Vencendo as subidas com mais facilidade

Acha que sua cidade tem muitas subidas? Dá uma olhada nessa aqui, no distrito de Nob Hill, em São Francisco, Califórnia (EUA). Foto: www.freeimages.co.uk

Medo de subida? Seus problemas acabaram! :)

Veja abaixo algumas dicas para enfrentar esse desafio.

Respiração

Nas subidas longas, o melhor é respirar fuuuuuuundo… Inspirar bastante e devagar, até encher bem os pulmões, para depois soltar o ar como se estivesse soprando a chama de uma vela.

Inspirando pelo nariz, o ar entra mais devagar, é filtrado, aquecido e você não fica com a boca seca. Você pode soltar o ar também pelo nariz, mas isso pode dar sensação de falta de ar, devido à demora para voltar a inspirar.

Depois de inspirar fundo e encher bem o peito, costumo prender um pouco o ar lá dentro antes de soltar, aproveitando bem o oxigênio dele na troca gasosa que está ocorrendo nos pulmões. Ao expirar, esvazie bem os pulmões, colocando para fora todo o ar que você havia inspirado, para eliminar totalmente o ar viciado e poder encher os pulmões com ar renovado.

Se você inspirar e expirar rapidamente, sem encher plenamente os pulmões, seu coração vai bater mais rápido. Imagino que seja porque o sangue fica menos oxigenado e o coração tem que bombear mais rápido para garantir o suprimento de oxigênio para as células. Ou talvez por alguma reação psicológica, não sou especialista no assunto, mas posso dizer que funciona: respirando fundo, a gente se cansa menos.

Claro que chega uma hora que você não aguenta mais respirar devagar e precisa respirar mais rápido. Tudo bem, só não precisa respirar como se o ar do planeta estivesse acabando. Respire com calma.

Conforme você vai treinando (tanto a atividade física como a respiração), sua capacidade respiratória vai aumentando e você ficará menos ofegante nas subidas.

Ritmo da pedalada

Já vi citações de que manter a cadência em 90 RPM permite uma melhor utilização do oxigênio, tanto nas retas como nas subidas. A experiência prática me faz crer que isso realmente funciona. Se for possível manter essa cadência (equivalente a uma volta e meia do pedal por segundo), a respiração será melhor aproveitada.

O motivo para esse meio-termo na cadência é que se você girar muito rápido, ficará ofegante; se girar devagar, fará mais esforço e sentirá rapidamente o cansaço muscular.

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Postura

A postura também influencia seu desempenho nas subidas. Pedalar em pé cansa mais, embora alguns ciclistas mais preparados prefiram fazer isso porque permite subir mais depressa (e melhora a musculatura abdominal).

Se você quiser tentar, o ideal é usar seu peso para impulsionar o pedal para baixo, para “economizar perna”. Com a prática, você pode pender a bicicleta para o lado contrário ao qual está fazendo pressão com pé, usando também os braços nesse esforço (melhora o rendimento, melhora a musculatura superior, cansa menos).

Um problema de pedalar em pé é que a suspensão (tanto a dianteira como a traseira, caso você as tenha), vai roubar mais força da pedalada, afundando cada vez que você desce o pé. Outro ponto ruim é que o centro de gravidade fica mais à frente: se o chão estiver escorregadio ou com pedras soltas, a roda de trás vai patinar.

Alguns dos que pedalam sentados usam uma técnica de “remar” com o guidão, puxando ele para trás conforme se aplica força adiante nos pedais. Se a subida estiver realmente puxada, isso ajuda, mas é preciso ter força nos braços porque cansa bastante. Essa técnica também ajuda a evitar que a suspensão dianteira roube energia da pedalada.

Altura do selim

O selim deve estar na altura correta, porque um banco muito baixo força demais o joelho e pode causar dores. Para colocar o selim na altura correta, faça o seguinte: sentado no selim, com o pedal na parte mais baixa da curvatura da pedalada, coloque o pé em cima dele na posição em que você costuma pedalar (para quem tem pedal de encaixe, mantenha o pé “clipado”); a perna deve ficar quase totalmente esticada, mas não totalmente.

Um outro método utilizado por alguns é apoiar o calcanhar no pedal e deixar a perna totalmente esticada. Dessa forma, quando você apoiar o pé da forma em que ele é utilizado na prática, a perna estaria com a angulação correta.

O ajuste fino da altura do selim varia de pessoa para pessoa, use o que for mais confortável para você. Mas saiba que quanto mais dobrada a perna estiver, maior o esforço na patela (joelho); por outro lado, se a perna estiver muito esticada você ficará “rebolando” no selim enquanto pedala, o que pode causar assaduras como resultado do atrito constante. A perna muito esticada também pode causar dores na parte posterior do joelho.

Uma marcha muito pesada pedalando em pé também pode forçar demais o joelho, é melhor subir girando um pouco mais rápido mas fazendo menos força.

Zigue-zague

Se a subida for muito íngreme e a largura da via e o tipo de terreno permitirem, você pode optar por subir em zigue-zague. Vai demorar mais para terminar a subida, porque a distância a percorrer vai aumentar, mas a inclinação relativa diminui, o que em subidas muito fortes pode ser vantajoso.

Só não é recomendável fazer isso em um trecho urbano, porque um carro pode aparecer de repente despencando na descida e te deixar sem tempo para sair do caminho dele. Para não correr riscos ao pedalar nas ruas, sua trajetória deve ser previsível para os motoristas, que não devem ser pegos de surpresa.

Transpiração

Pedalar rápido ou com esforço numa subida significa transpirar, mesmo no frio. Se você estiver usando roupas casuais ou não quiser chegar transpirando, coloque na menor marcha e suba pedalando leve. Ou então desmonte e empurre: você não será “menos ciclista” se fizer isso!

Para não transpirar muito ao pedalar e poder usar a mesma roupa que você pretende usar ao chegar ao seu destino, pedale devagar e faça paradas pelo caminho. Quando sentir que está transpirando mais do que gostaria, pare em uma sombra (de preferência onde um vento te refresque), tire o capacete e tome um pouco daquela água gelada que você sempre leva (né?). Respire, descanse alguns minutos e continue a pedalada.

Mude o caminho

Geralmente há alguma alternativa àquela subida intransponível. Ainda que signifique aumentar o percurso em algumas quadras, isso pode tornar seu trajeto menos cansativo. Experimente mudanças na sua rota, procure no mapa por alternativas.

Busque caminhos onde a subida não seja contínua, mas escalonada. Se precisa ir a uma área mais alta da cidade, você pode tentar subir aos poucos, alternando com deslocamentos na transversal em ruas perpendiculares. Suba uma quadra, siga outra quadra na transversal plana; suba outra quadra, mais um trecho plano. Se as ruas da região permitirem, essa técnica pode ajudar bastante.

Como você faz para vencer – ou evitar – as subidas no seu caminho?
Conte pra gente aqui nos comentários!


56 comentários para Vencendo as subidas com mais facilidade

  • Wadilson

    ê, Willian … porreta o texto, mano

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  • Wendell

    Muito bom o seu texto, parabéns cara

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  • Alexandre SP

    Willian, tbm não sou expert em biologia, mas em observando documentários, vc esta certo em pensar que a respiração acelerada aumenta o ritimo cardiaco, exatamente pela pobresa de oxigenio no sangue. Não vo me lembrar da fonte correta, mas seu amigo, fisioterapeuta confirma isso.

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  • Gilberto Farias

    A afirmação no parágrafo que diz “respirar usando a barriga em vez do diafragma (peito)” está equivocada.
    Quando se respira usando-se principalmente o diafragma estamos fazendo uma respiração abdominal. O ar entra nos pulmões porque houve um aumento longitudinal da caixa torácica. O músculo diafragma abaixa levando consigo a base do pulmão.
    Quando se realiza uma respiração torácica, aumenta-se o diâmetro ântero-posterior da caixa torácica e essa pressão negativa faz com que o ar entre nos pulmões. Essa expanção do torax acontece, principalmente, pela ação dos músculos intercostais externos.

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  • Gilberto Farias

    Quando você afirma que “se você inspira e expira rapidamente, sem encher plenamente os pulmões, seu coração vai bater mais rápido”, isto está absoutamente correto. Quando se inspira profundamente (enchendo bem o peito de ar) aumenta-se o retorno do sangue venoso ao coração o que vai levar, também, a um aumento do volume de ejeção ventricular (mais sangue será bombeado em cada batimento cardíaco).

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  • Alexandre (Atleta)

    Meu amigo, nao se deve de maneira nenhuma utilizar o banco da bike alto.
    Pois assim, que se forca o joelho, a assadura fica de menos, diante de uma lesao no joelho.
    Devemos sim ficar com o joelho levemente curvado.

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  • Ana Carolina

    Parabéns pelo texto! Muito bacana!
    Outro dia estava numa subida e instintivamente percebi que deveria respirar com mais calma e me ajudou muito!
    Abraços

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  • Patricia

    Não achei até hoje texto melhor sobre isso! realmente, minha pequena experiência de ciclista atesta tudo isso que você escreveu, e hoje eu raramente desço da bicicleta. Só acho que faltou dizer que subida é também muito esforço psicológico, e muitas vezes descemos da bike sem o corpo ter pedido, só pelo medo de olhar a subida

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    • Fabio

      Concordo. Moro nas Perdizes, em São Paulo (para quem não é de São Paulo, é um bairro com quase todas as ruas muito íngremes) e penei muito para conseguir pedalar por aqui. Com toda a certeza, a cabeça manda mesmo no corpo!

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  • Luciano

    Uma inspiração rápida tende a encher bem os pulmões. Em esforço é impossível fazer inspirações lentas e pelo nariz. Quem faz ou já fez natação conhece muito bem estas técnicas. Aliás a natação é um excelente esporte para aperfeiçoar a respiração e dá melhorias significativas em outros esportes.
    A expiração depende de cada um, pode ser soprando velas, seguindo um ritmo definido (1, 2, 3..), mas em geral, recomenda-se que seja lenta pra maximizar as trocas gasosas no pulmão.

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  • Rony

    Willian, acho que o texto precisa ser revisado. Pois até onde eu aprendi o que você se refere no texto como “respirar pela barriga e não pelo diafragma” é justamente o contrário. É respirando pelo diafragma que trabalhamos melhor a respiração. E respirar pelo diagragma não é a respiração feita “no peito” como está escrito. Esta técnica, além de ser utilizada na Yoga também é aplicada em aulas de canto em que o cantor tem melhor controle do tempo e potência da voz. Me corrijam se estiver equivocado!

    obrigado,
    Rony carvalheiro.

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  • tiagobarufi

    As ladeiras em SP são o argumento predileto dos viciados em carro.
    Pra vencer a subida sem sofrimento é muito importante não ter ansiedade.
    Encontrada a cadência certa, o ritmo de respiração suficiente, é possível subir qualquer ladeira pedalando. Muitas vezes isso deve ser feito com baixa velocidade – (que, reparem, ainda assim é maior do que a velocidade de caminhada) para evitar o esforço excessivo. Não romper o suor.
    Bicicleta requer menos esforço do que caminhada.
    Tenho visto muito veterano que sobe se esgoelando como se estivesse numa competição. Na ansiedade para terminar logo o tormento da subida, exageram na cadência ou no esforço, tudo para subir mais rápido e acabar logo com o sofrimento. É claro que vão precisar de um banho e mudar de roupa antes de qualquer outra coisa.
    Ruas não são uma corrida! Não tem um prêmio pra quem chega primeiro. Aprendi, depois de alguma prática, que às vezes é melhor subir devagar, aproveitar o caminho e respeitar os limites do corpo e do conjunto. E o engraçado é, em dias como o de hoje (uma sexta-feira normal), chegar bem mais depressa com essa estratégia do que os amigos motorizados vítimas do trânsito.

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  • Essa Nob Hill parece a Brigadeiro vendo de longe…
    Detesto subidas no começo, amo no final… Sentimento de conquista, glória, perssistência… Um dos bons sentimentos criado pela bicicleta…
    Mas observando do ângulo do carro imagino o desperício, a gasolina usada, tudo pelo bendito “conforto”…
    hehe
    Bike Love

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  • Edson

    Pedalar clipado facilita nas subidas? A pior subida q vi aki em Sampa foi a Rua Paris.

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  • Pedro Harrison

    Bacana o artigo!

    Acho que algumas dicas que também podem ser oportunas, são:

    Aproveitar o embalo/ritmo se você vem de um descida ou de uma reta, ajuda muito a superar com menor esforço a parte inicial da subida;

    Conhecer a bike e sua relação de câmbio para saber quando ‘reduzir’ a marcha, não é aconselhável trocar a marcha com a tensão máxima na corrente, vale a pena dar uma maneirada momentânea ou trocar antes da parte mais inclinada da subida.

    Creio que além do esforço físico é um esforço psicológico também, e para aqueles que não estão muito fora de forma é o fator principal. aconselho a nem a pensar a desistir, você vai ver que pedalada a pedalada você vai subir as subidas mais longas e difíceis… não sem esforço, mas sem a necessidade de empurrar a bike.

    Com o tempo encontramos nosso ritmo, e para aqueles que estão treinados é uma boa oportunidade para dar uma forçada e ganhar mais condicionamento físico.

    Para mim é sempre um desafio a ser vencido, e toda grande subida trás uma boa decida depois o que é muito recompensante, pena que a descida acaba tão rápido…rs

    Abraços.

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  • Daniel Seabra Ateu

    Respirando pela barriga você ajuda o trabalho do diafragma, evitando aquela fisgada que parece até dor de barriga. Quando você respira por muito tempo e muito rápido só com a parte superior dos pulmões o músculo fica sobrecarregado.

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  • Leandro Paschoalin

    Muito Bom….Uso técnicas de respiração para praticamente tudo que faço principalmente em treinos de corrida,pedaladas e até mesmo quando luto jiu jitsu. É muito eficiente,mas a matéria me abriu mais a mente e em relação a isso.Ótimo texto,Obrigado por mais essas dicas e Parabéns.

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  • Caro Willian, obrigada por estas dicas de pedaladas em subidas. Valeu mesmo. Elas ainda me intimidam! E compartilho da opinião do Gilberto Farias e Rony: se possível, revise o trecho “respirar usando a barriga em vez do diafragma (peito)”, pois, de fato, é exatamente o contrário. É mais como a explicação do Daniel Seabra Ateu. Respiração “de barriga” é sinônimo popular para respiração diafragmática. Abraço cordial!

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    • Cinira e demais, obrigado pelos comentários sobre a respiração abdominal. Algumas fontes que consultei apontavam a respiração abdominal como mais eficiente que a diafragmática ou peitoral, mas como algumas pessoas apontaram por aqui que não seria essa a informação correta, optei por retirar esse parágrafo do texto.

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  • edson

    O que me mata nas subidas é a dor nas pernas, em especial nas coxas!!

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  • Willian, Tenho tendencia a varizes, e sempre tive muita dor nas pernas e o coração disparado e antes de usar minha bike eletrica , tentei inumeras vezes acompanhar meu marido que sempre pedalou e eu acabava voltando pra casa , as vezes chorando porque não conseguia acompanhá-lo. Hoje com minha bike eletrica, consigo pedalar 90 % , e minha capacidade pulmonar e força nas pernas melhorou muito .
    Obrigada pela dica da respiração porque até hoje tenho dificuldade de respirar e suas dicas são sempre muito valiosas para mim .

    Hoje, consigo acompanhar meu marido e qualquer grupo de ciclistas porque vou por último no grupo, não atrapalho ninguém e nas subidas muito ingremes , pedalo muito e graças ao motor que muito me ajuda, consigo terminar junto com o grupo e não atrapalho ninguém. Posso acompanhar meu marido em qualquer passeio. Definitvamente a bike une as pessoas !

    Colocar na marcha mais leve me ajuda muito também, mas demorei quase 1 ano pra aprender passar as marchas com facilidade e isso a juda muito !

    Subir em zigue-sague também me ajuda muito , ai consigo pedalar a cada dia mais e uso o meu motor de forma mista. Meu coração já não dispara quase pois estou respirando bem melhor, mas sinto que ainda preciso melhorar a forma de respirar. A parte psicologica de vencer o medo de uma subidona também influencia muito. Sempre tive muito medo das grandes subidas, tinha medo de parar no meio do caminho e de não conseguir frear a bike. Hoje, subo qualquer ladeira pois não paro nunca e mais, posso pedalar de sandalia de salto alto sem nenhum problema . Ainda sou novata ( 3 anos e meio como ciclista ), mas para quem sempre sonhou pedalar , me sinto vitoriosa das pequenas conquistas do dia a dia. Tudo na vida é treino, garra e determinação!

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    • Massaharu Suzuki

      Patricia, tudo bem! Sim, as bikes eletricas, ajudam e muito nas subidas, mas, elas foram projetadas justamente para esse fim, agora, usá-la em ruas que não há necessidade, é um desperdicio da carga da bateria da sua bike eletrica, pois, na hora em que voce mais precisar da carga da bateria, ela estará praticamente quase esgotada. No caso, voce terá duas opções: ou seguir pedalando ou alternar pedalando e empurrando sua bike.

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  • Sobre a postura e o selim tem outras dicas.

    Em uma subida ingrime e longa, pedalando sentado: relaxe seus braços para não gastar energia extra, mantenha seus cotovelos mais fechados junto ao corpo e apenas apoie as mãos sobre o guidon só para mantê-lo reto.

    Curve seu corpo mais para frente e use o abdômen para auxiliar na força das pernas. Sente-se o mais para frente que der no selim, quase na pontinha dele, incomoda um pouco no começo mas se acostuma rápido, isso muda seu centro de gravidade e transfere o peso mais à frente melhorando o equilíbrio e dando mais força para as pedaladas.

    Evite ficar olhando para ver quanto falta apenas siga seu ritmo até o final, observando só uns poucos metros a frente para evitar obstáculos, quando se surpreender já acabou. O psicológico influencia.

    PS: Acho engraçado o pessoal falar que os morros de SP são um problema, sugiro dar umas voltas em BH na região próxima das paredes da Serra do Curral com trechos de até 300 metros de ascensão, em poucos km.

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  • Muito bom o texto!

    Se me permite uma sugestão: dicas de como escapar do “corridão” de cachorros durante pedaladas na rua. Eu tenho minhas técnicas para tentar evitar que eles me sigam, mas nem sempre é possível.

    Abraço!

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  • Gabriel

    A inspiração deve ser pela boca. Numa subida, ou em grande esforço físico, o corpo precisa de mais oxigênio.

    Logo,o melhor é inspirar pela boca, podendo levar mais oxigênio aos pulmões.

    A reputação deve ocorrer de acordo com a necessidade: não controle; se precisar respirar rápido, respire rápido!

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  • Marcos Felipe Gomes Faleiros

    Muito bom o texto e as dicas, parabéns!

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  • Massaharu Suzuki

    Parabens pela materia, muitas dicas!!!

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  • Lauro Tibola

    consegui várias respostas e também dicas obrigado
    e parabéns pela matéria.

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  • felipe borges nepomuceno

    show a dica muito boa!!!! =D

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  • Sandra

    Oi Pedro

    Adorei suas dicas!!!
    E fora isso eu tbm acredito que a mente tem que estar vazia, evitar de ficar pensando o maximo que eu faço é observar a paisagem e mais uma dica, não fico encarando a subida … costumo olhar só uns 3m a minha frente e quando vejo lá se foi a subida, e o bom de uma subida é que também tem a DESCIDA!!!

    Um abraço.

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  • Kristhian

    Ótimo texto! Acho que já foi tudo falado, até mesmo a importância de não deixar seu subconsciente te sabotar ao ver o quão longe está o topo da subida. Contudo, existe uma eterna discussão no ciclismo entre as duas formas de proceder com subidas, ou disputa entre “spinners x smashers”. Simplificando ao mínimo, é a técnica de manter uma marcha mais leve e compensar com alta rotação no pedal (< 90rpm) – e "gastar perna" – versus ficar em uma marcha normal e usar o peso do corpo sobre os pedais. Ainda que essa discussão toda tem como pano de fundo como manter a velocidade em provas de ciclismo, o que não é o foco de um ciclista urbano, ambas têm lá suas vantagens e desvantagens para um ciclista urbano. Por experiência própria, posso dizer que as técnicas de spinning são úteis quando é possível pegar embalo antes da subida (ruas com quarteirões longos, sem curvas e sem buracos) e se a qualidade do asfalto na subida for boa. Buraco e calçamento de paralelepípedo… esquece a técnica. É melhor se acomodar no selim, respirar fundo, baixar a marcha e manter 90 rpm sem olhar muito para o topo. Se a subida é muito íngrime, usar o peso do corpo sobre os pedais pode ser a única forma de vencer a subida sobre duas rodas.

    Quem mora em bairros acidentados – como o Campo Belo, Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Ipiranga etc. – vale considerar uma bicicleta com coroa tripla. Existem subidas aqui no Campo Belo que eu só enfrento com a coroa compacta e usando o peso do corpo sobre os pedais.

    Muita coisa já foi dita aqui, mas acho que a melhor dica que posso dar é: experimente cada uma das técnicas. E não se acanhe em descer da bicicleta e empurrar caso o fôlego acabe. Não há vergonha alguma nisso. É melhor empurrar por 5 min. do que perder controle sobre a bike (pela baixa velocidade) e se machucar no trânsito. Aí sim, pode contar que você ficará por um bom tempo sem subir ladeiras (e descer também). Mas também não desista ao menor sinal de dificuldade.

    P.S.: Desejo a todos a sensação indescritível de um dia subir uma ladeira mantendo 25 km/h e emparelhado com um carro. O olhar embasbacado do motorista ao ver você subindo junto com ele, montado sobre um motor, é impagável. Essa lembrança me motiva até hoje em todas as subidas difíceis (especialmente naquelas que só a coroa compacta resolve).

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    • leticia

      apesar de achar super validas as dicas…concordo com vc, não há vergonha em descer da bike por uns minutos. não precisamos provar pra ninguém nossos limites. ando de bicicleta todos os dias e existem vários trajetos que levo ela na mão… por exemplo quando cruzo uma ponte sobre a marginal ou estou num trecho que me obriga a andar na contra-mão. Não tenho vergonha. Alias, por falar nisso, tá cheio de ciclistas com bicicletas caríssimas, roupinhas incríveis que andam na calçada e maltratam os pedestres pagando de bacana… #ficadica. AMO ESSE BLOG!

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  • AngelikeKPS

    Tiagobarufi , vc tem absoluta razão. Nada como subir um ladeira com calma, devagar, apreciando a paisagem e/ou o lugar, respirando com calma. Nesse momento… aproveito para NÃO pensar nas coisas que tenho para fazer ou, simplesmente, ouvir música (bem baixinha). Aproveito as subidas para ganhar tranquilidade e acalmar minha mente. Pense num ótimo exercício de relaxamento (pelo menos no meu caso). O psicologico nas subidas é tudo=adoro!!!

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  • Danilton Dias

    Muito bom o post, ajudou a esclarecer algumas duvidas, quanto a regulagem da altura do selim acesse http://www.nograu.com.br/bike-fit-no-grau/, funcionou perfeitamente pra mim, apesar de eu ter comprado um quadro maior do que o que indicou, a altura do selim e o top tube ficaram perfeitos..

    Quanto as subidas, eu ainda quase morro, mais subo, não curto ficar demorando muito, prefiro dar um gaz legal no inicio e se arregar jogo na marcha mais leve e ai termino na maciota(porém nem penso em descer da bike), e estou apenas a 3 meses pedalando, então o condicionamento físico ainda está meio trash……ainda mais para um ex fumante……

    Eu curto muito os trechos com subidas, na minha opinião essa é a graça do role, ficar pedalando no em retas não me agrada, e é sempre bom variar o trajeto para não cansar de passar sempre no mesmo local.

    Hoje pedalo diariamente, pulando apenas alguns sabados ou domingos uma faixa de 15 a 25 km por dia, trajeto urbano com mistos de retas e subidas na maioria.

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  • essa técnica de “remar” eu não entendi. Puxa pra trás como? eu puxo fazendo força no braço corpo pra frente?

    preciso de ajuda dos universitários :-P

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  • essa técnica de “remar” eu não entendi. Puxa pra trás como? eu puxo fazendo força no braço com o corpo pra frente?

    preciso de ajuda dos universitários :-P

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  • Essa técnica de remar é errada, absorve a mesma energia se usar uma suspensão na bike….quando vc começa a usar o corpo de forma indevida para pedalar implica em mais cansaço pois está apenas usando mais músculos.
    Para uma subida eficaz com sapatilha (clipado) o ideal é sentar mais na ponta do selim e girar entre 90 e 110 PPM (Pedaladas por minuto e não rotações), o giro deve ser perfeito. Quando está usando um tênis com pedal plataforma o ideal é sentar-se mais na parte de trás do banco para usar mais energia comprimindo o pedal para baixo.
    Fora isso achei o texto e a ideia da respiração perfeitos!
    Em subida, mais giro é melhor!

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    • Ricardo, concordo com a parte do giro, mas discordo sobre a remada. Talvez não estejamos falando da mesma coisa, enfim. Permanecer de pé, jogando a bike para o lado oposto ao que se aplica força com o pé permite usar melhor a gravidade a seu favor, além da força dos braços. Não há nada nesse movimento que absorva a força, exceto se você tiver suspensão na bicicleta. Ainda assim, em caso de suspensão dianteira, é possível ajustar os movimentos para que o guidão não seja muito pressionado para baixo, focando em puxar para cima em vez de empurrar para baixo.

      Mas discordâncias como essa são salutares! :)

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  • Após quase 40 anos de ciclismo posso dar o seguinte conselho:

    Vencer subidas/ledeiras que assustam: – Pensem da seguinte maneira: Quem tem que ser vencido é a ladeira/subida e não o ciclista. Então empurre o corpo o máximo que puder para longe do guidon. Transfirindo o seu peso para a roda traseira – evitando que ela derrape e a força emprega nos pedais (tração) seja disperdiçada.
    Alivie a força exercida sobre o guidon. Isso faz com que a roda dianteira “desgrude” do piso.
    Pedale como se estivesse subindo uma “maldita” escada. Ao subir uma escada simplesmente empurramos o piso para baixo e forçamos o corpo para cima.

    PS.: Pedalo por esporte. Com médias de 120km/dia.

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  • Léo

    Se a idéia é experimentar subidas, então vocês precisam experimentar subida da serra do rio do rastro em SC.

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  • Roberto Trad

    Valeu as dicas, muito valiosas para iniciantes sofredores!

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  • MJO

    Cara… Eu prefiro subir usando o torque máximo, ou seja, quando a velocidade começa a cair, eu aguardo até chegar em 60 RPM e depois diminuo a marcha, uma por vez, não importando se demore ou não para a velocidade estabilizar.

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  • Nossa! Agora estou compreendendo melhor. Deixei de completar um passeio ciclístico por que o banco da bike estava baixo e ainda por cima quebrado. Fiquei frustada que só! E realmente com o banco desregulado cansa mais e o rendimento fica péssimo. Neste passeio preferi retornar para o ponto de partida pois o pelotão de bike já estava bem adiantado. Valeuuuuuuu mais uma vez!

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  • Andre Herzog

    Muito bom o texto! Também acho útil, quando a subida é muito longa, manter os olhos na pista logo à frente da bike, evitando olhar lá na frente pra ver quanto ainda falta. Acho que o lado psicológico de olhar lá pra frente e ver que ainda falta muito desistimula. Boas pedaladas!

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  • Boa noite amigo. Texto espetacular. Ajudou-me muito pois meu problema é justamente a respiração…as pausas e frequencia que recomendou realmente faz uma grande diferença.

    Forte abraço e boas pedaladas.

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  • CARLOS ALBERTO DUARTE

    Sou um amante nato de bicicletas!!!
    Com 61 anos, estou aqui curtindo comentários sobre bicicletas e istoto é sinal que amo mesmo as magrelas!!!
    Bom, no tempo que andava muito de bicicleta, nunca gostei de usar as marchas mais fortes.Só quando uma subida muito forte, assim exigia.
    Minha dica é a seguinte: a marcha deve estar regulada de maneira que o esforço dedicado, seja o que te deixa confortável!!! Isto é, o ciclista deve sentir que pode ir longe, que não vai cansar rapidamente com aquela regulagem. Por outro lado, bicicleta com marcha desnecessáriamente forte, é enfadonho. Bicicleta para mim, é um misto de exercicio e passeio. Finalmente, permitam-me dizer que é nos passeios longos que eu me realizo. Tive um professor de educação física que dizia” a ginastica é boa, quando vencemos nosso limiti dia a dia”.
    Abraços..

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