oque esta passando se algum engraçadinho tentar ultrapassar no acostamento e pedalando em um acostamento do espaço de uma rua, você se mantem mesmo assim a uns 50 Cm da valeta.

    Ótimas dicas e essa observação da contra mão é só em caso de Rodovias “com acostamento” para o cicloturismo “viagens”

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    • Alt, não há mão e contramão em acostamento de rodovia, principalmente porque isso puniria um ciclista com uma volta de dezenas de quilômetros para conseguir chegar onde precisa, por conta da falta de passarelas e retornos. Basta ter muito cuidado nas saídas e acessos, que são os maiores pontos de risco – e avaliar se não há trechos sem acostamento, pois nesses pontos se torna arriscado utilizar a contramão.

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  • Deoclides Fernandes Ferreira

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  • Peter

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    • Cícero Soares

      Só uns detalhes, Peter:

      1) Se você, na contramão, e como você diz, teve que desviar por inúmeras vezes de motoristas desatentos, é muito provável (e não só por estarem ao celular ou em alta velocidade) que foram ELES que não te viram, porque no “esquema mental da engenharia de tráfego” deles era impensável pressupor toparem com alguém de bicicleta na contramão. Você até pode ter (e até hoje sorte de ter tido) tempo de reação, mas eles não, o tempo deles pra isso é bem inferior. E isso vale também em conversões “invertidas”, tá? Você até pode ver (e até hoje sorte de poder ter visto) tudo e a todos, mas quem garante que, daqui pra frente, todos serão capazes de ficarem atentos a você?

      2) Colisão de traseira a 80, 100 km/h? Ué, você pelada diariamente em vias com esses limites de velocidade? Ah, tá, mas em vias de 30, 40 e, vai, até 60 km/h, e você no contrafluxo, aí sim a soma as velocidades no choque pode até chegar a isso.

      3) E a contrapartida do 3), no nosso caso, não no caso do motorista que necessita de divã, é: por favor, dê o exemplo. Mas faz um esforcinho, tá? Eu sei que é difícil, porque é sempre difícil esquecer um pouco da gente. Só que infelizmente dar exemplo é isso: perder um pouco mais de tempo, não tirar tanta vantagem, etc. pra pensar mais nos outros do que em nós

      4) Me impressiona um ciclista que se vale de “regras de ouro” mas que ignora as “fontes”.

      5) Com meu retrovisor eu vejo, a cada segundo, um motorizado atrás de mim reduzindo e me ultrapassando pela outra faixa. Simples: porque eu, num veículo lento, que só por ser lento não deixa de ser veículo, ocupo toda a faixa, como todo veículo.

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      • Peter

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        • Cícero Soares

          Bão, se você não é daqueles que fura o semáforo porque tá embalado ou se acha mentalmente superior à disciplina semafórica dos motorizados, e se você respeita o pedestre a ponto de desmontar na faixa de travessia deles ou mesmo na impossibilidade de compartilhar pedalando um trecho de calçada, tá limpo, e seja feliz, Peter.

          Ah, mas quanto ao 5) Retrovisor, Peter, retrovisor. Eu raramente olho pra trás, eu uso óculos, como já comentei anteriormente, eles embotam a visão periférica da visada para trás. E os motorizados reduzem e ultrapassam pela outra faixa sim, SE e SOMENTE SE eu ocupar o meio da faixa, e a contragosto ou não eles acabam fazendo o certo, é, hum, fatal. Agora, ocupar o bordo (pra não falar da “sarjeta”) é roubada, viu? No bordo ainda frequentemente encontramos aqueles motoristas do tipo “acho que dá”. E deu sim, deu sim de empurrar o ciclista pra fora da pista. Só que atente: você, lento, e ocupando o meio da faixa, tem uma responsabilidade maior, muito maior pelo fluxo, é como se você estivesse no comando, você segura o cara atrás quando é pra segurar e só libera quando é pra liberar, você é quem determina quando e onde se dará a ultrapassagem segura. E minha cidade é? Pasmem, Sampa.

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    • Deoclides Fernandes Ferreira

      Apoiado, esses caras nunca foram atropelados por trás.

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    • andre

      esse Peter um farrapeiro de 1ª,além de não cumprir as regras de transito,pondo em riscos outros ciclistas,q andam na mão certa,e por ventura virem,a dar de cara com ele,deve ser daqueles q pedalam em calçadas,e sai atropelando pedestres na faixa,mesmo com o sinal aberto pra eles,quer ser respeitado e ter o direito de reclamar,faça a coisa certa

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  • [...] Por que não pedalar na contramão: http://vadebike.org/2005/12/dicas-para-o-ciclista-urbano-3/ [...]

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  • Cícero Soares

    Ah, mas deixa fazer um adendo com relação ao uso do retrovisor: eu uso óculos (miopia), e dar aquelas visadas pra trás pra quem usa óculos como correção de miopia é… é um saco. A sensação de insegurança, com a visão periférica comprometida por causa da armação pequena… Bem, é um saco. Além disso eu tenho um problema seriíssimo, tipo… Sabe aquele exame do psicotécnico em que você tem que traçar uma linha reta sem estar de olho nela? Pois é, não tem jeito, eu sempre tendo à direita, então sempre tenho que manter os olhos fixos à frente, sempre! rs.

    E pra sanar isso comprei um retrovisor, um pequenino, o Spy da Zéfal e… e meus problemas de insegurança acabaram! Mas acho vou comprar um maior, pra ficar mais tranquilão nas minhas pedaladas noturnas, o pequenino não dá conta, os faróis dos motorizados não se distinguem bem, parecem pontos de luzes quaisquer.

    E retrovisor também é o seguinte: você meio que antecipa as intenções do motorizado logo atrás, o retrovisor é muito bom (como o é pro motorizado) pra direção defensiva.

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  • Rosana

    Uso bastante meu retrovisor, mesmo sendo um pouco ruim de localização, porque o que ficava na ponta do guidão estragou com o tempo e não achei outro. Mesmo assim é muito útil. Detesto pegar trechos na contramão porque sei que é mais difícil para o motorista desviar de mim.

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  • Ricardo Camara

    Prezado William,
    Antes de mais nada quero dizer que respeito e admiro seu trabalho. Desculpe-me por algumas colocações. Não são desrespeito nem ironia. É uma questão experiências próprias, dúvidas ou até mesmo descrença de soluções a curto prazo.
    Concordo que as bicicletas devem andar no sentido dos carros mas gostaria de alguns esclarecimentos sobre alguns trechos:
    1) “Segundo Bruce Mackey, …, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de bicicletas pedalando na contramão”: Não ficou claro. Acho o seu trabalho muito bacana e não é ironia. O motivo foi exclusivamente estar na contramão? Os outros 75% estariam na mão e os motivos seriam outros?
    2) “Com o bom uso de espelhos e seus ouvidos”: O espelho (singular) que já vêm nas bikes que já vi são tão úteis quanto ferramentas de plásticos de brindes infantis. Ainda não encontrei um espelho que preste. Ficam muito baixos e os braços normalmente atrapalham. Já comprei até um de hastes longas, uma versão menor do tipo que vem nas motos padrão e não melhorou. Até atrapalham porque exigem muita atenção para procurar algo neles, desviando a atenção do que está à frente.
    3) “Os motoristas não te verão ao abrir a porta dos carros”: Vamos falar do motorista padrão brasileiro. Antes de mais nada, quero ressaltar que sou motorista, motociclista, ciclista e pedestre. Os motoristas, bem como seus passageiros, comumente não olham nem se vem carro. Tenho minhas dúvidas se não estou mais visível para eles quando estou no parabrisa ou no espelho.

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  • hercilio tenorio

    Olá. Excelente matéria. O condomínio onde moramos é bastante usado para prática de cooper e bike. E vejo muita gente, as vezes 3 ou 4 pessoas correndo contra a direção dos carros e quando vamos fazer uma curva, sempre para a direita, nos encontramos de frente com eles. Já procurei diversos sites e todos dizem o mesmo “correr contra os carros”. Porém em relação a bike se aplica o contrário? Isso não é uma contradição? Os corredores também não deveriam correr a favor do fluxo de carro?

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    • Hercilio, no caso dos corredores só posso teorizar, não tenho essa experiência prática. Pode haver um motivo forte para essa recomendação, como também pode ser só um hábito arraigado, não tenho como saber.

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    • Hercilio, ao contrário de bikes, corredores podem quase que instantaneamente pular pro lado em caso de risco de colisão, bem como parar quase que instantaneamente. A velocidade de corredores tb é menor do q a velocidade de uma bike. São motivos que já diferenciam a situação de bikes e corredores sensivelmente.

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  • Ádamo Cascardo Teixeira

    Concordo plenamente! Andar de bicicleta na contra mão é ir contra o fluxo do trânsito. É remar contra maré! É risco de acidente andar de bicicleta na contra mão. Ciclistas que andam de bicicleta na contra mão deveriam ser multados!

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  • Iberê Bonsi

    Gostei da matéria os perigos de andar no contra fluxo. Moro numa cidade do interior do estado de spaulo… aqui o transito é pouco e não existe a correria de spaulo, as vezes ando no contrafluxo, mas por poucos metros e volto novamente no fluxo normal, obrigado pelas dicas.

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  • Tom

    Texto perfeito,diz exatamente tudo que aprendi em tantos anos de ciclismo e que sempre falo para todos,mas ,infelizmente,sou ignorado,pois tirando minha esposa que aprendeu sobre ciclismo comigo,todos que conheço são unanimes em dizer que andar na contramão é o certo,pois você vê os carros vindo….eu até ando um trecho na contramão para ir ao trabalho,pois economizo uns quilômetros,mas sempre atentíssimo,pois também sou pedestre e motorista e sei que estou errado…e hoje,até fui chingado por outro ciclista que vinha na contramão(quando eu estava na certa)pois eu não me joguei contra o trafego para dar lado para ele e ele teve que ir contra os carros(quem anda na contramão morre de medo de se jogar na via pois vê o perigo vindo em sua direção!)conheci o site agora pouco enquanto procurava o trecho do código de transito que diz sobre o lado certo da via para bicicletas e já favoritei!parabéns.

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  • Aldo

    Para participar da bicicletada, aqui em São Paulo, tenho que subir a rua Augusta, que é estreita e não ha como andar na calçada, que também é estreita e cheia de obstáculos (gente, lixeiras, correios, buracos, degraus, etc). Essa rua é, praticamente, um corredor de ônibus com a pista do meio sendo disputada por carros, motos e outros ônibus. As outras opções para se chegar ao evento são as ruas da Consolação, Bela Cintra e Frei caneca, iguais ou piores que a Augusta. Como não ha para onde correr se vejo que a contramão está livre pedalo um pouco e depois volto para a pista fluxo. A verdade é que todas as vezes que corri risco de morte estava na pista certa. Na pista certa fui atropelado por moto e por carro. Fica difícil dar as costa para motorista brasileiro.

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    • Denise

      Aldo, sei que seu comentário é antigo, mas gostaria de fazer apenas uma correção: GENTE nas calçadas não é obstáculo. A calçada é dos pedestres, não dos ciclistas, dos motociclistas ou dos motoristas de carro.
      Ou você prefere que os pedestres andem no meio da rua para que você possa passar de bike?

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  • roberto

    Muito bom! Obrigado pelas dicas.

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  • Leonardo Lima

    Quando tirei minha carteira de motorista aprendi que as bikes tem que andar na contra mão dos carros, já perdi dois amigos que nem viram que foram atropelados ( no sentido da via) e eram experientes, mas o maior problema está na FALTA de educação da população. Não ando no asfalto de maneira alguma somente quando não tem jeito mesmo, pois outro grande problema das bikes hj é a segurança. Me roubaram 2 bikes boas em 2 meses, mais um motivo para não pedalar na rua, ou então compro uma barra forte p usar na cidade. Usei a ciclovia aqui de BH duas vezes, ganhei muito tempo, mas um pequeno estress pois os pedestres acham que a ciclovia virou pista de caminhada (cooper) fui até xingado sendo que estava no meu pleno direito. Ainda temos muito oque fazer na educação do pais pois sem educação nenhum pais vai pra frente. Resumindo, não pedalo mais na cidade só em caso de extrema necessidade.

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    • Oi, Leonardo. Se você é habilitado desde antes de 1998, pode ser por isso. O Código de Trânsito atual (que entrou em vigor, salvo engano, nesse ano de 98) diz expressamente que o ciclista deve andar na mão correta. Antes disso, acho que não havia citação e o senso comum era de que o ciclista deveria andar na contramão para poder ver os carros vindo e sair de sua frente. Agora, se lhe ensinaram isso depois dessa data, desculpe dizer mas lhe ensinaram errado. De qualquer maneira, é uma pena que você não pedale mais na cidade. Aos poucos a situação vai mudando e chegará o dia em que você voltará a fazê-lo. :)

      Abraço,

      Willian Cruz

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      • Deoclides Fernandes Ferreira

        Tambem sou habilitado antes de 98 e gostaria que voltasse a ser como antes. Você já foi atropelado por trás? No dia que for vai mudar de opinião.

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  • Raul

    O caminho da construção do respeito deve ser pedalado aos poucos, mas com persistência!
    Para isso é fundamental que hajam regras.

    Cidades como Copenhagen, por exemplo, que hoje é a meca dos ciclistas, não foram sempre assim. No início da instalação de ciclovias os motoristas de carros reclamavam e não sabiam respeitar as bikes. Todo mundo achava absurdo ter ciclovias naquelas ruas feitas pra carro, numa cidade com ladeiras e muita chuva. Hoje em dia a maioria da população de locomove assim e o número de carros diminuiu drasticamente.

    Se pensarmos nas nossa cidades, por exemplo, lembram-se que as faixas de pedestre não existiam há algumas décadas? Assim como o cinto de segurança não era usado… Hoje estas práticas já foram internalizadas.
    O mesmo tem que acontecer com o ciclismo: construção de ciclovias, esclarecimento da população sobre as normas de convivência e cumprimento das regras.

    Motoristas de veículos motorizados devem aprender a respeitar e conviver com os ciclistas. Mas isso é muito mais fácil quando o ciclista anda nas ruas, na mão certa, sinalizando o que vai fazer, com iluminação noturna para ser visto.

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  • Ficou bem completo!! Ótima referência para uma apresentação sobre segurança no trânsito para ciclistas!

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  • Kadu Z.

    Uma dúvida:

    Essa situação que vou citar é verdadeira e ocorre comigo de vez em quando.

    1 – Eu vou para um lugar que fica no sentido contrário (contramão);
    2 – O retorno fica a vários km’s de distância;
    3 – Na via em questão não há acostamento, nem ciclovia;
    4 – É uma reta, não há curvas;
    5 – É uma pista de velocidade de 80km/h e somente uma faixa. Não tem a chance de ultrapassagem por algum carro utilizando uma faixa da esquerda, por exemplo.

    Neste caso não é melhor ir na contramão? Sei que eu poderia tentar ir até o retorno, mas por se tratar de alta velocidade sem acostamento com uma faixa eu acho que uma chance de acidente é maior quando indo na mão certa.

    Qual o certo nesses casos? Eu vou na contramão mesmo.

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    • Robson

      Nesse caso aí Kadu, não tem jeito. Toda regra tem suas exceções.

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    • Odilon

      Deve ser uma rodovia né? Rodovias são uma possível exceção porque às vezes é preciso fazer um desvio muito grande para ficar na mão certa e porque alguns dos motivos do artigo não se aplicam: cruzamentos, travessias de pedestres e carros estacionados abrindo porta. Mas, de qualquer forma, é bom evitar ao máximo. As pessoas simplesmente não esperam que pode haver alguém andando na contramão e isso é perigoso.

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  • DANILO

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  • Paulo Oscar

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    • jon

      “Eu jogo o carro em cima desse tipo de ignorante”… putz, olha o nível do cara, parabéns cidadão esclarecido, ainda bem que você pode fugir depois né?

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  • [...] Não existe coisa mais burra do que andar na contramão achando que é mais seguro, sério. Não é mais seguro, é duas vezes mais perigoso e mais difícil de um carro desviar. A desculpa preferida é “Eu vejo o carro e desvio“. Não, amigo, tu não desvia de um carro a 40km/h vindo em tua direção, tu não desvia. Simples assim! Para um carro e uma bicicleta, indo um contra o outro, desviarem em uma situação de risco ambos tem que parar totalmente, diferente de andar com o fluxo que apenas é necessário diminuir a velocidade. Além disso, um motorista não espera ver um ciclista na contramão, eles não te enxergam em cruzamentos porque o motoristas olha para o lado de onde os carros veem, óbvio! Isso também inclui os estacionados em vagas ou garagens, eles olham para onde veem os outros carros, e para carros que vão abrir as portas, eles olham pelo espelho o movimento e não para a frente. Pedalar contra o sentido do trânsito é pedalar de encontro ao perigo, diminui o tempo de reação – dos dois – e potencializa a provável colisão (Física básica, tua velocidade soma a velocidade do carro), o que significa que a colisão será pior para você! Colisão frontal significa força maior e a tendência é voar em direção daquela tonelada de ferro a sua frente. Na colisão traseira a força é diminuída, sua velocidade menos a do carro, e a tendência é voar para o chão, não o carro. Culpe a inércia, é assim que ela funciona. Além do mais, a minoria dos acidentes carro-bicicleta são por colisão traseira (sério, minoria mesmo!) e a prática de pedalar no contrafluxo é proibida pelo Código Brasileiro de Trânsito! Esse artigo explica bem mais sobre os problemas disso: Porque Não Pedalar Na Contramão. [...]

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  • Daikichi

    Muito bons todos os argumentos. O último fechou bem.
    Um ciclista pegou meu braço uma vez, enquanto ele andava na contramão e eu ia atravessando a rua, depois disso nunca mais fiquei desatento aos ciclitas “do contra”.
    Quando ando de bicicleta, se tiver que andar na contra mão, melhor andar em cima da calçada, empurrando, mas sempre tento ir junto com os carros, dá uma sensação de estar fazendo o certo.

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  • Jorge Carneiro

    Simone, se o trecho em contramão é tão curto assim, vc pode desmontar da bike e empurrá-la até o local com tráfego permitido. Dessa forma vc estará respeitando a legislação e nem colocará sua vida e de outros em risco. Caso contrário é mais prudente e legal fazer a volta grande.

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  • Simone

    Tenho uma dúvida. Moro numa rua de mão única, que para eu sair da minha casa, teria que subir um trecho razoável em uma ladeira um tanto ingreme para não trafegar na contra mão. O trecho na contra-mão é curto, ladeira abaixo, e a rua não é super movimentada. Neste caso se justifica trafegar um tantinho na contra-mão? Qual a recomendação?

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    • Em qualquer país que ciclistas são levados a sério, uma rua como você descreve teria contra-mão liberada para ciclistas através de sinalização adequada.

      Recomendo bom senso. Legalmente falando, você deveria desmontar da bike. Mas use bom senso, se não desmontar, ande devagar e com cuidado, sabendo que o sentido que você está fazendo não é esperado nem por carros nem por pedestres.

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      • Cícero Soares

        Nossa, Cristian, acho que só faltava ler o comentário da Simone e a tua resposta pra decidir ficar desmontado, putz, apenas uns 30 metrinhos a mais, que é a distância da saída da garagem do prédio onde moro até chegar na avenida a partir da qual faço meus habituais percursos (semelhante ao descrito pela Simone).

        Pôxa, e se chegando na esquina dessa avenida eu sempre desmonto, quando é preciso seguir na faixa oposta dela, levando a bike mais 30 metros na calçada até o semáforo e, ainda desmontado, cruzando aí a faixa de pedestres, por que não ficar desmontado logo de saída, naqueles primeiros 30 metrinhos?

        Cara, valeus! Indiretamente, você me deu um cutucão de bom senso pequenino, mas super essencial…rs.

        Aliás, um toque pra todos nós: parece que não, e se parece, acho que ainda não nos demos conta da importância disso (sim, porque talvez seja uma coisa não lá muito verificável), mas de tempos pra cá muita gente (pedestres, motorizados e inclusive bikers) aprendeu e vem aprendendo a ficar de olho em nós, ou seja: “Lá vai uma bike. Logo, lá vão uns olhos acompanhando essa bike.”

        Então, se a cada dia que passa nos tornamos mais e mais visíveis, cada gesto nosso, cada movimento nosso sob esse escrutínio torna-se facilmente um? Um julgamento sobre eles. Né não?

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      • Cícero Soares

        Aliás(2): Putz, que coincidência, mas não tinha “visto” a indispensável recomendação da grande alma gandhiana ao final do post (pô, devia estar em letras garrafais! rs.): “Você deve SER a própria mudança que deseja ver no mundo.”

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  • actonlobo

    Muito bom post. Bastante esclarecedor. Obrigado!

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  • carlos

    hoje fui dar uma volta na cidade pra ver os ‘ciclistas’ de fim de semana. pascoa, feriado e mais gente andando de bike nas ruas.

    o que eu mais vi foi gente andando na calçada e na contra mão.

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  • charles

    Eu pedalo principalmente na mão, porém, entretanto e contudo as vezes ando na contramão, admito que é mais perigoso, mas ando muito mais vagarosamente para compensar e certamente tenho mais visão do que está acontecendo. Mas admito que além de atrapalhar mais, tenho maior probabilidade de sofrer acidentes com carros saíndo de garagem ou dobrando a esquina sem me ver. Só ando na contramão onde conheço muito bem, e ando muuuuitíssimo mais vagaroso, tipo pedestre, e por poucas quadras, somente para cortar caminho. O mais estranho é que quando estava na 4° série, em 1990 (+ou-) um guarda rodoviário deu uma palestra e orientou todos ciclistas a andarem na contramão, o argumento dele: “Os motoristas o visualizam, e os ciclistas tb, vendo-se frente a frente, olho no olho” desde então não entendo mais nada! Procuro andar devagar, e chegar sempre… auehuaehuae

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  • Jorge Carneiro

    Parabéns! Excelente post. Hoje, quando pedalo, procuro orientar outros ciclistas sobre a questão da contramão, até porquê essa postura deles também coloca em risco a segurança de quem pedala corretamente.

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  • [...] ler a matéria completa, clique AQUI. [...]

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  • Ponciano F. Rabello

    São excelentes os motivos expostos, mas eu acrescento o fato de quem pedala na contra mão anda atrapalha (ritmo, sossego, etc…) muito outros ciclistas que estão pedalando na mão correta, sem contar o risco eminente de uma batida entre duas bikes.Houve morte na minha cidade por causa disso.

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  • [...] Por que não pedalar na contramão? – Dicas preciosas do parceiro Vá de Bike! 0.000000 0.000000 Compartilhe:Gostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. [...]

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  • Marcio Franciski

    Parabéns pelo artigo, esclarecedor e fundamentado em referências! Muito bom!

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  • [...] Por que não pedalar na contramão? (Original aqui, Vá de Bike) [...]

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  • [...] Muitas pessoas acham que pedalar no sentido contrário da via é mais seguro, por conseguir enxergar os carros. De longe, uma das maiores reclamações que se faz contra ciclistas urbanos é que muitos trafegam na contramão (e motoristas utilizam isso como justificativa para não respeitá-los). Até eu, que sou ciclista, me sinto incomodada quando vejo outro ciclista pedalando na contramão. Sei que existem contrapontos válidos à minha opinião, mas inicio esse assunto com o texto resumido do William Cruz, quem quiser poder ler ele inteiro aqui. [...]

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  • Eu concordo que andar na contramão atrapalha os motoristas que respeitam os ciclistas e até outros ciclistas. Ao mesmo tempo, acho que os motoristas brasileiros ainda têm um longo caminho pela frente em termos de educação e respeito pelos mais fracos. A gente sabe que esse respeito é praticamente inexistente. Andando na mão ou contramão, eu sei que preciso prestar atenção por mim *e* pelo motorista. Só que, quando estou seguindo o fluxo do trânsito, eu simplesmente não vejo quem vem atrás, e já tiraram vários “finos” de mim assim. Se estou na contramão, na dúvida eu simplesmente paro a bicicleta e subo na calçada (e, sim, demoro mais para chegar ao destino), mas definitivamente ainda não confio o suficiente nos motoristas brasileiros para deixar tudo na mão deles. Se todos dirigissem como eu, não me preocuparia. Mas não é a realidade, infelizmente. Essas estatísticas não são brasileiras (nunca são, infelizmente os brasileiros não se preocupam com esses dados), e o trânsito ao qual se referem também não é.

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  • [...] Leia o texto completo com a explicação de cada motivo aqui. [...]

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  • [...] @wcruz explica de forma perfeita as razões de não pedalar pela contramão, tá tudo aqui no blog Vádebike.org. Obedecer as Leis de trânsito faz parte do nosso papel como ciclistas e defensores do respeito e [...]

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  • tiago barufi

    Muito bem.
    É gratificante ver posts como os teus. O conhecimento salva.
    Esse assunto da contramão, infelizmente, não é consenso. Costumo encontrar muitos adeptos dessa prática que não conseguem avaliar corretamente os riscos e não conseguem enxergar o ponto de vista dos outros – no caso, o dos motorizados, que não podem mesmo adivinhar quando alguém vai aparecer de forma inesperada.
    Andar na contramão atrapalha todo mundo, até os outros ciclistas, e não aumenta em nada a segurança.
    Acredito que mostrar claramente a intenção, se impor respeitosamente e fazer parte do tráfego são a atitude correta.

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  • [...] para não andar na contra-mão e todas elas visam sua segurança. São tantos motivos, que renderam um artigo exclusivo para esse assunto. Mas vou citar aqui as [...]

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Regina

    William, parabenizo o blog. Tem excelentes dicas aqui e já estou utilizando várias dela.
    Comecei a pedalar para ir ao trabalho e estou achando incrível. Só tenho ainda um pouco de medo das fechadas que alguns carros ainda dão.

    Bem, sábado agora ocorrerá a primeira bicicletada em Maringá, PR. A ideia é conscientizar o maior número de motoristas e ciclistas sobre o código de trânsito e exigir respeito de ambos os lados.

    Tentaremos aumentar a quantidade de ciclovias e ciclofaixas na cidade, mas aí o projeto será a longo prazo.

    abraços.

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  • Marcelo Mig

    Para o Augusto Guedes: não dá para fazer estatística com apenas uma ocorrência. Andar na mão evita muitos acidentes, mas infelizmente não todos. Como você mesmo diz, no seu exemplo foi um toque sem consequências. Já se você estivesse na contramão, as velocidades se somariam e poderia ter sido muito mais grave. Basta ler o texto do blog e compreendê-lo. Ele se baseia em ESTUDOS e EXPERIÊNCIA PRÁTICA de milhares e milhares de quilômetros rodados por ciclistas experientes.

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  • Augusto Guedes

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 18 Thumb down 47

    • Bruno Pereira

      A única vez que eu QUASE atropelei um ciclista, o Filha da Mãe estava vindo na contramão, em uma via que eu estava acessando de carro. O Motorista olha pra direita, pra ver se está vindo carro, e quando entra, dá de frente com um ciclista, que ainda se ACHA na razão, e te xinga…. Quem diabos espera um ciclista vindo na contramão???

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  • Nogueira Marmontel

    Parabéns pela iniciativa do seu blog (já disponível há muito tempo, mas só o conheci agora.
    Como ciclista desde antes de completar meus 4 anos (tenho 40), só posso parabenizá-lo.
    Também gostei muito da seção “Por que não pedalar na contramão?”. Sempre tive as mesmíssimas opiniões.
    Tenho uma página na Internet onde trato sobre cidadania em geral. Possuo uma seção onde me atrevi a falar de trânsito e tenho uma seção sobre bicicletas. Convido-o a acessar. O endereço é:

    http://geocities.yahoo.com.br/cidadania_br
    Vou colocar na página um “link” para o seu.

    Abraços

    Nogueira

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

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